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Cíntia Alves

A fraude jornalística de IstoÉ para insinuar que PT ameaça vida de delatores

Revista manipulou uma decisão de Sergio Moro para fazer parecer que o juiz manteve Léo Pinheiro (ex-OAS) preso a pedido da defesa, que teme que ele "termine como Celso Daniel", ou seja, assassinado por "motivações políticas". Despacho de Moro, na verdade, era resposta a pedido da Polícia Federal para transferir Pinheiro de prisão

Jornal GGN - A revista IstoÉ manipulou uma decisão assinada por Sergio Moro para dar alguma legitimidade à reportagem "Lava Jato: delatores ameaçados". Publicado no último dia 25, o texto insinua que réus colaboradores têm mudado seus depoimentos perante o juiz e membros da força-tarefa porque estão sendo ameaçados por forças obscuras que beneficiariam investigados ligados ao PT, entre eles o ex-presidente Lula. 

Diz a reportagem que "delatores sofrem ameaças de terem suas vidas e a de seus parentes ceifadas. Aterrorizados, alguns se viram obrigados a mentir em depoimentos à Justiça. Depois, mudaram suas versões".

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Batochio: Lava Jato usa delator de plantão para preencher falta de provas contra Lula

"Na medida em que a prova se mostra fraca, se chama um colaborador de plantão para cobrir a deficiência, a anemia da acusação", disse advogado de Lula ao juiz Sergio Moro

Jornal GGN - O advogado do ex-presidente Lula José Roberto Batochio disse, durante audiência de Delcídio do Amaral no caso triplex, que o senador cassado funciona como um "delator de plantão" para a Lava Jato. Segundo o defensor, o Ministério Público Federal tem recorrido aos depoimentos de Delcídio para cobrir a "anemia da acusação" não só contra Lula, mas também contra outras figuras ligadas a governos petistas, como o ex-ministro Antonio Palocci. 

No vídeo acima, a partir dos 3 minutos, Batochio pergunta se Delcídio "tem sido sistematicamente convocado" pela força-tarefa da Lava Jato para "complementar sua delação premiada", através de novos depoimentos, "conforme vão surgindo as necessidades acusatórias".

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Notas sobre o empresário da OAS que Moro condenou sem provas

Jornal GGN - Dois fatos que passaram pela grande mídia sem muito destaque, nesta última semana, reforçam a ideia de blindagem a Sergio Moro: o resultado parcial da primeira rodada de oitivas do caso triplex, quando testemunhas de acusação inocentando Lula dos crimes elencados pela Lava Jato, e a notícia de que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região reformou outra decisão da 13ª Vara de Curitiba, agora apontando que Moro condenou dois empresários da OAS sem provas. Entre eles, Mateus Coutinho de Sá, que atuava na área financeira do grupo.

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"Nós não estamos cuidando do processo nos Estados Unidos", diz Moro a advogado de Lula

Juiz da Lava Jato insinua que defesa quer alimentar "tese" de que a Lava Jato "é um plano para colher aqui as reservas de petróleo"

Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro disse, nesta quinta (24), que a tentativa da defesa de Lula de descobrir se há um elo suspeito entre autoridades dos Estados Unidos e os agentes brasileiros que atuam na operação na Petrobras é "irrelevante" para o caso triplex. A não ser que se queira alimentar a "tese de que a Lava Jato "é um plano para colher aqui as reservas de Petróleo do Brasil ou coisa parecida".

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Mídia usou Geddel para lembrar a Temer que ele não reina absoluto

Jornal GGN - O escândalo Calero ter gerado um motivo para a atual oposição pedir o impeachment de Michel Temer foi aparentemente um acidente de percurso. O esporte preferido da grande mídia continua sendo derrubar ministros e dizer aos mandatários que ajudou a colocar no poder o que eles podem ou não fazer.

No caso, a ordem para que Geddel Vieira Lima saia do governo Temer é expressa. Os três principais jornais impressos do país trataram o processo de afastamento como notinha de rodapé e centraram esforços nos conselhos a Temer.

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Lula não negociou cargo, não pediu propina nem sabia de esquema na Petrobras, diz Cerveró

 
Jornal GGN - O depoimento do ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Ceveró, ao juiz Sergio Moro, nesta quarta (24), frustrou o Ministério Público Federal na ação em que Lula é acusado de receber propina da OAS na forma de um triplex, entre outras vantagens indevidas. Isso porque Cerveró, um dos principais delatores da Lava Jato, negou que Lula tenha negociado cargo, pedido ou recebido recursos desviados dos cofres públicos ou mesmo que tinha conhecimento do "esquema" na estatal.
 
 
Aos 12 minutos, uma procuradora da República pergunta a Cerveró qual o papel de Lula em sua nomeação para a diretoria Internacional durante o primeiro mandato do petista. Cerveró contou que foi patrocinado por um governador do Mato Grosso, o Zeca do PT, mas que, na prática, respondia "especificamente" ao senador cassado Delcídio do Amaral, com quem trabalhou na Petrobras desde os anos FHC. 
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Mídia esconde que Moro violou Código Penal em processo contra Lula

Defesa diz a Moro que é "inadmissível que o julgador desça da majestade de sua cátedra para se converter em mero auxiliar da Acusação. (...) Se assim fosse permitido, haveria na causa duas acusações, uma única defesa e nenhum juiz..."

Jornal GGN - A velha mídia blinda o juiz Sergio Moro escondendo os erros que o magistrado cometeu durante o primeiro dia de audiências do caso triplex. Segundo os advogados de Lula, Moro violou pelo menos dois preceitos estabelecidos pelo artigo 212 do Código de Processo Penal, mas os grandes veículos - que têm no juiz a imagem símbolo da Lava Jato - não deram destaque a isso. Ao contrário: os poucos artigos e reportagens sobre o episódio tratam apenas do "bate-boca" entre as partes. O Estadão, por exemplo, chegou a fazer um levantamento de quantas discussões (29!) ocorreram no intervalo de duas horas. Veja, por sua vez, publicou que a estratégia da defesa é tirar Moro do sério.

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Moro impede testemunha de falar sobre elo suspeito entre Lava Jato e EUA

Assunto surgiu durante as primeiras audiências de testemunhas contra Lula na ação do triplex no Guarujá, mas o juiz Sergio Moro e um procurador da força-tarefa impediram que detalhes viessem à tona, alegando "irrelevância" para o processo

Jornal GGN - Os advogados do ex-presidente Lula suspeitam que a Lava Jato está ajudando informalmente o Departamento de Justiça dos Estados Unidos levando os réus delatores da operação que iniciou na Petrobras a firmar acordos de colaboração com as autoridades estadunidenses.

O assunto surgiu durante as primeiras audiências de testemunhas contra Lula na ação do triplex no Guarujá, mas o juiz Sergio Moro e um procurador da força-tarefa impediram que detalhes viessem à tona, alegando "irrelevância" para o processo.

A partir dos 4 minutos e 40 segundos do vídeo acima, Cristiano Martins Zanin, advogado de Lula, pergunta a Eduardo Leite, ex-executivo da Camargo Corrêa, se ele fez delação com os EUA.

"Ainda não. Posso vir a firmar, mas hoje não tenho nada firmado com o governo americano. Também não [estou em negociação]. Eu fui procurado pelo governo americano no intuito de buscar um interesse e entendimento das partes", respondeu Leite. Ele disse que sua defesa informou o Ministério Público Federal dessa "comunicação".

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Propina na gestão FHC põe em xeque delação de Delcídio, principal detrator de Lula

Diante do juiz Sergio Moro, Delcídio negou que sabia de corrupção na Petrobras na gestão FHC. Porém, depoimento de Nestor Cerveró mostra que Delcídio não só sabia como teria recebido propina sob contratos para construção de termelétricas

Jornal GGN - O senador cassado Delcídio do Amaral fez, diante do juiz federal Sergio Moro, afirmações sobre os esquemas que envolveram propina na Petrobras durante o governo FHC que conflitam diretamente com declarações prestadas por Nestor Cerveró à força-tarefa. Se consideradas perjuriosas, essas falas podem levar ao cancelamento do acordo de colaboração do principal detrator de Lula. É Delcídio quem acusa Lula de ter conhecimento detalhado da corrupção investigada pela Lava Jato.

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Defesa de Lula diz na cara de Moro que ele age como acusador e afronta as leis

Advogados disseram a Sergio Moro que ele é processado justamente por fazer coisas que um juiz de primeira instância não deveria fazer, como ser permissivo e produzir provas em favor do Ministério Público, impedir a defesa de usar a palavra e questionar sobre crimes que não são objeto da ação ou que estão fora de sua alçada


Jornal GGN – A primeira audiência do caso tríplex contra Lula, realizada nesta segunda (21), em Curitiba (PR), foi marcada por um intenso bate-boca entre o juiz federal Sergio Moro e os advogados do ex-presidente. A maioria dos veículos da grande mídia reportou o episódio de maneira discreta e sem apontar os “erros” e “arbitrariedades” cometidos por Moro durante o depoimento do senador cassado Delcídio do Amaral.

A defesa não se intimidou diante das decisões de Moro e disse, na cara do magistrado, que ele é “suspeito” para julgar Lula justamente por adotar uma postura que beneficia o Ministério Público Federal em suas acusações, além de ser muito subjetivo na interpretação do Código Penal – chegando a extrapolar suas funções e afrontar o Supremo Tribunal Federal – o que significaria um "cerceamento do direito de defesa".

Os advogados também apontaram que Moro errou ao produzir provas para a acusação, por induzir as respostas da testemunha contra o ex-presidente e por fazer seus questionamentos depois da defesa sem permitir novos esclarecimentos em favor de Lula. Um dos defensores chegou a dizer que o magistrado não respeita a Constituição.

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Para entender, com detalhes, o processo contra Lula nas mãos de Moro

Acusações da Lava Jato contra Lula estão divididas em três eixos. Num deles, para chegar ao objetivo da condenação, o MPF terá de emplacar a tese de que o ex-presidente chefiava o Petrolão

Jornal GGN – Começa essa semana a audiência do juiz Sergio Moro com testemunhas de acusação elencadas pelo Ministério Público Federal no processo em que Lula é acusado de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

Segundo os procuradores, a OAS pagou propina a Lula disfarçada na forma de um tríplex no Guarujá – reformado e personalizado para o ex-presidente com acompanhamento de sua esposa, Marisa Letícia – e no pagamento pela manutenção do acervo presidencial.

A vantagem indevida a Lula seria contrapartida a três contratos que a OAS firmou com a Petrobras para a construção das refinarias de Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná.

A denúncia formal foi divulgada numa das mais midiáticas ações dos procuradores da Lava Jato: uma coletiva de imprensa em que Lula foi colocado como o chefe do chamado petrolão, que, entre outras motivações, buscava perpetuar o Partido dos Trabalhadores no poder, de maneira criminosa.

A denúncia, já aceita por Moro, foi dividida pelo MPF em três eixos, na seguinte ordem:

Eixo 1 – Lula, o chefe do petrolão

Segundo o MPF, Lula deve ser condenado por corrupção passiva por ter sido beneficiado pelo esquema de corrupção na Petrobras em função de contratos firmados pela OAS com a estatal. O papel de Lula no esquema é ter nomeado, atendendo a apelos de partidos políticos, os ex-diretores da estatal responsáveis por cobrar propina dos empresários. Com isso, na visão do MPF, Lula conseguiu o que na ciência política é conhecido por “governabilidade”. Ou, como preferem dizer os procuradores, o esquema serviu para o governo petista como uma espécie de compra de apoio político no Congresso, pois a corrupção abastecia o caixa do PP e outros aliados.

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Gilmar Mendes e o procurador acusado de engavetar o trensalão tucano

Procurador Rodrigo De Grandis, que acompanha o chamado trensalão desde que o escândalo passou a ser investigado pela PF, em 2008, luta para não ser investigado por fazer corpo mole no processo que envolve propina sob governos do PSDB em São Paulo. Depende de aval do STF

Jornal GGN -  Está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o destino do procurador da República Rodrigo de Grandis, suspeito de sentar em cima do chamado cartel dos trens paulistas, também conhecido como caso Alstom ou trensalão, um dos maiores casos de crime financeiro internacional, na visão de membros do Ministério Público Federal. O esquema teria ocorrido entre 1998 e 2008, durante gestões do PSDB em São Paulo, com passagens pelos governos Geraldo Alckmin e José Serra, hoje ministro de Relações Exteriores.

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Governo e setores da mídia e Judiciário constroem narrativa contra o Bolsa Família

Jornal GGN - Na semana passada, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) do governo Michel Temer anunciou que fez o "maior pente-fino da história do Bolsa Família" e disse ter detectado uma série de irregularidades que levaram ao cancelamento imediato de quase meio milhão de benefícios. Sem mais detalhes, outros 654 mil foram suspensos por três meses, obrigando os beneficiários a procurar as prefeituras, verdadeiras gestoras do programa, para "regularizar a situação". 

Foi com uma mudança no método de cruzamento de dados dos beneficiários que o governo Temer conseguiu reduzir o Bolsa Família em 8% em apenas um mês.

Ao atingir 1,1 milhão de assistidos pelo programa de transferência condicionada de renda criado por Lula, o governo diz ter gerado uma economia anual de R$ 2,4 bilhões. O volume pode dobrar nos primeiros meses de 2017, pois o MDS já projetou que o corte pode atingir outros 1,4 milhão de beneficiários, com o mesmo discurso de combate a fraudes avalizado por figuras como Gilmar Mendes.

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Moro diz que defesa de Lula quer produzir provas demais, só para adiar o julgamento

Atualizada às 14h10, para corrigir informação sobre a presença de Lula nas audiências conduzidas por Moro

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro voltou a negar uma série de pedidos da defesa do ex-presidente Lula, na ação em que o petista é acusado de receber propina da OAS em contrapartida aos contratos firmados entre a empreiteira com a Petrobras. No caso, Lula seria o dono oculto de um triplex que está em nome da OAS e nunca foi usado, além de ter sido beneficiado pelo custeio da manutenção do acervo presidencial pela Granero, terceirizada pela OAS.

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Usado para atrair mídia, caso Celso Daniel virou "irrelevante" para a Lava Jato

Em abril, procuradores da Lava Jato prometiam descobrir por que Ronan Maria Pinto teria sido beneficiado com R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento, intermediado por figuras ligadas ao PT. Às vésperas do impeachment, a imprensa festejou. "(...) os investigadores chegam perto de esclarecer o mistério que mais assombra o PT: afinal, quem matou Celso Daniel?", publicou a Veja. Agora, a Lava Jato diz que o caso é "irrelevante" porque não encontrou provas de extorsão

Jornal GGN - Há anos, a imprensa ventila a versão de que Ronan Maria Pinto, empresário do setor de transporte e dono do jornal Diário do Grande ABC, teria extorquido a cúpula do PT - incluindo Lula - com ameaças envolvendo a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Em abril, a Lava Jato decidiu surfar publicamente nessa onda e desenterrar o caso na operação Carbono 14, às vésperas da votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara.

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