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A conexão de Cachoeira com o Hotel Nahoum

Para ter acesso às imagens do circuito interno do Hotel em que José Dirceu se hospedava em Brasília (e repassá-las à Veja), o bicheiro Carlos Cachoeira valeu-se de suas relações de amizade com a família proprietária do hotel. Funcionou também, pelo que se diz em Brasília, a proximidade entre um genro do proprietário do hotel e o senador Gim Argello (PTB-DF), que precisava negociar imunidade com a revista e evitar a publicação de reportagens embaraçosas.

Assim fica mais claro o seguinte diálogo entre Cachoeira e o araponga Jairo Martins, captado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

JAIRO: Aí. ele [Policarpo] quer que eu tente convencer o amigo lá, a deixar usar, usar [as imagens do circuito interno do Hotel Naoum] de uma maneira que não complique, né?

CARLlNHOS: É mas ai, pra tentar convencer o amigo, você tcm que falar, ai é o meu caso, entendeu? "Ó, você tem que conversar com ele, porque ele pelo menos é o dono lá, do pessoal de lá".

JAIRO: Ah, fechou, fechou, fechou então.

CARLINHOS: Põe ele pra pedir pra mim, tá.

Quem é o amigo que pode liberar as imagens para a revista? Ao que tudo indica, é Aroldo Azevedo dos Santos, genro de Mounir Naoum, dono do hotel e patriarca da família. Os Naoum são originários de Anápolis, mesma terra de Carlos Cachoeira em Goiás. As famílias são amigas, frequentam as mesmas festas e rodas políticas locais. Ronaldo Mohn Filho, sobrinho de Cachoeira, é casado com Nathalia Naoum, um das herdeiras de Mounir. O que se comenta em Brasília é que Aroldo dos Santos concordou em romper a privacidade dos hóspedes a pedido de Cachoeira e também do senador Gim Argello.

O filho do senador, Gim Argello Junior, é namorado da filha de Aroldo, Mariana Naoum. Na recente caçada ao nepotismo no Senado, Mariana teve de ser demitida de um cargo no gabinete de Gim pai. O senador teria pedido a Aroldo a relação dos visitantes de Dirceu, porque precisava dar "um presente" à Veja. Na ligação entre Cachoeira e Jaior, o araponga diz que entregou a Policarpo uma lista de 25 visitantes "naquele período" (a crise que derrubou Antonio Palocci), "sendo que cinco pessoas assim importantíssimas".

A liberação das imagens, que Policarpo pediu primeiro a Jairo e, depois, ao chefe Cachoeira, não estava prevista no acordo inicial. E foi aí que Cachoeira assumiu o comando da negociação com os donos do hotel. O que se comenta em Brasília é que Aroldo agiu sem conhecimento do patriarca Mounir Naoum, que só foi descobrir a traição do genro no decorrer do inquérito policial sobre a invasão. O Naoum hospeda governadores e chefes de estado de outros países. Sua imagem saiu arranhada do episódio da invasão ao apartamento de José Dirceu pela reportagem da Veja. Abriu-se uma crise na família.

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A importante notícia do dia se espalha rapidamente.

Já li no Conversa Afiada e no Professor Hariovaldo.

Kid Prado nos informa que a Editora Primeiro de Abril vai criar uma nova revista à paritr de duas outras que serão definitivamente encerradas, Veja e Exame. A nova revista se chamará VEXAME.

http://www.hariovaldo.com.br/site/2012/04/24/governador-superior-e-perse...

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/04/24/cerra-operou-com-a-...

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/04/28/demostenes-chama-gilm...

 

A "coisa" já esteve melhor para a Veja.

 

 Nã há mais o que comentar.

 

Materia da veja com a quadrilha e agora Alvaro Dias dando projecao a midia inocente e investigativa. Ate onde Alvaro dias esta envolvido?

So uma conversa com seu nome? Juro que tem mais deste o e ai pegamos a rede Globo tambem!

CongressoOposição coleta assinaturas para CPMI da Corrupção"Só convocar ministros é dar palanque ao falatório deles", diz ACM NetoAdriana CaitanoAlvaro Dias, Duarte Nogueira, ACM Neto e Demóstenes Torres articulam CPMI da Corrupção

Alvaro Dias, Duarte Nogueira, ACM Neto e Demóstenes Torres articulam CPMI da Corrupção (José Cruz/Agência Senado)

Em reunião na manhã desta quinta-feira no Congresso Nacional, os partidos de oposição decidiram coletar assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar, juntos, os escândalos do governo de Dilma Rousseff. O requerimento, que deve ser apresentado à mesa diretora da Câmara e do Senado, já está pronto e foi organizado pelos líderes do DEM, PSDB, PSOL e PPS. De acordo com o documento, a intenção é investigar irregularidades identificadas nos Ministérios dos Transportes, Cidades, Agricultura, Reforma Agrária, Trabalho e Turismo, além de órgãos federais, como Dnit, Valec, Incra, Conab e ANP.

Para viabilizar a comissão, é preciso coletar 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado, tarefa difícil para quem não conseguiu quantidade suficiente de apoios sequer para criar a CPI dos Transportes no Senado, que exigia subscrição mínima de 27 senadores. No entanto, os oposicionistas se dizem confiantes. "Muitos da base governista estão incomodados porque não querem ser responsabilizados pelos erros do governo", destaca o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA). "Parlamentares éticos do PMDB e até alguns ligados ao PT demonstraram intenção de nos apoiar", completa o líder do partido no Senado, Demóstenes Torres.

De acordo com o grupo, a CPMI será apartidária, com 17 senadores e 17 deputados, que terão 180 dias de trabalho, prorrogáveis por mais 90. "Queremos oferecer à população uma fotografia do Congresso. É uma proposta de todas as pessoas que querem combater a corrupção no país", diz o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias. Segundo ele, será criado um site para divulgar o nome de todos os parlamentares que assinarem o requerimento de abertura da comissão. Com isso a oposição quer evitar que o constrangimento ocorrido na coleta de assinaturas para a CPI dos Transportes se repita. Quando o requerimento já tinha o número necessário de apoios e estava prestes a ser apresentado, dois senadores voltaram atrás e enterraram a CPI.

Os oposicionistas, no entanto, não pretendem abrir mão das CPIs dos Transportes e do Senado. Segundo Demóstenes, a primeira está a duas assinaturas de ser criada e a segunda, a cinco. "O Executivo está vivendo um momento de desalinho total e essa sucessão de escândalos merece um tratamento digno do Congresso", ressalta. Por outra via, a tentativa de convidar os ministros do governo Dilma e o procurador-Geral da República, Jorge Hage, para depor na Câmara e no Senado continua. "Mas só isso não adianta, pois ouvir ministros é dar palanque e plateia ao falatório deles", pondera ACM Neto.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/oposicao-coleta-assinaturas-para-cpmi-da-corrupcao

 

Estou sugerindo um lema para a  Veja:

Uma revista que não tem fontes, tem cachoeira!

 

Domenico Amaral

Realmente uma palhaça esse hotel participar de um negócio desses. Mereceria tomar um processo nas fuças e ser fechado. Tem que perder totalmente a credibilidade.

 

@DanielQuireza

#VEJABANDIDA, ops, digo #VEJAGOLPISTA!!!!

 

Bem que o LULA disse: " hoje, como presidente, eu nada posso fazer; aguardem-me depois que deixar esse palácio." Aposto que LULA E DIRCEU só estavam esperando o dia certo do bote.

 

O José Dirceu deve estar passando mal.

Pasando mal de tanto ri com as pernas pro o ar, sobre tudo que está acontecendo. 

 

Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

"O que se comenta em Brasília é que Aroldo agiu sem conhecimento do patriarca Mounir Naoum, que só foi descobrir a traição do genro no decorrer do inquérito policial sobre a invasão":

Eh, otimo, maravilha, MAS O PUTEIRO JUDICIARIO JOGOU O CASO DA INVASAO DE QUARTO DE HOTEL NO LIXO.  E nao foi por acidente nao, foi porque eles sao tudo uma putada so.  Tou la me fudendo pra dono de hotel agora?  Meu pai foi um, eh por isso que ele nao prestava.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

KKK

 

Título da série de maior sucesso no Brasil (por ser filmada):

Everybody hates José Dirceu

Meu Deus, quando o pessoal do PIG (com licença) pensa em beber sangue, só lembram da cabeça do José Dirceu. Acho que o ódio é maior do que nutria Herodes por João Batista.

O que Dirceu fez de tão importante? Apostas abertas.

 

 

 

" O que Dirceu fez de tão importante? "


Tinha ares de candidato a Presidente ... e ainda tem ...

 

Vejam esta sintese que ajuda na questao do envolvimento da Veja

Veja-Cachoeira: as provas http://margemesquerda.blogspot.com/2012/04/quadrilha-veja-cachoeira-em-p...

 

A última diatribe de ReinaldoA última diatribe de ReinaldoFoto: DivulgaçãoINQUÉRITO VAZADO PELO 247 JÁ REVELOU CACHOEIRA EDITANDO A VEJA, A PRODUÇÃO DO ESCÂNDALO NAOUM, A AÇÃO CONTRA UM DIRETOR DO DNIT E A TENTATIVA DE IMPLODIR UM SECRETÁRIO DE SEGURANÇA; BLOGUEIRO DA ABRIL, NO ENTANTO, ENXERGA APENAS A AÇÃO DE OBSCURANTISTAS QUE QUEREM ACABAR COM O JORNALISMO INVESTIGATIVO

28 de Abril de 2012 às 16:40

247 – Não deve ser fácil ser Reinaldo Azevedo nos dias de hoje. A antiga referência moral no Congresso, Demóstenes Torres (sem partido/GO), é uma monstruosidade. Quem o levou para a Abril, Mario Sabino, caiu em desgraça. O amigo Diogo Mainardi refugia-se na Itália. E a defesa apaixonada da casa perde credibilidade a cada dia.

Num texto postado neste sábado, ele pinça um ponto do inquérito vazado pelo 247 para “provar” a independência de Veja em relação a Carlos Cachoeira. É um diálogo em que o bicheiro comenta com Demóstenes erros de um matéria publicada por Veja sobre a Delta – o principal erro seria o vínculo da construtora com José Dirceu. “Não tem essa ligação com o Zé Dirceu”, diz Cachoeira, que, na conversa com Demóstenes, sugere ações para abafar o impacto da reportagem (leia aqui o texto completo de Reinaldo).

O fato de Cachoeira ter ficado contrariado com uma reportagem, no contexto de uma parceria editorial que durou mais de uma década, foi a tábua de salvação à qual Reinaldo se agarrou.

Ocorre que o inquérito vazado ontem já revelou que, em vários momentos, Veja trabalhou em defesa dos interesses do bicheiro. Como quando Cachoeira se vangloriou de “colocar no r...” de Luiz Pagot. Ou quando discutiu com Demóstenes como “f... um secretário”, valendo-se dos préstimos de “Poli”, o jornalista Policarpo Júnior. Ou ainda quando planejou a reportagem de capa sobre os encontros de figuras petistas no hotel Naoum (leia mais aqui). Há até o episódio em que o bicheiro discute com Cláudio Abreu se uma nota de seu interesse deve ser publicada na coluna Radar, de Lauro Jardim, ou na revista impressa. Sim, Cachoeira era uma espécie de “editor at large” da publicação.

O fato de uma reportagem ter desagradado a este “editor” não significa que ele não tenha emplacado uma série de outras – como já ficou amplamente demonstrado. E que não atendiam ao interesse público, mas sim ao interesse privado de um dos maiores contraventores que o Brasil já conheceu.

Em sua reflexão sobre ética jornalística, Eurípedes Alcântara diz que o critério de Veja na relação com fontes criminosas é baseado na avaliação de que a publicação de uma notícia deve sempre contribuir para reduzir o raio de ação de corruptos. Tendo Veja como aliada, Cachoeira deixou de ser um personagem menor de Goiás para dominar boa parte do País e se tornar até sócio de empreiteira.

Reinaldo, que denuncia a ação de obscurantistas contra a liberdade de expressão, tem se esforçado muito. Mas seu poder de convencimento é cada vez menor. Até porque a Inglaterra, um país livre, já demonstrou que o debate sobre métodos dos meios de comunicação é salutar. Em vez de solapar, aprofunda a democracia.

 O TRIUNFO DA VERDADE: e os ratos pariram… mais ratos! Inquérito sobre Demóstenes vaza na íntegra e evidencia o que os decentes já sabiam: jornalista da VEJA estava apenas fazendo seu trabalho. Ou: como senador tentou abafar repercussão de reportagem da revista sobre a Delta a pedido de Cachoeira

Leiam com muita atenção!

O ministro Ricardo Lewandowski autorizou o envio à CPI da íntegra do inquérito que investiga as relações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com Carlinhos Cachoeira. A investigação corre em sigilo de justiça. A imprensa publicar informações que estão nessa condição NÃO É NEM DEVE SER crime. Mas vazá-las é, sim, ato criminoso! E, no entanto, se as informações chegam aos jornalistas, a sua obrigação é divulgá-las. Nesse caso —  curioso, não? —, ninguém indagou: “Qual é a fonte?” Gente que respeita a lei é que não é, certo? Mas a informação veio para o bem. Os ratos, mais uma vez, pariram, como lhes é natural, ratos. Atenção! NÃO HÁ, PORQUE NÃO HOUVE, E VOCÊS PODEM VER POR CONTA PRÓPRIA, UMA SÓ INFORMAÇÃO, UMA SÓ CONVERSA, UM SÓ DIÁLOGO que revelem o jornalista da VEJA a fazer qualquer outra coisa que não buscar informações que eram do interesse público. Não há uma só sugestão que deixe o profissional da revista em situação incômoda, vexatória ou algo assim. Muito pelo contrário.

AQUILO QUE OS VAGABUNDOS PROMETERAM — O FIM DOS TEMPOS, O SUPOSTO CONLUIO ENTRE A REVISTA E ALGUNS CRIMINOSOS — ERA, EVIDENTEMENTE, FALSO! Ao contrário: nas vezes em que a reportagem de VEJA falou com Carlinhos Cachoeira ou alguém de seu esquema, estava interessada em obter informações que protegiam os cofres públicos da ação de larápios. É uma fantasia idiota a história de que ele era a única fonte. Quando chegou a vez de o próprio Cachoeira virar reportagem, a revista não hesitou. Foi a primeira a publicar matéria sobre os vínculos do senador Demóstenes Torres com o bicheiro. E isso é apenas fato, que petralha nenhum consegue eliminar da história.

Um repórter honesto pode falar com uma fonte suspeita 10, 20, 200 vezes (esse número, aliás, é uma fantasia!). E NÃO se corrompe nas 10, nas 20, nas 200 vezes. Se Lula falou alguma vez com Carlinhos Cachoeira, isso eu não sei. O que é fato? Na CPI dos Bingos, Rogério Buratti, amigo de Antônio Palocci, denunciou que o PT recebeu R$ 1 milhão do contraventor pelo caixa dois — os tais recursos não-contabilizados. A fonte é um petista!

O caso Delta, Demóstenes e VEJA
Os ratos se deram mal. O inquérito evidencia justamente o contrário do que eles vinham alardeando. E de modo muito impressionante! Prestem atenção! A revista que começou a chegar aos leitores no dia 7 de maio de 2011 trouxe a primeira grande reportagem sobre o fantástico crescimento da Delta (aqui e aqui). Aliás, é a revista em que dois empresários denunciam a “promiscuidade total” entre Sérgio Cabral e Fernando Cavendish — as fotos de Paris são muito eloquentes a respeito, não?  Pois bem… Basta ler o inquérito para notar que Carlinhos Cachoeira e seus rapazes se mobilizaram para “abafar” a repercussão da reportagem. E quem se encarregou da operação abafa, embora, publicamente, parecesse fazer o contrário, foi justamente Demóstenes Torres. Leiam este trecho do diálogo (em vermelho).

RESUMO
Conversam sobre a reportagem da VEJA relacionada à DELTA. CARLINHOS orienta DEMÓSTENES a evitar tocar no assunto.

CARLINHOS: oi, doutor.
DEMÓSTENES: fala professor. E aí tudo bem?
CARLINHOS: bom demais, a sogra não resistiu.
DEMOSTENES: é (… )
CARLINHOS: viu a matéria da DELTA aí?
DEMÓSTENES: isso, estou te ligando por isso, avisar o pessoal que está todo mundo em cima, ALVARO DIAS, não sei que, pan, pan…. E o que vai acontecer lá não tem jeito de aprovar nada, certo?, nós vamos fazer um requerimento, mas requerimento é convite, o cara pode recusar, agora o grande negócio é que chama a atenção do ministério público prá cima deles.
(…)
CARLINHOS: é mas eu não gosto da (…) A coisa é o seguinte: eu convivo com eles direto, não tem essa ligação com o ZE DIRCEU, ele comprou a empresa daqueles dois bandidos lá. E os caras dizendo que ele não pagou, e fez isso aí.
DEMÓSTENES: eles vão fazer barulho, vai sair um requerimento prá convidar, talvez o FERNANDO se antecipasse soltando a nota, dizendo que isso é mentira, que é um problema empresarial, que nunca teve isso e tal, tal. E pula fora, melhor alternativa. Agora o grande assunto no congresso vai ser isso, tentando chamar, tentando fazer isso e tal, já avisei a imprensa que não tem jeito de convocar, só tem jeito de convidar, porque não é autoridade, numa dessa aparece esses dois bandidos querendo palco e faz o regaço.
CARLINHOS: mas parece que eles não vão…

Voltei
O que o diálogo acima evidencia é justamente Carlinhos Cachoeira infeliz com uma reportagem da VEJA que punha em maus lençóis os seus amigos da Delta. E a razão é simples: QUEM EDITA A VEJA NÃO SÃO AS SUAS FONTES, SEJAM ELAS PESSOAS DE ÍNDOLE DUVIDOSA OU AS CARMELITAS DESCALÇAS. Das fontes, VEJA quer informações. Ponto.

O que me impressiona nessas conversas, confesso, mesmo depois de tudo o que sabemos, é a atuação de Demóstenes. O diálogo acima é do dia 8 de maio de 2011. No dia seguinte, a imprensa noticiava, como se vê abaixo, num trecho do jornal O Globo, que o senador iria pedir investigação. Leiam (em azul):

Os líderes da oposição no Senado querem ouvir os empresários Fernando Cavendish, presidente da Delta Construções, e os ex-donos da Sigma Engenharia,José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado, para que ele falem sobre o suposto tráfico de influência do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Em reportagem da revista Veja desta semana, Freire e Machado afirmam que Dirceu foi contratado por Cavendish, para que o ex-ministro o aproximasse de pessoas influentes no governo do PT.
A reportagem afirma ainda que Cavendish teria dito que, com “alguns milhões seria possível comprar um senador” para conseguir um bom contrato com o governo.
O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), vai procurar o PSDB e o PPS para, numa ação conjunta da oposição, apresentarem requerimento de convite aos empresários. Para Demóstenes, caberia requerimento à Comissão de Constituição e Justiça ou à de Fiscalização e Controle.”Vamos conversar com os senadores da oposição, para tentar um requerimento conjunto. O problema é que não temos número suficiente para aprovar na comissão, caso o governo queira impedir. Se nada vingar, vamos pedir que o Ministério Público averigue as denúncias”, disse Demóstenes.

Não é impressionante? Eu mesmo reproduzi trecho da matéria do Globo no clipping do blog. Ocorre que o senador estava dando um jeito, como revelam as conversas, justamente de impedir qualquer investigação. No dia 9, em nova conversa com Cachoeira, ele mostra satisfação porque a matéria da VEJA “não deu em nada” e faz alusão justamente à reportagem do Globo, que reproduzo acima:

RESUMO
CARLINHOS diz que DEMOSTENES vai trabalhar nos bastidores do SENADO para abafar a reportagem da VEJA relacionada à DELTA.

DEMÓSTENES: ah num deu em nada não cê viu né? Eu arrumei um… uma maneira de fragilizar o discurso. Eu… Única coisa que saiu foi no GLOBO dizendo que eu ia procurar o PPS e o PSDB, pra fazer um convide pros empresários, mas eles rumaram no DIRCEU. Todo mundo, e o resto num saiu porra nenhuma, e hoje eu num vou lá, é capaz que esse trem daqui pra quarta morre, falou?
CARLINHOS: é, ta bom. Eles viram a reportagem do GLOBO e me ligaram já.
DEMÓSTENES: É, num saiu nada, fala pra eles que num saiu nada que o trem era. Eles queriam um barulhão, falou?
CARLINHOS: tá bom. Obrigado aí.
DEMÓSTENES: um abraço, tchau.

E então? O senador parece orgulhoso de ter levado a imprensa no bico, de ter enganado todo mundo. Como se vê, a relação de Carlinhos Cachoeira com a cúpula da Delta é de absoluta proximidade. Ele foi procurado pelo comando da empresa — conversaram até sobre a matéria do Globo. E um dado relevante: notem que o contraventor estava garantindo que os dois empresários que denunciaram Cavendish e que acusaram a proximidade da empresa com Zé Dirceu, se convidados, não iriam ao Senado. Isso é preocupante. Dois dias depois de a matéria da VEJA ter sido publicada, a conversa sugere que ambos já tinham sido “contatados”…

Eu me orgulho de dizer que acreditei em Demóstenes ao ler no Globo, naquele dia, que ele queria investigar o esquema da Delta. Orgulho-me porque todos os valores que ele enunciava e anunciava no Senado estavam e estão corretos. Eu e milhões de pessoas achamos isso. Parece que ele não levava aquelas convicções a sério, o que não depõem contra elas, mas contra ele. Como resta evidente das duas conversas, também o seu empenho em investigar não era verdadeiro. Ao contrário: ele estava atuando a pedido de Cachoeira para impedir que a apuração prosperasse. Fui o único enganado??? Acho que não… Chego a duvidar de que ele tenha noção do mal que fez e que está fazendo não exatametne à oposição, mas aos valores da democracia liberal que ele dizia encarnar.

Agora, a imprensa
Mais uma vez, fica evidente que a tentativa de linchamento de jornalistas da VEJA é obra de obscurantistas, que odeiam, na verdade, a liberdade de imprensa. Algumas estrelas do jornalismo investigativo, que têm até uma associação, deveriam vir a público para dizer se fontes que revelaram algumas das maiores falcatruas destepaiz, como diria aquele, estavam no convento das Carmelitas Descalças. Aliás, uma personagem emblemática estará na CPI do Cachoeira: o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Eram anjos aqueles todos que forneceram aos petistas, que os vazaram para a imprensa, documentos contra o governo? São decentes alguns “companheiros” infiltrados em bancos públicos, que quebram o sigilo de desafetos do partido? Jornalistas que passaram anos sustentado a veracidade do Dossiê Cayman estavam dialogando com professores de Educação Moral Cívica? VEJA só publica reportagens depois de apurar os fatos.

Eurípedes Alcântara já escreveu um detalhado texto a respeito dosprocedimentos da revista. A qualidade moral da fonte não faz a qualidade da informação. Como eu já havia escrito anteriormente neste blog, falar com o papa não nos faz santos; falar com bandidos não nos torna criminosos.  Em qualquer dos casos, há de haver apuração. As de VEJA são rigorosas — ou Dilma, supõe-se, não teria demitido seis ministros e uma penca de funcionários do Dnit. Mas é compreensível, claro!, que Lula, cuja campanha recebeu R$ 1 milhão de Cachoeira pelo caixa dois, segundo revela um companheiro seu, esteja empenhado agora em tirar a Delta da CPI para investigar a imprensa… Investigar por quê? O inquérito já é público. Qual é acusação? Qual é a suspeita? O que há além da tentativa de intimidação?

“Ah, segundo a Polícia Federal, foi o pessoal do Cachoeira que forneceu a fita do circuito interno do hotel em que Zé Dirceu aparece se reunindo com autoridades da República…” E daí? Se foi ou não, a Constituição protege o sigilo da fonte. Que jornalista nestepaiz, de posse daquela fita, não a tornaria pública? Se um ex-deputado, cassado por corrupção, chamado pelo Procurador Geral da República de “chefe de quadrilha” e hoje notório lobista — o nome politicamente correto é “consultor” — despacha com figurões do governo e do Congresso, em reuniões clandestinas, a informação deveria ser amoitada, ainda que tivesse mesmo sido fornecida por alguém de índole suspeita? Ora…

O profissional de VEJA não precisa que um inquérito da Polícia Federal ateste que faz o seu trabalho dentro das regras do jogo e de acordo com a ética da profissão. Durante alguns dias, no entanto, a vagabundagem a soldo especulou à vontade. Eis aí!

O que sai de relevante do inquérito no que diz respeito à VEJA é o esforço de Carlinhos Cachoeira para abafar reportagem da revista sobre a Delta. Sempre a Delta — a construtora que os petistas não querem investigar. Petistas, sempre os petistas — aqueles que, confessadamente, receberam R$ 1 milhão pelo caixa dois de Carlinhos Cachoeira.

E o joio, Reinaldo? E o trigo? Ah, terei de fazer mais um post. Este já foi longe demais.

Por Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-triunfo-da-verdade-e-os-ratos-pariram-mais-ratos-inquerito-sobre-demostenes-vaza-na-integra-e-evidencia-o-que-os-decentes-ja-sabiam-jornalista-da-veja-estava-apenas-fazendo-seu-trabalho-ou-c/

 

"Se você quer saber o que Deus acha do dinheiro, olhe para as pessoas a quem

Caneta comprada eh phoda.

No entanto, NOTEM BEM A FONTE DA NOTICIA QUE ELE ESTA COMENTANDO.  A algum ponto houve um cruzamento de mafias -essa eh a razao das viagens misteriosas aa Alemanha.  O 247, digo, Attuch, digo, Dantas, esta atacando porque gilmar dantas foi pra Alemanha tratar dos negocios dele, Daniel Mentes. v E Demostenes se encontrou com gilmar mentes na Alemanha pra transferencia a Demostenes de contas bancarias cujo controle nao podia mais ficar sob o nome de gilmar mentes.

Deu pra entender o tiroteio agora?

TA HAVENDO CROSS-MAFIAS NA ENCRUZILHADA.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Vergonha uma empresa como o Hotel Naouh se meter numa sujeira dessa. Já fiquei dezenas de vezes nesta empresa, agora mais nunca. Como confiar em uma empresa que se vende assim e desrespeita a privacidade de um hospede. Será que só ele foi violado ou quantos outros hospedes, políticos ou empresários também foram vitimas. Divulgarei nas redes sociais esse crime do notem Naoun.

 

Muito bom o post. Estou impressionado com o poder e a desenvoltura desses pessoal. É duro lembrar que uns 180 milhões de Brasileiros dão um duro danado para levar a vida com decência, ensinando geraões interias o valor do trabalho, da ética e da verdade, e os destinos do Brasil sendo decidido por gangues. Parabéns ao Lula que revitalizou e ampliou a Polícia Federal. Pena que ele não teve a coragem de trazer de volta o Paulo Lacerda.

 

Diretamente do "Túnel do Tempo", Alvaro Dias apresenta na Vejachoeira Online:

Discurso anti-imprensa 'perde força', diz Alvaro DiasVazamento do inquérito da operação Monte Carlo derruba tese dos que pretendiam usar a CPI do Cachoeira para atacar o jornalismo investigativoGabriel Castro fatos ao invés de versões

O senador Alvaro Dias, durante entrevista no Senado: fatos ao invés de versões (Lia de Paula/Agência Senado )

vazamento do inquérito da operação Monte Carlo comprova que o suposto conluio entre a imprensa e a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira nunca passou de uma invenção de grupos hostis à liberdade de expressão – o que inclui setores do PT e seus aliados. A íntegra das investigações reforça o óbvio: o jornalismo investigativo cumpriu o seu papel sem se sujeitar à máfia.

 

Alvaro Botox dias repete o discurso de reinaldo azevedo segundo o qual a veja não aGiu como brAco da máfia. Difícil êh provar o contrardissono

 

Sen. Alvaro Dias (PSDB) tenta dar tempo a Demosten.
.

Apesar do discurso pela etica e pela moral, o Senador Alvaro Dias tentou, com uma manobra, dar uma sobrevida ao mandato de seu colega, Demostenes Torres.

Segundo noticia veiculada na Folha On Line, o Senador Alvaro queria que o conselho de etica votasse o pedido de defesa do Demostenes hoje., para que somente apos o fim das investigacoes da CPI - que nem data para acontecer.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) tentou votar hoje o pedido da defesa de 
Demóstenes para suspender o processo do conselho até que a CPI do 
Cachoeira termine suas investigações, mas não foi atendido.

Na integra:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1081744-relator-diz-temer-que-anulacao-de-provas-prejudique-caso-demostenes.shtml

 

"A íntegra das investigações reforça o óbvio: o jornalismo investigativo cumpriu o seu papel sem se sujeitar à máfia":

Bom saber que o po de arroz paranaense ta envolvido ate as tripas.

Novidade do ano:  gilmar dantas tambem.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

CQD

Tá ficando cada vez melhor.

 

Onde e porque entra em cena o "araponguinha" da Veja?????

 

Nossa, a cada F5 no meu micro aparecem mais coisas....

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio

Prezados,
Vocês viram o comentário de Merval Pereira hoje no jornal O Globo? É de revoltar. Ele simplesmente disse que os diálogos entre a gangue de Cachoeira e os graúdos da Veja não tem nada de mais, eles ainda acham que somos todos truxas e imbecis. É triste vê que um desqualificado desse faça parte da Academia Brasileira de Letras. Mas, pensando bem, é até compreenssível esse pensamento dele, pois, bandido sempre defende atos de outros bandidos. Vamos acessar o Blog dele e deixar nossa indignação.

 

A máfia com seu braço midiatico

 

hahahaha! Tbm tô impressionado com isso! Termino de ler todas as janelas abertas e já tem mais coisa qdo atualizo. Eu que sou de Goiânia tô passando mais tempo cuidando da vida do Marconi do que da minha já! E só vai ficando melhor! rsrs