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Francy Lisboa

Que as Bruxas da Democracia tornem a caçar as Bruxas do Golpismo, por Francy Lisboa

Os frequentadores do Blog já me conhecem. Em muitas ocasiões entrei em rota de colisão com a tese de que o PT e Dilma deveriam radicalizar, a qual foi e vem sendo muito defendida entre os colegas de Blog que apoiam o Governo em voga. Eu costumava argumentar que essa radicalização só serviria para que a Direita e seu megafone midiático conseguissem dizer: “tá vendo? O PT é autoritário e radical”. Tudo o que eles precisavam  para a demonização de fato do PT , e da política de uma forma geral.

Pois bem, eu errei. Sim colegas, eu estava errado e assumo. A não radicalização por parte do PT e da Dilma, com a tentativa de se equilibrar e assim se tornar o mais novo integrante do chamado Centrão, não deu certo. A demonização do partido está clara e parece algo incontornável. Os relatos do colega Alan de Souza  e da colega Anna Dutra, representam apenas dois excertos do emaranhando de testemunhos que tem como tema o ódio ao PT e a Política de uma forma geral.

Devo agora ceder e dizer que a Dilma e o PT devem ir para o pau. Se for para brigar que seja com dignidade e de cabeça erguida. Esqueçam a ideia de que combater a misoginia é o mesmo que dar murro em ponta de faca, pois foi isso que, agora compreendo, nos levou a essa situação. De sermos demonizados e alijados de círculos sociais por não aderirmos à moda de odiar o Governo.

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Nós estamos aqui, a blogosfera

Caro senhor Kamêlo, nós estamos aqui e você é obrigado a dividir a sopa para que cada um julgue de acordo com seu respectivo paladar. Se eu pousei na sua sopa e assim venho gerando certa heterogeneidade em termos de visão de mundo aqui vai o meu “só lamento”. Sim, houve um tempo em que intermediários a seu soldo jogavam suas farpas sem a devida mandinga capaz de gerar o reverso.  

Foi na macumba da internet, no patuá de cada dia, que o nosso corpo foi fechado. E assim, como pura proteção divina, nos tornamos mais atentos aos detalhes de manipulação imperceptíveis durante a sua época de dominância. Você, Kamêlo, critica por meio de seus sicários quem o critica com o reducionismo barato dos “são todos chapa-branca”. Revela assim nossas vitórias por meio do medo advindo da inalterada realidade de que o modelo até então em voga acabou.

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A volta para o Brasil e a percepção de que estamos bem, obrigado

No período pré Copa do Mundo de Futebol deste ano houve onda de manifestações de preconceito e falta de sentimento nacional que resultou no ridículo de muitas pessoas terem de ser forçadas a reconhecer que o nosso país foi capaz de organizar um evento de tal magnitude. Nem mesmo a dor da derrota acachapante para os alemães tirou o sucesso que foi o evento. Naquele momento o termo coxinha passou a ser creditado aqueles que faziam questão de achincalhar o Brasil devido a qualquer questão, mesmo as mais pueris. Foi a época do “só no Brasil”.

Pois bem, só no Brasil. Vivendo no Reino Unido por quase onze meses, longe da esposa e da cria, da família e de amigos, jamais tive o receio de chegar perto de ser taxado de coxinha. E isso não se deve ao meu nacionalismo, que alguns podem considerar ultrapassado. Trata-se de percepção adquirida a partir de relatos das amizades e das parcerias de trabalho feitas no exterior: nosso país está bem, obrigado.

Pude olhar de perto os efeitos da crise internacional no rico Reino Unido. A crise financeira que se instalou no Instituto de pesquisa que me acolheu aqui na Escócia fez ceifar nada mais nada menos que setenta vagas de emprego em menos de um mês. Pessoas as quais eu começava a me familiarizar de um dia para o outro mudaram suas feições, o medo espalhado sobre qual seria a próxima cabeça a rolar.

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"Querubim", de Serginho Meriti, na voz de Mauro Diniz

Lindo samba de Serginho Meriti na voz do inconfundível Mauro Diniz,  com  batida de cavaquinho mais melodiosa do Samba.

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A política do Blog, a política no Blog, Marina Silva e meu voto em Dilma

Escócia-Reino Unido, 1:00 am. O sono se foi, e os meus botões ainda tratando da abertura recente do Blog para dois posts consecutivos declarando voto em Marina Silva. A questão não é ser contra a opção de cada um, mas o que está por trás desse cenário.

Todos nós, cadastrados ou não, temos a convicção que o jornalista Luis Nassif tem como bandeira a pluralidade. Tanto é que diversos colegas, inclusive eu, temos nossas opiniões elevadas a post em algumas ocasiões. Isso é louvável, mas o esforço do Nassif para ser plural nos faz lembrar como a Política é a base de todas as relações, e aqui no Blog não poderia ser diferente.

Eu, Francy Lisboa, sou reconhecidamente votante de Dilma e poderia muito bem elencar série de fatores que contradizem os recentes  loas para a candidata Marina Silva. Mas, primeiro, eu gostaria de fazer a reflexão sobre o jogo político dentro dos quatros linhas do campo do GGN.

Volto ao esforço do capitão do Blog em ser e parecer ser plural. Sintomas dessa necessidade é a constante contradição dos posts em relação à chamada polarização PSDB x PT. São diversos os posts dando conta das politicas de Estado desenvolvidas e operacionalizadas nos Governos petistas, como por exemplo, aquela referente ao renascimento da indústria naval brasileira. Contudo, ao mesmo tempo, parece haver esforço para tentar passar a crença de que PT e PSDB são “iguais”. Não, eles não são Nassif!

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Que o voto não seja fundamentado no ódio

Há campanha para imprimir o medo de ambos os lados. Enquanto o PSDB usa das mais esdruxulas teorias, como comunização, quebradeira do Brasil, etc; o PT usa de propaganda para relembrar os anos de Governo do PSDB, apostando que se eles entrarem a coisa toda volta. Táticas de medo, totalmente normal nesse jogo. Nenhuma novidade até aí.

O medo talvez se encontre no tal discurso de “mudança” que muitos vem encampando. O que vem logo a cabeça é a contradição de que a maioria da população não vê diferenças entre partidos quando o tema é o surrado assunto da moralidade, mesmo assim, há quem diga que votará pensando na mudança. Mas será?

Não é de hoje que se percebe que o ódio está na base de boa parte dos votos direcionados ao candidato mais forte da oposição. A mudança, sempre uma palavra que associamos a esperança, não está em linha com esse enredo. Se estivesse, o candidato NULO iria ser o próximo presidente da República federativa do Brasil.

O recente artigo-opinião de um do herdeiros do conservador jornal O Estado de São Paulo trata o pleito de Outubro como guerra, e escancara de vez as linhas gerais da racionalidade dos geradores do ódio. Em nenhum momento se pensa no Brasil, apenas em derrotar o inimigo chamado Lula, chamado PT.

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Eu sou brasileiro com muito orgulho com muito amor: O jingle

Autor: 

Foram horas, foram dias, foram semanas, foram meses, e são anos. O tempo dedicado à desinformação precisa de algum retorno para mostrar que chutar o pau da barraca, e assumir posicionamento partidário, não foi em vão.

A Copa do Mundo começou hoje com a vitória suada da nossa seleção dentro do estado que é a trincheira mais forte da Oposição.

É verdade que nos últimos dias que antecederam o início da competição houve um claro contraponto ao chamado complexo vira-latas que por vezes foi chamado de pensamento coxinha.

A inundação na internet da contra desinformação, com dados e mais dados mostrando e esclarecendo os mitos que engrossam o caldo do ódio ao Governo, acabou criando um fenômeno interessante. Os que sempre estavam, e estão, dispostos a falar mal do Brasil recuaram para não serem tomados pela pecha de vira-latas. Isso ficou claro pela diminuição de posts denigrindo o Brasil com informações falsas dias antes da Copa do Mundo. Leia mais »

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Uma pergunta para a Oi S/A: por que você me odeia?

Autor: 

Venho por meio desse espaço, o qual sou frequentador assíduo, para mostrar, exibir toda a minha indignação com a empresa Oi S/A. Esse empresa, desde que me tornei cliente Oi total conta há quase 4 anos atrás, vem debochando da minha cara e da minha família. Fornece serviço pífio e cobra na cara de pau uma das maiores taxas do mundo.

Minha esposa está fazendo uma coleção bem interessante, cujos advogados vão poder se deliciar, trata-se de conjunto de mais de 100, isso mesmo, 100 protocolos de atendimento dando conta das incontáveis “manutenção de serviço”. Não há um mes em que minha casa fique com todos os dias de internet em funcionamento. Pelo menos 7 dias de cada mês nós ficamos sem internet, serviço essencial para nossas atividades de trabalho.

Eu pergunto para a Oi: Leia mais »

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A resposta do Governo Federal à propaganda da Cemig

Autor: 

É desse jeito que tem que agir. Se comunicar em massa para esclarecer as coisas.

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A esquerda infantil e a crença no caráter inato

Um novo jargão surge na boca dos que consideram as críticas ao modo como as chamadas manifestações vem sendo conduzidas como um sinal de governismo, um sinal de petismo, um sinal de peleguismo. “Bloc Governistas”, sim, isso mesmo. Uma tentativa canhestra de elevar ao mesmo patamar as críticas verbais, e na maioria das vezes fundamentadas, às ações de violência contra o patrimônio público e ao sentimento violento que nós remete aos tempos anteriores na caminhada em direção à civilidade.

Também, é interessante notar que não se tem noção de momento político igual no histórico do nosso país. As instituições, incluindo mídia e Judiciário, estão experimentando o mesmo grau de desconfiança fomentado por anos e nos de um direcionamento deliberado para o ódio à prática política.  Esse contexto gera quadros de sinuca de bico, pois, na mentalidade dos da “fé certa” - que jamais assumirão suas derrotas - não há como ficar à vontade tendo a ideia de que estão e/ou foram manipulados para atender a interesses que eles julgam combater. Notem, é realmente uma bela engenharia demagógica conseguir manipular pessoas instruídas (maioria classe média) de modo que eles pensem estar fazendo algo de bom, isso não é para qualquer um e não se faz do dia para a noite.

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Os filhos de Damião, os direitos humanos e a luta contra nossos instintos

Sob os efeitos de uma cerveja Hobglobin (5.6% v/v) é mais fácil para qualquer um de nós se atrever a descrever as agruras do dia a dia. Mais fácil ainda é dizer que não dá mais para viver no Brasil em função da violência. É claro que a violência está aí, e como o próprio Mariz dissera, é um ente social. É nosso. Aquilo que nos aproxima, mas sem despertar a lembrança, dos ditos animais. Isso choca, num primeiro momento, no segundo, no terceiro, no quarto, no...

A batalha que surge agora é travada entre os defensores dos direitos humanos e os discípulos e Damião. É interessante como esse debate veio ganhando força ao longo das transformações sociais ocorridos no Brasil. Nenhum partido, incluindo o PT, sabe lidar com a questão da segurança porque ela nos coloca no mesmo balaio, ou precisamente, no mesmo dilema: como resolver o problema da violência: com fogo ou com gelo? O argumento do fogo contra fogo a primeira vista parece ser infalível em função da catarse, afinal, uma constante nesses casos escabrosos de violência urbana é a traiçoeira: “queria ver se fosse com sua filha (o)”. Nesses tempos de insuflação e espetacularização da violência, a catarse é contínua. Logo, Damião impera com sua Lei.

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É preciso não ter medo de ir para o inferno: instituições religiosas devem perder isenção

Em que pese todos os desafios da vida social, a esperança é uma daquelas coisas que nos fazem olhar para frente. Mas isso nem sempre é assim quando a esperança não passa do Deus proverá! Aqui eu não falo de religião boa ou ruim, eu falo sobre o fato de até hoje os templos continuarem livres de tarifação.

A força da bancada evangélica não pode ser tão grande assim para impedir que isso seja votado e aprovado. Não se trata de punir as igrejas, trata-se do lógico. Os templos e pastores estão enriquecendo e se multiplicando, o que mostra que a fé ainda mantém a sua parcela mercantilista que a caracteriza desde a idade média, as tais indulgências. Não pode ser crível que uma instituição empresarial como a IURD não deva pagar tributos, ou mesmo que aquela do senhor de chapéu de cowboy fique isenta do fisco. Isso se torna um contrasenso, porque muitos segmentos evangélicos estão conseguindo influir ativamente no processo político eleitroal e, portanto, já dispõem de "armas" para garantir seus interesses sem a isenção estatal. Ora, influir no jogo político e não pagar impostos?

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O Brasil na vanguarda da produção agrícola sustentável ao redor do mundo

Ref. ao post A expansão agrícola mundial e a destruição de terras naturais

O relatório da ONU sobre a pressão pela abertura de áreas agrícolas é um alerta, mas, não há milagres, é preciso produzir. Obviamente, reduzir o desperdício é um dos pontos de ação, mas sejamos francos, pois, a medida que a sociedade aumenta em número, a demanda não será atendida apenas pela redução do desperdício.

Nesse ponto o Brasil está na vanguarda. O país talvez seja o único no mundo a repensar de fato à sua forma de produção. Isso é mostrado na internalização de compromissos assumidos em encontros internacionais, como a COP15. O Plano Nacional de Mudanças Climáticas é o marco regulatório das politicas que direcionam a agricultura do Brasil como uma das mais sustentáveis do mundo. Aqui, não se fala em utopias como o fim dos agrotóxicos ou morte aos transgênicos.

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Falsa liberdade, um samba de Francy Lisboa e Rafael Torrão

Negro, se soubesse onde fosse chegar

Aquela falsa liberdade

Não, nada mais seria igual amor

E nem mesmo todo esplendor

Do nosso Samba que é amigo verdadeiro

Não, nada mais seria igual amor

E nem mesmo todo esplendor

Do nosso samba companheiro

De tudo que viveu levou experiência

E o canto de lamento é a Negra inspiração

Heróis da resistência, forjados na dor

Não desaprendeu a amar

Mesmo na recorrência...da negação da Liberdade

Mesmo na recorrência...da negação da liberdade

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