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A doença de Norma Bengell

Da Istoé

O caso da estrela

Doente e endividada, Norma Bengell, a atriz que viveu a glória do cinema nacional, recorre à ajuda de amigos para sobreviver

Francisco Alves Filho 

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DIFICULDADES
Aos 75 anos, Norma Bengell passa os dias em casa
sentada, fumando, ouvindo música e falando ao telefone
 

O jeito sensual e o olhar enigmático da atriz Norma Bengell logo atraem a atenção de quem entra na sala de aproximadamente 48 m² de sua luxuosa casa na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Estamos falando de uma foto, em preto e branco, pendurada na parede, que remete ao tempo em que ela, além de uma grande artista, era sex symbol. De frente para o retrato, sentada na cadeira a um canto do cômodo, a mulher da foto é, hoje, outra pessoa. Aos 75 anos e depois de duas quedas, não se levanta, sofre com uma lesão na medula e tem limitação no movimento das pernas e do braço direito, além de dificuldades neurológicas. A atriz, que fez história ao protagonizar em 1962 o primeiro nu frontal do cinema brasileiro e atuou em 60 filmes nacionais e estrangeiros, não tem trabalhado por causa dos graves problemas de saúde. Às voltas com as contas cotidianas e mais as despesas médicas, não sabe o que fazer. “Estou sem dinheiro, companheiro”, lamenta. “Amigos me ajudam, o Fausto Silva (apresentador) e o Elymar Santos (cantor) me deram uma força, mas eu preciso de um fixo para pagar as contas”, diz ela. As pernas estão inchadas, o braço direito tem marcas da operação feita meses atrás e o tempo agiu sobre seu corpo, como acontece com qualquer septuagenária. Somente nos raros sorrisos e no olhar – ainda enigmático – se notam vestígios da Norma Bengell de décadas atrás, aquela da foto na parede.

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A situação financeira da atriz se agrava ainda mais pelas pendências judiciais geradas com o polêmico filme “O Guarani”, dirigido e produzido por ela em 1996. Por causa disso, seus bens e contas bancárias ficaram indisponíveis. Na época, ela usou leis de renúncia fiscal para levantar R$ 2,99 milhões. O Ministério da Cultura e o Tribunal de Contas da União identificaram irregularidades na prestação de contas e o caso foi parar na Justiça, gerando muitos processos. Na área criminal, tudo foi arquivado. Restam as ações tributárias, ainda sub judice. “Chegaram a me acusar de não ter terminado o trabalho. Como podem dizer isso se o filme foi apresentado em horário nobre na Rede Globo para milhões de pessoas?” Uma das alternativas pode vir de outra empreitada cinematográfica: um média-metragem sobre a vida e a obra do desenhista J. Carlos está prestes a receber verba de patrocínio, que sairia no fim de maio. “De cadeira de rodas, eu consigo dirigir”, garante. Sua remuneração seria de R$ 17 mil por esse trabalho.

A mulher que faz hoje malabarismos para fechar seu orçamento mensal viveu no mais alto patamar da glória cinematográfica. Norma fez parte do elenco do filme “O Pagador de Promessas”, único título brasileiro a receber a Palma de Ouro, no Festival de Cannes. Foi dirigida pelo genial Glauber Rocha em “A Idade da Terra”. “Eu discutia muito com o Glauber, mas nós nos gostávamos. Estava ao seu lado no hospital no momento em que ele morreu”, recorda. Norma também trabalhou com diretores italianos e franceses. Atuou algumas vezes em teatro e muito pouco em televisão – sua última aparição foi como a personagem Deise Coturno, do humorístico “Toma Lá, Da Cá”, na Globo. “É muito difícil fazer cinema no Brasil. A tevê dá melhores condições ao artista.” 

Sem condições de ser aproveitada em qualquer emissora, ela se limita a acompanhar como telespectadora o trabalho dos colegas. Gosta da novela “Cordel Encantado” e elogia o desempenho de Cauã Reymond. Cogita procurar o empresário Silvio Santos, dono do SBT. “Ele poderia me contratar agora e quando eu ficar boa retribuo com trabalho”, imagina. Além de passar um bom tempo à frente da telinha, preenche seu dia fazendo sessões de fisioterapia, ouvindo música clássica, vendo filmes em DVD e fumando um maço de cigarros. Passa muito tempo ao celular com amigos como Ney Latorraca e Miguel Falabella. A última conta de telefone chegou enquanto ela concedia entrevista à ISTOÉ, nada menos do que R$ 634. 

Sem filhos, a artista ainda tem como referência o padrão de gastos dos tempos da opulência. Por sua matemática, necessitaria de pelo menos R$ 9 mil todo mês. Instalada numa enorme casa de quatro quartos, duas salas e uma bela piscina, em um dos bairros mais nobres do Rio, ela nem pensa em vender o imóvel, onde vive há dez anos. Isso lhe renderia ao menos R$ 2 milhões. “Nem pensar. Minhas lembranças estão todas aqui”, rechaça. Sobre alguém que cogitou levá-la para o Retiro dos Artistas, ela se refere como um “bobo”. Mesmo com os problemas de locomoção, prefere acreditar que terá novos trabalhos. “Planejo fazer um filme sobre a minha vida”, diz. De sonhos, ela já vive. É só fazer o roteiro.  

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56 comentário(s)

Comentários

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acho que todos nós estamos sujeito a qualquer doença,mais quando falamos de idade fica mais dificil pq o que falta na humanidade é respeito ao proximo,principalmente aos nossos idosos,as criancinha,mais o que eu vejo em relaão a norma é a humildade,sei que foi uma mulher guerreira,mais hoje se encontra debilitada,qual seria o primeiro passo vender sua casa,comprar uma casa menor que tenha menos custo e investir o restante pra que possa viver sem grandes preocupações , ñ com luxuria mais uma vida   digna.bjos à tdos norma t d de moura

 

Olha, alguem que chega aos 75 anos, e tem uma casa de R$ 2 milhoes , teve uma carreira gloriosa, fica agora querendo viver comm esmolas, e so fazer as contas se ela vender o imovel, comprar um apatamento de R$ 1 milhao, ela ainda vai poder viver gastando os R$ 9 mil/ mes por pelo menos 10 anos e com dignidade, e entre nos se ela reduzir para R$ 5 mil serao 20 anos!!!!!. eu tenho mais problemas de saude do que ela e recebo R$ 1,3 mil e consigo viver sem pedir nada para ninguem, cai na real e se situa no Brasil que ela esta vivendo agora, temos mil  BRASILIS e o que ela esta agora e o de R$ 5 mili... mas logo vai chegar no de R$ 1,3 mil. 

 

DESEJO-LHE , QUE SE RECUPERE O MAIS RAPIDO POSSIVEL , E VOLTE A BRILHAR ,E O QUE PASSOU NO PASSADO PASSOU , ACHO QUE AS PESSOAS AINDA ESTÃO APRENDENDO A VIVER .......NÃO FALEM MAL DELA ......DEIXE-A TERMINA SUA VIDA COMO ELA SEMPRE VIVEU............APENAS FELIZ.............

 

Caros,

Seria uma grande oportunidade, para aqueles que tenham interesse, criar um fundo de sustento para a Sra. Norma Bengell.

Agora, não venham querer criar um clima de comoção pública porque não cola, nem criar cortesias com dinheiro público porque não é legal.

 

 

A maioria dos comentários aqui vai na base do "ah, ela podia vender a casa e viver tranquilamente". É, talvez o fato dela não conseguir mais trabalho e ter o estado de saúde precário não seja suficiente para sensibilizar ninguém, afinal, ela tem uma casa de R$ 2 milhões e gasta R$ 600 de conta telefônica. Quem sabe se ela não tivesse nada e vivesse à míngua, como tantos outros, ele merecesse nossa piedade. A partir do momento que tem dinheiro, entretanto, parece que só a frieza lhe pode ser oferecida.

 

Bando de moralistas.

 

 

 

Nassif,

 

O que mais me chama a atenção na matéria é que ela não quer se desfazer de sua casa por que ali estão suas lembranças.

Prefere estar pobre. Prefere se humilhar até. 

Nisto dá mostras de uma grande dignidade, pois prefere se manter no mundo de suas recordações aos dois milhões que poderia ganhar vendendo a casa.

Muitos comentários aqui demonstram desprezo por ela tomar essa posição.  Nisso, colocam o dinheiro como principal escala de referência de valores. E a raiva contra a atriz vem do fato dela implicitamente deixar isso claro, jogar na cara das pessoas que nem só de dinheiro se faz a vida.

 

Imóvel de dois milhões e ainda não apareceu nenhum parente cheio de amor pra dar à doce velhinha? Esta Norma é esperta  e sabe que este mundo é cão. Jogou a isca e está à espera...

                                                                 AlceuCG.

 

Segundo comentário, já que o anterior, enviado lá pelas 18h20  prometido para ser publicado em dez minutos (são 19h54) ainda não saiu. Não ficou claro no texto da Isto É se os bens de Norma estão bloqueados pela Justiça. Não estando, Norma deve vender a  casa de 2 milhões, pagar os credores, e ser mais responsável no uso do celular. 600 reais é que eu, também sem f amília , sem me beneficiar do mecenato oficial, e aos 69 anos, com problemas de saúde, gasto 600 reais com telefone movel, celular, internet, gás, luz, metade do meu plano de saúde. Dirigi  Norma no meu primeiro  longa, é uma grande atriz, de carreira internacional como disse antes (trabalhou com Alberto Sordi, Alberto Lattuada, Catherine Deneuve, Giuliano Montaldo em mais de 8 filmes europeus) , mas sempre foi altiva e temperamental. Não dá para ter pena, a velhice é dur apara a maioria dos brasileiros, em nação de "pronto atendimento" na saúde pública e nos planos de saúde (estou sendo irônico).

 

Cada um arca com as consequencias de seus atos! Quem planta vento colhe vendaval.

Ninguém tá preocupado com o povão que perde suas casas com tudo dentro nas enchentes Brasil à fora mas se compadecem de uma artista que torrou toda sua grana com sei lá o que e quer continuar na mordomia às custas dos outros.

Francamente...só no Brasil que pinta essa acolhida...

Acho que ela precisa de um bom corretor e de um táxi para levá-la até Jacarepaguá...

 

Caro, 

Você considera portanto que a pobreza é nobre, que devemos busca-la? Se não for isso, você só pode justificar a sua posição ( ou raiva,,,) por uma questão de classe. 

Das questões de classe você infere julgamentos sobre a moral pessoal das gentes. De um ideal  de igualdade de classes, você conclui que os "desiguais"merecem o sofrimento. Ou a sua redução  forçada à igualdade geral, igualdade não somente de classe, mas de modo de vida.  Portanto...

você seria daqueles que apoiaria as execuções de pessoas durante a revolução cultural chinesa.... 

 

O totalitarismo facilmente ronda as nossas mentes....

 

Faltou ao superficial repórter da Isto É informar que Norma Bengell fez uma curta e expressiva carreira no cinema europeu. TRabalhou sob as ordens de diretores como Giuliano Montaldo, ALberto Lattuada, Patronni Griffi,Nadine Trintignant,  como protagonista ao lado de gente como ALberto Sordi., Catherine Deneuve. Enrico Maria Salerno, Renato Salvatori (Rocco e seus irmãos),  Jean Sorel (A Bela da Tarde), Joseph Cotten (Cidadão Kane), Samy Frey , Jean-Louis Trintignant. Grande atriz, de temperamento dificil, a dirigi em meu primeiro longa, o politizado "Paixão na Praia" feito em plena ditadura militar. Teimosa, só mesmo a teimosia para viver na miséria e insistir em morar numa casa que vale 2 milhões de reais (e aida por cima gastar 600 mil em telefone, irresponsável). Caso venda a moradia, a situação se torna bem melhor, inclusive para os credores. Minha velhice também está dificil, mas não tenho imovel ou capital desse porte. não "mamei"no mecenato oficial, não dei uma de "ChatÔ" , o filme. Trabalho quando me dão trabalho e controlo meus gastos (imagine 600 mil em celular). A matéria em si mostra como é dificil  para todos a velhice, especialmente para os teimosos. para gente impositiva  como Norma. Envelhecer mal (fisica e financeiramente) não vale a pena. Está na hora de se discutir a velhice, a eutansia, em especial numa nação como esta que tem um atendimento médico "rápido"  na rede pública e nos planos de saúde  (por favor, a última frase é ironica.).

 

A Normal Benguel,  esta passando um recado para as  ditas "celebridades" de  caras e bundas  o  fim é esse,  geralmente vão  na Sonião Abrão pedir  socorro!!!

 

Sem filhos, pois não...quem alardeou ter feito tantos e muitos abortos deve estar pensando...onde foi que eu errei???

 

Acho que ela acharia um comprador pro imóvel, que lhe daria usufruto, não?

Dois mangos, pô.

 

Parece que o texto diz

...seus bens e contas bancárias ficaram indisponíveis...

Portanto, como vender a casa?

Por outro lado se ela tem condições de permutar por um imóvel mais modesto, quitar suas dívidas,  melhorar sua qualidade de vida e decide ficar onde está e como está, paciencia!

Uma casa daquelas é o sonho de muita gente, o problema é manter o padrão!

 

Norma, vende a casa, cai na real, compra um apto de um dormitório, aplica o restante no tesouro direto, e em um fundo de renda fixa, põe os pezinhos no chão e diminui os gastos, usa o dinheiro para o necessário....acredito que dá para levar uma vida mediana daqui para a frente, escreve um livro sobre sua vida, vende os direitos para uma editora, aplica o pagamento em títulos públicos e vai levando, não pagou INSS quando ganhou algum, dá nisso mesmo, quando ganha não paga nada, quando não tem se arrepende de não ter pagado, o INSS lhe daria uma condição mínima de sobrevivência apesar de tantos criticarem a previdência social pública. Mas a casa ainda pode lhe dar uma condição razoável de vida. Boa sorte. Os amigos se são amigos mesmo  deveriam convencê-la a vender essa casa que só lhe dá despezas.....coisa dos tempos de afetação, normal hoje em dia. Falta pé no chão a realidade da vida é muito dura, pena çque alguns só venham a descobrir nesta fase da vida.

 

"Pés no chão e caldo de galinha nunca farão mal a ninguém"

Achei sintomática a parte da "última aparição foi no humorístico 'Toma Lá, Da Cá'”...

No mais, deixa de ser besta e vende o casarão: você come lembranças, minha filha?

 

Oh Norma!

 

 

Por que não vende sua casa de 2 milhões de reais? Coitada? Coitado é o trabalhador - milhões, que levanta às 4 horas, pega 3 conduções e ganha salário mínimo. Parem de brincadeiras. Uma hora é o chato do João Gilberto, depois acusação estranha ao Monteiro Lobato, agora essa senhora.   Falta de assunto?

 

Armando do Prado

Não dá pra ter pena. Os R$ 634.00 que ela gasta mensalmente com a conta do celular são suficientes pra pagar minha água, minha luz, meu telefone, meu gás, minha internet e ainda sobra uma boa grana pro sacolão e pro açougue. E olha que tenho um padrão muito confortável, vivo sem sacrifícios e sem economias espartanas. Realmente, chega a ser uma afronta. Pra mim, esse é o comportamento de quem nunca se preocupou com uma conta na vida, nunca teve que economizar para comprar um bem e provavelmente sempre teve a sensação de que o dinheiro dá em árvores... foi, provavelmente, por esse mesmo comportamento que ela acabou tendo problema com prestação de contas públicas. Sempre viveu como se a conta bancária não tivesse fim. Espero, honestamente, que ela consiga "um fixo" que dê para pagar seu tratamento de saúde, seus remédios e para viver com conforto... mas daí a ter pena de uma pessoa que queima o que tem em telefone celular e cigarro e que vive em uma mansão de 2 milhões de reais... tem dó, né. Não dá.

 

Quanto mais pobre melhor? Você fez voto de pobreza e o cumpre?

 

Não, Julio, não cumpro. Nem tenho nada contra quem é rico. Tenho é contra quem não é pobre e que fica se fazendo de pobre. Ela é digna de pena porque está doente, porque está decadente, sozinha. Não porque não tem dinheiro para pagar as contas morando em uma casa de 2 milhões. Isso eu tenho contra.  Se ela tivesse um "fixo" provavelmente pagaria menos para uma empregada que a ajudasse do que gasta em telefone. Se não quer se desfazer da casa, se não quer alterar os hábitos dos tempos de glória, é uma opção dela. Mas aí faça e arque com as consequencias, ao invés de vir à público chorar miséria. Sabe... chega e fala... tô com dificuldades, mas vou me virar, tenho bens e pronto. Agora, ficar pedindo socorro, se expondo, que que é isso!!! Definitivamente não dá pra engolir. Entendeu, agora??

 

Essa mulher não me diz nada pois jamais vi um filme com ela. Mas eu acho que os homens e mulheres a quem ela fez sonhar há muito tempo atrás com filmes tão bons, deveriam se comover e ajudá-la. Não é possível que ela tenha ficado tão famosa e não apareça um fã que queira ajudá-la agora. Se for para analisar o problema enxergando ela como uma aposentada igual a todas as outras, então aconselho apenas que venda a casa e viva num apartamento menor que implicará em menos custos, ela poderá até pagar uma acompanhante... Isso é um bom exemplo para esses atores jovens que acham a Rede Globo o máximo, acham que estão no topo, olha ai a solidariedade da empresa quando seus bens mais preciosos envelhecem, são tratados como produto descartável. Ou pior, são jogados à exploração pela grande mídia, ainda servem de alimento para os abutres.

 

 

Norma

Grande artista,

ao que vejo, ostenta orgulho e vive bem, somente de conta telefonica gasta R$600,00 real por mês, sendo assim,  havendo necessidade, venda sua propriedade e toque o barco pra frente.

Gostaria que os mensalões e mensaleiros, Lulas e luleiros, Paoloccis, Serras,. Genuinos, Dirceus, maioria dos politicos e ladrões engravatados, se dignassem, e devolvessem, metade, do muito que nos roubaram.

Necessitamos acabar com a nojenta cultura do:

Toma lá, dá  cá.

 ou 

Eles também roubaram,

Acorda Brasil

Euclydes Zamperetti Fiori

cidadão e ex-árbitro de futebol

 

Acho que ela tem que cair na real, descer do pedestal de estrela que já foi e vender seu patrimônio(sua casa) para sustentar sua doença e sua vida. Afinal, 2 milhões e provavelmente vários objetos de arte que ela com certeza tem, dariam para ela ter um final de vida confortável e digno.

Feliz dela que ainda tem este patrimônio para se desfazer. Muitos artistas morreram na miséria.

 

 

Humanizar-se é preciso. Os comentários acima são de uma dureza, para não dizer de uma crueldade assustadora.

 

Os comentários acima, Angela, na verdade, são de um realismo assustador. Ela tem um patrimônio considerável e gastos supérfluos. Não vejo nada de cruel em sugerir que ela mude de hábitos para continuar vivendo sua vida confortavelmente até o fim. Cruel, para mim, é uma pessoa morar em uma casa de R$2.000.000,00, gastar mais de R$ 600.00 por mes em celular e achar que está em situação de penúria. Cruel para quem tem que sustentar família com menos do que isso. Bota cruel nisso, minha cara.

 

Dois milhoẽs de reais é uma boa soma. Se não quer vender o imovel é porque a necessidade não é tão grande assim. Quando a fome apertar (não é um desejo) ela vende, e vai viver o que lhe resta de vida mais tranquila. Quem dera  tivesse eu  alguma coisa para vender e pagar minhas dividas.

 

Ela pode valer 200 milhões, nenhum velho se desfaz de sua casa, de suas lembranças e de seus hábitos mesmo que morra  de fome. Sua insensibilidade é que necessita ser mudada, não a vida dela.

 

Essa atitude inflexível de quem está fora da realidade é uma afronta aos brasileiros que não têm casa própria e ganham 545 reais por mês.

Essa mulher devia se envergonhar de si mesma. Arrogante e com mania de grandeza.

Vergonha é ter um patrimônio desse e ficar mendigando dinheiro de amigos que devem ser mais pobres do que ela. Se ela quer manter nível de vida de milionára que faça isso sozinha.

Mesmo que tivesse eu não daria um centavo a ela.

Toma jeito, mulher. ACORDA!!!

 

Então você também julga as pessoas pelas posses? Pelo dinheiro? Você se desfez de toas as suas? Não tem mais conta bancária? 

Desumano, seu comentário.

 

Para mim segue o ponto que explica todo o resto da matéria.

"Aos 75 anos e depois de duas quedas, não se levanta, sofre com uma lesão na medula e tem limitação no movimento das pernas e do braço direito, além de dificuldades neurológicas."

Pelo jeito faltam familiares que pudessem intervir

 

 

Ela  não se tornou evangélica? Kd os irmãos  de fé?

 

Que baixaria lamentável este seu comentário....

 

E daí que tenha se tornado evangélica? Os "irmãos" deveriam bancá-la? Por favor, me diga qual é a sua religião que vou me converter!

E os companheiros artistas, que são tão sensíveis? Aparentemente sequer ligam para ela (pelo que se deduz do texto), já que receber ligações não custa 600 mangos por mês.

É lamentável uma artista tão famosa chegar assim à velhice, mas será que isso não reflete as escolhas que fez (e parece que ainda faz) ao longo da vida? Viver numa casa de 2 milhões e gastar 9 mil por mês, todo mundo quer.

 

não tenho religião, mas acredito em DEUS.

 

Dificuldade neurologica esta a anos luz de problema mental.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Lembra o "drama" do João Gilberto. A única ajuda que precisa é para "cair na real". Aparentemente tem patrimônio para vender, por as contas em dia e passar a viver de renda com um bom conforto numa casa própria de valor mais acessível.

Mas logo chega a turma que adora passar a mão na cabeça de artista...

 

Esse jornalista parece que nunca teve pais ou avós, só uma pessoa insensível é incapaz de entender o quanto é duro, talvez impossível sobreviver  aos 75 anos quando se  tem que mudar todos seus hábitos de vida. A maioria dos idosos basta lhe sacar a casa, isso já significa a morte.   

 

É bem por aí Neide.  Conheço várias pessoas  no declínio da vida sofrem muito com  doenças, solidão, falta de  dinheiro, etc.

 

Eu digo todos os dias que  só quero viver enquanto estiver  lúcida, sadia e não depender de ninguém. Minha avo´viveu 105 anos,   não dependia de ningúem  e  até os 98 anos tocava piano muito bem. Uma graça. Comemorou os 100 anos com 3 tetraneros.

 

Divas do Cinema Brasileiro. Norma Bengell e Odete Lara.

 

Olhem para isso e veja com o tempo é terrível: doenças, feiúra, solidão e etc.

 

Os politicamente corretos  ainda acham que o tempo é maravilhoso.

 

Tenham dó.

 

Chega de preconceitos em relação a velhice! Da UFSM ( http://w3.ufsm.br/ppgcsociais/docs/dissertacoes/gabriela-maia.pdf ):

"Havia um novo desafio que resultou em uma ruptura do olhar que até então vinha sendo dado à velhice, o que implicou no rompimento da associação entre velhice e invalidez, que compõe o estereótipo de ser velho.

Frente a essa nova perspectiva, foi necessária a busca de novos referenciais que pudessem dar um novo suporte às reflexões que emergiam, encontrando em Cícero uma possibilidade de deslocar o olhar sobre a velhice. Em 44 a.C., este autor escrevia que a arte de envelhecer está em encontrar a potência que esta idade possui. Na perspectiva do autor, velhice seria uma etapa da vida em que não se está mais incumbida das mesmas tarefas da juventude, mas também não se opõe a ela, na medida em que cada idade possui diferentes possibilidades de existência, dentro dos recursos que se tem.

A partir das reflexões de Cícero, entendíamos que velhice não se opunha à juventude. Contudo, era necessário compreender um conjunto de vetores que constituem o nosso olhar sobre a velhice e orientam a percepção desta como um período em que há o declínio de funções cognitivas e do vigor físico. Apreendê-la para além de uma etapa natural do ciclo vital significa considerar o entrecruzamento de discursos médicos, biológicos e psicológicos, os quais formam um juízo sobre a mesma e pautam projetos que tendem a uma retificação das subjetividades sob uma pretensa promoção de saúde."

 

Hans a velhice é mais uma etapa da vida para quem conseguiu alcançar eata idade

Eu tenho 76 anos, e me considero uma pessoa privilegiada porque sou feliz.

E porque sou feliz? Porque nunca me preocupei com coisas fúteis como beleza ou tentar ser aquela em que mais importante na vida é ser bela descuidando-se do verdadeiro valor que é o seu interior.

Doenças são normais nesta etapa é só aceitá-las. É muito triste ver-se pessoas que não aceitam a velhice e suas consequências. São pessoas infelizes e amargas.

E eu também tenho a felicidade de ter meu companheiro por 56 anos onde enfretamos muitas barreiras, mas o amor venceu. Não é fácil, mas valeu a pena.

Nós dois vivemos uma velhice feliz, junto aos filhos e netos. Precisa mais?

Não tenham medo do tempo,pois ele nos surpreende a cada instante se estivermos abertos para o mundo e vivermos cada dia com intensidade e amor.

 

Marise

Oi Marise, tudo bom?

 

Vc é uma pessoa de muita sorte.

 

Meu pai, embora muito lúcido, depende de todos, para tudo. Tem que ter uma cuidadora 24 hs por dia. Incontinencias diversas, só vive em médicos, etc.

 

Nosso país não dá valor aos idosos, são excluídos, desrespeitados  diariamente.É da nossa cultura.

 

Umbeijo..

 

Feliz de quem tem amigos. A situação de Norma Bengell pode acontecer com qualquer pessoa, a vida muda rapidamente. Porém o tom de decadencia é de quem escreve e não de quem vive a sua realidade com dignidade. Ela esta mantendo contato com as pessoas e se sente em condições de trabalhar - uma lutadora e ainda uma linda mulher.

 

 

Dá pra fazer uma enquete.

 

O que o leitor sentiu após ler a matéria:

Indiferença

Desprezo

Empatia

Pena

Raiva

 

Meu sentimento era de pena ate o ultimo paragrafo, onde citam seu imovel e a inflexibilidade dela diante a da dura realidade da vida: virou indiferenca.

 

De onde se conclui que você julga as pessoas pelas suas posses.... Quanto mais pobre melhor? Você adota isso na sua vida? Você se desfez de todas as posses?

 

Eu senti pena.