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A arte de Dilermando Reis, por Laura Macedo

 

DILERMANDO dos Santos REIS


*22/09/1916 - Guaratinguetá (SP)
+02/01/1977 - Rio de Janeiro (RJ)

 

Compositor / Violonista

 

Dados Pessoais e Familiares

Oriundo de uma família de quinze filhos, Dilermando Reis nasceu em Guaratinguetá (SP), em 22 de setembro de 1916. Seu pai “arranhava” o violão, como se dizia na época; já a mãe não gostava nada do interesse do filho pelo instrumento, que naquela época era visto de forma preconceituosa.

 

 

Levino da Conceição e Dilermando Reis

 

Ajuda do Destino

 

Uma das primeiras portas abertas para Dilermando aconteceu pelas mãos do violonista Levino da Conceição, que convenceu seus pais em liberar o garoto a seguir com ele Brasil afora; em contrapartida Dilermando ajudaria o professor, cego, atuando como seu guia.

 

Aterrissando no Rio de Janeiro

 

Em 1933, mestre e aluno lançaram âncora no Rio de Janeiro e o destino mais uma vez favoreceu o jovem violonista, quando se hospedaram na mesma pensão em que morava o violonista João Pernambuco.

 

 

Deu-se então um fato até hoje não muito bem esclarecido: Levino deixou 15 dias de pensão pagos e foi à Bahia, prometendo retorno rápido, o que não aconteceu. Quanto a esse episódio, em depoimento à Rádio Jornal do Brasil, Dilermando relembra:

 

Fiquei num mato sem cachorro, sem dinheiro e sem ninguém, perdido no Rio. Daí, como o Levino não apareceu e nem deu notícias, resolvi lutar pela vida, só eu e meu violão”.

 

 

 

Início da Carreira

 

 

Dilermando, com a ajuda preciosa de João Pernambuco, não negou fogo e tratou logo de ministrar aulas de violão em várias Lojas de Instrumentos musicais da Cidade Maravilhosa. Felizmente a demanda era grande e, em 1935, concentrou suas aulas na famosa loja “A Guitarra de Prata”. A jornada de trabalho era exaustiva, mas felizmente dava para cobrir as despesas com a pensão.

 

Rádio Transmissora

 

Renato Murce e Dilermando Reis

 

Estudiosos da obra de Dilermando Reis advogam que sua carreira profissional emplacou, mesmo, em 1936, quando o radialista Renato Murce convidou-o para participar de seus programas na Rádio Transmissora - com sucesso.

 

Logo depois veio outro convite tentador: a criação de um programa diário, de solo de violão, com ele no comando. Era tudo o que faltava para deslanchar a carreira.

 

Dilermando Reis e o Regional de Pixinguinha

 

 

Ainda na década de 1930, Dilermando Reis foi convidado por Pixinguinha a integrar seu Regional, que à época era formado por Luiz Americano (sax), João da Baiana (ritmo), Tute (violão de 7 cordas), Luperce Miranda (bandolim) e o próprio Pixinguinha na flauta.

 

 

O recorte acima foi feito na Revista Careta. Edição nº 1747 / 20 de dezembro de 1944 / página 20.

 

 

A atividade no Rádio proporcionou-lhe uma integração com os artistas, a exemplo de Sílvio Caldas, João Petra de Barros, Carmen Miranda e Francisco Alves, com quem tocava/cantava em serestas nas noites cariocas.

 

Mesmo com todos os avanços, faltava a gravação de um disco. Os estudiosos da carreira de Dilermando Reis apontam que a demora residia na sua absoluta falta de tempo.

 

 

Primeiras Gravações - Década de 1940: 10 Discos em 78 rpm, totalizando 19 faixas.

 

Finalmente, em 1941 grava seu primeiro disco pelo selo Columbia (depois rebatizado de “Continental”), sua única gravadora, onde emplacou 35 discos de 78 rpm e 25 LPs, até 1977.

 

 

 

Noite de lua” (Dilermando Reis) # Dilermando Reis. Disco Columbia (55.290-A) / Matriz (427). Lançamento (agosto/1941).

 

 

 

 

 

Magoado” (Dilermando Reis) # Dilermando Reis. Disco Columbia (55.290-B) / Matriz (428). Lançamento (agosto/1941).

 

 

 

 

Em 1942 formou uma Orquestra de Violões com repertório eclético atuando na APR-3 – Rádio Clube do Brasil e no Cassino da Urca.

 

Década de 1950

 

 

 

A popularidade de Dilermando Reis chega ao topo em 1950, com a boa vendagem dos seus discos e a motivação dos jovens para aprender a arte violonística, a exemplo de Baden Powell (foto acima com o violonista e professor Meira) que, aos 10 anos de idade, executou “Magoado”, de Dilermando, obtendo o primeiro lugar no programa “Papel Carbono”, conduzido pela radialista Renato Murce, na Rádio Nacional.

 

 

 

Algumas das suas gravações na década de 1950

 

 

 

 

Xodó da Baiana” (Dilermando Reis) # Dilermando Reis (violão) / Radamés Gnattali e Orquestra. Disco Continental (16.370-A) / Matriz (2398). Lançamento (março/1951).

 

 

 

Abismo de rosas” (Américo Jacomino [Canhoto]) # Dilermando Reis. Disco Continental (16.560-B) / Matriz (2828). Lançamento (maio/1952).

 

 

Sons de carrilhões” [Choro] (João Pernambuco) # Dilermando Reis. Disco Continental (16.560-A) / Matriz (C-2829). Lançamento (maio/1952).

 

 

 

Alma nordestina” (Dilermando Reis) # Dilermando Reis (violão). Disco Continental (16.803-A) / Matriz (C-3076). Gravação (04/03/1953) / Lançamento (julho/1953).

 

 

Em 1953, Dilermando Reis emplaca a sua primeira e única temporada de shows nos Estados Unidos. Já perto de retornar ao Brasil inscreve-se no concurso promovido pela CBS para novos violonistas. Resultado: “Foram noventa dias em que Dilermando Reis foi visto e ouvido por milhões de norte-americanos”.

 

Ainda na década de 1950, Dilermando Reis é contratado pela Rádio Nacional. Especulou-se na época que a sua nomeação teve o “dedo” do Presidente Bossa Nova - Juscelino Kubitschek.

 

O certo é que Dilermando deu conta do recado e o seu programa, “Sua Majestade, o Violão”, foi um grande sucesso até o ano de 1969, ocasião em que o rádio começa a perder espaços hegemônicos para a novidade do momento - a televisão.

 

 

 

Na baixa do sapateiro” (Ary Barroso) # Dilermando Reis. Disco “Volta ao Mundo”, LP de 12 Polegadas (33 1/3 rpm), 1958.

 

 

 

No início da década de 1960, Dilermando Reis concentra sua agenda no programa da Rádio Nacional (manhã), reservando a tarde para aulas de violão e gravações.

 

Marcha dos Marinheiros” (Américo Jacomino ‘Canhoto’) # Dilermando Reis. Disco Continental (17.888-B) / Matriz (C-4414). Lançamento (maio/1961).

 

 

Gotas de lágrimas” (Mozart Bicalho) # Dilermando Reis (violão). Disco Continental (78.220-A), 1963.

 

 

Os Discos selecionados a seguir são ilustrativos do estilo e das preferências musicais de Dilermando Reis:

 

 

Sua Majestade o Violão” (Continental, LP/1957), no qual interpreta composições brasileiras e transcrições de peças clássicas.

 

Se ela perguntar” (Dilermando Reis/Jair Amorim) # Dilermando Reis. Disco Continental (17.522-A) / Matriz (C-4075). Lançamento (janeiro/1958).

 

 

 

 

Dilermando Reis” (Continental, LP/1969), no qual interpreta composições próprias e uma das raras obras de Meira, seu parceiro de gravações durante muitos anos.

 

Contratempo” (Dilermando Reis) # Dilermando Reis. Disco Continental (1969).

 

 

 

 

 

Concerto nº. 1 para Violão e Orquestra", de Radamés Gnattali (1970), peça escrita por Radamés em sua homenagem.

 

 

 

 

Dilermando Reis Interpreta Pixinguinha” (Continental, LP/1972), um disco representativo da sua técnica de transcrições para violão.

 

Proezas do Solon” e “Vou vivendo” (Pixinguinha/Benedito Lacerda) # Dilermando Reis. Disco Continental (1972).

 

 

 

"Homenagem a Ernesto Nazareth" (Continental, LP/1973), outro disco de transcrições.

 

Apanhei-te cavaquinho” (Ernesto Nazareth) # Dilermando Reis. Disco Continental (1973).

 

 

Entre 1961 e 1975, Dilermando Reis gravou série composta de 7 discos, intitulada “Uma voz e um violão em serenata”, em duo com o cantor Francisco Petrônio, sempre pelo Selo Continental.

 

 

Se ela perguntar” (Dilermando Reis/Jair Amorim) # Francisco Petrônio (voz) / Dilermando Reis (violão). Disco Continental – “Uma voz e um violão em serenata”, 1962.

 

 

 

Embora pareça um paradoxo, Dilermando Reis convivia com o estilo conservador e moderno, ou seja, defendia os métodos do violão erudito, mas não se descuidava do violão popular. Gostava dos antigos, mas apreciava o moderno, a exemplo de Baden Powell, Tom Jobim, Edu Lobo, Carlos Lyra, Egberto Gismonti e Chico Buarque. “São autores que não perderam de vista a característica da alma brasileira”, dizia.

 

Grandes nomes do violão brasileiro e mundial gravaram composições de Dilermando Reis, a exemplo de Turíbio Santos, Maria Lívia São Marcos, Paulo Bellinati, Fred Scheneiter, Luis Carlos Barbieri, Yamandú Costa, Raphael Rabelo e Marco Pereira.

 

 

Dilermando Reis continuou com suas gravações até dois anos antes de sua morte, em 2 de janeiro de 1977.

 

 

A saída de cena do compositor e violonista Dilermando Reis, em 2 de janeiro de 1977, foi motivada por uma parada cardíaca; uma surpresa para os mais próximos, que conheciam sua força de vontade e sua vida regrada, temperada apenas pelo uisquinho doméstico.

 

No dia do seu enterro, um amigo de infância, de apelido Tietê, preto velho e magro, vestido num macacão puído e imundo de tinta, acompanhou chorando seu velório. Até que, num instante, enxugou as lágrimas e balbuciou: ‘O Dilermando não está morto. Artista não morre. Artista apenas descansa’” (observação sem autor definido).

 

O Jornal O Estado de São Paulo noticiou a morte de Dilermando Reis, conforme foto acima.

 

Comemorações do seu Centenário de Nascimento

 

 

O violonista paraibano Vinícius de Lucena fez única apresentação nessa sexta-feira, dia 16/9, às 20h, no Teatro Arthur Azevedo, da turnê “Sua majestade o Violão”. (Saiba mais AQUI).

 

 

Violão e Ponto” e “Mostra de Cordas Dedilhadas” debateram a obra de Dilermando Reis, que faria 100 anos em 2016.

Em uma parceria inédita, os dois projetos se uniram para promover uma tarde de bate papo e apresentações musicais sobre a obra de Dilermando Reis, um dos mestres do Violão Brasileiro Instrumental. O evento foi gratuito e ocorreu dia 10 de setembro de 2016, na Fundação Ema Klabin, em São Paulo. (Saiba mais AQUI).

 

 

 

Dilermando Reis é homenageado todos os anos em sua terra natal - Guaratinguetá (SP). No seu Centenário de nascimento a homenagem será especial.

 

 

O compositor/arranjador e violonista Marco Pereira gravou em homenagem a Dilermando Reis o CD “Dois Destinos - Marco Pereira toca Dilermando Reis”, objetivando despertar nas novas gerações um novo interesse por sua obra.

 

Registro do concerto para o Ciclo Violonístico de Niterói, realizado em junho de 2016. O violonista Marco Pereira explica a concepção do Projeto “Dois Destinos”, com que homenageia o violonista Dilermando Reis.

 

 

Se ela perguntar” (Dilermando Reis) # Marco Pereira. Concerto Ciclo Violonístico de Niterói (junho/2016).

 

 

 

 

Confesso que decidi estudar violão em função da música “Se ela perguntar”, de Dilermando Reis, mas como ficou provado que eu não tinha aptidão, resolvi, depois da minha aposentadoria da UFPI (Universidade Federal do Piauí), enveredar na garimpagem musical, atividade que desenvolvo, prazerosamente, desde o ano de 2008. Sempre gostei muito do violão e do repertório de Dilermando Reis.

 

Durante sua careira artística, Dilermando Reis enveredou por múltiplos caminhos: seresta, boemia, rádio, ensino, cassino, composição e gravação. Em todos eles deixou a marca da sua competência e foi formando uma plateia fiel ao seu estilo na arte violonística. É difícil encontrar, na área, quem não saiba executar uma das suas composições.

 

A prova cabal da perenidade do seu legado são as homenagens que vem recebendo nas comemorações do seu Centenário de Nascimento, na sua terra natal e em outras unidades da federação brasileira.

 

Que esse legado se mantenha aceso na memória dos violonistas e do público em geral, para que tão grande obra nunca caia no esquecimento.

 

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Agradecimentos especiais:

- Ao jornalista, escritor e pesquisador Miguel NIREZ Azevedo pela liberação dos fonogramas: “Noite de lua” / “Magoado” / “Abismo de rosas” / “Marcha dos marinheiros”.

- Ao pesquisador/colecionador de Discos Gilberto Inácio Gonçalves, pela liberação das fotos dos “Selos” do primeiro disco gravado por Dilermando Reis.

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Post dedicado ao compositor/violonista e amigo Marco Pereira.

 

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Fontes:

 

- Acervo Digital do Violão Brasileiro (AQUI).

- Banco de Dados do Acervo Nirez / liberação de fonogramas. (AQUI).

- Consulta ao escritor/pesquisador Jairo Severiano.

- Consulta ao violonista Gilson Antunes.

- Dicionário Cravo Albin da MPB / Verbete/Dilermando Reis (AQUI).

- Fotomontagem: Laura Macedo.

- Fotos Selos do primeiro Disco: Gilberto Inácio Gonçalves.

- Montagem Áudios Sould Cloud: Laura Macedo.

- O Violão Brasileiro de Dilermando / Luis Nassif (AQUI).

- Músicos do Brasil: Uma Enciclopédia Instrumental / Dilermando Reis (AQUI)

- Site YouTube / Canais: “Classical Guitar Songs”, “The Mild Bunch”, “Augusto Simão”, “bralmabrasil”, “Raimundo nonato andrade”, “Damião Maia”, “Acroporium sp”, “luciano hortencio”, “Rafael Bittencourt”, “Borandá”, “Registro Arte”.

- Violões do Brasil, de Myriam Taubki (Org.). São Paulo. - Ed. SENAC São Paulo, 2007.

- Violão Ibérico / Carlos Galilea. Trem Mineiro Produções. 1ª Edição. Rio de Janeiro, 2012.

 

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Comentários

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imagem de Anerlindo Rodrigues
Anerlindo Rodrigues

Dilermando Reis

Cara Laura Macedo, boa noite. Seu interesse pelo Dilermando Reis me deixa muito feliz. Parabéns pela ótima página. Sempre que puder estarei por aqui.

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Dilermando Reis - Sua vida e obra por Alessandro Borges.

Dilermando Reis virou tese de mestrado e espetáculo de violão, pelas mãos do brasiliense Alessandro Borges, atualmente professor-assistente do Departamento de Música da UnB. O vídeo é uma realização da TV Câmara. Uma curiosidade na descrição do vídeo: "[Dilermando Reis] Foi professor de violão do presidente Juscelino Kubitschek e o primeiro instrumentista a tocar na nova capital".

Abraço a todos.

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Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Ótimo documentário!

Almeida,

Muito bom você socializar aqui o excelente trabalho do Alessandro Borges.

Valeu, mesmo!

Abraços.

Olha só que foto interessante: Da esquerda para a direita: 3º CALHEIROS (4º Tenho quase certeza que é a Elizeth) 5º LUIS BITTENCOURT. 6º JACOB DO BANDOLIM. 7º DILERMANDO REIS. 8º CARLOS LENTINE.

 

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Fui vendo o jeitão do post (e

Fui vendo o jeitão do post (e dos comentários, claro) e lembrando 'aqueles' antológicos, tipo Jacob, Noel, com que fomos brindados por seu talento meticuloso. Só posso dizer, por enquanto, que vou demorar um pouco para degustá-lo: cada vídeo, cada faixa, cada frase, cada comentário. Que maravilha!

Beijos.

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Gregório Macedo

"Tarde demais para esquecer"

Gregório,

Olha só o que encontrei o YouTube: O tema do filme "Tarde demais para esquecer", com Cary Grant e Deborah Kerr, na interpretação do Dilermando Reis. Uma maravilha! Já perdi a conta das vezes que assisti esse clássico do cinema.

Beijos

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Gregório

A primeira parte é a música do filme que citei; já a segunda parte é a música: "Love is a Many Splendoned".

Beijos.

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A sensibilidade de Laura Macedo

Que domcumento precioso, querida Laura! Esse vou guardar para sempre ouvir com muito carinho e cuidado. Recebi seu email e respondi. Espero que a resposta tenha chegado direito até você.

Agora so posso desejar apos tanta boa musica, boa noite, queridos.

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Tempo de Criança!

Querida amiga Maria Luisa,

Que bela escolha de "Boa Noite, Amor", com dois grandes intérpretes da nossa rica MPB.

Quanto ao e-mail recebi e já anotei todas as preciosas informações.

Deixo pra você "Tempo de criança".

Beijos.

Tempo de criança” (Dilermando Reis) # Turíbio Santos. Álbum 'Valsas e Choros' (1979).

 

 

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Dilermando Reis ─ Дилермандо Рейс ─ Andrey Shilov ─ Андрей Шилов

Sandrinha



Valsa Das Hortências



Valsa em MI



É imperdível uma visita ao Canal desse ucraniano vidrado na música brasileira. Confiram em: https://www.youtube.com/user/Pajarillo57/videos

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Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Respondendo em bloco!

Querido amigo Almeida,

Você sempre presente nas nossas postagens de blog. Isso me faz feliz!

Com o seu excelente bom gosto musical contribui, de forma significativa, para o enriquecimento da postagem. Essa relação de reciprocidade, entre autor/leitor, é de suma importância em qualquer trabalho.

Abraços.

Noite de lua” (Dilermando Reis) #Raphael Rabello. Álbum 'Relendo Dilermando Reis' (1994).

 

 

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De Levino Albano da Conceiçao:

Há Quem Resista?



Mazurca №1, arr. Edmar Fenicio

Seu voto: Nenhum

Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Dilermando Reis ─ Дилермандо Рейс ─ Boris Larin ─ Борис Ларин

Se ela perguntar



Luar de maio

Seu voto: Nenhum

Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Se ela perguntar ─ Если она спросит

Николай Ларин ─ Nicolay Larin

 

Seu voto: Nenhum

Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

*

O escocês David Russel com duas pérolas do Grande Dilermando

 

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Álbuns completos:

A Volta ao Mundo com Dilermando Reis (1959)



01 - Na Baixa do Sapateiro (BRASIL) - 0:00
02 - Ausencia (PARAGUAI) - 4:05
03 - La Despedida (CHILE) - 7:12
04 - Milongueiro del Ayer (ARGENTINA) - 10:33
05 - Estrelita (MEXICO) - 13:19
06 - Love is a many splendoured thing - 15:59
07 - Danca Nr. 5 (ESPANHA) - 18:56
08 - Comme Prima (ITALIA) - 22:32
09 - Amoureuse (FRANCA) - 24:34
10 - Uma Noite em Haifa (ISRAEL) - 27:49
11 - Jalousie (FINLANDIA) - 30:53
12 - Olhos Negros - Duas Guitarras (RUSSIA) - 34:01

Abismo de Rosas



1 Marcha dos Marinheiros 0:00
2 Coral Del Nord 2:28
3 Sons de Carrilhões 6:12
4 Noite de Lua 9:02
5 Magoado 12:18
6 Granadina 15:01
7 Abismo de Rosas 18:01
8 Adelita 22:01
9 Tristesse 25:36
10 Uma Valsa e Dois Amores 28:43
11 Sonata ao Luar 31:59
12 Ruas de Espanha 36:43

Saudade de Ouro Preto ─ 1968



01 - Saudade de Ouro Preto 00:01
02 - Se Ela Perguntar 02:54
03 - Amando Sobre o Mar 07:05
04 - Soluços 10:14
05 - Mágoas de Um Violão 13:52
06 - Saudade de Matão 16:57
07 - Minha Saudade 20:01
08 - Rapaziada do Braz 23:02
09 - Dois Destinos 25:41
10 - Flor de Agua Pé 29:05
11 - Uma Valsa e Dois Amores 32:05
12 - Valsa da Despedida 35:23

Dilermando Reis interpreta Pixinguinha ─ 1972



01 – Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro)
02 – Lamentos (Pixinguinha / Vinicius de Moraes)
03 – Cheguei (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
04 – Ingênuo (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
05 – Cinco Companheiros (Pixinguinha)
06 – Vou Vivendo (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
07 – Naquele Tempo (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
08 – Chorei (Benedito Lacerda / Pixinguinha)
09 – Cochichando (Pixinguinha)
10 – Segura Ele (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
11 – Urubatan (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
12 – Proezas de Solon (Pixinguinha / Benedito Lacerda)

Gotas de Lágrimas



1 Gotas De Lágrimas (Mozard Bicalho)
2 Brejeiro (Ernesto Nazareth)
3 Volve Volve (Cartola)
4 La Cumparsita (Mattos Rodrigues)
5 Rapsodia Infantil (Dilermando Reis)
6 Nossa Ternura (Dilermando Reis)
7 Cateretê Mineiro (Levino Conceição)
8 Cisne Branco (A. M. do Espírito Santo, B. X. de Macedo)
9 Eterna Saudade (Dilermando Reis)
10 Interrogando (João Pernambuco)
11 Gauchinha (Dilermando Reis)
12 Suspiro Da Nega (Nelson Piló)

Dilermando Reis - Dose Dupla



01 Terno Olhar
02 Deixa Comigo
03 Eterna Magoa
04 Miudinho
05 Viola Triste
06 Quando Vovô Dançava
07 Chegadinho
08 Balada da Saudade
09 Cavaquinho Encabulado
10 Valsa em Mi
11 Gente Boa
12 Iracema
13 Carinhoso
14 Lamentos
15 Cheguei
16 Ingênuo
17 Os Cinco Companheiros
18 Vou Vivendo
19 Naquele Tempo
20 Chorei
21 Cochichando
22 Segura Ele
23 Urubatan
24 Proezas do Solon

Francisco Petrônio e Dilermando Reis - Dose Dupla



01 Quem Sabe
02 Carinhoso
03 Maringá
04 Último Desejo
05 Última Inspiracão
06 Lágrimas
07 Cabelos Cor de Prata
08 Rosa
09 A Voz do Violão
10 Lábios Que Beijei
11 Ave Maria Do Morro
12 Ave Maria
13 Meus Tempos de Crianca
14 No Rancho Fundo
15 Chão De Estrelas
16 Malandrinha
17 Tardes Em Lindóia
18 Deusa da Minha Rua
19 Chuá Chuá
20 Serenata
21 Meu Coracão a Teus Pés
22 Pierrot

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Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Parabéns

Que belo post, Laura!

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Feliz por você ter gostado!

mcn,

Deixo pra você uma das minhas preferidas.

Abraços.

Se ela perguntar” (Dilermando Reis/Jair Amorim) # Raphael Rabello. Álbum 'Relendo Dilermando Reis' (1994).

 

 

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Obrigado, Laura!

Essa música é uma das minhas preferidas de Dilermando.

A frase inicial é muito característica. E linda. Já tentei 'tirar' a música completa, mas está um tanto além da minha capacidade. Daí só toco a 1ª frase...

O que acho bacana de Dilermando e João Pernambuco é como ambos, tão antigos, fazem parte do repertório de violonistas do mundo inteiro e ainda continuam vivos entre os grandes violonistas brasileiros como Marco Pereira. Não conhecia esse LP do Rafael Rabello. Ótima indicação.

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violão

Falando de violão (não especificamente clássico, mas como deve ser tocado), e violonistas.

Basta procurar os intérpretes do Dilermando no TouTube, só vai encontrar europeus e americanos (poucos uruguayos), todos violonistas clássicos.

Sou estudante de violão clássico, acho o Dilermando fantástico, e tenho enorme dificuldade de encontrar suas partituras.

Pobre país!

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À Laura Macedo!

Um post desse quilate merece um comentário tão alentado quanto!

Envio à querida amiga, play List de DILERMANDO REIS em solos, com Francisco Petrônio, Bibi Ferreira e interpretado por Turíbio Santos. São 28 vídeos, selecionados para a minha amiga e professora!

Abraço do luciano

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lucianohortencio

Ao Mestre Luciano, com carinho

Querido amigo Luciano,

Grata pelo generoso comentário. Só faltou o presente anunciado, ou seja , a "Play List". Não abro mão dela (rsrsrs).

Grande abraço.

Uma valsa e dois amores” (Dilermando Reis) # Raphael Rabello. Álbum 'Relendo Dilermando Reis' (1994).

 

 

 

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