Revista GGN

Assine

A exploração da tragédia

Por alberto manoel ruschel filho

É verdade, está tudo errado.

As catástrofes naturais, ajudadas por gente que mora em lugar errado, gente que vende terreno em encostas, gente que desvia dinheiro de obras, gente que nunca saberá planejar, gente que dá alvará de construção em troca de cerveja, gente que administra o sofrimento das filas de doentes no SUS, e gente pior ainda, aquela, que vive do seu sofrimento em casa, vendo as imagens das inundações, dos destroços de casas, rostos de gente chorando e corpos embrulhados em cobertores baratos, dão mais audiência que a Copa do Mundo

Você aí sabia que quando pior a imagem, “melhor” a audiência? Você sabia que “quanto maior o seu choro, maior o nosso faturamento”, né? Então, dê um desconto. A aparência de que o mundo está no fundo do seu quintal, ou na sua área de serviço de três metros quadrados, é pura fantasia. É “técnica de comunicação” versus “venda por estímulo”. Gente é um bicho difícil de entender, no fundo, age como formiga. Reage ao feronômio de alarme, ou cheiros de dramas, da mesma forma.

HalHá algum tempo atrás, contei aqui no Blog que, quando trabalhava na TV, fui chamado de rebelde. Explico como isso começou.

Era um Globo Repórter sobre roubo de aviões.  Estávamos, o câmera e eu, em Curitiba. No portão da casa de uma senhora cujo marido, piloto, havia sido jogado de seu avião em pleno vôo.  

Por respeito ao luto dela e dos filhos, preferi não invadir seu espaço. Respeito, aqui, naquela hora, queria dizer mais que respeito, queria dizer um mínimo de humanidade. Ela contou o que queria contar. Falou dele, seu caráter, honradez, relembrava sua maneira de ser, seu companheirismo.

Além de fazer as eventuais perguntas, naquele caso, desnecessárias, eu acompanhava a gravação da imagem por um pequeno monitor que estava sobre o muro, via seu rosto em close. Mas, no momento em que passou a descrever a luta a bordo do avião, segundo havia sido informada por outro piloto que voava com o rádio aberto na mesma freqüência, começou a chorar. Calou-se e escondeu o rosto com as mãos.

Em voz baixa, ordenei ao câmera-man:  “Corta!”. E fiquei ali, olhando aquela tela, pensando no futuro da família da esposa do piloto.

Mas o câmera não cortou, De repente, sua mão entra em quadro e segurou o queixo da mulher. Até que o cafajeste foi delicado. Com jeito, e a câmera no ombro, posicionou a mulher e seu choro num “belo” contra-luz...

- Corta!! – ordenei em voz alta.

Me despedi , agradeci e entramos no carro.

No avião, de nada adiantou tentar explicar minha irritação pro sujeito. Falar de linguagens de documentário.

A história espalhou-se, passei a ser visto como “talentoso, mas rebelde...”

E o seu queixo?

Você também vai deixar que um idiota qualquer o ajeite pra melhorar o enquadramento??

Sofra, mas dê um desconto. Transformar dramas humanos em fator de culpa coletiva, não tem nada a ver com solidariedade.

Solidariedade é outra coisa. É no mínimo, esbravejar, espernear, alertando e pressionando quem de direito...e enviar pros lugares tudo que sabemos que estão necessitando.

É verdade, está tudo errado.

As catástrofes naturais, ajudadas por gente que mora em lugar errado, gente que vende terreno em encostas, gente que desvia dinheiro de obras, gente que nunca saberá planejar, gente que dá alvará de construção em troca de cerveja, gente que administra o sofrimento das filas de doentes no SUS, e gente pior ainda, aquela, que vive do seu sofrimento em casa, vendo as imagens das inundações, dos destroços de casas, rostos de gente chorando e corpos embrulhados em cobertores baratos, dão mais audiência que a Copa do Mundo

Você aí sabia que quando pior a imagem, “melhor” a audiência? Você sabia que “quanto maior o seu choro, maior o nosso faturamento”, né? Então, dê um desconto. A aparência de que o mundo está no fundo do seu quintal, ou na sua área de serviço de três metros quadrados, é pura fantasia. É “técnica de comunicação” versus “venda por estímulo”. Gente é um bicho difícil de entender, no fundo, age como formiga. Reage ao feronômio de alarme, ou cheiros de dramas, da mesma forma.

Há algum tempo atrás, contei aqui no Blog que, quando trabalhava na TV, fui chamado de rebelde. Explico como isso começou.

Era um Globo Repórter sobre roubo de aviões.  Estávamos, o câmera e eu, em Curitiba. No portão da casa de uma senhora cujo marido, piloto, havia sido jogado de seu avião em pleno vôo.  

Por respeito ao luto dela e dos filhos, preferi não invadir seu espaço. Respeito, aqui, naquela hora, queria dizer mais que respeito, queria dizer um mínimo de humanidade. Ela contou o que queria contar. Falou dele, seu caráter, honradez, relembrava sua maneira de ser, seu companheirismo.

Além de fazer as eventuais perguntas, naquele caso, desnecessárias, eu acompanhava a gravação da imagem por um pequeno monitor que estava sobre o muro, via seu rosto em close. Mas, no momento em que passou a descrever a luta a bordo do avião, segundo havia sido informada por outro piloto que voava com o rádio aberto na mesma freqüência, começou a chorar. Calou-se e escondeu o rosto com as mãos.

Em voz baixa, ordenei ao câmera-man:  “Corta!”. E fiquei ali, olhando aquela tela, pensando no futuro da família da esposa do piloto.

Mas o câmera não cortou, De repente, sua mão entra em quadro e segurou o queixo da mulher. Até que o cafajeste foi delicado. Com jeito, e a câmera no ombro, posicionou a mulher e seu choro num “belo” contra-luz...

- Corta!! – ordenei em voz alta.

Me despedi , agradeci e entramos no carro.

No avião, de nada adiantou tentar explicar minha irritação pro sujeito. Falar de linguagens de documentário.

A história espalhou-se, passei a ser visto como “talentoso, mas rebelde...”

E o seu queixo?

Você também vai deixar que um idiota qualquer o ajeite pra melhorar o enquadramento??

Sofra, mas dê um desconto. Transformar dramas humanos em fator de culpa coletiva, não tem nada a ver com solidariedade.

Solidariedade é outra coisa. É no mínimo, esbravejar, espernear, alertando e pressionando quem de direito...e enviar pros lugares tudo que sabemos que estão necessitando.

Média: 4.7 (15 votos)
26 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+26 comentários

 

Diante de alguns comentários sobre o que escrevi, depois de refletir um pouco, acho que devo esclarecer. O sentimento de solidariedade do qual falo, nestes dias de chuva mineira insistente, esta mais latente.

Nada contra a notícia, nada contra as coberturas jornalísticas, nada contra a divulgação necessária de fatos importantes que podem afetar a vida das pessoas, nada contra os conteúdos... minha questão é a forma como a notícia é levada ao público. Minha reflexão é só uma alerta para com a exploração comercial dos fatos e o uso de imagens piegas e de mal gosto nas matérias. Por sorte, revendo os comentários encontrei pessoas que entenderam minha proposta.

Vamos lá, dou um exemplo claro de "cobertura" aos que não quiseram entender: 

A ação mostrada era o desembarque de pessoas descendo de um helicóptero. Ajudadas por militares, homens, mulheres e crianças, meio correndo e muito assustadas, atravessavam o que parecia ser um campo de futebol.  

Detalhe: qualquer pessoa que já voou em helicópteros, sabe que deve ao descer deve afastar-se rapidamente do alcance das pás que giram sobre suas cabeças e, qualquer pessoa normal que tenha passado por um susto daqueles, voando por primeira vez, com frio, molhada, e tenha entrado escorregando apressada numa máquina daquelas, vai sair dali correndo. Nem precisaria de instruções.

Bem, ali no campo está o cinegrafista da Globo News. E o que vemos, através da lente de sua câmera, primeiro, é um plano geral com gente descendo e correndo, suas fisionomias são tensas, alguns, sorriem de alívio...mas, há uma criança chorando muito.

Pergunta: Quem o nosso cinegrafista mostra??? A criança chorando. 

E ali vem a criança. Ela pára de chorar (e, claro, o editor de imagens corta a tomada).

Ela vinha entre dois militares, cada um deles puxando seus braços prum lado. Não sei se chorava assustada com a correria, o ruído dos helicópteros, ou a movimentação no local. Imagino que possa ter sido de dor, pois os militares, no afã de afastarem-se dali, não percebem que estão machucando a criança ao esticarem seus braços.

Foi isso que a imagem, e quando ela parou de chorar, cortaram a imagem.

Mas, ato contínuo (percebe-se que agora os três estão o mais próximos do cinegrafista) outra vez, num solavanco maior, ela recomeça a chorar.

E qual imagem o cinegrafista mostra outra vez (e o editor usa)?

A criança chorando!

Ali naquele campo haviam 4 ou 5 helicópteros, todos com pintura diferente.

Imaginei que seriam de empresas de taxi-aéreo, outros particulares. Me perguntei quem seriam seus proprietários. Como estava sendo o trabalho dos pilotos, que notícias (novas) traziam dos locais onde haviam recolhido seus passageiros. Não soube de nada disso. Mas, revi pela enézima vez um matéria feita duas ou três horas antes, (eu já a conhecia e sabia decor). Matéria esta, feita num sobrevôo do helicóptero da Globo que, soube, chegou no "palco dos acontecimentos" antes de qualquer aeronave.

Foi assim, em dois minutos de imagens, ali no campo de futebol desceram adultos aliviados, mulheres de olhos esbugalhados...e crianças que não choravam.

Em casa, fiquei sem saber notícias novas, só vi o choro da criannça (que, com toda certeza, estará nas chamadas dos outros jornais da Globo durante duas semanas)

Repito. Quanto mais choro, mais audiência e faturamento, esta é a escola da nossa TV.

Fica a pergunta: ainda se usa o termo Imprensa Marron?

Ou, hoje, todas são vermelhas cor de sangue e choro traduzidas em cifrões? 

 

 

Se o senhor acha que não o entendi, eu tenho certeza que ainda não captou a dimensão da tragedia, quase equivalente a explosão de uma bomba atomica, tal o poder destrutivo.

As pessoas tem o direito de saber tudo o que esta acontecendo, como o doente de saber que vai morrer amanhã, por mais que isso seja triste.

A morte tragica de mais de 500 pessoas é um fato terrivel, que não pode ser pintado de cor  de rosa.

Os jornalistas na verdade, por mais que o senhor não os aprove, estão impossibilitados de mostrar tudo o que assistem, porque se o fizessem os brasileiros não conseguiriam dormir por muito tempo diante de tantos horrores.

Se o senhor acha que "quanto pior a imagem, “melhor” a audiência",infelizmente as cenas terão que ser duras, porque a "audiencia" é a unica maneira de fazer os responsaveis não cometerem novos desmandos.

Uma coisa foi o papel da imprensa deturpando fatos durante as eleições, outra são os jornalistas arriscando suas peles para mostrar a todos um fato tão lamentavel.

Quanto melhor mostra-lo menos chances de novas tragedias como essa acontecerem.

 

Ainda bem que o autor deste post descobriu cedo que não nasceu com vocação para o jornalismo.

A função de um reporter é reportar, informar, mostrar os fatos com a maior exatidão possivel, sejam eles alegres ou tristes, sordidos ou grandiosos, feios ou bonitos, tragicos ou comicos.

Não lhe cabe a auto censura, recortar a realidade para mostra-la aos pedaços. Não tem esse direito sobre os outros. Seu papel é lutar contra a censura de qualquer natureza. E se não conseguir vence-la que a burle.

O dever de um jornalista é falar a verdade, mesmo que ela seja cruel. É como o medico que deve dizer ao seu paciente a gravidade de sua doença.

A pessoa que mais admiro, respeito e  a tenho como uma das que mais gosto, é um antigo parceiro de reportagens e livros. Para mim e muitos outros é o maior reporter brasileiro. Perdeu uma perna na explosão de uma bomba na guerra. Seu companheiro de trabalho na epoca fotografou toda a cena de seu sofrimento.

Nunca lhe perguntei, mas tenho certeza que ele não aprovaria outra atitude.

Ele não foi a guerra, que lhe custou caro,  para falar de flores. Foi para mostrar a brutalidade da guerra. E tenho certeza que com seu talento conseguiu dificultar um pouco a vida dos belicosos. Contribuiu um pouquinho na luta humana pela paz.

A verdade por mais cruel que seja é o unico caminho para os homens vencerem seus flagelos. Não ha outra trilha.

Os que não quiserem ver a vida como ela é, que desliguem a televisão ou joguem fora os jornais.

No caso da tragedia que recaiu sobre nos, nesses dias, os jornalistas estão cumprindo com dor, esforço e retidão sua missão.

São responsaveis pela fila de pessoas que estão a frente dos bancos de sangue para doar.

O Brasil chorou com tamanho sofrimento e destruição, mas tambem melhorou vendo e descobrindo tanta solidariedade.

O Brasil não vai aceitar mais tão facilmente a ma atuação de nossas autoridades publicas, responsaveis por tantos absurdos.

Os jornalista estão ajudando a salvar vitimas de novas tragedias.

Parabens a eles e ficaria feliz se o Nassif, como jornalista, desse o mesmo destaque que deu a quem criticou nossos colegas em muito dura tarefa.

 

Ainda bem que o autor deste post descobriu cedo que não nasceu com vocação para o jornalismo.

A função de um reporter é reportar, informar, mostrar os fatos com a maior exatidão possivel, sejam eles alegres ou tristes, sordidos ou grandiosos, feios ou bonitos, tragicos ou comicos.

Não lhe cabe a auto censura, recortar a realidade para mostra-la aos pedaços. Não tem esse direito sobre os outros. Seu papel é lutar contra a censura de qualquer natureza. E se não conseguir vence-la que a burle.

O dever de um jornalista é falar a verdade, mesmo que ela seja cruel. É como o medico que deve dizer ao seu paciente a gravidade de sua doença.

A pessoa que mais admiro, respeito e  a tenho como uma das que mais gosto, é um antigo parceiro de reportagens e livros. Para mim e muitos outros é o maior reporter brasileiro. Perdeu uma perna na explosão de uma bomba na guerra. Seu companheiro de trabalho na epoca fotografou toda a cena de seu sofrimento.

Nunca lhe perguntei, mas tenho certeza que ele não aprovaria outra atitude.

Ele não foi a guerra, que lhe custou caro,  para falar de flores. Foi para mostrar a brutalidade da guerra. E tenho certeza que com seu talento conseguiu dificultar um pouco a vida dos belicosos. Contribuiu um pouquinho na luta humana pela paz.

A verdade por mais cruel que seja é o unico caminho para os homens vencerem seus flagelos. Não ha outra trilha.

Os que não quiserem ver a vida como ela é, que desliguem a televisão ou joguem fora os jornais.

No caso da tragedia que recaiu sobre nos, nesses dias, os jornalistas estão cumprindo com dor, esforço e retidão sua missão.

São responsaveis pela fila de pessoas que estão a frente dos bancos de sangue para doar.

O Brasil chorou com tamanho sofrimento e destruição, mas tambem melhorou vendo e descobrindo tanta solidariedade.

O Brasil não vai aceitar mais tão facilmente a ma atuação de nossas autoridades publicas, responsaveis por tantos absurdos.

Os jornalista estão ajudando a salvar vitimas de novas tragedias.

Parabens a eles e ficaria feliz se o Nassif, como jornalista, desse o mesmo destaque que deu a quem criticou nossos colegas em muito dura tarefa.

 

Nassif, neste momento em que o sensacionalismo toma conta da cobertura das enchentes, um estudante de jornalismo carioca, Bernardo Dugin(@bdugin) dá um banho de informação na velha mídia. Com família morando em Friburgo--cidade com tantos mortos quanto Teresópolis, porém com menor estrutura--passa notícias específicas sobre os bairros e moradores da cidade no Twitter, inclusive com longas sessões no Twitcam.

Nesta fogueira de vaidades que é a Internet, é muito bom ver um jovem preocupado em usar as ferramentas que a tecnologia nos oferece para prestar serviço e não para xingar ou discriminar alucinadamente seu semelhante.

Pena que neste exato momento milhões de pessoas estejam jogando dinheiro fora ligando para os BBB serem salvos ou eliminados, quando aqui  no mundo real vidas humanas estão se perdendo.

É preciso regulamentar a velha mídia, porém sem esquecer de revolucionar a nova.

 

"LIBERDADE DE IMPRENSA É FÁCIL. DIFICIL É SER JORNALISTA LIVRE".Leon Eliachar, Jornalista. O maior exemplo é o PIG.

 

 

Sem dúvida, todas as formas de tentativas para desconstruir Lula revigorararão nesses próximos 04 anos. A cada dia um novo ataque sobre o que o Barbudo não fez, ou deixou de fazer, de preferência tomando-se os eventos naturais, ou catastróficos, como motes para atingir objetivos escusos. Uma estratégia, a meu juízo, para, consequentemente, as balas irem respingando na sucessora. Seuquer um de nós seria capaz de imaginar o que vem por aí.

O objeto da imprensa suja doravante será, aos poucos, ir construindo o tucanato, se já s é sabida a vontade, ou a loucura de elegerem Aécio para suceder Dilma. A CBN já faz a campanha do mineiro descaradamente. Outro dia ouvi da rádio que Aécio terá um peso muito forte no Senado como oposição. Pode até ser verdade, afinal o cara é político de origem, com capacidade e jeito para agir diferentemente de um Jereissate, Mão Santa, Arthur Virgílio, por exemplo, que sairam da cena política muito mais pelas suas falas destrambelhadas, por falta de bom senso, ou mesmo de inteligênci e sabedoria que são dois bons requisitos impstos como premissas a um parlamentar que se pretende oposicionista a um governo aceito pela maioria da população. Aécio certamente usará outras medidas e outros meios para discutir suas ideias, sob pena de cair na vala dos citados.

O povo detesta agressividade de político. Às vezes chega a ficar com pena de quem odiava, mudando o voto.

O que mais vemos hoje em dia no mundo inteiro são catástrofes de todos os tipos e gêneros, destruindo casas, gente e cidades. Os cientistas revelam serem os fenômenos decorrentes do aquecimento global, mas tem outro cientista aqui no Brasil que nega tudo. Pra ele, está havendo é um esfriamento. Esqueci o nome do cara, entrevistado em todas as televisões com suas controvérsias.

O fato é que quem tem hoje mais de 50 anos não pode olvidar o tempo, o que viu e o que está presenciando hoje em dia. Tudo mudou, e mudou pra pior nesse quesito-tragédias climáticas. De repente, e só há umas três décadas, a VEJA apresentou na capa o estado de Santa Catarina com um chão todo rachado pela seca. Jamais se vira coisa igual. Eu até pensei que aquilo lá era obra de Deus, castigando sulista que só sabia odiar nordestino, mais sujeitos às secas pela incompetência dos governos federal, estadual e municipal, que até hoje ainda embolsam as verbas sem lhes dar o destino correto. "O pobre tem morrer", como dizia Chico Anísio, criticando os políticos.

Exatamente hoje, enquanto desce água em alguns estados do Sudeste, tá lá o Sul, parte dele, enfrentando seca. Uma região e outra reclama o óbvio, que é a não produção dos alimentos, enquanto os comerciantes já aumentaram os preços de tudo.

Eu penso que o caso de Friburgo se destaca dos outros municípios do rio - Teresópolis e Petrópolis. Ali se deu algo semelhante a um tasunami. O centro da cidade desapareceu. E nunca se viu coisa nem parecida em Friburgo. Quanto à cidade de Petrópolis, é, de fato, uma coisa antiga como a bíblia. Resposnáveis são os prefeitos, sem dúvida, que podem e devem tomar medidas preventivas anualmente, semestralmente, se a cada ano verá se repetir cenas tão degradantes.

A culpa dessas tragédias em Petrópolis e São Paulo só não só apenas dos governantes porque é também, em muita parte, do povo. Este morre e não aprende a ter higiene, a levar o lixo pro lixo, e vive na imundície, numa casa caindo aos pedaços, a ter que se mudar pra outro lugar e viver com mais dignidade. A turma quer ficar junto do povo rico, como nas favelas cariocas.´"Daqui a gente vê o mar, e se quer ir à praia é só descer o morro". Assim pensam, e assim envelhecem, muitas vezes só conhecendo a promiscuidade. Entra o poder público quando poderia investir em mais educação, em mais esclarecimentos, ou mesmo usando da força, especialmente se essa gente está tomando espaços áreas do Governo, e sem nenhuma infraestrutura fazendo casas que desabarão nas primeiras chuvas.

Infelizmente eu não tenho nenhuma solução a oferecer, embora fique completamente transtornada em ver velhos e crianças, principalmente, morrendo soterrados. Mas, gostaria muito de que a partir desses tristes episódios, com dilma no comando do governo, atuasse com toda a sua força para apresentar as soluções cabíveis. Já pensou? Sairia depois com uma popularidade inimaginável. Acontece que se cabe ao governo Federal enviar verbas e verbas, terá ele também que agir por meio de fiscalização do emprego desse dinheiro. Li ontem aqui que Sérgio Cabral desviou verbas do governo Federal para a Globo. Não sei se posso crer em tal informação.

 

 

Desculpe, ser jornalista e não mostrar a "cara da tragédia" não é rebeldia, é imbecilidade.  Causa espécie, sendo um jornalista essa espécie de crítica.  O bom jornalista tem que se ater aos fatos, tem que mostrar, contar a história, doa a quem doer.  Este é o seu ofício.  O verdadeiro jornalista nao tem que está comprometido com este ou aquele governo, nao tem que ser subsidiado pra escrever matérias.  Não tem que usar óciulos cor de rosa. 

 

Nassif, em meio aos problemas e dramas, devemos dar espaço aos que no Brasil estão se preparando com competência e boa antecipação.
Compartilho uma iniciativa de gestão petista, pois aqui no blog foi dado espaço aos que criticaram os prefeitos do PT que não se prepararam.
Trago um exemplo positivo e gostaria de pedir que quem souber de outros exemplos, que publique.
Já tem Mutirão para esses temas, ou não?
Abaixo, ações e um decreto de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, gestão do PT.

Gustavo Cherubine.

http://www.saobernardo.sp.gov.br/dados1/nm/nm%201590aa.pdf (para acessar a íntegra)

DECRETO Nº 17.303, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2010
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Dispõe sobre o estabelecimento da Operação Guarda-
Chuva, para o período compreendido entre 1º de dezembro
e 15 de abril de cada ano, dos Grupos da Operação Guarda-
Chuva, procedimentos dos Grupos da Operação Guarda-
Chuva, e dá outras providências.
LUIZ MARINHO, Prefeito do Município de São Bernardo do Campo, no uso das atribuições que lhe
são conferidas por lei, e considerando que episódios de chuvas mais intensas ou prolongadas
durante o verão podem gerar acidentes que podem afetar vidas humanas e causar danos a edificações
e equipamentos públicos, associados a deslizamentos, alagamentos, inundações e solapamentos
de margens de córregos, considerando a necessidade da Prefeitura Municipal de São
Bernardo do Campo estabelecer um plano preventivo e um plano de respostas com ações eficazes
para o gerenciamento dos riscos associados às chuvas de verão, decreta:
CAPÍTULO I
DA OPERAÇÃO GUARDA-CHUVA
Art. 1º Fica estabelecida, para o período compreendido entre 1º de dezembro e 15 de abril de cada
ano, a Operação Guarda-Chuva, constituída por um Plano Preventivo, que integra a Operação
Verão, de responsabilidade da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil – CEDEC e um Plano de
Respostas a Emergências.
Art. 2º A Operação Guarda-Chuva tem como objetivos a organização e preparação da estrutura
administrativa municipal para gerenciamento de emergências e situações de perigo aos cidadãos
durante o período crítico de pluviosidade, por meio do estabelecimento de um conjunto de ações
preventivas e procedimentos emergenciais a serem adotados pelo Poder Público Municipal e pela
comunidade, para reduzir a possibilidade de perda de vidas humanas ou ameaça à integridade física
dos munícipes, além de ações emergenciais de resposta a eventuais acidentes.
Art. 3º As ações preventivas relacionadas a escorregamento de encostas, solapamento, inundação
e alagamento estão condicionadas a quatro níveis preestabelecidos de cenários prospectivos para
cada uma dessas ameaças, indicando diferentes estados de criticidade ou gravidade do risco:
Observação, Atenção, Alerta e Alerta Máximo.
§ 1º As ações preventivas serão operadas segundo critérios técnicos que se apoiam no monitoramento
de dados fluvio-pluviométricos, na previsão meteorológica e na observação, em campo, de
evidências de instabilização de encostas ou de margens de córregos ou do extravasamento da rede
de águas fluviais.
§ 2º Nível de Observação: compreende todo o período de vigência desta Operação, que foi
precedida de trabalho de informação e conscientização da população das áreas de risco, devendo:
I - manter técnicos em plantão para acompanhamento e análise da situação;
II - realizar monitoramento fluvio-pluviométrico e acompanhamento da previsão meteorológica; e
III - ser avaliada a necessidade de mudança de nível.
§ 3º Nível de Atenção: deverá ser decretado pelo Secretário de Serviços Urbanos nas seguintes
situações:
...

http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=7184&qt1=0

Chuvas
Publicação:7/1/2011
Ações preventivas desenvolvidas em São Bernardo evitam tragédias relacionadas às chuvas
Cosmo Silva da redação
Foto: Divulgação
A Prefeitura de São Bernardo do Campo está desenvolvendo a Operação Guarda-Chuva, que funcionará até 15 de abril de 2011 e consiste em um conjunto de ações preventivas destinadas à convivência segura, à redução de riscos e à prevenção de desastres relacionados às chuvas de verão. Constituída por um Plano Preventivo e por um Plano de Resposta que entrou em funcionamento desde 1º de dezembro, a Operação Guarda-Chuva também vai oferecer assistência aos moradores residentes em locais com incidência de enchentes e deslizamentos.
Para o planejamento da Operação Guarda-Chuva, foram consideradas as ações e recomendações do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), elaborado pela Secretaria de Habitação e que vai subsidiar os trabalhos e intervenções estruturais com o objetivo de erradicar ou minimizar situações de risco relacionadas à moradia no município. O documento é resultado de levantamento iniciado em novembro de 2009, que mapeou 95 áreas da cidade com base no histórico e na verificação de campo em locais com potencial de risco, associado aos escorregamentos, solapamentos, inundações e alagamentos. Entre as ações preventivas, destacam-se três operações: Informar para Prevenir, Alerta Sai de Casa e Remoção Preventiva de Famílias em Risco 4.
No Informar para Prevenir, todas as 58 áreas com situações de risco de escorregamento, solapamento de margem de córrego, inundação e alagamento receberam materiais informativos e nas áreas prioritárias foram realizadas reuniões de reforço de informação. Essas áreas estão situadas nas regiões do Montanhão, Cooperativa, Centro, Alvarenga, Batistini, Riacho Grande e Rudge Ramos. Novos materiais serão elaborados para manter alimentada a rede de informação durante toda a vigência da operação.
O Alerta Sai de Casa é uma operação desencadeada em momentos de chuvas intensas, cujo objetivo é auxiliar as famílias das áreas de risco a sair de casa e buscar refúgio nos momentos em que se identifique sinais de agravamento. Para tal operação foi montada Rede de Refúgios, Rede de Voluntários de Defesa Civil e Força tarefa de servidores públicos, que implementam esta ação junto com a Defesa Civil.
Já a Remoção Preventiva de Famílias em Risco 4 consiste em uma interdição preventiva, antes de ocorrências em moradias onde for identificado risco muito alto e remoção das famílias ocupantes destas moradias, com encaminhamento ao Programa Renda Abrigo. Esta última operação é especialmente importante porque algumas situações de risco alto podem evoluir rapidamente para muito alto, com a chegada do período chuvoso. São situações consideradas prioritárias para ação de remoção preventiva. Neste sentido, desde o início da vigência da Operação Guarda-Chuva já estão sendo removidas famílias de três áreas da cidade, com destaque a Estrada da Divisa, no Lixão do Alvarenga, já em fase final de conclusão, de onde será removido um total de 80 moradias. Nesse sentido situações não previstas podem acontecer e qualquer munícipe que identifique sinais de riscos é orientando para ligar na Defesa Civil, que está em plantão contínuo, nos telefone 199 ou 4366-3636.
No último período chuvoso, mais de mil moradias que apresentavam risco foram removidas, e outras 280 de março até agora. Todas as famílias removidas puderam se inscrever no Programa Renda Abrigo, que garante um auxílio aluguel no valor de R$ 315. Hoje, 2.377 famílias moram em regiões de risco de graus variados, mas nenhuma em áreas classificadas como de risco iminente de deslizamento de terra.

http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=7199&qt1=0

Manutenção
Publicação:13/1/2011
São Bernardo conclui limpeza de piscinões e inicia nova operação preventiva
Kelly Santos
da redação
A Prefeitura de São Bernardo do Campo, concluiu no mês de dezembro a limpeza dos 14 piscinões existentes no município. Devido às fortes chuvas, a Secretaria de Serviços Urbanos inicia esta semana a limpeza das entradas de água e de bombeamento dos piscinões, que são compostas por tomadas d´água, paliteiros e gradis. A operação, que deve ser concluída em março, faz parte das ações emergenciais da Prefeitura durante o período chuvoso.
A limpeza é realizada de maneira simples, uma vez que nesta época do ano as chuvas são constantes e fortes. Por isso os piscinões não são esvaziados por completo para uma limpeza total. Sendo assim, a alternativa encontrada pela Pasta foi executar esta ação emergencial, realizada pela primeira vez na cidade. A limpeza possibilitará que a água escoe com mais facilidade, uma vez que a quantidade de lixo levada através das correntezas nos dias chuvosos é grande.
O primeiro piscinão a receber este tipo de limpeza será o da Paulicéia. Os próximos serão: Vila Rosa, Demarchi, Capitão Casa, Vila São José, Canarinho, Ford, Bombeiros, Rio Claro, Vila Vivaldi, Nelson Patrizzi, Vila Helena, Taboão e Ford Fábrica.
Limpeza – Durante o ano de 2010, cerca de 50 homens trabalharam para cumprir o cronograma de limpeza dos piscinões. Cerca de 45,1 m³ de resíduos, o equivalente a 63 mil toneladas foram retirados dos 14 reservatórios.
O piscinão Paulicéia foi o que levou mais tempo para ser limpo devido às fortes chuvas e sua grande quantidade de resíduos. Apenas deste reservatório foram retirados 18,8 mil toneladas. Em 2010, a Prefeitura também executou a limpeza de aproximadamente 38,8 mil bocas de lobo e de leão.
 

Foto Wilson Magão - Área de Risco em São Bernardo do Campo - Bairro Montanhão
Foto Wilson Magão - Piscinão limpo em São Bernardo do Campo - Bairro Taboão
Foto aérea - Assentamentos precários em São Bernardo do Campo
 

Gustavo Cherubine

Nassif, em meio aos problemas e dramas, devemos dar espaço aos que no Brasil estão se preparando com competência e boa antecipação.

Compartilho uma iniciativa de gestão petista, pois aqui no blog foi dado espaço aos que criticaram os prefeitos do PT que não se prepararam.

Trago um exemplo positivo e gostaria de pedir que quem souber de outros exemplos, que publique.

Já tem Mutirão para esses temas, ou não?

Abaixo, ações e um decreto de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, gestão do PT.

Gustavo Cherubine.

http://www.saobernardo.sp.gov.br/dados1/nm/nm%201590aa.pdf

DECRETO Nº 17.303, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2010
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Dispõe sobre o estabelecimento da Operação Guarda-
Chuva, para o período compreendido entre 1º de dezembro
e 15 de abril de cada ano, dos Grupos da Operação Guarda-
Chuva, procedimentos dos Grupos da Operação Guarda-
Chuva, e dá outras providências.
LUIZ MARINHO, Prefeito do Município de São Bernardo do Campo, no uso das atribuições que lhe
são conferidas por lei, e considerando que episódios de chuvas mais intensas ou prolongadas
durante o verão podem gerar acidentes que podem afetar vidas humanas e causar danos a edificações
e equipamentos públicos, associados a deslizamentos, alagamentos, inundações e solapamentos
de margens de córregos, considerando a necessidade da Prefeitura Municipal de São
Bernardo do Campo estabelecer um plano preventivo e um plano de respostas com ações eficazes
para o gerenciamento dos riscos associados às chuvas de verão, decreta:
CAPÍTULO I
DA OPERAÇÃO GUARDA-CHUVA
Art. 1º Fica estabelecida, para o período compreendido entre 1º de dezembro e 15 de abril de cada
ano, a Operação Guarda-Chuva, constituída por um Plano Preventivo, que integra a Operação
Verão, de responsabilidade da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil – CEDEC e um Plano de
Respostas a Emergências.
Art. 2º A Operação Guarda-Chuva tem como objetivos a organização e preparação da estrutura
administrativa municipal para gerenciamento de emergências e situações de perigo aos cidadãos
durante o período crítico de pluviosidade, por meio do estabelecimento de um conjunto de ações
preventivas e procedimentos emergenciais a serem adotados pelo Poder Público Municipal e pela
comunidade, para reduzir a possibilidade de perda de vidas humanas ou ameaça à integridade física
dos munícipes, além de ações emergenciais de resposta a eventuais acidentes.
Art. 3º As ações preventivas relacionadas a escorregamento de encostas, solapamento, inundação
e alagamento estão condicionadas a quatro níveis preestabelecidos de cenários prospectivos para
cada uma dessas ameaças, indicando diferentes estados de criticidade ou gravidade do risco:
Observação, Atenção, Alerta e Alerta Máximo.
§ 1º As ações preventivas serão operadas segundo critérios técnicos que se apoiam no monitoramento
de dados fluvio-pluviométricos, na previsão meteorológica e na observação, em campo, de
evidências de instabilização de encostas ou de margens de córregos ou do extravasamento da rede
de águas fluviais.
§ 2º Nível de Observação: compreende todo o período de vigência desta Operação, que foi
precedida de trabalho de informação e conscientização da população das áreas de risco, devendo:
I - manter técnicos em plantão para acompanhamento e análise da situação;
II - realizar monitoramento fluvio-pluviométrico e acompanhamento da previsão meteorológica; e
III - ser avaliada a necessidade de mudança de nível.
§ 3º Nível de Atenção: deverá ser decretado pelo Secretário de Serviços Urbanos nas seguintes
situações:

....

(íntegra do decreto no link)

http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=7184&qt1=0

Chuvas
Publicação:7/1/2011
Ações preventivas desenvolvidas em São Bernardo evitam tragédias relacionadas às chuvas
Cosmo Silva da redação
Foto: Divulgação
A Prefeitura de São Bernardo do Campo está desenvolvendo a Operação Guarda-Chuva, que funcionará até 15 de abril de 2011 e consiste em um conjunto de ações preventivas destinadas à convivência segura, à redução de riscos e à prevenção de desastres relacionados às chuvas de verão. Constituída por um Plano Preventivo e por um Plano de Resposta que entrou em funcionamento desde 1º de dezembro, a Operação Guarda-Chuva também vai oferecer assistência aos moradores residentes em locais com incidência de enchentes e deslizamentos.
Para o planejamento da Operação Guarda-Chuva, foram consideradas as ações e recomendações do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), elaborado pela Secretaria de Habitação e que vai subsidiar os trabalhos e intervenções estruturais com o objetivo de erradicar ou minimizar situações de risco relacionadas à moradia no município. O documento é resultado de levantamento iniciado em novembro de 2009, que mapeou 95 áreas da cidade com base no histórico e na verificação de campo em locais com potencial de risco, associado aos escorregamentos, solapamentos, inundações e alagamentos. Entre as ações preventivas, destacam-se três operações: Informar para Prevenir, Alerta Sai de Casa e Remoção Preventiva de Famílias em Risco 4.
No Informar para Prevenir, todas as 58 áreas com situações de risco de escorregamento, solapamento de margem de córrego, inundação e alagamento receberam materiais informativos e nas áreas prioritárias foram realizadas reuniões de reforço de informação. Essas áreas estão situadas nas regiões do Montanhão, Cooperativa, Centro, Alvarenga, Batistini, Riacho Grande e Rudge Ramos. Novos materiais serão elaborados para manter alimentada a rede de informação durante toda a vigência da operação.
O Alerta Sai de Casa é uma operação desencadeada em momentos de chuvas intensas, cujo objetivo é auxiliar as famílias das áreas de risco a sair de casa e buscar refúgio nos momentos em que se identifique sinais de agravamento. Para tal operação foi montada Rede de Refúgios, Rede de Voluntários de Defesa Civil e Força tarefa de servidores públicos, que implementam esta ação junto com a Defesa Civil.
Já a Remoção Preventiva de Famílias em Risco 4 consiste em uma interdição preventiva, antes de ocorrências em moradias onde for identificado risco muito alto e remoção das famílias ocupantes destas moradias, com encaminhamento ao Programa Renda Abrigo. Esta última operação é especialmente importante porque algumas situações de risco alto podem evoluir rapidamente para muito alto, com a chegada do período chuvoso. São situações consideradas prioritárias para ação de remoção preventiva. Neste sentido, desde o início da vigência da Operação Guarda-Chuva já estão sendo removidas famílias de três áreas da cidade, com destaque a Estrada da Divisa, no Lixão do Alvarenga, já em fase final de conclusão, de onde será removido um total de 80 moradias. Nesse sentido situações não previstas podem acontecer e qualquer munícipe que identifique sinais de riscos é orientando para ligar na Defesa Civil, que está em plantão contínuo, nos telefone 199 ou 4366-3636.
No último período chuvoso, mais de mil moradias que apresentavam risco foram removidas, e outras 280 de março até agora. Todas as famílias removidas puderam se inscrever no Programa Renda Abrigo, que garante um auxílio aluguel no valor de R$ 315. Hoje, 2.377 famílias moram em regiões de risco de graus variados, mas nenhuma em áreas classificadas como de risco iminente de deslizamento de terra.

http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=7199&qt1=0

Manutenção
Publicação:13/1/2011
São Bernardo conclui limpeza de piscinões e inicia nova operação preventiva
Kelly Santos
da redação
A Prefeitura de São Bernardo do Campo, concluiu no mês de dezembro a limpeza dos 14 piscinões existentes no município. Devido às fortes chuvas, a Secretaria de Serviços Urbanos inicia esta semana a limpeza das entradas de água e de bombeamento dos piscinões, que são compostas por tomadas d´água, paliteiros e gradis. A operação, que deve ser concluída em março, faz parte das ações emergenciais da Prefeitura durante o período chuvoso.
A limpeza é realizada de maneira simples, uma vez que nesta época do ano as chuvas são constantes e fortes. Por isso os piscinões não são esvaziados por completo para uma limpeza total. Sendo assim, a alternativa encontrada pela Pasta foi executar esta ação emergencial, realizada pela primeira vez na cidade. A limpeza possibilitará que a água escoe com mais facilidade, uma vez que a quantidade de lixo levada através das correntezas nos dias chuvosos é grande.
O primeiro piscinão a receber este tipo de limpeza será o da Paulicéia. Os próximos serão: Vila Rosa, Demarchi, Capitão Casa, Vila São José, Canarinho, Ford, Bombeiros, Rio Claro, Vila Vivaldi, Nelson Patrizzi, Vila Helena, Taboão e Ford Fábrica.
Limpeza – Durante o ano de 2010, cerca de 50 homens trabalharam para cumprir o cronograma de limpeza dos piscinões. Cerca de 45,1 m³ de resíduos, o equivalente a 63 mil toneladas foram retirados dos 14 reservatórios.
O piscinão Paulicéia foi o que levou mais tempo para ser limpo devido às fortes chuvas e sua grande quantidade de resíduos. Apenas deste reservatório foram retirados 18,8 mil toneladas. Em 2010, a Prefeitura também executou a limpeza de aproximadamente 38,8 mil bocas de lobo e de leão.
 

 

Assentamento precário em São Bernardo do Campo
Área de risco em São Bernardo - Bairro Montanhão Foto Wilson Magão
Piscinão do Bairro Taboão - São Bernardo do Campo
 

Gustavo Cherubine

Post publicado no Pentelhão:

http://passarinhopentelhao.zip.net

Twitter: ppentelhao

14/01/2011

A tragédia no Rio de Janeiro, Jornal Nacional, nota zero!!! Miriam Leitão, nota dez!!!

Todo mundo está de prova que o Pentelhão tem o péssimo hábito de informar que não entende bulufas de um determinado assunto e que, neste caso, vai preferir ouvir, se o PIG nos fizesse esse favor, os especialistas. Bem, Pentelhão confessa que não entende nada de política de prevenção de catástrofes naturais, que, acredita, deva ser algo bem complexo e devendo envolver, além das forças políticas dominantes nos níveis municipais, estaduais e federal, geógrafos, climatologistas, meteorologistas, urbanistas e outros mais.

Por isso mesmo, Pentelhão ficou bem quietinho, apenas observando, quando as primeiras enchentes atingiram São Paulo. A vontade de meter o cacete na administração tucana, como vocês devem imaginar, é muito grande em mim, mas, não que eu seja infalível, pensei na época, cala a boca Pentelhão! E calei. Nenhum Twitter, nehum post. E logo em seguida a tragédia chegou no Rio de Janeiro em uma proporção bem maior. O que observamos a seguir foi uma grande disputa para saber quem era o maior culpado, prefeitura, estado, governo federal, partido A ou B. É claro que nem todas as pessoas são 'ignorantes' no assunto que nem o Pentelhão e tinham mais é que se manifestar mesmo. Coloco agora apenas algumas considerações para ajudar o debate futuro, em um ambiente mais calmo:

  1. Tragédia naturais acontecem em todo o mundo;
  2. O maior culpado pelas lamentáveis mortes: séculos de ocupações humanas na beira de rios e de encostas;
  3. Solução é de longo prazo envolvendo política habitacional, política de transportes, de meio ambiente, de urbanismo, de saneamento, etc.

Bem falaram Dilma e Miriam Leitão. Miriam Leitão??? Isso mesmo! Em seu artigo de hoje, dia 14/01/2011, "Dor contratada", a colunista tece as considerações históricas urbanísticas sobre as ocupações humanas das áreas de riscos, bem como as considerações sobre o meio ambiente, aquelas que indicam que os desastres naturais se tornarão cada vez mais constantes e mais intensos, e, por fim, fala dos eventos meteorológicos específicos que propiciaram a tragédia na região serrana carioca. Não colocou em momento algum a culpa no governo Lula, como fez o Jornal Nacional da Rede Globo de ontem, dia 13/01/2011 em que, além de culpar o governo federal pela não aplicação da verba prevista em orçamento sem ouvir o contraditório, sonegou em quase uma hora de programa a palavra da presidenta, seja quando ela informou das ações emergenciais a serem tomadas, seja quando ela falou das ações de médio e longo prazo que seriam perseguidas em seu governo. Veja Miriam Leitão agindo diferente do jornal, e de maneira até, poderíamos afirmar, surpreendente:

"É como declarou ontem a presidente Dilma após visitar os locais da tragédia na Região Serrana. Cabe às autoridades atender às emergências e prevenir com política habitacional, drenagem, saneamento: - Porque se o terreno aqui é uma camada fina sobre rocha e há deslizamento quando chove, que deslize, mas que não morra gente. O sinal da presidente é exato: em vez de culpar a natureza, precisamos nos preparar. Para lidar com fenômenos que ela descreveu como "montanhas que se dissolveram."

Acredito que tanto a esquerda quanto a direita, incluindo o PIG, devem rever, de maneira geral, a sua forma de se posicionar com relação às tragédias naturais. O problema é complexo e fácil é apenas botar a culpa nos outros. Por outro lado, se Dora Kramer, aparentemente, não consegue nem tentando, Miriam Leitão provou que, quando se vigia para não chamar ninguém de "inexpressivo", consegue escrever um artigo sem desrespeitar as pessoas.

Abraços, Passarinho Pentelhão.

 

 

<!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Comic Sans MS"; panose-1:3 15 7 2 3 3 2 2 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:script; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} span.nvorange {mso-style-name:nv_orange;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} -->

Como já disse Giovanni Papini o jornalismo é a arte do exagero. Porém essa máxima tem ido aos limites da loucura aqui no Brasil.

 

 

 

As imagens são repetidas à exaustão. Começa no primeiro jornal às 6 e pouco da manhã e vai até o jornal nacional, passando por todos os canais e todos os programas: ana maria braga, bom dia brasil, rjtv, rjtv 2ª edição, hoje, etc... É irritante e apelativo!!

 

Primeiramente, é bom ter espaços como este para se debater assuntos como o que o texto tão bem expõe. Há tempos estou horrorizada com a forma como todas as formas trágicas de violência vem sendo exploradas pelos meios de comunicação, principalmente a TV. Aqui em Brasília, por exemplo, há um programa, Balanço Geral, cujo mérito, diga-se, é mostrar a vida dificil da periferia da cidade. Essa posição é oposta ao programa da Globo, DFTV, que geralmente limita suas reportagens a região do Plano Piloto, área nobre da cidade. Mas a qualidade fica aí. Seguindo uma linha que a Record tão bem tem elaborado, o programa coloca imagens fortes, pessoas mortas ou em acidentes de trânsito ou em crimes com armas. Não adianta borrar a imagem. Ela nem deveria ser mostrada. Noto, também, que essa parece ser uma característica da emissora, pois o Jornal da Record também exibe imagens fortes. Não acho natural sentar para almoçar e ver corpos multilados ou crimes violentos. Quem pede por esse tipo de programa ?

A Globo, eu não assisto. Cansei, infelizmente tenho de usar esse verbo, das reportagens repetitivas, da forma como eles retratam, mesmo que as vezes sutilmente, um Brasil selvagem, atrasado, onde a culpa é sempre do "povo sem educação" e nunca de uma conjuntura histórica que a própria Globo ajudou e ajuda a continuar. Não tenho paciência para Anas, Lucianos e sua indignação estudada para agradar e seus assistencialismo falso. São esses programas que ajudam a habituar a população com o absurdo e que permitem a repetição de tragédias como as do Rio e São Paulo.

Volto a dizer que isso não é jornalismo. É exploração da desgraça alheia, apenas visando o lucro da famigerada audiência. Já não basta a essas pessoas estarem nessa situação ? Daqui alguns meses os "jornalistas" indiganados esquecerão essas vítimas, pois, infelizmente, parecem se alimentar disso apenas no momento que ocorrem. Depois... Na verdade, são urubus e esse quadro só vai mudar quando o número dos que abominam esse tipo de jornalismo for grande o suficiente para ferir o bolso dessas empresas ou no momento em que os jovens jornalistas não se permitirem fazer isso. Espero que não dure muito.

 

Não tenho qualquer esperança.

A TV comercial brasileira é um lixo só.

É preciso recomeçar do zero. Não presta o menor serviço às subjetividades tupiniquins.

O autor tem a pretensão de ser ético, talvez o seja, mas isso é impossível na TV. 

(A propósito, sr.autor, "á algum tempo...": o que é isso? Nova norma gráfica?)

 

 

A espetacularização da tragédia é um prato feito para comensais certos, vê quem quer. Difícil é aceitar que a informação venha embrulhada em papel político eleitoral , difícil é ignorar que a mídia utilize mais uma vez a dor coletiva para acerto de contas particular , para destilar o ódio e a frustração por derrotas eleitorais acachapantes. 

 

Embora quase tudo se resuma a comercio nestes tempos , já dizia Drummond, ter compaixão é fundamental e ações para que estas cenas não se repitam, são então, imperativas.

Ontem me chamou atenção a entrevista do Presindente da Federação Brasileira de  Prefeituras, afirmando que não há competência técnica, a nível municipal, para fazer os projetos exigidos pelo Governo Federal para liberação de verbas de prevenção a enchentes e outras catrastrofes...Céus !!!!!!!  Quem vai chamar a si a responsabilidade ???????

 

Como tudo criado pelo ser humano, a mídia é uma faca de "dois legumes". Ao mesmo tempo que informa e nos apresenta fatos, dá sua versão e explora comercialmente (e politicamente) os eventos na sociedade, naturais ou não.

Quanto aos eventos naturais é bom que saibamos que "nada" sabemos, como já diziam os gregos:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nuvens-quentes&id=010125110113&ebol=sim

 

 eu também sinto nojo dessas edições com cenas fortes se repetindo e música de trilha sonora de cinema. É uma evidente ofensa. uma evidente exploração.

 os repórteres parecem sádicos tentando,com tecnicas toscas,induzir o entrevistado á maior dor possível , ao maior choro convulsivo possível e ao maior ibope possível.

 esse relato do Alberto é muito importante

 

Esta é a ética dos meios de comunicação. Quando não estão agindo como urubus em cima da desgraça alheia ficam bolando como tornar um reality show mais apelativo, mais pornográfico.

Se não fosse a internet, como poderíamos ter uma boa discussão a respeito de medidas que devem ser tomadas para minimizar o impacto de novas tragédias? Não seria este o papel da mídia para com a sociedade? Trazer a tona o debate sobre responsabilidades e medidas a serem tomadas?

Meu Deus, que saudade eu tenho do tempo em que ainda se podia achar cultura e arte na programação da TV, bons filmes, boas entrevistas e boa música!

 

 

 

Lula deveria exigir       “direito de resposta” à Globo



    Pelo menos não precisava parecer papa-defunto

    O “caosaéreo”, segundo o próprio Lula, foi a maior ofensa que ele sofreu como Presidente – e a maior crise de seu Governo.

    Mais do que o “mensalão” – que, segundo o Mino, ainda está por provar-se.

    O “caosaéreo” consistiu em atribui a Lula a responsabilidade por duas tragédias: a queda do avião da Gol (por culpa de dois pilotos americanos que não ligaram o transponder do jato Legacy).

    E a queda do Airbus da TAM, em Congonhas, por falha humana.

    Na primeira tragédia, a culpa era do Lula porque os controladores aéreos – que, depois, se lançaram num boicote – não falavam inglês, ou porque o sistema de navegação da Amazônia – por culpa do Lula, tinha “um buraco negro”.

    Tudo lorota.

    No caso da TAM, o jornal nacional exibiu memorável reportagem, a da “moedinha”.

    Consistiu em provar que a pista de Congonhas – por culpa do Lula – provocava inevitavelmente trágicos desastres, desde que caísse uma chuva tão rala que tivesse tantos milímetros quanto a espessura de uma moedinha de Real.

    Fantástico.

    A História do Jornalismo Contemporâneo já registra essa notável contribuição.

    Lula, para não ser derrubado por um caça do PiG (*) trocou o Ministro da Defesa.

    Tirou o grande brasileiro Waldyr Pires e botou no lugar o Nelson Johnbim.

    Já na solenidade de posse, Johnbim mostrou a  verdadeira face: ofendeu Pires.

    Mas, Johnbim, serrista de carteirinha, tinha essa vantagem.

    Ele é serrista.

    E o PiG (*) o trata com mel.

    Veja, amigo navegante, como ele obsequia a Folha e “entrega o mapa da mina – com exclusividade – com as patrulhas da fronteira – para gáudio do Fernandinho Beira-Mar e os manos do PCC”.

    Agora, fora do Governo, Lula não pode ir para a televisão.

    Nem nomear um serrista.

    Lula não vai ter espaço no PiG, já demonstrou esse ansioso blogueiro.

    Então, a Globo tomou a iniciativa de desconstruir a imagem do Lula.

    Para ajudar a desconstruir a imagem da Dilma.

    Por enquanto, os colonistas (**) do PiG estão atônitos.

    Não sabem por onde bater na Dilma, porque ela se exibe pouco.

    Os colonistas do PiG (a Eliane Catanhêde – a especialista em “assuntos do Ar” -, por exemplo) estão aflitos.

    O Lula era alvo mais fácil, porque se expunha muito.

    Mas, agora, com o Lula fora do poder – e da mídia – , mãos à obra !

    Pau nele.

    O passaporte vermelho.

    A geladeira atômica da casa de praia do Ministério da Defesa.

    E agora a tragédia do Rio.

    A Globo ataca de um lado.

    Clique aqui para ler sobre o que uma repórter vestida de papa-defunto e outra de sobrenome Serra (êpa ! ) – fizeram ontem para culpa o Lula e esconder a Dilma e o Cerra.

    O jornal O Globo, de outro – clique aqui para ver como o Globo de ontem fez o Lula matar 508 na região serrana do Rio.

    O Governo Lula, lamentavelmente, não criou alternativa ao PiG.

    Aos 44’ do segundo tempo, o ministro Franklin Martins fez uma Ley de Medios e o Lula passou a bater na Globo.

    Na festa da Carta Capital, Lula chegou a dar um pito no senador Suplicy, por bajular a Globo.

    Mas, já era tarde.

    O PiG tinha vencido o Governo Lula.

    E, parece ter amedrontado o ministro Bernardo, que roda, roda, roda e só agora começa a falar da Ley de Medios, aos poucos.

    A extinção da Lei de Imprensa acabou com o direito de resposta.

    Por isso, o emérito professor Fábio Konder Comparato redigiu duas ADOs e conseguiu fazer com que o Supremo julgue uma ação por Omissão contra o Congresso, por não votar artigos da Constituição de 88 que tratam da Comunicação.

    Clique aqui para ler a entrevista que Comparato deu ao Vermelho.

    E aqui para ler “Cuidado com a fetichização da banda larga. O que interessa é a Ley de Medios”.

    Um dos direitos que Comparato quer re-instaurar é o “direito de resposta”.

    Lula deveria ir à Justiça exigir um “direito de resposta”, na Globo.

    Recomenda-se não contratar o advogado Marcio Thomaz Bastos, embora ele realize milagres no Supremo.

    Como conseguir um HC para o Dr Abdelmassih.

    (Por falar nisso, Supremo Ministro Supremo Gilmar Dantas (***), o senhor sabe onde está o Dr Abdelmassih ? Será que ele está escondido atrás da moita em que se esconde o áudio do grampo ?)

    Mas, Thomaz é advogado da Globo e o escritório dele defende o Daniel Dantas numa ação contra o Mino Carta.

    É terreno minado.

    O Lula poderia contratar o professor Comparato, que defenderia a causa com sabedoria e vigor.

    Ou o Lula pode ficar quieto.

    E, como sempre, achar que seu carisma é maior do que o da Globo.

    Tudo bem.

    É, sim, maior que o da Globo, aquela do “o povo não é bobo”

    Mas, o problema não é esse.

    É a democracia.

    Uma emissora que explora comercialmente um bem PÚBLICO – a televisão aberta – não pode fazer propaganda política.

    A Globo só espera para ver por onde pega a Dilma.

    Enquanto isso, desconstrói o Lula.

    A Globo quer matar o Lula para matar a Dilma.

    Paulo Henrique Amorim

     

    Um prefeito aqui de SP falando sobre problemas comuns.

    http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=26751

    13/01/2011 - CHUVAS 
    Ocupação desordenada e Justiça lenta causaram tragédia, diz Dias
    Por: Rosângela Dias  ([email protected]
     
    Prefeito de Mauá ressalta que tenta intervir na área, que é de propriedade particular, desde 2003
    Em coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (13/01), o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, apontou a ocupação desordenada associada com a burocracia do sistema judiciário como os fatores que levaram aos deslizamentos de terra que culminaram com a morte de cinco pessoas na cidade na semana passada. O chefe do Executivo reiterou que a área é particular e que a prefeitura tenta intervenção nas imediações desde 2003. “Na época o recurso foi negado e entramos com outro no início deste ano”, afirmou.
    As duas primeiras mortes na cidade ocorreram em 5 de janeiro e outras três aconteceram na última terça-feira (11/01). Para Dias, não houve falha da prefeitura no intervalo das ocorrências. “As pessoas nos primeiros dias oferecem mais resistência, a Defesa Civil fala para deixar o local, mas elas não querem”, argumentou o prefeito.
    A Defesa Civil do município trabalha na elaboração de relatório para avaliar os danos. A previsão é que o documento ficará pronto até o fim da tarde desta sexta-feira e será enviado aos órgãos responsáveis, que poderão decretar situação de emergência em Mauá. Caso isso ocorra, os moradores atingidos pela chuva poderão sacar até R$ 4.650 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
    O prefeito afirmou que representantes dos governos estadual e federal já se prontificaram a ajudar, mas que ainda não é possível estimar o montante destinado pelos orgãos. “Os recursos que precisamos, nesse primeiro momento, são colchões, água, coisas básicas”, enumerou o prefeito.
    Assistência - A administração ainda não soube precisar quantas pessoas estão atualmente em área de risco, mas dados preliminares apontam que 1.200 pessoas foram atingidas pelas chuvas nos últimos dias. Foram 194 imóveis interditados, sendo seis casas destruídas e 42 demolidas pela prefeitura. Além do abrigo localizado no Jardim Zaira, também será disponibilizado um segundo espaço no Jardim Oratório.
    As famílias que tiveram as casas interditadas receberão auxilio de R$ 300 mensais por seis meses, podendo ser prorrogados por mais seis. O valor é estabelecido por lei municipal e sofrerá alteração. “Quando a Câmara retornar vamos igualar com o valor pago pelo Estado, que é de R$ 350”, explicou Dias. 
    O chefe do Executivo ressaltou que foi assinado recentemente contrato com a Caixa Econômica para a construção de 38 mil unidades habitacionais na cidade e outros 80 apartamentos no Jardim Itapeva. A secretária de Planejamento, Josiene Francisco, frisou que a cidade foi inscrita em um projeto de regularização fundiária para a área do Macuco. “Vamos assinar o contrato dentro de 30, 60 dias”, relatou.
    Josiene também pediu que a população denuncie ocupações irregulares e fique alerta em caso de chuva. “O poder público não é onipresente nem onisciente, é preciso trabalho conjunto entre a sociedade civil e o poder público”, disse a secretária. Sobre a possibilidade de novas tragédias, o prefeito foi enfático: “Nem com laudos você consegue dar essa garantia”.
     
     Comentários (3)
      
     Lourival Neri de Pontes | 14/01/2011 | 09:50
      Estamos vendo e sempre presenciando o descaso dos politicos,a defesa civil da cidade é inoperante pois só tem comissionados dos vereadores e gabinetes ,quando deveriam ser funcionarios especializados e concursados pára tal.
      
     Roberto Nascimento Anastácio | 14/01/2011 | 00:00
      3) Os 80 apartamentos no Itapeva são disponibilizados para venda pela Caixa para famílias com renda entre R$ 1 mil e R$ 1,8 mil.
      
     Roberto Nascimento Anastácio | 13/01/2011 | 23:58
      Alguns adendos: 1) A área de que trata o primeiro parágrafo da reportagem é a do Chafik, no Jardim Zaíra; 2) As primeiras mortes na cidade aconteceram na terça-feira (4/01);
      
       Veja todos os comentários sobre essa matéria 
     

     

    Gustavo Cherubine

    O texto está repetido mas o que importa é o que ele quis passar e eu compreendi perfeitamente.

    Fui até a cozinha para tomar um café e minha mãe estava sintonizada na TV Record e tem um apresentador que dá náusea com seus comentários e aparecendo repórteres que querem extrair do fundo da alma o choro alheio.

    Cheguei a pedir para minha mãe "desliga esta merda" que isto é tudo que a senhora já viu ontem a noite.

    Mas tem gente que não pode ver um microfone.

    Eu não sei o que é pior, redator ou reporteres de de televisão fazendo pergunta idiotizante. arrrrggggg

     

    Caraca, li duas vezes...rs (o texto tá repetido)

     

    Se estivesse tudo certo, certamente esta catástrofe não estaria acontecendo....Denúncia sobre omissões e corrupção, públicas e privadas, têm de ser feitas porque o brasileiro vive sim de puxadinho, de jeitinho e depois a natureza cobra....

     

    O post tá duplicado, Nassif.