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Aquiles Rique Reis

A fera Cida Moreira e o álbum Soledade, por Aquiles Reis

A fera Cida Moreira

Aquiles Rique Reis

Soledade (Joia Moderna), o novo álbum de Cida Moreira, gira no prato do tocador... “Viola Quebrada (Maroca)”, de Mário de Andrade, vem apenas com a viola de Paulo Freire ponteando para Cida cantar. Sua voz parece rouca... mas não é, é harmônica, e indecifrável, uma intérprete de altíssimo poderio vocal e interpretativo.

Nunca em vão, sempre amplidão, escancarando a visão da mulher, veemente cantora, aguerrida contadora de causos idos, vividos e morridos, e de causos do avesso do passado, presente que lampeja e verseja apenas no breve instante do arder da chama de uma vela.

Com direção musical de Omar Campos e Cida Moreira, concepção e repertório a cargo dela e de Eduardo Magossi, Soledade é a música levada a extremos raramente visitados.

Vem o sol, raia o dia, e Cida diz “Bom Dia” (Nana Caymmi e Gilberto Gil). Sua voz é um dardo que cega, ilude, confunde. Difusa, ela desconcerta e demole certezas digestivas. O causo musical, com ares de canto medieval, tem o acordeom de Mestrinho e o violão de Omar Campos, e dá de relatar o momento em que um amor acorda o outro, e, enquanto diz que é hora de trabalhar, se despede.

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João Donato, um estilo, por Aquiles Rique Reis

João Donato teve relançado Live Jazz in Rio vol. 2 – O coro tá comendo (Discobertas). Nele, acompanhando João Donato, estão Luiz Alves (contrabaixo), Ricardo Pontes (sax e flauta) e Robertinho Silva (bateria).

Ao compor, é como se ele primeiro criasse células melódicas, cantarolasse-as sobre harmonias aparentemente simples e levadas suingadas, resultando não em uma mera composição, mas em música de João Donato – um estilo.

Seu piano tem jeitão inconfundível, mesmo a sua voz, que não chega a ser de um virtuoso do bel canto, traduz fielmente o que se passa na cabeça deste criador de requintes insofismáveis, compositor criativo, pianista talentoso. Um cara que, expressando-se de tantas e tais formas musicais, além de ser um criador sui generis, figura entre os maiores compositores brasileiros. João Donato é a exata e perfeita tradução da qualidade da nossa música – ele é imenso, ainda que sua personalidade o leve a quase camuflar tal predicado.

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Música de Marcos Sacramento..., por Aquiles Rique Reis

Desde a primeira vez que ouvi Marcos Sacramento, impressionou-me o talento de um cantor que vai às notas como o faminto avança sobre um prato de comida. A emissão das notas musicais, invariavelmente, vem acompanhada de força emocional, correta afinação e elogiável dicção, além de boas divisões rítmicas.

Sacramento tem a força dos bons intérpretes Força que, somada a uma admirável sabedoria (predicado percebido em cantores mais experientes), contagia o público que logo saca estar diante de um cara bom de ginga e de sentimento.

Após ouvir as treze músicas – dez só dele e três com parceiros –, gravadas em Autorretrato (Superlativa Eventos), disco lançado no segundo semestre de 2014, vieram-me à cabeça algumas frases, que era como se fossem minhas, ainda que delas eu não me lembrasse.

Encafifado, fui checar. Encontrei, então, o meu comentário sobre um de seus CDs anteriores: “A voz de Marcos Sacramento aquece em sol, vibra em bemol, soluça em dó, avança, não cabe em si... Transborda na aurora e ressurge na tarde que antecede a queda da noite, doando ao dia o que nasce sempre que o céu muda de cor”. E assim ainda é.

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Odair José reinventado, por Aquiles Rique Reis

Odair José reinventado

Odair José lançou Dia 16 (Saravá Discos), seu 35º disco de músicas inéditas. Lá estão 12 faixas que ele criou para trilhar o caminho do rock’n’roll, deixando aflorar a sua porção roqueira.

Decisão corajosa de um artista que aturou a pejorativa alcunha de “terror das empregadas”, nos anos 1970. À época, alguns de seus sucessos foram avassaladores, caso de “Vou Tirar Você Deste Lugar” e “Pare de Tomar a Pílula”. Foi quando ele sentiu a mão pesada da censura, que proibiu suas execuções em todo o território nacional. Quem acha que a censura era “apenas” política, há de reconsiderar tal opinião, pois ela também “protegia”, e como, “a moral e os bons costumes”.

A capa do disco chama a atenção, pelo fato de que em suas faces internas e externas, são lembrados fatos ocorridos em dias 16 –, dia em que Odair nasceu, no mês de agosto de 1948. Acontecimentos em profusão, alguns de pouco relevo, como o que dá conta de que o dia 16 de janeiro de 1978 foi o dia em que Sid Vicious teve uma overdose de drogas, despencou da janela de um hotel em San Francisco e foi levado às pressas para um hospital; outros, relevantes, como o 16 de agosto de 1984, dia do último comício pelas Diretas Já, em São Paulo. Só que é em meio a essa miscelânea, meio que escondidos, já que o álbum não traz encarte, estão os nomes dos músicos que gravaram, bem como os títulos das músicas.

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Surpresa boa ouvir a irreverente Patativa, por Aquiles Rique Reis

Prezado leitor, antes de qualquer coisa, por favor dê só uma sacada em alguns versos tirados de músicas de Ninguém É Melhor do Que Eu (Saravá Discos), primeiro CD de Maria do Socorro Silva. Nascida em Pedreiras, no interior do Maranhão (terra em que também nasceu João do Vale), ela compôs mais de cem músicas. Dentre elas, está “Ninguém É Melhor do Que Eu”, que dá título ao disco: Sou muito ruim/ Mas ninguém é melhor do que eu/ Bebo, fumo, jogo e danço/ Faço os compromissos meus/ Dentro do samba eu sou/ Um taco animada/ Desempenho o meu recado/ Eu tenho uma grande fé em Deus.

E também “Quem Diria”: Que tristeza no meu lar/ não tem mais alegria/ Foi embora/ Minha Maria não voltou mais/ Quem diria/ Quem diria/ Que ela ia abandonar/ O nosso lar/ Que tinha tanta harmonia.

E esse sucesso popular nas quebradas são-luisenses, “Xiri Meu” (no Maranhão, xiri é o órgão sexual feminino): Menina da saia verde/ Casaco da mesma cor/ Pega no meu de mijar/ E bota no teu mijador.

Assim, com sinceridade e irreverência, Maria do Socorro entrega o jeito como leva a vida. Mas tem outra coisa, paciente leitor, caso você vá a algum bar ou feira de São Luís, não adianta perguntar por Maria do Socorro, não. Adianta, isso sim, nos bairros da periferia de São Luís, onde pessoas humildes cantam seus sambas, perguntar por Patativa, e lá estará ela cantando seus sambas, alguns apelidados de “samba de cachaceiro”: curtinhos, que é pra não esquecer a letra.

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Estrela que brilha em Leminskanções, por Aquiles Rique Reis

Estrela que brilha em Leminskanções, por Aquiles Rique Reis

Num lugar distante daqui, numa jovem galáxia de um bilhão de anos, Paulo Leminski (1944-1989) percebe que sua Estrela brilha. E dela sente orgulho.

Tentarei hoje um diálogo (im)possível, visto que vivo não conversa com morto. Será? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas eu acho que Paulo já pode ter tomado conhecimento do trabalho desenvolvido por sua filha Estrela Leminski.

Sei bem que não devemos nos meter em assunto de família, entretanto vou arriscar. E por um simples motivo: vai que ele não soube do trabalho recém-lançado? Seria um pecado privar pai e filha de reencontrarem-se num outro tipo de conexão.

Você deve estar achando que o colunista pirou, né não, leitor? Nem tanto, digo-lhe. Se é fato que morto não bate papo com vivo, quem poderá afirmar que morto não lê o que lhe diz respeito? Mesmo considerando isso tudo uma grande palermice, peço-lhe que não pare de ler o papo a seguir.

– Pois é, Paulo, depois de quase seis anos organizando um jeito de trazer de volta o trabalho musical que você deixou, Estrela brilhou na edição do álbum duplo Leminskanções – Estrelinski e os Paulera (Whols Produções). Você está lá, cuspido e escarrado, Paulo. Acho mesmo que você está feliz da vida com o resultado do trabalho dela, né?

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A longa estrada de Tibério Gaspar, por Aquiles Rique Reis

Compondo desde os anos 1960, Tibério fez-se caminhante. Munido de papel e caneta, esse atento e  irrequieto cidadão caminha registrando suas impressões sobre a vida e o mundo em que habita. Desses registros nascem canções que expõem sua alma de Menestrel que enxerga na música uma função social transgressora.

Tibério guarda boas lembranças do início do seu caminhar – como o movimento musical Toada Moderna, iniciado no final dos anos 1960, do qual ele foi um dos elaboradores. Segundo ele, no final dos anos 1960, apesar de existir uma extensa lista de músicas de enorme sucesso com a cara do Toada Moderna, como “Sá Marina” (Antônio Adolfo e TB), “Viola Enluarada” (Marcos e Paulo Sérgio Valle), Travessia” (Milton Nascimento e Fernando Brant) e “Andança” (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), o movimento não obteve reconhecimento. Ainda segundo TG, todas são músicas com “a essência, a linguagem da música interiorana do sudeste”.

Sua arte caminha de braços dados com a disposição de ser um veículo que transporta belezas, tristezas e utopias. Alma aberta à gente do povo, mas fechada aos que exploram seus semelhantes. Em sua caminhada, TG buscava inspiração nas gentes com quem topava. A elas entregou sua arte.

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Reverência a um mestre, por Aquiles Rique Reis

Reverência a um mestre, por Aquiles Rique Reis

Quero te dizer que eu amo (Fina Flor) é um CD que, além de nos trazer de volta a voz encorpada do cantor e compositor Tito Madi, conta também com notável participação de Gilson Peranzzetta.

Além de dirigir musicalmente o trabalho, Peranzzetta criou os arranjos e tocou piano e clarineta. Tudo isso acompanhado por um experimentadíssimo grupo de instrumentistas que toca em louvor ao mestre, dentre eles Mauro Senise (sax e flauta), Chiquito Braga (violão e guitarra), Paulo Russo (contrabaixo acústico) e João Cortez (bateria e percussão). Todos tocam como se tivessem algodão nos dedos, tamanho é o carinho respeitoso que demonstram.

Madi e Peranzzetta formam uma dupla de respeito. Nas faixas em que a simplicidade instrumental se expressa, sente-se a afinidade artística dos músicos com o mestre. Consanguinidade musical que se expressa, principalmente, nas músicas cantadas por Tito Madi tendo apenas Peranzzetta ao piano: “O Vento Atravessou Icaraí” (Tito Madi e Ronaldo Bastos) ou “Quero Dizer que Te Amo” (Tito Madi).

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Mehmari e Mirabassi, dois gênios desassossegados, por Aquiles Rique Reis

Como venho fazendo nas últimas semanas, na tentativa de manter acesa a chama da boa música que iluminou o Festival Choro Jazz,de Jericoacoara, no Ceará, comentarei o DVD/CD Miramari (Estúdio Monteverdi), que reuniu o pianista brasileiro André Mehmari e o clarinetista italiano Gabriele Mirabassi. Dois gênios.

Talentos díspares, Mirabassi é mais da música clássica; Mehmari, mais da popular. Ou seria o contrário? Os dois são pop? Concertistas? Não há resposta errada, todas vão na mosca.

No show que fizeram em Jeri, eles tocaram todo o repertório que está no DVD/CD. Piano e clarineta dialogam num turbilhão de conceitos. Cada um deles tem o que dizer, e o faz com técnica, que, aditivada pela emoção, faz com que o virtuosismo aflore. Nada mais contemporâneo, nada mais exuberante.

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A visão musical do craque Marcio Bahia, por Aquiles Rique Reis

A visão musical de um craque, por Aquiles Rique Reis

O baterista Marcio Bahia também esteve no Festival Choro Jazz, realizado em Jericoacoara entre os dias 2 e 7 de dezembro do ano passado. Para acompanhá-lo, arregimentou três bons músicos: Gustavo Figueiredo (teclado), Frederico Eleodoro (baixo) e Daniela Rennó (percussão).

Foi em Jeri que ele lançou Quebrando Tudo (independente), seu primeiro CD. Trata-se de álbum que saúda o jazz que é americano, mas que também já é brasileiro, e que mostra variações de sotaques musicais exibidos em ritmos que se multiplicam. Assim é o CD de Marcio Bahia, um disco bem gravado, bem mixado, bom de se ouvir.

Feito a miscigenação que caracteriza nosso povo, a música feita no Brasil também se deixou saborosamente misturar a outras vindas de várias partes do mundo. Agregadas às nossas manifestações regionais e populares, essa mescla resultou numa tal diversidade que hoje podemos dizer que a música brasileira é a melhor e mais bela do mundo.

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Aquático, uma obra bela e inteligente para crianças, por Aquiles Rique Reis

Nas colunas anteriores, sempre na tentativa de prolongar os bons momentos vividos em Jericoacoara durante a sexta edição do Festival Choro Jazz, eu comentei os CDs do Duo Taufic (piano e violão) e do quarteto de choro Só Alegria. Seguindo nesta tentativa, rememorarei o show da compositora, cantora e atriz Ana Cristina, que lá mostrou o seu mais recente trabalho infantil, Aquático – A aventura do jacaré Jabá (independente), lançado em livro (com ilustrações de Bruno Nunes), audiolivro e CD.

Sua apresentação inicialmente não estava prevista no festival. Mas ela queria porque queria mostrar sua mais nova criação para as crianças de Jeri, pois foi lá, numa passagem anterior pela vila, no convívio com elas, que lhe veio a inspiração para criar a história de Aquático. Para tanto, foi ao Capucho, o idealizador e realizador do festival, e pediu que lhe disponibilizassem o palco. Para tanto, disse que abriria mão de qualquer tipo de remuneração financeira, pois esta viria através do contato com a garotada.

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Assim é o Duo Taufic, por Aquiles Rique Reis

Em coluna anterior eu comentei o Festival Choro Jazz de Jericoacoara. Para que as lembranças não se apaguem, rememorarei o show do Duo Taufic, integrado pelos irmãos Roberto e Eduardo Taufic – Roberto é pianista, Eduardo, violonista.

Para a apresentação eles selecionaram alguns temas de Bate rebate (Selo Sesc SP), seu primeiro CD inteiramente autoral. O álbum abre com o baião “Nosso Chão” (Eduardo Taufic), cuja introdução cabe ao violão. O piano sola. O violão acompanha. Logo os dois assumem o tema. O solo passa para o violão. Mais alguns compassos e os dois tocam acordes em uníssono. Tendo o violão a lhe acompanhar, logo o piano dedilha as teclas – o violão o acompanha triscando nas cordas. O piano improvisa, o violão o acompanha. Há um ralentando, seguido da retomada do ritmo. Um novo ralentando. Violão e piano improvisam. Fim. Meu Deus!

Arrebatadores, eles se valem da técnica para dela extrair emoção. São desafetados, tudo neles soa com a naturalidade dos que têm plena consciência dos seus predicados.

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O choro contagiante do “Só Alegria”, por Aquiles Rique Reis

Na coluna da semana passada, numa tentativa de prolongar os bons momentos vividos em Jericoacoara, durante a sexta edição do Festival Choro Jazz, eu comentei o CD do Duo Taufic. Seguindo nesta tentativa, para que as lembranças não se apaguem inteiramente, rememorarei o show do quarteto Só Alegria, que tocou músicas do seu primeiro CD, cujo título traz o nome do grupo estampado na capa: Só Alegria (independente).

Os seus integrantes Celsinho Silva (pandeiro e percussão) – ele que é filho de Jorginho do Pandeiro, um exemplo de pandeirista/percussionista –, Eduardo Neves (flauta, pícollo, saxofones tenor e soprano),  Luis Barcelos (bandolim de dez cordas e violão tenor) e Rogério Caetano (violão de sete cordas de aço), selecionaram para sua apresentação na pracinha de Jeri, todas as onze faixas do álbum recém-lançado, e outras duas “Bole, Bole” (Jacob do Bandolim) e “Caminhando” (Nelson Cavaquinho). Leia mais »

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O Festival Choro Jazz sob o vento de Jericoacoara, por Aquiles Rique Reis

Lá vai o ônibus coalhado de músicos para Jericoacoara. O vento dominical o conduz. A ventania era ainda forte quando entramos na vila. Graças ao vento, amanhecemos num lugar majestoso, à beira-mar. Lá, na terça-feira, começaria a sexta edição do Festival Choro Jazz de Jericoacoara.

Tudo “culpa” do Capucho, um empreendedor à frente do tempo, responsável pela ideia genial de levar música brasileira de qualidade a um lugar aparentemente tão distante, onde o vento agita a calmaria e os coqueiros vencem a areia marinha, transformando o deserto cultural em oásis.

Oficinas, nas quais alguns dos músicos convidados davam aulas aos jovens de Jeri e também a brasileiros vindos de outros estados e alguns estrangeiros, eram um dos diferenciais do festival. Nelas se destacou um moço local, de 26 anos: Jânio Silva. Sempre participando ativamente das oficinas de arranjo, ele, hoje, já é um compositor e arranjador reconhecido por alguns de seus mestres: André Mehmari, Laércio de Freitas, Gilson Peranzzetta e Cristovão Bastos.

Foram dois shows por noite na pracinha de Jeri: louvo aos quatro ventos os improvisos dos violões do Duo Taufic, e louvo a ventania que deu asas às mãos do baterista Marcio Bahia.

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O mundo musical de Mauricio Pereira, por Aquiles Rique Reis

Mauricio Pereira é cidadão de uma São Paulo que lhe abriu as portas de sonoridades intensas. Saxofonista, poeta, letrista, arranjador, produtor de ideias e de sonhos, Mauricio é dado a desrespeitar dogmas.

Saído da dupla Os Mulheres Negras, que integrou com André Abujamra nos anos 1980, Mauricio Pereira não perde a verve, muito menos o estilo que continua firme e forte, cantando sua imaginação irreverente e sua musicalidade diversificada.

E ele agora lança Pra Onde Que Eu Tava Indo (independente), sexto CD que traz algumas composições só dele e outras com parceiros diversos, além de cantar músicas de outros autores.

Batucando numa singela latinha de manteiga com Tonho Penhasco (que com ele divide a direção musical do disco) e quase a capella, Mauricio abre o CD com “Notícia” (Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Nourival Bahia).

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