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Cíntia Alves

Foto com Aécio, premiações, eventos com tucanos: as violações de Moro ao Código de Ética

Jornal GGN - Numa representação encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça, no último dia 9, a defesa do ex-presidente Lula listou uma série de artigos do Código de Ética da Magistratura que foram violados pelo juiz federal Sergio Moro em sua busca por "autopromoção". 

Ao CNJ, os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin enviaram fotos de Moro em eventos organizados por filiados do PSDB, partido que rivaliza com o PT de Lula, incluindo um patrocinado pelo grupo LIDE, do empresário e prefeito eleito de São Paulo João Dória Junior.

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Nos EUA, Power Point como o de Lula fez Suprema Corte anular o julgamento

Jornal GGN - Na ação por danos morais movida contra o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, a defesa do ex-presidente Lula apontou que o uso de apresentação em Power Point pelo Ministério Público, inserindo o réu numa situação de culpa irrefutável antes mesmo de uma decisão da Justiça, fez a Suprema Corte dos Estados Unidos anular o julgamento. 

Segundo a defesa de Lula, a Lava Jato copiou exatamente a mesma estratégia ao denunciar Lula no caso triplex. A força-tarefa de Curitiba convocou uma coletiva de imprensa para colocar o ex-presidente como o "comandante máximo do esquema de corrupção na Petrobras". Nos Estados Unidos, também foi um procurador que violou o direito à presunção de inocência.

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Moro é denunciado por vazamento ao Estadão de processo sigiloso

"As condutas expostas configuram, em tese, desvio funcional porque colidem com disposições da Lei Orgânica da Magistratura, do Código de Ética da Magistratura Nacional (...) dentre outros atos normativos", diz a defesa de Lula

Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro foi denunciado pela defesa do ex-presidente Lula ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por um vazamento que ocorreu a partir da 13ª Vara Federal, em Curitiba, de processo por danos morais movido contra um delegado da Lava Jato, em caráter sigiloso. A denúncia acompanha a foto em que Moro aparece demonstrando afinidade com o senador Aécio Neves (PSDB) e outras condutas que, na visão dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, configuram violações ao Código de Ética da Magistratura. Leia mais »

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Governo usou lei da ditadura para prender 88 por "inconformismo político" com Temer

Polícia do Distrito Federal só recuou de também usar a Lei de Segurança Nacional para indiciar 88 pessoas por atuação da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Todos os detidos estão soltos, mas vão responder por depredação, de acordo com o Código de Processo Penal

Jornal GGN – Uma operação das forças de segurança no Distrito Federal para reprimir protestos contra a aprovação da PEC do Teto dos Gastos, e outras reformas impopulares encampadas pelo governo Temer, acabou com 88 manifestantes presos, na noite de terça (13), com base na Lei de Segurança Nacional. Editada durante o regime militar, a norma só deveria ser acionada, segundo juristas, em casos de extrema necessidade, como risco à vida de autoridades de alto escalão ou à soberania nacional.

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Moro permite que dados do sítio sejam usados contra Lula no caso triplex

Não é a primeira vez que Moro permite questionamentos ou ele mesmo aborda assuntos que não têm nada a ver com o triplex no Guarujá. Advogados sustentam que abranger fatos alheios ao objeto da ação penal dificulta a defesa de Lula

Jornal GGN - O Ministério Público Federal convocou para depor contra o ex-presidente Lula uma testemunha que não sabia informar sobre a decoração do triplex no Guarujá. O funcionário da Kitchens Mario da Silva Amaro participou, na verdade, da venda de móveis planejados para o sítio de Atibaia. Ao saber dessa informação, a defesa de Lula alertou que esse caso não tem nada a ver com a denúncia de que Lula teria recebido da OAS um apartamento no litoral paulista. Ainda assim, o juiz Sergio Moro não só manteve, como também fez perguntas sobre o sítio à testemunha.

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Aos berros, Moro diz que tem "poder" para "cassar a defesa" de Lula

Durante audiência do caso triplex, Moro chama advogado de Lula de inconveniente e pede "respeito ao Juízo". Juarez Cirino rebate: "Se Vossa Excelência atua aqui como acusador principal, perde todo o respeito"

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro e o advogado Juarez Cirino, que defende o ex-presidente Lula no caso triplex, protagonizaram nesta segunda (12) a audiência mais agressiva desde que o julgamento foi iniciado. Moro, aos berros, chamou o defensor de "inconveniente" e afirmou que tinha poder para impedí-lo de se manifestar durante a oitiva da engenheira Mariuza Aparecida da Silva Marques, da OAS. 

O bate-boca começou quando o procurador do Ministério Público Federal perguntou a Mariuza se a esposa do ex-presidente, Marisa Letícia, foi tratada pela OAS como "uma adquirinte, alguém que visitava para ver se tinha interesse no imóvel ou destinatária" do triplex. Nesse minuto, Juarez protestou porque, em tese, a engenheira responsável por fazer vistorias em imóveis já vendidos não teria condições de responder essa questão, e poderia recorrer a achismos.

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Delação da Odebrecht à Lava Jato desmonta denúncia da Zelotes contra Lula

Força-tarefa da Zelotes diz, sem apresentar provas, que o filho de Lula recebeu propina após a aprovação da Medida Provisória 627/2013. Mas, segundo delação da Odebrecht, os empresários interessados em fazer mudanças na MP procuraram e pagaram, na verdade, quem detinha poder de decisão dentro do Congresso: Romero Jucá e a cúpula do PMDB

Jornal GGN - A delação bombástica de um ex-executivo da Odebrecht que toma conta do noticiário desde sábado (10) também lança dúvidas sobre a última denúncia que o Ministério Público Federal ofereceu à Justiça de Brasília contra o ex-presidente Lula, por tráfico de influência.

Sem apresentar provas, a força-tarefa da Zelotes diz que Lula tentou influenciar na aprovação da Medida Provisória 627/13 para favorecer montadoras que, em troca, pagariam propina a um lobista. Este, por sua vez, faria acertos com um dos filhos do ex-presidente.

Mas os documentos da Odebrecht mostram que quem participou diretamente da "venda" dessa MP ao empresariado foi Romero Jucá (PMDB), que teria falado em nome de Renan Calheiros (PMDB). Do lado da Câmara, a articulação foi feita com Eduardo Cunha (PMDB).

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EUA ajudaram a Lava Jato a monitorar Lula e Dilma, suspeita advogado

Secretaria do MPF responsável pelos acordos de cooperação internacional admite ao GGN que não participa das "negociações" entre a força-tarefa de Curitiba e oficiais estadunidenses. Defensor de Lula, Cristiano Zanin suspeita que irregularidades vão além de acordos de cooperação internacional secretos


Jornal GGN - A defesa de Lula suspeita que além de a Lava Jato exportar irregularmente seus principais delatores para ajudar em procedimentos secretos nos Estados Unidos, a força-tarefa também aceita auxílio de autoridades estrangeiras, em território nacional, ou fazem uso de tecnologia por elas ofertadas, com o intuito de enquadrar o ex-presidente da República, entre outros objetivos.

Em entrevista ao GGN, realizada por e-mail, nesta quinta (8), o advogado Cristiano Zanin Martins questionou os métodos usados pela força-tarefa para monitorar o ex-presidente. Ele citou, inclusive, o episódio em que o juiz Sergio Moro vazou para a imprensa o áudio de uma conversa entre Lula e Dilma Rousseff, material que fomentou a tempestade perfeita para o impeachment.

"O que estamos vendo é que agentes públicos que integram a força-tarefa da Lava Jato estão atuando em conjunto com agentes estrangeiros, inclusive em território brasileiro, sem que haja qualquer formalização dessa cooperação. Isso parece estar ocorrendo não só em relação a delações premiadas internacionais, mas também em relação a atos de investigação e inteligência policial", disse Zanin.

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Reforma da Previdência de Temer gera crise com policiais não militares, que ameaçam greve

Vice-presidente da Federação Nacional dos Policias Federais diz que se governo não recuar da reforma sem "isonomia" entre as forças de segurança, greve será deflagrada em 2017

Jornal GGN - A reforma da Previdência anunciada pela equipe de Michel Temer na terça (6), com exclusão de propostas que pudessem atingir carreiras militares, gerou uma crise entre as forças de segurança e alimenta mais uma ameaça à sobrevivência do governo. 

Representantes de aproximadamente 90 entidades de policiais não militares aguardam há mais de duas horas numa sala do Ministério da Justiça, na tarde desta quarta (7), para cobrar apoio do ministro Alexandre de Morais para fazer modificações na reforma.

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FHC será intimado por Moro para testemunhar no caso triplex

Advogados dos réus também pediram que Renan Calheiros, Romero Jucá, Henrique Meirelles e outros sejam intimado na ação em que Lula é acusado de receber propina da OAS

Jornal GGN - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) será intimado a depor como testemunha de defesa no processo em que a Lava Jato acusa Lula de ter recebido da OAS um triplex no Guarujá, entre outras vantagens indevidas.

Segundo despacho assinado por Sergio Moro na segunda-feira (5), FHC foi selecionado pela defesa de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. O depoimento deverá ocorrer dia 9 de fevereiro de 2017, por videoconferência, a partir de São Paulo, as 9h30. A lei impede que o ex-presidente se recuse a colaborar.

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Bolsa Família: o que a mídia marginalizou por uma década e o começo do fim do programa

A realidade dos beneficiários do Bolsa Família foi ignorada nos dez primeiros anos de programa pelos grupos de mídia, e tampouco parece importar agora que está em construção uma narrativa para justificar o esvaziamento
 

Foto: Estele Kim
 
Jornal GGN - Em meados de 2012, um grupo de estudantes de jornalismo de uma universidade privada em São Paulo decidiu produzir um videodocumentário como projeto de conclusão de curso, tendo por motivação os 10 anos do maior programa de transferência condicionada de renda do País, criado ainda em 2003, durante o governo Lula: o Bolsa Família.
 
Dada a amplitude do tema, foi necessário estabelecer um "recorte" para viabilizar a produção de uma reportagem audiovisual com até 25 minutos, atendendo aos critérios impostos pela universidade. 
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Sócio da empresa que reformou triplex diz que Lula não é dono

Quatro testemunhas foram ouvidas por Sergio Moro nesta quarta (30), mas nenhuma conseguiu provar a posse atribuída ao ex-presidente pela Lava Jato. Ministério Público Federal apostou fichas em dono de apartamento que dona Marisa quis comprar da Bancoop

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro deu sequência ao julgamento do caso triplex, em que Lula é acusado de receber vantagens indevidas da OAS, nesta quarta-feira (30), ouvindo quatro testemunhas de acusação selecionados pelo Ministério Público Federal. Dentre elas, o engenheiro Armando Dagre Magri, sócio da empresa contratada para fazer a reforma da unidade 164-A do Condomínio Solaris ao custo de R$ 770 mil. Segundo Magri, o apartamento não é propriedade de Lula.

Além de ser sócio da Tallento e acompanhar indiretamente a reforma do triplex, Magri foi escolhido pelo MPF porque acompanhou a segunda visita que a ex-primeira-dama Marisa Letícia e seu filho, Fábio Luís, fizeram ao apartamento, ao lado de Léo Pinheiro e outros funcionários da OAS.

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Moro reage a pergunta de advogado de Lula sobre delações: "Isso é calunioso!"

Procurador da República que acompanha o caso triplex também se sentiu ofendido com a pergunta da defesa de Lula sobre "delações a la carte"

Jornal GGN – O juiz Sergio Moro saiu em defesa da Lava Jato durante a audiência do doleiro Alberto Youssef, que testemunho, na semana passada, no processo em que Lula é acusado de receber propinas da OAS na forma de um apartamento no Guarujá, entre outras vantagens ilícitas.

A partir dos 34 minutos do vídeo abaixo, o advogado José Roberto Batochio, defensor de Lula, tenta fazer uma “última pergunta” da defesa a Youssef.



"Comenta-se no meio forense, pelo menos em algum setor dele, que existe uma delação que se denominou delação premiada a la carte”, disse Batochio.

Moro imediatamente decide interromper Batochio: “Doutor, decline quem comenta isso. Isso é calunioso, inclusive! Eu peço que decline quem é [que comenta isso]”, disse o juiz.

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Moro rejeita 2 testemunhas de Lula no exterior, mas aceita 7 de Cláudia Cruz

Juiz deu quatro meses para que a defesa da esposa de Eduardo Cunha leve ao processo sete testemunhas no exterior, mesmo adiantando que o conteúdo fruto da cooperação com Suíça e Cingapura, em sua visão, não terá "relevância" para o julgamento

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro negou a Lula prazo para um acordo de cooperação internacional que viabilizasse a coleta de depoimentos de duas testemunhas de defesa que encontram-se no exterior. Segundo o magistrado, os advogados do ex-presidente não explicaram por que essas testemunha são imprescindíveis para o julgamento do petista. Mas para a esposa de Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cruz, Moro concedeu prazo de quatro meses, a partir de outubro, para que sete testemunhas sejam ouvidas, "a bem da ampla defesa", mesmo sinalizando que elas são "dispensáveis".

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Não vou colocar em risco um acordo com os EUA por "capricho da defesa" de Lula, diz Moro

Em audiência do lobista Milton Pascowitch, juiz federal impede novamente perguntas sobre acordo de cooperação entre delatores da Lava Jato com Departamento de Justiça dos EUA, com ajuda informal da força-tarefa

Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro impediu mais uma testemunha do caso triplex de falar sobre o elo suspeito entre a Lava Jato e os Estados Unidos. Na audiência de Milton Pascowitch, na semana passada, Moro disse que não iria colocar em risco um eventual acordo de delação do lobista com autoridades americanas por um "mero capricho" da defesa de Lula.

A frase foi disparada após o advogado Cristiano Zanin Martins fazer uma série de perguntas sobre esse possível acordo de cooperação internacional sem que Pascowitch tivesse obrigação de responder. A defesa de Lula suspeita que a força-tarefa da Lava Jato fez uma ponte informal com o Departamento de Justiça dos EUA, para exportar delatores sem o devido companhamento do Ministério da Justiça brasileiro.

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