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Cíntia Alves

Almino Affonso: Crise política do governo Jango levou Brasil ao matadouro

Nacho Lemus

Jornal GGN - No final da tarde do último dia 28, Almino Affonso abriu as portas de sua casa no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, para receber a equipe do Jornal GGN e o jornalista Luis Nassif. Nas mãos, Almino carregava a primeira versão impressa que lhe entregaram do livro 1964: Na visão do ministro do Trabalho de João Goulart, obra que o ex-deputado federal lança no dia 31 de março, exatamente 50 anos após o golpe militar.

Nas mais de 400 páginas do livro, Almino, aos 87 anos, resgata o período pré-ditatorial analisando cuidadosamente os governos Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros; se atenta ao crescer das raízes do partido mais popular da época, o PTB, berço de sua carreira política, e lista os fatores que derrubaram o governo Jango, abrindo caminho para a ditadura militar.

Sem muito esforço, o ex-ministro do Trabalho busca na memória os detalhes de momentos históricos que antecederam o golpe de 1964. E começa avaliando as circunstâncias sociais do período. "Em meados dos anos 1960, o Brasil passa a viver uma ascensão social admirável. Não sei de ter havido outra em nossa história", diz. Leia mais »

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Filme sobre Iara Iavelberg reforça tese de execução na ditadura

Jornal GGN – Desconstruir, por meio de depoimentos, documentos oficiais e laudos médicos, a versão oficial sobre a morte de Iara Iavelberg. Essa é a contribuição do documentário Em Busca de Iara à história nacional. A tese de que a mulher por trás de um dos principais inimigos da ditadura militar, Carlos Lamarca, disparou um tiro contra o próprio peito após ser cercada por militares cai por terra a partir do momento em que o corpo da militante é exumado. E dá origem à obra que estreia nesta quinta (27).

A família de Iara pôde reavaliar as causas de sua morte a partir da exumação, em 2003, após anos de luta no Judiciário. A análise do médico Daniel Munhoz, perito da Universidade de São Paulo, aponta que a distância do disparo não é compatível com a tese oficial de suicídio.

Com o novo resultado, os restos mortais da mentora política de Lamarca foram enterrados novamente em 2006, no Cemitério Israelita de São Paulo, mas agora não mais na área reserva a suicidas, para “alívio da família”, como conta a roteirista do documentário e sobrinha de Iara, Mariana Pamplona. 

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A filha do ministro Fux e as castas que se formam no Poder Judiciário

Jornal GGN – A advogada Marianna Fux, 32, ganhou espaço cativo no noticiário há alguns meses, quando se iniciou uma movimentação silenciosa para que a filha do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, seja a favorita na sucessão de Adilson Macabu, aposentado compulsoriamente do cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 2013.

O TJ-RJ ainda não notificou a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado sobre a vacância da vaga e tampouco intimou a instituição a compor uma lista com seis nomes, que será remetida ao Tribunal, para dar início ao processo de sucessão. Logo, a empreitada de Marianna via Quinto Constitucional ainda não é oficial. Mas certamente já coleciona comentários ácidos e uma série de saias justas.

Quem tem boa memória lembrará que os fatos relacionados a essa disputa não são responsáveis pela primeira aparição da doutora na mídia. Há quase cinco anos, Marianna Fux esteve na mira da imprensa tupiniquim por conta de um esquema de viagens internacionais recheado de regalias conquistadas de maneira questionável por membros do Judiciário. A revista IstoÉ divulgou o caso com exclusividade em abril de 2009.

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Equipe e programa de governo de Aécio testam se Brasil tem saudade de FHC

Jornal GGN – A julgar pelas primeiras ideias para o programa de governo e bagagem dos convidados que darão forma à sua empreitada rumo à Presidência da República, o pré-candidato e senador mineiro Aécio Neves (PSDB) deve assistir ao eleitorado de todo o País ir às urnas em outubro para dizer se está ou não com saudade da gestão de mais de duas décadas atrás, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1996-2002).

Aécio, segundo colocado nas últimas pesquisas de intenção de voto – com 17%, contra 43% da presidente Dilma Rousseff (PT) –, monta um time de ex-funcionários de FHC, consultores e acadêmicos que defendem, entre outros pontos, a criação de mais um ministério para políticas sociais, uma agenda econômica liberal e o enrijecimento das estruturas de segurança pública.

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Carandiru: defensor diz que julgamento é político e Estado deve ser processado

Jornal GGN – A quarta etapa do julgamento do Massacre do Carandiru iniciou na manhã desta segunda (17) com a divulgação da nova estratégia adotada pela defensoria: negar que 12 policiais militares que compõem o banco dos réus nessa rodada sejam culpados pela morte de 10 presos antes instalados no pavimento da antiga casa de detenção, além de outras três tentativas de assassinato. 

Minutos antes de entrar no plenário do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, o advogado Celso Vendramini sustentou que não há indícios suficientes para incriminar os oficiais. “Não existe prova nenhuma que eles mataram algum preso. Efetuaram disparos sim, mas que tenham acertado algum, não há provas", declarou.

O defensor ainda argumentou que as famílias das vítimas devem processar o poder público por omissão no esclarecimento dos fatos, já que nunca houve a realização de exame balístico, o que, em sua opinião, configura uma falha processual. "Eles que processem o Estado por não terem tomado as medidas cabíveis", acrescentou.

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Dilma faz reforma técnica e resiste à pressão do PMDB

Jornal GGN – A segunda rodada de mudanças no primeiro escalão do governo Dilma Rousseff foi marcada pela escolha de nomes técnicos, embora com chancela de caciques políticos. Mesmo com partidos do arco de alianças pressionando por mais cargos na máquina administrativa, a chefe do Executivo nacional garantiu espaço ao PT e peitou o PMDB do deputado federal Eduardo Cunha, que viu minguar seu desejo de comandar o sexto ministério em nome da legenda. A criação de uma frente contra interesses governamentais na Câmara Federal não garantiu vitória.

Pelo menos quatro dos seis novos ministros escolhidos pela presidente têm formação e experiência necessárias aos cargos que irão ocupar a partir da próxima semana. E, no que tange especificamente à crise com o PMDB, as nomeações, se não agradaram parcela considerável da legenda, também não provocaram reações alérgicas preocupantes ao longo dessa sexta-feira (14).

A ação de Dilma, no entanto, surpreende apenas pelo enfrentamento às barganhas de aliados às vésperas da disputa eleitoral. Na avaliação de Cláudio Couto, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas, a iniciativa condiz com o ano chave. “Embora não sejam mudanças estritamente técnicas, essa tem sido a tônica das reformas ministeriais nos últimos anos de qualquer governo. É comum que haja indicação de técnicos com patrocínio de lideranças políticas relevantes. O que não é assimilável é puro fisiologismo”, comenta. Couto acredita que a reforma, do jeito que foi feita, põe ponto final na guerra fria com o PMDB.

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Futuro ministro, Arthur Chioro aposta no arquivamento de inquérito no MP

Cotado para assumir o lugar do ministro Alexandre Padilha, o secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro (PT), anunciou nesta quinta (23) que protocolou na Junta Comercial do Estado de São Paulo o pedido de afastamento da Consaúde Consultoria, Auditoria e Planejamento Ltda, empresa que mantém há 17 anos. A iniciativa atende à lei federal 8.112/90, que veda a participação de funcionários públicos no gerenciamento ou administração de companhias privadas.

Durante entrevista coletiva sobre o assunto – que acabou sendo levado à pauta do Ministério Público de São Paulo – Chioro frisou que, desde 2009, quando assumiu a Pasta de Saúde em São Bernardo, está afastado de atividades de consultoria, embora tenha continuado a receber sua parte como sócio majoritário da Consaúde, detentor de 99% das ações. O titular avaliou que sua permanência apenas na razão social da empresa não feriu nenhum dispositivo legal. A oposição ao prefeito Luiz Marinho (PT), entretanto, levou questionamentos em torno da compatibilidade de funções à Promotoria, com base na Lei Orgânica do Município. Leia mais »

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