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Cíntia Alves

Moro quer cooperação com Espanha para processar Tacla Duran

 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro quer solicitar apoio da Espanha para processar o advogado Rodrigo Tacla Duran por lavagem de dinheiro na Lava Jato.
 
Duran ganhou os holofotes de parte da mídia após denunciar Carlos Zucolotto - amigo pessoal de Moro e ex-sócio de Rosangela Moro em um escritório de advocacia - por supostamente cobrar propina para fechar um acordo de delação com os procuradores de Curitiba.
 
Duran é considerado pela força-tarefa da Lava Jato uma espécie de doleiro que teria atuado em favor da Odebrecht e outras empresas em esquemas de lavagem de recursos, a exemplo de Adir Saad e Alberto Youssef.
 
No último final de semana, Luis Nassif abordou em artigo no GGN uma investigação da Receita Federal sobre pagamentos feitos por Duran ao escritório de Zucolotto, beneficiando diretamente a esposa de Moro.
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Procuradores fizeram "jogo" de "combinar" e "construir histórias" para fechar delações

Em grampo, Joesley Batista, delator da JBS, diz que sacou intenções de procuradores do Ministério Público Federal durante as conversas para fechar o acordo de delação premiada, mas fingiu que nada estava sendo "combinado" 
 
 
Foto: Eliária Andrade (O Globo) e Adriano Machado (Época)
 
Jornal GGN - Há uma semana, o advogado foragido da Justiça brasileira Rodrigo Tacla Duran colocou sob suspeita o modo como acordos de delação premiada são feitos em Curitiba, arrastando para o olho do furacão o amigo pessoal de Sergio Moro, Carlos Zucolotto, e procuradores que atuam na capital da Lava Jato em primeira instância. Agora é vez da Procuradoria Geral da República sob Rodrigo Janot ser objeto de um potencial escândalo por causa de uma gravação feita pela delator Joesley Batista. No áudio, o empresário coloca em xeque o modo como o acordo foi negociado em Brasília.
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5 lições do procurador que pediu a absolvição de Lula à turma de Curitiba

 
Jornal GGN - O procurador da República Ivan Cláudio Marx, tendo em mãos uma das denúncias mais esdrúxulas apresentadas contra Lula no âmbito da Lava Jato, tinha duas opções: pedir a absolvição do ex-presidente por carência de provas na delação de Delcídio do Amaral ou reciclar a fórmula dos curitibanos e requerer a condenação em cima de teses mais esdrúxulas ainda.
 
Ivan Marx - um dos primeiros procuradores a atuar na justiça de transição, membro da Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos - escolheu corresponder ao que se espera de um membro do Ministério Público Federal: investigar e apresentar a verdade dos fatos. 
 
Ao sugerir ao juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney Oliveira, que Lula seja absolvido do crime de obstrução de Justiça, Ivan Marx deu algumas lições aos colegas liderados por Deltan Dallagnol.
 
A mais simbólica delas é resumida na seguinte frase: "(...) a crença forte prova apenas a sua força, não a verdade daquilo em que se crê."

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Juiz de SP repete palavras de Moro em decisão que nega pedido de Lula contra a Globo

Juiz em São Bernardo do Campo, cidade onde vive o ex-presidente, Gustavo Dall'Olio entendeu que reportagem do Fantástico sobre a sentença do triplex tinha "razão" de ser negativa, afinal, Lula foi condenado à cadeia

Foto: Reprodução/Clique ABC

Jornal GGN - O juiz da 8ª Vara Cível de São Bernardo do Campo Gustavo Dall'Olio negou, no dia 30 de agosto, um pedido de direito de resposta a Lula contra reportagem do Fantástico sobre a sentença de Sergio Moro no caso triplex. Em sua decisão, o magistrado do ABC paulista chegou a repetir palavras usadas por Moro na condenação de Lula - "ninguém está acima da lei" - e ainda sugeriu que o petista mereceu a abordagem negativa em programa dominical da Globo, afinal, passou da condição de investigado a condenado.

Dall'Olio concluiu a sentença argumentando que o prejudicial à imagem do petista não é aparecer no horário nobre da Globo com uma matéria negativa, mas sim ser condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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Moro desobedeceu ao menos 2 leis quando sequestrou bens de Lula

Para defesa, ao mandar bloquear bens de Lula, Moro afrontou pelo menos 2 leis: uma que delega à vara cível, e não à criminal, a cobrança por reparação de danos; e outra que garante que valores de natureza previdenciária são impenhoráveis

Jornal GGN - A decisão de sequestrar os bens lícitos de Lula como forma de reparação de danos após o julgamento do caso triplex está recheada de ilegalidades, afirma a defesa do ex-presidente em petição que demanda a nulidade do bloqueio ou a devolução do patrimônio vinculado ao espólio de dona Marisa e a valores previdenciários.
 
A grande mídia não deu nenhum destaque aos motivos que levam a defesa de Lula a crer que Moro burlou a lei para confiscar os bens do petista. Mas entre eles está o fato de que a constrição de bens no valor do produto do crime já foi feita quando o juiz de Curitiba mandou sequestrar o triplex. Não satisfeito, Moro ainda fixou uma multa de pouco mais de R $13 milhões a Lula. Mas a cobrança desse valor não seria de competência, mas sim da de um juiz da esfera cível.
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Fake news: Nem amigo, nem mulher de Moro advogam para petrolíferas

A Helix Brasil, fabricante de componentes eletrônicos do Paraná, defendida pelo escritório de Zucolotto, é uma empresa distinta da Helix do Brasil Serviços de Petróleo, divulgada em 2015 como uma subsidiária da Shell que seria cliente da esposa e amigo de Moro

Jornal GGN - Em meados de 2015, a blogosfera repercutiu uma matéria veiculada no Portal i9, do jornalista Fabiano Portilho, sobre Rosângela Moro, esposa de Sergio Moro, trabalhar para o PSDB de Flávio Arns. O mesmo texto afirmava ainda que a mulher do juiz da Lava Jato atuava em um escritório de advocacia que defendia subsidiárias de multinacionais do petróleo. O caso gerou polêmica por indicar conflito de interesse nos julgamentos envolvendo a Petrobras.

Hoje, Rosângela não tem mais sociedade com o escritório de Carlos Zucolotto. Mas ilações e dúvidas sobre o advogado e amigo pessoal de Moro ainda advogar para empresas que, em tese, são concorrentes da Petrobras, permanecem.

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Moro e a arte de antecipar juízo e fingir que não é com ele

Foto: Theo Marques/Folhapress

Jornal GGN - Dois fatos passaram batidos no despacho em que Sergio Moro negou à defesa de Lula que Rodrigo Tacla Duran seja ouvido na condição de testemunha em um dos processos em que o petista é acusado de receber propina da Odebrecht. Mais uma vez, prematuramente, o juiz de Curitiba antecipou juízo de valor sobre uma ação penal contra Lula e, além disso, fingiu que desconhecia o objetivo dos advogados com o depoimento de Duran - fez que não era sobre ele e os procuradores de Curitiba que o escândalo iria se estender.

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Moro mudou versão sobre sociedade da esposa com o "amigo" após escândalo

 
Jornal GGN - Após a revelação de que pode ter existido tráfico de influência e possível pagamento de propina em uma negociação de acordo de delação na Lava Jato de Curitiba, o juiz Sergio Moro admitiu à imprensa que sua esposa, Rosangela, teve sim sociedade com o escritório de Carlos Zucolotto, seu "amigo pessoal". Mas reforçou que a parceria se deu "sem comunhão de trabalho ou de honorários", numa tentativa de preservar a mulher das denúncias que agora caem sobre os ombros de Zucolotto. 
 
Mas a relação de Rosangela com o escritório de Zucolotto ainda não está muito clara. Principalmente porque, de acordo com uma reportagem do Conjur, há dois anos, Moro deu outra versão sobre essa parceria: ele disse que sua esposa tinha sociedade com Zucolotto visando "apenas a partilha de honorários", o que não significa, contudo, que eles atuavam nos mesmos processos.

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Moro já chegou a livrar suspeito que acusa seu amigo pessoal de cobrar propina

Atualizada às 15h40 com novas informações sobre a situação judicial de Duran

Jornal GGN - Apesar de tratar o advogado Rodrigo Tacla Duran como um bandido, a verdade é que o juiz Sergio Moro, num primeiro momento, não quis transformá-lo em réu na Lava Jato. A desculpa utilizada foi que processar um foragido que precisa de extradição junto com pessoas já presas no Brasil iria atrasar o julgamento. Por isso, Moro decidiu não aceitar a primeira denúncia do Ministério Público Federal contra Duran. Só veio a fazê-lo em outra tentativa dos procuradores, meses depois.

A denúncia contra Duran por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa foi apresentada pelos procuradores de Curitiba em 11 de abril deste ano - quando o investigado, que tem cidadania espanhola, já era considerado foragido da Justiça. Nove dias depois, Moro analisou a acusação e decidiu não aceitar a parte que diz respeito ao advogado.

No domingo (27), a jornalista Mônica Bergamo publicou reportagem sobre um trecho vazado de um livro que Duran pretende lançar nos próximos meses. O advogado promete relatar na obra um episódio comprometedor para um “amigo pessoal” de Sergio Moro, o advogado trabalhista Carlos Zucolotto. De quebra, as informações expõem os procuradores de Curitiba.

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Porque a denúncia do sítio, tecnicamente, jamais deveria ter sido aceita

"Vagueza é a palavra que qualifica adequada e perfeitamente a acusação formulada pelo Ministério Público Federal nestes autos. Pelo entendimento do Juízo, todavia, tudo é abrangido pelo contexto", disparou a defesa de Lula
 

Foto: Reprodução/Lava Jato

Jornal GGN - Denúncia inepta, sem indícios de materialidade, que inverte indevidamente o ônus da prova e se mostra “inábil, omissa e deficitária”. Não resiste a um teste de lógica, afinal, como pode alguém ser acusado de liderar um esquema de desvio de 155 milhões de reais e ter sido, ao mesmo tempo, beneficiado por míseros 1,02 milhão de reais em reformas num sítio? É dessa forma - figurativamente “com os dois pés no peito” do Ministério Público - que a defesa de Lula rebate as acusações feitas pelos procuradores de Curitiba no processo envolvendo o famoso sítio de Atibaia.

No caso em tela, Lula foi acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas a denúncia, na visão dos defensores, “jamais deveria ter sido aceita” pelo juiz Sergio Moro, pois é “vaga”, “temerária”, “leviana”, “abusiva” e “limita-se a reproduzir as palavras abstratas da lei penal descritiva” dos crimes indicados, já que não conseguiu especificar um único ato sequer cometido pelo ex-presidente.

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Como o Supremo dificulta o impeachment de Temer

Foto: STF
 
Jornal GGN - Os diversos pedidos para obrigar a Câmara a analisar o impeachment de Michel Temer expõem divergências na interpretação e atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal que, em parte, contribuem para que a discussão no Congresso mantenha-se estacionada. Isso vem favorecendo o atual governo desde a época da interinidade. 
 
Uma das primeiras ações movidas para forçar o Legislativo a se debruçar sobre a eventual deposição de Temer, o Mandado de Segurança (MS) 34087, por exemplo, aguarda há mais de 1 ano que Cármen Lúcia leve a ordem para a Câmara instaurar a comissão processamente o ao plenário do Supremo.
 
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Sentença de Moro no caso triplex será denunciada por Lula na ONU

Foto: Ricardo Stuckert
 
 
Jornal GGN - Não é só nas instâncias recursais brasileiras que o caso triplex será rebatido e denunciado por Lula. A defesa internacional do ex-presidente também pretende apresentar ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organizações das Nações Unidas) novas alegações contra os abusos cometidos por Sergio Moro na Lava Jato.
 
O advogado de Lula no exterior, Geoffrey Robertson, que deve desembarcar no Brasil na próxima semana, para participar de eventos na capital federal e em São Paulo, deve elaborar as novas alegações até o final de setembro. O documento abordará especificamente a sentença proferida por Moro em 12 de julho, destacando questões relacionadas à violação de direitos.
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O jornalismo sem honestidade intelectual de IstoÉ, feito com ajuda da Lava Jato de Curitiba

A turma de Curitiba - com algumas exceções - joga no mesmo time de Michel Temer. Todos estão pouco interessados que mais uma delação contra o presidente surja antes que a OAS ofereça mais munição contra Lula
Foto: Reprodução/IstoÉ
 
Jornal GGN - O jornalismo, quando exercido sem nenhum compromisso com a honestidade intelectual, além de indevidamente subestimar o leitor, corre o risco de revelar um pezinho na loucura. É o caso de IstoÉ e a matéria da última edição, que tenta colocar Michel Temer e aliados como vítimas da perseguição de Rodrigo Janot, um petista enrustido na visão dos procuradores de Curitiba e outros.
 
Basicamente, a revista disse aos leitores o seguinte: sabe aquelas delações da Lava Jato (Delcídio do Amaral, Sergio Machado e Joesley Batista) que outrora ajudaram a sacar Dilma Rousseff do poder, multiplicaram as ações penais contra Lula e continuam sendo usadas para destruir a imagem do pretenso candidato à presidência da República? Pois bem, acreditem ou não, elas fazem parte de um grande esquema montado pelo atual procurador-geral da República para "proteger o PT" e perseguir seus adversários políticos, de PMDB a PSDB.
 
Esse é o nível de argumentação de quem está comprometido com o atual governo e seus vultosos recursos publicitários. 
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Como a Lava Jato de Curitiba apura propina ao PSDB

República de Curitiba não demonstra interesse em descobrir quem poderia ter operado o repasse de R$ 10 milhões em propina ao PSDB, negociados com a Queiroz Galvão
 
 
Jornal GGN - A história de que o PSDB recebeu, a pedido de Sergio Guerra, R$ 10 milhões de propina para atrapalhar a CPI da Petrobras, em 2009, é questão secundária para a Lava Jato de Curitiba. É o que indicam os vídeos da audiência feita com uma das principais testemunhas do caso, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele revelou em delação que o pagamento foi efetuado ao ex-presidente tucano, ao menos parcialmente, pela Queiroz Galvão. Com os vídeos é possível constatar que nem Sergio Moro e nem os procuradores liderados por Deltan Dallagnol arrancaram detalhes da trama.
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Como a desculpa de que não achou propina de R$ 16 milhões a Lula ajudou Moro

 
Jornal GGN - Em um ofício ao desembargador João Gebran Neto, do TRF4, no último dia 8, o procurador regional da República Mauricio Gotardo Gerum explicou como Sergio Moro conseguiu bloquear as contas e bens de Lula que nada têm a ver com as investigações da Lava Jato.
 
O procurador, que se manifestou a favor da manutenção do sufocamente financeiro de Lula, apontou no documento (em anexo) inúmeros artigos do Código de Processo Penal que viabilizaram a ação de Moro.
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