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A campanha que expôs a mídia - 2

Folha de S.Paulo - Delírios anti-imprensa - 31/10/2010

OMBUDSMAN

SUZANA SINGER - [email protected]
@folha_ombudsman

Delírios anti-imprensa

Corrida eleitoral gerou paranoia contra a mídia, que nada tem a ver com ceticismo em relação às fontes de informação, mas com desconfiança estéril

MOVIDA A denúncias e ofensas, a exaustiva corrida eleitoral que termina hoje produziu um efeito colateral grave: uma paranoia crescente contra a imprensa. O ódio figadal que tomou os eleitores estendeu-se aos diversos órgãos de comunicação, identificados com um ou outro lado da disputa.

Firmou-se uma convicção de que não existe jornalismo neutro, objetivo e plural. Toda reportagem teria uma segunda intenção, de favorecer alguém. Não interessa, por exemplo, se houve mesmo tráfico de influência na Casa Civil, mas sim que a mídia mainstream deu destaque ao escândalo para prejudicar a candidata do governo.

Não se trata, infelizmente, de um ceticismo saudável em relação às fontes de informação, mas de uma desconfiança generalizada e estéril.

Na guerra de versões sobre a agressão a José Serra no centro do Rio, há 11 dias, um leitor escreveu duvidando até que uma repórter da Rede Globo tenha sido ferida ("Por que não mostram a jornalista que levou um talho na cabeça?", perguntou).

"Vocês acham que nós somos imbecis" foi uma frase que se repetiu muitas vezes nas 1.436 mensagens sobre política enviadas ao ombudsman nos últimos três meses.

São leitores convencidos de que a Folha, embora não assuma, "tucanou". Ficam irritadíssimos com qualquer notícia negativa ao governo e estão descontentes mesmo quando o jornal dá um furo como o da licitação possivelmente dirigida do metrô ("Por que não colocaram o nome do Serra no título?").

Simpatizantes do PSDB reclamam menos, mas são igualmente agressivos. "Vocês querem o dinheiro do governo federal? Vão ter que dividir com o SBT, Record, Band, iG, "Carta Capital", "IstoÉ", entre outros. É o mensalão da mídia", escreveu um leitor do Espírito Santo.

No clima de Fla-Flu que se instaurou no país, cada um enxerga através das lentes do seu "time". A capa de sexta-feira da Folha, com a manchete sobre o papa condenando o aborto e a foto de Serra beijando uma santa, provocou comentários opostos, mas todos enxergando manipulação. "Lamentável. Como um jornal que se diz imparcial e crítico faz uma capa tão tucana?", escreveu um leitor.

Já outro assinante disse: "O responsável pela Primeira Página está trabalhando pela Dilma. Escolheu uma foto em que Serra beija uma santa com os olhos abertos voltados para outra direção. Fica clara a intenção demagógica de fazer média com os católicos".

É verdade que não faltam motivos para críticas. Até o primeiro turno das eleições, a Folha passou por momentos de forte desequilíbrio, mas acertou o prumo e, na reta final, trouxe reportagens importantes que sinalizaram equidistância das candidaturas.

BOATONET

As acusações contra a imprensa nem sempre nascem por geração espontânea. Muitas surgem da militância e se espalham pela web. A rede, saudada como avanço democrático na campanha eleitoral, virou terra sem lei, o reino da boataria, das acusações sem provas. Se uma reportagem passa por pelo menos quatro pessoas antes de ser impressa, na rede, não há filtro: com um clique, qualquer coisa é divulgada.

Os blogs políticos, de "esquerda" e de "direita", incumbiram-se da missão de "revelar a verdade escondida em cada notícia". Baseados em preconceitos e nos próprios interesses, traçam teorias conspiratórias e insultam jornalistas.

Seria excelente que houvesse um contrapeso ao poder da imprensa e uma forma de coibir abusos, que ocorrem diariamente. Mas o que se viu neste ano não foi isso. Com a ajuda do presidente da República, criou-se um perigoso sentimento antimídia, que é do interesse de muita gente, menos do leitor/eleitor.

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Resumo da ópera: a jornalista afirma que a imprensa brasileira tem incomparável conhecimento histórico, sociológico, político, jurídico, e que sua reserva moral lhe permite nos mostrar que somos idiotas e ignorantes, porque a verdade não é o que vivemos cotidianamente, e sim aquilo que publicam diariamente.

Lembro de um professor de Filosofia na Faculdade de Direito que dizia aos alunos para tomarem muito cuidado ao ler qualquer coisa; seguindo ele a tendência é sempre acreditar que algo, por ser ter sido impresso em jornal ou revista, seria verdade absoluta. A consequência disso é que muitos doutores ficam repetindo bobeiras colossais publicadas pela imprensa, e muitas pessoas simples, com pouca ou nenhuma instrução formal, conseguem ver que são mentiras, porque raciocinam antes.

Comecei a ler jornais em 1980, quando o país ainda era uma ditadura militar, e sempre tive predileção pela Folha de São Paulo. Durante longos períodos assinei os dois principais jornais de São Paulo, e esporadicamente lia o Globo, portanto aprendi a comparar as diferenças de linha editorial, e as diferentes formas de abordar e transmitir a notícia. E sou advogada militante, a mais de duas décadas, de modo que não é difícil detectar a maneira nada sutil que a imprensa, e de modo claro a FSP, manipulava as notícias publicadas.

Só um exemplo: na matéria sobre o parecer do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, a reportagem afirma que a auditoria apontou irregularidades mas o Tribunal acabou perdoando-as. Em direito isso não existe. Juizes, Tribunais, não recuam ou voltam atrás. Eles recebem auditorias (ou acusações, ações, etc), e depois do contraditório e ampla defesa (art. 5º e incisos da CF), julgam. Um auditor acha, pensa, sugere, emite um juizo. Um juiz julga, decide a questão, dirime controversias, porque nem sempre que acusa (ou aponta irregularidades) está com a razão.

Este é apenas um dos exemplos que me lembro agora. Só pessoas desinformadas para cairem nas manipulações grosseiras. Eu, não admito ser tapeada com tanto descaramento.

 

Registro:

Pra ombudsman da folha, Blogs não são Imprensa. Tenho certeza que alguém pode dar uma definição mínima do que seja a Imprensa que a contradiga. Mas mesmo uma definição mais elaborada não pode simplesmente reduzir o que seria a Imprensa às Empresas de mercado.

Pra ombudsman da folha, o aborto de Mônica Serra, por exemplo, é simplesmente boataria. Mesmo que a ex-aluna tenha afirmado e muitas outras ex-alunas confirmado, aquilo não é notícia, porque vêm de blogs, e blogs "não valem". Quando aparece um Baracat falando o que quer, aquilo sim é uma fonte que vale.

Acredito que no médio prazo, o jornalismo impresso vai ser engolido pelas midias eletronicas: na exata medida em que a banda larga for levada às regiões mais pobres do Brasil (vamos, lá Dilma!). Nesse sentido, os jornais impressos devem realmente estar mais preocupados que as empresas televisivas, como disse a autora. O que queria saber - se alguém tiver as informações - é sobre a natureza da relação entre Rede TV e Grupo Folha. Se já têm controle acionário, ou se ainda não têm mas intencionam isso, ou nada disso.

A hipótese é a de saber se essa campanha pró-tucana do oligopólio de midia, por parte da midia impressa, foi antes de tudo uma demonstração de força para barganhar melhor -- talvez pra conseguirem algum empréstimo do BNDES, ou pra conseguirem atropelar algum obstáculo legal -- as transformações desse tipo -- Folha + Rede TV -- na natureza dessas empresas.

Foram até o limite: a questão é saber se demonstraram força mesmo ou descobriu-se que elas não eram tão fortes quanto parecem.

 

Ao contrário do que alguns pensam, esta derrota do Serra caso se confirme será não só da midia escrita mas a falada e de alguns setores da vida social do país.

A imprensa foi o toque negativo desta eleição pelo seu sentido parcial tentando de todas as formas influir sobre os eleitores incautos mesmo de forma sutil e infelismente para a midia o povo muito sensível percebeu e isto eu creio que deve ter tido influência na eleição deste ano, além da boa performance economica que o Lula teve nestes oito anos.

Acredito que não será surpresa nenhuma se o próprio Serra tenha perdido em São Paulo, mesmo que seja por pouco mas um empate técnico neste estado significa vitória porque o fiel da balança se encontra noutros estados e lá indiscutivelmente a Dilma tem maioria.

Mas a midia, igualmente ao Serra despencou morro abaixo e se por acaso houver alguém ligado ao ramo que se proponha a invadir este recinto se dará muito bem por que os dias estão contados para esta midia escrita que foi assim tão parcial e as "famiglias" (cosa nostra) terão que repartir o bolo dos editoriais e até talvez dando um pedaço maior para este próximo recém-chegado.

 

O QUE SERIA COIBIR ABUSOS SUZANA SINGER? Faltou Esclarecer. QUAL SERIA SUA PROPOSTA?

Acho bom deixar claro ou será acusada (injustamente) de apoiar a censura.

 

esta ombudsman deve ter chegado de Plutão esta madrugada.

 

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Suzana Singer:

Não somos beócios! Mas mesmo que o fôssemos, mereceríamos o respeito da nossa imprensa ao menos pela nossa condição de cidadãos. Por tudo o que vimos/lemos, (e CONTINUAMOS a ler) vocês nos tratarem como imbecis, sem vontade própria para procurar e nos informar dos “fatos” que vocês nos apresentavam, HOJE, formamos a convicção de que nossa imprensa não nos respeita! Se esta noção é apenas um delírio anti-imprensa, é problema nosso, afinal, o que poderiam esperar de “beócios delirantes”?

Vocês nos empurraram goela abaixo a sua visão de que em nome da democracia e da liberdade de expressão (e de imprensa), vocês podem fazer, dizer e mostrar o que quiserem. Pois agora, em nome desta mesmíssima democracia e liberdade de expressão, dizemos: AGORA não acreditamos mais em vocês!

E ESSE problema, é de vocês! Continuem acreditando que abusus non tollit usum (como prova esta matéria) e vocês serão derrotados eleição após eleição, leitor após leitor...

 
 

Esta senhora deve considerar os leitores da Folha (entre os quais não me incluo, há anos) uns retardados mentais. Será que ela acha que ninguém viu a FSP distorcer fatos para beneficiar seu candidato, Serra, ou prejudicar Dilma? Sei disso pelo que li aqui no Nassif, no Conversaafiada, no Azenha, no Rodrigo Vianna, no Brizola Neto, Carta Maior, CartaCapital, etc., fonte da minha confiança.

 

É muito fácil conseguir o que o ombudsman quer: faça com que a imprensa seja menos tendenciosa, menos sabuja. Procurem ser mais honestos naquilo que fazem. Certamente, agindo com mais correção, não sendo mais um partido polítco, aliás, vocês são, na realidade a oposição política no Brasil. É caro que ninguém, além de vocês mesmos, gostam de tamanho descaramento.  

 

nassif:

a moça  SINGER é da turma dos "muito vivos" ou é tão bobinha que acredita no que escreveu?

e os blogueiros são os culpados!

o otavinho é um santo homem: companheiro legítimo do bento 16.

romério

ps. a moça SINGER poderia se perguntar porque a FSP não falou da empresa da filha do SERRA.

os volumes de dinheiro lá são expressivamente mais altos que as tapiocas cobertas pelos

assalariados do otavinho.

 

Com todo o respeito, o Paul Singer tem um ótimo cérebro, mas péssimas gônadas.

 

Ela é ombudsman!?!?!?!?!?!?!?

Faltou concluir a proposta que está implícita no artigo: não à internet e aos blogs! Por culpa do Presidente da República o povo desconfia mais da grande mídia e isso é péssimo!!! A começar para o emprego dela... Ehehehehe

 

Esqueçam tudo o que viram, leram ou ouviram a respeito da Folha, inclusive o fato de que sua Diretora ter dito que os jornais tomaram de assalto a...oposição!! Agora sabemos o motivo das denúncias do METRÔ terem nos últimos dias tomado corpo, a FOLHA desistiu do SERRA e agora quer passar a borracha e começar de novo!! Conta outra Sra. Suzana, o público é mais astuto e sabe o que é a FOLHA DE SÂO PAULO. TÔ FORA! CONTA OUTRA!! O que mais me irrita é ver esta tentativa estúpida de mais uma vez querer dizer-se imparcial, foi-se o tempo, a FOLHA consumou sua ideologia tucana.

 

   Triste tarefa, defender  "in" defensável.

 

Pergunto a Onbusdman se ela acha que criar filtros na rede é uma boa maneira de ser favolrável a liberdade de imprensa

 

Só comento dois  trechinos do texto da ombudsman:

Folha passou por momentos de forte desequilíbrio, mas acertou o prumo e, na reta final, trouxe reportagens importantes que sinalizaram equidistância das candidaturas.

Prefiro pensar que a equidistância da folha foi em relação ao bom senso e à verdade.

 

Baseados em preconceitos e nos próprios interesses, (os blogs políticos) traçam teorias conspiratórias e insultam jornalistas.

Baseado em quê a Folha publicou tudo o que publicou: ficha falsa, manchetes acusatórias contra a Dilma ("prejuízo de 1 bi"), comentarios sexistas de seus jornalistas, etc?

O problema não é o jornal escolhar um candidato como mais consistente para uma determinada eleição (a Carta Capital fez isso, alguém se queixou?): o problema não é a escolha eleitoral, mas a escolha jornalística, a briga constante com os fatos, como vem ocorrendo há anos (e não apenas na disputa eleitoral).

 

Alguem viu a capa da folha de hoje ?????????????????

 

uma ilustração BIZARRA !!!  O texto apontava a vitoria de Dilma .... Mas a ilustração mostrava os candidatos RODEADOS DE BRASILEIROS COM CABEÇAS DE BURROS E OLHOS VENDADOS ...

 

ou seja a imprensa continuara seu jogo sujo apos as eleições ....

 

Se ela diz que existe "uma desconfiança generalizada e estéril", fico a me perguntar, se é generalizada, cabe uma reflexão, pois se todos possuem uma determinada percepção ,e você possui outra, ou você está errado, ou está projetando uma imagem distorcida. Em ambos os casos, não devemos culpar o leitor, e sim, buscar corrigir a nossa atuação.

Também não adianta brigar com a internet, são os novos tempos, não adianta tentar brigar com o moinhos de vento ou contra a gravidade. Inegavelmente existem boatos na internet, que é um espaço não regulado, aonde qualquer pessoa, pode postar o que lhe desejar (se bem que hoje, a internet não é um mais um espaço sem lei, as pessoas estão sendo responsabilizadas e respondem no tribunal por suas práticas na web). O que não podemos aceitar, são jornais e seus jornalistas postarem boatos como se fossem notícia. Lembram-se da Ficha Falsa de Dilma? Lembram-se da morte do Senador Romeu Tuma? É aceitável que profissionais da informação propaguem boatos como notícia?

ACM falou em dado um determinado momento (não me recordo das palavras exatas) que se o fato não tivesse sido noticiado na Globo, tal fato não existia. Com a internet isso mudou, é contra isso que a Folha pretende lutar?

A minha impressão é que a denúncia contra Serra apenas no final da eleição, com o quadro praticamente definido, não é satisfatório para qualificar a Folha como um veículo de mídia isento. Se ela admite que houve um certo favorecimento à Serra no primeiro turno e todos sabemos que a Folha já suspeitava de problemas na licitação do Metro com antecedencia de 6 meses, com certeza suficiente para registrar em cartório o futuro resultado da licitação, como a Folha se permitiu adotra uma postura que tendia a favorecer o candidato tucano ,por no mínimo, todo o primeiro turno?

O caso da bolinha de papel assassina marcante nestas eleições, e sobre isso não vou nem  escrever nada, mas penso que este não seja o momento de responsabilizar o leitor ou a blogosfera pela perda de credibilidade de boa parte da mídia. Acredito que o momento é de revisão das suas práticas.

 

Só terá sido estéril se as assinaturas não declinarem, se as sugestões continuarem a ser seguidas pelos leitores, e haverão muitos, pois A democracia é feita de maioria absoluta, mas o que se define é quem defende a mentira como direito de uma bandeira e  condena  outra bandeira por causa correlacionada com a mentira dizendo-se idôneo. Não terá sido estéril porque vimos quem quer vender o patrimônio nacional alegando a inabilidade do brasileiro em tratar com tais valores e vende barato com o apoio do empregador da ombudsman e outros asseclas da vendeta nacional.

Ao lixo a retórica vencidas do derrotado que diz que sua derrota será estéril!

Que estéril sejam aqueles que desejam vender a nação por um pouco de holofote, pois o holofote jamais falará mais forte que o povo e esse não cabe no estreito feixe do holofote!

Abaixo os vendilhões do Brasil! Que o Brasil se erga ante tantos sanguessugas em oportunismo!

 

Erra a reportagem da folha, nem toda mídia sai perdendo credibilidade da eleição, ganham o Estadão e a Carta Capital que numa atitude de respeito para com o consumidor de suas mídias, disseram de maneira clara e explícita que apoiam sim determinado candidato, e, por incrível que possa parecer, foram MAIS imparciais que a tríade Veja, Globo e Folha, pretensamente imparciais...

 

Li e gostei.

Pra mim é um ato de desespero da Folha que tá se borrando.

Agora ela ta com medo das consequencias dos seus proprios atos.

Novas leis que irão penalizar os jornalistas, a exemplo das leis norte-americanas, principalmente contra reportagens sem fundamento, baseadas em achismos e com intuito de prejudicar.

Se borra mesmo....porque foi a propria Midia que trepidiou em cima do cidadão brasileiro.

E viva a internet que foi a verdadeira vitoriosa nessa eleição.

 

Ele falou textualmente em Erenice, contra a qual até agora não encontraram nenhuma prova. Mas e o Paulo Preto? E a Alston?

Essa denúncia de metro é muita fraca, e sobre a grave denuncia do Amaury, não denunciaram por quê?

Cara de pau! Imprensa é uma coisa, empresa que trafica informação é outra, muito diferente. Eles fazem escambo de notícia por dinheiro e vem com essa cara de pau.

Isso parece mais uma confissão do que uma crítica.

 

Fiquei contentissimo com o artigo da ombudsman. Ele acusa que a Folha sentiu o golpe. Ele acusa que a internet veio pra ficar como alternativa de informacao. Se assim nao fosse, nao haveria porque escrever esse artigo. Gente, campanha eleitoraL nunca mais sera a mesma. Fora PIG !!!

 

"Toda unanimidade é burra, porém nem todo ceticismo é inteligente".

Eis o que entendi:

A BATALHA ESTÁ PERDIDA, MAS NÃO A GUERRA! NÃO VAMOS ENTREGAR A RAPADURA ASSIM TÃO FÁCIL, TEM MUITA GENTE AINDA QUE PODE SER MANIPULADA.

Dilma pode continuar a seguir a cartilha de Lula, ir comendo pelas beiradas, apostando na inteligência do seu povo e construir uma nova sociedade mais lúcida que irá sempre vencer a podridão como mais uma vez, parece ter acertado, ainda que os custos para todos tenham sido tão elevados.

Ou Dilma pode, agora com maioria parlamentar (boa parte ainda esperando uma mesada), fazer uma aposta diferente, mas que irá exigir uma extrema coragem. Bater de frente.

Ela já deu uma primeira impressão de que escolherá este caminho: "Vou governar com minha coligação" no lugar dos chavões conciliatórios tradicionais. E em seguida "Ninguém vai conseguir me afastar do Presidente Lula".

Vamos reconstruir o Brasil. Vamos dizer a V,Sas, que elas são servidoras do povo brasileiro.

 

 

A ombudsman, que deve ser formada em jornalismo, deveria estudar um pouco mais.

Ela escreveu "Firmou-se uma convicção de que não existe jornalismo neutro, objetivo e plural". Cara onbudsman, NÃO HÁ JORNALISMO NEUTRO, OBJETIVO E PLURAL!!

A Senhora deveria se debruçar sobre o livro "cultura e democracia", da Professora Marilena Chauí, e entender um pouco de discurso ideológico. NINGUÉM É NEUTRO!!!Por isto o bom jornalismo tem algumas regras básicas como ouvir o outro lado, o contraditório.

A Senhora perdeu a oportunidade de ficar calada, pois demonstrou uma ignorância sobre análise do discurso típica do senso comum.

 

Muito tarde a reação da Folha em busca de uma "neutralidade". Ela foi instrumento da campanha do Serra o tempo todo.Como viu que não adiantava, pois ele não conseguiria vencer nem com toda a imprensa a favor dele, resolveu maneirar no final. Uma pena. Um dia a Folha já foi um grande jornal. Hoje se parece com jornais que leio no interior, sempre a serviço do prefeito local. E em São Paulo o prefeito, ou melhor o governo estadual, é há 16 anos do PSDB.  Melancólica a manifestação da Ombudsman. Tardia e melancólica.

 

Esse cargo de ombudsman é mais uma jogada fake da Falha. Quando os outros anteriores tentaram de fato exercer o que seria de se esperar dessa função, uma espécie de ouvidor, corregedor, ou coisa que o valha, foram devidamente defenstrados pelo Otavinho.

Essa moça então, está aí e não passa de mais uma funcionária do herdeiro do Frias. Em versão mais light que a Cantanhede, é claro. Mas no substancial não difere muito.

Falar de paranóia anti-mídia é não saber de nada que se passa fora dos aquários.do pig. E ainda ataca a blogosfera, deixando claro de que lado está da trincheira

 

Juliano Santos

Hoje. Só acredito no WIKILEAKS (www.wikileakes.com). Fiz contribuição via paypal com o maior prazer do mundo. A OMBUDSMAN esqueceu que deve ser independente, ou será que afeiçoou ao cargo?

 

Pois é, já é uma mostra da tônica desta mídia golpista para o pós-eleição: desconversar, afirmar que há exageros nas avaliações dos leitores, valorizar o lado serrista como "equilibrado"... afirmar que o trabalho nas redações é profissional e ético... rsrsrs

O que vem é: mais do mesmo! E não somos otários não.

Agora virá uma onde de desqualificação: das eleições, de Dilma, do Brasil, da economia... 

O choro dos perdedores (UDN) será levado ao AR, escondendo o país em festa pelos avanços democráticos.

 

É por essas que não acredito numa reformulação do jornalismo, pois quem não reconhece o erro jamais mudará.

Infelizmente!

 

Essa ombudsman é uma 'face of wood'.....

 

"...de favorecer alguém..."

favorecer alguém, não, mas José Serra, sim!

 

Tem certeza mesmo que essa moça é  ombudsmann?? Ou seria  Onbudswoman???

 

Está mais para filha do patrão.

 

 

Como essa senhora pode falar em imparcialidade da Folha nestas eleições.

Ela sabe qual o vnículo que a Eliane Cantanhede tem com o Serra? Ela sabe qual o vínculo que o Giberto Dimentein tem com o Serra? Essa senhora fala que uma reportagem passa pelo filtro de quatro pessoas antes de ser publicada. Ela não sabe que na Folha qualquer reportagem pode passar po 200 pessoas, que no final o que vale é a opinião do dono.

 

Até a triste figura da Judith Brito veio a público assumir que a imprensa jogou um papel de partido nestas eleições, e a Folha vem dizer que foi imparcial e meramente jornalística? O Brasil está precisando urgente de uma Lei da Mídia, porque não dá para continuar defendendo valores do século XIX para uma instituição que já mostrou e provou que não é isenta - aliás, alguém ainda acredita no conceito de isenção, tal como foi formulado desde o século XVIII?

 

Em que planeta esta senhora estava.

 

Cara, que triste ver a Folha de São Paulo acabar desse jeito.

 

1/10/2010 - 11h27

Eliane Cantanhêde comenta futuro de Serra caso Dilma vença

DE SÃO PAULO

Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, fala sobre o futuro do tucano José Serra caso a vitória da candidata Dilma Rousseff (PT) se confirme nestas eleições.

Segundo Cantanhêde, Serra será um peso importante na oposição. "Ele tem uma personalidade difícil, mas uma liderança natural pelo respeito que tem como homem público. Ele vai ser um peso importante e vai dar credibilidade", comenta a colunista no áudio abaixo.

Ouça a Rádio Folha

 

"Segundo Cantanhêde, Serra será um peso importante na oposição":

Se depender do proximo governo ele nao vai conseguir fritar batatas em butekos.

 

Esta "ombusdswoman" ou é alienada ou se faz de. Usando manobras evasivas, tenta colocar seus patrões como oráculos da verdade, como arautos da justiça e da equidade, diante de radicais à esquerda e à direita, "jogando" todos no mesmo "saco de gatos". É como disse o pensador Alain Tourraine: "no Brasil há dois partidos de direita: os militares e os jornais". O que a "Folha" tem feito nos últimos 8 anos é tudo, menos jornalismo isento. Trata-se de uma incansável iniciativa em descontruir a imagem do governo, omitindo e minimizando tudo quanto é ato ou resultado positivo e maximizando e manipulando (para tornar quase apocalíptico) toda e qualquer falha. Eu não pediria bajulação ao governo Lula -- que, bem ou mal, fez muito mais coisas boas que ruins --, mas, um mínimo de isenção. Porém não sou ingênuo de esperar isso dessa grande mídia inominável de que dispomos.

 

O que não entendo bem é sempre achei que uma pessoa num cargo de ombudsman de um órgão deveria entender alguma coisa sobre o funcionamento do campo em que esse órgão atua, não? Por que no texto se admite que o jornal "passou por momentos de forte desequilíbrio", mas o tema central busca culpar o leitor/eleitor pela pouca confiança na imprensa? Pelo pouco que entendo, mesmo sendo mestre em comunicação, a credibilidade de um jornal se mede dentro de um contexto, e não de algumas edições como as citadas pela autora. como moro em Recife, não acompanho a Folha de São Paulo, a não ser pelos comentários que correm pela internet, não sei mesmo se ela "acertou o prumo" nas últimas semanas. ora, se um jornal é capaz de colocar em risco sua credibilidade publicando em sua capa um SPAM, do qual depois se disse que não se podia comprovar autenticidade (e se não tem autenticidade comprovada é falso até que se possa comprovar), "acertar o prumo" ainda é muito pouco para querer a confiança de quem está lendo. se alguém tem o direito cometer o erro de ser passional nessa relação com a informação certamente é o leitor. agora, se um jornal não estima seu capital mais precioso, por que o leitor deveria? tentar colocar o problema como uma grave "paranóia contra a mídia" é só levar em conta um lado da questão. a questão da "paranóia"  não se resolveria se os jornais, que são os atores desse processo, decidissem voltar a fazer aquilo que a sociedade espera deles? tentar colocar a culpa do sentimento anti-imprensa exclusivamente nos outros, inclusive no usual bode-expiatório das falas e ações do Presidente da República, parece-me apenas o mesmo corporativismo que sempre critiquei em meus colegas de curso de jornalismo. um ombudsman não deveria ser mais do que isso?

 

O que não entendo bem é sempre achei que uma pessoa num cargo de ombudsman de um órgão deveria entender alguma coisa sobre o funcionamento do campo em que esse órgão atua, não? Por que no texto se admite que o jornal "passou por momentos de forte desequilíbrio", mas o tema central busca culpar o leitor/eleitor pela pouca confiança na imprensa? Pelo pouco que entendo, mesmo sendo mestre em comunicação, a credibilidade de um jornal se mede dentro de um contexto, e não de algumas edições como as citadas pela autora. como moro em Recife, não acompanho a Folha de São Paulo, a não ser pelos comentários que correm pela internet, não sei mesmo se ela "acertou o prumo" nas últimas semanas. ora, se um jornal é capaz de colocar em risco sua credibilidade publicando em sua capa um SPAM, do qual depois se disse que não se podia comprovar autenticidade (e se não tem autenticidade comprovada é falso até que se possa comprovar), "acertar o prumo" ainda é muito pouco para querer a confiança de quem está lendo. se alguém tem o direito cometer o erro de ser passional nessa relação com a informação certamente é o leitor. agora, se um jornal não estima seu capital mais precioso, por que o leitor deveria? tentar colocar o problema como uma grave "paranóia contra a mídia" é só levar em conta um lado da questão. a questão da "paranóia"  não se resolveria se os jornais, que são os atores desse processo, decidissem voltar a fazer aquilo que a sociedade espera deles? tentar colocar a culpa do sentimento anti-imprensa exclusivamente nos outros, inclusive no usual bode-expiatório das falas e ações do Presidente da República, parece-me apenas o mesmo corporativismo que sempre critiquei em meus colegas de curso de jornalismo. um ombudsman não deveria ser mais do que isso?

 

Mas que sofismas! Baita truculência.

Xiiii! A tal folha é sempre falha.

 

Minha análise!

Televisão: A Bandeirantes foi a mais neutra; A Globo é hiper TTTTUUUCCCAAANNNAAA!; A RECORD é do LULA! A VEJA é ........ ( UMA VERGONHA )! A IstoÉ se posicionou ultimamente para o Lado da Dilma!; A SBT, MORNA?!!!!?????? A Carta Capital é da Dilma! A Folha mudou de linha, começou HIPER TUCANA mas agiu quase imparcialmente nos últimos 20, 25 dias! O Estadão é SERRA mas mantém uma seriedade! Agora que existe o PIG, existe: Isto é inegável e precisa ser revista a sistemática de controle dos órgãos de informação!!!!!! VIVA A DEMOCRACIA!!! DILMA 13!!!

 

Nassif

Por falar em "delirio persecutório, recebi, de madrugada, por e-mail, vídeo do Programa do Jô, em que o convidado é o Carlos Verezza e que supostamente iria ao ar nesta semana mas teria sido vetado pelo governo. Assistindo à entrevista, em que o Verezza faz duras críticas ao PT e ao presidente Lula, achei que ela era uma entrevista antiga, à qual eu já havia visto alguns anos atrás, se não me engano, lá por 2006-7. Fiquei curiosa e fui ao site do programa. De fato, vendo as entrevistas desta semana, dá para notar que o modelo da mesa e do sofá no cenário são diferentes dos que aparecem no vídeo do Verezza.

O estranho é que, a menos que eu tenha feito a busca de modo incorreto, ela não consta do arquivo de vídeos, embora haja entrevistas muito antigas ainda disponíveis. Sinceramente, receber vídeos nesta campanha não é novidade, mas de fato estranhei não encontrar qualquer referência sobre esta, especificamente, no site do programa.

Minhas buscas foram feitas usando os termos Carlos Verezza, Carlos_Verezza, carlos_verezza, verezza.

Coloco o post para possível verificação e para ter certeza de que não se trata de ação coordenada por parte do programa. Ou eu fiz pesquisa de forma incorreta ou é mais um "delírio". Peço ajuda para me esclarecer!

 

haha, e no final é só colocar a culpa no presidente por uso da máquina do estado

 

Outro dia lí que louco é aquele que passa acreditar em tudo, ela realmente acredita no ela escreve!

 

Cópia da mensagem que mandei para a Ombudsman:

Cara Ombudsman,

Em relação à sua coluna desse domingo, cabe tecer os seguintes comentários:No próprio título, a senhora já deixa claro sua posição, ao desqualificar as críticas contra seu jornal as chamando de "delírios". Essa não é uma postura que se espera de um Ombudsman. Essa falta de humildade (para dizer o mínimo) em reconhecer os próprios erros que acomete seu veículo, parace ter contaminado também suas análises. Não espero que a Ombudsman concorde com todas as críticas, mas espero que suas respostas se pautem por argumentos. Nunca por desqualificações prévias.É inegável que a cobertura do seu jornal tem sido francamente desequilibrada durante toda a campanha eleitoral. Inclusive no segundo turno. O que dizer da tentativa do jornal de continuar imputando à campanha petista a quebra de sigilos que "estrelou" o primeiro turno, quando todas as evidências apontam para uma luta intestina do PSDB, anterior à escolha de seu candidato?O descrédito que recai sobre seu jornal e o resto da imprensa corporativa é justamente resultado desse comportamento. Não importa o fato em si, o que importa é martelá-lo e martelá-lo, de forma a esculpir uma versão desabonadora à candidatura "inimiga". Sem contar a desproporcionalidade entre o fato e os obuses apontados contra ele. Quinze dias de bombardeio contra a quebra de sigilo fiscal, contra a suposta instrumentalização do Estado e nada, nenhuma linha, nenhum erramos, nenhuma dignidade ao noticiar o depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Jr à Polícia Federal. Pelo contrário, seu veículo insiste em martelar ferro frio, para tentar ligar esse fato à campanha petista.A "desconfiança generalizada" que a senhora bem identifica, tem origem nesse comportamento. A imprensa, ao tomar para si a incumbência de fazer oposição política, ao se colocar no papel afoito de desnudar um lado e, ao mesmo tempo, manter bem trancado o armário de esqueletos do outro, cavou a vala para sua própria credibilidade.Mas a desconfiança não é "estéril", como a senhora aponta. Essa desconfiança gerou, além da indignação, um movimento espontâneo (sim) de buscar os fatos atrás das versões produzidas e embaladas para consumo das massas. A rede que espalha boatos também os desfaz. A rede que espalha versões verossímeis, mas fraudulentas, de um fato, também as desmonta. Venham eles do submundo da política ou de jornais, revistas e redes de tv. Isso parece que a imprensa corporativa ainda não entendeu .E a vala que a imprensa cavou para si é tão funda que, mesmo agora quando parece se aperceber onde se meteu (mais uma vez, com suas próprias mãos, pés, palavras, papel e tinta), será muito difícil sair. Se o passivo no balanço das empresas de comunicação já assusta, o que fazer quando se perde o principal ativo? Como recuperar a credibilidade perdida?Como a senhora bem disse "cada um enxerga com as lentes de seu time" e a imprensa precisa tirar suas lentes para ver com maior acuidade. A perda de credibilidade é fato consumado. A dissonância entre o que a imprensa vê e o resto do país (e do mundo) enxerga em relação a esse governo é gritante.Não espero que a imprensa passe a ser governista, mas é preciso preservar o mínimo de "liturgia do cargo", para usar uma expressão cara à própria.Falta pluralidade de opiniões. Falta contraponto. Sempre os mesmos "especialistas" são convidados a dar ressonância à posição do jornal. Falta ouvir (e dar voz) ao outro lado. Os contorcionismos para procurar sempre um lado negativo nas notícias positivas são risíveis. E contumazes. A falta de respeito no tratamento às figuras da república é acintosa. E as críticas à imprensa são sempre entendidas como um "atentado à liberdade de expressão".Ou como "delírios anti-imprensa".Atenciosamente,José Raineri

 

Folha. Juntando os cacos sem cola

 

O papel de Ombudsman em um jornal é principalmente servir como ponto de reflexão e auto-crítica pelo veículo de informação. Nesta campanha, em apenas dois momentos, a Folha resolveu tornar público que se deu conta da existência daquilo que eles tratam como um submundo sombrio, a rede, a internet. Mediante o fato de que a internet vem crescendo como veículo interativo da informação e concorrendo com os meios tradicionais de comunicação, não há de se esperar que a velha mídia possua boas relações com tal novidade. A estratégia tem sido a dos candidatos que estão à frente nas pesquisas: não aceitar provocação e fingir que não é com ele. O primeiro episódio em que a Ombudsman Suzana Singer lembrou que a concorrência incomodava foi no episódio do twiter, quando o movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares ("trending topics") do Twitter em todo o mundo (leia aqui). Os internautas postaram milhares de manchetes falsas contra Dilma como sugestão para a Folha, ridicularizando a manchete claramente eleitoral do domingo 05/09, "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma", em que conforme a própria Suzana, uma semana depois admitia que a Folha avançara o sinal. Esqueceram que a internet permite hoje, o direito de resposta que os jornais negam a seus réus. O vídeo de Dilma respondendo à Folha pipocou de blog em blog (aqui). Ignoraram que a crítica é construída e reconstruída por toda a rede. Substimaram que há formação de opinião além da mídia tradicional e que há reação.

Mas a auto-crítica de Suzana não mudou a linha editorial da Folha. Mantiveram a atitude de quem está ganhando o jogo. Fingiram que a blogosfera não existe. Sempre preocupados com a panfletagem articulada das denúncias vociferadas contra Dilma por Serra, nunca escreveram uma linha para explicar ao seu público o que o candidato queria dizer com “blogs sujos”. Na última semana de campanha, abandonaram o Titanic de Serra, publicando o escândalo das licitações de cartas marcadas do Metrô, com a expectativa de resgate da credibilidade perdida. Apenas no dia em que se definirá o(a) próximo(a) Presidente da República, com todas as pesquisas indicando 10 ou mais pontos de vantagem para Dilma Rousseff, ou seja com a situação praticamente definida, é que a Folha resolveu lembrar-se novamente da rede. Mas agora é para responsabilizá-la por “boatos” que levaram as pessoas a suspeitarem de que a Folha tinha um lado. A ombudsman, como pode ser lido no post de Nassif, chama delírios anti-imprensa o movimento de índignação e protestos de seus próprios leitores. Ora, como disse Emir Sader em entrevista a Conceição Lemes noViomundo, “não nos esqueçamos que a dona Judith Brito, executiva da Folha e vice-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), disse que eles são um partido político.” Otávio Frias Filho, dono da Folha participou do “encontro público (a R$ 500,00 por cabeça) organizado pelo Instituto Millenium” onde os lacaios de Globo, Abril, Folha e Estadão explicitaram os objetivos de impedir a eleição de Dilma Rousseff e a aprovação das deliberaçoes de democratização dos meios de comunicação aprovadas pela Confecom (leia mais aqui e aqui). Não é preciso nem analisar o conteúdo da imprensa para dizer se ela tem um lado. Mas sempre esse papel foi cumprido pela blogosfera como já escrevi aqui. Por que a Folha esperou a Dilma trazer o assunto no debate para falar sobre Paulo Preto? Por que a Folha esperou a advogada de Eduardo Jorge lhe trazer os conteúdos da Polícia Federal quando as informações sobre Amaury Ribeiro Jr. estavam nos sites do Azenha, do Nassif, do Amorim, para não citar outros jornalistas e blogueiros? Por que ao tratar deste assunto, preferiu focar nas supostas ligações de Amaury com a campanha de Dilma, e ignorar as informações do jornalista de que o dossiê e quebra de sigilos foram encomendados por Aécio contra Serra? As informações estavam por aqui. Quem omitiu ou era mal informado ou mal intencionado.

Mesmo que agora a Folha decida entregar a cabeça de Serra em uma bandeja, dificilmente vai resgatar a credibilidade perdida. Deitaram e rolaram. Passadas as eleições e com seu candidato supostamente derrotado, tentam rapidamente arrumar a casa e limpar os vestígios de seu jogo sujo, como se fosse possível. Ao olharem para a frente, esquecendo ou querendo que esqueçam o que fizeram, dão de cara o fantasma dos Conselhos de Imprensa. A proposta apoiada até por setores do DEM e do PSDB, como disse Jânio de Freitas no artigo também publicado por Nassif, é tratada como chavismo. Se eles vão continuar a fingir que esta blogosfera não existe, eu não sei. Mas com certeza, podem contar conosco em campanha permanente pela implementação das deliberações aprovadas na Confecom.

 

Folha. Juntando os cacos sem cola

 

O papel de Ombudsman em um jornal é principalmente servir como ponto de reflexão e auto-crítica pelo veículo de informação. Nesta campanha, em apenas dois momentos, a Folha resolveu tornar público que se deu conta da existência daquilo que eles tratam como um submundo sombrio, a rede, a internet. Mediante o fato de que a internet vem crescendo como veículo interativo da informação e concorrendo com os meios tradicionais de comunicação, não há de se esperar que a velha mídia possua boas relações com tal novidade. A estratégia tem sido a dos candidatos que estão à frente nas pesquisas: não aceitar provocação e fingir que não é com ele. O primeiro episódio em que a Ombudsman Suzana Singer lembrou que a concorrência incomodava foi no episódio do twiter, quando o movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares ("trending topics") do Twitter em todo o mundo (leia aqui). Os internautas postaram milhares de manchetes falsas contra Dilma como sugestão para a Folha, ridicularizando a manchete claramente eleitoral do domingo 05/09, "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma", em que conforme a própria Suzana, uma semana depois admitia que a Folha avançara o sinal. Esqueceram que a internet permite hoje, o direito de resposta que os jornais negam a seus réus. O vídeo de Dilma respondendo à Folha pipocou de blog em blog (aqui). Ignoraram que a crítica é construída e reconstruída por toda a rede. Substimaram que há formação de opinião além da mídia tradicional e que há reação.

Mas a auto-crítica de Suzana não mudou a linha editorial da Folha. Mantiveram a atitude de quem está ganhando o jogo. Fingiram que a blogosfera não existe. Sempre preocupados com a panfletagem articulada das denúncias vociferadas contra Dilma por Serra, nunca escreveram uma linha para explicar ao seu público o que o candidato queria dizer com “blogs sujos”. Na última semana de campanha, abandonaram o Titanic de Serra, publicando o escândalo das licitações de cartas marcadas do Metrô, com a expectativa de resgate da credibilidade perdida. Apenas no dia em que se definirá o(a) próximo(a) Presidente da República, com todas as pesquisas indicando 10 ou mais pontos de vantagem para Dilma Rousseff, ou seja com a situação praticamente definida, é que a Folha resolveu lembrar-se novamente da rede. Mas agora é para responsabilizá-la por “boatos” que levaram as pessoas a suspeitarem de que a Folha tinha um lado. A ombudsman, como pode ser lido no post de Nassif, chama delírios anti-imprensa o movimento de índignação e protestos de seus próprios leitores. Ora, como disse Emir Sader em entrevista a Conceição Lemes noViomundo, “não nos esqueçamos que a dona Judith Brito, executiva da Folha e vice-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), disse que eles são um partido político.” Otávio Frias Filho, dono da Folha participou do “encontro público (a R$ 500,00 por cabeça) organizado pelo Instituto Millenium” onde os lacaios de Globo, Abril, Folha e Estadão explicitaram os objetivos de impedir a eleição de Dilma Rousseff e a aprovação das deliberaçoes de democratização dos meios de comunicação aprovadas pela Confecom (leia mais aqui e aqui). Não é preciso nem analisar o conteúdo da imprensa para dizer se ela tem um lado. Mas sempre esse papel foi cumprido pela blogosfera como já escrevi aqui. Por que a Folha esperou a Dilma trazer o assunto no debate para falar sobre Paulo Preto? Por que a Folha esperou a advogada de Eduardo Jorge lhe trazer os conteúdos da Polícia Federal quando as informações sobre Amaury Ribeiro Jr. estavam nos sites do Azenha, do Nassif, do Amorim, para não citar outros jornalistas e blogueiros? Por que ao tratar deste assunto, preferiu focar nas supostas ligações de Amaury com a campanha de Dilma, e ignorar as informações do jornalista de que o dossiê e quebra de sigilos foram encomendados por Aécio contra Serra? As informações estavam por aqui. Quem omitiu ou era mal informado ou mal intencionado.

Mesmo que agora a Folha decida entregar a cabeça de Serra em uma bandeja, dificilmente vai resgatar a credibilidade perdida. Deitaram e rolaram. Passadas as eleições e com seu candidato supostamente derrotado, tentam rapidamente arrumar a casa e limpar os vestígios de seu jogo sujo, como se fosse possível. Ao olharem para a frente, esquecendo ou querendo que esqueçam o que fizeram, dão de cara o fantasma dos Conselhos de Imprensa. A proposta apoiada até por setores do DEM e do PSDB, como disse Jânio de Freitas no artigo também publicado por Nassif, é tratada como chavismo. Se eles vão continuar a fingir que esta blogosfera não existe, eu não sei. Mas com certeza, podem contar conosco em campanha permanente pela implementação das deliberações aprovadas na Confecom.