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O Aguxó e o Carrousel!

Nos meus bordejos habituais em busca de boa música, dei de cara com um disco muito instigante. Tião Neto - Carrousel. Aparentemente instrumental, se mostra eclético e versátil, trazendo interpretações vocais de Nei Lopes, Marianna Leporace, Bruno e Fernão (filhos de Tião Neto) e ainda de "crianças aborígenes e suecas".

 

Trago hoje AGUXÓ, de Tião Neto e Nei Lopes, na impagável interpretação do último, bem como CARROUSEL, que dá título ao disco.

 

Galo cantou, cocorocó!

Sino bateu, mas é breu, noite só.

Ainda tem gás no meu fifó.

Me chega mais teu aguxó! (bis)

 

Escuta lá fora o assobio

Parece até pio de um noitibó.

Me chega a me dar arrepio

Esse vento tão frio neste cafundó

Parece coisa do demônio

Ai meu Santo Antônio de Categiró.

Me torce e retorce esse facho

E põe fogo em baixo

Com teu aguxó.

 

Galo cantou, cocorocó!

Sino bateu, mas é breu, noite só.

Ainda tem gás no meu fifó.

Me chega mais teu aguxó! (bis)

 

Me nana me faz um chamego

Me chama meu nêgo

Diz que é meu xodó.

Me abana que tô com uma gana

Roendo coirana, chupando cipó.

Mergulha por cima, por baixo

Esse facho no tacho pra ficar melhor.

Me aperta, me enrosca, me prende

Me queima, me acende

Este fifó.

 

Galo cantou, cocorocó!

Sino bateu, mas é breu, noite só.

Ainda tem gás no meu fifó.

Me chega mais teu aguxó! (bis)

 

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Lótus Rei

Royal Water Lily

          É a vida de sapo para mim 

Uma mulher chinesa e uma menina, pesando um total de cerca de 57,5 ​​kg, em uma folha ‘Royal Water Lily’ no Jardim Botânico de Xian, em 11 agosto de 2005, em Xian da província de Shaanxi, norte da China.

A Chinese woman and a young girl weighing a combined total of roughly 57.5 kilograms, pose for pictures on a Royal Water Lily leaf at Xian Botanical Garden

A Royal Water Lily, também conhecida como Amazon Water-platter ou Amazon Lotus, é uma herbácea característica da água com folhas grandes e sólidas. O diâmetro da folha pode chegar a até 2 metros e pode suportar o peso de uma criança ou de um adulto em equilíbrio. O Jardim Botânico Xian tem cultivado com sucesso a Real Flor de Lótus, que atrai um grande número de turistas. (Foto de China Photos / Getty Images)

Gigantes almofadas de lírio

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No seu fifó

 

Á luz de um lampião de gás

Anna Karenina

Saudades de tempos idos

Momentos de lucidez

Quando viver era sem pressa

A vida uma grande promessa.

De alegria e amor

Era o tempo da garoa

O riso saia à toa

Na alegria que satisfaz

Tempo de liberdade

Escrevia minhas saudades

Á luz de um lampião de gás

 Ailton cozinha à luz de lampião

http://depressaoepoesia.ning.com/profiles/blogs/a-luz-de-um-lampiao-de-gas

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Boêmios construindo o Brasil

 

De como quatro cabras da peste podem pensar um país

Um cearense, um baiano, um maranhense e um paraibano

Henrique Perazzi de Aquino | 20/01/15

HPA | Jesus Soares Pereira, Rômulo Almeida, nomeado chefe do grupo, Ignácio Rangel e Cleanto de Paiva Leite

A vida do ex-presidente Getúlio Vargas sempre muito me interessou. Algo novo saindo sobre ele, procuro ler com a devida atenção. Dois últimos livros foram publicados: biografias escritas por Lira Neto, o Getúlio 1882-1930 - Dos Anos de Formação à Conquista do Poder e Getúlio 1930 - 1945 - Do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo. Editados pela Cia das Letras são um tanto enfadonhos, cheios de muitos dados e datas, poucas análises. Aproveitei pouco, mas algo me chamou muito a atenção neste segundo livro. Trata de um grupo de intelectuais contratados pelo presidente em 1951 para pensar a modernização do País. Uma espécie de assessoria econômica. Pouco conhecimento tinha do assunto.

Foi um grupo e tanto! Pequeno. Formado por quatro pessoas. Quatro bastiões, todos um tanto anônimos no estabelecido cenário de declarada guerra contra o presidente, período até sua morte, em 1954. Quer queiramos ou não, Getúlio Vargas foi um visionário. Tinha em mente uma frente de trabalho, baseada num tripé: o aceleramento da industrialização, o fortalecimento do Estado e a defesa da independência nacional. Pensando grande, buscou gente qualificada para dar a sustentação no que tinha em mente. Todos tinham idade entre 30 e 40 anos, e foram levados para dentro do Palácio do Catete e colocados para jambrar, trilhando um trabalho baseado no sentimento nacionalista, inclusive no que dizia respeito à América Latina. 

A leitura destes livros não me esclareceu o que mais queria saber: a respeito de como atuavam, quem eram de fato e quais foram os resultados práticos. Dias atrás descobri um novo livro: Os Boêmios Cívicos - A Assessoria Econômico-Política de Vargas (1951-1954). São 12 textos organizados por Marcos Costa Lima. Viajei na maionese e me segurei firmemente onde estava para não ter um surto saudosista. Cito o nome dos integrantes do quarteto inicial. Era formado pelo baiano Rômulo Almeida, nomeado chefe do grupo, o maranhense Ignácio Rangel, o paraibano Cleanto de Paiva Leite e o cearense Jesus Soares Pereira. Getúlio os chamou de “boêmios cívicos” ao observar uma luz acesa madrugada adentro numa das salas do Palácio, horário preferido para as incessantes reuniões do grupo. 
A lindeza do agrupamento foi que, com as ideias ali emanadas, surgiram feitos grandiosos. O fortalecimento da Petrobras, do BNDES, os sistemas de crédito do Banco do Nordeste e do Brasil, além de embriões de variados organismos de Estado. Também a ideia da Eletrobras e a Comissão Nacional de Energia Nuclear. Ou seja, ali existia gente pensando e colocando em prática o tal do planejamento a longo prazo. 

Foram boicotados, usurpados, vilipendiados, quase massacrados. Mas resistiram e estiveram com Getúlio até o fim. Quer contribuição maior para a construção do Estado brasileiro moderno? Muito do que temos aí até hoje nasceu ali. O que esse quarteto fez foi algo divinal dentro da história dos anônimos brasileiros, os tantos que não tiveram seus nomes registrados como protagonistas. Adorei conhecê-los e faço questão de divulgar isso como fato mais do que relevante.

Constituir um grupo de notáveis e deixá-los à vontade para pensar e repensar uma cidade. Muito já se falou nisso, mas nunca nada existiu de fato. Teriam de ser verdadeiramente notáveis e não algo baseado em escolhas políticas, como se faz com um secretariado, por exemplo. Uma cidade merece ser pensada e planejada com esmero. Algo totalmente inovador. Merece ser construída com a argamassa de gente desprendida de interesses. Ganharíamos todos. Falta um prefeito instituir algo assim, comprar a briga dos contrários, sentar junto deles com certa regularidade e ir mudando os rumos de um município. Eis uma ideia para algo realmente transformador. Nem precisariam ser boêmios, mas se o fossem, melhor ainda. Os prefeitos das cidades brasileiras precisam ler esse livro.

O autor, HPA, de Bauru, São Paulo, é jornalista e professor de história

http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=237290

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No dialeto Iorubá

 

Comidas e Bebidas

abó: comida em geral;

aguxó: legume;

ataré: pimenta;

dobarú: pipoca;

efún: farinha;

epó: azeite;

erá: carne;

erá-polú: charque;

gingé: feijão;

ioká: pão;

niôdará: leite;

ôaxixi: toucinho;

ôbassá: cebola;

oguêdé: banana;

ôm: mel;

ômim-dudú: café;

otá: suco de abacaxi com cachaça;

otí: bebida;

otí-dudú: vinho tinto;

otí-fun-fun: aguardente;

otí-puté: sal;

ôugingé: comida em geral;

ôuin: açúcar.

Fonte: http://tatavatef.blogspot.com.br/2014/09/influencias-africanas-na-cozinh...

Imagens: http://gatobrancochines.blogspot.com.br/search?q=bahia

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E Fifó o que é?

Meu Mala (sem alças e sem rodinhas)!

Quando eu morrer coloque aqui essa música em homengagem ao veim do Ceará!

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lucianohortencio

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Não respeito o capeta

 

E não sou chegado à rezas, macumbas, padres, bispos, pastores, papas e outros enganadores,

mas receba a extrema-unção com esta oração:

 

UM PAINOSSO LATINOAMERICANO
Mario Benedetti, Uruguai, 1920-2009

( Tradução de Jeff Vasques )

 

Pai nosso que estais nos céus
com as andorinhas e os mísseis
quero que volte antes que se esqueça
como se chega ao sul do Rio Grande
Pai nosso que estais no exílio
quase nunca te lembras dos meus
de todo modo onde quer que estejas
santificado seja teu nome
não quem santificam em teu nome
fechando um olho para não ver as unhas
sujas da miséria
em agosto de mil novecentos e sessenta
já não serve te pedir
venha a nós o teu reino
porque teu reino também está aqui embaixo
metido nos rancores e no medo
nas vacilações e na sujeira
na desilusão e na modorra
nesta ânsia de te ver apesar de tudo
quando falaste do rico
da agulha e do camelo
e votamos todos em você
por unanimidade para a Glória
também alçou sua mão o índio silencioso
que te respetaiva mas resistia
a pensar seja feita tua vontade
no entanto uma vez a cada tanto
tua vontade se mistura com a minha
a domina
a acende
a duplica
mais árduo é conhecer qual é minha vontade
quando creio de verdade no que digo crer
assim em tua onipresença como em minha solidão
asim na terra como no céu
sempre
estarei mais seguro da terra que piso
que do céu intratável que me ignora
mas quem sabe
não vou decidir
que teu poder se faça ou se desfaça
tua vontade igual se está fazendo no vento
nos Andes de neve
no pássaro que fecunda a pássara
nos chanceleres que murmuram yes sir
em cada mão que se converte em punho
claro não estou seguro se me agrada o estilo
que tua vontade escolhe para fazer-se
isso digo com irreverência e gratidão
dois emblemas que logo serão a mesma coisa
isso digo sobretudo pensando no pão nosso
de cada dia e de cada pedacinho de dia
ontem nos tomaste
nos dê hoje
ou ao menos o direito de nos darmos nosso pão
não somente o que era símbolo de Algo
mas o de miolo e casca
o pão nosso
já que nos sobra poucas esperanças e dúvidas
perdoa se podes nossas dúvidas
mas não nos perdoe a esperança
não nos perdoe nunca nossos créditos
o mais tardar amanhã
saldemos a cobrar os fajutos
tangíveis e sorridentes foragidos
aos que têm “garras para a arpa”
e um panamericano temor com que se enxugam
a última cuspida que escorre de seu rosto
pouco importa que nossos credores perdoem
assim como nós
uma vez
por erro
perdoamos a nossos devedores
todavia
nos devem como um século
de insônias e porrete
como três mil kilometros de injúrias
como vinte medalhas a Somoza
como uma só Guatemala morta
não nos deixe cair na tentação
de esquecer ou vender este passado
ou arrendar um só hectar de seu esquecimento
agora que é a hora de saber quem somos
e vão cruzar o rio
o dólar e seu amor contra-reembolso
nos arranque da alma o último mendigo
e nos livre de todo mal de consciência
amém.

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As Frangas do Bigaud

 

Arte do haitiano Wilson Bigaud

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Obrigado, amigo Jair!

Ney aos setenta... Viva Nei Lopes!

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lucianohortencio

Ótimo, Luciano!

Nei Lopes,  além de compositor e cantor inspirado, é um intelectual da maior importância, com muitos livros publicados sobre  a fundamental relevância das culturas afro-brasileira e africana.

 

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