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A celeridade dos Ministros do Supremo

Sugerido por Janah

Do Tijolaço 

Justiça que tarda não é Justiça, diz Barbosa. Mas ele é quem mais tarda

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O Dr. Joaquim Barbosa justificou ontem seu autoritarismo e grosseria sobre Ricardo Lewandowski.

Disse que é em nome da celeridade – Merval, celeridade é de célere, rápido, não de celerado, viu? – que o tribunal deve à população, “que afinal é quem paga os nossos salários”.

Muito bem, Dr. Barbosa!

Mas se a eficiência de um julgador pode ser medida pela celeridade, o senhor vai mal, muito mal.

Porque nos processos que não têm a visibilidade deste, o onde o senhor colhe os frutos da exposição como “justiceiro”, no resto o senhor anda devagar, quase parando.

Os número do site Meritíssimos, do festejado Transparência Brasil, o senhor aparece como o que mais tempo demora para resolver os processos sob sua responsabilidade, como mostram os gráficos aí de cima.

O site é criterioso e faz as contas ressaltando que, para evitar os processos acumulados ou herdados com uma série de pendências, o mais representativo é o que acontece com as ações distribuídas nos últimos dois anos.

Pelo pouco tempo de STF, foram excluídos Luiz Fux, Roberto Barroso e Teori Zavascki.

O resultado não deixa dúvidas: Barbosa fecha a fila, léguas atrás do – segundo ele – “chicaneiro” Lewandowski.

Aliás, nem era preciso gráfico para mostrar isso. Bastava perguntar para os aposentados da Varig, que até greve de fome andaram fazendo para que o Dr. Joaquim tirasse da gaveta o processo de seus dinheirinhos do fundo de pensão, que ficou seis meses parado.

Por: Fernando Brito

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