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A expansão das universidades federais

Do Valor

Caixa das universidades federais soma R$ 20 bi

Luciano Máximo | De São Paulo
29/10/2010 

As 57 universidades federais brasileiras terminam 2010 com um caixa de R$ 19,7 bilhões - já descontado o pagamento de aposentadorias e pensões. O valor é o mais elevado em duas décadas e representa um salto de quase 120% na comparação com o orçamento verificado em 2005, de acordo com números compilados pelo professor Nelson Cardoso Amaral, da Universidade Federal de Goiás (UFG), e pelo Ministério da Educação (MEC).

Os últimos cinco anos ficaram marcados pela execução das duas fases do programa federal de interiorização das instituições de ensino superior e de expansão da oferta de vagas e cursos, da contratação de professores e funcionários e dos investimentos para ampliação da infraestrutura da rede, com novos prédios de salas de aula, laboratórios e equipamentos. O aumento do orçamento das universidades sucede um longo período de estabilidade orçamentária, que durou 11 anos, entre 1995 e 2005. 

ObseObservador do desempenho orçamentário das universidades federais desde 1989, o professor Amaral lembra que, apesar da recente evolução, os recursos destinados a investimentos precisam crescer, pois são bem inferiores aos gastos com salários, aposentadorias, pensões e até manutenção. Segundo a execução orçamentária de toda a rede, dos R$ 22,1 bilhões do orçamento integral de 2009 (incluindo inativos), R$ 1,4 bilhão (6,5%) foi a rubrica capital, destinada à ampliação da infraestrutura ou aquisição de equipamentos. Folha de pagamento e inativos representam fatia que supera 80% do caixa das universidades.

"Gastos com salários são importantes, porque mão de obra é a maior riqueza de uma universidade. Ainda assim, o crescimento é o maior dos últimos anos e ajudou a superar o período de estagnação no custeio e investimento durante os oito anos do governo FHC. Muitas universidades ficaram endividadas", diz Amaral.

Cálculos do acadêmico apontam que o orçamento das federais registrou ligeira queda entre 1994 e 2002, passando de R$ 9,2 bilhões para R$ 9 bilhões, já descontados inflação e gastos com inativos. Os investimentos recuaram com maior intensidade no período (de R$ 278 milhões para R$ 45 milhões), enquanto os recursos empregados em manutenção - contas de água, luz e telefone e serviços de limpeza e segurança - também caíram, de R$ 996 milhões para R$ 537 milhões.

O ex-ministro da Educação do governo FHC Paulo Renato Souza, atual secretário da Educação de São Paulo, contesta os números. Segundo ele, o levantamento do acadêmico não contempla o Programa de Modernização das Universidades Federais, que previa a concessão de créditos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de organismos internacionais para a aquisição de equipamentos. Com a iniciativa, diz Souza, a média anual de gastos com custeio em oito anos foi de R$ 1,3 bilhão.

"Não tivemos diminuição de recursos, observamos que era possível fazer mais com o que havia. Concentramos a distribuição de recursos de custeio e investimentos com base no número de alunos e cursos e, depois, criamos, o programa de estímulo à docência", ressalta Souza, destacando que havia muito desperdício na administração das universidades federais e "foi preciso instituir mais cobrança por parte do MEC".

Na opinião de Amaral, da UFG, as universidades correram um risco de queda de qualidade com a adoção da Gratificação de Estímulo à Docência (GED) na gestão de Souza no MEC, abolida em seguida, ainda quando Cristovam Buarque era ministro da Educação no governo Lula. "Ao provocar uma maior preocupação com índices de produtividade, a GED poderia ter consequências negativas, por forçar uma atuação burocrática do docente, apenas preocupado em somar pontos numa tabela que resultaria em aumento da parcela salarial", avalia.

Souza diz também que as matrículas nas universidades federais durante o governo FHC cresceram a uma taxa média anual de 6%, enquanto no governo Lula ela foi menor, de 3,2%, considerando dados até 2008. O tucano também contesta os números de formação nos cinco anos do governo Lula. "Em termos absolutos, o número de formandos caiu mesmo com toda essa derrama de dinheiro, faltou eficiência ao MEC e iniciativas de cobranças."

O MEC rebate as acusações, afirmando que foi obrigado a passar os primeiros anos de gestão "apagando fogo da expansão irresponsável" promovida nos últimos anos do governo anterior, de acordo com um dirigente do ministério. As universidades federais, acrescenta, tinham mais de R$ 2 bilhões em dívidas. "Só a Unifesp em São Paulo tinha uma única conta de água não paga de R$ 50 milhões. Além disso, o calendário universitário estava atrasado 120 dias por causa das greves e tivemos que chamar novos concursos públicos para substituir os professores temporários contratados no passado. A expansão só pôde ser iniciada depois que saldamos as dívidas com cada fornecedor, a partir de 2004", diz a fonte.

Segundo ela, se a comparação da evolução do número de matrículas levar em conta os mandatos completos de Lula e FHC, a vantagem é do primeiro. Considerando a previsão de matrículas de 2010, de 860 mil novos alunos, a expansão entre 2003 e 2010 será de 51%, enquanto que, entre 1995 e 2002, o crescimento foi de 44%.

Quanto à taxa de formação, a fonte do MEC explica que, por conta da fase de ajustes no início do mandato, o número de titulados se manteve estável e já começa a registrar crescimento. Entre 2003 e 2009, a taxa de formação cresceu 9%. "E crescerá ainda mais nos próximos anos. Segue uma lógica clara: se a expansão se intensificou em 2005, e é preciso pelo menos cinco anos para a formação, não tinha como aumentar antes de 2009." 

De Norte a Sul, campi viram canteiros de obra 

| De São Paulo 
29/10/2010 

Dois anos depois da implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que injetará R$ 3 bilhões até 2012 na rede federal de ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) contabiliza a construção de 128 novos campi universitários, que se estendem por mais de 220 cidades brasileiras. "São 3,5 milhões de m2 de área construída ou em fase de reforma em todo o Brasil", diz Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do ministério.

Reitores de todo o país ouvidos pelo Valor contaram que, depois de mais de dez anos sem investimentos significativos em ampliação, as universidades federais são consideradas "verdadeiros canteiros de obra".

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o orçamento cresceu 56% entre 2004 e 2010, para R$ 454 milhões, sem considerar pagamentos a inativos e sentenças judiciais. A adesão ao Reuni permitiu a instituição contratar 450 professores e 400 servidores a partir de 2007. O reitor Carlos Alexandre Netto informa que outros concursos estão paralisados por causa do período eleitoral. "Os dados mostram que, pela primeira vez, o Brasil vive uma política séria de apoio à educação superior. O que se demonstra é um aumento de 10% do orçamento de custeio, que paga as despesas correntes da nossa instituição, e aumento significativo de capital pelo Reuni, que garante obras, novos cursos e a entrada e permanência de novos estudantes", relata.

Pela meta do Reuni, a UFRGS já criou 750 novas vagas desde 2007 e deverá criar outras 750 até 2012. "O foco são os cursos noturnos, em todas as áreas: criamos novas vagas, principalmente nas licenciaturas, saúde e engenharias", complementa Netto. A federal gaúcha tem 34 mil alunos de graduação e pós-graduação e 5 mil professores e técnicos administrativos.

Com um vocabulário de executivo de negócios, o reitor também destaca a ampliação física da federal. "Antes era proibitivo sequer pagar a manutenção dos espaços acadêmicos, agora registramos 90 mil m2 de área construída na nossa carteira de projetos. Nos últimos anos, foram inaugurados dois prédios de sala de aula, um novo prédio está em fase adiantada e mais quatro novas unidades acadêmicas e laboratórios terão as obras iniciadas até o fim do ano", conta o reitor.

Além da infraestrutura para aulas e pesquisa, a UFRGS investe em outros setores. "Os restaurantes universitários eram mantidos com recursos próprios, agora recebemos nas rubricas orçamentárias da União. Não é pouca coisa, nas cinco unidades servimos 1,2 milhão de refeições por ano."

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UFPE, em Pernambuco, planejaram expansão em direção ao interior. No caso da primeira, o crescimento orçamentário, de 77% de 2004 a 2010 (para R$ 203 milhões), permitiu que antigas unidades acadêmicas provisórias - instaladas em Benjamim Constant, a mil quilômetros da sede em Manaus, na fronteira com a Colômbia e o Peru - fossem convertidas em um campus permanente.

"O campus de Benjamim Constant ganhou autonomia, passou a receber recursos específicos de pessoal, custeio e capital, que estão sendo usados para construir prédios e contratar professores e técnicos. Passaram a ter vida", afirma Albertino de Souza Carvalho, pró-reitor de planejamento e desenvolvimento institucional da Ufam. Segundo ele, a presença da universidade na pequena cidade de 25 mil habitantes do Alto Solimões era esporádica. "Tínhamos parcerias com a prefeitura para fechar alguma turma, aí a gente enviava professores para lecionar. Eles usavam as salas de aula das escolas municipais ou espaços cedidos por alguma associação."

A expansão da Ufam também chegou às cidade maiores, como Humaitá, Parintins, Coari e Itaquatiara. Carvalho diz que a escolha dos cursos nesses locais está relacionado com o perfil econômico e cultural, além das tradicionais licenciaturas, estratégia para fortalecer a educação básica. "No Alto Solimões, 70% da população é indígena, lá prevalecem os cursos de antropologia. Em Humaitá, no sul do Estado, há um grande desenvolvimento na área de grãos, então demos atenção para a criação de cursos de agronomia e engenharia ambiental. Nas outras se destacam a biodiversidade e a pecuária, o que justifica a criação de institutos acadêmicos de engenharia ambiental, saúde, biotecnologia, agronomia e zootecnia", explica o pró-reitor.

A UFPE focou grandes reformas no campus de Recife e a expansão dos campi de Caruaru e Vitória de Santo Antão. "Apenas universidades privadas ou estaduais ocupavam essas localidades, mas tinham infraestrutura muito reduzida. A presença de uma universidade federal tem um poder multiplicador para a renda das pessoas e um forte efeito de desenvolvimento regional", diz Hermino Ramos de Souza, pró-reitor de planejamento da UFPE. O orçamento da universidade nordestina cresceu 14% nos últimos sete anos, para R$ 300,9 milhões.

O reitor Edward Madureira Brasil, da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca a construção de novos prédios de salas de aula e laboratórios de pesquisa, obras viárias nos dois campi da capital goiana e nos de Jataí e Catalão. "Essas unidades foram contempladas com várias centros com 30, 40 salas de aula e laboratórios. A maior obra que edificamos foi um centro de eventos no campus de Goiânia, onde são feitas 100% das colações de graus, sem custo para o estudante. Além disso o espaço também é usado para a realização de feiras e congressos, gerando recursos extras para a universidade." Uma das metas da UFG no Reuni é abrir um novo campus na cidade de Goiás, antiga capital do Estado.

Os planos do pró-reitor de administração da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Manoel Fernando Martins, para cumprir as metas do Reuni é abrir cerca de mil vagas por ano até 2012. A instituição conta com orçamento de R$ 150,5 milhões neste ano. "Estamos resgatando uma dívida com a sociedade, que permaneceu intocada entre 1994 e 2004. Estamos voltando a manter estrutura do início da década de 1990, resgatando o nível de funcionamento de antes, mas ainda com muito atraso", avalia Martins. (LM) 

Em 2009, número de novos alunos aumentou 17% em relação a 2008 

| De São Paulo
29/10/2010

O Brasil pode atingir a marca de 1 milhão de matrículas no ensino superior federal em 2012, ano de conclusão do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Previsão do Ministério da Educação (MEC) aponta crescimento da oferta de vagas superior a 75% em relação aos 643,1 mil alunos matriculados em 2008, quando começou a execução do Reuni.

Números oficiais do Censo da Educação Superior 2009, que será divulgado nas próximas semanas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que foram criadas 210,2 mil vagas nas universidades federais no ano passado, o que representa crescimento de 24% sobre 2008. Com isso, a taxa de matrículas em 2009 registrou a entrada de 752,8 mil novos alunos na rede pública federal, uma alta de 17% em comparação com o ano letivo anterior. Para 2010, a previsão é que sejam registradas 860 mil matrículas (avanço de 14%), revelou uma fonte do MEC.

A taxa de formação dos estudantes reverteu queda de 2008 e voltou a crescer, embora em ritmo mais lento do que o da oferta de vagas: foram 91.576 concluintes em 2009 contra 84.034 no ano anterior, variação positiva de 9%. Na avaliação da fonte ministerial, a tendência é de aumento mais forte das graduações nos próximos anos. "O tempo médio de formação da maioria dos cursos é de 4,5 anos. À medida em o Reuni avança também deveremos registrar alguns repiques nos índices de conclusão dos universitários." (LM) 

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Prezado Nassif

Complementando o meu comentário acima (para não ficar em generalidades ), acredito que um enxugamento da grade curricular dos cursos universitários brasileiros  seja o passo decisivo para tornar a formação dos nossos profissionais de nível superior mais eficiente e otimizada ,especialmente no quesito eficiência do investimento público (e também  privado :aquele realizado pelos  Pais de alunos das faculdades particulares ).Por exemplo :  1)diminuição do período dos cursos básicos universitários  dos presentes 02 anos para 01 ano , já que os mesmos comportam um número excessivo de disciplinas de diferentes especialidades a serem cursadas pelos alunos durante este período .2)Manutenção de 02- 03 anos para aquelas disciplinas profissionalizantes do curso profissional  ,também sofrendo um forte enxugamento de sua grade curricular e focalizando tais disciplinas na problemática do desenvolvimento  nacional .Exemplifico tal ponto nos cursos de formação de Professores de Física e Matemática para as Escolas Públicas -disciplinas estas onde existe eterna carência de Professores na Rede Pública de Ensino !-;É  simplesmente asinino-em minha opinião- exigir-se que alunos destes cursos de Graduação para a formação de Professores  (com a duração de 04 anos!), se submetam a disciplinas específicas  avançados como Mecânica Quântica ,Física Nuclear, Teoria da Relatividade Geral ,etc... e espantosamente  não possuam a competência mínima de domínio da Física Básica (aquela realizada com cálculos algébricos e não com cálculo diferencial e integral!)e a ser lecionada  nos cursos de Primeiro e  Segundo grau nas Escolas Brasileiras .Penso que deveriam existir disciplinas específicas para tais cursos de formação de Professores   como : Ensino da Mecânica no segundo grau, Ensino da Fluidodinâmica no segundo grau , Ensino da Termodinâmica no segundo grau ,Ensino dos conceitos deFísica Moderna no segundo grau ,Ensino de Física nas últimas séries do Primeiro Grau , Ensino de Física (Ciências) nas primeiras séries do primeiro grau , etc....,além de bolsas para incentivar os estudantes de tais cursos .Focalizar os nossos cursos de graduação para a sua atuação no cenário nacional é o único caminho possível para o uso eficiente e rápido da real riqueza brasileira que é o potencial intelectual de sua juventude (aqueles jovens entre15-24 anos !).Ao não utilizar-se tal potencial  dos jovens no período de idade acima , os Psicólogos nos advertem que este potencial e totalmente perdido!.A propósito , e como observado acima , faz-se necessário dar o devido combate ao "modismo" de que cursos eficientes são aqueles cursos esnobes  tipo "Ivy'league Universities" : cursos literalmente copiados asininamente  de similares oferecidos pelas Universidade Top  Particulares Americanas :Princeton , Harvard ,etc....É totalmente de má-fé argumentar-se no contexto   universitário brasileiro de  que se faz assim no MIT, em Cambridge,etc...devemos compulsóriamente  também "papagaiar" estes procedimentos  nestes "Tristes Trópicos"!.Mesmo  porque aqueles  Professores PhDs das nossa IFES que utilizam tal bordâo, certamente esquecem que é o dinheiro público que está pagando o custo dos alunos universitários brasileiros e estes PhDs também  o fazem  para esconder as suas profundas deficiências intelectuais e cognitivas para a sua autonomia acadêmica  (a maioria destes senhores possuem    o PhD obtido em universidades estrangeiras!).Bastara dar uma olhada  no "currículinho" de tais PhDs para constatarmos que estes currículos   certamente os  habilitaria  a formarem o grupo daqueles PhDs que se tornariam Motoristas de Taxi nos USA ou Porteiros em tais "Ivy'League " universities nos USA .E juntamente com seus colegas "importados" tanto prejudicam com o seu reacionarismo acadêmico o vital processo de desenvolvimento do país ,que é a formação dentro do período estipulado  e eficiente de Profissionais ao nível de  cursos de Graduação

 

Prezado Nassif

Agora é crucial enfrentar o terrível gargalo da relação número de alunos matriculados no primeiro ano e números de alunos formados (entra um "porrilhão" e sai um tantinho, como dizem os próprios alunos!), além do novo fato de que a duração dos cursos realizados pelos alunos que realmente concluem os seus cursos de graduação tem praticamente aumentado desproporcionalmente  em relação ao período planejado pelo MEC .E TUDO CERTAMENTE COM GRANDE PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO , quando este atraso todo ocorre nas IFES e   aos Pais dos alunos , naquelas universidades (E faculdades ) particulares.Por exemplo :um curso de 04 anos esta levando em média  06 anos para um aluno mediano concluí-lo (È claro que os alunos muito bons ,formando  uma minoria de menos de 20% do universo dos estudantes, concluem dentro do período estipulado , mas notando-se o grande esfôrço dos mesmos para a realização a contento  de tal excruciante imposição currícular )  .Alguma coisa parece estar  profundamente  errada nas Universidades em relação aos cursos de graduação e não parece ser problema único  dos estudantes .Metas globais quantitativas  de formação de quadros qualificados em nível de cursos de Graduação  são necessárias ! .Cursos de Verão para aqueles alunos que não conseguiram aprovação nos semestres padrões , enxugamento e modernização de grades curriculares e especialmente combate a cultura nociva que está se espairando paulatinamente  de que "Professor Universitário  "BÂO" é que reprova mais de 50% dos alunos de suas turmas !.Muito pelo contrário .É sempre esperado que as notas obtidas pelos estudantes siga uma curva Gaussiana  onde 70% dos alunos tenham notas medianas e boas    ( notas valendo 60%-70% , com notas variando entre 0%-100%).Estamos certamente na presença de um Professor Universitário ,Competente , Dedicado e responsável , quando esta última observação ocorre (quando mais de 80% dos seus alunos aprendem efetivamente e são aprovados !).

 

Com os números retirados do artigo  acima:

Caixa 20 Bi

Nº de alunos vai chegar a 860mil

Cada aluno  custa anualmente R$ 23 255,58 ou  U$ 13,300 ano . 

Não quero polemizar, mas pra mim existe algo errado nesses números, nossos de graduação não  custam menos do que R$ 55 000,00 ano, o que representa algo em torno de  U$ 30 000 ano.

Esse desvio deve-se ao fato de colocarem os alunos de pós-graduação juntos com a graduação e considerarem tambem os alunos desistentes.

Com U$ 30 000 por ano dava pra mandar todos nossos alunos estudarem na França. rrssss ( Já que a academia adora ir para lá fazer pós-doc)

 

Arrependei-vos, pecadores! Assisti ao filme em que nosso Ungido Serra adverte sobre o apocalipse que se abaterá sobre o Brasil caso a Dilma seja eleita! Observai que o Caos terá sua origem na Folha de Pagamentos do Funcionalismo Federal! Esse monte de vagabundos, quero dizer, professores universitários, terá que ter salários pagos pelo Erário! A partir daí, faltará dinheiro para os projetos sociais, a economia será arruinada e o Chaves virá alojar-se em Brasília! O fim está próximo caso a Dilma seja eleita!!!!

 

José Serra não dá uma palavra sobre o que fará com as Federais e Reuni caso assuma. Boa coisa é que não vai ser. Dilma poderia explorar isso no debate.

 

A pior parte é ver que aqui na USP tem MUITA gente contra essa expansão do governo...

Para eles, o governo está 'entuchando' gente em universidades que 'não tem qualidade nenhuma'...

 

triste, lamentável...

 

Pois é, Nassif,

Os dados de Paulo Renato levam em conta os oitos anos de FHC e apenas seis de Lula. Agora em 2010, todos os indicadores das IFES passam a ser bem superiores no governo Lula. Isso se dá porque o Reuni, na prática, teve seus efeitos sentidos a partir de 2009.

Não adianta tergiversar. A expansão da era FHC se deu em condições terríveis. A continuidade daquele processo seria letal para as universidade públicas. De fato eles planejavam quebrar a maioria das universidades, em termos acadêmicos, para justificar a criação de poucos centros de excelência.

A inflexão positiva do governo Lula tanto na expansão quanto na qualidade deverá ter seus efeitos sentidos com mais força a partir de agora.

Por isso é importante a continuidade do projetos, ainda que precise de ajustes e aperfeiçoamentos.

 

Aqui no Rio, o campus da Cidade Universitária, da UFRJ (próxima a Ilha do Governador, onde fica o Aeroporto do Galeão, o internacional Tom Jobim), antes era um deserto, com prédios até inacabados, e servia de pátio para auto e moto-escolas. Eu mesmo refiz minha habilitação em moto lá. Hoje, praticamente todos os espaços estão ocupados, com prédios modernos e bonitos que servem aos diversos segmentos da Petrobrás, e da própria UFRJ. O Hospital Universitário está passando por reformas e uma ala enorme, abandonada, será implodida em breve, para construção de prédio correto.

Em Niterói, do outro lado da Baía da Guanabara, o campus Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense, é um assombro. Prédios novos, destinados a ampliar as faculdades existentes e a abrigar novas, sobem em ritmo acelerado, alterando para melhor a paisagem, antes de abandono, com capim dominando. Essa visão nos dá a certeza de que o Brasil está melhorando, e muito, e hoje já não temos preocupação de que nossos filhos e jovens em geral, ou adultos, não encontrarão vagas nas universidades federais do Rio. Ao contrário: deve faltar aluno para tanta vaga. Minha ex-gerente do banco (privado) me comunicou que estava saindo do emprego para se capacitar a professora federal. Com meu susto, ela explica que o professor federal ganha bem mais que gerente de banco, ainda mais com doutorado e com duas matrículas. É a plena verdade, pois lido com professores há mais de dez anos. E tenho memórias amargas do tempo de Paulo Renato e FHC. Minha filha ficou seis meses sem frequentar o CAP/UFRJ por causa da péssima gestão da dupla tucana.

 

A matéria me emocionou. Ver o ensino universitário federal se recuperando e projetando um futuro melhor é algo que não víamos a muito tempo. E sei que é tudo verdade, pois tenho um filho que é professor universitário, além de pesquisador, que quase chegava às lágrimas só com a idéia de que Serra pudesse ganhar as eleições. Ele se lembra muito bem dos tempos FHC na universidade e nas escolas técnicas.

Meu filho é químico e já foi, também professor da Federal de Química. Houve uma vez, numa reunião com técnicos dos governo (?!), em que foi perguntado aos professores se não podiam substituir reagentes usados nos experimentos de química por água, para diminuir os custos. Esse era o nível da gestão FHC/Paulo Renato.

Um horror!

 

Alguém tem conhecimento se a UNIFESP-SANTOS vai ser contemplada com verbas ou se há um projeto de reformulação do campus ? A universidade está sem aulas há um mês. Os alunos reclamam que não existe estrutura fisica em vários cursos. Meu enteado cursa o primeiro ano no curso de Educação Fisíca e diz que não tem ginásio, piscina ou um local para as atividades. A greve é geral e comenta-se que outras universidades também vão aderir.

 

Lembrando que a Unifesp é estadual, né? Quer dizer, responsabilidade do ex-governador Serra, que vive falando maravilhas de sua política na educação.

 

Mitsua, a Unifesp é Federal (Universidade FEDERAL de São Paulo).

 

Quanto à greve na UNIFESP, não é só o campus da Baixada Santista que passa por problemas decorrentes de uma expansão sem qualidade. Pode-se dizer que é algo que se extende a todos os outros campi da mesma instituição, ao menos. Sou aluna do campus Guarulhos e também estamos em greve por questões relacionadas à infra-estrutura.

Apesar de só dois campi estarem em greve, as manifestações ocorreram e continuam ocorrendo em todos os campi. A negociação me parece estar melhor encaminhada no campus Guarulhos, pois algumas de suas reinvidicações já foram atendidas. Santos não possui hoje bandeijão, xérox, campus oficial- e vale lembrar que o campus existe há pelo menos 4 anos. A unidade (ou unidades) Diadema também não possui campus oficial; os alunos transitam entre três prédios alugados.

 A greve tem sido bastante divulgada na internet. Alguns campi fizeram sites a fim de divulgá-la, concentrar informações e manter a comunicação entre os alunos. Começou na época das eleições e não correu pela grande mídia, ainda. Os campi têm pautas específicas, mas a pauta geral é POR UMA EXPANSÃO COM QUALIDADE.

 

Mitsua, a Unifesp é Federal (Universidade FEDERAL de São Paulo).

 

Quanto à greve na UNIFESP, não é só o campus da Baixada Santista que passa por problemas decorrentes de uma expansão sem qualidade. Pode-se dizer que é algo que se extende a todos os outros campi da mesma instituição, ao menos. Sou aluna do campus Guarulhos e também estamos em greve por questões relacionadas à infra-estrutura.

Apesar de só dois campi estarem em greve, as manifestações ocorreram e continuam ocorrendo em todos os campi. A negociação me parece estar melhor encaminhada no campus Guarulhos, pois algumas de suas reinvidicações já foram atendidas. Santos não possui hoje bandeijão, xérox, campus oficial- e vale lembrar que o campus existe há pelo menos 4 anos. A unidade (ou unidades) Diadema também não possui campus oficial; os alunos transitam entre três prédios alugados.

 A greve tem sido bastante divulgada na internet. Alguns campi fizeram sites a fim de divulgá-la, concentrar informações e manter a comunicação entre os alunos. Começou na época das eleições e não correu pela grande mídia, ainda. Os campi têm pautas específicas, mas a pauta geral é POR UMA EXPANSÃO COM QUALIDADE.

 

Trabalho e estudo na federal de Goiás e a universidade literalmente é um canteiro de obras! além do centro de eventos, centro de aulas e laboratórios que Edward destaca, ainda temos a casa do estudante, novas unidades inteiras como a fac. de artes,  todos os prédios estão sendo reformados, hoje praticamente sobra bolsas para  as pós-graduações, a biblioteca central tá ficando pequena para a quantidade de livros adquiridos, o número de professores efetivos mais que dobrou, as vagas aumentaram, temos cotas para negros, índios, quilombolas e alunos da rede pública. não estava na UFG no período de FHC, mas o que todos dizem é que simplesmente NÃO HAVIA DINHEIRO PRA NADA!

por essas e outras, dia 31  é 13!

 

Que maravilha! Estudei na UnB quando os tucanos estavam no poder. Que diferença hoje!

 

Adendo: faltou dizer que a matéria sobre a Igreja em Guarulhos foi publicada pelo jornal Folha Metropolitana, da cidade de Guarulhos.

Absr

 

Oi Nassif,

Procurei um local no Blog pra mandar essa matéria. Não achei, então, vou incluir nesse post mesmo.

Mais uma da igreja em Guarulhos. Pelo jeito, mandaram fazer mais cópias daquele material que havia sido apreendido.

Abrs

 

Folhetos contra Dilma circulam em igreja Ricardo Filho

Onze dias após a apreensão dos folhetos condenando o voto em Dilma Rousseff, pela Polícia Federal (PF), sob suspeita de cometimento de crime eleitoral, ontem os impressos voltaram à cena. Desta vez, eles reapareceram no Santuário de São Judas Tadeu, no bairro de Torres Tibagy, durante a festa em homenagem ao ‘santo das causas impossíveis’.

De acordo com o padre Berardo Graz, que portava o equivalente a cinco resmas (cada resma equivale a 500 folhas) do material, o folheto seria distribuído aos fiéis na saída da missa celebrada pelo padre Francisco Veloso, que começou pouco depois das 15h. Ao se dar conta de que havia repórteres nos arredores da Igreja Nova, padre Berardo retornou para o interior do templo e guardou o material.

A partir daí surgem duas hipóteses: a de que o religioso teria deixado o santuário por uma saída lateral, levando consigo os impressos; e a outra segundo a qual os documentos teriam sido guardados próximo da sacristia. Os jornalistas não puderam ter acesso ao material recolhido, mas a reportagem da Folha Metropolitana conseguiu apanhar um dos folhetos antes da saída de cena do padre Berardo.

Questionado sobre a legalidade da distribuição do material apreendido pela PF no dia 17, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pároco da Igreja de São Judas, Francisco Veloso, disse que “o problema é com a gráfica, não com a legalidade” do impresso. E corrigiu o repórter que insistiu em chamar o impresso de folheto: “Não é um folheto ou panfleto, mas um documento da Igreja assinado por três bispos da CNBB Regional Sul 1”.

Já o vigário geral de Guarulhos, padre Antonio Bosco da Silva, explicou, após oficiar a antepenúltima missa do dia de São Judas, que as questões relacionadas ao aborto são inegociáveis pela Igreja, e que não há dado novo na manifestação do papa Bento 16, que ontem conclamou os bispos brasileiros a orientar fiéis católicos nas questões políticas, sem entrar diretamente na eleição de domingo (31). Ele reiterou que a Igreja não indica candidato, mas poderia fazê-lo se assim desejasse. Entretanto, por uma questão de tradição, a Igreja prefere dizer o candidato que não apoia.

O problema do veto ao nome de Dilma Rousseff, segundo a Diocese de Guarulhos, ocorre por causa da afirmação da candidata de ser favorável ao aborto nos casos previstos em lei. Por outro lado, o então ministro da Saúde, José Serra (PSDB), assinou uma norma técnica sobre o aborto no Brasil. Recentemente sua mulher, Mônica Serra, foi acusada de ter feito um aborto nos Estados Unidos, durante o período de exílio, por duas ex-alunas dela. Mônica nunca veio a público desmentir o fato e a questão do aborto saiu da pauta do PSDB na campanha.  Indagado sobre em que aconselharia o voto tendo essas suas premissas,  padre Bosco respondeu: “É difícil dizer”. Em seguida saiu-se com a seguinte frase: “Nós não condenamos a mulher que faz aborto, nos condenamos o aborto”.

Uma pessoa ligada à Igreja, que terá sua identidade preservada, disse que o folheto iria ser distribuído na festa de São Judas, “mas que devido ao clima belicoso instalado nas últimas semanas” o material seria recolhido.