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A imbecilização do Brasil, por Mino Carta

Por Marco Antonio L.

Da CartaCapital

A imbecilização do Brasil

Mino Carta

Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que acaba de ser lançado, para os nossos encantos e surpresa.

Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem, costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve, de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público? Muito pelo contrário.

E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por direito divino. Indispensável à tarefa, a contribuição do mais afiado instrumento à disposição, a mídia nativa. Não é que não tenha servido ao poder desde sempre. No entanto, nas últimas décadas cumpriu seu papel destrutivo com truculência nunca dantes navegada.

Falemos, contudo, de amenidades do vídeo. De saída, para encaminhar a conversa. Falemos do Big Brother Brasil, das lutas do MMA e do UFC, dos programas de auditório, de toda uma produção destinada a educar o povo brasileiro, sem falar das telenovelas, de hábito empenhadas em mostrar uma sociedade inexistente, integrada por seres sem sombra. Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.

O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora, enquanto eu me colho a recordar os programas de rádio que ouvia, adolescente, graciosas, adoráveis peças de museu como a PRK30, ou anos verdolengos habitados pelos magistrais shows de Chico Anysio. Cito exemplos, mas há outros. Creio que a Globo ocupe a vanguarda desta operação de imbecilização coletiva, de espectro infindo, na sua capacidade de incluir a todos, do primeiro ao último andar da escada social.

O trabalho da imprensa é mais sutil, pontiagudo como o buril do ourives. Visa à minoria, além dos donos do poder -real, que, além do mais, ditam o pensamento único, fixam-lhe os limites e determinam suas formas de expressão. O alvo é a chamada classe média alta, os aspirantes, a segunda turma da classe A, o creme que não chegou ao creme do creme. E classe B também. Leitores, em primeiro lugar, dos editoriais e colunas destacadas dos jornalões, e daVeja, a inefável semanal da Editora Abril. Alguns remediados entram na dança, precipitados na exibição, de verdade inadequada para eles.

Aqui está a bucha do canhão midiático. Em geral, fiéis da casa-grande encarada como meta de chegada radiosa, mesmo quando ancorada, em termos paulistanos, às margens do Rio Pinheiros, o formidável esgoto ao ar livre. E, em geral, inabilitados ao exercício do espírito crítico. Quem ainda o pratica, passa de espanto a espanto, e o maior, se admissível a classificação, é que os próprios editorialistas, colunistas, articulistas etc. etc. acabem por acreditar nos enredos ficcionais tecidos por eles próprios, quando não nas mentiras assacadas com heroica impavidez.

O deserto cultural em que vivemos tem largas e evidentes explicações, entre elas, a lassidão de quem teria condições de resistir. Agrada-me, de todo modo, o relativo otimismo de Alfredo Bosi, que enriquece esta edição. Mesmo em épocas medíocres pode medrar o gênio, diz ele, ainda que isto me lembre a Península Ibérica, terra de grandes personagens solitárias em lugar de escolas do saber. Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto?

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Mino Carta faz o habitual nesse texto: ostenta o inconfundível ar esnobe elitizado, de quem conheceu o melhor e sabe o que é o melhor, mesmo que o seu texto seja impregnado da PREGUIÇA de quem não fez o dever de casa como deveria.

Para provar o seu ponto, era necessário que Mino deixasse a preguiça, a serviço do seu famosíssimo elitismo esnobe (ele sempre toma os melhores vinhos, sempre conhece os melhores restaurantes, os melhores artistas, os melhores intelectuais, mesmo que cada uma dessas afirmações seja sempre carente de fundamentação em seus textos, na tradição de quem é esnobe, mas não demonstra factualmente a razão de ser assim), de lado e passasse a demonstrar por que os expoentes contemporâneos brasileiros não estão à altura dos citados.

O problema é que, ao invés de fazer a coisa como manda o figurino, Mino prefere o vazio argumentativo denotativo de quem não se esforçou o bastante para provar o seu ponto. Vira chutômetro. O "deserto" que ele afirma existir, até aqui, diante da preguiça de quem não fez o que deveria ter feito, não passa de um indicativo de que ele não conhece nada que dê sustentação ao que ele defende ser uma realidade.

Ele pode até ter razão, e intuitivamente eu acredito que tenha, mas ele deveria ter feito mais do que fez para provar o seu ponto. Caso contrário, não funciona. Vale apenas como mais uma exibição do elitismo esnobe tão comum a Mino Carta.

 

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

E o que ele deveria ter feito, em sua opinião?

Se ele não explica, não aprofunda, você também não o faz.

 

Como não expliquei? Expliquei sim senhora qual era o problema do texto. Eu disse que ele não demonstrou por que, por exemplo, não existem mais escritores tão bons quanto os que ele cita, por que não existem mais historiadores tão bons, intelectuais e etc.

Qual foi a evidência que Mino citou sobre isso para provar o seu ponto? Tirando a citação da Globo, dos programas de auditório, do UFC e etc, que não resumem o mundo intelectual brasileiro contemporâneo, a não ser na cabeça de Mino Carta, o esnobe elitista desinformado, em nenhum momento ficamos sabendo se Mino continua tentando encontrar pessoas gabaritadas nas áreas que ele citou. Ou seja, a idéia que trespassa o texto é a de que ele simplesmente não conhece a produção intelectual contemporânea brasileira. Quem são os escritores novos citados, os historiadores, os cientistas políticos? Eles existem, é claro. Mas Mino não os cita para provar o seu ponto, não faz as comparações que deveriam ser feitas. O texto é desfundamentado, palpiteiro, um verdadeiro clichê opinativo.

 

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

Prezado Nasif

Notícia relevante para os "Jênios" da FAB :

http://www.jornalnh.com.br/governo/437147/ministro-da-defesa-diz-que-lic...

 

Você quer o que Mino? A ditadura massacrou e acabou com a cultura que florescia por aqui e no lugar colocou a Globo que nos deu Merval, Xitãozinho e Xororó, Michel Teló e um Jabor a seu gosto, a Veja nos proporcionou Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes... para reverter tudo isso leva tempo, uai.

 

Prezado Nasif

Um superdotado, mas somente candidato a Gênio , no futuro .Caso consiga fazer contribuições importantes  no seu campo de estudo , que por sua vez precisa ser também importante para a Matemática !.

http://www.matematiques.com.br/conteudo.php?id=104

 

Prezado Nasif

Do texto :

"Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto?"

NASCEM IMBECIS CORRUPTOS ,ORA BOLAS ! .(ESPECIALMENTE MILITARES , POLÍTICOS E JUÍZES)

https://www.youtube.com/watch?v=2gmx3Tyefho

E DE UM COMENTÁRIO  BABACA UFANISTA :

"O Brasil continua produzindo genios do mesmo nivel que os citados por Mino Carta."

GÊNIOS ? .NO BRASIL FOI SÓ O PELÉ ...E NO FUTEBOL!.O resto é reconhecimento interno internacionalmente irrelevante , do eixo LATINO AMERICANO  Rio- "San Paolo"

 

Em 1959 C. P. Snow publicou o livro As duas Culturas, de grande impacto, e em conversas com amigos, Snow expôs suas ideias de maneira ainda mais clara. A intelectualidade havia se dividido em duas comunidades que não se falam e quando se falam não se entendem: a dos intelectuais literários (que referem a si mesmos como intelectuais, de maneira excludente) e a dos intelectuais científicos (que acham pedante o termo intelectual). Mino Carta ignora que no mundo inteiro a cada dia cresce o número e a importância dos cientistas e de outras categorias de importantes criadores não literários. Mais da metade dos grandes cientistas, médicos e engenheiros que a humanidade gerou estão vivos e ativos. A universidade infelizmente não tem eficiência em criar pessoas como Shakespeare, Mozart, Van Gogh, Guimarães Rosa (para citar um brasileiro), o que faz com que elas sejam cada vez mais raras em comparação às pessoas que a escola é capaz de formar. Em 1960 o Brasil tinha 200 pessoas com o título de doutor, hoje tem mais de 40 mil.

 

No quesito o Brasil parou na década de sessenta, graças a ditadura militar e a rede globo que embota a "inteligência e a cultura" nacional até hoje. Nos livramos da saúva e "ganhamos" a globo, pode?


Enquanto o Brasil não livrar-se de vez da Casa Grande e reformar seus atuais braços armados, a "mídia do millenium" e a "ordem da justiça", permaneceremos com o breque de mão puxado e suas consequências, sobretudo no que diz respeito à cidadania, inteligência e cultura.


 


 

 

OLha, gosto muito do Mino e de sua revista. Mas dessa vez ele estava pouco inspirado: o país está passando por mudanças importantes, a maior parte delas para melhor e os pontos de vista "pétreos" das elites que ele abomina estão sendo flanqueados e depois esquecidos. Instituímos o sistema de cotas, uma abominação, senão a abominação suprema para as elites culturais tradicionais e seus vulgarizadores da mídia; baixamos os juros e liberamos grande massa de recursos para políticas sociais que, faz dez anos, todos achavam serem impossíveis (tanto baixar os juros quanto o sucesso das políticas sociais). E por aí vai.

Imaginar que todas essas vitórias, que têm uma dimensão cultural importante senão não seriam implementadas, acontecem independentemente do que se passa na esfera cultural é pouco perspicaz. O problema é identificar hoje os gênios da atualidade. Nenhuma época foi pródiga nesse quesito. E naquelas em que os paradigmas estão mudando, isso é mais difícil ainda.

 

Concordo com RobertoG e acrescento que num mundo diferente aparecem gênios diferentes que só o tempo vai conseguir revelar o tamanho de sua genialidade. Já quanto aos medíocres subservientes, estes serão esquecidos, para sorte de suas memórias. 

 

Claro que a arte e a cultura produz personalidades marcantes em tempos atuais. Mas nem sempre ganham espaço na mídia e nem sempre se consegue descobrí-los nesse Brasil tão grande e nesse tempo de cultura pulverizada. O texto de Mino é saudosista de forma equivocada  e agressivo ao escolher o verbo imbecilizar para tratar da televisão.Ele generalizou de maneira a ofender boa parte da população. A Globo tem seus defeitos, em especial o jornal capcioso apresentado pelo irônico e as vezes raivoso William W, mas também tem seus méritos em programas como Globo Reporter ou na novela Ladoa Lado que concilia informação histórica e folhetim. Por elas, muitos ficam sabendo como nasceam as favelas do Rio, depois do prefeito Moraes Passos não honrar compromissos de desapropriação. Por ela ficamos sabendo das adversidades enfrentadas pelo negro no Brasil logo após o fim da escravidão. E da mulher em geral. O texto do grande e velho jornalista (eu também sou velho) desta vez é rançoso e algo arrogante.

 

O artigo do Mino, como sempre, é impecável. É verdade que isso está no forno, e essa cultura é servida com excelência nos banquetes midiáticos. Aliás, a ideia de elegância, de requinte, esse leitão fantasiado de civilização dos bacons é praticamente um instinto dos que estão hoje comandando o nosso bom senso comum. No entanto, não sejamos ingênuos! Porque ingenuidade nossa significa a vitória dos donos da "evolução". Seria interessante pintar as paisagens dessa crise cultural com uma levada mais cadenciada, sobretudo na altíssima roda das instituições culturais brasileiras, públicas e privadas. Pois esses elegantes são pautados pelos velhos códigos das oligarquias. Poderíamos então dizer que a agudíssima gestão do terceiro setor em que institutos e fundações das grandes corporações se localizam, estão nos velhos casarões do baronato. Lógico, tudo conduzido pelo leme de um consultor técnico que adota o patriotismo inglês como o profeta oficial desse pós-modernismo emparelhado com a visão dos velhos donos da terra Brasilis. Mas se focarmos mesmo na chamada mídia alternativa, observaremos que a diferenciação de cultura inferior e cultura superior varia na mesma ordem da filiação dos grupos, Abril, Globo e mais a pantomima institucional de institutos e fundações que andam com seu antropofagismo mais voraz do que nunca. Por isso é bom fazermos os nossos miolos ferverem mais porque o buraco é mais em cima e a paisagem é mais deserta.

 

Interessante o autor criticar a turma da casa-grande, quando ele mesmo se comunica ao melhor estilo Olavo Bilac(exaltando Alfredo Bosi).Graças a este pernosticismo formal, nunca se popularizou informação jornalística seria no Brasil e quem ganha espaço é justamente o BBB e outros afins com linguagem mais acessível.Enquanto tivermos pessoas norteadas pela vaidade, cultuando a elegia do auto-elogio e cujo egocentrismo fale mais alto que o compromisso com a verdade social, nossa tendência será a estagnação no limbo da corrupção, reféns de políticos tradicionais, os quais se servem dos mesmos discursos floreados de editores que escrevem para apenas uma casta social.Uma prática que, com certeza,  não educa, não constroi cidadania e alarga o deserto cultural do povão.

 

Gosto do Mino, mas isso é elitismo cultural babaca em estado puro.

 

Nesse mar de imbecilização o ministro Barbosa deu vazão a que se divirtam com réus condenados por ele e autorizou o uso de sua imagem para tal fim como se isso(a condenação de réus) fosse motivo para ele(Barbosa) vangloriar-se, onde já se viu juiz tão rasteiro. Ao  mesmo em que até jogadores de futebol são cuidadosos no uso de suas imagens desta forma, o ministro as autorizou com direito a pesado marketing nos meios de comunicação, triste Brasil.

 

 Craque do Santos proíbe Condal de comercializar máscara (Foto: Leonardo Ferraz) ::Neymar não quer ninguém mascarado neste Carnaval, no site São Gonçalo, por Redação

 

A fábrica de máscaras Condal, em Neves, São Gonçalo, foi proibida de comercializar as máscaras com a imagem de Neymar. A notificação foi enviada na última terça-feira pelos advogados do jogador do Santos e da Seleção Brasileira. No documento constava apenas que a fábrica deveria cessar a produção e comercialização do produto, por se tratar de uso indevido de imagem.

A diretora da fábrica, Olga Valles disse que já acatou o pedido. Ela contou que foram feitas cerca de 2 mil peças, das quais 500 chegaram a ser vendidas. As 1,5 mil que ficaram “encalhadas”, vão esperar até o momento oportuno para serem comercializadas, informou.
“Nós não recorreremos. Preferimos cessar a fabricação e venda das máscaras. Um cliente tinha encomendado 500 peças do Neymar e 500 do Joaquim Barbosa, mas só liberamos as do ministro”, contou

Essa não é a primeira vez em que a fábrica é notificada por uso indevido da imagem de um famoso. Quando Ronaldinho Gaúcho estava no Flamengo, houve uma situação semelhante. A Condal foi impedida de vender as máscaras do também jogador.

Devido a esses problemas com direito de imagem de jogadores e artistas, a Condal evita fazer uso deles como principal produto.
“Nosso principal produto para Carnaval são máscaras de caveira, bruxas, essas coisas. No caso de políticos nunca tivemos problemas. Jogadores e artistas são mais complicados de se trabalhar. Estamos negociando a liberação da imagem de Neymar na Copa de 2014”, concluiu.  

http://www.osaogoncalo.com.br/site/geral/2013/2/1/48654/neymar+n%C3%A3o+quer+ningu%C3%A9m+mascarado+neste+carnaval+

 

 

...spin

 

 

Tem a ver com pagamento de direitos de imagem, não com cuidados.

 

A proporcao de imbecis e genios eh igual a qualquer pais ... Eh uma curva normal como qualquer outra. A diferenca eh o ambiente. Um estudante do ITA teria condicoes de estudar no MIT, Caltech, etc. 

O que nao ha eh um ambiente propicio pra alavancar todo o potencial e muito se perde entre um concurso publico aqui e acolah e uma mulher gostosa (sim, sexo e familia tira o foco). A grande maioria dos nobeis sao americanos, ingleses, franceses, suicos, alemaes e suecos, qual a razao??? E digo mais, visiteis alguns desses paises e a classe media eh formada por Homer Simpsons como qualquer outro lugar.

O Mino Carta estah eh ficando velho. Se quer comparar eh soh ver a primeira pagina do Yahoo em qualquer pais. O que vai mudar sao os personagens, la nos EUA tem a Rianna, Justin Bieber, Kardashians, etc.

 

No deserto nascem os escorpiões

 

O Brasil continua produzindo genios do mesmo nivel que os citados por Mino Carta.

A questão é outra.

Primeiramente, a midia,que sempre teve um papel importante na difusão cultural, se encontra em alta decadencia. Atraves dela jamais descobriremos o que existe de novo e bom no cinema, teatro, artes visuais, musica.

Depois vem a questão politica.

Ja faz muito tempo que os governos não levam muito a serio a cultura.

Por mais incrivel que pareça, depois do fim da ditadura, o que tratou um pouco melhor a cultura foi o governo do Sarney.

Lula escolheu Gil, bom de samba, mas sem a menor estatura para ser ministro de um pais com a complexividade cultural do Brasil.

Para ele a internet vai resolver todos os problemas. Basta acabar com a lei de direitos autorais.

Jamais entendi um governo popular escolher uma pessoa de ideologia conservadora para um ministerio da cultura.

Seria o mesmo que Bush escolher um comunista para o ministerio da guerra ou para o Banco Central.

Com amadores e gente com ideologia do "dominio do mercado" tambem na cultura, atividades proprias da industria do entretenimento foram ocupando espaço das culturais.

Hoje, o cinema o teatro são continuações da programação da Globo, com os mesmos "artistas", os mesmos diretores.

As artes visuais e a musica ficaram refens da busca do lucro.

Criou-se um engrenagem para fomentar o lucrativo palatavel, sob o rotulo de "contemporaneo".

 

Isso sem falar na paparicação que a globo faz do time do eterno presidente Lula... 

 

Se antes a alienação e a preguiça mental era incentivada, premiada e apreciada pela ditadura de outrora, nos dias atuais ela permaneceu e é regada diuturnamente pela mídia consumista, com destaque para a tv comercial.

Inexiste cultura, debate político com alguma profundidade. Só amenidades descompromissadas, supérfluas, passageiras, ilusórias.

Dá-se importância ao que não tem importância,  não ao que efetivamente tenha. Não às coisas perenes, sim às one-way. Estamos nos transformando numa sociedade (sociedade?), de acéfalos, de zumbis, de faz-de-conta que a coisa é séria, de massa consumista e facilmente manipulável.

Qualquer semelhança com a ficção '1984', de Blair (George Orwell), não é mera coincidência.

 

Marco Antonio L.,

Poucos são os que escapam daquela combinação mortal da emissora da Lopes Quintas -  BBB, MMA & UFC, telenovelas e o impressionante JN, são dezenas de milhões de "não penso, não existo, só assisto" soltos pelas ruas.

Nas outras emissoras se destaca a pregação religiosa por parte de pastores, apóstolos, anjos e sei lá o que mais, todos os tipos de pilantra  a produzirem milagres diariamente para entusiasmar os incautos.

Nisto tudo uma certeza, existe enorme demanda por esta lixarada, e se uma delas produzir um programa de bom nível cultural e de informação no horário noturno, até as 22 horas, será um fiasco, ou seja, não dá prá ficar 'atirando" somente em um dos lados.

 

Do alto da minha ignorância, diria ao Mino que graças ao bom Deus o Brasil não produz mais elementos como os que citou. Basta conferir os resultados da mérda que nos encontramos. Se é para produzir gente(s) de gabarito, que não sejam do tipo dêsses citados por Mino, claramente inferiores.  Precisamos de gente de pêso e não de oportunistas contemporâneos. Estamos falando de políticos. Políticos filósofos sócio econômicos. E hoje na ativa consiguimos enxergar somente um. Haddad. O resto é piada. De mau gosto.

 

Duvido que o Brasil não produza gênios no nível dos supracitados. O que acontece é que a mídia não dá espaço para eles se expressarem. É por isso que temos de lutar por uma Internet livre, ela é nosso único caminho para revelar esses talentos, de uma forma democrática. O povo não é tão burro nem alienado. Pode ser um pouco acomodado, o que também é ruim, mas vejo esperança de melhores tempos com essa ferramenta fantástica como a Internet.

 

O fantasioso não é uma alternativa ao racional, pois baseia-se no delírio de uns e na ingenuidade de muitos.