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Fábio de Oliveira Ribeiro
Fábio de Oliveira Ribeiro

Brasil ontem e hoje, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Cresci sob o pavor político disseminado por uma Ditadura que propagandeava sem temor “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Vinte e seis anos de vigência da democrática CF/88 e  aqueles que defendem o legado da Ditadura dizem que deixarão o Brasil em razão da vitória de Dilma Rousseff. O que mudou?

Muita coisa mudou. Os brasileiros, por exemplo, tem direito de votar e votam segundo sua consciência e não como a imprensa deseja. A própria imprensa mudou. Durante a Ditadura ela criticava a tirania militar, agora se esforça para destruir uma democracia que não consegue controlar. Há mais universidades e mais universitários e, no entanto, o movimento estudantil não tem hoje a mesma importância que teve no passado. Aqueles que foram torturados chegaram ao poder e, pasmem, não mandaram torturar seus torturadores.

Os próprios militares brasileiros mudaram. Após o golpe de 1964 eles assinaram um acordo transformando as Forças Armadas do Brasil em tropas de ocupação do Pentágono dentro do país. Na atualidade, os militares brasileiros tem orgulho de serem os únicos a defender a soberania brasileira e excluem qualquer papel relevante dos EUA na defesa do nosso país. Acordos militares foram celebrados com a China, material bélico moderno é adquirido da Rússia.

Uma coisa não mudou. O racismo da elite brasileira. Acuada por seguidas derrotas eleitorais ela volta a disseminar o medo do comunismo, igualando o próprio comunismo à democracia. Tanto que alguns até foram as ruas exigir um golpe militar e assinaram petição exigindo uma intervenção dos EUA em nossos assuntos domésticos. A pestilência da traição é, todavia, disfarçada de nacionalismo. Isto explica porque os mesmos que querem destruir a autonomia política do país tentam se apropriar dos seus símbolos. Os mesmos que se apegam á bandeira do Brasil queimam-na em praça pública, enfiam-na no rabo na TV.

A própria TV mudou bastante. No passado os espiões do SNI e os militares eram sutil ou abertamente ridicularizados nos programas humorísticos. Nos dias de hoje, humoristas como Danilo Gentili são especialistas em adular alguns poderosos e se esforçam para ridicularizar negros, pobres, favelados, sem terra e mendigos. O CQC se incumbe de ridicularizar os representantes do povo como se os humoristas tivessem sido eleitos por Deus para condenar aqueles que foram investidos no poder pela soberania popular.

E já que estamos falando em soberania popular, nunca é demais lembrar que PSDB e DEM, com uma grande ajuda da imprensa, se esforçam bastante para limitar seus efeitos. Apesar de terem perdido a eleição presidencial, os tucanos/demonícos querem impor à Dilma Rousseff o seu programa econômico neoliberal. Pessoalmente, não conheço nenhuma democracia em que os derrotados governem. No Brasil não será diferente. Em algum momento a oposição terá que ser confrontada pelo governo legitimamente eleito.

Durante a Ditadura, a Petrobras era motivo de orgulho nacional. Hoje ela é motivo de chacota daqueles que querem entregar o petróleo brasileiro à exploração das companhias norte-americanas e européias. Chega-se ao absurdo de apoiar uma investigação iniciada nos EUA contra a Petrobras como se a companhia não fosse brasileira e o Brasil não tivesse poder e jurisdição para avaliar e julgar o que ocorre dentro da mesma. Há partidos políticos traindo a democracia porque foram derrotados. Há políticos que ousam trair o próprio país para atender os interesses das potências estrangeiras. Existe virtude na traição? Não, nunca houve. Hoje como ontem os patriotas se levantarão para defender o país, sua jurisdição, seu petróleo e sua companhia petrolífera. Nenhuma dúvida quanto a isto.

Os militares que submeteram nossas Forças Armadas aos EUA foram derrotados. Antes deles, os holandeses que invadiram o Brasil foram expulsos e aqueles que se aliaram aos invasores pagaram caro por dar as costas aos interesses brasileiros. Em breve uma nova luta mortal será travada em nosso território contra os traidores do país. Eles serão derrotados uma vez mais, porque a virtude do patriotismo é e sempre será vitoriosa quando disputa o controle do Brasil contra seus traidores.   

    

 

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7 comentários

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altamiro souza

bom texto pra começar a

bom texto pra começar a discussão.

acho que os movimentos sociais e os trabalhadores devem

ficar de olho pem defesa de seus interesses.

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Carlos FM

10!

Nota dez! Só no Brazil dos entreguistas ser nacionalista de verdade está fora de moda. Ninguém é mais nacionalista que os americanos. 

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Motta Araujo

Este texto, um panfletinho de

Este texto, um panfletinho de bar de sindicato, não faz jus ao nivel do blog.

Qual é a elite brasileira? É uma só? Lula mora em uma conertura de bom tamanho, não é elite? Miriam Belchior não é elite?

Marilena Chaui não é elite? Tem a elite rica do Nordeste, tem a elite do alto funcionalismo de Brasilia, grande parte instalada nos 12 anos do PT, tem a elite intelectual de São Paulo e Rio, a que elite se atribui esse ""RACISMO""?

Um Pais completamente miscigenado, com mistura de todas as raças, o Brasil na AMERICA LATINA é o Pais MENOS RECAISTA entre todos.  Racista é o portenho, é a super elite branca de Bogota, são os rabiblancos do Panama.

O Brasil é um exemplo mundial de mescla de etnias e raças, não há outro Pais no mundo que tenha tanta interação entre povos e o posteiro vem aqui falar em ""racismo da elite brasileira"", francamente.

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AA, da próxima vez que voce

AA, da próxima vez que voce ler "elite brasileira" nesse contexto aí do post, entenda, não é a conta bancária que importa, é a maneira como sente e pensa o Brasil.

E voce como um sujeito inteligente com certeza pode perfeitamente perceber que a miscigenação do povo brasileiro não exclui o "complexo de vira-lata" da elite (no contexto acima) que não se inclui no país.

É uma elite que se comporta como exilada em seu próprio território. Misturando uma expécia de vergonha de ser brasileiro com uma arrogância preconceituosa de ser "meio europeu", isso enquanto age como predadora das riquezas dessa "porcaria de país", é claro.

PS: Me abstenho de comentar a parte que diz que no Brasil não tem racismo

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Juliano Santos

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Motta Araujo

Meu caro, eu conheci os EUA

Meu caro, eu conheci os EUA em 1949, na casa de meu tio em Charlotte, cidade da Carolina do Norte. Aquilo era racismo de verdade, duro,

porque era real, vivo. Fui beber agua em um bebedouro e veio uma menina da minha idade, 7 anos, me deu um empurrão e

me xingou, porque eu estava bebendo em bebedouro escrito BLACK em cima. Todos os bebedouros e banheiros tinham WHITE e BLACK escrito em letras grandes em cima. Os negros  estavam proibidos de entrar em bares, hoteis e restaurantes de brancos, no onibus só podiam ficar na parte de trás, havia onibus escolares separados para crianças brancas e negras, a segregação era absoluta, até as bandas de jazz eram white ou black, o primeiro que quebrou a regra foi Benny Goodman e sofreu mega ataques quando empregou Teddy Wilson como pianista de sua orquestra.

O racismo aqui se existe é de opinião, não é de operação real, nunca foi, tanto que tivemos negros ilustres há muito tempo, o que comprava a não discriminação, completamente diferente dos Estados Unidos. Lá os negros começaram a se destacar somente após as leis de direitos civis dos anos 60, antes não.

Tivemos um Embaixador em Washington e depois Ministro das Relações Exteriores mulato, Domicio da Gama, isso entre 1910 e 1920, tivemos o ilustre engenheiro Andre Rebouças, nessa época, negro, tres Ministros do Supremo negros, isso nos anos 30 e 40, tivemos um Presidente mulato, Nilo Peçanha, o maior escritor brasileiro, Machado de Assis, onde está esse racismo? Nessa época nos EUA os negros só podiam see alguem na musica e nos esportes, em nada mais.

Quem fala em racismo no Brasil não tem noção do que está falando. Piadas e opiniões são naturais em todos os paises,

o italiano de Milão acha e fala alto e bom som que o napolitano faz parte da Africa, o catalão diz que o madrilenho não trabalha nem que passe fome, o portuense diz que o lisboeta é folgado e malandro, há racismos de percepção em todo o planeta, o homem não é no geral bonzinho e tolerante, o continente do mundo onde há mais racismo é a Africa, uma etnia segrega a outra, quando não a extermina e são centenas de etnias, em cada Pais são cinco, seis ou sete etninas que não se toleram.

Há no Brasil bilionarios mulatos, reis do cimento mulatos, a miscigenação vem de longe e não precisou de leis como nos EUA. Deviamos nos ORGULHAR desse caldeirão de raças e não inventar conflitos onde eles não existem.

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Mais um ataque pessoal

Mais um ataque pessoal rasteiro feito por um cretino contumaz. Ha, ha, ha... Continue assim Motta Araujo e você acabará me encontrando num Fórum. Você no banco dos réus. Ha, ha, ha...

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Motta Araujo

Fique absolutamente

Fique absolutamente tranquilo, não comentarei mais nenhum texto seu.

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