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Cíntia Alves

Documento Word, como o usado contra Dilma, é manipulável por programa gratuito

Em poucos minutos, um arquivo Word criado na tarde de 15 de fevereiro de 2017 pode ser alterado para parecer que foi escrito em 19 de fevereiro de 2016

Jornal GGN - A ata do registro em cartório de uma conta de Gmail que é atribuída à Dilma Rousseff pela delatora Mônica Moura, esposa do marqueteiro João Santana, circula nas redes sociais nos últimos dias com inúmeros questionamentos sobre sua veracidade. Mas não é a única prova que, a princípio, é considerada frágil e está anexada à delação.

Mônica disse à Lava Jato que só salvou uma única mensagem que teria sido escrita por Dilma, mas em formato Word, após deletar o rascunho do Gmail. Na papelada da delação, consta que esse arquivo foi criado em 19/02/2016, às 19h40.

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Escritório de irmão de procurador da Lava Jato atuou em delação contra Dilma

Empresa de advocacia de Rodrigo Castor de Mattos, irmão de membro da força-tarefa de Curitiba, atua na delação de Mônica Moura e João Santana desde 2016, por baixo dos panos, ao contrário do que afirmou o MPF

Jornal GGN - A divulgação de um documento usado como prova da delação de Mônica Moura contra Dilma Rousseff acabou se tranformando em um verdadeiro tiro no pé da Lava Jato, ao desnudar mais um episódio sobre as relações polêmicas entre "parentes de procuradores e magistrados" e a operação.

O documento é uma ata notarial lavrada em 13/07/2016, a pedido da defesa de Mônica, e entregue ao Ministério Público Federal para embasar o que foi delatado após a empresária ser presa, em fevereiro de 2016. Menos de 15 dias após esse registro em cartório, Mônica e João Santana foram soltos por determinação de Sergio Moro.  

Na ata, consta que quem foi ao cartório, representando Mônica Moura, foi o "universitário" Felipe Pedrotti Cadori. Ele excluiu a informação de sua página pessoal no Facebook recentemente, mas a Revista Fórum conseguiu capturar imagem [acima] que atesta que o estudante de Direito da PUCPR é estagiário do escritório Delivar de Mattos Advogados Associados.

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E-mail foi registrado quando Mônica estava presa, e não é abordado em vídeo de delação

 
 
Jornal GGN - O e-mail fictício que Mônica Moura disse à Lava Jato que usava para se comunicar com a ex-presidente Dilma Rousseff foi registrado em cartório para valer como prova de sua delação no dia 13 de julho de 2016, quando a empresária, esposa do marqueteiro João Santana, estava presa em Curitiba por ordem de Sergio Moro. O juiz soltou a dupla cerca de duas semanas depois do registro, no dia 1º de agosto de 2016.
 
A conta do Gmail é usada por jornais da Globo para incitar a prisão de Dilma Rousseff, diz nota assinada pela ex-presidente, neste sábado (13). O grupo destacou Merval Pereira para escrever que o e-mail seria prova suficiente para Moro encarcerar Dilma. Em outra reportagem publicada no site, O Globo afirmou que o e-mail é "válido" e pode ser "rastreado" para atestar a veracidade da delação de Mônica Moura.
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As provas e dúvidas no depoimento de Mônica Moura contra Dilma

Entre as provas anexadas na delação premiada da esposa de João Santana estão: senha de Wifi, passagem de avião, agenda onde consta "compromisso com a tia", arquivo de Word e uma conta de Gmail de onde e-mails nunca foram disparados

Jornal GGN - Para tirar a Lava Jato de seu encalço, Mônica Moura contou a seguinte história sobre Dilma em sua delação premiada:

Episódio 1

Em novembro de 2014, a então presidente teria sido avisada por José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, que a Lava Jato já sabia das contas de Eduardo Cunha na Suíça e estava avançando rapidamente sobre a Odebrecht.

Dilma, preocupada com o elo da Odebrecht com sua campanha, teria convocado Mônica Moura, que estava de férias em Nova York, para ir ao Palácio da Alvorada, em Brasília, discutir o assunto.

Mônica diz que o assessor Giles Azevedo a buscou no aeroporto em um "carrinho vagabundo" e, caminhando pelo jardim de Alvorada, Dilma teria perguntado se a conta de João Santana no exterior era "segura". Mônica respondeu que era, na medida do possível.

Dilma, então, disse que elas precisavam conversar com mais assiduidade, mas de maneira segura. Foi quando, na presença de Giles, Mônica pegou o computador de Dilma e criou a conta "[email protected]". Iolanda foi o nome sugerido pela petista, em referência à esposa do ex-presidente Costa e Silva. Elas combinaram que fariam a comunicação pelo rascunho do Gmail, sem fazer mensagens circular na web.

Para evitar que pudesse ser descoberta, Mônica afirma que Dilma pediu para criar um segundo e-mail, muito parecido com o primeiro. Seria o "[email protected]". Os dois estão ativos e em posse da Lava Jato. Mas só o segundo foi vazado na imprensa.

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"Doutor Moro, o senhor se sente responsável por destruir empregos?", perguntou Lula

Jornal GGN - O ex-presidente Lula confrontou o juiz Sergio Moro sobre o impacto da Lava Jato na economia, a relação promíscua dos procuradores e juízes com a imprensa e as delações "forçadas", que só são aceitas pelo Ministério Público Federal quando citam o petista.

Lula perguntou a Sergio Moro se ele se sente responsável pelo fato da Lava Jato ter destruído a indústria da construção civil e afetado setores de óleo e gás, gerando milhares de desempregados. Isso ocorreu após o magistrado perguntar se Lula não se sentia, de alguma forma, responsável pela corrupção que ocorria na Petrobras.

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Feminismo de ocasião que hoje ataca Lula nunca defendeu Marisa

Jornal GGN - Quem teve a oportunidade de visualizar as capas dos principais jornais impressos, nesta quinta-feira (11), pôde identificar um esforço sincronizado de veículos da grande mídia para estabelecer uma narrativa hegemônica que pudesse reduzir quase cinco horas de depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro à uma derrota do petista.

Lula teria recorrido ao "não sei de nada" desgastado pelo Mensalão e jogado a culpa do triplex no colo de dona Marisa, dizem as manchetes dos jornalões, em letras garrafais. Como se a democratização das informações pela internet ainda permitisse esse tipo de manipulação.

Certo é colocar Lula como o marido que se aproveitou da morte da esposa para sair pela tangente em relação ao triplex motivou algumas manifestações vergonhosas publicadas. Três delas estão no Estadão, travestidas de jornalismo, mas subestimam a inteligência do leitor.

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Lula: "O senhor que grampeou o Youssef, poderia saber mais de corrupção que eu"

Moro quis saber se Lula não se sentia responsável pela corrupção na Petrobras. Juiz também deu indícios de que a participação do ex-presidente - que admitiu reunião com Renato Duque para falar de propina - era vital para o esquema

Jornal GGN - No quarto vídeo do depoimento de Lula a Sergio Moro, o ex-presidente foi questionado pelo juiz se sabia da existênca do esquema de corrupção na Petrobras durante sua passagem pelo governo. Lula respondeu que não tinha conhecimento e nem responsabilidade pelas ações dos ex-diretores que corromperam a estatal. E disparou contra Moro: "Todos nós só ficamos sabendo quando foi pega no grampo a conversa de Alberto Youssef com Paulo Roberto. (...) O senhor que soltou o Youssef e mandou grampear. O senhor poderia saber mais do que eu."

O embate começou quando Lula disse que nenhuma autoridade, institutição ou mesmo a imprensa havia levantado indícios do petrolão à época dos acontecimento. Entre 6'37'' - 7'06'':
 
Lula: Entenda, doutor Moro, que coisa engraçada. Todos os diretores que indiquei passaram pelo crivo do GSI [gabinete que avaliava as indicações de partidos], foram indicados, não houve um voto contra do Conselho de Administração, nenhuma denúncia de qualquer trabalhador, nenhuma denúncia da Policia Federal, nenhuma denúncia do Ministério Público, nenhuma denúncia da imprensa. E isso aconteceu em 2003 e 2004. Como não posso grampear ninguém e não tinha Youssef na minha vida, eu não tinha como saber.
 

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Lula: invenção do triplex é "prestação de contas" dos procuradores à Rede Globo

"Acho importante resolver a questão do triplex, porque o Ministério Público fez acusação se baseando em denuncia da imprensa. Porque todo esse processo esteve subordinado à Globo e Veja. Na verdade, o Ministério Público está prestando contas a esse órgão de impensa", disse Lula a Sergio Moro
 
 
Jornal GGN - Na segunda parte do depoimento de Lula a Sergio Moro, o juiz de Curitiba entrou, novamente, em confronto com a banca de advogados do petista, porque extrapolou o escopo da denúncia sobre o triplex tentado arrancar respostas acerca do sítio de Atibaia. Enquanto isso, Lula desmoralizou a atuação dos procuradores da Lava Jato, alegando que o caso nasceu de denúncia da Globo e a ação penal virou mera "prestação de contas" por parte do Ministério Público.
 
O embate começou por volta dos 7 minutos no vídeo abaixo, quando Moro perguntou a Lula sobre mensagens da OAS que falavam de reformas nas cozinhas do sítio e do triplex no Guarujá. 
 
Lula, que foi orientado a esclarecer apenas o que realmente é objeto da ação penal do triplex, respondeu a Moro: "Esse é outro processo, que quando chegar o inquérito, eu falarei com o senhor, e terei muito prazer de falar sobre isso." O inquérito do sítio não foi concluído.
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Moro fez "cena política" perguntando a Lula sobre Mensalão e programas do PT

Após cinco horas de depoimento, defesa de Lula revelou que Moro quis abordar assuntos que não têm conexão com a ação penal do triplex. Ex-presidente foi orientado a não responder questões sobre política, disse Zanin

Foto: Divulgação

Jornal GGN - A defesa de Lula revelou, na noite desta quarta (10), que o juiz Sergio Moro extrapolou o escopo da denúncia do caso triplex e fez uma "cena política" ao questionar o ex-presidente sobre o julgamento do Mensalão e o caso do sítio de Atibaia, que sequer é objeto de uma ação penal. 

O advogado Cristiano Zanin Martins disse, em coletiva de imprensa, que Moro ainda perguntou a Lula sobre programas que o petista criou em sua passagem pelo Palácio do Planalto, numa clara demonstração de "perseguição política". "São perguntas que não buscavam avaliar o caso triplex, mas as políticas do seu governo, políticas da presidência da República, e quando isso acontece, você não está em um estado democrático de Direito", avaliou.

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"Eu quero saber aonde está o maldito crime", disse Lula sobre o triplex em 2016

À Polícia Federal, ex-presidente afirmou que se fosse comprar o triplex da OAS, pagaria as custas da reforma. "Porque se você compra uma galinha, e ela vale dois contos, e quando você vai [ver], ela está com três pintinhos, ela vai valer mais"

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Em março de 2016, quando foi conduzido coercitivamente ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para prestar depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente Lula foi incisivo ao negar a posse do apartamento triplex que a Lava Jato atribui a ele como pagamento de propina da OAS.

O petista admitiu que tinha uma cota no empreendimento, adquirida em 2009 por Marisa Letícia, e vendida pela OAS em 2014. Antes de recorrer à Justiça para obter o ressarcimento, Lula buscou outra unidade no mesmo projeto para não perder o investimento. Foi quando Léo Pinheiro decidiu agendar a visita de Lula ao triplex. 

A PF perguntou a Lula se na segunda visita de dona Marisa ao imóvel, a OAS já havia finalizado a reforma e comprado itens de decoração para a cozinha e quartos. Lula respondeu que não, que sua esposa - falecida no início de 2017 - havia relatado que não tinha nada pronto. "E se ela presenciasse, se tivesse alguma coisa pronta, se eu tivesse que comprar [o triplex], eu teria que pagar a diferença. Eu quero saber aonde está o maldito crime", disparou Lula. "Porque se você compra uma galinha e ela vale dois contos e quando você vai ela está com três pintinhos, ela vai valer mais", completou.

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O que pesa contra e a favor de Lula no caso triplex

A eventual transação do triplex entre OAS e Lula é um avião que a Lava Jato abateu no ar, para explorar a dúvida sobre o destino da aeronave
 
 
Jornal GGN - O ex-presidente Lula depõe nesta quarta (10), às 14h, ao juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR), no âmbito da ação penal em que é acusado de receber propina da OAS. A denúncia apresentada pelo time do procurador Deltan Dallagnol, em uma das mais midiáticas ações do Ministério Público Federal em toda a histórida da Lava Jato, está em anexo, ao final desta matéria, e já foi detalhada por este portal em outra reportagem (leia aqui).
 
Agora, o GGN expõe o que pode pesar contra e a favor do ex-presidente desde que as audiências começaram, em novembro de 2016.
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O que a grande mídia escondeu do depoimento de Bumlai sobre Marisa Letícia

Fotos: Instituto Lula

Jornal GGN - Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, que faleceu em fevereiro passado em decorrência de um AVC, foi destaque na home de três grandes jornais, nesta terça (9), por ter sido citada no depoimento de José Carlos Bumlai ao juiz Sergio Moro. Estadão, Folha e O Globo salientaram que a ex-primeira-dama pediu "ajuda" a Bumlai para adquirir a primeira sede do Instituto Lula e esconderam a principal frase do pecuarista sobre o episódio: "Não era sobre dinheiro [o pedido de ajuda], era sobre como fazer o Instituto à cópia do Instituto Fernando Henrique Cardoso."

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Bens de Lula são "milhares de cartas do povo", não uma "ferrari", diz Okamotto

Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
 
 
Jornal GGN - Em audiência na Justiça Federal em Curitiba, na quarta-feira (4), Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, explicou ao juiz Sergio Moro e aos procuradores da Lava Jato como se deu o "apoio cultural" da OAS, então comandada por Leo Pinheiro, à manutenção do acervo do ex-presidente Lula.
 
Okamotto começou seu depoimento denotando que a Lava Jato e a grande mídia fazem parecer que Lula mantém guardado um veículo de luxo do tipo "ferrari", quando, na verdade, a grande parte dos bens acumulados pelo petista no período em que esteve na Presidência da República é formada por "cartas do povo brasileiro", agradecendo pelos programas criados no governo do PT, criticando outras ações e sugerindo ideias. "Isso não fez parte de nenhuma acerto [de propina entre PT e OAS]", assegurou Okamotto. "Foi uma contribuição de uma empresa em apoio a Lula", disse a Moro.
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Juíza restringiu "direito de crítica" para condenar Eleonora a indenizar Frota

Se quisesse criticar Alexandre Frota, Eleonora Menicucci deveria ter se limitado ao encontro do ator com Mendonça Filho, no Ministério da Educação, para discutir Escola Sem Partido. Falar de apologia ao estupro estava fora do "direito de crítica", apontou juíza de São Paulo
 
Fotos: CUT
 
Jornal GGN - A ex-ministra da Secretaria Nacional de Política para Mulheres Eleonora Menicucci foi condenada, no dia 19 de abril, a indenizar o ator Alexandre Frota em R$ 10 mil, por ter dito que ele confessou e fez apologia ao estupro em rede nacional de televisão. Cabe recurso, mas a decisão repercutiu nas redes sociais nesta quinta (4), despertando indignação e revolta em internautas que recordam do episódio mencionado por Eleonora e, acima disso, não compreendem como uma mulher pode ter sido responsável pela sentença envolvendo um tema tão delicado quanto o crime de estupro.
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Moro já pré determinou que triplex é de Lula, reclama defesa

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Durante o depoimento do ex-executivo da OAS Paulo Godilho, no processo em que Lula é acusado de receber um apartamento no Guarujá como pagamento, Sergio Moro é criticado pelos advogados de defesa por ter feito um "pré-julgamento" sobre a posse do imóvel, ou seja, antecipar a sentença condenatória do petista, insinuando que ele é dono do triplex e que teria o recebido de uma maneira "informal".
 
O embate ocorreu porque Moro perguntou a Godilho se ele sabia como seria feita a "transferência" da unidade que está em nome da OAS para Lula, partindo do "pressuposto" de que o imóvel já tinha um destino certo, restando saber, se foi uma venda formal ou não.
 
"O senhor chegou a acompanhar o que foi feito com o partamento, se foi ou não foi transferido formalmente ao ex-presidente?", perguntou o juiz. Godilho negou conhecimento sobre eventual venda de qualquer imóvel pela OAS a qualquer cliente, pois não era da área responsável por esse tipo de tratativa.
 
Cristiano Zanin, defensor de Lula, apresentou uma questão de ordem, pedindo que o juiz tomasse mais "cuidado" com a escolha das palavras. "O senhor pressupõe que tenha sido transferido [a Lula] de uma outra forma [que não tenha sido formal]", disse um terceiro. "Exatamente", endossou Zanin, "há um prejulgamento."

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