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Requião: Regular a mídia é medida sanitária, “de emergência pública”

Requião

no blog de IV AVATAR

Discurso do senador Roberto Requião, via e-mail, no Vi o Mundo

Há nesta Casa senadoras e senadores que são radicalmente contra qualquer tipo de regulação da mídia.

A justificativa é sempre a mesma: a defesa da liberdade de imprensa. Mas, respondam-me. A propriedade cruzada de meios de comunicação, isto é, o fato de o mesmo grupo empresarial controlar jornais, revistas, rádios, televisões, internet não favorece a monopolização da informação e o consequente manejo de opinião?

Não terá sido por isso que países com instituições sólidas e uma longuíssima estabilidade democrática, como Estados Unidos e Inglaterra, proíbem a propriedade cruzada de meios de comunicação?

A inexistência de qualquer mecanismo que permita ao cidadão o direito de resposta, no caso de notícia mentirosa, injuriosa, ofensiva não significa uma grave ofensa à liberdade de informação e às liberdades individuais?

A unificação e centralização das programações, especialmente nas televisões e no rádio, impostas pelas emissoras que detém o monopólio dessas mídias, cerceando as manifestações culturais regionais, nesse Brasil tão imenso e diverso, não são, igualmente, formas de censura e discriminação e até mesmo preconceito?

A ideologização e partidarização das informações, e a autocensura, que tornam as notícias tendenciosas, cegas, enviesadas não são um gravíssimo atentado à liberdade de informação e ao direito do cidadão de conhecer a verdade dos fatos?

Os dois pesos e as duas medidas usados pelos veículos de comunicação das cinco famílias que monopolizam o setor, na campanha eleitoral deste ano, quer na campanha presidencial quer nas campanhas regionais, não são a prova mais barulhenta do propósito de manipular a opinião pública?

Os gráficos produzidos por observatórios de mídia independentes, durante as eleições presidenciais, avaliando os conteúdos veiculados pelas organizações Globo, Abril, Folha, Estadão, principalmente, não deixam a mais fugaz, fugidia dúvida da parcialidade da cobertura desses veículos.

Ninguém, nenhum jornalista, nenhum parlamentar, nenhum juiz, nenhum promotor, nenhum acadêmico, qualquer cidadão minimamente isento e honesto, confrontado com ao gráficos, deixará de atestar essa parcialidade.

Nada contra. Afinal o parti pris desses veículos é bem conhecido, o que os pressiona a assumir posições indisfarçadas.

O que não é honesto, o que soa cínico, zombeteiro, debochado e hipócrita são as profissões de fé de praticantes de um jornalismo isento, equilibrado e aquele truísmo todo.

Melhor fosse que assumissem limpidamente apoio às candidaturas conservadoras, pelas quais torcem e distorcem. Seria mais digno, mais decente, do que ficarem brandindo indevidamente a bandeira da liberdade de imprensa, cada vez que se aponte a sua nudez, as suas vergonhas expostas.

O caso da capa de “Veja”, a dois dias do segundo turno, é exemplar. E houve até estranhamento entre veículos da dita grande imprensa, com um acusando o outro de frouxo, pusilânime por não repercutir a intrujice.Mas todos, de uma forma ou outra ecoaram a mentira.

Vejam só o que disse o procurador geral Janot sobre o episódio à Folha de S. Paulo: “Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo [governador] Beto Richa para a coisa de saneamento [Conselho de administração da Sanepar], tinha vinculação com partido. O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação”.

A Folha, que gostaria que a Globo fosse a fundo na divulgação da mentira de “Veja”, nem ficou corada ao reproduzir, semanas depois, as declarações do procurador.

Já outros veículos, da sagrada e seleta família, não se deram à ocupação de repercutir a gravíssima acusação de Janot.

A prisão de empreiteiros, acusados de vínculos com os desvios na Petrobrás, deu azo a outras manifestações de parcialidade, de partidarismo de nossa mídia.

Mesmo que o ex-ministro tenha negado fortemente, a grande família mediática vinculou um dos diretores da Petrobrás preso a José Dirceu.

E classificou o indigitado de “engenheiro mediano”, para desqualificar ainda mais o suposto padrinho.

Ao noticiar o montante da contribuição das empreiteiras às campanhas eleitorais, porque a bufunfa, o capilé envolvia outros partidos, além dos dois enlameados de sempre, o PT e o PMDB, a mídia não citou qualquer partido. Foi isenta.

É assim, selecionando os fatos e a verdade dos fatos que organizações Globo, Abril, Folha e Estadão, com seus fortes parceiros regionais no Sul, em Minas, no Norte e no Nordeste moldam a opinião pública.

Os clássicos mapas, partindo o país em vermelho e azul, como se o Norte, o Nordeste, Minas e Rio houvessem votado em peso em Dilma e o restante do país houvesse votado cem por cento em Aécio estimularam o ódio, o preconceito, o separatismo, o racismo e uivos fascistas.

E vociferações de um lacerdismo serôdio, adjetivo tão fora de moda que uso em homenagem aos eternos vigilantes, sempre à espreita de um golpe que os redima do fracasso das urnas.

A desclassificação especialmente dos nordestinos, diminuindo-lhes o peso do voto, um ensaio patético de reinstituição do voto censitário, tem o mesmo sentido da campanha conservadora que pretendia anular a vitória de Juscelino Kubitschek, em 1955. Campanha, vê-se, a que aderiu a nossa mídia isenta, democrática e patriótica, sempre a serviço do Brasil.

Naquela eleição, Juscelino teve três milhões e setenta e sete mil votos; Juarez Távora, dois milhões e seiscentos mil votos. A diferença entre os dois foi de quatrocentos e sessenta mil votos. Foi essa diferença que animou Carlos Lacerda e a UDN a lançar a cruzada pela anulação da vitória de JK. Os udenistas argumentavam que os quase 500 mil votos que derrotaram Juarez Távora foram dados pelos comunistas, e como o Partido Comunista Brasileiro fora colocado na ilegalidade, os votos dos comunistas deveriam ser também cassados.

Mas como eles chegaram a esse cálculo se o voto era secreto? Comp distinguir os votos dos comunistas de outros votantes?

Elementar, diziam os udenistas. Nas eleições presidenciais de 1945, dez anos antes, quando o PCB era legal, o candidato dos comunistas, o gaúcho Yedo Fiuza, tivera 569 mil votos.

Ora, dez anos depois, era de se crer que todos os quase 500 mil votos que deram a vitória a Juscelino eram votos comunistas, já que Prestes orientara o voto em JK.

Tão simples assim, diziam os golpistas democráticos. Da mesma forma, hoje, 59 anos depois, com os seus mapas dicotômicos e desonestos, de um primarismo monstruoso, a mídia e os conservadores colocam em xeque, questionam a legitimidade da reeleição da presidente Dilma, por causa dos votos dos nordestinos, dos mais pobres, dos menos instruídos.

Já que o Brasil desenvolvido e mais instruído teria votado majoritariamente em Aécio, como disseram por aí e por aqui também, a reeleição não valeu. Aliás, nem isso é verdadeiro, uma vez que Dilma teve mais votos no Sul e no Sudeste que no Norte e no Nordeste.

Logo, o mapa dicotômico da mídia é uma fraude.Temos, assim, agora, a reprodução farsesca da tentativa de golpe udeno-lacerdista de seis décadas passadas.

De um lado, a mídia ecoa fortemente toda manifestação de inconformidade com a reeleição da presidente. Basta que duas pessoas se reúnam para exibir cartazes pedindo o impedimento da presidente, para que essa massiva demonstração ganhe as cabeças dos noticiários.

Ao mesmo tempo, exige que a presidente escolha “nomes do mercado” para a Fazenda e o Banco Central.

Perderam a eleição, a mídia e a oposição perderam a eleição, mas cobram que a vencedora adote programa do derrotado. E nem ficam constrangidos com tamanha desfaçatez. Afinal, julgam-se domos do país, reservas morais da nacionalidade.

A regulação da mídia é imprescindível para a preservação, a consolidação e o avanço da democracia. Porque a grande mídia empresarial é intrinsecamente golpista, geneticamente antidemocrática, arraigadamente elitista.

A regulação da mídia é condição inescusável para se garantir a soberania nacional. Porque os grupos que monopolizam a mídia são entreguistas e, historicamente, se opõem aos interesses nacionais, servindo de cabeça de ponte para o avanço imperial sobre a nossa economia, sobre os nossos recursos naturais, sobre as nossas riquezas, sobre o mercado interno, sobre as nossas relações externas.

Os mais velhos devem se lembrar que, segundo a mídia, o Brasil não tinha petróleo.

Agora mesmo, em voz casada os setores mais dependentes e integrados aos interesses multinacionais de nossa burguesia industrial, financeira e agrária, a mídia ergue as bandeiras antiMercosul, anti-Brics, pró-acordos bilaterais com os Estados Unidos e União Européia, pela ressurreição da Alca, da Teoria da Dependência, da Doutrina Truman, sabe-se lá que passo atrás mais.

A regulação da mídia é vital como a água à terra, como o oxigênio à vida. Porque a mídia monopolista é parte integrante de nossas elites econômicas, políticas, sociais, culturais. E as nossas elites fracassaram miseravelmente na construção de um país desenvolvido, pacífico, culto, justo e solidário.

Porque a mídia monopolista é conivente, quando não cúmplice, com o preconceito, o racismo, a discriminação, a violência contra os trabalhadores, contra os negros, os pardos, os pobres, contra os índios.

Porque a mídia monopolista é indiferente, quando não conluiada com a violência que abate, anualmente, mais de cem mil brasileiros, vítimas da repressão policial, da insegurança urbana e rural, do tráfico de drogas e do crime organizado. Dos acidentes de trabalho, dos atropelamentos no trânsito.

Porque as policias brasileiras estão entre as mais letais do mundo, e a mídia empresarial e monopolista estimula e afiança essa violência à medida que não a investiga, não a denuncia e não a combata. E, com frequência, a enalteça, contribuindo para apertar o gatilho dos executores.

A regulação da mídia é urgente e obrigatória porque a mídia monopolista e empresarial colabora e associa-se com a política de concentração de rendas que faz do Brasil um dos países mais desiguais e injustos do Planeta Terra.

Porque o imposto sobre fortunas, corriqueiro nos países mais desenvolvidos, tem da parte da mídia uma oposição fundamentalista e até mesmo rancorosa. Porque a inexistência desse imposto favorece ainda mais a concentração de rendas e o acúmulo de fortunas fantásticas, e relaciona alguns detentores de concessões públicas de televisão e rádio, como os irmãos Marinho, entre os bilionários mundiais.

A regulação da mídia é uma medida sanitária, de emergência pública.

Porque a mídia é omissa em relação à sonegação e às fraudes fiscais – quando não a pratica– e acoberta que os super-ricos brasileiros têm a quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais. São mais de um trilhão de reais, cerca um terço de nosso PIB, esse mesmo PIB cuja anemia nos últimos anos a mídia, a oposição e a nossa indignada burguesia tanto tem criticado.

O país campeão em concentração de rendas, onde se alarga cada vez mais a distância entre ricos e pobres, é o país que está no G4 das maiores fortunas depositadas em paraísos fiscais. A regulação da mídia é uma medida anticorrupção, porque as denúncias de corrupção que a mídia monopolista faz são seletivas, parciais, incompletas, dirigidas.

Ou não é corrupção as manobras de que a mídia e os bancos se utilizam para sonegar impostos, fraudar o fisco, não pagar imposto sobre a renda ou pagar menos imposto de renda que os assalariados?

Tão ciosa em escarafunchar as fichas sujas de pequenos e médios delinquentes políticos, a mídia não se ocupa em escarafunchar a origem e a propriedade desse mais de um trilhão de reais refugiados em paraísos fiscais. Difícil investigar?

Não. Incômodo? Certamente. À moda norte-americana, alguns veículos passaram a divulgar o tal do “impostômetro”, uma medição presumida de quanto o Estado arrecada. Mas nenhum espaço para a medição, também suposta, da sonegação.

E já que adotamos a moda ianque, deveríamos também adotar a rigorosíssima a legislação norte-americana contra a sonegação.

A regulação da mídia é um ato de defesa do trabalho, do emprego e do salário. Porque a mídia monopolista defende, com radicalismo cada vez maior, o ponto de vista do mercado, do capital financeiro, da elite econômica que prega a adoção de medidas contracionistas que levarão ao desemprego, ao arrocho salarial, ao corte de gastos sociais, à diminuição dos investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura.

A fúria com que a mídia monopolista reagiu à decisão do governo de reduzir os gastos com juros da dívida pública, redimensionando essa excrescência liberal chamada de superávit primário, é reveladora de seu compromisso com o capital financeiro, com os rentistas, e não com os brasileiros.

Senhores e senhores senadores, a mídia monopolista é a quinta coluna dos interesses antinacionais, antidemocráticos, antipopulares.Regular a mídia é salvar o país do atraso, da pobreza, da violência, da desindustrialização, da dependência da exportação de produtos primários, do sangramento da remessa de lucros para o exterior, do esgotamento de seus recursos naturais, da destruição do Estado que zele pelo bem-estar social. Porque a mídia monopolista não está a serviço do Brasil.

 

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33 comentários

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O problema é o congresso

Penso que sem amaciar o congresso antes a lei de imprensa não sai.

A chance é agora, com a reforma ministerial, criam-se 14 pastas e 72 secretarias dotadas de orçamento próprio, com isto se negocia no congresso a maioria, a presidência e algumas leis, como a da mídia.

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Follow the money, follow the power.

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Dorlei

MDB

Esse é do velho e aguerrido PMDB. Não do atual. 

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Maurício Gil - Floripa (SC)

Êta bicho macho!

Como diz o PHA, ah se o PT tivesse um Requião, unzinho só!!!

E antes que eu me esqueça, duas perguntinhas que não querem calar:

1) E a ação contra a Veja, Presidenta Dilma, como anda? Pode nos passar o número do processo?

2) E a investigação daquelas manifestações no Face dos delegados tucano-paranaenses durante o segundo turno, agredindo a Presidenta e o Ex-Presidente Lula, em que pé estão hein, ministro Zé Cardoso? O senhor prometeu rigor nas apurações e punição exemplar, lembra?

É só pra gente não esquecer, se manter atualizado.

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Cadê a indignação?

O curioso é o post ter apenas trinta e poucos comentários.

Vá entender...

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Joao Maria

Requiao foi massacrado pela

Requiao foi massacrado pela imprensa paranaense na disputa para o governo. Em outros tempos foi masacrado tambem, quando defendeu o controle do judiciario por um orgao externo. Conhecendo melhor o senador, da para entender o motivo de a elite do parana ver nele um inimigo a ser derrotado. Ele é a favor do povo. 

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anarquista sério

O que significa ''rfegular a

O que significa ''rfegular a mídia''?

   Quem se sentir injustiçado ter o direito de resposta?

            Eu concordo.

               Desde que depois de ele responder e mesmo assim não for provada sua inocência ,sua pena seja em dobro.

                   Por que não? Da mesma maneira que se sentiu injustiçado, o órgão veiculante tbm perdeu sua credibilidaded ao dar direito de resposta e destruindo a empresa da qual foi notícia.

                    Tudo bem se o denunciado tiver razão.

                    Mas se não tiver , que cumpra sua pena ( sem direito a sursis e outros babados, em cana mesmo)ma cadeia mesmo. E pra quem denunciou e não provou, que se cunpra o mesmo.

                      Aí sim é justo.

                     Imprensa e ''denunciados'' topam?

                        Regular a mídia, pra mim, é por aí.Ou perto disso.

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Paulo CezarSoares

Requião

Esse é saco roxo. Se tivessemos mais parlamentares como Requião, certamente teríamos um país melhor para se viver.

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Paulo P. Ribeiro

Roberto Requião é um homem de

Roberto Requião é um homem de coragem ao defender publicamente o controle social da mídia. Só mesmo com a criação de comitês populares formados por ONGs, sindicatos e representantes da sociedade civil poderemos por fim ao denuncismo barato que achaca a reputação de pessoas ilibadas. Somente com a criação de comitês populares e a análise prévia das informações teremos uma mídia livre e soberana que não se curve aos poderosos.

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altamiro souza

esse discurso do senador é

esse discurso do senador é histórico

pela coragem com que denuncia o tal do pig.

talvez essa operação lavajato contenha a virtude de agora

alertar os políticos do pmdb (tipo centrão) para esse problema,

pois alguns serão denunciados como corruptos,

alguns pelo menos de forma injusta, como sempre para abalar a aliança do governo.

espero que a maioria do congresso perceba isso.

na argentina os movimentos sociais foram decisivos, mas

sem o congresso nada aconteceria para aprovar a tal ley dos medios.

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Dá-lhe Requião! Esse cara é

Dá-lhe Requião! Esse cara é fantástico. Pena que seja um dos poucos que tem coragem de falar com todas as letras o que é, e sempre foi, a grande imprensa brasileira.

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Juliano Santos

Concordo com cada palavra!

Acho que a maior de todas as reformas no Brasil será (seria?) a das Comunicações.

Enquanto essa mídia operar da forma como opera, nada vai pra frente nesse país.

Se tentamos combater a corrupção, eles farão matérias para proteger os corruptores e os "amigos" (como diz FHC).

Se a economia cresce, várias manchetes dizendo que estamos mal irão aparecer.

Se fizermos um evento de alcance mundial, eles dirão que não somos capazes.

Se vaiarem o presidente trabalhista numa transmissão para bilhões de seres humanos, eles vão dizer que é o "povo insatisfeito".

O PT mudou a face do país com a distribuição de renda.  Chegou a hora de mudar seu caráter com a regulação econômica da mídia.

O poder do GAFE deve diminuir.

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"Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar os oprimidos e amar os opressores." - Malcom X

"Com o tempo, uma imprensa cínica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma." - Pulitzer

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Paulo F.

Prioridade

Uma nova lei de imprensa é prioridad nº1 caso a Srª Roussef  tenha imteresse em manter o que conquistou nas urnas.

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Nassif Não tem o video

Nassif

Não tem o video (audio)?

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Mário Mendonça

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Franbeze

Dilma indique urgentemente

Requião ministro das Comunicações. Se fizer isso já será um grande avanço no seu segundo governo. Urgentemente. PIG

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para quem deixar para trás as melhores opotunidades...

de liberdade, paz e concentração

o caminho nunca será bom

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que a Dilma leia em concentração...

pois controlar essa interferência criminosa da imprensa golpista na nossa liberdade política, de voto e cultural, sempre vai depender de alguém com esta visão; e só desse alguém como pessoa, livre e sem rabo preso ou comprado

o melhor controle vem da pessoa e não do trabalho dessa pessoa ou de qualquer outra

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Na minha opinião esse é um

Na minha opinião esse é um dos poucos políticos de coragem no país, Da mesma estirpe de um Leonel Brizola. 

Fosse Dilma o convidaria para o Ministério das Comunicações ou da Justiça. É o antípoda do "Zé Cardoso".

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Um dia a casa cai

O senador Reguião tem a exata noção no que se transformoua a imprensa brasileira. Talvez somente quando deputados e senadores forem vítimas dessa bandidagem passem a refletir melhor sobe o mal que essa gente vem causando ao país.

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Stinguinho

Eles já são. Mas, como

Eles já são. Mas, como sempre, de maneira seletiva e direcionada. Os porcos da casa grande nunca são alvejados porque defendem a ferro e fogo os interesses da elite no Congresso e no Senado. Por isso, eles nada fazem para castrar as práticas desonestas da grande mídia.

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  Requião é do PMDB, partido

  Requião é do PMDB, partido aliado.

  Dilma, tome vergonha e nomeie Requião ministro das Comunicações.

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Marco Antonio Silva

Sob pressão das redes sociais, Renan acena para a mídia

https://www.youtube.com/watch?v=rqIHXOtskrk

Bob Fernandes:

Corre na internet uma petição para que Renan Calheiros renuncie à presidência do Senado. Mais de 1 milhão e 360 mil internautas já teriam assinado a petição. Nenhuma consequência legal decorre desse abaixo assinado. O valor desse movimento é político.
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Política foi importantíssima mensagem enviada por Renan Calheiros às vésperas do carnaval. Renan embutiu sua mensagem, quase sem ser notada, em meio a um artigo publicado na página 3 da Folha de S.Paulo.
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Renan escreveu: "Passo relevante é a defesa do nosso modelo democrático, a fim de impedir a ameaça à liberdade de expressão, como vem ocorrendo em alguns países. O chamado inverno andino não ultrapassará nossas fronteiras".
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Renan pregou ainda: "Temos que nos inspirar, sim, nas brisas de uma primavera democrática e criar uma barreira contra os calafrios provocados pelo inverno andino".
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Por fim, Renan prometeu "criar uma trincheira sólida, se preciso legal, a fim de barrar a passagem desses ares gélidos e soturnos. Em governos democráticos, não deve haver nenhuma pretensão de se imiscuir no conteúdo dos jornais, nem na atividade dos jornalistas".
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O que Renan quis dizer com sua metáfora andina? Renan mandou uma proposta para a indústria de Mídia do Brasil. Em resumo, o que ele disse sem dizê-lo foi: não mexam comigo que eu não deixarei que mexam com vocês.
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Quando fala em "inverno andino", Renan busca assustar com o Equador de Correa e a Venezuela de Hugo Chávez. Numa licença geográfica, enfia no Andes a Argentina de Cristina Kirchner e sua Lei de Meios de Comunicação.
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Fatos. Certamente há no Brasil quem sonhe com censurar a imprensa. Como há quem queira, como se faz no mundo civilizado, ter leis que, na prática, impeçam monopólios na indústria da comunicação. Isso é capitalismo. É zelar pela livre concorrência, regular o mercado. Como se faz com pasta de dente, cerveja, sabão em pó...
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No Brasil há também quem sequer aceite esse debate. Basta uma menção ao assunto e lá vem a ameaça: "É censura". Só para lembrar: os EUA, com o seu FCC, regulam as dimensões e regras da sua Indústria de Comunicação.
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A Inglaterra também. Com seu OFCOM, obrigou Murdoch, barão da mídia, a abrir mão da SKY. Murdoch tinha 40% e queria comprar os outros 60%. Como seu jornal News Of the World grampeou o herdeiro do trono, e muitos outros, Murdoch perdeu a SKY. E teve que fechar o jornal.
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França, Portugal...países democráticos tem órgãos que cuidam da regulação na indústria de comunicação. São os fatos. E isso nada tem a ver com censura. Como é fato que, acuado, Renan Calheiros enviou sua proposta andina. Que significa...trégua. E não tocar em nada.

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imagem de Marco Antonio Silva
Marco Antonio Silva

Globo inicia campanha de mentiras para travar regulação da mídia

Autor: Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho

 

joserobertomarinho famiglia

José Roberto Marinho, de óculos escuros. Atrás, Ali Kamel.

 

Para abafar o mero debate sobre regulação econômica da mídia, uma bandeira repetida pela presidenta Dilma em sua campanha, a Globo começou uma campanha de mentiras.

Nada que a gente já não conheça. Ela só aumentou de intensidade, e vem articulada com um grande esforço para manipular o PMDB.

Na verdade, o próprio PMDB também parece estar manipulando a mídia, fazendo um jogo.

Tipo assim: alguns caciques do PMDB acertam em proteger a Globo, e a Globo passa a só falar bem deles, ou mesmo os protege, quando surgirem escândalos envolvendo seus nomes.

De certa forma, essa proteção já começou. Esse diretor da Transpetro, Sérgio Machado, que se afastou em virtude de denúncias de Paulo Roberto Costa, foi nomeado por Renan Calheiros.

Mais ainda: Sergio Machado era líder do PSDB no Senado, durante o governo FHC, outro detalhe que a mídia trata com muita discrição. Saiu do PSDB e migrou para o PMDB para seguir Renan, seu guru.

Uma reportagem publicada ontem no Globo, sobre as articulações do PMDB para o novo governo, tinha como objetivo principal contar mentiras sobre a regulação da mídia.

Reproduzo alguns trechos.

*

“(…) Na quarta-feira, numa nova rodada, Temer reunirá o Conselho Nacional do PMDB, formado por 67 dirigentes, para definir pontos da reforma e deixar clara a posição contra a regulação da mídia.

(…) Nos debates dos peemedebistas, entrará ainda um ponto que coloca PT e PMDB em oposição: a regulação da mídia.

— Nós não aceitamos quebra da liberdade de imprensa. Não vamos aceitar. É um princípio. Nós, do PMDB, derrubamos uma ditadura, e a presidente Dilma também teve alguns anos presa, foi torturada para garantir a liberdade de imprensa. Nós não vamos, e creio que ela também, não vai abrir mão disso — afirmou o ministro Moreira Franco (Aviação Civil).

No Congresso, dizem os peemedebistas, não há chance desse tema prosperar, mas é preciso diálogo e permanente atenção para impedir que a regulação comece a ser operada via Executivo, por meio de decretos.

— A imprensa precisa ser independente não só da tutela estatal, mas das forças econômicas. A pretensão de abolir o direito à liberdade de expressão é totalmente imprópria. Quem regula, gosta, rejeita ou critica é o consumidor da informação. Ele é quem faz isso e somente ele. O único controle tolerável é o controle remoto — reafirmou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).”

*

Renan Calheiros comete o despautério de falar: “A pretensão de abolir o direito à liberdade de expressão é totalmente imprópria”.

Abolir o direito da liberdade de expressão!

A Globo se agarra desesperadamente aos velhos oligarcas nordestinos, quase todos proprietários de meios de comunicação em seus estados, para se manter intocável.

E patrocina uma campanha sórdida, junto à ala mais fisiológica do PMDB, para abafar um debate fundamental para o aprimoramento da nossa democracia.

Essa campanha de mentiras apenas reforça a necessidade de uma regulação da mídia.

Uma regulação que não vai “abolir o direito à liberdade de expressão”. Ao contrário, vai assegurá-lo, coisa que não acontece hoje.

O monopólio dos meios de comunicação deprime a economia brasileira, na medida em que restringe empregos na área do jornalismo e do entretenimento.

O monopólio da mídia causa danos à cultura, à política, ao esporte, à democracia, às eleições.

Os clubes de futebol vivem falidos porque todo o dinheiro do esporte é drenado para Globo, ao invés de ir para os clubes e para os atletas.

A cultura brasileira sofre terrivelmente com um ambiente opressivo, que asfixia a criatividade.

O jornalismo brasileiro vive uma crise quase terminal, inclusive de emprego. O sujeito que se recusa a se alinhar às ideias da grande mídia entra rapidamente para uma lista negra e tem dificuldade de ascender profissionalmente.

Os salários dos jornalistas estão deprimidos. Como são poucas empresas, o profissional sente-se obrigado a trabalhar pelo salário que lhe é oferecido.

A vida de atores e atrizes tem sido um inferno no Brasil. Só quem trabalha na Globo ganha dinheiro. Essa dependência se tornou doentia, prejudicando todo o mercado de audiovisual.

É preciso quebrar o monopólio para libertar as forças da economia da cultura, do entretenimento e da informação.

A concentração excessiva dos meios de comunicação prejudica o ambiente de negócios.

Em sua campanha permanente contra qualquer iniciativa progressista, a imprensa produz uma atmosfera eterna de depressão e crise.

Enfim, o debate precisa ser feito. O governo não pode ter medo. Mesmo perdendo no Congresso, será uma vitória política se trouxer esse tema ao primeiro plano.

O importante, neste momento, é não deixar que a mídia, em especial a Globo, faça a sua campanha de mentiras sem contraponto.

A blogosfera e as redes sociais nunca vão parar de falar em regulação da mídia, porque entendemos que é um passo crucial para fortalecer a nossa democracia.

Por isso mesmo, há expectativa tão grande com dois ministérios estratégicos: a Secom e o Ministério das Comunicações.

Dilma deveria nomear quadros políticos para ambos, e não necessariamente do PT.

O importante é que sejam quadros com densidade política para enfrentar o debate com a mídia.

É um tanto surreal ver Renan Calheiros se arvorando como salvador da “liberdade de expressão” no Brasil, nas páginas do Globo.

Entretanto, mais surreal é não haver nenhum contraponto imediato por parte das forças de esquerda presentes no governo.

O governo precisa de um porta-voz, de alguém que rebata a mídia imediatamente, diariamente!

O governo Dilma deve ser o único governo do mundo que não possui um porta-voz.

Será tão difícil assim? Basta contratar UMA PESSOA.

Pegue-se um intelectual desses, do PT ou fora do PT, como Valter Pomar, Breno Altman, Requião, monte-se um conselhinho político a seu redor, bem enxuto para não lhe tirar a agilidade, mas consistente, para lhe dar reforço político e institucional, dê-lhe um cargo, um blog e um microfone, e pronto! Eis um bastião para rebater a mídia, de maneira democrática, pacífica e inteligente.

As pequenas fricções diárias geradas a partir de uma estratégia de maior enfrentamento revelar-se-ão salutares, porque evitarão o clima de guerra do fim do mundo num momento posterior.

A tática de enfiar a cabeça no buraco, e deixar a mídia manipular a seu bel prazer a opinião pública, não deu certo e agora, mais que nunca, deve ser abandonada.

Se não politizar o debate, se não se fizer presente, o governo vai permitir que os brasileiros continuem sendo massacrados por uma mídia que promove a despolitização e a antidemocracia, conforme ficou bem claro nessas últimas manifestações pró-golpe militar e pró-impeachment.

Esse monte de retardado gritando nas ruas pela volta do regime militar deveria servir de alerta a todos.

 

http://www.ocafezinho.com/2014/11/04/globo-inicia-campanha-de-mentiras-para-travar-regulacao-da-midia/

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Esses mesmos paises citados

Esses mesmos paises citados por esse comédia só são democracias solidas por nao ter no parlamento fartas doses de demagogos feito ele.

Foi muito salutar a não reeleição dessa criatura, um a menos...

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leonidas

Ele não foi candidato a

Ele não foi candidato a reeleição, e sim a governador. 

Interessante o termo pelego para alcunhar os colegas de esquerda está sempre no teu texto. Se seguirmos teu exemplo como chamar os democratas de fachada e ocasião, como é o teu caso? De hipócritas? De sonsos? 

Debater com vocês, caro, é perda de tempo. Todas as democracias centenárias, sólidas - isso é o realçado no discurso - fizeram regulação de mídias, Bem, se tu és um babão dessas democracias porque o mesmo não pode valer para o Brasil?

Não precisa responder. Já sabemos a resposta.

Feliz é o país que tem políticos do naipe de Roberto Requião. 

 

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Não usei o termo pelego no

Não usei o termo pelego no texto 

Mas usei o termo comédia pois é disso que se trata , o homem é um bufão.

Sobre suas consideraçoes no quesito " democrata de fachada " eu reservo ele para os defensores da revisão da anistia que tem posteres do governo Cubano no quarto 

Não sei se é um deles mas isso tambem nem vem ao caso...rs

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leonidas

Ora, leonidas, não se faça de

Ora, leonidas, não se faça de rogado: raro é um texto da tua lavra no qual não faça uso desse termo de pelegos para os teus adversários políticos-ideológicos.

Não, não sou um caso. Nunca defendi ditaduras de espécie alguma, como também sou contra essa "lei" das compensações, ou seja, ser contra a revisão da anistia a imorais torturadores no nosso país só porque em Cuba não tem democracia política, como é o teu caso. 

O que tem a ver uma coisa com a outra? 

PS: deploro, sim, a ditadura política, mas ressalto o seu papel transformador num espectro mais amplo da luta ideológica, bem como, e principalemente, ter livrado o povo cubano da miséria e das mazelas que nós mesmos ainda sofremos e que a pátria da democracia ainda sofre. Basta ver o IDH. 

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  Você critica argumentos ad

  Você critica argumentos ad hominem, mas resolveu abusar deles, hein? Até porque você não tem como rebater o discurso do homem. Isso fora a macaquice, como se um Congresso dos EUA fosse um convento, como você dá mostras de imaginar.

  Ah, e já que não dá pra chamar de petralha, você tasca um "demagogo"? Se tem um comédia aqui, não é ele.

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Não ´, ele nao é um petralha

Não ´, ele nao é um petralha pois ate onde sei nao rouba.

Petralha é para poltico do PT corrupto.

Ele nao é corrupto é um comédia , fala demais e acima de tudo é demagogo pois como sabemos trata-se de um populista barato.

 

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leonidas

Se o governo quer mesmo

Se o governo quer mesmo regular, o que é diferente de censura, a midia.

O Requião deveria ser o ministro das comunicações.

Não sendo ele poderia ser o Frankilin Martins.

Não sendo nenhum dos dois, o governo vai optar por continuar usando o controle remoto.

Esperando o golpe fatal.

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Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

imagem de Jaide
Jaide

Com mais da metade do

Com mais da metade do congresso usufruindo do esquema em vigor, é impossível a aprovação de uma lei regulando a mídia, originária do Poder Executivo, qualquer que seja o ministro das comunicações. Ou sai por iniciativa popular ou nada feito. Os movimentos sociais que tanto reivindicam tal medida têm que atuar mais, ir a campo, buscar apoio e coletar assinaturas.

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imagem de serralheiro 70
serralheiro 70

Congressistas.

Precisamos de mais 4 centenas de cogressistas com este espírito público, Políticos com altos intresses midiáticos são nefastos ao país.

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E pecisa dizer mais alguma

E pecisa dizer mais alguma coisa?


"A regulação da mídia é imprescindível para a preservação, a consolidação e o avanço da democracia. Porque a grande mídia empresarial é intrinsecamente golpista, geneticamente antidemocrática, arraigadamente elitista.


A regulação da mídia é condição inescusável para se garantir a soberania nacional. Porque os grupos que monopolizam a mídia são entreguistas e, historicamente, se opõem aos interesses nacionais, servindo de cabeça de ponte para o avanço imperial sobre a nossa economia, sobre os nossos recursos naturais, sobre as nossas riquezas, sobre o mercado interno, sobre as nossas relações externas."


PS: Será que no Ministério de Dilma não teria um lugarzinho pro Requião não? O sujeito não tem medo do confronto e é, de longe, o senador que mais defende o governo.

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"Não tenho prova cabal contra Dirceu - mas vou condená-

Com um discurso claro,

Com um discurso claro, objetivo e certeiro, Requião faz um dos melhores discurso do Senado nos últimos tempos.

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