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A guerra entre PCC e milícias em SP, segundo o Globo

"Diz o jornal carioca que a guerra entre a PM e integrantes da facção criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital teria como motivação uma disputa pelo controle de máquinas caça-níqueis na região metropolitana de São Paulo. Segundo a reportagem, o PCC estaria reagindo à invasão de seus territórios por uma milícia formada por policiais militares aposentados e da ativa, apoiados por agentes corruptos.

A investigação do Globo é respaldada por uma fonte do alto escalão do governo paulista e deixa o Estadão e a Folha na constrangedora situação de ter passado as últimas semanas repetindo a história de que a violência é resultado de um confronto entre a PM e o PCC."

Do Observatório da Imprensa

Se correr, o bicho pega...

Por Luciano Martins Costa 

Está em todos os principais jornais de sexta-feira (2/11) a notícia de que um telefonema entre a presidente da República, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, colocou um ponto final no bate-boca entre autoridades estaduais e federais em torno do surto de violência que assusta os paulistas.

O assunto é manchete na Folha de S. Paulo e no Estadão e tema de chamada destacada na primeira página doGlobo. Resumidamente, ficou acertado que os chefes da facção criminosa que se encontra em guerra com a Polícia Militar serão transferidos para presídios federais e colocados sob vigilância mais rigorosa.

Os dois jornais paulistas se limitam a descrever as ações que deverão decorrer do acordo e reproduzem declarações do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do secretário paulista da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que se engalfinharam durante a semana num bate-boca com tempero eleitoral.

Renda crescente

Globo avança na investigação dos acontecimentos ligados à explosão no número de assassinatos em São Paulo e outras cidades do estado, expondo uma suspeita que os jornais paulistas não haviam abordado: a possibilidade de que as mortes estejam ligadas a disputas entre grupos criminosos rivais, um deles formado por policiais militares.

Diz o jornal carioca que a guerra entre a PM e integrantes da facção criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital teria como motivação uma disputa pelo controle de máquinas caça-níqueis na região metropolitana de São Paulo. Segundo a reportagem, o PCC estaria reagindo à invasão de seus territórios por uma milícia formada por policiais militares aposentados e da ativa, apoiados por agentes corruptos.

A investigação do Globo é respaldada por uma fonte do alto escalão do governo paulista e deixa o Estadão e aFolha na constrangedora situação de ter passado as últimas semanas repetindo a história de que a violência é resultado de um confronto entre a PM e o PCC.

A se julgar pelo que diz o jornal carioca, há muito mais sujeira embaixo do tapete.

Essa versão da guerra que assusta a população de São Paulo e já produziu, como efeito colateral, dezenas de vítimas entre cidadãos inocentes durante este ano, coloca em cena um ingrediente ainda mais explosivo: a hipótese de que a corrupção policial tenha superado a capacidade do Estado de garantir a segurança da sociedade.

O raciocínio exposto pelo Globo indica que o negócio dos caça-níqueis, tradicionalmente explorado pelo crime organizado, vem se tornando cada vez mais rentável, atraindo competidores poderosos. Comerciantes instalados em favelas e em bairros da periferia da cidade estariam pagando até R$ 400 por mês para poderem manter suas máquinas funcionando sob proteção do PCC.

Essa renda já compete com o principal negócio da facção, o tráfico de drogas, que movimenta cerca de R$ 6 milhões por mês mas vem se tornando cada vez mais problemático por causa da maior eficiência da repressão policial.

Guerra de quadrilhas

Segundo o Globo, uma nova geração de equipamentos de jogatina permite aos exploradores do negócio movimentar rapidamente as máquinas, instalando-as em lugares protegidos pelo PCC, o que inclui bares, pequenas casas de comércio e até açougues da periferia.

Do tamanho de fornos de micro-ondas e com tela de LCD, essas máquinas podem ser escondidas facilmente, sendo colocadas em operação depois das 18 horas, quando muitos trabalhadores voltam para suas casas.

Uma milícia formada por agentes públicos aposentados e da ativa teria resolvido explorar essa fonte de lucros, invadindo os redutos do PCC. Essa seria a causa da onda de violências, segundo o Globo.

A intervenção da presidente, conversando diretamente com o governador, esfriou os ânimos e encaminhou uma possibilidade de solução para o problema. No entanto, se tem fundamento a reportagem do Globo, de nada vai adiantar uma ação conjunta entre os governos federal e estadual se não for admitida e atacada a possibilidade de que policiais corruptos estejam envolvidos nessa guerra.

Se o combate ao PCC for bem sucedido, o governo acaba tirando a população da periferia do domínio da facção criminosa e a entrega à tirania das milícias de policiais corruptos.

Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come.

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A Polícia Federal vive uma crise interna sem precedentes. A Polícia Rodoviária Federal está com efetivo extremamente reduzido. Portanto, o Governo Federal, não consegue arrumar a própria casa e agora vem oferecer ajuda ao Governo de São Paulo. Os cidadãos paulistas e o povo brasileiro merecem, no mínimo, respeito. São milhares de vidas que estão em jogo enquanto essa guerra prevalece. A Polícia Federal é um patrimônio dos brasileiros, e necessita de mudanças que preservem a eficiência dos seus trabalhos. A quem interessa uma Polícia Federal desestruturada?

 

  Uma das Especialidades dos bandidos PM e o estouro de Caixas Eletronicos todos sabem menos oPIG paulista

 

Pode até ser pior que isso! A folha e o estadão acreditam todos somos burros! Por que caça níquel dá uma idéia "um pouco menor" do que seria a luta pelo tráfico de drogas e propina sobre lucro da cocaína! É o que realmente parece ser...

Para morrer tanta gente é que o negócio envolve MUITA GRANA e se aproxima da droga!

 

Ou a Folha e o Estadão não sabiam nada dessa guerra de quadrilhas, e então são incompetentes...

... ou estavam acobertando alguém. Vamos ver como irão noticiar os confrontos a partir de agora.

 

    Até que enfim uma noticia util, agora as 16:30 hs. foi anunciada a criação de uma agencia conjunta de ação contra o crime organizado no Estado de São Paulo, Zé Eduardo e Ferreira Pinto esboçaram este acordo, que combina agencias federais e estaduais em comando conjunto, compartilhado e unico.


     Os "juristas" abaixaram suas cristas, Dona Dilma mandou ,Zé obedeceu (acreditando ser um futuro Haddad do Bandeirantes), Alckmim e Ferreira Pinto engolem o orgulho corporativo e partidário, resolvendo cooperar (lógico que em interesse próprio),  pelo menos é um começo.


     A reação imediata das forças antagonicas, principalmente quanto a transferencia de seus lideres para presidios federais, com certeza já deve estar tabulada nas iniciativas a serem tomadas pelas forças de segurança. Pelo menos é o que eu espero, pois se anunciaram tais medidas, os planos de contingência tambem forma elaborados.


      Sem marketing ou mesmo photo-op, em uma hora destas - o sigilo é sempre o fator principal na efetividade e segurança de qualquer ação. E claro: planejamento prévio e inteligência.


    

 

junior50

Ah se o governo de SP fosse petista, o pig estaria em pé de guerra, acusando o PT de ser mocomunado com o PCC. não é mesmo ministro Celso Mello

 

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6272240-EI5030,00-SP+p...

SP: para especialistas, negar e atacar PCC são métodos ultrapassados

05 de novembro de 2012 06h02

  1. Notícia

Melissa Bulegon

 

Ao que tudo indica, há uma guerra à surdina entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Polícia Militar (PM). E essa batalha de força tem sido determinante para a onda de violência que assola o Estado de São Paulo, principalmente a capital paulista. "É uma guerra que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não admite e quer omitir da população", diz o doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre pela Universidade de Campinas (Unicamp), Guaracy Mingardi, que também é analista e membro do Fórum Nacional da Segurança Pública.

 

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A doutora em Sociologia e pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, Camila Nunes Dias, explica que hoje o PCC ocupa uma posição de hegemonia no cenário criminal paulista. Essa supremacia está associada à relativa estabilidade da segurança pública em São Paulo dos últimos anos, na medida em que há uma redução significativa dos conflitos envolvendo disputas relacionadas ao tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. "Porém, dado que se trata de uma estabilidade baseada num equilíbrio precário, uma vez que depende de uma acomodação da organização criminosa com o poder público, sobretudo com as polícias, há rupturas e o desencadeamento de ciclos de violência como o que assistimos neste momento", afirma.

Segundo Camila, documentos divulgados recentemente mostram que o PCC conta atualmente com mais de mil integrantes e atua, principalmente, no tráfico de drogas. Para ela, a forma como os órgãos de segurança tem enfrentado o PCC tem sido equivocada. "O modelo de enfrentamento não tem funcionado e não é alterado. Desde 2003, o governador Alckmin decreta a 'desarticulação' do PCC e, volta e meio, a sociedade percebe que isso se trata de uma bravata. O enfrentamento através do confronto direto com a PM e com a ampliação do encarceramento massivo apenas transmite a sociedade uma sensação de que algo está sendo feito, mas não traz resultados positivos no longo prazo", analisa.

O fato do PCC estar por trás da alta da criminalidade em São Paulo parece uma hipótese bem fundamentada para a diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães. Mas ela ressalta que é só com um bom diagnóstico, que revele as verdadeiras motivações, que será possível avançar no combate a onda de violência. "E só quem tem condições disso é a Polícia Civil, mas o problema é que ela não tem feito", considera a advogada.

Luciana também acredita que é preciso reconhecer o problema para poder enfrentá-lo. "Se acreditou em um momento que a gente não pode falar, não pode dar espaço na imprensa, não pode dar nomes à organização criminosa porque isso constitui todo um glamour em torno do crime e isso vai fortalecê-lo. Não é pelo fato de negar a existência do crime organizado que você vai combatê-lo. Acho que é mais uma estratégia que se mostrou ineficiente, como também esvaziar o trabalho da polícia me parece ineficiente. Mas, mais do que isso, voltar à política de 15 anos atrás, de que violência se combate com violência, também é muito ineficiente", afirma.

Na visão de Mingardi, é preciso trabalhar em três linhas para desmobilizar o PCC: mandar para a cadeia quem precisa e quem comanda ser encaminhado para o regime diferenciado; impedir a entrada de celulares nos presídios; e tirar o dinheiro da facção criminosa, que provém do tráfico, do pagamento de mensalidades ou rifas. "Tem também que mostrar força. Isso não significa matar bandidinho no meio da rua, só se deve matar em extrema necessidade. Essa é a lei. Além de ir atrás do PCC, é preciso ir atrás dos policiais e das pessoas que estão matando nas ruas. E, por último, ir atrás de quem mata policial porque se policial morre e você não vê aquele que matou sendo preso, os outros policiais vão querer vingança", completa.

Espiral da violência
O pesquisador explica que existem dois motivos que influenciam o que Mingardi chama de espiral da violência. O primeiro ocorreu ainda na década de 70. "Quando oficiais do Exército comandaram a PM, parte da mentalidade das Forças Armadas foi transferida para a polícia. Nas Forças Armadas, a ideia base é que não interessa o inimigo, mas sim que ele se renda ou morra. Já na PM é muito mais importante a rendição, a prisão. Matar é a última instância. Então com a unificação se criou um grupo de policiais que matavam bandidos. Muitos ficaram com essa mentalidade e isso se transferiu para a tropa", explica Mingardi, que foi ainda investigador de polícia, secretário de Segurança de Guarulhos e diretor na Secretaria Nacional de Segurança Pública.

"Foi em cima dessa percepção que surgiu a noção da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que mata e prende", ressalta Mingardi. Isso aumentou o número de criminosos mortos em confronto com polícia e quebrou a base de um "acordo" existente em muitos países, de que bandido que se entrega vai para a cadeia, e somente aquele que atira na polícia corre o risco de morte. "Essa quebra de regra provocou uma mudança de atitude dos criminosos e acirrou as coisas entre os dois lados, provocando o surgimento de uma espiral da violência. Enquanto criminosos começaram a resistir e atirar na polícia, os policiais partiram para a represália", ressalta.

Mingardi, que atualmente é assessor da Comissão da Verdade, cita que o segundo motivo que contribuiu para esse panorama de violência em São Paulo é o "acordo implícito" que o governo fez com os criminosos do PCC em 2006, após as grandes rebeliões nos presídios e os ataques da facção à polícia. "O governo depois disso fez uma espécie de acordo implícito com os criminosos: vocês não fazem confusão que a gente não manda ninguém para o regime disciplinado diferenciado. Eles não fazem agitação, em compensação não vão para lá. Isso deu muito mais prestígio entre os criminosos e chances para eles se organizarem ainda mais", salienta.

Na visão do analista, o PCC está mais organizado do que jamais esteve. "Esse erro de 2006 é importante porque deu tempo para o PCC crescer novamente, respirar, tomar conta das cadeias de novo", destaca. Em maio deste ano, uma nova desavença quebrou outra vez a "sintonia" que havia entre a facção criminosa e a polícia. "O Estado não errou em quebrar o acordo, mas sim em fazê-lo porque não se faz acordo com criminoso, ainda mais que antes disso houve a morte de 50 policiais", critica.

Por meio da assessoria de imprensa da SSP, o Terra tentou entrevistar o secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, mas não obteve retorno.

 

 

LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU DE MANIPULAÇÃO?

Com todo respeito aos que acreditaram nessa história da carochinha,  só um idiota completo crê que esses assassinatos de policiais em SP é mera vingança de bandidos acuados pela lei. Nota-se que quando um policial é morto, vários civis - bandidos ou não - são mortos na periferia por motoqueiros encapuzados (policiais corruptos?). Na maioria das vezes essas vítimas estão em bares, lugar onde quase todas as máquinas caça-níqueis estão instaladas. Aqui no RJ essa mesma guerra aconteceu há algum tempo e dezenas de policiais corruptos foram mortos em conflitos com facções rivais. Até mesmo comerciantes, que eram obrigados a colocar essas máquinas  em seus estabelecimentos comerciais foram vítimas desse embate sujo. Lamentavelmente a mídia conservadora de São Paulo tem escondido esse fato para poupar o governo paulista e para impedir que a sociedade de lá cobre do governador uma política de segurança menos violenta. O mesmo aconteceu no RJ no ano passado, quando a juíza Patricia foi assassinada, pois a imprensa local levou-nos a crer que a magistrada fora eliminada por um bando de aloprados da PM fluminense e não por uma milícia que atuava há anos na região de São Gonçalo. Os jornais locais assim o fizeram para poupar a imagem do governo do estado, desgastado com a greve dos bombeiros, professores e depois dos escândalo envolvendo a alta cúpula do governo Sérgio Cabral no episódio da queda do helicóptero na Bahia.

Assim caminha a nossa imprensa: sempre contra o povo.

 

Prezado Nassif 

Do texto Principal :

"egundo o Globo, uma nova geração de equipamentos de jogatina permite aos exploradores do negócio movimentar rapidamente as máquinas, instalando-as em lugares protegidos pelo PCC, o que inclui bares, pequenas casas de comércio e até açougues da periferia."

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Em Niterói , até os Salões de Beleza  participam  do "Esquema de Bicho informatizado"  .E certamente Máfias estrangeiras(US, Russa, Israelense , Colombiana , locais , etc...) devem ser atuantes!.

 

essa estoria e mais interessante para o governo do estado, pois ai não iria parecer que os bandidos estão confrontando a policia, mas que se trata apenas de uma guerra de quadrilhas!!!

novamente venderiam a ideia que se trata de bandido matando bandido, e que as pessoas de bem não estariam sendo feridas!!!

de qualquer maneira fica claro que uma organização montou uma estrutura de jogo ilegal que era intocada pela policia.  

Alias notaram que nessa guerra não morrem policiais civis somente da PM?

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

  Não se faça de virgem, meu caro: a reportagem levanta claramente a suspeita de que a polícia está envolvida no jogo ilegal, e que o propalado "confronto" entre polícia e bandidos (como se a polícia estivesse fazendo seu trabalho, nada mais) pode ser na verdade uma guerra pelo controle do jogo ilegal em São Paulo. Em outras palavras, o Globo levanta uma suspeita que sempre foi apontada por especialistas no assunto (especialistas mesmo, não os manés da televisão e do fórum de segurança pública), a de que parte da polícia e o PCC "dividem" o território do crime em São Paulo, e que o confronto atual é uma quebra de acordo de divisão. 

   Quanto `a Civil, ela não é atacada porque ela é polícia judiciária, tem seus problemas de corrupção sim, mas não é ela que está nas ruas, que sai em viaturas fazendo pogroms na periferia, chacinas, tomada de bocas, etc. O Governo do Estado não tem controle nenhum sobre a tropa, que faz o que quer e como quer, assim como a cúpula da ditadura não tinha controle sobre as patentetes intermediárias (cabos, sargentos, etc...) que continuaram a matar e torturar mesmo após a  adoção da política de distenção no fim dos anos 70. A PM paulista é o que restou intacto da Ditadura, e usa sua força e sua liberdade para fazer o que bem entende. Para eles, a segurança da população é o que menos importa na atualidade.

 

nao sei se tem milicia da PM controlando jogos ilegais (mas nao duvido)

o que sei eh que 80% das mortes dos ultimos meses podem facilmente ser atribuidas a policiais (com ou sem farda). as estatisticas sao claras: 10 civis mortos para cada PM (900x90). ha dois dias, mataram uma PM na zona norte. essa noite morreram 7 civis na mesma zona norte. causa da morte: dois homens em motos sem placas atirando a esmo na periferia. exatamente como os dois PMs mortos em Heliopolis semana passada, sobre os quais a Corporacao e a cupula de seguranca do Estado ainda nao disse o que faziam 23:30 , sem farda, numa moto sem placa no meio da favela. Domingo a Record entrevistou moradores que afirmam que eles estavam atirando a esmo nas vielas da comunidade quando foram abatidos. Na Globo, nada...  Em tempo: ontem mataram dois filhos de um ex-agente da Rota. Ateh agora eram soh PMs, nao familiares. esperem para ver o incremento da guerra nos proximos dias...

 

Acho incrível que um jornal com a envergadura de o Globo venha com essa bobagem e suspeita de que as mortes de agentes público estejam ligadas a disputas entre grupos criminosos rivais, um deles formado por policiais militares. Puxa vida, tenha dó quanta bobagem se fala na mídia. Ao contrario do Rio de Janeiro, São Paulo não tem milícias de policiais que exploram jogos gás etc. Há policiais que fazem bicos, mas de uma maneira honesta.  Jornaloes como o Globo deveria ouvir mais a opinião de gente como a doutora em sociologia e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Camila Nunes.

 

vc e burro mesmo heim mano os policiais ainda estao se restruturando vai chegar o tempo do gaz e internet estamos quase la mane

 

A notícia é plausível sim. Não tem nada de absurdo nela.

 

O senhor esta querendo dizer que todos os policiais de SP são santos e que não ha corruptos nesta coorporação. 

 

O Globo falou a verdade a grande SP é um cassino comandado por máfias de policiais enquanto o PCC segue com tráfico, assalto a carro forte e os cambau e lava esse dinheiro depois em revendas de carros, pequenos comércios (lava-rápidos, açougues, farmácias).

Não é milícia porque os caras não saem pagando de bonito com fuzis nas costas como no Rio...  a parada aqui está mais para máfia mesmo e com a globalização do crime hoje é simples os cabeças aprenderem como a banda toca nos outros cantos do mundo e inovar por aqui.

Tô falando sobre oque eu vejo na minha vizinhança.... "Não é que me contaram"

O único jeito de quebrar as pernas dos cadeias é ligar os bloqueadores de celular em todos presídios... Mas se fizer isso os caras vão fazer terrorismo nas ruas.

 

Em muitas cidades paulistas é possível ver caça-níqueis em butecos (muitas vezes em locais de grande movimento).

Sempre me perguntei qual seria o grau de envolvimento de policiais na exploração deste "filão".

 

Ahã...Tá.

 

Curiosa essa elite do nosso jornalismo,enquanto há uma matança generalizada em SP ,a musa da febre amarela Eliane Cantanhêde ,esta mais preocupada com apagões tecnicos do sistema energético, do que com os apagões sistemicos no transporte ,educação e segurança publica de SP.

 

 

Acho incrível que um jornal com a envergadura de o Globo venha com essa bobagem e suspeita de que as mortes estejam ligadas a disputas entre grupos criminosos rivais, um deles formado por policiais militares. Tenha dó quanta bobagem se fala na mídia.

O que esta acontecendo hoje em São Paulo é muito simples: a violência aumentou porque o número de criminosos aumentou o  PCC se tornou um estado paralelo dentro das Penitenciaria. Na realidade, o caos não se instala de uma hora para outra. O processo é por vezes lento, contínuo e silencioso. Os erros se prolonga a incompetência, vêm de há muitos tempos.

Ao longo dos quase dezenove anos de Governo tucano, o PCC se tornou mais forte, e o estado de São Paulo ficou cada vez mais fraco; não foi o PCC  que se tornou mais organizado e mais experiente; foi o Estado de São Paulo que deixou de fazer sua parte.

Em vez de se aperfeiçoarem os mecanismos de gestão nas prisões, desenvolver o  papel de protagonista,  o Estado de São Paulo, cooptou lideranças negativas  de diversos perfis criminosos. Uma clientela cada dia mais jovem que, ao contrário dos antigos candeeiros, não irão respeitar, em alguns momentos, os códigos tradicionais que gerem a vida no interior das unidades.

 Quando o PCC fez pela primeira vez seu estatuto não custa observa que não havia em nenhum de seus artigos os assassinatos de Policiais. Hoje, no entanto há 18 artigos, sendo o último deles específico sobre vinganças contra policiais que ajam contra integrantes da organização. Diz o artigo: “Todo integrante tem o dever de agir com serenidade em cima de opressões, assassinatos e covardias realizadas por agentes penitenciários, policiais civis e militares e contra a máquina opressora do Estado”, diz o documento. “Vida se paga com vida e sangue se paga com sangue”, segue o aviso que pede “resposta à altura do crime”.

 Hoje a policia esta mais violenta os órgãos de segurança pública de São Paulo não se modernizaram a Policia Civil quase não existe A PM e sobretudo o policial militar é muito disciplinado, mas  é muito violento. Hoje há três fatores que influenciam na letalidade policial: 1) a estrutura militarizada da PM que “trata setores da população como inimigos”; 2) os discursos “duros” de governadores que incentivam a ação enérgica e; 3) a falta de investimento em qualificação.

 

 

Voce quer dizer que o que está acontecendo em São Paulo é fruto de má administração e que não tem nada a ver com dinheiro? Se for, rapaz, a sua "opinião- reportagem-esclarecimento" é digna de um Pulitzer. Eu e acredito que boa parte dos que aqui frequentam o blog e opinam, jamais pensaram nisso! Agora me diz qual a sua fonte para sua opnião divergente

 

Pode transferir líder do PCC a vontade. Periga é de passar a existir PCC nas prisões federais. Outros líderes surgirão nas cadeias paulistas. O buraco é bem mais embaixo e o governo de São Paulo não está nem aí para resolver o problema. Se tivesse teria enfrentado o PCC há muito mais tempo. Me desculpem, mas o PCC deve ter alguns sócios no governo paulista.

 

Vera Lucia Venturini

Algo a ver com os PM reformados, que são praticamente a totalidade dos sub-prefeitos da gestão Kassab?

 

Opa, policiais corruptos, disputando territórios de jogo com o PCC?

Imagine, em São Paulo, nunca!

O PCC não existe, o Alckmin disse isso!

O Afanásio, o Conte Lopes e o Telhada são mostras de que isso não existe!

 

 

A que ponto nós chegamos. A polícia disputando com os bandidos para ver quem rouba mais! rsrsrs

 

Essas maquininhas de jogatinas estão espalhadas livremente por todo o comércio da periferia. De petshops à padarias e açougues. Qualquer um pode ver. Elas não ficam escondidas. O acordo vigente entre a PM e o PCC garantia o pleno funcionamento delas. Repararam que faz muito tempo que não se apreende mais essa máquinas? Quando havia apreensão era porque algum "intruso" estava tentando se estabelecer. De uns tempos para cá essas divisões de áreas foram acertadas e os problemas acabaram. Essas maquininhas todas pertencem a grupos de PMs da ativa e aposentados. Já o PCC é mais sofisticado, preferem lavar seu dinheiro comprando postos de gasolina. Alguns dos líderes do PCC tem mais de 70 postos de combustível. O esquema de compra desses postos é bem conhecido por seus antigos donos: o posto começa a ser assalltado rotineiramente, quase todos os dias, fazendo com que o dono desista do negócio e o venda por um preço muito baixo. Alguns desses "novos proprietários", (os verdadeiros, não os laranjas), se tornaram vereadores em cidades da grande São Paulo.  

Há de se reforçar ainda o fato que o atual secretário de segurança de SP acabou com a Policia Civil, para "eliminar os corruptos da policia"  de SP. O fato é que não há mais investigações. Tanto é verdade que é cada dia mais comum cidadãos comuns fazerem por conta própria a investigação de um homicídio sofrido por um parente. A PC virou apenas uma fábrica de B.Os. Isso facilitou muito a vida tanto de PMS corruptos como do PCC. A guerra que estamos vendo agora é apenas um desdobramento da total falta do estado no controle da marginalidade. O estado está à mercê dos bandidos.

 

Esse esquema de postos já era,basta observar a quantidade de postos fechados e cercados, a receita federal faz o trabalho dela uma vez que ,só há um vendedor no atacado ,é fácil rastrear a venda de combustiveis no varejo,casas noturnas ,transporte coletivo tem sido o alvo principal para esquentar dinheiro ultimamente,os onibus queimados normalmente são de empresas que estão fora do esquema ,isto serve tambem para intimidar os empresários.

 

O esquema de postos de combustíveis continua em pleno vigor. Mudaram-se apenas os laranjas e a administração ficou mais "profissional" digamos assim.

 

É pior do que eu imaginava, affe...

Parabéns Alckmin, vc acabou de perder a eleição de 2014!

 

infelizmente paulista acredita que essa guerra se dá porque a polícia está "fechando o cerco" sobre os bandidos.. pior, acho que uns 90% dos paulistanos acha mesmo que "bandido bom é bandido morto" e aplaude a ação da polícia.. estamos falando de um público praticamente infantil.. hoje mesmo, levando um papo rápido sobre meio ambiente com um cara que conserta meus computadores, apontava o absurdo que era a monocultura no interior de São Paulo, com reflexos - entre outros - na temperatura, que em Ribeirão Preto já ultrapassou - sem termos entrado no verão ainda - os 41°C.. pois o cara jura que o maior culpado disso é o Lula, segundo informações privilegiadas que ele tem - obtidas de parentes que moram na região - o maior latifundiário de São Paulo.. difícil discutir qualquer coisa com um cara assim..

 

Ai, eu não sei, por que todas essas explicações são lidas por cariocas, mas não por paulistas, já que o globo praticamente só tem leitores no Rio. Os paulistas acreditam na falha e na veja que não contam nada de relevates sobre este caso...

 

"A se julgar pelo que diz o jornal carioca, há muito mais sujeira embaixo do tapete."

É claro que existe daí porque o secretario não quer ninguem - nem governo federal, nem força especial - atuando na area pois, só assim, a caixa preta cotinua fechadissima. E a ação conjunta servirá, sobretudo, para isso: jogar luz, tornar público o que existe realmente ou, pelo menos como de costume, parte e somente parte do que existe.