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A importância da energia nuclear no Brasil

Da Agência Brasil

Brasil necessita da energia nuclear para crescer, avalia engenheiro da Eletronuclear

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A questão da energia nuclear no Brasil está relacionada à necessidade do país de energia para o seu crescimento, afirmou hoje (15) à Agência Brasil o supervisor de Novas Usinas da Eletronuclear, Dráuzio Lima Atalla. “Nós somos subconsumidores de energia elétrica. Nós somos imensamente pobres em energia elétrica”, disse. Com um consumo de energia elétrica per capita, isto é, por habitante, da ordem de 2,4 mil quilowatts-hora (kWh) por ano, o Brasil está distante de países desenvolvidos, como a Alemanha, Suíça e os Estados Unidos, cujo consumo por pessoa alcança até 15 mil kWh por ano.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o limite do consumo de energia por pessoa para um país entrar no rol das nações desenvolvidas é de 5 mil kWh por ano. “Mesmo considerando esse patamar de entrada, nós ainda [o Brasil] consumimos a metade disso”.

SeguSegundo Atalla, a energia elétrica se manifesta em todas as atividades da vida, englobando áreas como a saúde, o transporte, a segurança, educação, entre outras. A eletricidade é um dos insumos mais vitais com que a sociedade moderna conta para obter um índice de desenvolvimento razoável, disse. “Não tem como nosso povo avançar sem que o consumo de eletricidade aumente”.

Engenheiro da Eletronuclear, onde atua há cerca de 33 anos, Dráuzio Atalla informou que não existe fonte de energia elétrica que seja totalmente isenta de problemas. “Como o Brasil necessita dobrar, no mínimo, o consumo, nós precisamos de todas as energias. Existe espaço para todas elas. Só que cada energia tem um aspecto mais positivo ou mais negativo”.

No caso da energia eólica, por exemplo, disse que seriam necessárias 1,5 mil turbinas para gerar a mesma quantidade de energia da Usina Nuclear Angra 2 (1.350 megawatts). “O vento é descontínuo e pouco previsível. Existe espaço para eólica. Mas, nós não vamos ter um país de 200 milhões de habitantes, com a nossa extensão, só em cima de eólica. É um sonho”. O mesmo ocorre em relação à energia solar. Também as fontes hidráulicas têm seus problemas, disse. “Você imagina um abalo sísmico desses [no Japão] perto de uma represa? O que iria acontecer?”

Dráuzio Atalla afirmou que os estudos que vêm sendo feitos pela Eletronuclear para escolha dos sítios onde serão construídas novas usinas nucleares no país levam em consideração novos conhecimentos e tecnologias. “É lógico que os nossos conhecimentos são mais avançados para localizar as usinas nas posições mais adequadas sob a ótica de controle de risco”.

Os processos em curso indicam posições longe de áreas densamente povoadas, mas que tenham trabalhadores, áreas geologicamente favoráveis, com possibilidade de sismo reduzida. Para isso, são seguidos cerca de 40 a 50 critérios, distribuídos em aspectos ambientais, de saúde e segurança, socioeconômico e de custos, que indicam áreas mais favoráveis do que as existentes atualmente, afirmou Atalla, referindo-se ao Japão e ao município fluminense de Angra dos Reis. Ali está situada a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, que abriga as usinas Angra 1 e 2 e o terreno onde está sendo construída Angra 3.

Ele acrescentou que as novas tecnologias utilizadas no setor nuclear incorporam vantagens. Uma delas são os reatores passivos, que não precisam de energia elétrica para se protegerem. “Os sistemas de segurança são passivos. Lançam mão da natureza, quer dizer, gravidade, convecção [a forma de transmissão do calor que ocorre principalmente nos fluidos - líquidos e gases]. Se tivéssemos nessa área [no Japão] um reator passivo, não tinha problema nenhum, porque a refrigeração se faz com as leis da natureza”.

Edição: Aécio Amado

Governo vai apoiar possíveis mudanças em regras de segurança para usinas nucleares

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo brasileiro irá apoiar todos os protocolos internacionais sobre a segurança de usinas nucleares que forem estabelecidos a partir do acidente com a Usina Nuclear de Fukushima, no Japão. O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse hoje (15) que isso será incorporado não apenas para novas concessões, mas também para as usinas que já estão em funcionamento.

“Esse episódio do Japão deverá estabelecer novos protocolos mais rigorosos e o Brasil estará associado e participará para que essas providências sejam tomadas, sejam quais forem as consequências”, disse.

O ministro ressaltou que a tecnologia empregada nas usinas brasileiras é diferente das usinas japonesas. Segundo ele, os reatores no Brasil têm sistemas independentes de refrigeração e uma blindagem mais rigorosa. Além disso, as usinas brasileiras foram construídas dentro de padrões de segurança para suportar tremores até 6,5 graus na escala Richter e ondas até 7 metros de altura.

Mercadante lembrou também que no Brasil não há terremotos nem tsunamis, mas existem desastres naturais como inundações por chuvas e desmoronamentos. Mas, de acordo com o ministro, as usinas brasileiras estão protegidas em relação a isso, pois estão em lugares altos e distantes de locais que possam desmoronar.

O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, disse que o órgão poderá rever o raio de evacuação das usinas de Angra dos Reis, estabelecidas em 5 quilômetros. No Japão, o raio é de 30 quilômetros. “Vamos rever isso, vamos verificar com muita calma e ver se, em função dessa experiência, podemos modificar ou não”. Ele garantiu que as usinas brasileiras estão totalmente de acordo com normas estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica.

Atualmente, o Brasil tem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2, que juntas têm potencial de geração de 2 mil megawatts. A partir de 2015, a conclusão da Usina Nuclear Angra 3 colocará no sistema mais 1.080 megawatts.

Ontem (14), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo não pretende rever os projetos de construção de novas usinas nucleares no país. A intenção do governo é definir ainda este ano as diretrizes para a construção de pelo menos mais quatro novas usinas: duas no Nordeste e mais duas na Região Sudeste.

A partir de hoje, o governo vai disponibilizar um boletim diário com o histórico do acidente no Japão, a partir de informações oficiais. As informações estarão no site do Cnen (www.cnen.gov.br).

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Nassif, a importância da energia nuclear no Brasil era sinônimo de luz ou escuridão, nos idos de 75 do século passado, quando fomos inundados com previsões pessimistas sobre o colapso energético ainda naquele século, caso não aderíssemos àquele acordo que o general Ernesto Geisel celebrou no ano seguinte com a Alemanha, prevendo a construção de 10 reatores para livrar-nos das trevas.

Em conversa com o professor Mário Schenberg, cassado pelo AI-5 desde 68, talvez por não crerr tanto no poder transformador da energia nuclear, preferindo acreditar que a Informática (ele, que comprou o primeiro computador da USP nos anos 50) seria mais revolucionária que os reatores, soube que o Tório, e não o Urânio, faria da energia nuclear a propulsora de um Brasil mais esclarecido e independente, energética e científicamente.

Quando o decreto federal 84771 criou, na semana do meio ambiente de 1980, a estação ecológica da Juréia-Itatins (que já era reserva estadual em 58 e foi tombada pelo Condephaat desde 77, para livrar-se de um condomínio para 70.000 pessoas da construtora Gomes de Almeida Fernandes) começou a ser ocupada pela Nuclebrás, que ali pretendia construir um parque nuclear, a uma centena de quilômetros da capital, em linha reta.

Começou então uma mobilização popular inaudita, para um período ditatorial,  contra as três ou mais usinas que se pretendia construir na Juréia, com direito a passeatas gigantescas, comissões parlamentares de inquérito concorridas e a mobilização da comunidade acadêmica através da SBPC, culminando com a desistência formal da Nuclebrás daquela estação federal e sua conversão em unidade de conservasção estadual por Franco Montoro, há 25 anos transcorridos anônimamente em janeiro último.

Uma rodada pelo Google  demonstra que nem ao menos as fotos das passeatas na Paulista, Ibirapuera e centro da cidade constam da webb-memória, muito menos as centenas de páginas dos jornais e revistas da época, as mesas redondas científicas e as campanhas das ongues da época. A nossa memória recente padece de Alzheimer, a história da resistência da sociedade civil paulista à ditadura nucleocrata não consta de quaisquer livros didáticos; há um verdadeiro apagão historiográfico sobre a questão da cidadania em luta contra o pesadelo atômico verde-oliva, assim como contra outros males que combatíamos  então.

Em que pese as estatísticas de consumo energético per capita não corresponderem à renda per capita, não distinguindo países de clima frio de continentes tropicais como o nosso, o debate energético deveria estar na ordem do dia; Tucuruí e Balbina eutrofizadas e aos poucos  assoreadas - não tanto quanto os lagos hidrelétricos do Tietê ou do Grande - deveriam ilustrar a discussão sobre Jirau e outras hidrelétricas amazônicas - deveriam ter seus balanços de custo-benefício divulgados, talvez através de um PAC de Informação Democrática que ponderasse sobre os prós e contras de nossas opções energéticas face a uma demanda real (e não aquela espiral megaconsumista tão ao gosto dos fabricantes de reatores).

Entretanto, entre o disaster-movie japonês, o recuo nuclear europeu e as modernas discussões via tuíter sobre nossa realidade energética, temos apenas espaços como este aonde externarmos nossa perplexidade sobre o sistema energético brasileiro, com sua anistia aos consumidores eletrointensivos e tarifas escorchantes cobradas dos pequenos gigantes residenciais que sustentam a indústria da energia, nós mesmos.

Uma pena que a legislação que exigia a aprovação dos impactos sócioeconômicoambientais dos empreendimentos energéticos tenha virado um cartório ou curral de votos, como os conselhos ambientais de há muito esvaziados: e que os estudos e relatórios técnicos ali apresentados sejam meros conglomerados de cópias de outros trabalhos técnicos. Enfim, la nave va, mas só enquanto houver água - esta, sim, cada vez mais escassa, diacho, ameaçando colapsos hidrelétricos na estiagem rigorosa que se avizinha, assim que La Niña deixar de reger os dois últimos verões mais chuvosos que tivemos, já que o Outono já se faz presente.

 E então, que tal um PAC específico para os vários órgãos que deveriam cuidar da questão se manifestarem sobre a importância ou não de darmos prosseguimento ao soerguimento de novos reatores nucleares (desde que não se terceirize tal empreitada às Alstons do mercado)? Que tal discutir o peso da conservação e da diversificação dessa matriz  e ora capela energética? Se ao menos descobrirmos o que a ANEEL/ANA fazem, o impacto das novas Pequenas Centrais no meio circundante e que fim levou o princípio do usuário-pagador desse líquido que move as turbinas e jorra das torneiras, aleluia, já estaremos melhor iluminados que agora...

 

 

Quando começa esse debate / discussão sobre fontes energéticas e apontam que o país só deveria utilizar energia limpa na sua produção, notademente eolica e solar é importante ter uma coisa em mente. Não basta ter a capacidade de produzir a quantidade de energia necessária se não consigo dispor dessa energia quando ela é necessária.

Nas fontes de energia convecionais (fósseis e hidricas) é possível estocar os combustíveis que alimentarão os geradores,ou seja, ou armanezamos agua numa repres para alimentar as usinas hidrelétricas ou grandes tanques de diesel ou oleo combustivel ou depósitos de carvão para alimentar as usinas térmicas. Mesmo nas nucleares, é possível manter um estoque de pilhas de combustível e manter a reação ativa gerando energia.

Esse armazenamento permite que a energia eletrica seja produzida na quantidade necessaria no momento em que é demandado.

Na produção de energia por fonte eolica e solar essa armazenamento do combustivel não é possível (alguem já viu uma "represa" de ventos ou raios solares?). Como alternativa pode-s armazenar a propria  energia produzida para consumi-la quando for necessária. Contudo, nos dias atuais, o modo mais usual de armazenar energia eletrica são em baterias quimicas cuja grande maioria composta de metais pesados como chumbo e cádmio, e altamente tóxicas se descartadas indevidamente causando um grave impacto ambiental, além da reduzida vida útil, o que demandaria um alto consumo dessas materias.

Ou seja, mesmo extraindo energina de fontes perceptivelmente limpas, dispor dessa energia para consumo humano não estaremos isentos de causar impacto ambiental.

Das energias ditas limpas, a biomassa é que mais se comporta como as fontes tradicionais desde que seja possível armanezar combustivel suficiente durante a entresafra.

[]´s 

 

Caros blogueiros.

Energia solar só existe quando tem sol, e heólica só tem, quando venta.

Portanto, para ter energia na tomada as 24 horas do dia, vamos precisar de  muitas baterias para estocar a enerigia. Até o momento, elas são uma porcaria. O descarte é tão maléfico quanto o combustível nuclear.Se a simples utilização de aquecedores solares para água ainda não pegou, imaginem celulas solares residenciais para energia. Newer !!!

O grau de desenvolvimento de uma sociedade, pode ser medido sim, pela energia que consome. O Dráuzio esta certo.

Luz para todos !!!!

 

ESSE CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO COMO ALTO CONSUMO DE ENERGIA É QUE É TOTALMENTE SUBDESENVOLVIDO...

E mais uma vez os que se apegam a "respostas" pré-fabricadas se consideram realistas, e os que sabem que a criatividade ainda pode nos dar soluções infinitamente melhores que as atuais continuam a ser tachados como românticos e fantasistas.

Investisse-se uma fração do que se investe em pesquisa nuclear na pesquisa da viabilização da tecnologia solar (entre outras) e ela já estaria viável em ampla escala. MAS NÃO REMUNERARIA O CAPITAL COMO A NUCLEAR REMUNERA, e essa é a única "racionalidade" por trás.

 

ralf.r arte em palavras, ideias & educação

Fantasiar sobre energia solar? Uai, energia solar é fantasia? E, segundo os defensores da energia nuclear, a alternativa é a energia nuclear, e está acabado...

E a energia em pesquisa, é fantasia? Ué, pensei que fossem pesquisas sérias.

 

Sim, é!

 

quer dizer que o engenheiro nuclear lobbista recomenda o consumismo desvairado do kukluxklanistão usa), para acabar com o planeta mais depressa?

ao invés de reduzir o uso irracional da energia, ele quer aumentar o consumo, construindo belas usinas nucleares

só quero saber se ele aprovaria uma nuclear na sua cidade

 

Ou o Brasil acaba com os juízes e políticos corruptos ou os juízes e políticos corruptos acabam com o Brasil. Alguém aí sabe para que servem a Polícia Militar e o Senado?

Reatores nucleares são essenciais na vida moderna. Eles não servem apenas para gerar energia elétrica. São importantíssimos para a medicina (medicina nuclear).

 

Rsrsrsrs, desculpe a risada mas mas a maioria dos momentários são muito infantis.

 

O pessoal acha que ciência é questão de dinheiro. Basta pesquisar energias limpas que estamos garantidos. A prática é um pouco diferente disto.

Você pode pesquisar e, depois de 20 anos de pesquisas, ficar no mesmo lugar em que estava. Em pesquisa, não há garantia de resultados.

Escutamos muito, "vamos investir em energia limpa' sendo que estas fontes, hoje, não são alternativas viáveis.

 

Portanto, quando especialistas dizem que não há alternativa ao petróleo que não a nuclear, acreditrem que não há alternativa ao petróleo que não a nuclear. O resto é pequisa que pode ou não nos levar há algum lugar.

 

Então, por favor, vamos parar de fantasiar sobre enrgia eólica, solar e etc porque estas opções não são sequer consideradas por qualquer pessoa do setor de energia.

 

Eu até entendo que uma pessoa que trabalha na área nuclear queira defender com unhas e dentes a tecnologia que lhe dá emprego.

Mesmo que usando uma argumentação visivelmente falha.

Fico imaginando que esse mesmo lobby era muito mais intenso no Japão e é por isso que esse país é tão omisso na pesquisa de enrgias alternativas, quando deveria ser um dos líderes do setor, não apenas pela sua liderança tecnológica, mas também pela sua situação de ausência de recursos convencionais como petróleo e carvão. Lembrando ainda que o Japão também não tem urânio.

Trouxas seríamos nós se fossemos influenciados por argumentos tão fracos como os apresentados pelo Sr. Atalla. Alguns já foram desmontados por outros comentários deste post. Não tem sentido pegar o consumo per capita de energia de países desenvolvidos e buscar atingir os mesmos valores. Não temos necessidade de tanto aquecimento quanto eles, não precisamos ter uma sociedade tão consumista e com tanto desperdício quanto a deles. É uma inversão de raciocínio que apenas procura reforçar a afirmação de que há falta de energia no Brasil, usando um subterfúgio.

O que é mais caro e mais perigoso, 1,5 mil turbinas eólicas ou uma usina nuclear? O vento é de graça, quanto custa o Urânio? Qual dessas soluções tem manutenção mais cara? O engenheiro citado joga um punhado de comparações superficiais que se analisadas a fundo não sustentam a suas afirmações.

Precisamos sim de muitas fontes de energia. Energia eólica, pequenas centrais elétricas, biomassa, biocombustíveis, biodigestores, energia solar, etc. É possível equalizar nossa matriz energéticas com as nossas necessidades sem recorrer à energia nuclear. Sem falar que o aumento de eficiência dos equipamentos elétricos pode chegar a uma economia muito maior do que Angra 3 produzirá.

Uma brincadeira que eu gosto de fazer é dizer que se a moda mudasse e definisse que o bonito não são roupas passadas, lisinhas, mas sim roupas amarrotadas, sem passar, haveria uma Itaipu em economia de energia porque o ferro elétrico é um dos maiores consumidores de energia nas residências. Essa é apenas uma brincadeira para mostrar que podemos obter resultados nas duas pontas, tanto na geração quanto na redução de consumo.

O fato é que os defensores da energia nuclear gostam de descartar as alternativas energéticas como "inviáveis" sem maiores argumentações. e quando fazem alguma comparação no custo da energia eles não consideram que o custo da energia nuclear é muito maior do que eles apresentam porque para se ter uma segurança real (não essa segurança falha que a usina japonesa demonstrou ter) seria necessário um custo muito maior da energia.  Então eles viabilizam a energia nuclear com falta de segurança.

O que você prefere, mil e quinhentos cata-ventos gigantes na paisagem ou uma bomba radioativa que pode espalhar substâncias cancerígenas na atmosfera e interditar uma região inteira por centenas de anos? Vale a pena pagar mais caro a conta de luz para não correr o risco de morrer ou pegar câncer?

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Aquela mesa redonda sobre energia nuclear na USP com transmissão pela net não está sendo transmitida por esse endereço:

http://www.iptv.usp.br/portal/home.jsp

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

Qual é mesmo o nome dele? Drauzio Lima Atalia. Qual é mesmo o cargo dele? Engenheiro das Novas Usinas da Eletronuclear. Ah! Bão, então ta! Quando eu me formei em odontologia, mandei meu irmão montar uma fábrica de doces!

 

Energia Solar é a solução.
O valor já não é o que segura, acho que nunca foi empecilho porque os
espertomens nunca puseram o custo ambiental e humano nos cálculos da energia não
renovável.

A Nasa não libera a tecnologia dos painéis solares.

Se houver a energia solar, não haverá sheik do sol, não haverá invasão
preventiva do sol.

Perde $$$$$$$ a indústria petroleira, toda a cadeia petroleira, a indústria
bélica e vários países perderão força geopolítica.

O Brasil mesmo poderia liderar na área, sol não falta aqui, mas não interessa. O
Brasil só faz pesquisa para o que pode ser vendido para pais de clima temperado.
Não exporta Abil, jabuticaba, etc. Muito menos tapioca e pão de queijo.

 

Uma receita de desastre nuclear anunciado:

Brasil do jeitinho nacional; da gambiarra federal; da improvisação endêmica; do lixo (imagino o radioativo!?!) despejado na natureza; dos pacs, copas e olimpíadas pra ontem + E=m.c² + a alta e letal periculosidade potencial da energia nuclear descontrolada de eventos aleatórios imprevisíveis que quando, ops! deu merda... se irradia radioatividade silenciosa mortal por gerações e gerações e gerações... de terra chernobyl desolada, para todos os lados... ao sabor dos ventos da política e gestão ruins é muito diferente de um desastre natural que, como inferiu a vontade voluntariosa subliminar do seu Nassif, destrua, por exemplo, a barragem de Itaipu, quando, então, o tsunami de água doce correra a 600 km por hora de escombros e caos para um só lado: para as bandas dos irmãos portenhos... oh! pobres coitados do azar à jusante de mercosul e futebol muy amigos.

 

"Ganhe as profundezas, a ironia não desce até lá" Rilke. "A ironia é o pudor da humanidade" Renard. "A ironia é a mais alta forma de sinceridade" Vila-Matas.

Só o barateamento e a captação de energia solar, num país como o Brasil, já ajudaria bastante. Combatendo o desperdício, os aparelhos mal fabricados, que gastam demais, a enorme perda das linhas de transmissão, e aumentando-se a eficiência energética das indústrias, e outras medidas, tudo isso pode colaborar bastante para, juntamente com o desenvolvimento de outras formas, poder minimizar o uso da energia nuclear, que sem dúvida é necessária, mas para fins medicinais, e de pesquisa científica, a não ser na modalidade que a China está pesquisando, as usinas de tório.

A China hoje representa o país da necessidade, que deve concentrar os maiores esforços para o desenvolvimento de novas fontes limpas de energia. O Japão talvez se associe a esse esforço, depois da catástrofe. O que parece é que apenas a necessidade real poderá vencer a conveniência das atuais fontes de energia, que dão uma lucratividade gigantesca para as companhias do setor. Haverá então uma disputa entre rentabilidade no contexto do século 20 e necessidade no contexto do século 21.

 

Tocou em um ponto crucial, demonizar a energia atômica é muito lindo para discurso de um ecochato, o problema é fornecer soluções viáveis. O Brasil precisa de Angra 3, precisa de Belo Monte, é questão de sobrevivência. Ou então esperamos um apagão igual ao causado pela incompetência de planejamento estratégico dos tucanos.

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

"...para discurso de um ecochato..." nossa, EXCELENTE. Ecochatos, ecoinúteis, ecodonasdecasa, ecocomunistas, enfim, todos muito ecodesnecessários e, em muitos casos, ecoportunistas. Acorda Brasil, energia nuclear é fundamental sob qualquer aspecto.

 

Obvio que se minha formação fosse engenheiro nuclear, meu discurso seria este.

 

No entanto, acho que, com os riscos envolvidos, ainda é melhor nos abstermos da utilização de energia nuclear.

Faltou no texto acima, explicar que até hoje, não temos uma destinação segura para o resíduo das usinas nucleares. Independente ou não de um acidente, teremos material radioativo se decompondo durante séculos, e precisando ser abrigado com extrema segurança para evitar danos ao meio-ambiente.

Para se ter uma ideia, um reator igual ao de Chernobyl gerava uma tonelada de resíduos radioativos por ano.

Acho que, se investissemos a mesma quantidade de dinheiro dos reatores em pesquisas sobre energia solar, poderiamos ter energia limpa, sem os riscos da radiação nuclear, e acharíamos uma bela ocupação para áreas deserticas. Quanto a como conservar esta energia para o período noturno, sei que existem pesquisas apontando que sal fundido poderia ser usado para isso.

 

Uma coisa é um submarino com motor nuclear, outra é um reator próximo de mim. Não sou copntra a tecnologia nuclear, mas sou contra os riscos que ela representa para a população.

 

 

" O mesmo ocorre em relação à energia solar."

Verdade?

Vejamos: sou responsável pelo consumo de 2400 kwh/ano, o que dá 6,6 kwh/dia.

Se e tiver 12 horas de sol, terei 5,5 horas efetivas de insolação, considerando o movimento do sol.

Teria que instalar um painel solar que me forneça com garantia:

6,6kwh/5,5h = 1200W.

Não é tanto assim. Au até faria, se a companhia de energia me pagasse o excedente. Poderia ser a minha aposentadoria.

 

   Vou fazer uma pergunta inconveniente: quem ganha e quem perde se a própia polulação se tornar auto-suficiente na produção de energia elétrica doméstica via painéis solares?

   Vender energia é um negócio da china, vão fazer de tudo para evitar a auto-suficiência. Melhorar a tecnologia solar, eólica, das marés não é o interesse dessa gente. Ficam o tempo todo vendendo suas "verdades" de que são tecnologias anti-econômicas, inviáveis, ineficientes.... engraçado que não foi inviável para o homem a exploração espacial e o proprio desenvolvimento da tecnologia nuclear. O que define a direção do desenvolvimento tecnológico é o interesse econômico que está por trás.

   É claro que existem empreendimentos que consomem muita energia, como metrôs e fábricas, mas mesmo estes podem ser continuamente melhorados para gastarem menos. Só que essa perspectiva é criminosamente ignorada para nos convencer que necessariamente precisaremos de mais e mais energia para não entrar numa estagnação econômica.

 

Surpresa seria se o "supervisor de Novas Usinas da Eletronuclear" fosse contra.

Apezar de poder potencialmente envenenar o planeta por milhares de anos, a coisa ta indo pra frente.  No Brasil?  Quantas coisas brasileiras ja duraram 100 anos que seja?

E de qualquer pais, quantas coisas duraram por, digamos, mil anos?  O potencial de varias das centenas de usinas darem errado em 500 anos eh altissimo.

Mesmo se considerarmos so o presente problema que elas apresentam:  se for pra aposentar, para aonde vai esse lixo radioativo mesmo?  Ninguem sabe, como nao se sabe aonde o lixo radioativo europeu esta sendo jogado.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Ivan,

Ouço dizer que vai para a costa da Somália, devidamente disfarçado. A máfia italiana do lixo teria um grande envolvimento no descarte do lixo europeu. Apareceram denúncias no Wikileaks sobre o assunto.

 

Gilberto .    @Gil17

Se bem me lembro esse lixo radiotivo foi jogado no fundo do mar próximo à costa da Somália e foi revelado pelo Tsunami do Oceano Índico de dezembro de 2004, aquele famoso que matou mais de 200.000 pessoas. O lixo, com a força das ondas que chegaram até a África, foi levado para a praia.

 

Pregunta: Nesse paises exemplos, o quanto de energia é usada em aquecimento?

 

(Eu quiz dizer para uso residencial, claro.)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Uns 70 por cento.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

O Brasil necessita de energia para poder crescer, qualquer que seja sua fonte. Esta é a postulação correta.

Quando o mundo inteiro está reavaliando e reestudando este tipo de energia, face às consequências no Japão o Draulio vem com esta colocação?

Vamos pelo menos esperar "esfriar o corpo do defunto"

...

 

Não desejo nem tenho condições de discutir o risco das usinas mais modernas.

Pergunto: por que deveríamos pensar em consumir tanta energia por pessoa quanto os países que hoje são considerados desenvolvidos?

Parece que quanto menos energia for consumida para um determinado nível de vida, melhor é, pois todas as fontes de energia tem algum risco.

Acredito que precisamos de MAIS energia do que temos para nos desenvolver, disso não tenho nenhuma dúvida. Justificar os empreendimentos porque consumimos menos que a média de outros povos não faz mais nenhum sentido. É falta de capacidade de argumentação.

 

 

Concordo plenamente!!! Está bem que devemos chegar ao patamar de 5 kwh por ano, mas os patamares dos países ditos "desenvolvidos" refletem uma cultura economica altamente devoradora de energia, refletida no excesso de consumo de bens de todo o tipo, da sua forma de fabricação e tambem na forma de reciclagem. Aqui na Alemanha só posso observar o absurdo de gasto com embalagens, a superabundância de marcas para produtos de todo o tipo, a obsolescência planejada de diversos produtos, para que se compre, venda e produza ainda mais bens. Tudo isso devora de uma forma ineficiente energia, que tem de ser produzida das formas mais nocivas, gerando inclusive conflitos políticos nos países produtores.

Embora que isso irá provocar uma mudança política ainda dificil de ser vislumbrada (nem estou pregando o fim do capitalismo!), mas uma reversão produtiva e de consumo terá de ser colocada em pauta, se quisermos sobreviver.

 

Joaquim Aragão

Eu acho que a dicotomia é ingênua do jeito que está. A meu ver, as possibilidades reais são: ou a gente gasta energia, se desenvolve e destrói o meio ambiente, ou a gente não gasta energia, não se desenvolve e preserva o meio ambiente. Acho que é impossível, do jeito que as coisas andam pelo mundo, criar mecanismos de geração de energia sustentáveis e tão capazes quanto o que já temos. O pior é que essa última opção seria a melhor, porque o meio ambiente tem um potencial imenso de gerar benefícios para o ser humano e, incluindo aí, desenvolvimento. Portanto, escolher destruir o meio ambiente agora é escolher ser menos desenvolvido a longo prazo; mas escolher proteger o meio ambiente agora é ser menos desenvolvido a curto prazo. Acham que os políticos farão o quê? :) (http://oopinativo.blogspot.com)

 

Perfeito, concordo com vc.

 

Exatamente! Mais energia, mas não para sustentar o nível absurdo de consumismo das sociedades "desenvolvidas". O "desenvolvimento" deles é insustentável!