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A guerra do Jabuti

Correção

Alertado por leitores, fui conferir os regulamentos do Prêmio Jabuti. Lá está claro que concorrem ao Prêmio principal os três finalistas em cada categoria de ficção e não ficção:

V – Dos Prêmios Livro do Ano

1. Os associados da CBL, SNEL, ANL e ABDL, como representantes do mercado, e os jurados das etapas anteriores votarão no Livro do Ano, nos gêneros:
• Ficção (Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Infantil e Juvenil) e
• Não-Ficção (Teoria / Crítica Literária; Reportagem; Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Economia, Administração e Negócios; Direito; Biografia; Ciências Naturais e da Saúde; Ciências Humanas; Didático e Paradidático; Educação, Psicologia e Psicanálise; Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes).

(...)

3. Para a escolha dos vencedores do Prêmio Livro do Ano, será enviada, pelo correio, aos profissionais da classe e aos jurados, uma Cédula de Votação contendo os nomes dos 3 (três) finalistas em cada categoria (conforme o item 1).

Leiam o comentário abaixo com a retificação antecipadamente colocada.

Comentário

Guerra complicada, esta que se instaurou em torno do Prêmio Jabuti. O prêmio prevê votação especializada por categoria e votação direta, entre os associados da Câmara Brasileira do Livro. O vencedor da eleição direta terá que ser obrigatoriamente um dos vencedores de qualquer categoria.

Chico Buarque venceu na eleição direta; mas foi o segundo na categoria Romance. As regras acabaram mudando e ele foi premiado.

Duas observações.

Primeiro, em relação à cobertura virulenta do portal da Veja, contra Chico e em favor da Record. É jogo de interesse no meio.

Na grande barafunda que se instalou na velha mídia - depois do pacto espúrio de 2005 entre Veja, Folha, Globo e Estadão -, montou-se um esquema para lançamento de livros dos jornalistas e parajornalistas do grupo.

Foi um episódio vergonhoso, parte do qual narro no capítulo "Os mais vendidos", da série "O caso de Veja".

Julgando-se donos absolutos da opinião pública, vários desses jornalistas - Mário Sabino, da Veja, Ali Kamel e Merval Pereira, do Globo, o segundo time Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, da Veja - passaram a lançar livros com esquemas milionários de divulgação por parte das editoras, tendo como garantia a ampla cobertura que os quatro grupos dariam ao lançamento. Com exceção de Kamel, todos os lançamentos foram feitos pela Record.

Criou-se uma cumplicidade entre Record e Veja que provocou reclamações das demais editoras. Principalmente depois que se constatou que a revista manipulou a lista dos mais vendidos para beneficiar Mário Sabino, seu diretor. Veja  oferecia ampla divulgação aos livros da Record; em contrapartida, a Record bancava investimentos pesados na promoção dos livros da turma.

O caso Sabino foi exemplar. Houve até campanhas de outdoor de rua  para promover o seu livro  que não vendeu mais do que 4 mil exemplares. No caso de Reinaldo, lançamento por todo o país, campanhas de outodoors em ônibus, promoção em lugares especiais de livrarias.

E o esquema era o mesmo. Saía o livro, em seguida resenhas na Veja, Folha, Estadão e Globo, entrevista nos programa do Jô e do Edney Silvestre (aliás, belo jornalista) na Globonews, onde os neointelectuais pontificavam sobre tudo e sobre todos os temas. Lembro-me de um embaraçado Silvestre ouvindo seu entrevistado despejar análises de botequim depreciativas contra Carlos Drummond de Andrade.

Feito esse longo parêntesis, segue-se a constatação de que a reclamação de Sérgio Machado procede.

Não há comparação entre o livreiro Luiz Schwacz e Sérgio Machado. Scwarcz é  livreiro; Machado,  vendedor de livros. Mas, ao mudar as regras do Jabuti, José Luiz Goldfarb pisou na bola.

Quando concorri ao Jabuti em 2002, pelas informações que me passaram fui dos mais votados pelos membros da ABL, mas como não venci na categoria Contos-Crônica (fui finalista e o vencedor foi Rubem Fonseca),  os votos foram desconsiderados. Quem levou o prêmio foi o excelente Arthur Netrovsky, também da Folha na época, com um livro infantil. Sem reclamação, pois as regras eram aquelas.

Ao mudar as regras e envolver um ícone como Chico Buarque nesse rolo, Goldfarb prestou um desserviço ao Jabuti e ao próprio Chico.

Por Gilberto Cruvinel

Nassif, bom dia,

Há uma polêmica em curso no meio editorial sobre critérios dos prêmios literários no Brasil, mais especificamente sobre os critérios do Prêmio Jabuti. Como se sabe, o romance "Leite Derramado" do Chico Buarque, Cia das Letras, ficou em segundo lugar na categoria romance, mas, levou o prêmio de livro do ano, superando o primeiro lugar, "Se Eu Fechar os Olhos Agora" de Edney Silvestre, Editora Record. Na quinta feira dia 11/11, o presidente do Grupo Editorial Record, Sergio Machado enviou carta à diretora da CBL, Rosely Boschini, e ao curador do Prêmio Jabuti, José Luiz Goldfarb, comunicando que o grupo não mais inscreverá obras de seus autores no prêmio. Motivo: discordância dos critérios de premiação.

De um lado o Editor da Record acusa o prêmio Jabuti de ter se tornado um "concurso de beleza". Hoje no caderno literário da Folha, o Editor da Cia das Letras, Luiz Schwarcz responde:

"As declarações de que o Prêmio Jabuti assemelha-se a um "concurso de beleza", ou tem motivações políticas, desviam a discussão do foco literário e cultural, e reproduzem, na área editorial, o baixo e ofensivo nível do debate político-eleitoral no Brasil. "

A entrevista da Folha, semana passada, com Sérgio Machado, faz questão de ressaltar o tamanho do Grupo Editorial Record: o maior do país, rotativa Cameron que acaba de chegar da Europa (máquina é capaz de imprimir, cortar, colar a capa e refilar as laterais de 6 mil exemplares por hora), 11 selos editados pela casa, 10 milhões de exemplares vendidos, muitos deles pelas mãos de distribuidoras de cosméticos Avon, parceria que é a menina dos olhos da editora.

A resposta de Luiz Schwarcz hoje finaliza assim: "A editora Record tem direito de se orgulhar e se apresentar como o maior grupo editorial do país, mas a literatura nunca foi e nunca será o campo do "você sabe com quem está falando?", mas, sim, o lugar do "ouve só o que eu tenho para te dizer". 

Nassif, senti vergonha alheia pelo Sérgio Machado. Se eu fosse editor de livros eu rezaria todo dia a Deus para nunca na vida ter que ouvir uma resposta como essa.

Antes de introduzir as duas matérias, uma observação importante: a polêmica em nenhum momento questionou a qualidade literária de nenhum dos dois romances, "Leite Derramado" e "Se Eu Fechar os Olhos Agora".

Abaixo as duas matérias, com Sérgio Machado e com Luiz Schwarcz.

Folha Ilustríssima - 13/11/2010 - 20h45

"Jabuti é concurso de beleza", diz editor da Record

PAULO WERNECK
EDITOR DA ILUSTRÍSSIMA

Na quinta-feira (11), o presidente do Grupo Editorial Record, Sérgio Machado, enviou à diretora da CBL, Rosely Boschini, e ao curador do Prêmio Jabuti, José Luiz Goldfarb, carta datada de 9/11, anunciando que em 2011 não inscreverá seus livros no prêmio.

O motivo: sua discordância com os critérios da disputa, que permite que o segundo ou o terceiro colocados nas principais categorias vençam os prêmios de livro do ano de ficção e não ficção, superando os primeiros colocados em cada categoria.

continua aqui:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/830386-jabuti-e-concurso-de-beleza-diz-editor-da-record.shtml

Quem garfou Edney Silvestre?

Ou como se discute um prêmio literário no Brasil

RESUMO
Para o editor da Companhia das Letras, a polêmica sobre a premiação a Chico Buarque no Jabuti 2010 se assemelha à recente disputa eleitoral; o rompimento da editora Record com o prêmio denota autoritarismo e tira o debate do âmbito literário e cultural, numa tentativa de desqualificar o júri, composto por membros do setor editorial.

LUIZ SCHWARCZ

NA SEMANA PASSADA, o mercado editorial brasileiro foi brindado com uma nota do Grupo Record comunicando sua retirada das próximas edições do Prêmio Jabuti. O comunicado foi seguido de ampla cobertura no site da revista "Veja", especialmente no blog de Reinaldo Azevedo, autor publicado pela Record. 
Em entrevista à Ilustríssima, publicada no domingo passado, o presidente do grupo, Sérgio Machado, e a editora Luciana Villas Boas fazem coro com Azevedo, tentando desqualificar o escritor Chico Buarque, para assim contestar sua premiação, além de sugerir favorecimento ao autor e à editora por motivos políticos de diversas naturezas. Para terminar, o editor carioca subscreveu e transmitiu um abaixo-assinado, divulgado no blog de Azevedo, pedindo que Chico Buarque devolvesse o prêmio.

continua aqui:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il2111201004.htm

 

 

 

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+58 comentários

Nassif,

Não houve mudança de regras na premiação.

Existem duas premiações com corpo de jurados diferentes.

Na premiação por categora são 3 jurados.

Na premiação para o Livro do Ano, votam todos os associados da CBL, do SNEL, ANL, ABDL. e todos os finalistas participam. Houve 17 prêmios de livro do Ano que não correspondem aos primeiros lugares em suas categorias específicas. A reclamação da Record é injusta, sobretudo pela maneira como foi feita. E a tentativa de desqualificar a obra do Chico e a pessoa dele, foi igual a campanha de difamação da eleição. 

Lamento que meu querido amigo Sergio Machado tenha pisado na bola. O que não exclue a possibilidade de se discutir e avaliar as regras das premiações. Ninguém garfou prêmio de ninguém, mesmo porque quem votou no Rodrigo Lacerda - 3º colocado - tambem pode pensar que garfaram ou prêmio dele.

 

Tenho acompanhado a discussão sobre a entrega do prêmio a Chico Buarque, principalmente por conta dos posts do Reinaldo Azevedo, que acompanho só pra ver a desfaçatez do sujeito.  A expressão cão de guarda realmente cabe àquele senhor. Nunca vi tamanho ódio em nenhum outro blog político. Ódio e presunção. O cara se acha o ser mais completo que Deus já fez. Entende mais de Direito, Linguística, Literatura, Medicina, enfim, tudo, que qualquer especialista nessas áreas. Chegou ao cúmulo de citar Todorov, linguista búlgaro - só pra usar a referência à Dilma - como se fosse especialista - até acredito que conheça por sua formação em Letras.  Bradou aos quatro cantos que o não se ensina mais gramática e reclama de tudo e de todos - desde que de esquerda.

Acho um despropósito essa discussão sobre o Jabuti, que estão tentando, mais uma vez, politizar.  O jogo de poder a que temos sido submetidos é cada dia mais sujo, apesar de poucos enxergarem isso.  Uma pena. Revistas como a Veja eram referência até para professores, que as usavam em sala de aula para discussão de temas atuais.  Tudo isso se foi. Uma pena.

 

Esses prêmios são apenas vitrines para o comércio. Não importa se é o Oscar, o Jabuti, o Troféu Imprensa do Silvio Santos ou o Faustão distribuindo seus prêmios de "melhor ator" no fim do ano. Eles servem para "glamouralizar" uma atividade de negócios e atrair a atenção das pessoas para certos nomes a serem "endeusados". É simples auto-promoção / auto-celebração: "veja como eu digo o que é mágico, sofisticado e de alto nível. É o que as pessoas "entendidas" gostam, por isso você também deveria gostar... ah... e por acaso é o que eu vendo, quer comprar?"

Não importa o nome, se é Chico Buarque ou outra pessoa, eles estão ali como produtos. Alguém vai premiar um livro que não está na estante à venda? Isso soa tão absurdo justamente porque a conexão entre premiação e vendas é óbvia.

Tomar partido nessa briga não é tão diferente de tomar partido numa briga pelo "melhor yogurte do ano". O yogurte pode até ser gostoso, mas continua sendo uma briga por dinheiro.

 

Nunca li Chico Buarque. Do Chico soh conheco as suas musicas.Nao estou acompanhando todo esse bafafa com o premio Jabuti, mas se um dos premios mais importantes da lingua portuguesa oferece 3 vezes o premio a um unico autor, somente existem as seguintes possibilidades:

1 - O Chico Buarque eh um genio da literatura. Algumas vezes cheguei a ler que a sua compreensao do sexo feminino nas suas musicas se equivaleria a Ulysses, de James Joyce. Nao posso julgar, pois nunca li James Joyce, nem Chico Buaque e muito menos compreendo as mulheres, mas da suas letras nas musicas, o que posso dizer eh que eh um otimo cantor. Compara-lo a grande poeta, seria demais na minha opiniao.

2 - A literatura portuguesa eh tao ordinaria que nao consegue criar um escritor descente, por estes motivos, um dos premios mais importantes da lingua portuguesa foi oferecido 3 vezes ao mesmo autor em um curto espaco de tempo. Comparando-se outros premios como o Booker Prize, da minha vaga memoria, somente 1 autor chegou a receber o premio duas vezes, J. M. Coetzee, que por sua vez tambem ganhou o Nobel.

3 - O premio Jabuti tem interesses politicos, quais os interesses, nao tenho a minima nocao.

O que posso concluir eh que apos esse episodio, o premio perde muito a sua credibilidade. Nenhum concurso literario deveria dar um premio 3 vezes a um mesmo autor, independente se Shakespeare resolvesse encarnar em terras tupiniquins. A literatura Portuguesa com certeza tem muito a perder e o que leio nesses comentarios eh somente uma polarizacao entre a grande midia, politica e revista Veja.

 

Que coisa feia Chico...vc é talentoso e não precisava disso.

Tempos atrás lutava conta os milicos e muito se beneficiou com suas letras de protestos, só falta a tropicalhada toda agora baixar no planalto em arranjos políticos.

Outra coisa, como compositor vc é maravilhoso mas como escritor é um bom cozinheiro.

 

Que isso Sofia?  Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2010 para o Chico elegendo "Leite derramado como melhor livro da literatura portuguesa, numa seleção que incluia José Saramago, também foi manipulado? Oras bolas e bolinhas de gude! Chico não pegou o prêmio em nenhuma prateileira e saiu correndo. E me pareceu até meio constrangido na foto do prêmio Jabuti.

Veja a lista do Premio Portugual Telecom de Literatura: 

  • Pornopopéia, de Reinaldo Moraes
  • Outra vida, de Rodrigo Lacerda
  • Leite derramado, de Chico Buarque
  • Lar, de Armando Freitas Filho
  • Monodrama, de Carlito Azevedo
  • Filho da mãe, de Bernardo Carvalho
  • A passagem tensa dos corpos, de Carlos de Brito e Mello
  • Avódezanove e o segredo do soviético, de Ondjaki
  • Caim, de José Saramago
  • Olhos secos, de Bernardo Ajzenberg
  •  

    bom, como sempre a grande imprensa distorcendo fatos para perseguir aqueles que apoiam teses diferentes das suas. mas, cá entre nós, de fato o chico como escritor é um músico genial.

     

    Bem,  deve ter jogo de interesse sim mas com certeza o Chico nao entrou nisso, ele nao aceitaria... depois ele ganhou um premio que penso seja mais importante : o melhor livro de língua portuguesa , lá em Portugal , entao nao dá para quererem desqualificar o livro dele nem  ele . Se o Chico nao tivesse participado do movimento que deu mais força à campanha da Dilma ,  talvez nao estivese este blá blá blá 

     

    Nassif,

    O Silvestre pode até ser um "baita" repórter, mas escritor...

    Parece que ele não é tão inocente nesta história. O roteiro de lançamento do livro dele seguiu o padrão denunciado por vc no esquema Veja-Record:

    Apesar de sempre achar que ele vai dormir antes de terminar a pergunta, tento assistir seu programa de literatura na GNews. Menos por ele e mais pelos entrevistados.

    Daí que outro dia, ao ligar no canal, num cabotinismo assombroso, digno de Eurípedes e Kamel, vejo que o assunto do programa era ele e seu livro. Convidou não sei quem que, a pretexto de falar sobre literatura, serviu de escada para ele falar do seu livro (claro, num roteiro com requintes de crueldade: simulando um papo informal numa caminhada num museu ou biblioteca - algum prédio histórico- para parecer cult). Percebi de imediato a estratégia, mas continuei a assistir por alguns minutos. Não consegui ir muito adiante, pq assim como os outros, a profundidade não alcança alguns centímetros. É a mesma pretensão de sempre num tom monocórdio e sonífero. Desta vez quem dormiu fui eu.

    Não sei da verdadeira qualidade do livro, mas o esquema me fez desconfiar que seja do mesmo quilate dos outros da patota.

    As reações (principalmente, quem reagiu) à premiação do Chico só me fazem ter certeza.

     

    Se o problema fosse com os organizadores do prêmio jamais se cometeria essa verdadeira grosseria com Chico, pedindo-lhe que devolvesse o prêmio., uma desfeita, um absurdo.

    O problema é com o próprio Chico Buarque.

    E se afirmarem que o problema foi politicagem na organização, tampouco Silvestre  aceitaria recebê-lo.

     

    O Chico Buarque deve devolver o prêmio Jabuti e escrever uma lápide de prata.

    "Não falo grosso com a Bolívia e muito Menos com o Paraguai"

     

    Nilson Fernandes

    Essa eh so a lapide de prata entao.  Mas na lapide de ouro de Chico Buarque vai estar escrito "Mijados e Mineiros:  Uní vos".

    Juro.

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    "Chico Buarque venceu na eleição direta; mas foi o segundo na categoria Romance. As regras acabaram mudando e ele foi premiado":

    Quando, Nassif?  Quando foram mudadas as regras?  ENQUANTO o premio estava acontecendo?  Depois das indicacoes estarem publicadas?

    Ou foram anunciadas previamente?

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    Fui conferir. De fato, as mudanças foram anunciadas antecipadamente. Já corrigi.

     

    Entao esvai se a "razao" que o cara-do-abaixo-assinado-desde-que-seja-assinado-por-leitores-de-esgoto parecia ter.

    O Brasil ta com excesso de mijados ou eh so impressaozinha?

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    Chico deve estar preocupadíssimo. Vai acabar fazendo uma canção em homenagem a Sérgio Machado como fez A voz do Dono e o Dono da Voz. Vai se chamar A Letra do Dono e o Dono das Letras.

     

    A questão central não é o fogaréu, mas a centelha para politizar qualquer coisa que exponha a super-proteção ao estilo armado pelo TFP, integralistas, monarquistas, radicais que estão ainda vagando como mortos-vivos da campanha de Serra. Na verdade, esse lixo cornetado pelo soldado raso da Veja que se acha o general da banda, começou para dar alguma alternativa à oposição, é o incorfomismo, é o santinho da guerra suja, é o jogo de distribuição de falsas informações, de campanha difamatória e de preconceito de toda ordem. Não foi o Civita que disse que os leitores da Veja gostam de sangue? Então, a proposta é esta, transformar tudo em crédito para esses perdidos de si depois da chinelada que tomaram na eleição. Mas isso não vai muito longe, estão correndo descalços pisando em brasa. Já já aquele abestalhado que serve de para-choque, melhor, de depósito de esgoto, se toca que não vai abalar nenhum equilíbrio com sua campanha medíocre, aí, vão eleger um possível inimigo exclusivo da Veja e lotar seus posts de barbaridades que vão da homofobia ao racismo.

     

    Não sou do ramo e não li, portanto não vou dar palpite no mérito dos escritores da questão.

    Mas de uma coisa eu tenho certeza: Publicou Reinaldo Azevedo? Não presta!

     

     

    Próxima campanha:

    Chico Buarque é melhor que Pelé

     

    "As declarações de que o Prêmio Jabuti assemelha-se a um "concurso de beleza", ou tem motivações políticas, desviam a discussão do foco literário e cultural, e reproduzem, na área editorial, o baixo e ofensivo nível do debate político-eleitoral no Brasil":

    Luiz Gonzaga, nao vai ser publicando um abaixo-assinado em blog de esgoto que Sergio Machado vai conseguir credibilidade para o unico ponto que tem.

    E muito menos um abaixo-assinado pedindo pra alguem desistir de um premio:  esse cara ta arrotando grosso e farofento demais pra quem nao comeu caviar.

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    Destarte essa baixaria toda envolvendo involuntariamente o Chico e o Edney Silvestre (ambos excelentes), quem perde não é o Chico, tampouco o Edney. Quem perde são esses esquemas espúrios dessas editoras e o jornalismo marrom que impera em nossa imprensa corrupta e cancerígena. Considero o Edney um "expert" em literatura e um ótimo jornalista. Aliás, o seu programa é um dos poucos que se salva na Globo News e o Chico é o Chico. Se tem alguma "Geni" nessa história, é a máfia de sempre: editoras macumunadas com o "PIG".

     

     

    Faltou mencionar que estao usando o Chico, que nao tem nada a ver com isso, para promover essa "guerra" com a frase "Chico, devolve o Jabuti". Chico jamais devolverah esse Jabuti, ateh porque tem sabor especial por ser o mais polemico e grande divulgador, bem ou mal, da premiaçao. Chico deve estar muito preocupado com essa guerra e deve estar ateh tomando mais viagra ou entao começando a tomar! E aih Chico! vai devolver o Jabuti? Nem a pau juvenal!

     

    "estao usando o Chico, que nao tem nada a ver com isso, para promover essa "guerra" com a frase "Chico, devolve o Jabuti"":

    So se ele for doido.  Nao estamos falando de uma estatueta de colocar emcima da lareira.  Estamos falando de dinheiro.

    "Devolve" porcaria nenhuma, Chico.

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    Chico Buarque que parece ser avesso a esse tipo de refletor, se encontra no centro de um. Mas até o meio editorial no Brasil esta corrompido, cheio dessa gente que faz tudo visando so a constelação em torno de si, quando não, apenas o proprio umbigo. Balzac dizia no século XVIII que o meio da edição era o mais  hermético, chantagista e corrupto de sua época. Pelo visto, nao mudou muito de la pra ca.

     

     

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    E por falar em esquema barra pesada do PIG, estava reassistindo ao excelente documentário da BBC (BBCfour), Brasil, Brasil e me maravilhando com o todo em si, e particularidades como as intervenções do Carlos Lyra, Paulinho da Viola,  Leci Brandão... e no meio disso tudo, claro, samba, baião, maracatu, bossa nova, Getúlio, Juscelino e... 1964. Dá pra entender pelas imagens de militares nas ruas, que aparecem no mesmo documentário, o porquê de Vandré ter escrito “Há soldados armados, amados ou não. Quase todos perdidos de armas na mão”(*). Dá pra quase sentir o pulsar do coração de uma garotada, capacete à cabeça, granadas na cintura e fuzil nas mãos, atônita entre ter de atirar em talvez amigos ou fazer o quê. Todos sendo bestializados – agressores militares e jovens insuflados - por malandros que, enquanto faziam acordos vantajosos financeiramente, estimulavam seus jornalistas a agirem legitimamente em busca do bem maior, a liberdade, e por estes a uma juventude sedenta de participação política e de justiça. Cínicos. Safados. Toda aquele caudal juvenil submetido a uma enorme pressão e sofrimento; perdas às vezes irreparáveis, para que uns poucos mantivessem os “privilégios reais” de contratos. E ei-los, como sempre a semear cizânia sobre a nação com o intuito de vender-lhe as cinzas.

    (*) Pra não dizer que não falei das flores.

     

     

    É um contrassenso a Record ter a parceria da Avon como sua menina dos olhos e acusar o prêmio de ter se tornado um concurso de beleza. De resto se são premiações diferentes com votações separadas não há motivo para obrigar que o ganhador de uma tenha de ser o mesmo da outra. A atitude de Sérgio Machado foi truculenta, mas se ele acha que não deve mais participar seja feita sua vontade.

     

    O Sergio Machado vai vender livros pela Avon para as pessoas que querem comprar carros populares não serem mais esculachadas pelo Prates na TV. ;-)

     

    André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

    Será que o ataque do grupo abril ao Chico Buarque não é também motivado pelo apoio inequívoco que ele sempre deu ao lula e que agora deu também à Dilma? Afinal seu apoio pesou certamente, já que ele não é qualquer caetano.

     

    Se dependesse dos votos ganhos por Chico Buarque, Dilma estaria disputando a rabeira do pleito com o Plinio. E bobagem falar isso do Caetano Veloso. Eu diria que ele é tao ou mais popular que o Chico Buarque. E seu peso numa eleiçao presidencial é tao pequeno quanto. Em comum tambem, o fato de que ambos padecem do mesmo mal: sao artistas transformados em intelectuais sem a vocaçao -- pra nao dizer erudiçao -- pra tanto.

    Chico compos sem duvida belas cançoes, como a A Banda que de tempos em tempos gosto de ouvir. Mas é daqueles que via horrores na ditadura militar brasileira enquanto vê virtudes na ditadura cubana. E não é o unico...

     

     

     

    Para quem ainda está na "Banda" do Chico, realmente não tem condições de avaliar a sua "erudição" e talento. Deixemos pros Reysnaldos da vida malhar o Chico, vai.

     

    Chico nao proporcionou nenhum voto a Dilma pois quando entrou no cenario a eleiçao jah estava ganha. por outro lado, o brilho do Chico levanta ateh defunto.

     

     

    Discordo, a presença, a manifestação verbal, o apoio de Chico Buarque foi muito importante e muita gente que tinha marinado votou em Dilma após o ato dos artistas. Ingratidão não faz parte dos sete pecados capitais, mas é grave. Ou faz?

    Benjamim livro é muito bom, o filme idem e Leite Derramado é ímpar.O Jabuti é do Chico e fim de papo.

     

    concordo em número, gênero e grau.

     

    "o brilho do Chico levanta ateh defunto"

     "Oh, punhal abençoado! Eis a tua baínha... (isso deve doer ;) ) Cria ferrugem no meu peito e deixa-me morrer!" ...Chamem o Chico, por favor!!! :))) (W.S.)

    :)) Não resistí.

    Abs.

     

    Complementando  meu  post anterior, a Record  é  apenas uma gráfica,um imenso parque  gráfico,como a AGGS, no passado. Forte candidata a   substituir a  Folha  na próxima  edição do ENEM.

     

    e aí eu pergunto:

    qual o lugar da literatura nisto tudo?

    quanta mediocridade girando este mundo e neste mundo.

     

     

    luz

    Ódio a Chico Buarque,não é de hoje. Reacionários,ditos  intelectuais, e jornalistas   do padrão  Reinaldo Azevedo,não concebem  gênio e talento, numa só,pessoa , apoiar o PT e Lula, compor as mais belas  melodias e poesias do cancioneiro  nacional.Para concluir   ,uma unanimidade  nacional, com índices próximos ao do presidente.

     

     

    Fico feliz de saber que Silestre, jornalista que admiro, é dos bons. Sinceramente é briga comercial que divido que tanto Silvestre como Chico queiram se meter.

    Silvestre não ganhou aqui mas ganhará em outros.

     

    Luiz Schwarcz responde:

    "As declarações de que o Prêmio Jabuti assemelha-se a um "concurso de beleza", ou tem motivações políticas, desviam a discussão do foco literário e cultural, e reproduzem, na área editorial, o baixo e ofensivo nível do debate político-eleitoral no Brasil. "

    A mídia brasileira está  passando por um processo de "metástese". A grossura, falta de educação, a manipulação estão se espalhando sem controle. Não vai demorar muito para entrar em estado terminal.

    A coisa está para "depois de mim, o dilúvio".

     

    VIDEO: Reinaldo Azevedo contra Chico Buarque

    http://www.youtube.com/watch?v=H7mJI7eLubc

     

    Esse seria um tópico da maior importante para se compreender o tamanho do problema quando se fala da indústria cultural, no entanto a postagem confusa (repete-se várias vezes o mesmo texto até parecendo aquelas msg do tipo "responder". Quem sabe alguém se aventura a um postagem mais curta e clara. Enquanto isso o Estado, através do MINC, não tem nenhuma participação efetiva nesse fuzuÊ. Talvez porisso mesmo tenha se estabelecido uma briga de foice para saber quem vai administrar o rídículo orçamento de 2% da União.

     

    Meu nome é Tonho

     

    O verdadeiro prêmio para o escritor é o próprio livro.

    Conseguir terminar uma história, conseguir contar uma boa história.

    Quais destes livros ainda merecerão ser republicados. ?

    Os que ainda valerem a pena serão os verdadeiros premiados, os verdadeiros vencedores.

     

     

    Pelo que entendi não houve mudança de regras. Já outras vezes o autor não venceu em sua categoria e ganhou o prêmio de melhor livro do ano. O que causou polêmica este ano foi a postura política do Chico Buarque e o fato de ter sido um ano de eleições. Mas me pareceu que nas regras do prêmio não há determinação para só premiar com o livro do ano, um dos livros que venceu na sua  categoria. Melhor seria com as regras seguindo esse critério, aí não teria essa confusão. Não endendo é não ter havido reclamações nos outros anos onde o mesmo ocorreu.

     

    "Foi um episódio vergonhoso, parte do qual narro no capítulo "Os mais vendidos", da série "O caso de Veja"."

    Nassif, logo que estourou esta polêmica, lembrei-me do "CASO VEJA". ;)

    De qualquer maneira acho que o Edney deve, no mínimo, estar com VERGONHA do que estão tentando fazer com o Chico, "em sua defesa e em seu nome". Se mudaram as regras do jogo, não foram pelas mãos do premiado.

    Em situação similar (A BANDA x DISPARADA) o Chico mostrou-se GRANDIOSO.

    Está CLARO que a posição política do CHICO (PRÓ-DILMA), contrariando os "colunistas",  está INFLAMANDO ESTA GUERRINHA. Lí vários comentários com insinuações maldosas.

    O "tiro" vai sair pela culatra...O CHICO É O CHICO, o Edney será o "BRUXO MALVADO" DA HISTÓRIA. Advinha quem perderá LEITORES? Não será o CHICO!   

    Eu NÃO GOSTARIA DE UMA "PROPAGANDA"...NESTES MOLDES, NEM DE GRAÇA, ATACANDO CHICO BUARQUE.  ACHO QUE NEM O EDNEY...

      

     

    O Sistema é Bruto. É ingenuo pensar que só os plíticos praticam essas armações. Bons moços esses jornalistas.

     

     

    Nassif,

    A segunda informação não é jornalisticamente correta: "Chico Buarque venceu na eleição direta; mas foi o segundo na categoria Romance. *As regras acabaram mudando e ele foi premiado*."

    Na "IstoÉ" desta semana ("Saia-Justa no Jabuti", de Natália Rangel) há um gráfico mostrando que praticamente ano sim, ano não, desde 2000, acontece um descompasso entre a escolha de melhor livro nas categorias ficção e não-ficção (feitas por 3 jurados em cada categoria), e a escolha do livro do ano (feita por membros de 4 associações:  CBL, SNEL, ANL e ABDL). 

     

    http://www.istoe.com.br/reportagens/111714_SAIA+JUSTA+NO+JABUTI

    Em 2000, 2001, 2004, 2008 e 2010 essa situação se verificou. Portanto, a regra de que Chico se beneficiou vem de longe, e todas as editoras tinham conhecimento dela há mais de 10 anos.

    Trecho da seção "Dos Prêmios do Ano", no regulamento oficial da premiação.

    3. Para a escolha dos vencedores do Prêmio Livro do Ano, será enviada, pelo correio, aos profissionais da classe e aos jurados, uma Cédula de Votação contendo os nomes dos 3 (três) finalistas em cada categoria (conforme o item 1).

    http://www.cbl.org.br/jabuti/telas/regulamento/

    Sua redação dá a entender que as regras foram mudadas este ano para beneficiar Chico Buarque.

    Para quem gosta de petições:

    "Chico, devolve o Jabuti": http://www.petitiononline.com/1c2d3o4j/petition.html

    "Chico, fique com o seu Jabuti": http://www.ipetitions.com/petition/o_jabuti_e_do_chico/

    O ponto-chave é este: ele venceu dentro das regras? Sim. As regras foram mudadas este ano para beneficiá-lo? Não. Esta situação é tão frequente na história do Jabuti a ponto de ser previsível? Sim. Portanto, se há algum inconformismo com a regra que lhe deu a vitória, que ela seja mudada para o próximo ano. 

    Na contaminação da literatura pela política, quem ganha é a política, quem perde é a literatura.

     

    Macacos me mordam! Agora eu entendi porque a editora Record comprou os direitos do Livro do Amaury, Os porões da privataria e não lançou na época que deveria ( aliás, será que vai lançar algum dia? ). "The Truth Is Out There".

     

    Nos mordam, não tem que tire da minha cabeça que esse cabuquim - o Amaury - foi cooptado pela campanha do Serra e serviu a ele nessa história toda.

    Ele é muito elogiado - inclusive pelo blogueiro - mas não confio. Se é tão serio não teria ele motivos para levar a empreitada adiante? Mas não, foi vender logo para a Record os direitos do livro, por que será?

     

    Contratado pela TV Record. Nada a ver com a Editora Record.

     

    Caro Colunista, assim: o tal prêmio jabuti, na verdade, há muito deixou de premiar o que de melhor se apresenta (ou aparece) na literatura brasileira. Apenas jogo entre "amigos" editores: toma lá, dá cá; como tudo que é espúrio, um dia a casa cai, afinal, "vender" é o lucro esperado de quem se torna ganhador. É só pesquisar quando algum editor independente (edição do autor), sem selo editorial e negocial que o respalde, tenha sido premiado.