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Floricultura brasileira faturou R$ 5,2 bilhões no ano passado

dom, 19/01/2014 - 16:16

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A produção de flores no Brasil movimentou R$ 5,2 bilhões no ano passado, com aumento de 13% em relação a 2012, disse o presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker. Ele salientou que o valor se refere ao faturamento dos atacadistas e varejistas de flores. Para os produtores, a atividade gerou receita entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão. “O atacadista sempre dobra [o preço da produção]”. Observou, também, que sobre o valor é acrescida a parte do varejista, o que acaba resultando nos R$ 5,2 bilhões de faturamento em 2013.

São Paulo é o mais importante estado produtor, apresentando faturamento de R$ 1,8 bilhão em 2013. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, que movimentou R$ 576 milhões, com aumento de 23% em comparação ao valor registrado no ano anterior, de acordo com informação da Secretaria Estadual de Agricultura. O secretário Christino Áureo acredita que a expansão é resultado da profissionalização da atividade nos últimos anos, da diversificação da produção e da oferta de crédito para investimento e custeio.

Esclareceu que por meio do programa de fomento ao setor, o Florescer, têm sido intensificadas as ações de capacitação de produtores, “preparando nossos produtos para competir e conquistar espaço, tanto no Rio de Janeiro, como para atender outras unidades da Federação”. Hoje, 52 dos 92 municípios fluminenses trabalham com floricultura, criando 18 mil postos de trabalho.

O presidente do Ibraflor estimou que, em 2014, o crescimento do setor não mostrará grande incremento, devendo fechar com alta em torno de 8%. Isso resulta de vários fatores. Entre eles, citou o Dia Internacional da Mulher, que este ano cairá no sábado depois do carnaval. “Sábado não é um dia bom. Depois do carnaval, é pior ainda”, manifestou.

Outro fato que reduzirá as vendas, segundo Schoenmaker, é a Copa do Mundo. “Nós já passamos por várias Copas do Mundo e sabemos o efeito disso. As vendas caem bastante”. O setor pretende promover ações voltadas para a Copa, mas não sabe qual será o resultado. “A gente tem que esperar”.

Atualmente, o Brasil conta 8 mil produtores, dos quais 98% são de pequeno e médio porte. A área cultivada no ano passado totalizou 13,8 mil hectares. Mais de 350 espécies foram produzidas, somando 3 mil variedades. O mercado engloba 60 centrais de atacado, 650 empresas atacadistas e 22 mil pontos de venda no varejo.

Kees Schoenmaker disse que a tendência não é aumento do emprego na floricultura nacional, mas expansão da área para produção, “porque o pessoal está mecanizando mais, automatizando mais”. Além disso, apontou que há dificuldade em encontrar pessoal capacitado para a atividade. “A dificuldade que outros negócios sentem, nós sentimos também. Está difícil”.

 

Edição: Beto Coura
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Brasil deixa de exportar flores e passa a importar

dom, 19/01/2014 - 16:09

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A exportação brasileira de flores é quase nula e não se vislumbra nenhum futuro promissor, disse o presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker. Ele informou que as poucas estatísticas que aparecem não se referem a flores cortadas, nem a plantas, a mudas ou bulbos. “Em vez de exportar, hoje em dia nós estamos importando da Colômbia e do Equador”. Rosas estão entre as principais flores importadas.

Segundo Schoenmaker, o Brasil nunca teve destaque no campo da floricultura no mercado exterior. “A gente era conhecido. E com a piora do câmbio, a atividade parou”. Em outro sentido houve melhoria no mercado interno. “Por que, então, exportar?”, indagou.

Ele explicou que o clima no Brasil não é favorável à produção de flores como no Equador e na Colômbia, “que têm altitudes maiores do que a gente. Produzem acima de 2,5 mil metros. A gente para com 1,4 mil metros”. Schoenmaker informou que quanto mais alto e mais frio, mais propício é o clima para a produção de flores de alta qualidade.

O presidene da Ibraflor disse que o consumo está evoluindo de forma positiva. “Porque está se encontrando flores e plantas em todos os lugares, hoje em dia. Praticamente, todos os supermercados têm”. A qualidade do produtor final melhorou, bem como a durabilidade das flores, que “é muito maior do que há cinco ou dez anos “.

Segundo ele, isso faz com que aumente a satisfação do consumidor e o leva a repetir a compra. O consumo per capita no Brasil é R$ 26 por habitante/ano, o que ele considera que “não é bom, mas não é ruim”. Em 2012, o consumo por habitante/ano era R$ 23,02. Em comparação a outros países, principalmente da Europa, o consumo brasileiro é pequeno. “Na Europa, é até sete vezes maior”.

No Brasil, o maior consumo per capita em 2013 foi registrado no Distrito Federal (R$ 43,72), seguido de São Paulo (R$ 43,63), do Rio Grande do Sul (R$ 36,99), Rio de Janeiro (R$ 35,48) e de Santa Catarina (R$ 31,46).

 

Edição: Beto Coura
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Jovens estão entre as menores taxas de ocupação no país, mostra Pnad Contínua

sex, 17/01/2014 - 19:26

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A faixa entre 14 e 17 anos na distribuição de pessoas ocupadas por grupos de idade é a que apresenta menores resultados (2,7%), em termos de Brasil, nos dados relativos ao segundo trimestre de 2013. As regiões Norte (3,7%) e Nordeste (3,1%) foram as que apresentaram maiores taxas. Os níveis de ocupação também são os mais baixos no mesmo período (17,5%). Os dados fazem parte dos primeiros resultados da nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada hoje (17) pelo órgão.

Para a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, embora os dados possam parecer negativos, eles mostram que o jovem brasileiro está ficando mais tempo na escola. “Nós estamos aprofundando a análise, mas um dado que me deixou satisfeita, e que inicialmente parece negativo, que é o desemprego entre os jovens, na verdade reflete uma melhoria importante’, disse em entrevista à Agência Brasil.

Na avaliação da ministra, o que está acontecendo é que tem um número menor de jovens procurando trabalho porque estão na escola. “Significa que eles estão onde deveriam estar, que é na escola. Estão deixando de ir ao mercado de trabalho porque estão ficando mais tempo estudando, exatamente na faixa de 14 a 17 anos. Do meu ponto de vista é uma das informações que a pesquisa traz mais positiva, apesar de quem olha primeiro o dado acha que é um percentual bastante alto”, declarou.

Miriam Belchior disse que, a partir da pesquisa, vai ser possível ter um olhar mais geral da política de empregos no país. “A PME [Pesquisa Mensal de Empregos] e a Pnad [pesquisas feitas pelo IBGE e que serão substituídas pela Pnad Contínua] têm seu valor e não são comparáveis, mas essa iniciativa tem essa importância, apesar de ser nova, e, certamente, terá ainda alguns ajustes a serem feitos”, disse.

A ministra destacou ainda que os resultados da participação da mulher no mercado de trabalho, que é menor do que a do homem, acompanham o que a PME já mostrava. “O que tem de interessante é que, apesar de a PME e a Pnad não serem comparáveis, aparentemente elas têm a mesma tendência. O mercado de trabalho para as mulheres a gente sabe que elas ganham menos. Acho que, como as meninas já ocupam mais espaço nas escolas do que os homens, isso vai mudar com o tempo. Mas acho que a diferença de gênero, a diferença regional, também já vinham sendo apresentada na PME, que é um pouco a característica do nosso mercado de trabalho”, avaliou.

Sobre o fato da pesquisa já seguir a nova nomenclatura adotada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), Miriam Belchior disse que esta é uma preocupação do governo de deixar o mercado de trabalho nacional atualizado, que permita a leitura dos dados pelos organismos internacionais. “O mercado de trabalho do Brasil sempre procura estar dentro das orientações mais gerais de organismos internacionais, seja de estatísticas, seja de políticas públicas em geral. Na verdade algumas das mudanças a PME já incorporou há mais tempo, mas nós queremos que o IBGE esteja no que há de melhor em termos de estatísticas”, disse.

 

Edição: Aécio Amado

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Atualizada - Taxa de desocupação tem queda no segundo trimestre de 2013

sex, 17/01/2014 - 18:58

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio - A taxa de desocupação no Brasil registrou ligeira queda (7,4%) no segundo trimestre de 2013 e ficou abaixo do mesmo período de 2012 (7,5%). O percentual representa também uma queda em relação ao primeiro trimestre de 2013, quando ficou em 8%. Os dados fazem parte dos primeiros resultados da Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O nível de ocupação se manteve praticamente no mesmo nível no segundo trimestre de 2013 (56,9%) e no primeiro trimestre do mesmo ano (56,3%). No segundo trimestre de 2012, era 57,1%.

A população ocupada aumentou no segundo trimestre de 2013 (90,6 milhões de pessoas), na comparação com o mesmo trimestre de 2012 que registrou 89,6%. No primeiro trimestre de 2013, atingiu 89,4 milhões de pessoas.

A população desocupada se manteve igual nos segundos trimestres de 2013 e 2102 (7,3 milhões de pessoas). No primeiro trimestre do ano passado, ficou em 7,8 milhões.

A maior taxa de desocupação no segundo trimestre de 2013 foi registrada na Região Nordeste (10%), e a menor, no Sul (4,3%). 

Das 159,1 milhões de pessoas de 14 anos ou mais, 61,3 milhões estavam fora da força de trabalho, equivalente a 38,5% do total. Elas não estavam desocupadas nem ocupadas. A maioria era mulher (66,7%). “Percebe-se o avanço [na participação da mulher no mercado de trabalho], mas ainda é inferior ao mostrado pelos homens”, explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

De acordo com o coordenador, quando se analisa a população ocupada, a pressão das mulheres para entrar no mercado de trabalho é maior que a dos homens. No segundo trimestre de 2013, 68,7% dos homens estavam ocupados e 46,2% das mulheres estavam na mesma situação.

Edição: Graça Adjuto e Carolina Pimentel

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Ibovespa cai 1,04% no pregão de hoje e perde 4,52% em 2014

sex, 17/01/2014 - 18:57

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), caiu 1,04% no pregão de hoje (17) e marcou 49.181 pontos, depois de fechar 665.497 negócios no valor de R$ 5,25 bilhões. Com isso, a BM&FBovespa acumula perdas de 4,52% nos 12 dias úteis de 2014, até agora, e retorna ao patamar de agosto do ano passado.

O que mais pesou para derrubar o mercado de ações nesta sexta-feira foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de novembro de 2013, que teve retração de 0,31% em relação a outubro, mais forte do que as expectativas dos analistas financeiros. Fator que afetou, principalmente, os papéis de empresas construtoras, de bancos e, em menor volume, as ações da Vale e da Petrobras, que têm maior peso relativo no pregão.

O anúncio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de que o faturamento da indústria caiu 1,8% em novembro do ano passado, comparado ao mês anterior, também contribuiu para aumentar as incertezas da véspera, quando o Ibovespa havia perdido 0,82%.

Em sentido contrário, as bolsas da Europa e dos Estados Unidos fecharam em alta, depois que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, divulgou que a produção industrial dos Estados Unidos se recuperou 3,7% em relação a 2012. Anúncio que influenciou também a valorização do dólar no mercado internacional.

A cotação da moeda norte-americana foi puxada para baixo pela atuação forte do Banco Central (BC), que vendeu US$ 197,9 milhões em swap cambial tradicional (equivalente à venda futura de dólares), com vencimento em 1º de setembro deste ano, e ofereceu lote de 25 mil swaps para rolar contratos que vencem no próximo dia 3, no valor de US$ 11,028 bilhões. O BC não informou quanto conseguiu colocar no mercado.

As ações contribuíram para o dólar perder 0,82% e encerrar o pregão de hoje cotado a R$ 2,346 para venda. No ano, a moeda norte-americana mantém-se estável, com perda de 0,48%.

Edição: Fábio Massalli

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Número de empregados com carteira assinada atingiu 76,4%

sex, 17/01/2014 - 15:12

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - No segundo trimestre de 2013, 76,4% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. O resultado representa uma elevação de 0,9 ponto percentual na comparação com mesmo período do ano anterior, quando ficou em 75,5% e de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Os avanços mais significativos foram na região Norte (2,6 pontos percentuais) e nas regiões Nordeste e Sul (1,3 ponto percentual de elevação).

“A Pesquisa Mensal de Emprego e a PNAD mostravam o avanço na carteira de trabalho ao longo dos últimos anos, e isso foi confirmado na PNAD Contínua. Na verdade, estamos a três ou quatro anos em que a carteira de trabalho vem apresentando avanços na comparação anual, algo em torno de 300 mil a 400 mil postos de trabalho, restritos às seis regiões metropolitanas”, analisou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, acrescentando que a explicação do movimento é o cenário econômico que está em evolução, com geração de postos de trabalho e melhor qualidade no emprego.

Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 30,8% tinham carteira de trabalho assinada no segundo trimestre de 2013. O resultado equivale a uma queda de 0,7 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

 

Edição: Beto Coura
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Pnad Contínua permitirá avaliação detalhada do mercado de trabalho

sex, 17/01/2014 - 14:17

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A presidenta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, disse que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (17) significa um marco na história das estatísticas referentes ao mercado de trabalho. “Para o futuro, nós estamos passando um novo sistema de informações muito mais abrangente com capacidade de atender às demandas da sociedade brasileira de forma mais eficiente”, disse.

A Pnad Contínua vai substituir a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), feitas também pelo IBGE. Na PME, os dados eram limitados às seis grandes regiões. No novo critério, a informações são coletadas em todo país. A mudança em relação à Pnad é que os dados na Contínua passarão a ser divulgados a cada três meses, enquanto o índice anterior era anual.

“A partir de hoje nós teremos informação sobre o mercado de trabalho nacional, em curto espaço de tempo. A cada três meses poderemos divulgar indicadores do que é a ocupação, a desocupação, [dados] por idade, por sexo, por nível de instrução”, esclareceu.

Os primeiros resultados divulgados hoje se referem aos trimestres de 2012 e aos dois primeiros de 2013. A expectativa do instituto é atingir as 27 unidades da federação no fim do ano. “Neste momento a pesquisa apresenta Brasil e grandes regiões, mas depois será detalhado geograficamente e com muito mais informações do que estamos divulgando hoje”, completou a presidente do IBGE.

Edição: Beto Coura

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Economia dá sinais de melhora, mostra FGV

sex, 17/01/2014 - 11:09

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo- O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil cresceu 0,9%, em dezembro, ao atingir 127,4 pontos, ante uma queda de 0,2% em novembro e variação positiva de 0,1% em outubro. O cálculo é feito em conjunto pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela instituição independente norte-americana The Conference Board.

Cinco dos oito componentes influenciaram nesse resultado. Em nota, o economista da FGV Paulo Picchetti atribuiu essa evolução à projeção de maior dinamismo no mercado internacional. “O fortalecimento das expectativas nos setores de manufatura e serviços, associado à moderada melhoria da economia global, contribuíram para o avanço do Iace de dezembro", disse o economista.

Para este primeiro semestre do ano, no entanto, a retomada do crescimento econômico ainda será pequena, conforme prevê Picchetti. Ele justificou que o mercado de ações tem apresentado crescimento lento. Além disso, observou que a demanda interna segue em ritmo moderado e com poucas chances de mudança no curto prazo, em razão do aperto monetário adotado como estratégia de controle inflacionário.

Para o economista do The Conference Board, Ataman Ozyildirim, o resultado do índice mostra que o pior momento da economia já está passando. ”Projetamos crescimento econômico estável e até um ligeiro avanço no início deste ano”, acrescentou.

O Iace, lançado em julho do ano passado,  permite a comparação da economia brasileira com 11 países e regiões: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coreia, Espanha e Reino Unido.

O levantamento conjunto sobre Indicador Antecedente Composto da Economia, que avalia as condições atuais do setor, teve declínio de 0,1% em dezembro, com a marca de 128,9 pontos, ante uma redução de 0,2% em novembro e um crescimento de 0,6% em outubro. Três dos seis componentes ajudaram na melhoria de desempenho.

Edição: Graça Adjuto

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Faturamento na indústria cai 1,8% em novembro de 2013

sex, 17/01/2014 - 11:09

Da Agência Brasil

Brasília - O faturamento da indústria brasileira caiu 1,8% em novembro na comparação com outubro de 2013, na série com ajuste sazonal, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os números estão no boletim Indicadores Industriais com números apurados mensalmente. O ajuste sazonal é necessário para evitar a interferência nos índices por conjunto de flutuações, como os fatores climáticos e feriados, entre outros.

A CNI informou que, no mesmo período, as horas trabalhadas na produção recuaram 0,6% e o nível de utilização da capacidade instalada diminuiu 0,2 ponto percentual e alcançou 82%. Pelo levantamento, foi o terceiro mês consecutivo de queda do faturamento na série de dados com ajuste sazonal.

No acumulado entre janeiro e novembro de 2013, em relação ao mesmo período de 2012, o faturamento cresceu 4% e, na mesma base de comparação, as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis, com leve expansão de 0,1%. A utilização da capacidade instalada aumentou 0,5 ponto percentual.

O resultado de novembro mostra que, mesmo com a retração da atividade naquele mês, o emprego na indústria aumentou 0,1%, e a massa real de salários cresceu 0,8%. O rendimento médio do trabalhador ficou estável ante outubro na série dessazonalizada. De janeiro a novembro de 2013, o emprego cresceu 0,7% e a massa real de salários subiu 2% em relação ao mesmo período de 2012, informou a CNI.

Edição: Marcos Chagas

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Casa da Moeda tem lucro de R$ 783 milhões em 2013

sex, 17/01/2014 - 11:01

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Casa da Moeda do Brasil (CMB) fechou 2013 com lucro recorde de R$ 783 milhões, resultado 47% superior ao de 2012 (R$ 533,1 milhões). O faturamento ficou em R$ 2,98 bilhões, crescimento de 9,5% comparado com o ano anterior. Em 2013, a Casa da Moeda produziu 3,1 bilhões de cédulas, 2,3 bilhões de moedas e 2,4 milhões de passaportes.

Segundo a Casa da Moeda, as licitações internacionais de papel, discos e tinta utilizados para a fabricação de cédulas e moedas contribuíram para o resultado. A CMB também cita a renegociação do contrato com a empresa que presta serviço de selos rastreáveis de bebidas, a otimização dos estoques de insumos, a redução de perdas na produção de passaportes e cédulas e da dívida de curto prazo.
 
O resultado vai elevar na mesma proporção (47%) o pagamento de dividendos à União (R$ 284 milhões) e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos empregados da Casa da Moeda (R$ 70 milhões).

Edição: Graça Adjuto

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Taxa de desocupação tem queda no segundo trimestre de 2013

sex, 17/01/2014 - 09:46

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio - A taxa de desocupação no Brasil registrou ligeira queda (7,4%) no segundo trimestre de 2013 e ficou abaixo do mesmo período de 2012 (7,5%). O percentual representa também uma queda em relação ao primeiro trimestre de 2013, quando ficou em 8%. Os dados fazem parte dos primeiros resultados da Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O nível de ocupação se manteve praticamente no mesmo nível no segundo trimestre de 2013 (56,9%) e no primeiro trimestre do mesmo ano (56,3%). No segundo trimestre de 2012, era 57,1%.

A população ocupada aumentou no segundo trimestre de 2013 (90,6 milhões de pessoas), na comparação com o mesmo trimestre de 2012 que registrou 89,6%. No primeiro trimestre de 2013, atingiu 89,4 milhões de pessoas.

A população desocupada se manteve igual nos segundos trimestres de 2013 e 2102 (7,3 milhões de pessoas). No primeiro trimestre do ano passado, ficou em 7,8 milhões.

A maior taxa de desocupação no segundo trimestre de 2013 foi registrada na Região Nordeste (10%), e a menor, no Sul (4,3%). 

Das 159,1 milhões de pessoas de 14 anos ou mais, 61,3 milhões estavam fora da força de trabalho, equivalente a 38,5% do total. Elas não estavam desocupadas nem ocupadas. A maioria era mulher (66,7%). “Percebe-se o avanço [na participação da mulher no mercado de trabalho], mas ainda é inferior ao mostrado pelos homens”, explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

De acordo com o coordenador, quando se analisa a população ocupada, a pressão das mulheres para entrar no mercado de trabalho é maior que a dos homens. No segundo trimestre de 2013, 68,7% dos homens estavam ocupados e 46,2% das mulheres estavam na mesma situação.

Edição: Graça Adjuto e Carolina Pimentel//Texto atualizado às 19h50 para acréscimo de informações

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IPC-S avança em seis capitais na segunda semana de janeiro

sex, 17/01/2014 - 08:58

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), entre a primeira e a segunda semanas de janeiro. A única exceção foi Porto Alegre, onde a taxa caiu 0,11 ponto percentual, ao passar de 0,78% para 0,67% no período.

Entre as seis capitais com aumento da taxa de inflação, o destaque foi Salvador, onde a taxa subiu 0,27 ponto percentual, ao passar de 0,84% para 1,11%. No Recife, a taxa avançou 0,22 ponto percentual, ao passar de 0,81% para 1,03%.

As demais capitais pesquisadas tiveram as seguintes altas: São Paulo (0,19 ponto percentual, ao passar de 0,69% para 0,88%), Rio de Janeiro (0,15 ponto percentual, ao passar de 0,88% para 1,03%), Brasília (0,09 ponto percentual, ao passar de 0,27% para 0,36%) e Belo Horizonte (0,05 ponto percentual, ao passar de 0,67% para 0,72%).

A média nacional do IPC-S, divulgada ontem (16), subiu 0,12 ponto percentual e chegou a 0,85% na segunda semana de janeiro.

Edição: Talita Cavalcante

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IGP-M registra inflação de 0,46% na segunda prévia de janeiro

sex, 17/01/2014 - 08:42

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A segunda prévia de janeiro do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,46%. A taxa é inferior à observada na segunda prévia de dezembro de 2013 (0,54%). O índice, calculado entre os dias 21 de dezembro e 10 de janeiro, foi divulgado hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IGP-M alcançou 5,64%.

A queda da inflação entre dezembro e janeiro foi puxada exclusivamente pelos preços no atacado, que subiram em ritmo menos acentuado em janeiro. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, ficou em 0,36% em janeiro. Em dezembro, o índice atingiu 0,56%.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que acompanha o varejo, passou de uma inflação de 0,62% em dezembro para 0,73% em janeiro. A alta foi influenciada pelo custo dos transportes, pois a inflação desse grupo de despesas passou de 0,51% para 1,07% no período.

Acompanhando a tendência dos preços no varejo, o custo da construção, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção, subiu mais em janeiro, ao passar de uma taxa de 0,26% em dezembro para 0,53% neste mês.

Edição: Talita Cavalcante

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Atividade econômica cai em novembro, mas cresce 2,68% no acumulado do ano

sex, 17/01/2014 - 08:15

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou queda de 0,31% em novembro, comparado com outubro. A retração veio depois do crescimento de 0,71% registrado em outubro, de acordo com dados revisados.

Na comparação com novembro de 2012, houve crescimento de 1,34% (sem ajustes). No ano passado até novembro, o IBC-Br apresentou expansão de 2,68%. Em 12 meses encerrados em novembro, a expansão ficou em 2,43%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica.

Edição: Graça Adjuto

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Informe da Ancine confirma ótimo desempenho do cinema brasileiro em 2013

qui, 16/01/2014 - 18:52

 

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil 

 

Rio de Janeiro - O ano de 2013 foi um dos melhores para o cinema brasileiro nas últimas décadas, com 127 longas-metragens lançados em circuito comercial, 27,8 milhões de espectadores e uma geração de renda da ordem de R$ 296 milhões. Os dados constam do informe preliminar divulgado hoje (16) pela Superintendência de Acompanhamento de Mercado da Agência Nacional de Cinema (Ancine). O documento foi elaborado a partir de números fornecidos pelas empresas distribuidoras registradas no órgão, abrangendo as 52 semanas do ano passado.

De acordo com o levantamento, a participação de público dos filmes nacionais, em 2013, foi 18,6%, em relação ao total de espectadores. Dez produções nacionais ultrapassaram a marca de 1 milhão de ingressos vendidos e 24 tiveram mais de 100 mil espectadores, contra 17 em 2012. 

Ao todo, somando os títulos nacionais e estrangeiros, o mercado exibidor brasileiro consolidou em 2013 o crescimento contínuo que vem observando nos últimos cinco anos. Foram 149,5 milhões de ingressos vendidos e renda de mais de R$ 1,7 bilhão.

O informe da Ancine mostra ainda que as distribuidoras brasileiras foram responsáveis por 85,8% do público dos filmes nacionais exibidos no período. Uma delas, o consórcio Paris/Downtown, fez a comercialização de nove das 20 maiores bilheterias nacionais de 2013.

O parque exibidor também apresentou crescimento, pelo quarto ano consecutivo, encerrando o ano com 2.679 salas. As regiões que registraram maior aumento no número de salas foram o Nordeste, com 14,3%, e Centro-Oeste, com 13,1%. Entre 2009 e 2013, o índice de habitantes por sala de cinema caiu de 91,7 mil para 75 mil.

 

Edição: Aécio Amado

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Diretora do Bird se reúne com Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda

qui, 16/01/2014 - 12:58

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A diretora do Banco Mundial para o Brasil (Bird), Deborah Wetzel, esteve hoje (16) com o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Márcio Bicalho Cozendey. A assessoria do Bird informou que a visita foi de rotina, mas serviu também para tratar de assuntos como os convênios do banco com o Brasil e agenda para 2014, entre outros temas ligados à economia.

Existe muita expectativa sobre a recuperação econômica global ante a crise inciada em 2008 e que ainda tem trazido incertezas ao mundo. Neste mês, as atenções estão voltadas para Davos, na Suíça, onde, na próxima semana, será realizado o Fórum Econômico Mundial, com a possível participação da presidenta Dilma Rousseff e outras autoridades econômicas do Brasil, incluindo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

No cargo desde 2012, antes de ser diretora, Wetzel foi chefe de equipe do Banco Mundial, em Washington. Anteriormente, atuou como diretora do Setor Público e de Governo da Rede de Redução da Pobreza e Gestão Econômica (PREM- sigla em Inglês), direcionando o trabalho da instituição sobre os regimes fiscais, gastos do governo, descentralização, reforma e fortalecimento, governança do setor público e combate à corrupção.

Deborah Wetzel iniciou a carreira no Banco Mundial em 1986 como consultora e, depois, no Programa de Jovens Profissionais, em 1993. Durante este período, também trabalhou na Europa Central e Oriental, na África Ocidental, Zâmbia, em Gana, na Hungria, Ucrânia, no Vietnã, na Rússia e em ex-repúblicas soviéticas.

Edição: Denise Griesinger
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Atualizada - CNI recomenda acordos para evitar dupla tributação e incentivar investimentos no exterior

qui, 16/01/2014 - 11:26

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil deveria fechar acordos para evitar dupla tributação com países como os Estados Unidos, a Colômbia, Austrália, Alemanha e o Reino Unido, a fim de estimular investimentos de empresas no exterior. Essa é uma das recomendações da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Relatório dos Investimentos Brasileiros no Exterior 2013, divulgado hoje (16).

A CNI também recomenda a eliminação da insegurança jurídica do modelo brasileiro de tributação dos lucros obtidos no exterior e a negociação de acordos de proteção aos investimentos para reduzir riscos políticos com países como a Argentina, China, o México, Moçambique e Angola.

Para a CNI, também seria importante ampliar o apoio da diplomacia brasileira às empresas no exterior. A confederação sugere que seja criada uma agência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em Londres e que seja ampliada a atuação da Câmara do Comércio Exterior (Camex), para coordenar políticas de facilitação dos investimentos fora do país.

De acordo com a CNI, a participação do Brasil nos estoques de investimentos no mundo está se reduzindo. Essa participação caiu de 1,96%, em 1990, para 0,99%, em 2012, ano em que os investimentos do país no exterior ficaram em US$ 266,2 bilhões.

Nesse período, outras economias emergentes aumentaram os estoques de investimentos. A China, por exemplo, aumentou de 0,21%, em 1990, para 2,16%, em 2012. A Rússia saiu de zero para 1,75% e o Chile, de 0,1% para 0,41%, nesse período. A participação de todos os países em desenvolvimento no estoque global subiu de 6,92% para 18,9%.

A CNI lembra que no ranking dos principais investidores mundiais da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil perdeu 159 posições entre 2008 e 2012. Nesses quatro anos, o país saiu da 20ª posição para a 179ª, na lista com 182 países.  

Para a CNI, as empresas que não fazem investimentos no exterior reduzem a produtividade e as exportações, perdem acesso à mão de obra qualificada, à tecnologia e à inovação. “O investimento lá fora traz ampliação de mercado, novos parceiros, novos produtos e uma produtividade maior, um conhecimento maior da técnicas que poderiam favorecer o investimento lá fora mas aqui dentro também”, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

O estudo da CNI foi feito com base em pesquisa a 28 empresas transnacionais brasileiras, que representam cerca de um terço do total das exportações do país em 2012. A maioria (22 empresas) é do setor industrial.

Edição: Graça Adjuto
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CNI recomenda acordos para evitar dupla tributação e incentivar investimentos no exterior

qui, 16/01/2014 - 10:45

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil deveria fechar acordos para evitar dupla tributação com países como os Estados Unidos, a Colômbia, Austrália, Alemanha e o Reino Unido, a fim de estimular investimentos de empresas no exterior. Essa é uma das recomendações da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Relatório dos Investimentos Brasileiros no Exterior 2013, divulgado hoje (16).

A CNI também recomenda a eliminação da insegurança jurídica do modelo brasileiro de tributação dos lucros obtidos no exterior e a negociação de acordos de proteção aos investimentos para reduzir riscos políticos com países como a Argentina, China, o México, Moçambique e Angola.

De acordo com a CNI, a participação do Brasil nos estoques de investimentos no mundo está se reduzindo. Essa participação caiu de 1,96%, em 1990, para 0,99%, em 2012, ano em que os investimentos do país no exterior ficaram em US$ 266,2 bilhões.

Nesse período, outras economias emergentes aumentaram os estoques de investimentos. A China, por exemplo, aumentou de 0,21%, em 1990, para 2,16%, em 2012. A Rússia saiu de zero para 1,75% e o Chile, de 0,1% para 0,41%, nesse período. A participação de todos os países em desenvolvimento no estoque global subiu de 6,92% para 18,9%.

A CNI lembra que no ranking dos principais investidores mundiais da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil perdeu 159 posições entre 2008 e 2012. Nesses quatro anos, o país saiu da 20ª posição para a 179ª, na lista com 182 países.  

Para a CNI, as empresas que não fazem investimentos no exterior reduzem a produtividade e as exportações, perdem acesso à mão de obra qualificada, à tecnologia e à inovação.

Edição: Graça Adjuto   //   Matéria ampliada às 12h27 para acréscimo de informações
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Camex aplica direito antidumping a importações de pneus para automóveis

qui, 16/01/2014 - 10:31

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Diário Oficial da União publicou hoje (16) resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que permite a aplicação do direito antidumping definitivo, por um prazo de até cinco anos, às importações brasileiras de pneus novos de borracha para automóveis de passageiros, de construção radial, das séries 65 e 70, aros 13 e 14 e de bandas 165, 175 e 185, originárias da Coreia, Tailândia, Taipé e Ucrânia.

O dumping, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), é a prática de exportar um produto a preço inferior ao praticado no mercado interno do país exportador com o objetivo de conquistar mercados ou dar vazão a excessos de produção. Essa prática é condenada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que regulamenta o “uso de direitos antidumping – ou seja, a aplicação de uma taxa equivalente (ou inferior) à margem de dumping que venha a ser apurada nas importações”.

Sendo assim, os importadores não estão proibidos de trazer o produto para o Brasil mas terão que fazer uma correção, com uma "taxa equivalente à margem antidumping, nos preços em dólar por cada quilo, que pode variar de US$ 0,14 a US$ 2,56. 

A medida é uma reivindicação da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) que protocolou, em dezembro de 2011, pedido de investigação no Ministério da Indústria e Comércio Exterior das exportações consideradas desleais desses países para o Brasil de pneus para automóveis. Desde então, o governo brasileiro vinha investigando o assunto.

Veja abaixo a tabela da Camex:

Edição: Talita Cavalcante

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Vendas no comércio varejista crescem 0,7% entre outubro e novembro, diz IBGE

qui, 16/01/2014 - 08:32

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As vendas no comércio varejista cresceram 0,7% na passagem de outubro para novembro de 2013. É a nona alta consecutiva do indicador. O crescimento da receita nominal foi  1,1%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação de novembro de 2013 com o mesmo período do ano anterior, as altas foram 7% no volume de vendas e 13,8% na receita nominal. No acumulado do ano, houve incremento de 4,3% no volume e 12% na receita, enquanto no acumulado de 12 meses, os crescimentos foram 4,4% e 11,9%.

Na passagem de outubro para novembro, o volume de vendas cresceu em sete dos oito segmentos do comércio varejista. A exceção foi o setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que teve queda de 2,1%.

As maiores altas foram observadas nos setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,6%), móveis e eletrodomésticos (1,5%) e tecidos, vestuário e calçados (1,5%). Também tiveram crescimento os segmentos de combustíveis e lubrificantes (1,1%), supermercados, alimentos e bebidas (1,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%).

Considerando também os segmentos de veículos e peças e de materiais de construção, o chamado varejo ampliado, o crescimento total do volume de vendas foi 1,3%. Os veículos, motos, partes e peças tiveram alta de 2,5%, enquanto as vendas dos materiais de construção cresceram 0,5%.

Edição: Denise Griesinger
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