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A crítica ao construtivismo

(Atualizado em 20 de dezembro às 15h23)

Sabe o que eu acho?

Que o que está estragar  nossa educação, fora outras coisas, chama-se Espírito do Construtitivismo.

A partir de uma teoria (sim, teoria), exposta a analfabetos científicos (que não sabem a diferença entre uma teoria e uma prática), que dá resultados econômicos fantásticos e justifica uma série de atrocidades educacionais (sim, o construtuvismo é usado para justificar uma série de atrocidades educacionais) é que muitos teóricos da educação e educadores de escritório desenharam uma série de procedimentos e práticas destrutivas, as quais foram reunidas e justificadas sobre a pecha de uma teoria sem comprovação empírica: uma teoria linda, com resultados questionáveis (e como!)

EssaEssa maneira de ver a educação (que atende no Brasil sobre o nome de construtivismo) dá ao aluno uma importância inflada dentro do processo de transmissão do conhecimento, o que reduz o protagonismo do professor na educação.

Tal posicionamento de redução do professor no processo de aprendizagem (já que o aluno é quem constrói o conhecimento) gera conseqüências muito interessantes para aqueles que lidam com as verbas, ou seja, falando em dinheiro, porque assim se o aluno constrói seu conhecimento,  o professor é um mero bedel  de um processo que pode ser conseguido sozinho. Oras, esse professor que serve apenas para catalisar um processo - que não é reagente na formação de um cidadão e de um sujeito preparado do ponto de vista escolar para a sociedade - é um sujeito que não precisa ganhar muito, que pode ser qualquer um, e que pode ser tratado como operário.

O que se esquecem é que há uma interação entre o professor e o aluno, e o protagonismo do professor é quem alavanca processos internos nos estudantes de forma a elevá-los em suas habilidades e aptidões.  

Isso não sou em quem diz, mas Vigotsky, um teórico que testou suas teorias na prática um número grande de vezes, e desenvolveu  procedimentos educacionais mil vezes superiores ao construtivismo piagetiano. No entanto, aí o professor é o sujeito mais capacitado, o sujeito que guia o aluno ao longo de sua zona de desenvolvimento atual para uma nova, mais elevada. 

Mas há um problema na abordagem de Vigotsky: o professor é importante, porque ele é admitido como indivíduo mais capaz que o aluno. Admitir um professor capaz é ter que pagá-lo melhor, é ter que lhe dar condições para atuar de tal forma que essa capacidade, que leva a uma liderança, seja reconhecida em sala de aula. E professor líder quer ganhar mais, professor protagonista quer ganhar mais, professor importante no processo de aprendizagem entende que é importante e por isso sabe que deve ganhar mais, que deve ser reconhecido.

No construtivismo não é assim. Essa teoria que nunca foi balizada na prática com resultados positivos, que nunca foi utilizada com benefícios sociais consideráveis, é uma vergonha para nosso país.

Mas enquanto professor for tratado como mero catalisador de um processo em que o único construtor é o aluno, não haverá diferença entre os dois. Aliás, já há onde o aluno é considerado como árbitro mais importante do ensino, talvez porque seja o cliente, talvez porque seja capaz de construir seu próprio conhecimento. E professor para quê?

Eu desafio qualquer um que se oponha a esse meu posicionamento duro em relação ao construtivismo (esse lixo de teoria pedagógica que não dá resultados positivos) que se manifeste mostrando, objetivamente, dados que comprovem a eficácia de tal abordagem. Vou gostar de aprender. Mas ainda assim, deixarei claro que a maneira de ver o mundo educacional gerada pelo construtivismo é o que corrobora absurdamente com a favelizaçãoda profissão de professor.

ABAIXO AO CONSTRUTIVISMO! 

Por Luiz Gonzaga da Silva

Recentemente, comentei num post que, na minha experiência de aluno, considerava a educação brasileira autoritária. Poderia relatar inúmeros casos de abuso de poder por parte de professores. Disse, também, que nesses anos  todos vi professores que reprovavam em massa, como os bambas. Professor temido pelos alunos é que eram bons. Usar o poder de dar dez, para o aluno "amigo", e zero para enquadrar o rebelde eram, ou são, práticas recorrentes nas instituições de ensino brasileiras. 

A sociedade da informação veio para "avacalhar", de certa maneira, essa visão da educação. Durante milênios, décadas, pais e professores detiveram o monopólio do conhecimento. Tudo o que gente aprendia era na escola ou em casa. E ai daquele que contestasse alguma coisa, por mais absurda que fosse. Hoje, a informação, o conhecimento estão democratizados. Professores e pais perderam o monopólio. Isso causa reação e perplexidade. Encontrar o seu papel num mundo em que os jovens podem ser mais "espertos" e contestadores é meio complicado. Ontem,  Nassif disse que a função do jornalista no blog era de mediação e, não de ser o  dono da verdade. Acrediro que para o professor, também.

Lendo o artigo, me pareceu que o articulista é um nostálgico de um tempo passado. A educação, nos dias de hoje, é uma via de mão dupla. Os professores entram com seu conhecimento especializado e os alunos com sua vivência. Um tem que aprender com o outro. Não podemos ter uma escola separada do que acontece na sociedade.

Piaget e Wigotsky não foram teóricos da educação. São dois dos grandes mestres da teoria do desenvolvimento humano. Suas descobertas são importantes para a educação porque mostram o estágio em que as crianças estão aptas a receber determinados conhecimentos. O articulista, inclusive,  lembra uma descoberta importante do mestre russo, a teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal.

Não vejo, sinceramente, relação entre a democratização do ambiente escolar e a desvalorização do professor. Que os mestres são desvalorizados, é fato. Mas as causas, provavelmente, são outras.

PS. Ontem, participei de um concurso público para a Faetec aqui no Rio. O cargo é de supervisor escolar. Paulo Freire,  Cipriano Luckesi e Wigotsky pontificaram na prova

Por Jaime Balbino

O autor do texto faz uma confusão entre o senso comum sobre o Construtivismo e a teoria construtivista em si.

Assim fica fácil descer o pau em toda a Teoria do Construtivismo com base no senso comum que muitos profissionais praticam.

Mais fácil ainda porque o texto da crítica pode ser tão superficial quanto o senso comum no qual se baseia.

Em primeiro lugar, Piaget não criou uma metodologia de ensino com o sua Teoria do Desenvolvimento Cognitivo (que serviu de base à Teoria Construtivista). Seu objetivo científico era única e exclusivamente compreender o desenvolvimento da lógica formal na criança. E ponto.

Mas seu trabalho foi Revolucionário e é uma das produções intelectuais mais significativas da humanidade. Não por acaso serviu de base para muitas metodologias de ensino que, por se diferenciarem do que era feito até então, convencionou-se chamar deconstrutivistas.

Não é exagero comparar a complexidade da Teoria do Desenvolvimento Cognitivo com a Teoria da Relatividade de Einstein. Além do que Piaget viveu quase até os 100 anos e trabalhou nela até sua morte, complementando-a e até contradizendo-a. Mas NUNCA escreveu uma única linha sobre sua aplicação prática.

Daí dá para imaginar a dificuldade de se compreender algo tão científico e histórico.

Porém, não faltaram discípulos e admiradores para criar trabalhos derivados, muitos de excelente nível, que aplicam na prática a teoria de Piaget ou, melhor dizendo, que explicam a aprendizagem escolar a partir da teoria piagetiana.

O fato é que o senso comum, mesmo quando aplicado em larga escala, não é síntese de uma teoria ou das práticas verdadeiras que enseja. Vários fatores culturais previstos por Piaget e comprovados por seus discípulos dificultam enormemente a massificação do construtivismo no ensino público, por exemplo. O desconhecimento da teoria principal inviabiliza definitivamente esse exercício e transforma o construtivismo em menos do que um arremedo de teoria quando se torna senso-comum.

Não sou piagetiano. Prefiro Vigotsky, exatamente porque sua base teórica é outra completamente diferente e, a meu ver, mais baseada na prática (como você já apontou).

Não se trata de 'jogar fora" Piaget em benefício do seu contemporâneo Vigotsky, mas de se aproveitar do pragmatismo vigotskyano e dos benefícios de uma teoria mais rústica. (ele viveu só até os 30 anos e deixou boa parte de sua obra incompleta). Vygotsky debate bem com Piaget.

Agora, para esta crítica se tornar um desafio aos piagetianos é necessário, primeiro, se tornar uma crítica embasada.

Por Rudá Ricci

Eu me preparava para rebater o texto, mas o Jaime Balbino robou a cena. Concordo totalmente com sua exposição. Criton confunde - assim como algumas apressadas escolas particulares - espontaneísmo com construtivismo. Este é o problema: a versão é sempre mais ouvida que o fato. Vale a pena ler um pouco Piaget. Comece com “O Juízo Moral na Criança”. Este é o único livro em que analisa o desenvolvimento da noção de regra e justiça, que diferencia crianças de adolescentes. Uma maravilha, embora concorde que Vygotsky e Wallon sejam mais completos e complexos. Há, aliás, uma bela carta de Piaget para Vygotsky, traduzida por uma professora da UFMG (que não consegui localizar para reproduzir aqui), após o psicólogo russo já ter falecido. A carta é muito bonito, onde Piaget lamenta não poder ter dialogado em vida, mas sustenta vários pontos em comum. Vale a pena ler porque ensina muitos brasileiros que pouco estudam educação (tentando reduzir toda teoria aos "pedagogos", quando é uma área interdisciplinar, que inclui estudos da neurologia, psicologia, sociologia, dentre tantas áreas) a compreenderem que não se trata de tentativas desvairadas, mas anos de estudos e pesquisas tentando compreender a maneira como pensamos e aprendemos. 

Por Andre Borges Lopes

Embora eu também seja professor, minha opinião aqui é de usuário, não de acadêmico.

Tenho dois filhos (9 e 5 anos) estudando em uma escola que leva a sério a proposta construtivista. Como toda escola, essa também tem seus problemas localizados. Mas minha avaliação pessoal dos resultado do aprendizado dos meus filhos é bastante positiva. E essa idéia de que o construtivismo limita a posição do professor a de "um mero bedel de um processo que pode ser conseguido sozinho" é de um reducionismo atroz. Sou testemunha da enorme diferença de resultado que meus filhos obtiveram com professores diferentes (em vocação, em capacidade, em didática).

No entanto, convivo na escola das crianças com diversos pais e mães insatisfeitos com a proposta construcionista, muitos deles dispostos a transferir seus filhos para escolas ditas "mais exigentes", que dão mais ênfase ao volume de conteúdo, que obrigam as crianças a se dedicar mais aos estudos. E há também muitos pais e mães que, como eu e minha mulher, aprovamos os resultados. A proposta construcionista está longe de ser uma unanimidade, seja entre os pais ou entre os educadores. E eu creio que, numa sociedade pural e democrática, é muito bom que seja assim.

Quem acredita que "Vigotsky (...) desenvolveu  procedimentos educacionais mil vezes superiores ao construtivismo piagetiano" e propõe a tese de "abaixo ao construtivismo" (SIC) não deve matricular seus filhos em escolas que sigam essa proposta. Caso seja professor, deveria procurar outro local de trabalho, já que é impossível ser um bom professor construtivista sem acreditar no conceito.

Em educação, o que existe de pior é a ditadura do pensamento único, seja ele construtivista ou não. O melhor é que floresçam pelo País escolas com as mais diferentes propostas. Que os país tenham a possibilidade – mas também tempo, disposição e paciência – não apenas de escolher o que consideram a melhor escola para seus filhos, mas também para acompanhar, ajudar, incentivar e criticar a sua vida escolar.

Sinceramente, acho que a participação (ou não) dos pais no processo de aprendizagem faz muito mais diferença que a proposta metodológica da escola. Como dizia Paulo Freire “A leitura do mundo precede a leitura da palavra". E eu acredito que quem ensina as crianças a "ler o mundo" é a família e os amigos, mais que o professor e a escola.

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Cibele Erdmann

EDUCAÇÃO

Acho que tem muita gente precisando estudar História, história da educação brasileira e mundial e, as metodologias.

 

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+68 comentários

No meu entendimento de educador, não entendo sua objeção ao texto do autor, já que no texto origem da polêmica ele mesmo diz:

"a partir de uma teoria (sim, teoria), exposta a analfabetos científicos (que não sabem a diferença entre uma teoria e uma prática),"

No meu ver, o que ele criticou justamente é a forma que essa teoria foi posta em prática, e não a teoria em si.  Eu acho também que ele confirma essa linha de raciocínio ao ter chamado isso, não de construtivismo, mas de espírito do construtivismo, logo no início do texto.
Ele ainda reforça esse uso do termo na acepção popular:   "Essa maneira de ver a educação (que atende no Brasil sobre o nome de construtivismo)..." Ao dizer esse "que atende no Brasil...", ele está deixando claro que se refere a uma definição corrente. E eu concordo. É assim que ouvimos falar de construtivismo. Ponto. Essa é a nossa cultura, o que vem da sociedade, de fora, e não de definições conteudistas de livros de pedagogia.

Aí, ele mesmo confirma que essa forma de ver a educação, que atende no Brasil sobre o nome de construtivismo, é a definição de construtivismo que ele deseja abolir quando diz "Abaixo ao construtivismo", já que ele mesmo reforça Vigotsky (sócio-construtivista) como um bom exemplo a ser mencionado. Para mim ficou muito claro que o construtivismo que o autor quer abolir é aquele "que foi interpretado pelos analfabetos científicos", já que ele até parece elogiar o estudioso russo.

 

Olha, professor, o senhor está sendo muito conteúdista, está bom?

Se fosse um estudante seu que tivesse "construído" o conceito de construtivismo a partir da vivência social dele, a partir do que ouve e vivencia, o senhor o teria reprovado? Olha como tem gente que ouviu falar do construtivismo exatamente como esse aluno ouviu.

Vi aqui no seu comentário: Um construtivista conteudizando a noção construtivista de um outro indivíduo? Parece a ironia que o colega apontou antes num desses wiks da vida.

Faltou adicionar a influência  da cultura, como ensinou Vigotsky.  O autor do post parece que fez. Você, parece que parou no Piaget.

(Por isso que não dá certo)

 

No meu entendimento de educador, não entendo sua objeção ao texto do autor, já que no texto origem da polêmica ele mesmo diz:

"a partir de uma teoria (sim, teoria), exposta a analfabetos científicos (que não sabem a diferença entre uma teoria e uma prática),"

No meu ver, o que ele criticou justamente é a forma que essa teoria foi posta em prática, e não a teoria em si.  Eu acho também que ele confirma essa linha de raciocínio ao ter chamado isso, não de construtivismo, mas de espírito do construtivismo.  
E reforça esse uso do termo na acepção popular (o termo que as mães e os pais escutam nas propagandas das escolas, e na fala de algumas pedagogas) adiante:   "Essa maneira de ver a educação (que atende no Brasil sobre o nome de construtivismo)..." Ao dizer esse "que atende no Brasil...", ele está deixando claro que se refere a uma definição corrente. E eu concordo. É assim que ouvimos falar de construtivismo. Ponto.

Aí, ele mesmo confirma que essa forma de ver a educação, que atende no Brasil sobre o nome de construtivismo, é a definição de construtivismo que ele deseja abolir quando diz "Abaixo ao construtivismo", já que ele mesmo reforça Vigotsky (sócio-construtivista) como um exemplo mais bem elaborado que não pode ser deixado de lado. Para mim ficou muito claro que o construtivismo que o autor quer abolir é aquele "que foi interpretado pelos analfabetos científicos", já que ele até parece elogiar o sócio-construtivista russo.

 

Olha, professor, o senhor está sendo muito conteúdista, está bom?

Se fosse um estudante seu que tivesse "construído" o conceito de construtivismo a partir da vivência social dele, a partir do que ouve e vivência, o senhor o teria reprovado? Olha como tem gente que ouviu falar do construtivismo exatamente como ele ouviu.

Um construtivista conteudizando a noção de um outro indivíduo?

Faltou o elemento cultural trazido por Vigotsky na sua avaliação, professor.

Por isso que não dá certo.

 

No meu entendimento de educador, não entendo sua objeção ao texto do autor, já que no texto origem da polêmica ele mesmo diz:

"a partir de uma teoria (sim, teoria), exposta a analfabetos científicos (que não sabem a diferença entre uma teoria e uma prática),"

No meu ver, o que ele criticou justamente é a forma que essa teoria foi posta em prática, e não a teoria em si.  Eu acho também que ele confirma essa linha de raciocínio ao ter chamado isso, não de construtivismo, mas de espírito do construtivismo.  
E reforça esse uso do termo na acepção popular (o termo que as mães e os pais escutam nas propagandas das escolas, e na fala de algumas pedagogas) adiante:   "Essa maneira de ver a educação (que atende no Brasil sobre o nome de construtivismo)..." Ao dizer esse "que atende no Brasil...", ele está deixando claro que se refere a uma definição corrente. E eu concordo. É assim que ouvimos falar de construtivismo. Ponto.

Aí, ele mesmo confirma que essa forma de ver a educação, que atende no Brasil sobre o nome de construtivismo, é a definição de construtivismo que ele deseja abolir quando diz "Abaixo ao construtivismo", já que ele mesmo reforça Vigotsky (sócio-construtivista) como um bom exemplo a ser seguido dentro da sua tese. Para mim ficou muito claro que o construtivismo que o autor quer abolir é aquele "que foi interpretado pelos analfabetos científicos", já que ele até parece elogiar esse estudioso russo.

 

Olha, professor, o senhor está sendo muito conteúdista, está bom?

Se fosse um estudante seu que tivesse "construído" o conceito de construtivismo a partir da vivência social dele, a partir do que ouve e vivência, o senhor teria reprovado? Olha como tem gente que ouviu falar do construtivismo exatamente como ele ouviu.

Oras, oras, oras, um construtivista conteudizando a noção de um outro indivíduo?

Por isso que não dá certo. Por isso. 

 

Qualquer coisa que for exposta a analfabetos científicos vira panacéia. E tal qual se faz acima, fala-se do que  não entende por exatamente ter ouvido apenas os que fazem panacéia e lido apenas resenha feita por idiota do seja Piaget.  Defende haver uma teoria/prática milagrosa em educação é uma coisa da mais pura inqualificação, posto que, isso é largo demais para qual uma possa preencher por completo. E não se quiser existe educação neste país quando gente resolve se passar por sabidão na net mais nem e-mail tem coragem de deixar.

 

 

 

AnonimoO - Se voce estivesse dirigindo-se a um juiz, em petição formal, é provavel que sua petição recebesse o seguinte despacho "Venha em termos" ass., ..... Isto é o juiz iria recusar a forma imprópria mesmo se concordasse com o conteudo. Se voce quer convencer, não xingue, e principalmente não ofenda. Indignação é para hora e assunto certo. Digamos que voce tenha razão. Voce tera conservado a razão, e não convenceu ninguem. Era isto que voce queria?

Agora faço uma pergunta a quem entende (os pedgogos, claro) será que minha responta ao AnonimoO foi construtivista, ou simplesmente imbecil. Aceito qualquer veredictum. Ebrantino

 

ebrantino

Talvez, seu questionamento a nós tenham uma postura construtivista, pois nos instiga a refletir sobre o assunto e a buscar meios de entende-lo epoder te responter.

Talvez mesmo pois reduzir toda uma teoria pedagógica à um comentário é difícil, arriscado e até irresponsável.

Acho que sua resposta ao Anonimo0 foi, talvez novamente, dialógica, você não desqualifica o que ele disse e mostra seu ponto de vista sobre a forma como ele expôs sem desrespeita-lo, e ainda se propõe a refletir sobre a forma como você realizou a sua exposição.

 

Eu estudei em uma escola construtivista.

Não posso falar do ponto de vista da teoria, não sou teórica da educação. Mas do ponto de vista do benefício pessoal, em termos de formação de potencialidades, de formação de uma base mais sólida, eu posso. Foi muito bom ter estudado em uma escola construtivista, e não troco essa fase de minha educação pelas outras que recebi em períodos similares, em escolas mais convencionais.

 

Discordo que, na prática do construtivismo, o professor seja apenas um catalisador. Enquanto crianças precisamos de pessoas muito qualificadas para construirmos, para entendermos o que estamos construindo, para aprendermos com os erros de um modo positivo, para desenvolvermos potencialidades...

 

Sou obrigada a admitir, contudo, que a escola em que estudei pagava mal a seus professores, e que eles muito precisavam lutar para serem melhor tratados.

 

Mas discordo que esta prática tenha a ver com a teoria construtivista em si. Creio que é muito mais fruto de uma formação capitalista provinciana e mesquinha. Vide as faculdades particulares, que nada têm de construtivistas e ainda assim pagam muitíssimo mal a seus professores, demitem doutores, e preferem os menos qualificados e com menos experiência, pois estes podem receber salários menores...

 

Acho que o problema aqui é descobrir em quem se deve realmente colocar a culpa.

 

Como alguém que sempre gostou da escola construtivista, não gostei da opinião exposta por Criton Mendes, nem dos termos em que a colocou.

 

Como professor, devo concordar com o texto. Infelizmente percebemos alunos com distorções claras do conhecimento, pois não o constroem satisfatoriamente. Vivemos em um tempo em que a  memória é distorcida - aliás nem a valorizamos.

Os antigos gregos sabiam valorizar os mestres, mesmo não concordando com ele. Aristóteles deve muito a Platão, mas ambas as filosofias partem de pressupostos diferentes em muitos aspectos. Portanto - não é que o professor seja o ponto-razão - a importância dele na sala de aula se faz extremamente necessária.

 

Finamente ironico item do wikilab (flagged=denunciado):

http://en.labs.wikimedia.org/wiki/Constructivist_Theories_in_Education

Nao sei dizer se as ironias sao intencionais ou por querer...

E a teoria do construtivismo:

http://en.wikipedia.org/wiki/Constructivism_%28learning_theory%29

(nao vou ter tempo de ler nem analisar)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Eu não consegui entender e, principalmente por em prática muita teoria que disseram que era boa com meus alunos. No final sempre dava certo o conteúdo bem desenvolvido, explicado de uma forma simples. Como é difícil fazer o simples em Educação! Professor bem preparado é professor que sabe o que ensina e vai aprendendo na prática o melhor método para o conteúdo que está desenvolvendo.

 

A questão do aproveitamento ruim dos alunos em um país grande e desigual como o Brasil não pode ser creditado ao construtivismo.

O construtivismo não é centro de uma conspiração para pagar mal os professores.

Deveríamos caminhar, no ensino fundamental, para:

  1. Professores bem preparados e bem pagos (seriam referência de sucesso profissional e pessoal para os seus alunos.)
  2. Classe com um máximo de 25 alunos.
  3. Ensino fundamental em tempo integral.

No ensino público isto é possível. No ensino privado talvez seja possível para algumas poucas escolas.

 

Recentemente, comentei num post que, na minha experiência de aluno, considerava a educação brasileira autoritária. Poderia relatar inúmeros casos de abuso de poder por parte de professores. Disse, também, que nesses anos  todos vi professores que reprovavam em massa, como os bambas. Professor temido pelos alunos é que eram bons. Usar o poder de dar dez, para o aluno "amigo", e zero para enquadrar o rebelde eram, ou são, práticas recorrentes nas instituições de ensino brasileiras. 

A sociedade da informação veio para "avacalhar", de certa maneira, essa visão da educação. Durante milênios, décadas, pais e professores detiveram o monopólio do conhecimento. Tudo o que gente aprendia era na escola ou em casa. E ai daquele que contestasse alguma coisa, por mais absurda que fosse. Hoje, a informação, o conhecimento estão democratizados. Professores e pais perderam o monopólio. Isso causa reação e perplexidade. Encontrar o seu papel num mundo em que os jovens podem ser mais "espertos" e contestadores é meio complicado. Ontem,  Nassif disse que a função do jornalista no blog era de mediação e, não de ser o  dono da verdade. Acrediro que para o professor, também.

Lendo o artigo, me pareceu que o articulista é um nostálgico de um tempo passado. A educação, nos dias de hoje, é uma via de mão dupla. Os professores entram com seu conhecimento especializado e os alunos com sua vivência. Um tem que aprender com o outro. Não podemos ter uma escola separada do que acontece na sociedade.

Piaget e Wigotsky não foram teóricos da educação. São dois dos grandes mestres da teoria do desenvolvimento humano. Suas descobertas são importantes para a educação porque mostram o estágio em que as crianças estão aptas a receber determinados conhecimentos. O articulista, inclusive,  lembra uma descoberta importante do mestre russo, a teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal.

Não vejo, sinceramente, relação entre a democratização do ambiente escolar e a desvalorização do professor. Que os mestres são desvalorizados, é fato. Mas as causas, provavelmente, são outras.

PS. Ontem, participei de um concurso público para a Faetec aqui no Rio. O cargo é de supervisor escolar. Paulo Freire,  Cipriano Luckesi e Wigotsky pontificaram na prova

 

Na qualidade de ex-aluno recente afirmo não haver muitas experiências "construtivistas" nas escolas. Na maior parte do tempo, o modelo empregado são as aulas tradicionais em os alunos copiam o que o professor escreve, o professor explica o conteúdo e marca o dia da prova.

 

Se o construtivismo fosse o verdadeiro problema da educação, os alunos completariam o ensino médio craques em matemática, física, química e biologia. 

 

Texto desnecessário. Se o problema é de política pública, critiquemos política pública. Nem Vigotsky ou Piaget trataram do problema brasileiro, eles apenas construíram teorias e teorias são como redes: capturam algumas coisas e deixam a maior parte passar. Precisamos das nossas redes. Não é criticando um autor ou outro, que viveu muito tempo antes de nós em circusntâncias completamente diversas que vamos resolver nossos prolemas. Piaget queria resolver suas indagações ao compor sua teoria, Vigotsky idem. Façamos o mesmo, vamos resolver nossos problemas e criticar apenas na medida em que isso nos ajude. 

 

Carlos, seu comentário é um primor!!!  Assino embaixo.  Quando será que começaremos a ser práticos??

 

#vaitercopa

Não entendo nada do assunto, mas para exigir "que se manifeste mostrando, objetivamente, dados que comprovem a eficácia de tal abordagem" o autor deveria ter mostrado entre outras coisas como Vigotsky "testou suas teorias na prática".

Afinal, ao contrario das ciências da natureza, que pode p. ex. fazer testes com cobaias, nas ciências sociais/humanas estas comprovações não são nada simples.

 

Esse texto foi traduzido? Pelo Google?

Caso contrário, o primeiro passo é reconstruir a linguagem.

 

Contijo X Criton - ROUND 2 - FIGHT!!!!!!!!!!!!!!!