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A criação do Partido Militar Brasileiro

A direita que ousa dizer seu nome.

Partido Militar Brasileiro publica estatuto no Diário Oficial da União

do Estadão

"O Partido Militar Brasileiro (PMB) cumpriu mais uma etapa legal para tentar efetivar sua criação. Nesta sexta-feira, 6, foram publicados no Diário Oficial da União o programa e o estatuto do partido, uma das exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para criação de novas siglas no País.

O partido foi anunciado no início desse ano pelo capitão da Polícia Militar de Ourinhos (SP), Augusto Rosa, idealizador da legenda. Em entrevista ao Radar Político, em fevereiro, Augusto declarou que a orientação do PMB era de centro-direita e que a principal bandeira seria a segurança. “Onde existe o caos, é o militar que dá jeito”, disse. Na ocasião, o capitão revelou que o partido pretende lançar candidaturas já nas eleições municipais de 2012.

Para concretizar a criação, porém, ainda restam quatro etapas. Após fazer o registro público do partido no cartório cível de Brasília, a legenda terá de coletar ao menos 490 mil assinaturas de eleitores em apoio ao PMB. Esse universo, que representa 0,5% dos votos válidos para a Câmara, tem de ser dividido em um terço dos Estados. Só depois disso o PMB pode solicitar seu registro no TSE, que vai decidir pela criação.

Se o TSE aprovar o PMB, o Brasil passará a ter 28 partidos. Nessa conta ainda está de fora o PSD de Gilberto Kassab, também ainda não regularizado."

06.maio.2011 17:05:52
Lilian Venturini
http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/05/06/partido-militar-brasileiro-publica-estatuto-no-diario-oficial-da-uniao/

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Vinicius Anhanguera de Moraes Lobo

Diretórios

Excelente a criação do PMBR. Entretanto,não há no site uma listagem dos endereços dos diretórios nas capitais estaduais. Sugiro essa inclusão no site e aproveito para perguntar o endereço do diretório de Goiânia.

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Renato Hofer Birmann

Elogio

Olá!

 

Faz anos que voto em branco, porque não consigo encontrar um sequer que meraça o meu voto. Vejo em todos, TODOS os partidos brasileiros, independente de ser esquerda ou direita ou centro, como conchavos. Não confio na política brasileira hoje.Vivi no tempo da ditadura militar e tenho saudades. Chega de bagunça, de corrupção e de violência. Precisamos de um governo que tenha rigor. Procurei e fiquei muito feliz em encontrar um partido militar. Espero que de certo e os militares entrem novamente, pela porta da frente, mas entrem no comando. Quero voltar a votar

 

 

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Infelizmente, algumas pessoas perderam (ou nunca compreenderam) a noção do que é democracia. Não é muito difícil de entender que um militar da ativa está restrito à algumas atividades políticas e que somente após estar na reserva ou reformado é que poderá ter seus "direitos" de liberdade de expressão, associação partidária e outros plenamente assegurados. A criação de um partido militar em nada fere a Constituição Federal e muito menos a democracia. Posso assegurar que existem pouquíssimas pessoas no país tão compromissadas com os deveres cívicos, patrióticos e morais do país quanto os militares (incluo os PM). Laranjas podres são encontradas em vários segmentos da sociedade - na medicina, na saúde, na educação, no executivo, no legislativo, no judiciário e etc. O que nos parece é que uma pequena parcela da população teme que um Partido Militar possa fazer ressurgir o "fantasma dos anos de Ditadura Militar". A concepção que temos hoje de democracia é muito mais sensata, coerente e jamais será retrógrada. Vejo civis tão somente interessados em tremular suas bandeiras políticas e ignorar os verdadeiros anseios sociais. Vejo a bandidagem tomando conta e querendo assumir o controle. Vejo homens (policiais) mal pagos, que fizeram votos de defender (a sua vida...) com o sacrifício da sua própria trabalhando honestamente e usando suas horas de folga para complementar a renda familiar, quando poderiam estar curtindo a família, descansando ou aprimorando ainda mais suas técnicas profissionais. Não podem sindicalizar-se, não podem fazer greve. E como irão se manifestar? Não vivemos em um estado democrático de direito? Alguém tem que dar vós à eles! Por isso é que não vejo nenhum mal na criação de um partido militar coerente com as aspirações democráticas e que se servem de sua força e prestígio político, não para cometer absurdos e intolerâncias, mas para acudir, não somente seus pares, mas a sociedade com um todo, pois, as coisas não andam tão bem como parecem. É só ouvir e acompanhar as estatísticas com relação a Segurança Pública, Educação e Saúde, de forma geral...e...não precisa ser muito inteligente para compreender o que digo. PMB - ''RESERVA MORAL DA NAÇÃO"

 

Penso que a criação do partido militar é tão válido quanto qualquer outro;  pois todos somos militares,  atuantes ou a atuar como tal quando necessário for, seja de forma coletiva ou isolada para defender a si e/ou aos seus entes queridos, estando assim, de qualquer forma defendendo o regime político do país a que pertencem e, portanto, defendendo a sua Pátria...

Outrossim, segundo pesquisas, realizadas quanto ao prestígio/confiança de/em instituições junto a população, os militares aparecem muito benquistos:  "PESQUISA - Forças Armadas estão em segundo no ranking de maior confiança do brasileiro" => http://www.ibope.com.br/download/relatorio_ics_set.pdf

Vide também:

"Relatório divulga índice de confiabilidade em instituições brasileiras, Judiciário perde até para o Congresso Nacional" => http://jornallanterna.webnode.pt/news/quem%20confia%20na%20justi%C3%A7a-/

"Pesquisa 2012" => http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/9799/Relat%C3%B3rio%20ICJBrasil%201%C2%BA%20Trimestre%20-%202012.pdf?sequence=1

 

Vejo com muita simpatia a criação de um partido político tendo à frente militares.

 

espero que não saia de forma alguma esse partido. Lugar de militar não é na política. Jamais.

 

Todo e qualquer brasileiro tem o direito de fazer parte da politica do seu pais, independente da sua profissão, todos nos pagamos impostos somos iguais perante a constituição e porque separar as pessoas pelas classes profissionais. Sendo ficha limpa, não importa se é pescador, gari ou médico, todos sem excessão tem direitos iguais. Cabe ao eleitor escolher no dia da eleição. 

 

Gente - acho ótimo ter um partido militar. Numa democracia séria é importante ter espaço para todo o tipo de grupos - do mesmo jeito que temos o PCO ( Partido da causa operaria) ou o PSTU , é justo que a direita vista a camisa e diga ao que veio. Primeiro por que assim ela sai do gueto e entra na disputa democratica - ou seja, afasta do submundo e deixa claro o respeito as regras do jogo. E o mais importante na democracia é a existência de uma Tribuna Pública (ainda que seja pra falar bobagens, como o Bolsonaro fez), o respeito pelas idéias (mesmo aquelas que a gente considere absurdas) e o direito de disputar as vias de acesso ao poder pelo voto.  E vale lembrar que numa democracia o mais importante é o respeito as regras do jogo e ao debate - se a gente quer uma democracia de verdade, sem golpismos e afastando a sombra de partidos facistas e de extrema direita - temos que dar o direito a eles virem à tribuna e derrubá-los com argumentação.  Demonstrar sobre todas as luzes como são ridículos com suas idéias. Por que se eles crescerem na clandestinidade, podemos esperar que mais cedo ou mais tarde teremos um golpe a vista

 

Mais coisas do mural do PMB, supreende-me a mentalidade de nossos militares, parece que eles não são orientados, não estudam, não fazem cursos, não respeitam os cidadãos e cidadãs, ainda vivem sob os preceitos da ditadura militar sim, a conferir:

 

 

 

 

 

Ronaldo Fernandes: Boa Noite Pessoal, acho que a muito tempo eu não me emociono tanto com o que foi dito pelo reporter a respeito da Novembrada, sobre o exelentissimo Gal.João Batista Figueiredo e posso falar isso pois vi o governo do Gal,que disse com todas as letras quando abriu espaço para a democracia deste pais, disse ele saindo do governo voçes terão saudades dos governos MILITARES lembro muito bem disso e assinti o pronunciamento do sr Gal figueiredo este é o momento de se fazer mudar a historia deste pais tudo que foi dito pelo reporter na pagina inicial é o que ouço de pessoas com mais idade e que viveram outros governos Militares e costumam me dizer que saudade dos tempos que Militares governavam este pais, eu tenho plena certeza que nos faremos uma mudança drastica em todo o modo politico do Brasil somos e sempre seremos a reserva Moral deste Pais e para corrigir o que esta errado nestes governos dizem que em time que esta ganhando não se meche, este que esta ai atualmente não esta ganhando nada então temos que escalar todo o time com novos jogadores ai sim seremos campeoes Salve o PMB Brasil acima de tudo HURRA.

Guilherme: Resquicios da Ditadura Militar ecoam ate hoje com policias assassinos e treinados a espancar negros e pobres,a população coagida pelo medo e a falta de instrução tem a ilusão que violencia acaba com 100000000 policias nas ruas no melhor estilo Charles Bronson,um país alienado e com educação precaria e filmes como Tropa de Elite que fazem a cabeça de uma população amedrontada que acreditam em uma força quase sobrenatural da Policia,é lastimavel a criação de um partido como esse,dentro de um sistema capitalista nao importa o partido a ser criado quem manda é o Banco Mundial,E.U.A e por ai vai,coitado do povo desse país,quebrem as televisões,usem a internet e busquem informação,policia para que precisa,para que precisa de policia? ... (LUTO)

antonio: Finalmente os Militares acordaram, não aguento mais viver em um país comunista como o Brasil, 8 anos de Lela+4 Dilma=12 é demais. A Petrobras está semi-falida a VALE está indo p/o mesmo burado. As crianças nas escolas são estimuladas a praticarem sexo pelas máquinas de distrinuição de preservativos e a serem homosexuais pelo Kit GAY do PT. Os Homosexuais são + exaltados e louvados pelo atual Governo do q/um trabalhador e mesmo Jesus Cristo. Já que como se sabe o Comunismo é ateu por fundamento, não admite a existência de Deus. Que Jesus endireite o Brasil.

William S. Ribeiro SGT R2 EB: Essa é a hora de impor a cadência militar na politica brasileira. Chega de falsos brasileiros comandarem nosso pais. Eles vendem nossas riquezas e nossa soberania e depois vão morar no exterior, dando as costas para para nós. BRASIL PARA BRASILEIRO - AME-O OU DEIXE-O. Vamos ensinar nossas crianças a cantar o Hino Nacional, a respeitar as instituiçoes, a valorizar os produtos a cultura, os custumes de nosso pais. O Brasil é um verdadeiro Eden, com fartura de agua doce, biodiversidade, riquezas minerais, etc e ausencia de terremotos, maremotos, furacões, etc. - Vamos nos valorizar antes que o resto do mundo resolva nos colonizar como foi no passado. - P.M.B - A hora é agora

 

 

...spin

 

 

A propósito das discussões sobre extrema direita que ocorreram neste blog nos últimos dias, vale a pena lembrar que uma de suas características marcantes a obsessão com ordem e pureza, e conseqüente eliminação de elementos diferentes como se fossem "degenerados" daquele suposto ideal. O próprio Umberto Eco reconheceu isto como um dos pontos-chave do fascismo.

Na Europa, os fascistas podiam falar em pureza genética, pois vários de seus Estados-nação foram construídos com fronteiras étnicas, ou em pureza social, pois eles freqüentemente passavam por períodos de bonança e supremacia de poder. Aqui no Brasil, o discurso dessa primeira óbviamente não sai do chão porque a maioria é mestiça, e a outra pureza também não pois somos históricamente um país pobre. Com isso, a mentalidade reacionária recorre a outro campo: a segurança como "pureza cívica".

De fato, parece ser moralmente aceitável, mas nunca se esqueçam que o fascismo é oportunista. Um objetivo bom, de se reduzir a criminalidade, pode servir de ponta-de-lança para a dominação da extrema-direita. E se criminalizarem os movimentos sociais, por exemplo? Daí tratar o MST a tiros vai ser Modus Operandi, e mandar protestadores da UNE pra Bangú será corriqueiro. Você teria algo contra isso, cidadão? Ora, você estaria simpatizando com criminosos. E em breve o projeto de lei que criminaliza esta simpatia seria aprovada...

 

Felipe vc tocou num ponto que deveria ser mais demonstrado, o apego à ordem, á pureza. Sempre me pergunto porque esta gente se fixa neste ponto. Este texto de Umberto Eco trata disso. Segue a tradução no Google:

Fascismo Eterno: Quatorze formas de olhar para um Negras

Por Umberto Eco

Escrevendo no New York Review of Books, 22 de junho de 1995, pp.12-15. Extraído do Reader Utne, novembro-dezembro de 1995, pp 57-59.

(...)

Apesar de certa confusão a respeito da diferença entre as diversas formas históricas do fascismo, eu acho que é possível esboçar uma lista de características que são típicas do que eu gostaria de chamar a Ur-Fascismo, ou Eterno fascismo. Esses recursos não podem ser organizados em um sistema, muitos deles contraditórios entre si, e também são típicos de outros tipos de despotismo ou fanatismo. Mas basta que um deles estar presente para permitir que o fascismo para a coagulação em torno dele.

* * *

1. A primeira característica de Ur-Fascismo é o culto da tradição.

O tradicionalismo é muito mais antigo que o fascismo. Não só era típico de pensamento católico contra-revolucionário após a Revolução Francesa, mas nasceu no final da época helenística, como reação ao racionalismo grego clássico. Na bacia do Mediterrâneo, povos de diferentes religiões (a maioria das religiões indulgentemente aceite pelo panteão romano) começaram a sonhar com uma revelação recebida no alvorecer da história humana. Esta revelação, de acordo com a mística tradicionalista, havia permanecido por muito tempo oculta sob o véu de línguas esquecidas - em hieróglifos egípcios, nas runas celtas, nos pergaminhos de religiões pouco conhecidas da Ásia.

Essa nova cultura tinha que ser sincrética. Sincretismo não é apenas, como diz o dicionário, "a combinação de diferentes formas de crença ou prática," essa combinação deve tolerar contradições. Cada uma das mensagens originais contém uma tira de sabedoria, e embora eles parecem dizer coisas diferentes ou incompatíveis, todos eles são, contudo, aludindo, alegoricamente, à mesma verdade primeva.

Como conseqüência, não pode haver progresso do saber. Verdade já foi dita uma vez por todas, e só podemos seguir interpretando sua mensagem obscura.

Se você procurar nas prateleiras que, nas livrarias americanas, são rotulados de Nova Era, é possível encontrar até mesmo Santo Agostinho, que, tanto quanto sei, não era fascista. Mas combinar Santo Agostinho e Stonehenge - isto é um sintoma de Ur-Fascismo.

2. O tradicionalismo implica a rejeição do modernismo.

Ambos os fascistas e nazistas adoravam a tecnologia, enquanto pensadores tradicionalistas normalmente a rejeitam como uma negação dos valores espirituais tradicionais. No entanto, embora o nazismo estava orgulhoso de suas conquistas industriais, o elogio do modernismo era apenas a superfície de uma ideologia baseada no sangue e da terra (Blut und Boden). A rejeição do mundo moderno era disfarçada como uma refutação do modo de vida capitalista. O Iluminismo, a Idade da Razão, é visto como o começo da depravação moderna. Neste sentido, o Ur-Fascismo pode ser definido como irracionalismo.

3. O irracionalismo depende também do culto de ação pela ação.

Sendo a ação bela em si mesma, deve ser tomado antes, ou sem reflexão. Pensar é uma forma de castração. Portanto, a cultura é suspeito na medida em que é identificada com atitudes críticas. A desconfiança do mundo intelectual sempre foi um sintoma de Ur-Fascismo, de carinho Hermann Goering é uma frase de um jogo Johst Hanns ("Quando ouço a" cultura "a palavra que eu pegar minha arma") para o uso freqüente de tais expressões como "intelectuais degenerados", "Intelectuais", "snobs exaurida", e "as universidades são ninhos de vermelhos." Os intelectuais fascistas oficiais estavam principalmente envolvidos no ataque a cultura moderna e da intelectualidade liberal por ter traído os valores tradicionais.

4. O espírito crítico faz distinções, e para distinguir é um signo de modernidade.

Na cultura moderna, a comunidade científica elogia o desacordo como maneira de melhorar o conhecimento. Para o Ur-Fascismo, o desacordo é traição.

5. Além disso, o desacordo é sinal de diversidade.

Ur-Fascismo cresce e procura o consenso através da exploração e exacerbando o medo natural da diferença. O primeiro apelo de um movimento fascista ou fascista prematuramente é um apelo contra os intrusos. Assim, o Ur-Fascismo é racista por definição.

6. Ur-Fascismo deriva da frustração individual ou social.

É por isso que um dos traços mais típicos dos fascismos históricos foi o apelo a uma classe média frustrada, sofrendo de classe de uma crise econômica ou humilhação política, assustada com a pressão dos grupos sociais inferiores. Em nossa época, quando os velhos "proletários" estão se tornando pequenos burgueses (e os lumpen são amplamente excluídas da cena política), o fascismo de amanhã vai encontrar seu público nesta nova maioria.

7. Para as pessoas que se sentem privados de uma identidade social, o Ur-Fascismo diz que seu único privilégio é o mais comum, que nasceu no mesmo país.

Esta é a origem do nacionalismo. Além disso, os únicos que podem fornecer uma identidade para a nação são seus inimigos. Assim, na raiz da psicologia Ur-Fascista está a obsessão da conspiração, possivelmente internacional. Os seguidores devem se sentir sitiados. A maneira mais fácil de resolver a trama é o apelo à xenofobia. Mas a trama também deve vir de dentro para fora: os judeus são geralmente o melhor alvo, porque eles têm a vantagem de ser ao mesmo tempo dentro e fora. Nos Estados Unidos, um exemplo de destaque da trama é a obsessão de ser encontrado em Pat Robertson A Nova Ordem Mundial, mas, como vimos recentemente, existem muitos outros.

8. Os seguidores devem se sentir humilhados pela riqueza ostensiva e força de seus inimigos.

Quando eu era menino, eu fui ensinado a pensar dos ingleses como o povo cinco refeições. Comiam com mais frequência do que os italianos pobres, mas sóbrio. Os judeus são ricos e ajudam uns aos outros através de uma rede secreta de assistência mútua. No entanto, os seguidores de Ur-Fascismo também devem ser convencidos de que podem subjugar os inimigos. Assim, por uma contínua mudança de retórica, os inimigos são, ao mesmo tempo muito forte e muito fraco. Os fascismos estão condenados a perder suas guerras porque são constitucionalmente incapazes de avaliar objetivamente a força do inimigo.

9. Para o Ur-Fascismo não há luta pela vida, mas, sim, a vida é vivida de luta.

Assim, o pacifismo é o tráfico com o inimigo. É ruim porque a vida é uma guerra permanente. Isso, no entanto, traz um complexo de Armagedon. Uma vez que os inimigos devem ser derrotados, deve haver uma batalha final, depois que o movimento terá o controle do mundo. Mas essas "soluções finais" implica uma era ainda mais de paz, uma Idade de Ouro, o que contraria o princípio da guerra permanente. Nenhum líder fascista já conseguiu resolver este dilema.

10. Elitismo é um aspecto típico de qualquer ideologia reacionária, na medida em que é fundamentalmente aristocrática, e aristocrático e militarista elitismo cruel implica desprezo pelos fracos.

Ur-Fascismo pode advogar um elitismo popular. Cada cidadão pertence ao melhor de pessoas no mundo, os membros ou o partido são os melhores entre os cidadãos, qualquer cidadão pode (ou deve) se tornar um membro do partido. Mas não pode haver patrícios sem plebeus. Na verdade, o líder, sabendo que seu poder não foi delegado a ele democraticamente, mas foi conquistado pela força, também sabe que sua força se baseia na fraqueza das massas, que são tão fracos que precisam e merecem uma régua.

11. Em tal perspectiva de todo mundo é educado para se tornar um herói.

Em todas as mitologias, o herói é um ser excepcional, mas o heroísmo ideologia protofascista é a norma. Esse culto do heroísmo é estritamente ligadas ao culto da morte. Não é por acaso que o lema dos falangistas espanhóis foi Viva la Muerte ("Viva a Morte!"). Nas sociedades nonfascist, o público leigo é dito que a morte é desagradável, mas devem ser enfrentados com dignidade, os crentes dizem que é o caminho doloroso para alcançar uma felicidade sobrenatural. Em contrapartida, o herói protofascista anseia morte heróica, anunciada como a melhor recompensa para uma vida heróica. O herói protofascista está impaciente para morrer. Em sua impaciência, ele envia mais freqüentemente outras pessoas à morte.

12. Desde a guerra permanente eo heroísmo são jogos difíceis, o protofascista transfere sua vontade de potência para assuntos sexuais.

Esta é a origem do machismo (que implica desprezo pelas mulheres, a intolerância e condenação de hábitos sexuais fora do padrão, de castidade ao homossexualismo). Uma vez que até mesmo o sexo é um jogo difícil de jogar, o herói protofascista tende a jogar com as armas - isso se torna um exercício ersatz fálico.

13. Ur-Fascismo é baseado em um populismo seletivo, um populismo qualitativo, pode-se dizer.

Numa democracia, os cidadãos têm direitos individuais, mas os cidadãos em sua totalidade tem um impacto político só do ponto de vista quantitativo - um segue as decisões da maioria. Para o Ur-Fascismo, no entanto, os indivíduos como indivíduos não têm direitos, eo povo é concebido como uma qualidade, uma entidade monolítica expressando a Vontade Comum. Uma vez que nenhum grande quantidade de seres humanos pode ter uma vontade comum, o Líder finge ser seu intérprete. Tendo perdido seu poder de delegação, os cidadãos não agem, eles só são chamados a desempenhar o papel do Povo. Assim, o povo é apenas uma ficção teatral. Existe em nosso populismo futuro da TV ou Internet, em que a resposta emocional de um grupo seleto de cidadãos pode ser apresentado e aceito como a Voz do Povo.

Por causa de seu populismo qualitativo, o Ur-Fascismo deve ser contra os "podres" dos governos parlamentares. Sempre que um político põe em dúvida a legitimidade de um parlamento, porque já não representa a voz do povo, podemos cheiro Ur-Fascismo.

14. Protofascismo fala Novilíngua.

Novilíngua foi inventada por Orwell, em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, como a língua oficial do que ele chamou Ingsoc, Inglês socialismo. Mas elementos de protofascismo são comuns às diferentes formas de ditadura. Todos os textos escolares nazistas ou fascistas fizeram uso de um vocabulário empobrecido e numa sintaxe elementar, a fim de limitar os instrumentos de raciocínio complexo e crítico. Mas devemos estar preparados para identificar outros tipos de Novilíngua, mesmo se eles tomam a forma aparentemente inocente de um talk show popular.

* * *

Ur-Fascismo é ainda ao redor de nós, às vezes à paisana. Seria muito mais fácil para nós se aparecesse alguém no cenário mundial, dizendo: "Eu quero reabrir Auschwitz, eu quero o Blackshirts desfilem outra vez nas praças italianas". A vida não é assim tão simples. Ur-Fascismo pode voltar sob o mais inocente dos disfarces. Nosso dever é descobrir isso e apontar o dedo em algumas de suas novas instâncias - a cada dia, em todas as partes do mundo. palavras de Franklin Roosevelt de 4 de novembro de 1938, vale a pena recordar: "Se a democracia americana deixar de avançar como uma força viva, procurando dia e noite através de meios pacíficos para melhorar a sorte dos nossos cidadãos, o fascismo irá crescer em força na nossa terra. " Liberdade e liberação são uma tarefa interminável

http://www.themodernword.com/eco/eco_blackshirt.html

 

 

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Felipe vc tocou num ponto que deveria ser mais demonstrado, o apego à ordem, á pureza. Sempre me pergunto porque esta gente se fixa neste ponto.

Pessoalmente, não tenho dúvidas que essa obsessão é patológica. O que Freud chamava de personalidades anais (em contraponto às orais) tem alto apego por tradição e hierarquia, assim como uma aversão a mudanças. Ou seja, é a descrição perfeita de um reacionário.

É claro que a direita mão possui o monopólio de personalidades anais nem de reacionários, como demonstrou o infeliz rumo que o socialismo tomou durante a infância da URSS -- muitas das 14 características desse texto do Umberto Eco descrevem bem o stalinismo. Mas que eles são mais comuns em partidos de direita, isso eles são.

 

A novela do SBT abordando a ditadura militar mexeu com alguns brios, alguns comentários aprovados pelo capitão e publicados no mural do PMB, destaquei esta frase do josé reis barata: Por que não tomar o poder unindo forças: do voto, físicas, de idéias e ideais?

: "Finalmente teremos em quem nos apoiar para acabar com a petralha. Esses babacas que estão escrevendo no twiter não sabem o que escrevem. Tem que deletar esta gente estúpida." Belo exemplo de democracia não acham?

Leandro Teles Rocha : Contem comigo. Vamos limpar o Brasil da escória petista.

pauko ricardo santana pereira: Agora é a hora, já que querem colaboradores atirem-se de cabeça neste movimento de paralização,se não votarem a PEC 300,mostrando para que será criado este partido senão pra defender nossos direitos constitucionais.

Anderson Dantas: Muito bom, precisamos de uma direita de verdade e forte Abaixo o comunismo e viva a democracia

paulo ricardo santana pereira: Vamos conclamar a todos,façamos GREVE GERAL,para mostrar que temos capacidade de parar o Brasil.Que eles tenham vergonha na cara e votem a PEC 300.

Wanderson Machado de Paula: Acredito que o nome "Partido Militar Brasileiro" é um nome muito forte, traduz uma idéia de tentativa dos Militares de retorno ao poder (Ditadura) e gera certa desconfiança na sociedade. Poderia ser "Partido da Segurança Nacional". Muito Obrigado!

josé reis barata: “Farda não faz o homem; as instituições e o inverso, sim” Observando a vida, o que se passa e passa ao nosso lado ou pela janela que ora uso construo um cenário onde sobressai uma profunda INSEGURANÇA JURÍDICA. Sim e daí? Violência, irmão! Muita e assustadora que nos enjaula dentro de nós e em nossas residências que já não mais significam privacidade que um Direito instrumental não mais protege. Nestas, enclausuram-se quem tem o privilégio de possuí-las o que exclui tapumes, divisórias sociais da maioria medíocre excluída que a necessidade une. Violência em seus mais amplos lindes e significados, física e mental afetando a liberdade social, amedrontando as entranhas das almas; as vítimas indefesas feitas pela indigência econômica ou por fatores originais, físicos, estes: os incapazes, os idosos e as crianças. Violência que olhando com um pouco mais de isenção (difícil), atenção e paciência é possível seguir o caminho que leva a ela: inicia pela prática política prenhe de imoralidade, o governo e ao Estado chegando ao poder. Este, em sua constituição contemporânea: dinheiro, Direito e o braço armado legalizado que sustenta o Estado e legitima o uso da força em um determinado território. Surge o desequilíbrio social, desordem destruindo a crença na lei legal e moral, argamassa de uma sociedade soberana e civilizada forjada em um sistema econômico que é o insolúvel dilema analógico do “ovo galinha” da mudança social que Marx só percebeu em um sentido. Pretender modificar o “status quo” pelo convencimento; promover mudança social nesta ordem e com esta ordem sem indesejáveis rupturas é ingenuidade por implicar acontecimento fortuito; crença no lúdico, em utopias, em “deveres ser”; em improvável alteração da natureza humana fundada em força exógena pacífica, sabidamente movida pelo interesse, pelo egoísmo, pela vaidade, pelo parecer. Nosso Estado é - pelo menos formalmente - do tipo constitucional, ou seja, regido por uma ordem jurídica denominada Estado de Direito. Tipificado assim por uma natureza própria, específica, expressa num documento: uma Constituição. Desobedecê-la é instituir um outro Direito, retroagir aos primórdios, à barbárie, a selvageria, ao direito da força, do mais forte “stricto sensu”. Nosso Estado que se origina no filosófico dístico democrático de que o poder político reside no povo, tem por característica fundamental o histórico e célebre sistema dos freios e contrapesos – checks anda balances - materializados em nossos Poderes da União que se prescreve sejam independentes e harmônicos entre si. Separação nascida na Revolução Francesa. Os poderes, entretanto, não estão independentes. Harmônicos? Em demasia, demasiado harmônicos. Sob outra visão existem dois outros “poderes” que sustentam a ordem social: um, de origem moral (incluo aqui a religião), com suas reprimendas de mesmo teor; outro, físico, da força que a prudência leva à observância do Direito que nos rege, que, por contato e contágio com o Poder, atua. Rousseau escreve assim: “Ceder à força é um ato de necessidade, não de vontade; no máximo, é um ato de prudência.” Sem considerar o porquê ideológico e se há ou houve -ainda que indícios materiais sobejem - as Forças Armadas, é fato, estão sendo afastadas do Poder via decisões de governo. A Constituição as consagra em um, evidentemente contraditório (autoridade suprema do Presidente confrontada com a “iniciativa de qualquer destes (poderes)”) caput do artigo 142, como; “As Força Armadas , constituídas pela Marinha, pelo Exército, e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares , organizadas com base na hierarquia e na disciplina , sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Na verdade e assim, militares são servidores do Estado e não de governos e daquele não devem ser afastados. No instante que se tem por diretriz política provada exclusão de militares e a contínua elisão deles, na condição maior de cidadãos, também políticos (farda é e impõe, tão-só, um papel profissional), do rol de cidadãos aptos a ocupar o mais alto cargo do setor tem-se por mais vigoroso efeito social multiplicador, em razão do enfraquecimento do Estado, o estímulo ao desrespeito à lei; à eclosão de uma exacerbada violência. Não se pense aqui que se exclui, pela simples condição de cidadão civil o comando supremo das Forças Armadas, não! “Farda não faz o homem; as instituições e o inverso, sim” Tanto não que a Constituição já estabelece o comando político dela ao Presidente da República, seja um civil ou um militar. O que aqui se quer ressaltar é o grave prejuízo à Nação que resulta de entregar a administração das Forças Armadas, o MINISTÉRIO DA DEFESA a titulares que evidenciam - só não fosse pelo despreparo profissional, por vezes moral - setor que exige alta especialização, em especial, institucional por razões menores de política partidária ou ideológica ou de manutenção do poder. Portanto, em clara ofensa à cidadania e ao civismo reclamados pelo interesse público que natura a República. Por outra vertente, este imenso contingente de cidadãos armados e preparados para o uso da força, da destruição em massa considerada legítima confrontado com a violência diária que nos aflige, acuado aos muros institucionais da hierarquia e disciplina se posta perante a sociedade, que não tem por natureza percepções originais e objetivas, como contingente de luxo e ineficiente, desnecessário. Vige, então, preocupante e crescente processo de desvalorização e desmoralização das Forças Armadas motivada por uma visão social míope, distorcida, que a INSEGURANÇA JURÍDICA proporcionada principalmente pelo governo circunstancial alimenta. Por que não tomar o poder unindo forças: do voto, físicas, de idéias e ideais?

Leia mais

http://www.partidomilitarbrasileiro.com.br/mural.php

 

 

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O Capitão Augusto deletou seu site, busque no Google com capitaoaugusto, sabe-se que é do PSB e lprovavelmente  da base do  senador Aloysio Nunes Ferreira,

Aqui um vereador critica o Capitão Augusto, uma das propostas do capitão é,  com uso da força militar, cercar o Congresso Nacional,,,eu heim...

"(...) As críticas foram mais severas quando o vereador lembrou dos interesses de Augusto com a política – ele irá criar o PMB (Partido Militar Brasileiro). “Estou preocupado com o Augusto, mas pelo seu bem, pois se está no exercício da sua função como militar ele não pode falar em política, porque o militar não pode estar filiado a partido. Ele fala que vai fundar o PMB para invadir o Congresso, olha que mentalidade. Isso é um retrocesso, uma ofensa a nossa democracia”.(...)

Aqui o texto na íntegra, publicado no Diário de Ourinhos:

Fauez Salmen volta a criticar capitão Augusto, que rebate

publicado em 4/3/2011  

O debate em torno da aprovação do projeto de lei complementar que dispõe sobre a Atividade Delegada fez com que o vereador Fauez Salmen voltasse a criticar o capitão Augusto. O edil bateu duro ao dizer que o militar usa a farda para fazer política e ainda disse que ele não tem competência para discutir o assunto com os demais parlamentares. Augusto rebateu as críticas.

Salmen disse que a partir do momento em que o comandante do 31º BPMI, tenente coronel, José Nelson Venâncio Alves assumiu a conversa com o Poder Legislativo, as discussões caminharam para a aprovação do projeto. “Quando se tirou o capitão Augusto da parada pelo fato de ele não ter competência para discutir a respeito do projeto, e o coronel José Nelson assumiu as conversas, as coisas foram conversadas de forma tranquila. O José Nelson é uma figura apolítica, diferente do Augusto que usa a farda para fazer política”.

As críticas foram mais severas quando o vereador lembrou dos interesses de Augusto com a política – ele irá criar o PMB (Partido Militar Brasileiro). “Estou preocupado com o Augusto, mas pelo seu bem, pois se está no exercício da sua função como militar ele não pode falar em política, porque o militar não pode estar filiado a partido. Ele fala que vai fundar o PMB para invadir o Congresso, olha que mentalidade. Isso é um retrocesso, uma ofensa a nossa democracia”.

Salmen foi mais longe ao dizer que consultou o alto comando do Exército e ficou surpreso ao saber que ninguém tem a informação sobre a criação do PMB. Além disso, prometeu enviar seu discurso ao Governo do Estado. “A principal função do militar é ser policial. Agora vai invadir o Congresso com arma, vai comandar um comboio militar, devassar a democracia? Não venha o capitão querer tumultuar a democracia brasileira. Vou mandar os pronunciamentos a Secretaria de Segurança Pública para verificar de uma forma objetiva quais os interesses do capitão”.

A intenção do capitão em se lançar candidato a prefeito de São Paulo em 2012 também foi alvo de critica do vereador. “Como militar fala que vai ser prefeito de São Paulo, e não precisa de eleição? Fica colocando o nome de Ourinhos numa situação embaraçosa. Um militar com essa mentalidade como pode comandar? Ainda bem que quem comanda é o José Nelson”.

Rebateu

A reportagem ouviu o capitão Augusto que rebateu algumas críticas feitas pelo vereador em especial ao comentário de Salmen de que ele utiliza a farda para fazer política e de que ele não comanda a PM. “Caso realmente tenha dito isso, foi no mínimo leviano, fazendo acusações sem qualquer consistência ou prova. Entrei como Soldado na PM e hoje sou Capitão, por mérito e competência própria, em 21 anos de serviço nunca tive qualquer punição, tenho dezenas de elogios em meus assentamentos e já recebi as láureas de 5,4,3 e 2 grau. Saí candidato em 2002, 2006 e 2010 ao cargo de Deputado Federal, sempre ficando como suplente, sou o PM da ativa mais votado da história da Polícia Militar, que tem quase 180 anos de existência, além de ser o mais votado de Ourinhos e região. Nunca tive qualquer problema tanto na parte profissional quanto na parte política, justamente por obedecer rigorosamente o que preconiza o Código Eleitoral e os regulamentos da Polícia Militar. Nunca fiz e jamais usaria da função de Comandante da Policia Militar de Ourinhos para fazer campanha, o que existe é uma exposição natural da função na mídia, que diga-se de passagem evito ao máximo, só dou entrevistas naquilo que realmente compete a minha função e não tem como passar para outra pessoa.

Com relação a ameaça do vereador de enviar seu pronunciamento a Secretaria de Segurança Pública, Augusto disse não temer tal atitude de Salmen. “Não há o que temer porque não faço absolutamente nada de errado, como cidadão tenho o direito constitucional de expressar minha opinião particular sobre diversos assuntos, tenho o direito de votar e ser votado, o direito democrático de participar de um pleito eleitoral, seja para os cargos legislativo ou do executivo se assim decidir em 2012, não sei porque incomoda tanto o nobre vereador o fato de eu exercer meu direito de cidadania plena”.

Augusto também rebateu o fato de o vereador ter dito que em contato com o comando do Exército, ninguém tinha a informação sobre a criação do PMB. “Minha esposa começou a cuidar da parte burocrática da criação agora no mês de novembro, somos mais de 1.000.000 de Militares da ativa e reserva, obviamente é impossível chegar ao conhecimento de todos. No mês de março será publicado o Estatuto e o Programa do PMB no Diário Oficial da União, logo em seguida será feito o registro junto ao 1 Cartório de Notas de Brasília e finalmente solicitado o registro junto ao TSE. Cabe ressaltar que este não é um Partido de Militares, não existe nenhuma diferença entre direitos e deveres dos filiados Militares e Civis, é um partido 100% democrático, ficou claro no depoimento do vereador que ele leu somente a primeira linha de minha entrevista e tirou conclusões precipitadas, se ele tivesse se dado ao trabalho de ler, no mínimo, o primeiro parágrafo, não falaria tanta bobagem a meu respeito e sobre o Partido Militar Brasileiro, sugiro que ele visite o site www.partidomilitarbrasileiro.com.br”.

Em relação as críticas públicas feitas pelo vereador – a segunda em menos de dois meses -, Augusto deixou claro que sempre que houver alguma ofensa a sua pessoa irá responder a altura. “Sou um cidadão cumpridor dos meus deveres, tenho uma dedicação profissional exclusiva para Polícia Militar e busco melhorar cada vez mais a segurança pública. Como cidadão ourinhense procuro fazer o melhor para minha cidade e região, não há nada que desabone minha conduta, portanto acho péssimo esse tipo de exposição entre pessoas públicas, sinceramente eu tenho coisa mais importante para fazer e espero que ele também tenha. Não o considero como inimigo político, até porque isso exige reciprocidade e tenho como questão pessoal não ter inimigos na área pessoal, profissional ou política, no máximo adversários políticos, onde pode ser mudado de eleições para eleições, as críticas são sempre bem vindas, desde que não haja ofensas pessoais, todas as vezes que houver qualquer tipo de ofensa a minha pessoa haverá uma resposta a altura”.

http://www.diariodeourinhos.com.br/noticia.asp?codnot=4148

 

Capitão diz que invasão do Congresso Nacional será pelo voto:

 

Surge o Partido Militar Brasileiro em busca de espaço no Congresso fevereiro 8th, 2011 | Autor: Daniel Pearl editor geral

José Orenstein
“Nós vamos invadir o Congresso”, afirma o capitão da Polícia Militar de Ourinhos (SP), Augusto Rosa. Mas antes que alguém se assuste com uma nova investida da caserna no Parlamento, ele completa: “Pela via democrática. Pelo sufrágio universal”.
O capitão Augusto é o idealizador do Partido Militar Brasileiro, o PMB. No último dia 29 de janeiro foi realizada a convenção nacional do partido, que já tem estatuto aprovado e mais de 5 mil pré-filiados nos 27 Estados do Brasil – a Constituição exige pelo menos 101 membros-fundadores em nove Estados. O próximo passo para oficialização é, segundo o Capitão Augusto, levar a documentação à Brasília, onde ele aterrissa neste domingo, 6 de fevereiro, para publicar no Diário Oficial a demanda. Na segunda-feira ele faz o requerimento ao Tribunal Superior Eleitoral e o registro no cartório de notas.
“Onde existe o caos, é o militar que dá jeito”, afirma o capitão, exortando sua categoria. Ele lembra que a instituição militar – que inclui os policiais, bombeiros, a Aeronáutica, Exército e Marinha – é das mais bem vistas pelo povo, segundo pesquisas. “Num país eminentemente cristão, nós somos considerados mais confiáveis que a Igreja Católica!”, exclama.
A ideia da criação de um partido militar começou a ser acalentada pelo capitão após algumas tentativas de candidatura como suplente de deputado estadual. Em 2003 então juntou simpatizantes e foi estudar como se cria um partido. Oito anos depois, a ideia deu certo.
“Somos mais de 1 milhão no Brasil – e em todos os mais de 5 mil municípios”, conta o capitão Augusto sobre a presença militar no País. O partido já tem diretórios organizados nas 27 unidades da Federação. E, dentro do partido, a tão importante hierarquia militar é deixada um pouco de lado. “Tem soldado que é presidente de diretório e general que é assessor dele”, afirma. E se diz surpreendido ainda pelo fato dos militares proveninentes das Forças Armadas terem aderido à sua ideia. Segundo o capitão 70% dos pré-filiados são dessa carreira.
Ideologia. Questionado sobre a orientação do PMB, capitão Augusto não vacila: centro-direita. E a principal bandeira é, naturalmente, a segurança. A soberania da Amazônia e a garantia do ‘cidadão de bem’ – “aquele que não comete crimes, respeita o outro e o patrimônio alheio”- são os temas em que o PMB pretende concentrar esforços. “Essas progressões de pena, os indultos sem critério nos presídios, isso é um absurdo!”,diz o militar. “Os direitos humanos tem que ser garantidos principalmente pras pessoas de bem”.
Mas o capitão Augusto lembra também que os presos têm seus direitos. “Se cometeuo crime, tem que cumprir a pena, sim. E a pena tem que ser vista não só como ressocialização do preso, mas como castigo. Mas o preso, que perdeu seu maior direito, a liberdade, não pode perder também a dignidade.” A situação dos presídios abarrotados, em que os detentos “são tratados como animais”, é uma das questões a ser atacada pelo PMB.
E o que o PMB pensa sobre o período marcante da ditadura militar? “Somos contra. Abominamos o período. Seria covardia vincular a ditadura conosco.Se você for ver, são 500 anos de serviços prestados ao Brasil. A ditadura foi só 20 anos.”
Capitão Augusto é favorável a uma ampla investigação sobre o período do regime, que esclarecesse o que aconteceu “dos dois lados”. “A gente quer emprestar nosso patriotismo, nossa ordem ao povo. Ele é quem. Por que o preconceito com um partido militar?”.
O PMB pretende lançar candidaturas nas eleições municipais de 2012 e 2014. No estatuto está proibida a coligação com partidos maiores, “porque queremos marcar diferença pela retidão,diferente de partidos pequenos que se vendem”, explica o capitão Augusto.
Mas, quando enfim for homologada a criação do primeiro partido militar brasileiro, o capitão e fundador vai se desfiliar. É que a Constituição impede que militares na ativa sejam filiados e eleitos.”Isso é um absurdo. Qualque cidadão de qualquer categoria pode se filiar e candidatar. Menos o militar”, reclama. A revisão dessa lei é um dos objetivos do PMB – que vai contar entre os filiados registrados no TSE apenas militares da reserva.
O capitão Augusto Rosa já foi filiado ao PSB, não de elegeu deputado federal em 2010.

http://blogdadilma.blog.br/2011/02/08

 

 

...spin

 

 

Confesso que me assusta a ideia de termos um partido militar...

 

É preciso ter cuidado: combater seu discurso pode confundir-se, pelo menos de ponto de vista pisicológico, com combater a figura militar - ou da polícia em geral - , ou enfraquecer seu significado, o que é muito perigoso (o oposto também o é: supervalorizar sua figura).

 

Conforme for conduzido o discurso de um partido militar - e deve-se observar que um discurso de extrema direita pode inflamar quando certos valores são convenientemente evocados - a sociedade pode ter sérios problemas, sobretudo de ordem estrutural. De fato, o sentimento ou senso de segurança é vital para que uma sociedade organizada possa se desenvolver. Abalar esse alicerce pode trazer tremendo caos social, inclusive insegurança sobre as leis.

 

Aí entra o perigo das coberturas midiáticas, principalmente em épocas eleitorais (basta que nos lembremos da última eleição... um candidato, o José Serra (PSDB), apresentando uma campanha  de extrema direita pautada e editada, numa simbiose,  apenas pelos momentos favoráveis  que a grande mídia lhe criava, teve grande votação). Deve-se observar que a grande mídia mora à direita... às vezes no fim da rua... 

 

Não se pode esquecer ainda que a direita brasileira, sobretudo a extrema direita, encontra-se à deriva e já engolindo água há um bom tempo.... louca por uma bóia em que agarrar-se.

 

Se for um partido de patriotas e não Lesa-patria, ou vendilhoes, entreguistas, estarei votando nesses.Militar tem dever civico de ser patriota.

 

Nassif

 

Se faz necessário acabar com a ditadura dos estrelinhas da PM do estado de São Paulo, aquém de sabermos ai origem do dinheiro gasto nes caminhadas desta gentalha para formação do tal partido.

Acorda Brasil

Euclydes Zmperetti Fiori

cidadão e ex-árbitro de futebol

 

a música do partido será "bofe de elite" do Tom Cavalcante?

 

Prezado Nassif

Existe uma velha "profecia" em relação ao velho Chico (Rio São francisco) : O Mar vai virar sertão e o sertão vai virar Mar!" . Também existe uma outra , agora um  extremamente funesto vaticínio em relação a Democracia Brasileira : A "PM" ainda vai causar um golpe de Estado na República Brasileira !.

 

Ótimo, que se funde um partido de origem militar. Vamos ver pela TV Senado ou Camara, um ex-general pedindo que se bata "continência" no plenario. O Bolsonaro pelo menos terá um partido correspondente. Apesar que eu ache, que teremos gratas revelações.

 

     Somando as maiores besteiras das quais me recordo, esta do PMB somente pode concorrer como "hors-concours", pois não lembro de tamanha asneira, mesmo vinda da cabeça de um sub-militar (PM), como é possivel um agente subordinado ao executivo, que se compromete a defender a constituição e as leis de um estado ou mesmo de todo o país pode concorrer a cargos legislativos, se estes desvairados quiserem participar do jogo politico, passem para a reserva imediatamente, e assumam sua condição de civis, sem armas na mão ou comando de tropas. Portanto Capitão-PM vá vestir seu pijama, pois ao Verdadeiro Militar cabe apenas e tão somente OBEDECER o que determina as leis e faze-las serem cumpridas, independente de quem está no poder.

 

junior50

Seguindo a lógica deste pessoal do PMB, que criaram o tal partido porque a segurança está "ruim", qualquer dias destes os professores de fisica do Brasil, fundarão o PPFB , partido dos professores de fisica Brasileiro, porque o ensino de fisica está "ruim" .

Os brasileiros precisam estudar mais e entender melhor o que significa partido politico e deixar de "inventar" bobagens ou quererem inventar a roda por ai.

 

E pode???

Eles não são funcionários públicos???

Cada uma...

 

Acho estranho este partido "militar" criado por policial.

 

Não acho ruim um partido militar. Eu acho mendonho um platelminto como o Jair Bolsonaro ser considerado o representante de cerca de 500 mil profissionais dignos e muito mais sérios do que esse Napoleão de Hospício...

 

Bolsonaro vai se filiar?

 

Seria interessante conhecer o plano deles para a segurança; os militares estão matando muito nesse país. a ditadura ainda continua pra muita gente...

 

Não me surpreenderia nem um pouco ver os militares entrando pela porta da frente e com apoio popular, face a tanta corrupção e descaso.

 

Não é de todo ruim a criação do Partido Militar...

 

Pelo menos esse pessoal adere as regras da democracia política brasileira atual, e isola os resquícios de golpismo que ainda pululam por aqui e acolá no seio de uma minoria de militares brasileiros.

 

Pronto, agora estarão dentro das regras normais do jogo e isso é muito bom. Chega de golpes e de golpistas e viva a democracia!

 

Diogo Costa

Nao existe caso de policia militar matando ricos NO MUNDO.

Se matar ricos --ou pelo menos espancar um ou outro no meio da rua de vez em quando-- for promessa eleitoral deles, conte me na fila.

Ate la...  adeus, militares.

 

Concordo. Sendo dentro das regras democráticas ta tudo certo. E com certeza devem ter gente muito melhor que tipos como os Bolsonaros da vida. Só espero que não entrem com discurso fácil moralista a reboque da atual oposição.

 

cruzes. 

É o estadão dando relevância ao que interessa (a eles, lógico). Quantos partidos no Brasil estão em via de formação?

Tão querendo é fazer uma vaquinha pra ver se completa o número de assinaturas.

Sou mais o partido pirata: http://partidopirata.org/blog/