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A posição de Dilma sobre o plebiscito

Jornal GGN - No Palácio do Planalto, a percepção é que, com a proposta do plebiscito para a reforma política, o governo agarrou uma oportunidade e avançou.

Na segunda feira, Dilma Rousseff defendeu um “plebiscito que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular e amplie os horizontes da cidadania”.

Seguiu-se uma discussão sobre a viabilidade de uma constituinte, o tempo que tomaria a eleição dos constituintes, a votação, aprovação das medidas e sua execução.

Foi quando surgiu a oportunidade do Plebiscito, uma alternativa mais simples e que Dilma considerou muito mais democrática. Na Constituinte, o povo delega poderes aos seus representantes; no plebiscito, é a democracia direta em funcionamento.

Há diferenças entre Plebiscito e Referendo. No Plebiscito, o povo escolhe entre opções (em 93, decidiu entre Monarquia e República, entre Presidencialismo e Parlamentarismo); no referendo responde apenas Sim ou Não para uma decisão tomada pelo Congresso.

No Plebiscito, o povo decidirá se quer financiamento público ou privado nas campanhas, se quer um sistema de voto distrital, etc... No Referendo, só responde se aprova ou desaprova o prato feito pelos parlamentares.

Espera-se reação dos grupos de mídia, sob o argumento de que o povo não tem capacidade de entender o que está se discutindo. Mas considera-se que a interação das redes sociais permitirá um nível inédito de entendimento.

Na segunda-feira, Dilma enviará ao Congresso uma mensagem propondo o Plebiscito com as perguntas x, y e z. O Congresso irá transformar a mensagem em decreto legislativo, discutir, talvez mudar, instituir as regras para a campanha de rádio e TV, aprovar e marcar a votação para agosto, a tempo de as mudanças serem promulgadas em outubro e passarem a valer nas eleições de 2014.

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Fernando Figueira Borgomoni

plebiscito

A reforma política plebicitária é a única forma de passar por cima de todos os lobies parlamentares e empresariais que já têm seus esquemas espúrios de financiamento de campanha e suas vias por onde o tráfico de influência corroi a democracia. Porém temos que agir rápido para que a Internet possa ser aproveitada ao máximo pelas forças democráticas, com o intuíto de esclarecer a população, pois muitos teterão usá-la para confundir.

A internet é uma poderosa arma, tanto para o bem quanto para o mal.

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alexandre medeiros

Parece ser uma boa ideia.

Parece ser uma boa ideia. Falta o governo se comunicar com o povāo. A internet poderia ser usada para colher sugestões, a exemplo do fim de regalias, diminuiçāo do salário de congressistas, diminuiçāo de acessores e de verbas parlamentares, campanha financiada TOTALMENTE pelos cofres públicos para evitar o sequestro dos governos pelo poder econômico (detalhe: doações por pessoa física tem sido usados no Canadá por empresas para doar através de laranjas), etc.

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Luiz Carlos S Moreira

Plebiscito

Concordo com a nossa Presidenta. No plebiscito será atendida, de imediato, as reivindicações que o povo vem postulando através das manifestações . No referendo os políticos de sempre vão ficar cozinhando o galo. Vão preparar o pacote como querem, isto é, mantendo todos os enormes privilégios e depois, numa jogada de cartas marcadas, pedir ao povo que concorde. O povo não apitará nadica de nada! A coisa será apresentada já empacotada pelos deputados e senadores. Além de demorar o tempo que quiserem (até mesmo deixar esfriar e não fazer nada), vão ao final servir um prato frio com o tempero que melhor lhes agrade (agrade eles, políticos). O povo que se foda! 

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A posição de Dilma sobre o plebiscito.

Agora é o povo quem vai fazer a reforma política. Eles vão ter que ouvir a nossa voz.

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SILOÉ-RJ

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