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A estratégia política de Alckmin

Do Valor

PSDB mira em reduto petista em São Paulo 

Cristiane Agostine e Ana Paula Grabois | De São Paulo
26/01/2011

De olho nas eleições municipais de 2012, o PSDB busca expandir seus domínios para o cinturão vermelho paulista, área que concentra prefeituras do PT na região metropolitana. Por meio da recém-criada Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pretende reforçar investimentos nas áreas de transporte, saneamento e habitação. A estratégia do governo estadual é aproximar-se de prefeituras petistas e ganhar visibilidade em redutos do partido rival, com projetos como o Bilhete Único e obras para conter enchentes.

O secretário da nova Pasta, Edson Aparecido, já procurou os prefeitos petistas das maiores cidades da região, como São Bernardo, Diadema, Osasco, Guarulhos e Mauá. Nos próximos dias, Aparecido pretende reunir todos os prefeitos da região metropolitana para discutir projetos conjuntos.

TradTradicional reduto petista, o cinturão vermelho registrou um dos melhores resultados do PT em São Paulo. Na eleição de 2010, a presidente Dilma Rousseff venceu em 28 dos 39 municípios da região metropolitana. Juntas, essas cidades concentram 14, 4 milhões de eleitores, quase a metade do Estado (47,7%). Excluindo a capital, comandada por Gilberto Kassab (DEM), as demais cidades da região somam 6 milhões de eleitores. É um eleitorado maior que o de Estados do Norte ou Nordeste e corresponde ao número de eleitores de Pernambuco. 

Alckmin sinaliza aos prefeitos dessas cidades uma relação mais próxima do que a mantida pelos governos anteriores. O prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida (PT), reclama da falta de diálogo com outras gestões e diz que isso impediu que muitos projetos "saíssem do papel", como a construção de piscinões para evitar enchentes. "Os governos municipais fazem um esforço imenso para atender as demandas da população e o Estado sempre teve uma postura distante", alega Almeida.

Em seu terceiro mandato, o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, também petista, reforça a crítica à falta de proximidade de gestões estaduais anteriores com os municípios, em especial nas áreas de transporte coletivo, saúde e defesa civil. No entanto, Dias afirma que já foi procurado pelo governador Alckmin para tratar de problemas relacionados às fortes chuvas deste mês, que marcaram o município.

À frente da aproximação da gestão tucana com as prefeituras da região metropolitana está um dos maiores aliados políticos do governador dentro do PSDB. O secretário Edson Aparecido foi líder do governo Alckmin na gestão anterior e um dos principais articuladores da campanha presidencial do tucano em 2006. Aparecido tem bom trânsito com prefeitos e parlamentares de diferentes partidos.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), elogia a iniciativa do governo Alckmin. "Antes tarde do que nunca. É impensável fazer a gestão da região metropolitana de São Paulo sem um mecanismo de organização", afirma Marinho. O prefeito de São Bernardo já conversou por telefone com o secretário de Desenvolvimento Metropolitano. Segundo Marinho, o apoio à ações conjuntas de governos municipais e estadual é unânime entre os prefeitos. "Não há como resolver problemas de enchentes, transportes, violência e saúde sem uma coordenação da gestão", afirma.

Para o prefeito da cidade onde vive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto está acima das disputas partidárias no Estado. "É uma necessidade. Se formos pelo olhar político-partidário, se inviabiliza", diz Marinho, que defende um trabalho de coordenação do governo estadual também com o governo federal. "O PT não se intimida com isso [a entrada do PSDB em territórios petistas]. Temos tranquilidade sobre esse assunto", diz.

Prefeito de Osasco, o petista Emidio de Souza diz que a competição política deve ser deixada de lado. "Não podemos torcer pelo pior, melhor. É uma necessidade de São Paulo, temos problemas comuns. Nunca teremos prefeitos da região e governador do mesmo partido", afirma.

Para o prefeito de Diadema, Mário Reali, a aproximação dos municípios com o governo estadual deve estar vinculada à destinação de mais recursos para a região metropolitana. "O centro da discussão tem que ser o repasse de recursos. É o principal. Isso tem de constar no Orçamento. Os recursos podem vir das empresas estatais, como a CPTM [trens metropolitanos], o metrô e a CDHU [habitação]", analisa. "As demandas hoje são metropolitanas. Nas áreas de transporte, habitação. É preciso ter mais articulação."

A escolha dos projetos será feita em conjunto, na reunião a ser marcada entre Aparecido e os prefeitos. Entre as ações coordenadas, o secretário estadual destaca a ampliação do sistema de bilhete único no transporte de massa da capital para as cidades da região metropolitana. Também defende obras de saneamento para conter as enchentes, além de projetos nas áreas de segurança, saúde e educação.

Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, "a criação da secretaria [de Desenvolvimento Metropolitano] é importante, mas o que vai resolver é ter política para a região metropolitana, o que passa por políticas de transportes de massa e de desenvolvimento econômico para os bolsões de pobreza da região ou às cidades-dormitório", diz Edinho.

O governo estadual tenta aprovar na Assembleia Legislativa um projeto para formalizar a região metropolitana, com 39 municípios. A proposta foi enviada por Alckmin em sua gestão anterior e, se aprovada, poderá criar um fundo para o financiamento de empreendimentos em comum na região. Entre as propostas em debate na Assembleia está o depósito de recursos proporcionalmente à população por Estados e municípios.

A aproximação com as prefeituras pode render mais recursos ao governo estadual, comenta o prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT). "Os recursos que o governo federal enviar para obras de saneamento dos municípios serão administrados pela empresa do Estado. Com isso, o governo estadual também ganha. O mesmo acontecerá com obras de infraestrutura, como o Rodoanel", comenta o prefeito. Se houver mais obras em comum, diz Candido, aumentarão os repasses da União para o Estado.

"A integração dos municípios é uma questão recorrente e o governo estadual nunca fez um programa estruturante para essas cidades", diz Candido. Como exemplo da dificuldade na integração com o governo estadual, o prefeito cita a elaboração de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O governo estadual apresentou grandes projetos, sem discuti-los com os prefeitos", reclama o prefeito de Suzano.

Além de tentar azeitar a relação com os municípios petistas, o governador Alckmin tem acenado também ao governo da presidente Dilma Rousseff, o que deve ajudá-lo na captação de recursos federais para investimentos no Estado. Em sua gestão anterior (2001-2006), o tucano não teve um bom entendimento com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ontem, em evento de aniversário da cidade de São Paulo, a presidente Dilma indicou que deve manter parcerias e investimentos com o governo Alckmin e com o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM). 

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hummmmmm...taí uma bela oportunidade de ficar rico em São Paulo...

vender cassetetes com a frase "estratégia política" partindo da pega e aumentando o tamanho das letras, de acordo com a grossura, até a ponta.

ora vejam só, logo quem foi pensar nisso só agora...se aproximar dos petistas

 

O novo mandato de Geraldo Alckmin representará uma virada de 360º no governo de São Paulo. Aguardem e verão.

 

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK... Ótima!

 

MAF

A matéria resume-se ao primeiro parágrafo: "De olho nas eleições municipais de 2012....". O resto é embromação, mentira, promessômetro, etc.

 

E quem era o governador antes do Serra? O Alckmin.

Por quanto tempo? Seis anos.

Então o argumento que diz que o Alckmin é mais acessível que o Serra não procede, já que a falta de diálogo vem de antes do governo Serra ou seja, do próprio Alckmin.

Se ele mudar de atitude de verdade muito que bem, antes tarde do que nunca e coisas do gênero...

Mas desculpem-me de se sou cético em relação à competência e às inteções do Alckmin. Não é pré-conceito, é pós-conceito pois baseia-se nas péssimas atitudes tomadas por ele mesmo nos seis anos em que ele desgovernou este estado. É melhor que o Serra? Bom, é sim, mas isso não é vantagem, qualquer um é.

Espero que ele não esteja somente fazendo jogo de cena. Vou esperar ver os resultados antes de acreditar.

 

ABAIXO A DITADURA

 

Concordo com Boal: a ojeriza que grande parte dos moradores da área metropolitana tem com relação aos tucanos se deve a falta de estratégia política e administrativa, descaso e ausência de parcerias com os prefeitos e com o governo federal, o que atrasou em muito o Estado.

Notem, por exemplo, essas duas notícias:

 

1 - Estado planeja mais esgoto na Billings

 

Por: Claudia Mayara  ([email protected])

Para evitar enchentes na Capital, projeto aumentará em 60% esgoto despejado na represa do ABCD

 

Uma das iniciativas do pacote de medidas contra as enchentes, apresentado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vem incomodando e preocupando o ABCD: a compra de três bombas para auxiliar na reversão das águas poluídas do rio Pinheiros para a represa Billings. Para fugir das cheias nas marginais, a solução estadual encontrada é aumentar em 60% a capacidade de vazão do Pinheiros para o manancial, mesmo que isso signifique a contaminação total da caixa d’água do ABCD.

As ações, a serem realizadas até 2013, pretendem amenizar o caos que paralisa a Região Metropolitana nos dias de chuva, mas para especialistas e políticos do ABCD nenhuma das alternativas resolve o problema em definitivo, apenas transfere a situação incômoda de um lado para o outro, de maneira rápida e barata. “Nada vai ser solucionado com a transferência do problema. Precisamos fazer as microdrenagens e a manutenção dos rios. O problema é crônico e não vai ser resolvido com soluções mágicas”, ressaltou o deputado estadual Carlos Alberto Grana (PT).

O advogado e ambientalista da Região Virgilio Alcides Faria também discorda do projeto e afirma que a Billings já contribui no combate às enchentes da Capital, mesmo antes de começarem a descarregar poluição no manancial:  “A represa tem vazão de 4,7 m³  e mesmo quando chove, nenhuma gota segue para São Paulo, pois a Billings retém toda a água. Se isso não acontecesse, a Capital seria inundada. Quer mais ajuda do que essa?”

De acordo com o governo, as bombas já foram encomendadas e custarão R$ 190 milhões aos cofres estaduais, mas só devem chegar daqui a dois anos. A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), que administra a Billings, explicou que o prazo envolve o tempo de projeto e fabricação das bombas, obras civis e instalação. Atualmente, quatro unidades na Usina Elevatória de Traição e oito unidades na Usina Elevatória de Pedreira fazem os bombeamentos das águas do rio Pinheiros para a Billings.

Para Faria, seja o bombeamento que já existe ou a compra de mais bombas, são atos inconstitucionais, uma vez que os artigos 208 e 46 da Constituição do Estado de São Paulo proíbem despejar esgoto sem tratamento adequado dentro de rios ou represas. “A lei ainda diz que a Billings é para uso prioritário para o abastecimento público. O uso pode até ser múltiplo, desde que isso não atrapalhe na ação prioritária. Não podemos aceitar que continuem jogando águas imundas para dentro da caixa d’água do ABCD”, alertou.

Apesar de o artigo 46, uma das disposições transitórias da Constituição Estadual, proibir que se jogue esgoto na Billings, em 1992 o governo fez uma Resolução Conjunta SMA/SES 03/92, atualizada pela Resolução SMA-SSE-02 de 19/02/2010, que permite que as águas do Pinheiros sejam bombeadas para o reservatório Billings, quando as vazões provocadas pelas chuvas elevam o nível das águas dos rios Pinheiros e Tietê, podendo causar enchentes na região. “Uma resolução não pode mudar uma lei e é isso que esta fez”, criticou o ambientalista.

Em nota, a Emae afirmou que atenderá todas as exigências dos órgãos licenciadores e explicou que a instalação das novas bombas apenas aumentará a disponibilidade e confiabilidade do sistema de bombeamento. Das três novas unidades, duas serão instaladas na Usina de Traição e uma na de Pedreira. A empresa também garantiu que o projeto não aumentará a quantidade de água bombeada, mas apenas aumentará a confiabilidade e disponibilidade do sistema, em caso de quebra ou indisponibilidade de alguma unidade haverá outras.

Problema antigo

Em 2008 o governo do Estado de São Paulo lançou um mecanismo de despoluição do rio Pinheiros, com o objetivo de reverter a água do rio para a represa Billings e gerar energia elétrica na Usina de Henry Borden, em Cubatão.  O sistema falhou, mas foram gastos R$ 80 milhões para testá-lo. O sistema de flotação, que consiste em jogar produtos químicos na água, fazendo com que a sujeira se transforme em flocos e suba à superfície para ser recolhida, mostrou-se insuficiente para barrar a poluição.  “O que é preciso ser feito é a coleta e tratamento do esgoto. Essa história de flotação foi apenas uma esperteza política para não se gastar com o que realmente se deve gastar”, falou Faria.

O despejo de esgoto, de lixo e o bombeamento das águas do Pinheiros na Billings mobilizaram Faria a mover uma ação popular na Vara da Fazenda Pública da Capital  contra Emae e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Atualmente, o ambientalista aguarda o resultado da ação popular. “Se não for o suficiente para parar essa ilegalidade, estou disposto a ir ao Supremo Tribunal Federal. O freio do poder público é a lei. A legislação precisa ser cumprida”, afirmou o ambientalista.

Do ABCD Maior - http://bit.ly/fHhCxZ

Então, eu me lembrei de uma outra notícia de agosto de 2010:

2 - Obras do Pró-Billings começam em janeiro

 

As obras do Pró-Billings, programa de saneamento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para área do manancial em São Bernardo, deverão começar em janeiro. As intervenções terão início pelo coletor-tronco do Ribeirão dos Couros.

O item é considerado o mais importante do projeto e custará R$ 67 milhões. Segundo a gerente da unidade Regional da Billings, Nercy Bonato, a licitação deverá ser lançada em setembro.
Parte dos trabalhos que irão viabilizar a obra já estão sendo realizadas pela Sabesp em parceria com a Prefeitura de São Bernardo.

O Pró-Billings prevê a criação de ligações domiciliares de esgoto e a construção de redes coletoras, coletores-troncos e estações elevatórias para transportar os dejetos para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ABC.

Ainda segundo Bonato, o gerenciamento das obras e a execução das outras fases do plano - que contempla intervenções na região do Alvarenga - estão sendo detalhadas para também serem licitadas em breve.

Pelos cálculos da companhia, as intervenções irão atender diretamente população estimada em 250 mil pessoas na região.

VERBAS
O empréstimo de R$ 126 milhões da Agência Internacional de Cooperação do Japão - Jica, na sigla em inglês - para o financiamento do Pró-Billings foi aprovado pelo Senado no terça-feira.

Com a contrapartida da Sabesp, o programa terá, ao todo, recursos na ordem de R$ 246 milhões.

O objetivo é poder encaminhar, até 2015, todo o esgoto da bacia da represa e do Ribeirão dos Couros para tratamento na estação. A reversão evitará o descarte in natura dos dejetos nas águas do manancial.

Em São Bernardo, cidade beneficiada pelo Pró-Billngs, atualmente apenas de cerca de 27% dos 78% de esgoto coletado recebem tratamento adequado.

Continua em - http://bit.ly/e0iMAU

 

Espero que essas reuniões sirvam para esclarecer os fatos referentes a esse assunto também, inclusive tratando do destino do empréstimo feito anteriormente.

 

 

...Indo e vindo...Caminhando e cantando...

O importante é que a população realmente obtenha ganhos com essa estratégia. 

Que não fique só em conversas, que realmente o governo do estado se disponha a ouvir os prefeitos e suas reais e necessidades.

O povo sabe quem realmente se preocupa.

 

Tadinho do Alquimista, ele é tão bonzinho...

Nassif, só hoje eu via a nova publicidade da Globo News, postei em meu blog http://asarvoressaofaceisdeachar.blogspot.com/2011/01/nao-pense-na-cbn-m...

 

Teríamos nós eleitos uma versão feminina do Obama, aquele que tudo prometeu e nada cumpriu?

 Estadão online:

Dilma já trata Kassab como aliado e faz críticas indiretas a tucanos de SP

Sentados lado a lado durante cerimônia em São Paulo, prefeito e ex-presidente Lula conversaram bastante Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo A iminente ida de Gilberto Kassab para o PMDB, partido da base governista, levou a presidente da República, Dilma Rousseff, a elogiar o prefeito paulistano e a destacar investimentos na capital, ao mesmo tempo em que criticou, de maneira indireta, o PSDB. A presidente cumprimentou Kassab (DEM) “com muito carinho” e disse estar “honrada” com o convite feito por ele para participar nesta terça, 25, da cerimônia em comemoração ao 457.º aniversário de São Paulo, na sede da Prefeitura, na qual foi entregue a Medalha 25 de Janeiro ao ex-vice-presidente José Alencar, que luta contra um câncer há 13 anos. Além de Dilma e Alencar, estavam com Kassab no palco montado na Prefeitura o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), com quem o prefeito mantém conversas sobre a troca de partido. Ontem, os dois conversaram rapidamente na presença de Alckmin. Sentados lado a lado, Kassab e Lula falaram bastante durante a cerimônia. O prefeito concedera a mesma medalha ao ex-presidente em 2010 – à ocasião, também fez a homenagem ao ex-governador José Serra (PSDB). Tanto Dilma como Lula são entusiastas da ida de Kassab, que está na oposição, para o PMDB. Ambos avaliam que a troca de partido enfraqueceria o PSDB em São Paulo, principal bastião oposicionista no maior colégio eleitoral do País. Nas últimas cinco eleições, o PT não quebrou a hegemonia tucana no Estado. Kassab pediu aos peemedebistas discrição nas negociações. Quer tonar pública a decisão apenas depois de 15 de março, quando ocorrerá convenção nacional do DEM para a escolha da nova direção. Caso não consiga emplacar a troca de comando no partido, Kassab terá um argumento forte para abandonar a legenda. (…)

 

Estratégia política de Auquimim!??  Áh... ele tem uma é?  Ué, se tem, porque nunca usou?

E como perguntar não custa nada: será que ele teria também uma estratégia administrativa?  Pode ser qualquer uma. Umazinha pelo menos?  Não é por nada não e nem estou de má vontade, mas é que com mais de vinte anos do partido dele no poder aqui em São Paulo, nunca vi estratégia política ou administrativa nenhuma.

 

MAF

"A estratégia do governo estadual é aproximar-se de prefeituras petistas e ganhar visibilidade em redutos do partido rival, com projetos como o Bilhete Único e obras para conter enchentes."

É uma ótima notícia.

Como o Alckmin tem maior capacidade de diálogo do que o Serra, acho que este trabalho conjunto é possível.

O mais importante é levar benefícios para a população local -- seja qual for a cor da prefeitura.