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“A Privataria Tucana” marca o fim de uma era

 Coluna Econômica - 20/12/2011

O livro "A Privataria Tucana" marca o desfecho de uma era, ao decretar o fim político de José Serra. A falta de respostas de Serra ao livro - limitou-se a tachá-lo de "lixo" - foi a comprovação final de que não havia como responder às denúncias ali levantadas.

O livro mostra como, após as privatizaçōes, o Banco Opportunity - um dos maiores beneficiados - aportou recursos em paraísos fiscais, em empresas da filha Verônica Serra. Depois, como esse dinheiro entrou no país e serviu, entre outras coisas, para (simular) a compra da casa em que Serra vive.

Tem muito mais. Mostra a extensa rede de pessoas cercando Serra que, desde o início dos anos 90, fazia negócios entre si, utilizando o Banespa, o Banco do Brasil, circuitos de paraísos fiscais, as mesmas holdings utilizadas por outros personagens controvertidos para esquentar dinheiro

Provavelmente o livro não suscitará uma CPI, pela relevante razão de que o sistema de doleiros, paraísos fiscais, foi abundantemente utilizado por todos os partidos políticos, incluindo o PT. Aliás, uma das grandes estratégias de José Dirceu, assim que Lula é eleito, foi mapear e cooptar os personagens estrangeiros da privatização que, antes, orbitavam em torno de Serra.

Essa a razão de ter terminado em pizza a CPI do Banestado, que expunha personagens de todos os partidos.

Nesse imbróglio nacional, a posição mais sensível é a de Serra - e não propriamente para a opinião pública em geral, mas para seus próprios correligionários. Afinal, montou um esquema que em nada ficou a dever a notórios personagens da República, como Paulo Maluf. Jogou pesado para enriquecimento pessoal e da família.

Com as revelações do livro, quebra-se a grande defesa de Serra, algo que talvez a sociologia tenha estudado e que poderia ser chamada de "a blindagem dos salões". É quando personagens controvertidos se valem ou do mecenato, das artes, ou da proximidade com intelectuais para se blindarem. O caso recente mais notável foi o de Edemar Cid Ferreira e seu Banco Santos.

Serra dispunha dessa blindagem, por sua condição de economista reputado nos anos 80, de sua aproximação com o Instituto de Economia da Unicamp. Graças a isso, todos os pequenos sinais de desvio de conduta eram minimizados, tratados como futrica de adversários.

O livro provocou uma rachadura no cristal. De repente todas aquelas peças soltas da história de Serra foram sendo relidas, o quebra-cabeças remontado à luz das revelações do livro.

Os sistemas de arapongagem, que permitiram a ele derrubar a candidatura de Roseana Sarney no episódio Lunus; o chamado "jornalismo de esgoto" que o apoiou, as campanhas difamatórias pela Internet, as suspeitas de dossiê contra Paulo Renato de Souza, Aécio Neves, o discurso duplo na privatização (em particular apresentando-se como crítico, internamente operando os esquemas mais polêmicos), tudo ganhou sentido à luz da lógica desvendada pelo livro.

Fica claro, também, porque o PSDB - que ambicionava os 20 anos de poder - jogou as eleições no colo de Lula.

Todas as oportunidades de legitimação da atuação partidária foram preteridas, em benefício dos interesses pessoais da chamada ala intelectual do partido.

A perda do bonde do real

No início do real, os economistas enriqueceram com operações cambiais, em cima de uma apreciação do real que matou a grande oportunidade de criação de um mercado de consumo interno. A privatização poderia ter sido conduzida dentro de um modelo de fundos sociais, que permitiria legitimá-la e criar um mercado de capitais popular no país. Mas os interesses pessoais se interpuseram no caminho do projeto político do partido.

O cavalo encilhado

O fim da inflação permitiu o desabrochar de um mercado de consumo de massa, dez anos antes que o salário mínimo, Bolsa Família e Pronaf abrissem espaço para a nova classe média. Estariam assegurados os 20 anos de poder preconizados por Sérgio Motta, não fosse o jogo cambial, uma manobra de apreciação do real que enriqueceu os economistas mas estagnou a economia por uma década. FHC jogou fora a chance do partido e do país. Conto em detalhes essa história no livro "Os Cabeças de Planilha".

A falta de Mário Covas

Fica claro, também, a falta que Mário Covas fez ao PSDB. Com todas as críticas que possam ser feitas a ele, a Lula e a outros grandes políticos, havia neles o sentimento de povo. Na campanha de 2006, ouvi de Geraldo Alckmin a crítica - velada - à ala supostamente intelectual do PSDB. "Covas sempre me dizia para, nos finais de semana, andar pelas ruas, visitar bairros, cidades, para não perder o sentido do povo".

Os construtores e os arrivistas

Não se vá julgar impolutos Covas, Lula, Tancredo, Ulisses, o grande Montoro, Grama e outros fundadores do Brasil moderno. Dentro do modelo político brasileiro, montaram acordos nem sempre transparentes, participaram dos pactos que permitiam o financiamento partidário, familiares se aproveitaram das relações políticas para pavimentar a vida profissional. Mesmo assim, imperfeitos que eram - como políticos e seres humanos - havia neles a centelha da transformação, a vontade de deixar um legado, o apelo da redemocratização.

A ala intectual do PSDB

Esses atributos passavam ao largo das ambições da ala intelectual do partido, os economistas financistas de um lado, o grupo de Serra do outro. O individualismo exacerbado, a ambição pessoal, a falta de compromisso com o próprio partido e, menos ainda, com o país, fizeram com que não abrissem espaço para a renovação. Com exceção de Serra, FHC não legou para o partido um ministro sequer com fôlego político. Como governador, Serra não permitiu o lançamento político de um secretário sequer.

A renovação tímida

A renovação do PSDB se deu pelas mãos de Alckmin - ele próprio não revelando um secretário sequer com fôlego para sucedê-lo - e, fora de São Paulo, de Aécio Neves. Ao desvendar as manobras de Serra, o livro fecha um ciclo de ódio, personalismo, de enriquecimento de pessoas em detrimento do país e do próprio partido. No começo, será um baque para o PSDB. Passado o impacto inicial, será a libertação para o penoso reinício político.

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Vamos divulgar para todos !!! Um político como Serra não deve assumir poder... Nunca mais !!!

 

E a mídia continua muda e calada....

 

Espero que agora os "adoradores de Serra" consigam enxergar quem realmente ele é.

 

Isto tudo me faz lembrar o livro "O Brasil Privatizado", publicado em 1999, escrito pelo saudoso e grande jornalista econômico Aloysio Biondi. Sua escrita ajudava leigos como eu entender um pouco de economia. Neste livro Biondi detalhou e denunciou todo o desmonte do estado, que se tornaria o que hoje é chamado de Privataria Tucana. Não deixa de ser uma homenagem a esse grande jornalista o que ora acontece. Vale a pena ler o livro, é bastante oportuno e de domínio público.

http://www.fpa.org.br/uploads/Brasil_Privatizado.pdf

 

RICARDO CARDOSO

Putz Grilo. Lança-se um livro sobre a privataria TUCANA e tudo o que se discute é Zé Dirceu e Lula? Pelamordedeus!

 

 

SOCIEDADE DAS VERÔNICAS: A CONTRIBUIÇÃO DA PRIVATARIA TUCANA AO LÉXICO TUPINIQUIM
Erigutemberg Meneses
A expressão de que no Brasil tudo acaba em pizza ocupa atualmente o lugar de outra que circulava no passado: tudo acaba em samba, usada com a conotação de situações onde um crime - em especial corrupção praticada por colarinhos brancos - acabaria sem punição. A mudança de uso dos sintagmas ocorreu na década de 90. Na votação do Relatório Final de uma CPI (Comissão parlamentar de inquerito) conduzida pela Câmara Federal, após uma ação política que impediu a punição de parlamentares, os envolvidos foram comemorar em uma pizzaria. O ocorrido foi amplamente divulgado pela midia, que passou a ironizar que, no caso, a CPI terminou em pizza.
Tanto a expressão tudo acaba em samba quanto sua homônima tudo acaba em pizza tornaram-se expressões idiomáticas de uso corrente que, como unidades sintáticas, lexicológicas e semânticas traduzem o fenômeno ocorrido quando um termo ou frase assume significado diferente daquele que as palavras teriam isoladamente. A interpretação do conjunto frasal capta-se globalmente, sem necessidade da compreensão de cada uma das partes. Usam-se expressões idiomáticas a todo instante. Elas se encontram no linguajar diário, no noticiário da televisão, em anúncios dos jornais, no rádio, na tv, em discursos políticos, campanhas eleitorais, em filmes, em letras de música, na literatura, etc.
As religiões, mitologias e a história e a política costumam representar fontes inesgotáveis de expressões idiomáticas. Como exemplo de expressão de origem mitológica destaca-se o toque de Midas, significando a capacidade de enriquecimento fácil, que pode se voltar contra o beneficiado, como castigo por sua ambição desmedida. Sua origem remonta ao rei Midas, personagem da mitologia grega, rei da cidade frígia de Pessinus. Após ter libertado Sileno, mestre e pai de criação do deus Dionísio, recebeu, como recompensa que ele próprio escolhera o dom de transformar qualquer coisa em ouro, pelo simples toque. Este dom mostrou-se trágico quando Midas percebeu que nunca mais poderia comer nem beber nada. Desesperado, quase morrendo de fome, Midas implorou a Dionísio que lhe retirasse o terrível dom.
A expressão onde Judas perdeu as botas, derivada da religião, significando um lugar distante ou inacessível, teve base na descrição bíblica da traição de Jesus, vendido por trinta dinheiros por Judas Iscariotes, que, após o ato traiçoeiro, imerso em depressão e culpa, decidiu suicidar-se por enforcamento. Acontece que fora encontrado sem as botas e os trinta dinheiros não foram encontrados com ele. Os soldados deduziram então que a fortuna do indigitado discípulo estivesse escondida em suas botas desaparecidas.
A história contribuiu com a expressão casa da Mãe Joana, lugar bagunçado, onde todos podem entrar, sem maiores cerimônias. As origens guardam-se na acusação de Joana I de Nápoles, rainha de Nápoles e condessa de Provença no século XIV que teria participado do assassinato do marido e precisou passar um tempo refugiada em Avignon. Durante este período aprovou um decreto que regulamentava os bordéis da cidade, incluindo um artigo que dizia: et que siegs une porto... dou todas las gens entraron. Ou seja, ... e que tenha uma porta por onde todas as pessoas possam entrar.
A política, tão pródiga em fatos bizarros capazes de ensejar situações pitorescas passíveis de se fixarem no tempo como expressões idiomáticas, tem sido parcimoniosa na contribuição ao léxico nacional. Foi por isso que, me tomei de incontido entusiasmo, ao deparar-me com a expressão Sociedade das Verônicas, inserida no tópico A feitiçaria financeira de Verônica Serra, do livro A Privataria Tucana de Amaury Ribeiro Junior.
Ao lado de tudo acaba em pizza, o sintagma poderá fixar-se na memória popular como expressão idiomática de origem política, significando a situação em que pessoas conhecidas entre si negam se conhecerem e repudiam publicamente o concluio havido com o intuito de ludibriar a lei, embora os fatos e um conjunto de provas judiciais as contradigam. Na versão do livro, Verônica Serra, filha do candidato tucano derrotado nas eleições presidenciais de 2010, nega ser sócia de Verônica Dantas na empresa Decidir do Brasil, fundada em Miami, após as privatizações e que rompera o sigilio bancário de 60 milhões de brasileiros em janeiro de 2011. Afirma ser, apenas, membro do conselho da empresa. Confirma em nota que nunca viu Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, e nunca trocou palavras nem por telefone, nem por e-mail, nada, embora o nome das duas apareça em documentos divulgados pelo Departamento de Estado da Flórida. De acordo com A Privataria Tucana, a filha do candidato presidencial do PSDB, juntamente com outros dirigentes da empresa Decidir do Brasil, foi indiciada pela Polícia Federal e é ré em processo que corre na 3ª Vara Criminal de São Paulo apontada como autora de violação de segredo bancário, crime do qual se dizia vítima pela quebra de sigilo fiscal ocorrida na agência da Receita Federal de Mauá (SP).
Enfim, contextualizados um dos episódios constantes da privataria tucana, em expressões idiomáticas, as xarás Verônicas, abençoadas com o dom do toque de Midas e, portanto, qualificadas para transformar o quanto tocam, tomam ou afanam em ouro, associaram-se lá por onde judas perdeu as botas, decididas a ludibriarem a patuléia tupiniquim das bandas de cá, verdadeira casa de mãe joana, onde graças a togas premiadas tudo acaba em pizza numa roda de samba

 

 

O silencio da midia nao e gratuito

 

O livro “A Privataria Tucana” comprova aquilo que se sabia mas faltavam detalhes. A privatizacao foi o sequestro de bens do estado  para o usufruto dos espertalhoes  que se capitalizaram; os novos proprietarios das operadoras de telefonia. No entanto,isso so foi possivel com a cumplicidade da midia interessada nos novos negocios que surgiam na decada de 90; o filao da Internet. Mas, para isso precisava-se detonar as teles e tomar conta do mercado. 

Essa empreitada foi feita com o auxilio de um partido onibus, o PSDB, que facilitou as coisas atraves de aliados na presidencia da republica e estados; FHC e Serra sao os exemplos classicos. Portanto, o valerioduto foi o dinheiro da comissao recebida pela informacao privilegiada nos leiloes das estatais.  O butim, diga-se, a comissao, navegou pelo Caribe e assim os corsarios alimentaram o valerioduto. O mensalao foi aquilo que sobrou do valerioduto.   

 

 

 

Caro Nassif,

Você que ama tanto o Mário Covas. Ele teve lá sua participação na privataria tucana. Veja:

http://opensadordaaldeia.blogspot.com/2011/12/mario-covas-e-privataria-tucana.html

 

Desculpem pelo meu comentário simplista. Sei que jamais teremos  uma resposta sobre os US$ 80 bi  perdidos na privataria. O Brasil jamais verá a cor desse dinheiro, mas se a CPI conseguir convocar FHC e Serra para fazer essa pergunta, ficarei feliz de ver os dois gaguejando e sem ter como responder. Se o PT fez acordo na CPI do Banestado, errou. Não se faz acordo com bandidos.  Se na eleição de Luiz Inácio, este tentou não mexer no vespeiro das privatizações em troca da governabilidade,  errou duas vezes, pois o outro lado não cumpriu o acordo. Desde o primeiro dia de seu governo, o PIG/PSDB foi impiedoso com o governo petista. Mas os petistas parece que não aprendem.

 

A desejada(porem pouco confiável) CPI da Privataria.

Acredito que o Pres. da Câmara, atenderá ao apêlo público, e do pedido do Deputado Demóstenes, e autorizará, a abertura da pretendida CPI, porem acredito tambem, que assim como ocorreu com as inúmeras CPIs abertas antes, esta tambem "acabará em pizza" ou arrebentará com a atual estrutura política, ainda dominante neste Congresso, que abriga a alguns partícipes e/ou parlamentares coniventes com os casos citados pelo Amaury.

A minha confiança de que este livro, e sua repercussão, continuará a ser mantido em evidência, e continuar a "operar" e expor as vísceras do PSDB e os defensores daquelas privatarias, é a capacidade das redes sociais e dos blogs independentes, de não deixar a "peteca cair" e manter o debate em aberto, e a cobrança de punições aos responsáveis.

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Nassif, mil vezes obrigada por nos presentear com essa análise. Isso sim, nos ajuda a construir o conhecimento sobre a realidade!!!

 

Bom dia meus amigos.

Ainda bem que existe um LUIS NASSIF defendendo nosso pais.

Como eleitor, não penso em termos de partidos politicos. Penso em pessoas, em candidatos. Assim, não defendo o PT, PSDB, PMDB, PSOL ou qualquer outro PRN da vida.

Fiquei estarrecido com a nula reação da grande mídia, diante de tão graves denuncias. O silencio é altamente comprometedor e nos mostra claramente a força manipuladora que assola as opiniões do povo brasileiro. No fim até acabamos defendendo ideias habilmente colocadas em nossas mentes, por profissionais deste oficio.

Pois bem, se continuarmos aceitando de boca fechada tudo isso. NÃO PODEMOS MAIS RECLAMAR DAS CONDIÇÕES PRECARIAS DA SAUDE PUBLICA, DO ENSINO, E NEM DA NOSSA PRECÁRIA SITUAÇÃO DE VIDA.

TEMOS ENTÃO QUE NOS CONFORMAR PORQUE QUEM NÃO LUTA POR SEUS DIREITOS, NÃO TEM RAZÃO PARA RECLAMAR DA VIDA. 

SOMOS O QUE PENSAMOS E TEMOS O TIPO DE GOVERNO QUE MERECEMOS!!!!

 

Precisam ver o que um mané chamado DanielFragaBr fala no youtube sobre o livro. O cara é mestre em retorica.Eu achei estranho a forma dele falar porque ele é quem vivia falando de argumentos e tal. Cometeu varias falácias. Só falou mal sem dar argumentos. Isso é coisa de esquerdista... pt é tudo safado... comunista dos diabos... Parece até o Olavo de Carvalho.

 

Segue link do meu conterrâneo paraibano Walter Santos comentando sobre o livro.


http://www.wscom.com.br/index.php/blog/ws/post/post/O+PSDB+no+alvo+de+graves+den%C3%BAncias+-7218

 

Eu gostava do Zé Dirceu.

Mas ele se entregou ao neoliberalismo sim. Político de esquerda dando consultoria para banqueiros, empreiteiros e multinacionais? Isso é ou não se entregar ao neoliberalismo?

É se entregar da forma mais podre possível.

Lógico que não aceito o golpe que a mídia está dando no Governo Dilma, mas fiquei feliz com a queda do ministro-consultor Pallocci e espero que o Pimentel caia também.

 

Um post muito claro. Direto. Necessário. Possivelmente, incômodo para muitos, de um lado e do outro.

 

Não só o Serra se calou, como todo PSDB. Gostaria de ver os quadros éticos do partido de FHC vindo a público para dar a sua versão dos fatos.

 

A imparcialidade de Nassif é que me faz o adimirar como jornalista que é.

 

 E por mais que seu blog seja taxada de esquerdista, sua imparcialidade é explicita.

 

Por isso o respeito e o acompanho como referencia de informação diária.

 

Marcio Morais

Texto lúcido.

 

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/12/20/protogenes-confia-e...

O Deputado Protógenes Queiroz acaba de postar no twitter: Marco Maia, presidente da Câmara, marcou com ele, Protógenes, no próprio gabinete do Maia, nesta quarta feira, às 12 horas, a criação da CPI da Privataria.

 

 

Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.

Mas, mas... Nassif, você acha que é possível fechar uma era sem ruptura? Você aderiu mesmo à tese de que as transformações no BRasil ocorrem mesmo sem revisão do passado? Pergunto isso porque você diz acima que não haverá CPI. Mas estamos aqui, inclusive no blog, penso eu, nos questionando sempre sobre o sentido dessas passagens sem revisão, dessa coisa melequenta que nos caracteriza no Brasil. Sou cético, mas não acho que simplesmente sepultar as pretensões do Serra para qualquer coisa seja o objetivo de quem lê este blog...

 

 

Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.

Parabéns ao Nassif pelo artigo e pela repercussão do livro.

Só discordo quanto à questão da CPI. Deveria haver uma CPI, sim, doa a quem doer.

Mas se não houver CPI, o Ministério Público vai deixar a coisa assim, nesse pé...!?

As denúncias do livro são muito graves. Agora entendo como o ex-governador conseguiu congelar o seu próprio salário, demagogicamente, em R$ 14.850,00 brutos mensais (líquidos de IR e Previdência Pública dava em torno de R$ 8.400,00), sem um tostão de aumento durante 4 anos, e ele e a família conseguiam viver com aquilo. Vá lá que havia — e há ainda — os cartões corporativos, de uma opacidade atroz no site do governo (não se sabe quem gasta quanto e em quê), mas mesmo assim era preciso ser muito pão-duro para conseguir viver, com família e tal, com R$ 8.400,00 líquidos. Mas com os valores que transitaram pelas Ilhas Cayman agora fica fácil de entender.

Se ficar barato, se o MP não se manifestar, vai ficar estranho. Afinal, o assunto não ocorreu e terminou durante o governo; houve movimentações posteriores, compra de casa e tal, quando o ex-governador já era uma pessoa comum, sem fórum privilegiado. Isso fica assim...!?

 

Uma questão que nunca foi mencionada sobre o "mensalão": nenhum dos petistas foi indiciado por peculato que no direito, significa usar dinheiro público em benefício próprio. Enquanto o Eduardo Azeredo e Arruda foram indiciados por peculato. Isso, de certa forma, corrobora o que foi dito por outros comentaristas sobre José Dirceu.

 

Prezado Nassif, em nome dos menos esclarecidos, obrigado por salvar-nos da obscuridade das razões e das práticas políticas.


Como filiado ao PSDB praticamente desde a sua fundação nunca aderi militantemente ao partido talvez por razões semelhantes àquelas que levam estas verdadeiras (ex) referências biográficas às manchetes policiais, ou seja, cuidar de minha própria vida. A diferença é que escolhi não ser um homem público e estas pessoas sim. Escolhi viver do meu salário e elas não.


Nos anos 80, época da faculdade de engenharia na qual me formei, fui a um encontro de estudantes com o Senador Mário Covas, que pregava quase enfurecido nossa obrigação de nos tornar políticos, e canditados, caso não conseguíssemos escolher um entre os já canditados.


Certamente erramos quando pensamos o mundo apenas a apartir de nosso próprio estômago, em como satisfazê-lo. À nossa volta sempre permanecerá gritante a necessidade de atitudes e ações que podem e mudam a vida do próximo, de cada um, de todos.


Minhas observações destas desagradáveis constatações jornalísticas não querem se limitar a este ou aquele político, nem a esta ou aquela associação política. Entendo que é dever das consciências verdadeiramente humanas abranger. E abrangendo, culparíamos, por ação ou por omissão, todos os personagens contemporâneos e extemporâneos, atores desta desordem e deste desprogresso que é a república brasileira.


Não sendo esta culpabilidade factível (talvez como a própria tese da CPI) incomoda a falta de um projeto que venha a ser definido e perseguido pela massa crítica e cidadã: a deflagraçao imediata das Reformas Judiciária,  Política e de Governo. 


Não dá para acreditar que as penalizações venham a ressarcir o erário com os valores que poderiam ter sido caso a história tivesse sido outra.  É preciso antes de qualquer ação eliminar as nefastas permissividades  das leis nacionais em todos os níveis, principalmente as que dizem respeito à administração pública, aos três poderes e à interação entre eles.


Resolvidos estes fundamentos teremos uma chance maior de ter brasileiros bem educados e responsáveis, compondo um mercado gerador e consumidor de virtudes, e que naturalmente despreza redes golpistas de todas as espécies.


 


 


 


 

 

Somos um bando de marionetes usados e manipulados por uma minoria. Nada de democracia, equilíbrio e distribuição de Poder, soberania popular, nada. Tais dimensões são apenas delirios impingidos a partir do Iluminismo. Somos apenas a claque, a platéia, o fã-clube, a assistência, os torcedores, espectadores de um jogo, peça, enredo, na qual não colocamos um vírgula sequer no texto; que não mexemos nenhuma  peça no tabuleiro; que não apitamos nada. Somos tão passivos perante ele - jogo Político - quanto um pedaço de madeira bruta frente a um artesão.

A primeira dimensão é o comprimento;a segunda, a largura; a terceira, o fundo ou profundidade; a quarta, o tempo. A quinta é onde se movimenta a Política, aqui no seu sentido mais amplo, incluindo  as  dimensões econômicas, políticas propriamente ditos, psicossociais e culturais. Não se confunde com a Superestrutura de Marx. Essa é ainda de natureza REAL; aquela mais uma espécie de quintessência que está em todo lugar e em lugar nenhum e que sempre nos aparece  com a mesma face.

Só resta o caminho do Niilismo. O único, se não verdadeiro, pelo menos o menos hipócrita.

 

 

 

 

Protógenes pode levar
CPI ao Supremo

Publicado em 20/12/2011

Se a Câmara não instalar a CPI da Privataria, o deputado Protógenes Queiroz pode recorrer ao Supremo.

E o Supremo tem adotado uma posição firme: CPI é um direito da minoria.

Foi isso o que orientou o Supremo, quando permitiu instalar a CPI do Apagão Aéreo.

Essa é uma reflexão de Maurício Dias, editor especial da Carta Capital, onde assina a imperdível seção “Rosa dos Ventos”.

Numa conversa por telefone com Paulo Henrique Amorim, Dias se considerou pessimista com relação à instalação da CPI na Câmara.

(Ouça abaixo a íntegra da entrevista.)

 

O livro do Amaury pega forte em forças poderosas, especialmente nos tucanos, com José Serra à frente.

Mexe com empresas poderosas que operavam no governo tucano e operam também no governo petista.

E trata da batalha Ruy Falcão x Pimentel, em torno do controle da área da Comunicação da candidata Dilma.

Por essas e outras, Dias é pessimista quanto ao destino da CPI na Câmara.

Mas, o Supremo pode deixar o presidente Marco Maia “em péssimos lençóis”, disse Mauricio.


Paulo Henrique Amorim

 

O estampido dos Bilhões de rojões ainda está por vir.  É impossível essa maracutaia sobreviver perante nossos "3 poderes" (executivo, legislativo e judiciário), com tantas dicas de sua existência. Ou algo tá muito errado  ou  errado estou eu (um imbecil engenheiro USP). Vou começar a contagem regressiva.   E mais um detalhe:  essa mídia tem que ter vergonha na cara, por bem ou "forçada", na lei, no cabestro, no chicote, na tolerância ZERO.

 

Merval Pereira segue em defesa de Serra

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/merval-pereira/MERVAL-PEREIRA.htm

 

FabioREM, pare e pense: como o Merval poderia fazer propaganda do livro no O Globo senão atacando o Amaury? Deixe-o atacar, pelo menos o livro está sendo bem divulgado lá também.

 

Acho que, diante do que foi mencionado neste brilhante artigo, faz-se necessária a aprovação do financiamento público de campanhas políticas, ficando expressamente proibido o financiamento privado, que é o modelo atual. Dessa forma, o PT não teria se aproveitado do esquema de doleiros e paraísos fiscais, mencionados no artigo. Tampouco o Sr. José Dirceu teria feito o que fez, e nem a CPI do Banestado teria acabado em pizza. Um abraço, Nassif, e aos demais internautas.  

 

Klecyos

Na Fnac do Shopping Morumbi, em  São Paulo, encontram-se estes 2 livros na estante, lado a lado:

 

 

Re: “A Privataria Tucana” marca o fim de uma era
 

Parabéns...obra prima.

Neste trecho falou tudo e muito mais....

"A perda do bonde do real

No início do real, os economistas enriqueceram com operações cambiais, em cima de uma apreciação do real que matou a grande oportunidade de criação de um mercado de consumo interno. A privatização poderia ter sido conduzida dentro de um modelo de fundos sociais, que permitiria legitimá-la e criar um mercado de capitais popular no país. Mas os interesses pessoais se interpuseram no caminho do projeto político do partido."

 

Lesar a Pátria deveria estar na lei de Segurança Nacional. Para crimes como esse sugiro um regime de exceção, valendo para crimes cometidos no passado, presente e futuro. Perda dos direitos civis e prisão perpétua, etc.

 

Só o suicida dar o nó da própria corda.

 

" ...tudo ganhou sentido à luz da lógica desvendada pelo livro".

pois é, a inteligência conceitual, pautada por documentos públicos da nossa Torre do Tombo, de um jornalista gente como a gente jeitão caipira com papo de boteco deslavou "a blindagem dos salões" (lembrei do caseiro simples e inocente brasileiro Francenildo a revelar o quê Palocci&Cia faziam de fato na casa suspeita da República de Ribeirão), abrindo a cova política tucana para Serra&Cia - mais um poderoso da República a caminho da galeria de políticos do memorial do atraso nacional: do box migrante de trabalho duro auspicioso nas terras brasilis que a todos acolhe e tolera ao final feliz de novela nos paraísos fiscais das ilhas virgens paradisíacas passando por compras de novo rico burguês em Miami e o descanso merecido nas lindas praias do sul da Bahia onde tudo começou... a nossa visão do paraíso é o resumo da ópera de uma vida: produto vale tudo dessas lavanderias offshores da expropriação e exploração do butim ao pobre país dos brasileiros que não leva sorte mesmo com seus políticos de ideias de jerico...é só mais um revelado visível a sua índole político-moral a caminho para o ostracismo da história e da memória nacional: 

"A memória não é reconstrução do passado, mas exploração do invisível".

“a memória histórica, contrariamente à memória individual, contrariamente à memória coletiva, coloca-se sob o signo da verdade”.

"A história se esforça por estabelecer os fatos de maneira precisa e exata e por torná-los, na medida do possível, inteligíveis em sua sucessão e em seu condicionamento." 

"O acontecimento histórico faz parte de um todo cujo significado não pode ser depreendido se não se leva em conta o que os atores humanos tinham no espírito quando intervinham para fazer e sofrer a história: seus objetivos, suas esperanças, suas ilusões, seus erros de interpretação. Nesse sentido, o testemunho dos atores, mesmo em suas distorções e às vezes graças a suas distorções, traz ao historiador uma dimensão que ele tem dificuldade de apreender se o afasta. Chega sempre um momento em que ele deve, para compreender, colocar-se na pele daqueles para os quais a sucessão dos acontecimentos não foi a história, mas o cotidiano dramático. Não se pode isolar o acontecimento de seu contexto e dos atores que o viveram. O acontecimento forma um bloco." 

e a análise brilhante de seu Nassif, juntando peças soltas do quebra-cabeça desse modus operandi nas sombras do crime organizado (de causa/efeito na conduta político-administrativa) com a gestão de in/gestão da governabilidade tucana, está a jogar uma pá de terras brasilis no caixão dessa mistura de gente fina afinadíssima com  im/blog/lio e omertà. Como se diz no mundo do crime de pobres mortais sem as bençãos do podre poder impune: a casa caiu! ou melhor, o ninho caiu!

de Zé em Zé a galinha dos ovos de ouro do tesouro nacional enche o papo lúmpen/proletário de boutique... e ainda vamos chegar em Josef, o grão-mestre da arapongagem e da conspiração seja para fora seja para dentro seja para todos os lados da veia totalitária...

(quando Lênin morreu, o politburo soviético se mobilizou na sucessão entre o secretário-geral Stalin e o comandante vermelho Trotski: pois o ardiloso Josef não teve dúvida de  enviar um telegrama de contra-informação ao comandante vermelho, em missão nas neves bem longe de Moscou, comunicando-lhe a morte de Lênin e as exéquias na capital... mas, sutil como dantas, fraudou a mensagem com data vencida... de modo que o comandante enganado pela data muy amigo não participou da pompa fúnebre do grande líder comunista e Stalin foi assumindo a sucessão, de fato, da URSS).


 

 

 

"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

E a gente tem que reconhecer o quanto importante foi a vitória do Lula em 2002 contra o então candidato, Serra. Dá pra imaginar alguém como o Serra como presidente do país, o que ele não teria feito? 

Trocamos um possível corrupto em larga escala, um sewguidor da escola do Maluf, por uns ladroes de galinhas. Porque ninguém pode negar que houve corrupção no PT também, mas é impossível comparar o nível de corrupçaõ de um lado e do outro.  

O outro ponto: se Serra fosse eleito ano passado ( ele teve mais de 40% dos votos ), certamente sofreria impeachment, com todas essas informações que agora vem à tona, ou alguém tem dúvida?

A não ser que a operação abafa fosse muito bem feita, mas não vejo como ele faria isso. Com a blindagem  da grande imprensa, que ele já tem, e talvez do Judiciário? Por manobras no Congresso nacional? E, ainda trabalhando no campo das hipóteses, hoje o presidente seria o Índio, seu vice? 

Índio da Costa, presidente do Brasil, já imaginaram tal estapafúrdia?

Corremos esse risco sim. 

 

A avaliação parece correta. O que separa Dirceu do resto é que aparentemente ele não enriqueceu com isso, se tivesse já teria aparecido nos jornais. A grande diferença do PT é que apesar de tudo ainda são os mais honestos.

 

Franklin.

Nassif, esse apoio suicida da mídia ao Serra, ainda não foi devidamente esclarecido, custo acreditar que se deva a compatibilidade de pensamento economico-social etc... aí tem coisa! que ainda não foi devidamente explicada, pode ser um devaneio de minha parte, mas não posso acreditar que um grande jornal ou rede de tv, ponha em risco sua saude financeira sua sobrevivencia por mero capricho ideológico, pois quando joga fora seu bem mais precioso a credibilidade, esta abrindo as portas para a perda de tiragem circulação e conseguentemente receita!!!!!

 

Perfeito!

Serra é de uma classe que traz ao mundo a miséria e a falta de esperança, um "Bush" brazuca, que graças aos deuses e ao Amaury cada dia está mais fraco.

 

Grande texto, Nassif. Não fortalece o PT a cegueira da paixão partidária. Zé Dirceu preparou o PT para ganhar a eleição e sobreviver aos riscos que adviriam das forças poderosas de sempre. Isso tudo teve um preço. As bandeiras da ética e da luta. Fez acordos com sujos e se sujou.  Hoje, fala baixinho, não reage aos ataques, rabo-preso, sem dúvida. Foi incapaz de mostrar, com vigor, que herdou todos os esquemas corruptos nas estatais, por exemplo.

 

Uma pena que tudo isso que o livro revela não tenha vindo à tona na época em que ocorreu, pois assim o Brasil não teria tido este prejuizo que ultrapassa trilhões de reais, e olhe lá que o Amaury não analisou as outras mais de 200 estatais que foram abocanhadas por estes ladrões. O próprio Estadão ficou com uma parte da Telebrás/Embratel que, posteriormente, fracionada, respondeu pelo nome de Claro.

Claro, a imprensa ficou parte da roubo, por isso ficou em silencio naquela época e continua em silêncio. Fora o fato de que na Era FHC a PF não trabalhava. No governo Lula/Dilma mais de 17 mil pessoas foram presas por corrupção. A desgraça do Brasil é o Judiciário que não pune nem cura estes doentes ou criminosos.

 

 

...spin

 

 

E como fica o PSD(b) do Kassab, partido criado para dar abrigo a Serra em caso de naufrágio, como ocorre agora. A máfia vê de longe, claro que o malufista Kassab já sabia, de antemão, que o livro iria ser uma bomba. O Serra também sabia porque por ter feito tudo o que o livro prova, com cópia de cheques das propinas inclusive. Enfim, o Serra corre para o PSD(b) de Kassab ou fica mesmo no PSDb

 

 

...spin

 

 

A (única) falha do Amaury.

No epílogo, o jornalista "escorrega' ao tentar vender a sua impressão de que havia na direção do PT paulista, uma facção contrária à eleição da Dilma, o que não se sustenta.

A tentativa do jornalista, de "grudar" nas decisões do Palocci, e do grupo paulista do partido, naquela preparação do programa eleitoral e do márketing da candidata em Brasília, não era uma luta contra a outra ala, que estava instalada e já trabalhando em Brasília, e sim mais uma daquelas costumeiras lutas internas pelo poder e para ficarem mais próximos da candidata, e assim, sonhar com bons cargos, num governo da candidata.

Mais do que dinheiro, o que a turma do Palocci e do Rui Falcão queriam, era estar bem próximos do poder, o que conseguiram.

Por mais que alguns leitores queiram associar o "tiro no pé" dos petistas, citados no fim do livro, ele mostra apenas, que dentro de um partido, há mais do ideologia. Há o silencio e até a cumplicidade de alguns próceres do partido, em troca da governabilidade, e isso, é até certo ponto aceitável.

  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Caro Raí, não dá para esconder os problemas do PT paulista. O Rui Falcão processa o Amaury. Com isso coloca o PT "dentro" do livro. E não resta quase nenhuma dúvida que foi ele quem vazou para imprensa que o Pimentel estaria montando um grupo de espionagem para preparar dossiê contra o Serra.

Isso é lá maneira de brigar politicamente por espaço dentro do futuro governo Dilma? Quase não houve "futuro' governo Dilma, pois o Falcão deu um factoide de graça para o pig.

E o PT de SP é reincidente. É só lembrar que os "aloprados" em 2006 queriam ferrar o Serra para aleger o Mercadante e deram o segundo turno de presente para o Alkmin.

As vezes tenho impressão que o PT de SP acha mais importante conquistar o governo paulista do que o do Brasil

 

Juliano Santos

Muito boa análise dos bastidores da política e da luta interna dentro dos partidos.

 

Ivanisa Teitelroit Martins

Raí não acredite no Palocci, ele não é confiável, quando não quis revelar os clientes de sua consultoria para não ser demitido pela Dilma, ele provou que está mesmo subordinado ao mercado. O PT fez muito bem em não mover uma palha para defendê-lo, a demissão de Palocci evitou grandes retrocessos no governo Dilma, suas atitudes são sempre suspeitas

Palocci foi o coodernador da campanha de Dilma, a presidenta foi vítima de uma grande baixaria na internet e redes sociais durante a campanha de 2010, tudo patrocinado pelo candidato José Serra, por quê Palocci não reagiu para evitar o 2º turno? O PT resolveu atacar no 2º turno depois que Ciro Gomes, Protógenes, Brizola Neto, Franklin Martins assumiram um papel mais ativo na organização da campanha (com a colaboração dos blogueiros "sujos").

 

"Fica claro, também, porque o PSDB - que ambicionava os 20 anos de poder - jogou as eleições no colo de Lula. "

Como jogou as eleições no colo do Lula ?

Nassif, você está querendo dizer que o PSDB/FHC perdeu as eleições, por perder, ou seja, deu de mão beijada o poder  ao PT ?

Todas armações do PIG para levar as eleições para o 2°turno,  foi tudo combinado com o PSDB/PT ?

O FHC/PSDB perderam as eleições, porque o povo não suportava mais o governo FHC.

O país estava estagnado, sem esperança, e o Lula representava o novo, uma nova esperança, era o povo no poder. Por isso as elites brasileiras, até hoje, tem raiva, mágoa, ressentimento, nojo, desprezo, todos os piores sentimento em relação ao presidente Lula.

A conquista do poder pelo Lula/PT, foi sofrida, doída, conquistada na marra, contra a vontade das elites, mas sobre tudo, pela vontade o povo.


 

Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Ué, não foi isso mesmo que o Nassif falou?

 

"...sua condição de economista reputado nos anos 80..." ??

Este senhor é uma farsa, construída e colada com cuspe.  Caiu nela quem achava o PSDB um partido que tinha alguma preocupação com o povo; esta gente gosta mesmo é de inaugurar maquetes e de superfaturar obras.  E de colocar os muitos bilhões da privataria/obras mal feitas, etc., em paraísos offshore.  O resto é trololó direitista, desta gente que tenta desqualificar o trabalho alheio, seja o do jornalista Amaury Ribeiro Jr. (chamando seu livro de "lixo"), ou o trabalho do governo do PT, incessantemente atacado desde o primeiro dia do (excelente) governo Lula, com José Dirceu, que sujou as suas mãos, sim, e é odiado pela nossa mídia, entreguista e subserviente aos interesses externos, e pelos que sorvem do esgoto ali produzido.

 

É Nassif, isto de não sair uma CPI não pode e nem deve ficar na surdina dos conchavos. Se não por fim a isto, todas as vezes que se tente fazer algo, o Congresso e ele como sempre, irá contra o povo. Até aí nenhuma surpresa, pois o povo é importante apenas no voto, pois o compromisso, como muito bem discorrido no artigo, é pessoal e com quem financia suas campanhas.


 


Ideologias são importantes, mas mais importantes é a construção de um país, de uma sociedade mais justa. Se o povo não participar e continuar alienado que política é isto mesmo e não for para as ruas exigir o que falta neste país, não vamos sair disto e da mesmice dos partidos. Há uma frase numa barraca de praia na Bahia que diz assim "Mudam-se as moscas mas a merda continua a mesma".


 


É isto o que sempre acontece na política brasileira. Apesar de não estar no texto constitucional, ela atua de uma forma dinástica, no sentido oligárquico de Brasil. O jogo de interesse é maior do qualquer sentimento de Nação, de povo. Estão aí o resultado e penso que não podemos deixar de ir às ruas e mostrar indignação e não pedir uma CPI.


 


Acabamos de ver uma mordaça no CNJ para não punir magistrados larápios e agora vamos ver uma outra pizza tamanho privatização para não se investigar quem está no mercado financeiro, que governou o país, que está a noticiar o país. Mas deixa um bandido idiota do morro carioca que comanda um tráfico que serve delivery na zona sul ser preso que vira notícia. Como se apenas este maluco fosse bandido.


 


O conceito de bandido no país está de acordo com o gosto de quem o define na imprensa. Pelos programas policiais e pelas reportagens jornalísticas, bandido é sempre o imbecil que atenta contra a vida do outro roubando, matando ou praticando requintes de crueldades.


 


Quando a bandidagem surge a partir dos abastardos, há toda uma rede de proteção, seja salões, como você fala, seja imprensa e o sujeito é redimido e retoma para praticar as mesmas coisas de sempre, ou seja, locupletar o país. Fica a pergunta até quando o povo brasileiro vai se dar conta de que o conceito de bandido não é apenas este que se tentam definir para ele como lavagem cerebral, mas bandido vai além do que este que se impõe.


 


Esta gente é bandida e mais bandida do que o idiota favelado que se tornou, pois este não teve as mesmas chances que aqueles. Mas tiveram suas chances de boas escolas, boa vida para ganhar em cima do prórprio povo brasileiro. É nisto que o povo precisa acordar.