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A ética cachoeira de Veja

De Veja

Imprensa

Ética jornalística: uma reflexão permanente

Eurípedes Alcântara, Diretor de Redação de VEJA

“A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.”

VEJA nunca permitiu que suas páginas fossem usadas para outro fim que não a busca do interesse público. Sempre que uma denúncia é publicada, alguém ganha e alguém perde. Um ministro cai e outro ministro sobe. Um grupo político é prejudicado e outro grupo político é beneficiado. São consequências normais da divulgação de fatos verdadeiros. Em nosso trabalho cotidiano, essas circunstâncias são tão naturais para nós que nos dispensamos de discuti-las. Mas temos de concordar que as pessoas não diretamente envolvidas em nosso trabalho possam, de boa-fé, não entender completamente a natureza do bom jornalismo que praticamos em VEJA.  Refleti sobre nossos critérios, nossas relações com as fontes de informação, enfim, nossa missão jornalística. O resultado é o texto abaixo.

“O jornalismo é feito com fontes de informação. O jornalista não é pago para saber. É pago para descobrir. Por essa razão, as relações do jornalista com suas fontes merecem uma reflexão permanente.”

O jornalismo é feito com fontes de informação. O jornalista não é pago para saber. É pago para descobrir. Por essa razão, as relações do jornalista com suas fontes merecem uma reflexão permanente. Os profissionais de VEJA seguem as regras escritas da Editora Abril, cujo Código de Conduta estabelece: “O jornalista da Abril não tem relação de trabalho com, nem presta serviço, ainda que eventual, para qualquer pessoa, empresa ou entidade que seja, ou possa a vir a ser, fonte de informação. A Abril jamais paga entrevistados por informação de nenhuma espécie, de forma direta ou indireta. Sempre que possível, o jornalista deve pagar por almoços e jantares com fontes ou seus representantes. Cabe ao profissional e a sua chefia imediata definir as situações em que a aplicação desta regra pode afetar o relacionamento com a fonte.” Posturas Éticas – Guia para Jornalistas e Produtores de Conteúdo do Grupo Abril – Complemento do Código de Conduta.”

Em complemento ao Código de Conduta da Abril, a redação de VEJA em seu Plano Editorial anual reafirma que a “independência” é o maior valor de um jornalista da revista. Por independência, diz o Plano Editorial, entende-se que o repórter não aceita nenhuma barganha editorial com as fontes em troca de informações. Em nosso cotidiano, embora seja uma regra não escrita, sempre avaliamos as informações que recebemos das fontes tendo como único metro o interesse público que se confunde com o interesse jornalístico. Isso significa que as inúmeras informações pitorescas ou de caráter pessoal, comportamental ou sexual de autoridades e governantes que nos chegam na forma de fotos, vídeos e gravações nunca são usadas por serem ofensivas e nada ajudarem na compreensão dos fatos públicos.

“O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações.”

Os jornalistas de VEJA estabelecem com suas fontes uma relação em que fica claro desde o primeiro momento que não se trata de uma relação de troca. A fonte não terá nenhum outro privilégio por fornecer informações, a não ser a manutenção do sigilo, caso isso seja do interesse dela. As fontes nunca são desinteressadas das reportagens com as quais colaboram fornecendo informações. Um corrupto que passa informações quer se vingar de outro corrupto ou espera atrapalhar o negócio do concorrente com o governo. Nos dois casos, o jornalista precisa ter noção exata do interesse da fonte e usar a informação quando e somente se a vinda dela à luz servir mais ao interesse público do que ao do próprio informante. Um assassino que revela na cadeia um plano para assassinar o presidente da República é possuidor de uma informação de interesse público – e pelo mecanismo da delação premiada ele pode ter sua pena atenuada ao dar uma informação que impeça um crime ainda pior do que o cometido por ele. Portanto, temos aqui uma situação em que a informação é de qualidade e o informante não, por ser um assassino. O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações.

“Uma informação de qualidade é verificável, relevante, tem interesse público e coíbe a ação de corruptos.”

O repórter que se preza não despreza uma fonte de informação sobre casos de corrupção com base apenas no fato de que o informante é corrupto. Mas como se cativa e se mantém um informante desse tipo sem acenar com alguma vantagem para ele? O jornalista, consciente dos interesses subalternos do informante, deve tentar obter dele o que for relevante para o interesse público – e publicar. O mais provável é que o informante se sentirá gratificado por ter conseguido o objetivo de ver a informação tornada pública e o jornalista também terá cumprido sua missão de trazer à luz fatos que, de outra forma, nunca sofreriam o efeito detergente dos raios solares. Ao jornalista cabe distinguir:

A) se a informação é verificável;
B) se a informação é relevante e de interesse público;
C) se a vinda da informação a público ajudará a diminuir o escopo de ações dos corruptos, entre eles o próprio informante.

Cumpridas as três condições acima, a informação merece ser levada a sério, a despeito, repita-se, da estatura moral do informante.

O bom jornalista não se deixa paralisar estabelecendo como critério só ter como fontes pessoas que passem pelo crivo ético mais elevado. Isso não deve ser confundido de jeito nenhum com a ideia de que vale tudo. O critério de VEJA é claro. As informações precisam ser qualificadas, independentemente da estatura moral do informante. Pessoas de estatura moral questionável podem deter informações de altíssimo padrão de qualidade jornalística. Digamos que a informação trate de uma negociação de pagamento de propina. Quem tem mais condições de contar o que aconteceu? Quem estava lá ou quem não estava lá? A resposta é clara: quem estava lá, ou seja, um dos envolvidos.

Evidentemente, o critério acima não vale para fontes que queiram dar opiniões. Não abrimos espaço para pessoas de baixo padrão moral dar opiniões. No processo de coleta de opiniões, procuramos as mais qualificadas autoridades mundiais para entrevistar, onde quer que estejam. Se uma fonte moralmente discutível testemunhou um fato importante, quer contar o que presenciou e se o que ela narra é verificável por outros meios, consideramos que ela pode ter uma informação que vale a pena ser levada em conta. Se essa mesma fonte quiser dar uma opinião a respeito daqueles mesmos fatos, não aceitamos. A qualidade da informação pode independer da qualidade da fonte. Já a opinião é indissociável de quem a emite. A qualidade de quem opina afeta a qualidade da opinião.

“A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.”

Esse ponto merece uma análise mais detida. Como o jornalista deve diferenciar sua relação quando uma fonte é, digamos, um economista respeitado e outra fonte é um criminoso? O jornalista deve ter em mente que ambos podem ser detentores de informações da melhor qualidade. O criminoso pode ter sido testemunha de um crime e seu depoimento pode ajudar a desbaratar uma quadrilha perigosa. Não se pode desprezar o que ele tem a dizer. É preciso ouvir, analisar, pesar, checar, contextualizar. Um economista respeitado, caricaturando, pode estar teoricamente equivocado sobre algum fenômeno ou pode estar a serviço de algum especial interesse econômico ou comercial. Enfim, ambos valem pelo teor, qualidade e grau de interesse da informação verdadeira de que são detentores. É preciso atentar para o fato de que, mesmo que a fonte seja um assassino esperando a execução de uma sentença de morte (exemplo verídico transformando no livro O Jornalista e o Assassino pela americana Janet Malcolm), ela merece ser tratada com respeito. Se a fonte não tem ética, isso é problema dela. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.

Quando o jornalista lida com uma fonte que tem uma informação verdadeira, verificável e relevante, ele precisa ter consciência dos interesses particulares do informante. Deve avaliar se o interesse público maior supera mesmo o subproduto indesejável de satisfazer o interesse menor e subalterno da fonte. Se o resultado for positivo, a informação se candidata a ser publicada. Por isso, o jornalista não pode ser amigo de fontes. Não pode aceitar presentes, convites para viagens ou quaisquer outros agrados.

VEJA nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente, portanto o que segue aqui tem o objetivo apenas de refletir sobre certos limites. Quem se favorece conscientemente do produto de furtos, roubos ou outros crimes é potencialmente cúmplice do autor. Por essa razão, o jornalista que eventualmente receber uma gravação obtida ilegalmente e usá-la em uma reportagem pode estar se expondo aos rigores da lei. Desse modo, ele só deve dar esse passo arriscado quando o custo para a sociedade de desprezar o conteúdo da gravação for muito grande. Se o preço pessoal de evitar um crime ou uma sequência de crimes dando publicidade a gravações ilegais for incorrer em uma transgressão menor, o jornalista tem o dever de considerar correr esse risco. Em VEJA, casos assim jamais são decididos individualmente por um jornalista, mas pela direção da revista. O trabalho jornalístico envolve vários riscos. Como qualquer trabalho. Do cirurgião, do advogado. Do engenheiro. Se ele tomar todos os cuidados, os riscos serão minimizados, mas jamais eliminados. A primeira preocupação de VEJA ao ter acesso a uma informação é entender como a informação foi obtida.

Se a publicação do produto do crime tiver relevância para evitar crimes piores, e mesmo que isso ajude a vender revistas, não se incorre em falha ética. Se um jornalista furtar da pasta de uma pessoa, por exemplo, um plano para explodir a represa de Itaipu e se com a publicação do plano ele evitar o ataque terrorista - e ainda vender mais revistas –, a implicação ética lhe será altamente favorável.

“O bom jornalismo é uma atividade de informação mediada. O jornalista não é um mero repassador de declarações. Ele tem o poder discricionário de não publicar uma acusação ou uma ofensa grave.”

As informações obtidas com a garantia de manter o sigilo da fonte trazem desafios adicionais ao jornalista. As informações obtidas de fontes anônimas, que não podem ou não querem se identificar, devem ser usadas preferencialmente como confirmação de dados ou relatos já obtidos de outras fontes. Mas é um erro desprezá-las. Muitas vezes um informante testemunhou fatos relevantes e a única condição que coloca para narrá-los é a manutenção do sigilo sobre sua identidade. A regra básica para errar menos com o uso de fontes anônimas é ter em mente que o leitor pouco ou nada saberá sobre quem deu a informação, portanto o jornalista tem de saber tudo sobre a fonte. VEJA muitas vezes não tem meios de confirmar com outras fontes as informações passadas por uma fonte que pediu OFF.  Digamos que uma discussão entre duas pessoas seja contada em OFF por um dos participantes. VEJA não vai publicá-la se a outra pessoa não confirmar? Talvez sim, talvez não. Depende do conteúdo do diálogo passado. A lição é a de que o bom jornalismo é uma atividade de informação mediada.  O jornalista não é um mero repassador de declarações. Ele tem o poder discricionário de não publicar uma acusação ou uma ofensa grave. Se o custo de não publicar for prejudicial ao interesse público, o jornalista deve pesar os riscos e corrê-los se necessário. 

Uma fita contendo revelações importantes (depois de devidamente periciada e contextualizada) tem valor extraordinariamente maior do que uma frase acusatória, seja em OFF ou em ON. VEJA sempre pericia os diálogos gravados que publicou e guarda esses registros. VEJA já publicou diálogos que lhe foram entregues degravados sem ter tido acesso ao conteúdo original – mas o fez com absoluta segurança da origem do material. Existe uma diferença grande entre uma acusação em OFF e uma fita. A fita, muitas vezes, envolve um diálogo de duas pessoas acusando uma terceira – que pode ser inocente. E ela acaba sendo envolvida num escândalo involuntariamente. Isso raramente acontece na acusação, ainda que em OFF. Por isso, todo o cuidado é pouco com esse tipo de informação.

O documento (depois de periciado e contextualizado) tem valor exponencialmente maior do que uma informação oral, desde que o conteúdo de ambos seja equivalente em relevância. Mas às vezes um documento mente e a informação falada tem mais valor. Exemplo: como forma de mostrar seu distanciamento de uma denúncia de corrupção, o ministro envia um memorando cobrando de seu assessor informações sobre a irregularidade. Esse documento pode ser apresentado pela autoridade como prova de sua inocência. Uma apuração mais aprofundada pode provar que aquele documento não passava de uma armação. Ou seja, cada caso é um caso.

“A regra para lidar com gravações ilegais que registraram atividades de cidadãos ou empresas privadas em seus negócios particulares é: descartar sem ouvir ou assistir – ou, alternativamente, entregá-las às autoridades.”

A fita (periciada, contextualizada) tem muito valor. A perícia ajuda a mostrar se a fita chegou à redação em condições de ser usada como prova. Às vezes, as gravações são inaudíveis ou indecifráveis – ou a fita pode ter sido adulterada com o propósito de mudar o sentido das falas. Nesses casos, ela vai para o lixo.

É crucial enfatizar um ponto da mais alta importância. O que se discute aqui é a publicação de informações que dizem respeito à atuação de autoridades e suas relações com terceiros quando tratam de questões que envolvem dinheiro ou outros bens públicos. A regra para lidar com gravações ilegais que registraram atividades de cidadãos ou empresas privadas em seus negócios particulares é: descartar sem ouvir ou assistir – ou, alternativamente, entregá-las às autoridades.

“As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas.”

Nenhuma reportagem de VEJA – com a exceção óbvia da entrevista das Páginas Amarelas – é feita com base em apenas uma única fonte de informação. As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas, contextualizadas e comparadas, de modo que os eventuais erros que possam ocorrer sejam aqueles que conseguiram escapar de nossos rigorosos mecanismos de filtragem – e nunca resultado de má-fé.

São Paulo, 20 de abril de 2012

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“As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas.”

Nenhuma reportagem de VEJA – com a exceção óbvia da entrevista das Páginas Amarelas – é feita com base em apenas uma única fonte de informação. As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas, contextualizadas e comparadas, de modo que os eventuais erros que possam ocorrer sejam aqueles que conseguiram escapar de nossos rigorosos mecanismos de filtragem – e nunca resultado de má-fé.

ABAIXO, TRECHO DA REPORTAGEM DO esgoto VEJA, de 2006.

A guerra nos porões

Notícia publicada na revista VEJA, domingo, 14 de maio

 

O banqueiro Daniel Dantas tem uma lista com contas em paraísos fiscais que seriam do presidente Lula e do resto da cúpula do PT



""Por todos os meios legais, VEJA tentou confirmar a veracidade do material entregue por Manzano. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos. Diante de tal indefinição, e tendo em vista que o nome de Dantas voltou a aparecer na CPI, VEJA decidiu quebrar o acordo feito com o banqueiro do Opportunity e Manzano. O compromisso inicial era preservar o nome de ambos, caso se pudesse comprovar a veracidade das contas."

 

 "VEJA nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente (???), portanto o que segue aqui tem o objetivo apenas de refletir sobre certos limites. Quem se favorece conscientemente do produto de furtos, roubos ou outros crimes é potencialmente cúmplice do autor. Por essa razão, o jornalista que eventualmente receber uma gravação obtida ilegalmente e usá-la em uma reportagem pode estar se expondo aos rigores da lei". 

 Esperemos uma CPI seguindo aos rigores da lei e veremos qual foi a participação da Veja com Carlinhos Cachoeira, Demostenes, Perillo, Dada etc etc.

 

Que tal irmos aos fatos, sem manipulações.

Está bem claro quando o diretor de redação escreve:"VEJA nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente, portanto o que segue aqui tem o objetivo apenas de refletir sobre certos limites."

O que se seguiu a isso era uma reflexão, apenas.

As imagens do hotel onde Dirceu recebia autoridades são do circuito interno do próprio prédio. Quem as deu a VEJA? Leiam a constituição, o sigilo da fonte é protegida por ela.

VEJA pode sim ter colhido informações com Carlinhos Cachoeira, ela e qualquer outra publicação séria.

Ela não pode é pagar por informações, ela não pode se juntar a quadrilha, ela não pode publicar denúncias que não tenham interesse público.

 

"Isso significa que as inúmeras informações pitorescas ou de caráter pessoal, comportamental ou sexual de autoridades e governantes que nos chegam na forma de fotos, vídeos e gravações nunca são usadas por serem ofensivas e nada ajudarem na compreensão dos fatos públicos."

Sei não... Isto quer dizer que eles tem arquivo destas informações?

Entendi errado?

 

A CMPI nem ouviu a primeiro trecho dos DIÁLOGOS DO CACHOEIRA, com a Veja como protagonista, e já estão a se explicar.

Já vimos esse filme antes e Policarpo que se cuide, na sequência vem a escolha do bode.

Falando em filme, a cada texto de defesa disparado pela turma do millenium, fica mais divertido que assistir filme do "Gordo e Magro", quando criança.

Mas, pelo atual andar nervoso do cocho da explicação, quando convocarem Dom Chivetto para depor, vão ter que colocar fraldão "12 horas" no chefão, para evitar vazamentos.

Afinal, quem com veja vaza, com cachoeira será vazado. 

 

Nassif!

Só a sua convivência e clarividência para traduzir, decifrar esse répto que, espero, não demore muito

 

ÉTICA CACHOEIRA = ÉTICA CASCATEIRA.

 

Pura canalhice, porque seus métodos só se aplicam aos governos do PT e aliados, se pelo menos houvesse isonomia com qualquer que fosse o partido no poder, até poderíamos, considerar alguma coisa, só que seus métodos sujos sempre serviram para atacar um só lado. VEJABANDIDA.

 

VEJA nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente,...

Ok Sr. Eurípedes. Agora como Veja explica a ética do "Grampo sem Áudio".

 

“As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas.”

Nenhuma reportagem de VEJA – com a exceção óbvia da entrevista das Páginas Amarelas – é feita com base em apenas uma única fonte de informação. As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas, contextualizadas e comparadas, de modo que os eventuais erros que possam ocorrer sejam aqueles que conseguiram escapar de nossos rigorosos mecanismos de filtragem – e nunca resultado de má-fé.

Comentário meu: você já viu uma pessoa reconhecidamente ética, honesta e honrada dizer que é ela é ética, honesta e honrada?  Nunca, pois as qualidades que embebem o caráter estão tão solidamente agarradas à pessoa que torna-se totalmente desnecessário verbalizar a coisa. O mesmo vale p/ o jornalismo, ou, os profissionais como um todo. Nunca vi jornalista ou médico (só p/ ficar em dois exemplos) de consagrada competência (e ética) sair por aí tendo a necessidade de dizer que é competente e ético. 

 

Sr. Eurípedes Alcântara:

Para o sr. existe alguma diferença entre "obter informação" e "ser cúmplice de bandido" ?

 

 

 


Quatro notícias e duas perguntas:


O diretor da revista Veja conversava diariamente com Carlinhos Cachoeira (200 ligações foram grampeadas)


Carlinhos Cachoeira usava o senador Demóstenes para fazer negociatas de corrupção.


A Veja tratava Demóstenes como herói e mosqueteiro da ética.


A Veja ouvia e publicava denúncias de Cachoeira e de Demóstenes contra o PT e o governo.


A veja não sabia do que ocorria entre Demóstenes e Cachoeira? Ela foi enganada?

 

Palavras de "Oripes":

"São consequências normais da divulgação de fatos verdadeiros."

Alguém aí já tomou conhecimento de algum 'fato falso'?

Eu ainda não, e não nasci ontem...

Agora, mentira mentirosa é que não falta nesta oripada, mamma mia!

Até

 

Já temos ao menos a confissão da conivência com o Crime.

Ao reconhecer que se tratavam de criminosos e que interagiam com eles para benefício próprio (ainda seja para informar o público e fazer jornalismo), e não ter feito nada ao longo dos anos para que a quadrilha fosse pega e punida, foram sen dúvida coniventes com os bandidos.

Esta conivência revela, por consequência obrigatória, que eles fazem denúncia conforme o interesse próprio da revista, não exatamente do público como alegam, e ratifica, por fim, a alcunha de Imprensa Golpista.

Para o bom entendedor o texto se revela como uma nota de culpa, com a frágil desculpa de que visada o direito público de informação. 

 

Alguém precisa avisar ao cachoeira que, apesar dele haver mandado escrever isso, ninguém se convenceu.  A casa está caindo.

 

Talvez conste no manual da veja a possibilidade de invadir quarto de hotel, instalar câmeras para obter notícias.

A veja está enlameada e quanto mais expoe sua opinião mais se compromete.

O foda disso tudo é imaginar um roberto civita na CPI calado, de posse de um habeas corpus concedido por ninguém mais ninguém menos do que o gilmar mendes!!

 

Relendo o artigo, lembrei-me do Bessinha em sua charge com Óleo de Peroba la no Conversa Afiada; Eurípedes - mais um a figurar na charge.

 

Posso pedir uma cópia do código. Sou colecionador, já tenho os da Folha e Estadão.

Cabe lembrar de que tal Código, em vez de proibir jabá, definiu o máximo valor de presentes a R$100 -- infinitamente mais do que o padrão normal de R$0.

 

A maré dos detritos está subindo e vai transbordar !

 

É óbvio que a Veja está na defensiva. Tem que aproveitar agora pra (como diria o mulatinho FHC) "sangrar"  ao  máximo os bandidos da Veja.

 

O Eurípedes Alcântara ao escrever essa justificativa, pensa que os blogs são frequentados unicamente por gente que nunca esteve numa redação.

As suas idiossincrasias sobre informação, redação e divulgação de fatos poderia enganar a alguns. Ocorre que, lendo ou escrevendo os blogs, tem pessoas que estão, ou já estiveram dentro de uma redação e sabem que não é assim.

Não existe liberdade de imprensa no Brasil. Existe a libertinagem do dono da empresa: seja de jornal, rádio, revista ou televisão.

É ele quem define a linha de conduta de sua empresa. Ao jornalista restam duas escolhas: ou escreve sobre o que se pede, ou vai para rua.

Aqui no Ceará tem um jornalista, colega de batente, outrora combativo em opinião, que trabalha em uma dessas empresas que o vulgo chama de PIG, que não podendo mais manisfestar suas idéias, vive a colar figurinhas num site de relacionamentos. Se tentar subir a Cachoeira da contra opinião da empresa, perde o emprego. Cadê a liberdade de imprensa?

Quanto a revista que o Eurípedes Alcantara tenta mostrar séria, vale uma frase da jornalista e professora Adísia Sá, dita em "Debates do O Povo", aqui da UFC, no Ceará: quando um profissional ou um órgão de mídia concentra suas críticas sobre uma pessoa ou governo, ele está querendo alguma coisa. E o dono da revista Veja já disse o que quer: derrubar o governo.

Em um país onde funcionasse a lei e a justiça, a revista Veja seria fechada, seu dono preso e o Eurípedes Alcantara desempregado.

 

Nesta semana visitei o esgoto para ver o que o Tio Rei do lado Azedo dizia sobre a revista "óia" e todo esse lixo. POis lendo a "defesa prévia" intitulada de ética, podemos notar os mesmos termos e a mesma tese nas duas publicações. O esgoto do jornalismo começa a orquestrar a sua defesa. Isso fica muito claro nas duas publicações.  

 

Não há outras palavras que possam qualificar o banditismo de Veja, senão aquelas usadas por policiais quando flagram alguém no ato de cometer um crime: a casa caiu. Se a série que o Nassif brilhantemente fez para desmascarar o jornalismo bandido que veja praticava já foi um duro golpe em sua credibilidade, amplamente debatido na rede mundial de computadores em varias faculdades de jornalismo, agora com o advento da operação Monte Carlo que estabeleceu um vínculo entre o esquema criminoso de Cachoeira e a redação de Veja, por intermédio de Policarpo, foi-se o que ainda restava a Veja como veículo importante de comunicação que não obstante as repetidas denúncias de faccionismo por parte de seus redatores, ainda conseguiu pautar a presidenta na chamada faxina que ela promoveu em seu governo, demitindo ministros e assessores com base no esquema criminoso de Cachoeira e de veja. Agora como fica a honra enxovalhada do senhor Pagot em dona Dilma, pergunto a senhora que se deixou conduzir pelo carro chefe criminoso de Cachoeira, a Veja, para demitir ministros e limpar seu governo da sujeira?

 

Certos julgamentos não passam “de uma cerimônia legal” para “averbar um veredito já ditado pela imprensa e pela opinião pública que ela gerou”. Juiz Jackson da Suprema Corte dos E.U.A

Kkkkkkkkkkkkkkkk..... Me engana que eu gosto! Quer dizer que todas as reportagens envolvendo o nome do Presidente Lula, como dinheiro de Cuba, financiamento da Asfarc, dinheiro em paraíso fiscal etc... Tudo foi checado? Kkkkkkkkkkkkkk.....................

 

Foi checado sim, lá no comitê eleitoral do PSDB.

 

Quando a Veja diz ä matéria foi checada", ela quer dizer "a matéria será publicada mediante o recebimento de um polpudo cheque"...

Exceção: matéria contra o PT. Essa, até de graça...

 

Só li o primeiro perágrafo (pelo dedo se conhece o gigante).

HIPÓCRITAS!

 

Arte é Luz - União e Olho Vivo

...e pela 'obra', o tamanho do traseiro!

 

Essa eu "roubei" lá do blog do Jorge Furtado:http://migre.me/8LOj0

Um trecho da conversa:

Demóstenes - Seguinte, recebi um bilhete aqui do Eurípedes. Teve hoje aqui para tratar com o negócio e encontrou com o Dadá, com o ex-presidente da Infraero José Carlos Pereira, que não resolve nada. Eles estão atrás daquele trem para ver se anda. Você podia cobrar do Dadá para ver se anda ou se não anda (...)

A pergunta que não quer calar, e que os jornais não respondem: quem é Eurípedes?

Uma rápida consulta ao Google:

Demóstenes, o primeiro citado: Demóstenes (384 a.C. - 322 a.C.) foi um proeminente orador e político grego, de Atenas.

Eurípedes, o primeiro citado: Eurípides (Salamina c. 480 a.C. - Pela, Macedônia, 406 a.C.) foi um poeta trágico grego, do século V a.C., o mais jovem dos três grandes expoentes da tragédia grega clássica, que ressaltou em suas obras as agitações da alma humana e em especial a feminina.

 

ajoelhou ? tem que rezar !

já ta rezando.

 

José Dirceu quer ser julgado no STF e resgatar legado político

20/4/2012 22:33, Por Redação - de São Paulo - No Correio do Brasil

Dirceu vê agora a sua chance de ser inocentado no Supremo e retomar seus direitos políticos

Ao passo que se aproxima o julgamento no Supremo Tribunal Federal do processo apelidado pela mídia conservadora de “mensalão”, o assunto começa a surgir com força nas redes sociais e, nesta sexta-feira, o ator e diretor de Teatro José de Abreu divulgou, em seu microblog, a recente entrevista do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu a um programa de TV, no qual ele pede para ser julgado. Sob a hashtag #julgamentojustoja, Abreu lembra as declarações de Dirceu quanto a ter sido atirado às feras, em questão de apenas alguns dias, e rotulado de “chefe de quadrilha”.

– Eu tenho uma biografia. Não tenho folha corrida, como muitos que me acusaram. Nunca fui investigado na minha vida. Nunca fui acusado de nada. Ninguém pode virar bandido do dia para a noite. Aquilo foi uma infâmia que fizeram contra mim para atingir o presidente, o governo, o PT. Mas eu nunca me sinti abandonado – disse José Dirceu, em uma entrevista ao programa da jornalista Marília Gabriela, que circula pelas redes sociais.

O militante de esquerda exilado, depois eleito para a Câmara dos Deputados e ter o mandato cassado, não esconde o impacto de um dia acordar como um dos homens fortes da República e anoitecer como o chefe de uma quadrilha especializada em tráfico de influência e propina dentro do Congresso e em ministérios do então governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

– É evidente que (foi difícil) enfrentar, do dia para a noite, (o fato de ser transformado) em chefe de quadrilha e corrupto, porque a denúncia depois aceita pelo Supremo (Tribunal Federal, STF) diz isso. Sem nenhuma prova – garante, ao lembrar que, ouvidas todas as testemunhas, “nenhuma prova foi oferecida”.

Segundo Dirceu, ele foi absolvido “em todos os inquéritos e em todas as CPIs”:

– Já respondi a processos em Brasília e fui absolvido na primeira e na segunda instâncias, sofri uma devassa da Receita ao longo de dois anos e recebi um atestado de honestidade. Então, eu quero ser julgado – reafirmou.

Confusão proposital

Diante das denúncias de participação do senador Demóstenes Torres nos negócios ilícitos do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, nos quais também estariam envolvidos o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, os governadores de Goiás, Marconi Perillo; de Brasília, Agnelo Queiróz, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, entre outros deputados e empresários, Dirceu foi lembrado como um dos assessores contratados pela Delta Construções.

A empresa ocupa lugar de destaque na indústria da Construção Civil e, à certa altura, fez um contrato de assessoria com o escritório do ex-deputado petista, no valor de R$ 20 mil. O negócio, porém, segundo Cavendish, não prosperou:

– Um diretor nosso conheceu um assessor do José Dirceu. E falou pra mim: ‘Quer conhecer o José Dirceu?’ Só que fizeram um contrato de R$ 20 mil. Até hoje não consegui entender. Mas o imbecil lá resolveu fazer isso. Tanto é que, quando soube, eu disse: ‘Pode parar essa p!’. Eu estive com José Dirceu uma vez só. Ele falou sobre a Índia, outros países. E foram dizer que a Delta é o que é por causa dele. Isso é esdrúxulo – pontuou o empresário, em entrevista a um jornal paulistano.

A tentativa de ligar o nome de Dirceu ao recente escândalo que gerou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, como explicou em um artigo o presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, trata-se de uma manobra desesperada de setores da direita e de conservadores na tentativa de despistar os acontecimentos que, um dia após o outro, têm-se mostrados mais graves.

“Era preciso embaralhar as culpas do Demóstenes oposicionista com aquelas de políticos governistas. E era óbvio com quais: os acusados pelo “mensalão”. Eles e Demóstenes tinham de ser igualados. Se esse diversionismo fosse bem-sucedido, o escândalo terminaria por ser positivo: aumentaria as pressões para que o STF julgasse logo o caso”, afirmou, em artigo publicado aqui, no Correio do Brasil.

Restabelecido politicamente

Alheio à manobra dos adversários, Dirceu tratou de reforçar sua posição no PT e junto aos aliados na base de sustentação ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Uma vez ultrapassada a última barreira do processo, possivelmente ainda este ano, caso o STF resolva julgar o caso do “mensalão”, Dirceu estará restabelecido politicamente para buscar de volta seus direitos políticos, cassados no Plenário da Câmara. Em uma recente aparição pública, ainda que rara, em um evento partidário, Dirceu foi recebido de pé por cerca de 600 militantes, além de dirigentes do partido, na sede de um sindicato no centro da capital paulista.

– Meu único objetivo é trabalhar para me defender no Supremo Tribunal Federal. Quero ser julgado o mais rápido possível. Não faço planos pra depois – afirmou.

Dirceu também colocou por terra o argumento usado por seus adversário acerca de um possível desmantelamento da ação no Supremo, com a prescrição de algumas penas previstas no processo, em agosto deste ano. Segundo afirmou, “está havendo confusão”.

– Ao que me consta, no dia 26 de agosto vai prescrever, mas é o caso concreto. É tudo o que eu não quero. Não quero que prescreva nenhuma pena daquilo de que eu fui acusado. Eu espero que o julgamento seja antes de 26 de agosto. Eu espero que o Supremo julgue antes disso, mas prescreve a pena concreta, não quer dizer que não vá ser julgado. Eu, como cidadão e como réu, quero ser julgado antes – afirmou.

 

“O jornalista da Abril não tem relação de trabalho com, nem presta serviço, ainda que eventual, para qualquer pessoa, empresa ou entidade que seja, ou possa a vir a ser, fonte de informação."

Pelo que eu entendi, o Policarpo não tinha relação de trabalho com o Cachoeira. A menos que parceria no crime possa ser chamada de relação de trabalho.

 

Se se comprovar vínculo de trabalho entre ele e o Cachoeira ele poderá buscar, na Justiça do Trabalho, as indenizações devidas, mas parece, pelo texto, que ele está abrindo mão de eventuais dividas trabalhistas.

 

Resumo da ópera feita pelo Eurípedes...

' Alguém aí para ajudar-nos a limpar a bun*; por aqui, o papel acabou! '

 

Aqui, em qualquer reportagem da Veja ou Folha ou Globo, atacam os métodos e não analisam o conteúdo, nunca dão o "Braço a torcer". Em função de reportagens da Veja principalmente, ministros caem, corruptos são desmascarados, criam-se CPIs e a turma fica gastando energia para atacar a Revista. Pra que ? Por que sempre? Eles não acertem nada nunca?

 

O teu CD deve se C de cachoeira e D de Dantas, o interesante é os casos que a revista NÃO denunciou e foram  escandalos na nossa politica, do DF que terminou com o governo  Arruda, do metro de São Paulo que.....,da Radio do Aecio com seus carros que.....,do PCC de São Paulo que....., da Controlar do Agripino que.....,do Detran RS com a Yeda cruzes que......e o mais recente que a revista descobriu a muito tempo e não DUNUNCIOU(isto não seria prevaricar por  longos anos com o cacachoira)do DEMostenes,cachoeira,policarpo,veja,do reporter do G,Perilo,Delta,Agnelo,Betinho Richinha, até o momento somente estes são envolvidos mais tem mais muito mais; A pergunta que não quer calar porque a revista não publicou estes escandalos do PSDB DEM seria para dar a sensação de partidos limpinhos o que o blog do Nassif cobra é isenção da revista.

 

Angelo,

 Creio que se aplicam à Veja os ditados : " Quem se mistura aos porcos acaba comendo farelo " ou " Diz-me com quem andas e eu te direi quem és"!

A revista foi pautada, desde 2004, pelo Carlinhos Cachoeira por intermédio do Policarpo Jr., conforme  revelado em algumas escutas autorizadas pela Justiça, e que deverá ser aprofundado pela CPMI quando da transcrição dos mais de 200 telefonemas trocados entre a quadrilha e o Policarpo Jr.  Essa associação da revista com o crime organizado põe sob suspeita  TODAS as reportagens que tenham origem  na sucursal de Brasília até se saiba a quais interesses essas matérias atendiam.

Por exemplo: já se sabe por meio das escutas que o Luiz Pagot, do DNIT, foi derrubado pelo grupo do Cachoeira porque estaria contrariando  interesses .  Não ponho a mão no fogo pelo Pagot, mas um dos veículos que "detonou" o Pagot foi a veja, embasada em artigos  da ....Sucursal de Brasília de Veja.

 

Domenico Amaral

Hum!Hum!...

 

Zero

Nassif,

Ví, recentemente, em seu blog,  um comentário muito interessante de um "decano do blog", fazendo a análise de um texto (ou uma entrevista, não me lembro bem), acrescentando imediatamente após cada parágrafo do mesmo (ou cada resposta do entrevistado) as observações pertinentes (em negrito).  Este post, bem que mereceria uma análise deste tipo. Se não me falha a memória, foi a Vânia que deu este tratamento a um outro post.

Gosto de mostrar estas coisas para meus filhos adolescentes (só 5!!!!) mas não consigo me explica tâo bem, nem consigo argumentar com tanta propriedade como outros comentaristas que participam efetivamente das discussões aqui do blog.

Se não foi a Vânia, tenho certeza que ela é competente o suficiente para fazer isto agora. Sou fã de carteirinha da garota.   Obrigado.

 

Esta é de lascar:

"Se a publicação do produto do crime tiver relevância para evitar crimes piores, e mesmo que isso ajude a vender revistas, não se incorre em falha ética. Se um jornalista furtar da pasta de uma pessoa, por exemplo, um plano para explodir a represa de Itaipu e se com a publicação do plano ele evitar o ataque terrorista - e ainda vender mais revistas –, a implicação ética lhe será altamente favorável"

Ou seja, os fins justificam os meios, para dixar mais claro o raciocínio.

Nesta mesma assertiva, matar inocentes no Iraque se justifica quando o que está em jogo são armas químicas escondidas em solo iraquiano. Da mesma forma, espancar uma pessoa em praça pública se justifica se esta for uma possível culpada da morte de pessoas no futuro.

Será que estamos assistindo o filme "Minority Report" ?

E se não houver armas químicas no Iraque ou a pessoa do raciocínio anterior for uma outra confundida com um bandido? O que podemos afirmar destes atos?

Este texto de Eurípedes é um ato de violação à inteligência! Legitima de uma vez por todas o crime e destrói nossas leis penais!

 

"Se a publicação do produto do crime tiver relevância para evitar crimes piores, e mesmo que isso ajude a vender revistas, não se incorre em falha ética. Se um jornalista furtar da pasta de uma pessoa, por exemplo, um plano para explodir a represa de Itaipu e se com a publicação do plano ele evitar o ataque terrorista - e ainda vender mais revistas –, a implicação ética lhe será altamente favorável"


O problema é quando o repórter mantém uma relacao durante anos com o "terrorista", usando o resultado de seus crimes para atacar os adversários da revista... e nunca entrega o criminoso à polícia!!!

Pois é exatamente esse o caso da relacao de Policarpo com Cachoeira: ele usou as informacoes oferecidas pelo criminoso, nunca moveu uma palha para denunciá-lo, e em alguns casos chegou a defender seus interesses.

A sequencia de capas das últimas semanas mostra que a Veja primeiro tentou omitir o fato; depois passou ao ataque, dizendo que a CPI era uma cortina de fumaca; e agora mesmo tenta transformá-la em "CPI da Delta", tirando o foco de Cachoeira e colocando-o sobre uma empreiteira que faz negócios com governos de todo o Brasil -- inclusive do PT.

Este último movimento é útil para Cachoeira, sendo o resultado esperado a diminuicao do ímpeto da investigacao. Em última instancia, o que a Veja quer é enterrar a CPI.

Mas nao vai conseguir.


 

Caro Foo,

Excelentes as suas observações. Reproduzi-as em meu blog http://domacedo.blogspot.com/ .

Um abraço.

 

 

Gregório Macedo

Não tive paciência de ler até o fim, parei nas primeira linhas, mas entendi o recado: estão sentindo o golpe.

 

Estão realmente preocupados. Fiquei feliz em saber. Se tão falando sobre isso é porque aquela regra de ouro 'não publiquei, não existe' está dando pouco resultado, né não? Defesa prévia, pois sabem que vai subir coisa pro ventilador.

 

O texto em questão já é, sem sombra de dúvidas, um esboço da  PEÇA DE DEFESA do autor quando inevitavelmente for instado a depor na CPI. Nesse sentido, sua abordagem não pode ser só pelo viés jornalístico ou político, mas também legal. Nele há algumas vezes de forma explícita, outras nem tanto, clara confissão de que ultrapassou os limites legais por conta de algo maior que no caso seria o bem público. Típico raciocínio da modalidade "os fins justificam os meios".

Decerto que colegas mais argutos desdobrarão e desmontarão os argumentos do autor. É uma peça longa, entremeada de argumentos capciosos, e portanto merecedora de análise bem acurada. Para iniciar, destaquei o trecho abaixo:

VEJA nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente........Por essa razão, o jornalista que eventualmente receber uma gravação obtida ilegalmente e usá-la em uma reportagem pode estar se expondo aos rigores da lei.......... Se o preço pessoal de evitar um crime ou uma sequência de crimes dando publicidade a gravações ilegais for incorrer em uma transgressão menor, o jornalista tem o dever de considerar correr esse risco. .  Em VEJA, casos assim jamais são decididos individualmente por um jornalista, mas pela direção da revista.

 Se VEJA nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente PORQUE não mostra o áudio do grampo envolvendo o Senador Demóstenes e o Ministro Gilmar Mendes?

Atentem para a oração adverbial condicional iniciada com a conjunção SE: Se o preço..........O que temos aí? Uma tática de defesa para evitar a confissão pura e simples. Mas o mais importante a ser filtrado desse período é a frase EM VEJA, CASOS ASSIM JAMAIS SÃO DECIDIDOS INDIVIDUALMENTE POR UM JORNALISTA, MAS PELA  D I R E Ç Ã O  DA REVISTA.

Aqui o Sr. Eurípes Alcântara coonesta, mesmo que por via não linear, a tese do Luis Nassif de que ao final foi o Sr. Roberto Civita o afiançador final das ações ilegais da VEJA.

Fosse no xadrez, um xeque-mate. Em termos acadêmicos um CQD.





 

É muita cretinice, despudor, malefício e desonra à classe desse rebotalho. O pior é que ele realmente acredita no que escreve. Lamentável.

 

Nunca antes na história deste blog eu comentei uma postagem que não tivesse lido e ponderado sobre o mesmo. Hoje o blog me permitiu  o não comentar,porque me recuso a ler a veja e qualquer reporter, editor, diretor que faça parte deste antro de bandidos, e hoje é sábado, ler a materia acima causa náuseas,prefiro ficar com a homenagem ao Nassif. Parabéns Nassif, você mereceu a condecoração. 

 

Roberto M Almeida

É claro que checar a informação nem sempre é possível como no caso dos dólares cubanos para o PT,  em que a testemunha chave tinha morrido. Mesmo assim a matéria teve direito à capa, com todo estardalhaço, afinal tínhamos uma disputa eleitoral e a informação era extremamente relevante.  Julgá-la inverossímel teria sido próprio de mentes esquerdopatas. E, afinal de contas, se defeitos tinha a matéria, a culpa era do morto.

 

Regra não escrita e que complementa: " Todo esse ideário deverá ser utilizado quando envolver os amigos, governos tucanos em qualquer nível, nada disso se aplica e fazemos alianças até com satanás para desestabilizar governos inimigos, notadamente do PT. "

Qualquer semelhança com aquele código de ética propalado, e não cumprido, da Rede Globo, não é mera coincidência. São escritos para enganar trouxas.

 

Domenico Amaral

É claro que checar a informação nem sempre é possível como no caso dos dólares cubanos para o PT,  em que a testemunha chave tinha morrido. Mesmo assim a matéria teve direito à capa, com todo estardalhaço, afinal tínhamos uma disputa eleitoral e a informação era extremamente relevante.  Julgá-la inverossímel teria sido próprio de mentes esquerdopatas. E, afinal de contas, se defeitos tinha a matéria, a culpa era do morto.