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Cíntia Alves

Triplex não estava reservado para Lula nem tem conexão com Petrobras, diz diretor da OAS

Fábio Yonamine disse que reforma no triplex foi paga pela OAS "só com recursos lícitos", sem nenhuma conexão com Petrobras, contrariando denúncia da Lava Jato

Jornal GGN - A Lava Jato colheu mais um depoimento de empresário que contraria o testemunho de Léo Pinheiro no caso triplex. Fabio Yonamine, ex-diretor-financeiro e presidente da OAS Empreendimentos, disse em depoimento ao juiz Sergio Moro, na terça (26), que Pinheiro nunca afirmou que Lula tinha um apartamento "reservado" no Condomínio Solaris, no Guarujá.

Por outro lado, o executivo admitiu que a reforma no triplex foi feita a pedido de Pinheiro, com o objetivo de "deixar a unidade mais bonita" para venda ao petista.

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A experiência do novo advogado de Palocci com as delações da Lava Jato

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Antonio Palocci contratou o escritório de Adriano Bretas para negociar um acordo de delação premiada. O criminalista não foi escolhido ao acaso: é apontado como um dos advogados mais experientes em colaborações junto à Lava Jato, sendo responsável pelos termos de figuras como Delcídio do Amaral e Alberto Youssef. Além disso, também trabalha na delação de Renato Duque - que pode, segundo informações da grande mídia, casar com o conteúdo que Palocci pretende oferecer.

Pela expertise, Bretas já foi convidado a dar palestras sobre o instituto da delação premiada no Brasil e no mundo, oportunidades em que acaba discutindo, inevitavelmente, o que vivenciou na Lava Jato. Em uma das apresentações feita no Paraná, ele alertou para algumas problemáticas na lei de delação premiada, de 2013, do ponto de vista das defesas, indicando que os procuradores da República se aproveitam das lacunas para fazer manobras "preocupantes".

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Lula "abusa do direito de defesa" e precisa cortar testemunhas, aponta Sergio Moro

Juiz disse que só vai rever a presença obrigatória de Lula nas audiências se a defesa também recuar do total de 87 testemunhas
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro respondeu aos embargos de declaração apresentados pela defesa de Lula, admitindo a possibilidade de rever a decisão de obrigar o ex-presidente a comparecer à oitiva de 87 testemunhas arroladas por seus advogados. Moro, porém, impôs uma condição: só vai recuar se a defesa aceitar reduzir o número de testemunhas, pois o juiz o considera "excessivo".
 
"Para evitar maiores polêmicas, esclareço que reverei a decisão do indeferimento do pedido de dispensa de comparecimento pessoal caso igualmente revisto o rol de testemunhas arroladas pela Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva", disse Moro.
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Léo Pinheiro estragou metade da acusação da Lava Jato contra Lula

Ex-OAS disse a Sergio Moro que não houve nenhuma propina nem uso de recursos ilícitos no contrato de armazenamento do acervo presidencial
 
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
 
Jornal GGN - O processo do caso triplex contra Lula tem pelo menos dois eixos definidos pela força-tarefa da Lava Jato: no primeiro, o petista é acusado de ser proprietário oculto de um apartamento no Guarujá; no segundo, aparece como beneficiário dos gastos da OAS, superiores a R$ 1 milhão, com a manutenção do acervo presidencial. Foi nessa segunda parte da acusação que Léo Pinheiro, em depoimento ao juiz Sergio Moro, derrubou vinagre.
 
 
No vídeo, após uma hora e vinte minutos de depoimento, Moro pergunta a Pinheiro se o pagamento da OAS à empresa Granero pelo armazenamento dos pertences que Lula acumulou enquanto presidente tinha a ver com o "caixa geral" da construtora com o PT. Esse caixa geral é como Pinheiro chama uma conta virtual de onde a OAS tirava os recursos para pagamentos de propina a agentes públicos e caixa 2 eleitoral.
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Funcionários da OAS desmentem Léo Pinheiro sobre triplex ser de Lula

Enquanto Léo Pinheiro afirma, como co-réu, que recebeu "orientação" para não vender o triplex porque ele seria de Lula, engenheira que acompanhou reforma disse que imóvel seria colocado à venda "para qualquer cliente"
 
 
Jornal GGN - Não é apenas a possibilidade de Léo Pinheiro, ex-OAS, ter combinado com o Ministério Público Federal o teor das acusações feitas diante do juiz Sergio Moro contra Lula, no processo do triplex, que torna o depoimento questionável. Outro ponto marginalizado pela grande mídia é o fato de que funcionários da OAS deram à Lava Jato informações que conflitam diretamente com o que Pinheiro expôs em meio a sua negociação por uma colaboração premiada.
 
Em setembro de 2016, o GGN mostrou [leia aqui] que pelo menos 7 testemunhas ouvidas pelos procuradores de Curitiba, no processo em que Lula é acusado de receber um triplex da OAS como pagamento de vantagem indevida, não conseguiram afirmar e tampouco apresentaram provas de que o ex-presidente seja o destinatário ou dono do imóvel. 
 
Três desses depoimentos foram dados por engenheiros e arquitetos da OAS Empreendimentos que acompanharam a reforma no triplex de perto. Inclusive, teriam presenciado as visitas que Marisa Letícia e Lula fizeram ao local.
 
O GGN traça, a seguir, um paralelo entre o que foi dito por esses funcionários e a versão de Pinheiro sobre o caso, dada após mais de um ano de prisão.
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Triplex: Advogado pediu à PGR apuração sobre versão combinada contra Lula

Sergio Moro negou suspensão do julgamento do caso triplex enquanto PGR não esclarecer se Leo Pinheiro combinou versão contra Lula com procuradores da Lava Jato. Para juiz de Curitiba, Pinheiro tem direito, como co-réu, a dar sua versão dos fatos, "seja ela verdadeira ou não"
 
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
 
Jornal GGN - O advogado Cristiano Zanin Martins solicitou à Procuradoria Geral da República uma investigação sobre o depoimento de Leo Pinheiro, ex-OAS, ao juiz Sergio Moro no processo do caso triplex. Isso porque a imprensa publicou, dias antes da audiência em Curitiba, que Pinheiro "negociou" com os procuradores da Lava Jato os detalhes de tudo que deveria ser dito contra Lula.
 
Segundo reportagem da Folha, Pinheiro daria diante de Moro um aperitivo de tudo que poderia dizer contra Lula à Lava Jato. Fazendo isso antes de fechar a delação, a força-tarefa ainda espera desmontar as críticas de que o acordo só sairia com informações preciosas contra o ex-presidente. No mesmo dia da audiência Pinheiro, o jornal Valor Econômico também antecipou, com base em fontes ligadas ao processo, o que ele iria dizer: que Lula era o dono do triplex no Guarujá. 
 
"Diante do teor da reportagem da Folha de S. Paulo, que diz, inclusive, ter ouvido pessoas ligadas às investigações, fizemos pedido à PGR para que apure eventual ilícito, tendo em vista que um processo de delação não pode ocorrer dessa forma, sem que os outros co-réus tenham conhecimento do que acontece fora da luz do sol, e também com a situação posta pelo jornal, que é incompatível em um acordo de delação. Isso a meu ver corrobora com a suspensão deste processo", disse Zanin ao juiz Sergio Moro.
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Palocci ameaça arrastar mercado financeiro e empresas de comunicação para a Lava Jato

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Em depoimento diante do juiz Sergio Moro, nesta quinta (20), o ex-ministro Antonio Palocci negou que tenha recebido pagamento de vantagens indevidas em benefício próprio ou em nome do PT em troca de defender os interesses da Odebrecht nos governos Lula e Dilma. Por outro lado, em jogada com sua defesa, Palocci sinalizou que pode arrastar para a Lava Jato nomes de mercado financeiro e grandes empresas de comunicação que teriam pedido "grande montantes de recursos" no início do primeiro mandato de Lula. Isso para mostrar que não era apenas a Odebrecht que exercícia forte lobby na política.

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Os episódios da Lava Jato que podem virar crime de abuso de autoridade

Jornal GGN - Se a lei de abuso de autoridade debatida pelo Senado já estivesse em vigor, usar a mídia para antecipar a culpa de um investigado, como aconteceu quando a Lava Jato anunciou o indiciamento de Lula no caso triplex, seria um crime que poderia render aos envolvidos até dois anos de detenção e pagamento de multa. Se reincidente no abuso, a autoridade perderia o cargo em caráter definitivo. É o que aponta o relatório final do PLS 85/2017, que será apresentado oficialmente pelo senador Roberto Requião (PMDB) na quarta (19).

Requião destacou no documento [em anexo] que, ao contrário do que dizem os entusiastas da Lava Jato, o Senado não quer aprovar uma lei de abuso de autoridade para frear a operação. Ele apontou que a base da lei discutida é um projeto de 2009 e, além disso, ele incorporou sugestões apresentadas pelo próprio juiz Sergio Moro, inclusive para evitar o "crime de hermenêutica" - a possibilidade de penalizar a autoridade em virtude de interpretações divergentes da lei.

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Moro obriga Lula a presenciar 87 depoimentos pelo número "exagerado" de testemunhas

"Já que este julgador terá que ouvir 87 testemunhas da defesa de Lula, além de dezenas de outras, embora em menor número arroladas pelos demais acusados, fica consignado que será exigida a presença do acusado (...) a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas", disse Moro
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro determinou, na segunda (17), que o ex-presidente Lula será obrigado a estar presente na oitiva de 87 testemunhas arroladas por sua própria defesa até agora, no processo em que o petista é acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht - envolvendo apartamento em São Bernardo do Campo e um terreno para o Instituto Lula. O julgamento se dá em Curitiba e a defesa alega que, assim, Moro quer prejudicar a agenda política de Lula.
 
No despacho, Moro deixa claro que achou o convite a 87 testemunhas "bastante exagerado" e "absolutamente desnecessário" e, como ele será obrigado a ouvir a todos para evitar criticas sobre "cerceamento de defesa", então Lula também deverá estar presente. Com isso, o magistrado avalia que os advogados de Lula vão repensar o volume de testemunhas e cortar todas que seriam irrelevantes.
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Vídeo da Lava Jato contra Genoino dura 3 minutos e não cita caixa 2 nem propina

Jornal GGN - Com base em uma delação que, gravada em vídeo, durou 3 minutos e 35 segundos, a Procuradoria Geral da República, comandada por Rodrigo Janot, pediu a abertura de um inquérito contra José Genoíno.

A petição 6698 sinaliza que o petista aceitou doação eleitoral da Odebrecht, em 2010, no valor de R$ 30 mil e, além disso, teria recebido mais R$ 15 mil das mãos de Alexandrino Alencar, como parte de uma ação "piedosa" do delator e do "próprio Emílio Odebrecht", que ficaram sensibilizados com a situação de Genoino após o Mensalão. Nos dois casos, porém, delatores negaram "contrapartidas".

Ao delator Carlos Armando Paschoal - que aparece no vídeo acima contando a história da doação eleitoral feita em duas parcelas de R$ 15 mil - os procuradores da Lava Jato simplesmente esqueceram de pedir para especificar se os pagamentos foram feitos via caixa 2, e se Genoino estaria ciente disso.

Pachoal contou que conheceu Genoino na sala de Alexandrino Alencar, em uma reunião em que teria acertado o valor da doação eleitoral.

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Como Serra usava o governo de SP para cobrar milhões em propina da Odebrecht

Foto: Agência Senado
 
Jornal GGN - A divulgação estrondosa da lista de Fachin, jogando no mesmo balaio todos os políticos citados em delações da Odebrecht que serão investigados com autorização do Supremo Tribunal Federal, misturou tubarão com peixe de aquário e tirou a devida atenção de casos como o de José Serra.
 
Sete delatores disseram à Lava Jato que o tucano negociou, ao longo dos últimos anos, mais de R$ 30 milhões em propina para abastecer, principalmente, suas campanhas eleitorais. Mas há casos de repasses a afilhados políticos do PSDB. 
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Tudo "lícito e transparente", diz delator após detalhar cada palestra de Lula

 
Jornal GGN - Em depoimento aos procuradores, Alexandrino Alencar, um dos principais delatores da Odebrecht, esmiuçou cada uma das viagens e palestras contratadas da LILS, empresa de palestra de Lula, e disse que tudo seguiu o modelo criado por outros ex-presidentes - "como Fernando Henrique Cardoso" - justamente para garantir "licitude e transparência". As palestras foram todas realizadas e os pagamentos, regulares e têm comprovante fiscal.
 
 
Alencar abriu o depoimento dizendo que a Odebrecht decidiu patrocinar palestras do ex-presidente petista porque "era uma maneira de remunerar Lula, face a tudo o que ele fez pela empresa, de uma maneira lícita e transparente. Foi feita da mesma maneira que fizemos com ex-mandatários, como Fernando Henrique Cardoso."
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Jornais picotaram e trocaram falas de Marcelo Odebrecht para prejudicar Lula

 
Jornal GGN - É sintomático que, na era digital, quando informações são colocadas na rede à disposição de quem tiver interesse em conhecer os dois lados de uma mesma moeda, ainda haja espaço para manipulações. É o que ocorre na cobertura de uma parte da grande mídia em relação ao depoimento de Marcelo Odebrecht ao juiz Sergio Moro.
 
O canal do Estadão no Youtube foi um dos primeiros a divulgar os quatro vídeos, no final da manhã desta quarta (12). À tarde, as páginas principais dos jornalões estavam divididas da seguinte maneira: metade do espaço era usado para manchetes que acusavam Lula de receber milhões em propina, e a outra metade, para distribuir entre os citados na lista de Janot 2.0.
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Vídeo revela que Marcelo Odebrecht não tem provas de que Lula sabia do "saldo Amigo"

A narrativa é a seguinte: Marcelo Odebrecht criou um fundo para agradar Lula e avisou Antonio Palocci, que decidiu mexer na conta em uma oportunidade envolvendo saques em dinheiro vivo. Em outra, a Odebrecht teria comprado terreno para o Instituto Lula com os recursos do "saldo Amigo". Mas Marcelo admitiu que não tem como "comprovar" que o ex-presidente estava por trás das demandas
 
Jornal GGN - A divulgação do vídeo que registra o depoimento de Marcelo Odebrecht ao juiz Sergio Moro mostra que o empresário e delator da Lava Jato admitiu, sim, que o "Amigo" que aparece em planilhas apreendidas pela Lava Jato era, em sua concepção, o ex-presidente Lula. Porém, os principais jornais do País ignoraram o trecho em que Marcelo afirmou que o fundo destinado ao "Amigo" nunca foi movimentado por Lula. Além disso, Marcelo, apesar de ter convicção de que Lula sempre soube de tudo e se beneficiou do esquema, não tinha "como comprovar" isso.
 
"Veja bem, o Lula nunca me pediu diretamente. Essa informação eu combinei com [Antonio] Palocci. Obvio que, ao longo de alguns usos [do saldo controlado por Palocci], ficou claro que realmente era para o Lula, porque teve uns usos que ficou evidente isso para mim. Teve uns que o pedido era feito e saia via espécie, e o Palocci pediu para mim que isso fosse descontado do saldo 'Amigo'. Então, quando ele pedia para descontar do saldo 'Amigo', eu sabia que ele estava se referindo a Lula, mas não tinha como comprovar."

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Temer discutiu divisão de R$ 10 milhões com Marcelo Odebrecht, diz delator

Delator da Lava Jato diz ao TSE que, ao contrário do que afirmou Marcelo Odebrecht, Temer presenciou, sim, discussão sobre doação de R$ 10 milhões ao PMDB, e ainda agiu para evitar que todo o recurso fosse destinado apenas a Paulo Skaf. Parte do montante solicitado por Temer bancou o ex-deputado Eduardo Cunha
 
Foto: Agência Senado
 
Jornal GGN - O Estadão publicou, nesta terça (11), a íntegra do depoimento do executivo da Cláudio Melo Filho, colaborador da Lava Jato, ao Tribunal Superior Eleitoral, no qual ele desmente dois pontos das acusações que Marcelo Odebrecht fez na ação que visa a cassação da chapa Dilma/Temer.
 
Segundo Melo, Marcelo Odebrecht mentiu em pelo menos dois momentos: primeiro, quando afirmou que ambos acertaram com Eliseu Padilha o repasse de R$ 10 milhões ao PMDB durante a eleição de 2014. Depois, quando disse que Temer não presenciou a negociação.
 
Além disso, o depoimento - que deveria estar sob sigilo, assim como a delação da Odebrecht no Supremo Tribunal Federal - mostra que parte dos recurssos solicitados por Temer como doação à Odebrecht foram usados para bancar o deputado cassado Eduardo Cunha.
 
Quando as primeiras informações sobre o encontro entre Odebrecht e Temer no Jaburu vieram à tona, o presidente primeiro negou que tenha discutido doações e, depois, já encurralado pelo caso José Yunes (que ajudou a operacionalizar pagamentos ao PMDB), voltou atrás e admitiu que "solicitou ajuda financeira", mas negou que tenha discutido valores.a
 
O depoimento de Melo mostra que Temer pode não ter tentando negociar os R$ 10 milhões, mas certamente disputou a maneira como ele seria dividido entre aliados.
 
O ENCONTRO NO JABURU
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