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A internacionalização dos frigoríficos

Por Sávio Milanez

Marfrig compra americana Keystone Foods por US$ 1,26 bisegunda-feira, 14 de junho de 2010 22:26 BRT
SÃO PAULO (Reuters) - A processadora brasileira de aves, suínos e bovinos Marfrig anunciou a aquisição da totalidade das ações da norte-americana Keystone Foods por 1,26 bilhão de dólares, informou a empresa na noite desta segunda-feira.

Com a aquisição da Keystone, que atua no desenvolvimento, produção, comercialização e distribuição de alimentos à base de carnes, a Marfrig se torna uma das fornecedoras de toda a cadeia internacional de McDonald's, Campbell's, Subway, ConAgra, Yum Brands e Chipotle.

"O mercado global de alimentação está crescendo e o Brasil tem se capitalizado nesse crescimento através de consolidações estratégicas dentro da indústria de proteínas", afirmou a Marfrig em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Para financiar a aquisição e manter a flexibilidade em seu balanço, a Marfrig irá emitir 2,5 bilhões de reais através de uma subscrição privada de debêntures mandatoriamente conversíveis em ações, com prazo de 5 anos e direito de preferência para os atuais acionistas, com preço de conversão de 21,50 reais.

"O preço de conversão poderá ser ajustado para o preço de mercado, caso o preço de conversão como calculado acima seja superior ao de mercado na época da conversão, com valor mínimo em 24,50 reais", disse a empresa.

Para o CEO da Keystone Foods, Jerry Dean, a diversidade da companhia, com operação e alcance mundiais, "irá prover novas e atrativas oportunidades para a Marfrig com substantivos clientes globais de 'food service' e industriais".

A Keystone atende a mais de 28 mil restaurantes em 13 países e teve no ano passado uma receita líquida de 6,4 bilhões de dólares em seus negócios de alimentos e distribuição.

Segundo o comunicado, a conclusão do negócio está sujeita às condições usuais aplicáveis a transações similares, incluindo a aprovação das autoridades reguladoras da livre concorrência.

"Espera-se que essa aquisição e seu financiamento estejam concluídos durante o segundo semestre de 2010", disse a Marfrig.

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE65E00A20100615 

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Vai perguntar pros operários americanos de Detroit o que eles acham da internacionalização das suas empresas.

 

O setor de frigorificos e abatedouros nos EUA usa 95% de mão de obra  de migrantes, por causa dos baixo salarios e das más condições de trabalho. A Swift em 2008 recebeu a maior multa já aplicada nos EUA por uso de mão de obra de migrantes ilegais. Ela defendeu-se bem dizendo que não cabe ao empregador a verificação da legalidade dos operarios que ela contrata. A tese foi acolhida pela Justiça federal americana.

De qualquer modo, esse setor é um mico nos EUA, é um mau negócio há decadas, todos os grandes frigorificos quebraram, Armour, Swif, Wilson, Cudahy, porisso são fáceis de comprar.

Não é o caso do complexo soja, aonde as firmas americanas dominam a comercialização mundialmente, inclusive no Brasil, aonde reinam a Cargill, a Bunge e a Continental Grain.

 

Este negócio é bom para estas empresas. Para o Brasil? Para os brasileiros? Sei não. Estas fábricas de criação, abate e confecção acabam produzindo a desnaturalização da alimentação, produtos anti nutricionais e na substituição de hábitos alimentares mais saudáveis. Uma lógica onde bovinos que não pastam, aves enjauladas, suínos que não conseguem caminhar de tão obesos não pode levar nada de bom aos seus consumidores. Toda esta engrenagem baseada na soja e alguns outros cereais reforça uma cadeia monopolista em escala planetária que impede a convivência com diferenças culturais. 

 

Nos últimos anos com o apoio do BNDS, nossas empresas realmente estão se tornando globalizadas.

Isso é importante não só pra elas, mas para o Brasil, vendo essa importância , o Governo tem adotado parcerias com nossas empresas fazendo-as levar o nome do Brasil a todos os setores da economia mundial, isso dá respeito onternacional ao Brasil. 

 

 

Repercutiu pouco a entrevista de Lula na Band, Canal Livre, acho que há uns quarenta dias atrás.

Quando Mitre, Joelmir, Casoy  "and company" tentaram encurralar Lula a respeito de sua política em relação à Bolívia, Argentina ou outros países da América do Sul.

"-Se a gente não faz, a China dá dez bilhões de dólares e aí?..."

Temos que impedir o avanço  do capital externo. Não sei a forma. Haja visto que ainda há muitos privatistas(sem idéias) no Congresso.

 

Lula também se reportou ao avanço chinês na África. 

 

É...o setor de alimentos brasileiro tá caminhando muito rápido pra se tornar nosso setor mais globalizado. JBS-Friboi, Sadia-Predigão, Mafrig....Todos comprando operações na Europa, EUA e Australia...

Daqui a pouco vai ser o pessoal da soja, indo no mesmo rumo... É um movimento impressionante, ainda mais que esses grupos (Principalmente Mafrig e JBS começaram este movimento de globalização a partir de 2005...)