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Fiódor Andrade

Memórias Póstumas de Brás Cubas e o retrato da atuação de Barbosa na AP 470

Dois capítulos de Machado para entender o sadismo de Barbosa

Penso que estes dois capítulos das Memórias póstumas de Brás Cubas ajudam a entender o modo como Joaquim Barbosa trata os presos da AP 470. Ver racismo em qualquer crítica que faça referência à cor da pele do ministro equivale a pensar que Machado era um racista que critica o negro Prudêncio por não saber seu lugar e por se comportar como branco. Ao contrário, o mulato Joaquim Maria mostra como é brutal o preconceito e a violência que fazem com que o oprimido, quando consegue (dentro de certos limites) se libertar da opressão, continua dócil e submisso ao opressor e passa a oprimir quem está abaixo dele.

Reproduzo os capítulos na íntegra porque as passagens que não dizem respeito diretamente ao escravo Prudêncio revelam a mentalidade de uma elite escravocrata cujo modo de pensar e agir afeta toda a sociedade.

Capítulo XI
O menino é pai do homem

Cresci; e nisso é que a família não interveio; cresci naturalmente, como crescem as magnólias e os gatos. Talvez os gatos são menos matreiros, e, com certeza, as magnólias são menos inquietas do que eu era na minha infância. Um poeta dizia que o menino é pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino.

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Zola, para fazer ligação entre caso Dreyfuss e o mensalão

Dreyfus e a imprensa imunda

Ref.: O histerismo da mídia e sua razão de ser, em artigo de Hélio Doyle

É mesmo um caso dreyfus em versão brasileira, com antipetismo no lugar do antissemitismo.

Veja o artigo clássico de Zola: Leia mais »

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