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A invasão dos produtos chineses

Coluna Econômica

Esta semana, centrais sindicais e federações de indústria resolveram unir forças contra a invasão chinesa nos importados.

É um fenômeno que se amplia, especialmente devido às diferenças de política cambial entre os dois países: a China jogando tudo para manter sua moeda desvalorizada (o que barateia seus produtos permitindo ampliar sua expansão no comércio mundial) e o Brasil com uma das moedas mais valorizadas do planeta.

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OnteOntem o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico s Social) divulgou a edição de dezembro de sua revista "Visões do Desenvolvimento", com um artigo dos economistas Fernando Puga e Marcelo Nascimento analisando a invasão chinesa.

O trabalho "O efeito China sobre as importações brasileiras" estudou o período de 2005 a 2010.

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As conclusões não são animadoras.

Até recentemente, as importações brasileiras de produtos chineses estavam restritas a bens intensivos em mão de obra. Agora tornam-se cada vez maiores em produtos intensivos em conhecimento, aumentando consideravelmente a relação de setores onde a China detém participação relevante.

Em 2005, a China respondia por mais de 10% das importações brasileiras em apenas 6 se 19 setores da indústria. De setembro de 2009 a agosto de 2010, esse total aumentou para 12 setores.

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Nos últimos tempos, essa penetração acelerou-se de maneira exponencial. No acumulado de 12 meses até agosto de 2010, as importações da China atingiram US$ 21,4 bilhões, 37,2% a mais do que em todo ano de 2009.

A China passou a responder por 14,5% de todas as importações brasileiras, dobrando sua participação de cinco anos atrás.

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Para produtos intensivos em recursos naturais, o aumento foi de apenas 0,7 ponto percentual. Já em produtos intensivos em trabalho aumentou em 14,8%; e intensivo em conhecimento, em 11,1%.

Em produtos intensivos em trabalho, quase 40% das importações vêm da China. No caso de produtos intensivos em conhecimento, a participação chinesa saltou de 15,4% em 2005 para 26,4% em 2010.

No grande fantasma atual – importação de máquinas e equipamentos – a participação chinesa saiu de 4,8% em 2005 para 14,9% em 2010.

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Um dado relevante é o chamado coeficiente de importação. Ele mede a participação das importações no consumo total do brasileiro. Pega-se a produção total do país, desconta-se a parcela exportada, depois soma-se a restante com as importações.

Entre 2005 e 2010 o coeficiente de importação saltou de 14,2% para 19,8% do consumo total. É o que explica o aumento das vendas do comércio não ter sido acompanhada pelo aumento da produção industrial.

Nesse período, o coeficiente de importações de produtos chineses subiu de 1,1% para 2,9% - respondendo por um terço da variação do coeficiente total.

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Os três setores mais afetados foram o de Material Elétrico, Complexo Eletrônico e Têxteis.

Conclusão do trabalho: "A indústria chinesa tem se tornado altamente competitiva tanto com a sustentação de uma taxa de câmbio valorizado, quanto com a implementação de políticas industriais, melhoria na infraestrutura e avanço no sistema educacional". 

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Izabela Leme

Parabéns;

Olá. Meu nome é Izabela, tenho 13 anos, e preciso entender uma coisa...

 Em primeiro lugar, gostei muito da reportagem. Ajudou-me muito no trabalho que estou fazendo sobre a Relação Comercial entre o Brasil e a China.

 Em segundo, percebe-se que algumas pessoas se sentem ameaçadas pela China estar "invadindo o Brasil" com seus produtos e suas empresas. O Governo por exemplo está querendo impedir que produtos chineses entrem no Brasil. O que eu não consigo entender é POR QUÊ.

 Parece até que eles estão com medo! Vejam esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=7OmOa21nw8U

 Ele diz um pouco sobre isso que falei.

 Andei visitando alguns sites, e parece que ninguém se sente a vontade com a China, mas percebam que esse processo de Importação e Exportação estão ajudando-nos a crescer. Sem o fator empreendedor não iremos muito longe...

 E o que podemos fazer?

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+43 comentários

    Eu tenho comprado produtos chineses por falta de opção no mercado o industrial Brasileiro não está preocupado em concorrer ou ganha dinheiro no mercado financeiro.

 

Engraçado que a décadas as industrias brasileiras compram insumos e equipamentos Chineses, muitas vezes do mesmo jeito que pelo porto de Paranaguá entram as mercadorias que abastecem o Paraguai (e o Paraguai, único que trabalha honesto nessa história, é que o vilão).

A cidade onde moro vive do ramo de confecção, faz muito tempo que as empresas aqui compram as máquinas de costura asiáticas (o que fez a industria aqui dar um salto tecnológico, diga-se de passagem, ao substituir as "carroças" da singer) e os tecidos chineses.

Tudo estava certo até que começam a chegar produtos prontos da China (e pelos próprios empresários do ramo). Isso acontece em todos os setores que agora choramingam o movimento das importações. que Hipocrisia!

A China não tem problema em desvalorizar sua moeda porque lá os donos do dinheiro não são especuladores parasitas do mercado, lá a riqueza serve para investir no trabalho. 

Achei que essa reuinão dos economistas seria para supor (utopicamente) uma forma do Brasil desvalorizar sua moeda, não para melhorar o dólar ou o euro, como acontece hoje, estocando essas moedas podres, mas para melhorar e incentivar a produção. Ledo engano, desse pessoal só é ouvido quem apoia a especulação e o colonialismo.

 

Prezado Nassif:


Achei muito pertinente a sua análise sobre a invasão dos produtos chineses no Brasil e o aumento dos setores atingidos. Entretanto creio que essa invasão não esteja somente atrelada ao câmbio dos dois países mas também a outros fatores como o custo brasil e a Política Industrial.


É nesse sentido que a participação do segmento industrial no PIB brasileiro vem diminuindo dando margem a discussões sobre uma possível desindustrialização.


Os produtos chineses vão continuar entrando de forma crescente no país. Para equilibrar a nossa balança comercial o governo deve dar atenção a melhoria dos níveis de produtividade, tecnologia e competitividade das indústrias nacionais.


Nesse sentido, recentemente, escrevi um artigo intitulado A Desindustrialização no Brasil: Um processo positivo ou negativo para a economia do país?  


Grande abraço


Sergio Dias Teixeira Junior


 

 

 http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-caso-do-contrabando-de-lixo-hospital  é o endereço onde este respeitável blog trata do contrabando de lixo hospitalar contaminado, dos Estados Unidos da América, para o Brasil. Um postador desonesto mentiu insinuando que a China vende produtos baratos porque a matéria prima seria lixo hospitalar e lixo reciclável. Ora... Potências em decadência econômica podem até lançar mão desses expedientes rasteiros; mas uma potência colossal emergente igual a China, jamais, jamais, jamais deslustraria sua plena ascenção na conquista de mais e mais mercados por algo ridículo e condenável sob tododos os pontos-de-vista. Os decadentes econômicos e seus fãs precisam aceitar a realidade de que caminhamos para um Mundo multipolar, com destaque para os 5 Países do BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.  

 

Sem duvida ainda mais agora no fim de ano fui comprar um tenis nike e era importado da china que coisa , fora os outros produtos.

 

Sou do ramo do vestuário e cliente de empresas têxteis. 

Cada vez mais os representates das tecelagens estão representando importadoras de tecidos chineses.Empresas Têxteis centenárias quebraram e passaram a importar ao invés de fabricar. Desenvolvem os desenhos aqui e encomendam nas tecelagens chinesas. 

 

Quanto a confecção, cada vez mais recebo importadores. A feira FENIM de gramado foi tomada por por importadores e os stands das empresas brasileiras ficam cada vez mais vazios.

 

Cada vez mais vou comprar o produto chinês pois a qualidade e o design está melhorando a cada ano.

Meu custo para produzir uma peça semelhante pode ser a metade em alguns casos. E a mão de obra é escassa. 

 

Os empreendedores inteligentes estão importando e não mais produzindo. 

 

Se o governo brasileiro não tiver a mentalidade de  parceria com a pequena e média empresa brasileira, acho que este movimento de importação vai  aumentar cada vez mais. 

 

Simplesmente não faz sentido econômico produzir aqui o que pode ser comprado lá fora mais barato.

Manterei minha confecção pois,  tenho o diferencial do design próprio, exclusividade, mas não vejo nehum estímulo que venha do governo para isso. Nunca precisei,  opero com dificuldades há mais de 30 anos. Tenho impostos em atraso, e cada vez está ,mais difícil.   Muita gente sobrevive as custas da sonegação, que é muito ruim pois cria uma concorrência desleal. Do jeito que estão apertando acho que muitos vão desisitir mais a frente e pouco terão coragem de iniciar uma pequena indústria.

O Brasil está se tornando uma sociedade de serviços.  Deveria facilitar a vida do pequeno industrial,  pois é ele que compete com o chinêsa, não é o profissional da área de serviços.

Leio muita gente criticando os empreendedor brasileiro de uma maneira muito simplista.

O maior empreendedor do Brasil , Eike Batista  já disse. Faça algo que os chineses precisem comprar mas não seja maluco de competir com o que eles fazem.

O Brasil vai bem sim, mas a indústria , a pequena empresa que produz , não está lá estas coisas não.

 

Algo a ser entendido e debatido, na opinião de um leigo, um simples curioso:

  •  Controle da inflação = âncora fiscal x âncora cambial x âncora monetária;
  •  investimento externo x capital especulativo;
  • Cortes sociais menores x aumento da arrecadação via diminuição de isenções e combate a sonegação dos setores com maior renda/patrimonio.
  1. Devido ao ingresso de uma maior número de consumidores tanto no Brasil, quanto na China, principalmente, e Índia fala-se que todos os países vão enfrentar um ciclo inflacionário crescente para os alimentos;
  2. O atual governo esta utilizando, no seu início, voluntariamente, a âncora fiscal( corte de despesas) e monetária ( uma das maiores taxas de juros real do planeta) e, por reflexo, a âncora cambial ( decorrente da maior taxa de juros real dentre os paises mais atrativos, levando a desvalorização do dolar frente ao real)para combater a inflação;
  3. A simples queda do dolar frente ao real não consegui refletir, na mesma proporção, na queda do preço de importados e matéria prima ( Será que quando o dolar subir ao patamar do início do seu declínio, se subir, em relação ao real, os produtos importados e os componentes da matéria prima também vão subir de forma desproporcional?);
  4. Quanto menor o dolar, maior as importações e menor as exportação, gerando desequilibrio na balança de pagamento ( O grande erro de 1999, o prolongamento demasiado, similar, na lógica, ao congelamento demasiado do cruzado);
  5. O sistema de cambio brasileiro, diferentemente do Chines, segue a lógica do mercado ( procura x oferta) o que parece ser mais correto;
  6. Conclui-se, então, que esta entrando no país mais dolar que o recomendado para a estabilização da moeda num patamar  favorável aos produtos brasileiros;
  7. Do capital externo que esta entrando: uma parte é investimento ( altamente favorável, principalmente se direcionado para os gargalos da infraestrutura); outra é simplesmente especulativo( vem em busca da alta rentabilidade devido ao ganho real ( alta taxa de juros real x pouca tributação ao capital especulativo x pouco risco);
  8. Considera-se, ainda, que exportações( geram dolar para o mercado interno) e importações( geram pagamento em dolar);
  9. O equilibrio: dolar necessário ( fluxo da balança de pagamento - pagamento x recebimento-, e pagamento de dívidas em dolar, e remessa de lucros e capital, e gastos no exterior x gastos de estrangeiros no brasil) x competitividade do Brasil;
  10. A, talvés, necessária subida da taxa de juros para conter a inflação ( se for de demanda), deveria estar atrelada proporcionalmente a, também, subida da tributação e quarentena do capital especulativo, com o fito de diminuir seus ganhos reais, tornando-o desinteressante, na medida  necessária ao equilíbrio almejado no ítem 9;
  11. Ressalte-se que o atual governo, diferentemente de anteriores, e pelo que se fala, até os USA, está mantendo e ampliando, com responsabilidade, e direcionando à parte mais necessitada da população,os gastos sociais ( o que já ficou comprovado na crise de 2009/2010), esperando-se, ainda, que busque o aumento da arrecadação via diminuição de isenções e combate a sonegação dos setores com maior renda/patrimonio, para proporcionar uma diminuição geral da carga tributária, tornando o pais mais competitivo; 
  12. É sabido que a subida desmedida da lucratividade liquida, sem a devida tributação, da remessa de lucros, esta sustentando conglomerados, naõ tão lucrativos em outras partes;
  13. Nota-se, também, a desproporcionalidade entre a remuneração que o Brasil propicia ao capital externo e a remuneração que recebe em decorrencia de suas reservas. Será que na calmaria, não seria interessante resgatar parte, até um limite confiável para o "mercado" e aplicar nos gargalos dos modais da infraestrutura?
 

 

Dilma na China não mia como gato. Ruge como onça: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/04/12/dilma-na-china-nao-mia-como-gato-ruge-como-onca/

 

 

Não só produtos chineses invadem o Brasil, mas também a propaganda descarada de cidades americanas na grande mírdia, televisão - aberta e paga e noticiário das 8h, jornais - até mesmo os populares. Leilões e religiões, nem se fala.

Estamos atônitos diante de uma mírdia partido político e de propaganda negativa do Brasil e dos brasileiros.

É inacreditável o abuso, sem sequer serem incomodados por quem deve zelar pelo bom uso de concessão pública.

China é fichinha diante da lavagem cerebral diária, por meios de comunicação que, sequer, conhecem os hábitos da classe média, nova e antiga.

 

Rsrsrsr Isso é verdade, Reg. Até mesmo no ramo das produções ditas "culturais" somos importadores. Importamos formas de pensar e até mesmo de sentir, e pouca gente se dá conta disso.

 

TA NA HORAS DOS EMPRESARIO ADERIR AO MUNDO GLOBALIZADO PRODUZIR MAIS A CUSTOS MENORES E SE TONAREM MAIS COMPETITIVO,BARREIRA COMERCIAS, PROTECIONISMO E SINDICATOS SAO COISA DO PASSADO  NAO AJUDAM  SO ATRAPALHAM

 

che anhaguera

 

Tem gente aí que está criando muito história.

É muito mais simples o mero gerente desconhecer a contabilidade da empresa que se utiliza de artifícios como a triangulação com certos estados dos EUA, considerados paraísos fiscais, para diminuir a tributação interna do seu lucro.

Isso acontece diariamente, com empresas que nem imaginariam, mas acontece que a legislação internacional e acordos existentes são precários para coibir esse tipo de operação.

 

O que poderia haver, para conter avanços em certos pontos, como no caso das porcelanas paranaenses*, são barreiras técnicas, mas o Inmetro não dá conta atualmente da avalanche de solicitações. O Inmetro poderia atuar como órgão anuente, o que não acontece hoje.

 

* Análises feitas nas porcelanas chinesas detectaram um nível de chumbo muito acima do ideal e muito acima do que é encontrado nas porcelanas nacionais, fruto de um processo de fabricação de baixo custo, o que acontece com muitos outros produtos chineses.

 

 

 

Tem gente aí que está criando muito história.

É muito mais simples o mero gerente desconhecer a contabilidade da empresa que se utiliza de artifícios como a triangulação com certos estados dos EUA, considerados paraísos fiscais, para diminuir a tributação interna do seu lucro.

Isso acontece diariamente, com empresas que nem imaginariam, mas acontece que a legislação internacional e acordos existentes são precários para coibir esse tipo de operação.

 

O que poderia haver, para conter avanços em certos pontos, como no caso das porcelanas paranaenses*, são barreiras técnicas, mas o Inmetro não dá conta atualmente da avalanche de solicitações. O Inmetro poderia atuar como órgão anuente, o que não acontece hoje.

 

* Análises feitas nas porcelanas chinesas detectaram um nível de chumbo muito acima do ideal e muito acima do que é encontrado nas porcelanas nacionais, fruto de um processo de fabricação de baixo custo, o que acontece com muitos outros produtos chineses (basta procurar no Google).

 

 

Tem gente aí que está criando muito história.

É muito mais simples o mero gerente desconhecer a contabilidade da empresa que se utiliza de artifícios como a triangulação com certos estados dos EUA, considerados paraísos fiscais, para diminuir a tributação interna do seu lucro.

Isso acontece diariamente, com empresas que nem imaginariam, mas acontece que a legislação internacional e acordos existentes são precários para coibir esse tipo de operação.

 

O que poderia haver, para conter avanços em certos pontos, como no caso das porcelanas paranaenses*, são barreiras técnicas, mas o Inmetro não dá conta atualmente da avalanche de solicitações. O Inmetro poderia atuar como órgão anuente, o que não acontece hoje.

 

* Análises feitas nas porcelanas chinesas detectaram um nível de chumbo muito acima do ideal e muito acima do que é encontrado nas porcelanas nacionais, fruto de um processo de fabricação de baixo custo, o que acontece com muitos outros produtos chineses.

 

Alguma coisa precisa ser feita.Adquiri uma COLHER DE PEDREIRO numa loja de material de construção em Jundiaí interior de São Paulo e ao chegar em casa li o famoso " made in china" Repito,alguma coisa precisa ser feita...

 

Uma pergunta besta prá quem nao entende muito de cambio:

se nossa moeda está forte, porque não aproveitamos e compramos produtos estratégicos, como ouro, diamantes ou adquirimos empresas ou propriedades no exterior?

 

"Entre 2005 e 2010 o coeficiente de importação saltou de 14,2% para 19,8% do consumo total. É o que explica o aumento das vendas do comércio não ter sido acompanhada pelo aumento da produção industrial."

Nossos problemas começaram bem antes, para ser mais preciso na década de 90, com a concentração da produção de setores primários, que passaram a atuar em formação de cartel, aproveitando-se da falta de cultura em importações, decorrentes das proibições impostas na época  da ditadura, criaram barreiras técnicas e normativas desnecessárias elevando os preços no mercado interno muito acima dos praticados internacionalmente, levando os dependentes destes insumos à insolvência. Muitos dos que conseguiram sobreviver deixaram de fabricar e passaram a importar.

Como exemplo cito alguns setores como por exemplo:

1- Acessórios melálicos para artigos de couro, cintos bolsas etc.2-Artigos para escritório como clips, espirais de caderno, grampos etc. 3- Bijouterias e Aramados em geral. 4-Fixadores, pregos telas metálicas etc. 5- Porcas, parafusos,molas etc.

abçs a todos

 

 

Há alguns anos , empresários fizeram uma reunião, talvez na FIESP, com essa mesma pauta. No final foram distribuidos brindes com produtos MADE IN CHINA.

 

Querer que o consumidor seja obrigado à comprar "lixo por luxo" e pelo dobro ou triplo do que vale lá fora não é uma estratégia comercial muito inteligente, mas é o sonho molhado dos empresários brasileiros e inclusive eles praticam isso diariamente sempre que podem (e geralmente quando não podem também).

O câmbio é um fator importante sem dúvida, mas francamente, quando irão parar de usar o mesmo como muleta para explicar as aberrações que são praticadas na nossa terrinha?

O consumidor não é "gado" que pode ser forçado à comprar esse ou aquele produto contra a vontade, se existe uma alternativa mais barata e que cumpra os requisitos do comprador, ele vai atrás dessa alternativa e o empresário fabricante do "lixo por luxo" vai devidamente ficar chupando o dedo. Quem vai comprar por exemplo o LIXO que a Positivo Informática monta? É preferível gastar o que seria gasto em um Positivo em um equipamento muito superior e pasmem - pelo mesmo preço.

Enquanto o empresariado brasileiro não revogar a maldita Lei de Gérson, irão continuar patinando sem chegar a lugar algum.

 

Certíssimo,Daniel.

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Antes tarde do que nunca... até que enfim estão acordando!

 

Acho que um grande problema é falta de conhecimento gerencial de grande parte dos deniminados empreendedores brasileiros.

Há alguns anos era divulgada pesquisa sobre quantas empresas sobreviviam após três anos de funcionamento. Seria interessante que se fizesse um estudo aolongo dos oitos anos para sabermos como está a saúde das empresas.

Muitos empresários não integralizam o capital social; retiram prolabore indevido e confundem o patrimônio da empresa com seus próprios. Desta forma, muitas empresas tornam-se insolventes enquanto seus sócios enriquecem. Depois sobram para os trabalhadores; fazenda pública e previdência social.

Há ainda o caso das grandes empresas familiares que chegam às mãos da terceira geração e são vendidas a estrangeiros ou empresas com administração profissional antes de falirem. Exemplo: pequenas e médias redes de lojas.

O câmbio e o dumping são apenas alguns dos fatores que afetam as empresas, mas serve para colocar a culpa sempre no inimigo externo e justificar a incapacidade gerencial de muitos.

 

@RivaldoMoraes (twitter)

Alias, o que eu vi de "tecnologia" da Zona Franca ate hoje --que consiste de eletrodomesticos-- nao chega sequer a 1982.  Nada se modificou la?

 

"um grande problema é falta de conhecimento gerencial de grande parte dos deniminados empreendedores brasileiros":

Eh um problema aa parte, Rivaldo, como tambem eh o problema da altissima "mortalidade" das microempresas.  Nao ha qualquer pais no mundo cuja populacao, dado a escolha, compre produtos mais caros ao invez dos mais baratos.  Todos os paises do mundo que lutaram contra o fregues perderam disparado.

Se eh a China hoje, porque nao podia ter sido a Zona Franca?

Isso vai pra qualquer pais do mundo e seu relacionamento com qualquer producao nacional/local, alias, desde eletricas ate fabricas de sapato.  Se nao tem dinheiro e produto para exportacao simultanea, vai todo mundo aa falencia mais cedo ou mais tarde.

 

Nassif,discordo parcialmente da sua análise,que fora o parágrafo final,aonde você conclui uma verdade absoluta,o restante da análise peca por repetir a cantilena dos nossos incompetentes empreendedores,que ao invez de "arregaçar as mangas"e partir para o enfrentamento da concorrencia,aceitando uma diminuição inicial de lucros,porem acreditando num aumento gradativo destes lucros,com a produção e a venda em escala,assim como fazem atualmente os chineses.

O governo brasileiro,já demonstrou que está disposto a desonerar a produção e a venda dos produtos brasileiros,como fez com os autos e alguns ítens da linha branca e os materiais de construção,no ano passado e início deste,entretanto não houve da parte da indústria brasileira nem da comercialização destes produtos,na mesma proporção da União,nem das Secretarias de Fazenda dos Estados,e o que poderia ser o início de uma estratégia vencedora,deu nágua.

Claro que ainda temos muitos gargalos a serem defenestrados,no setor industrial,porem o maior deles,é a eterna dependencia da nossa indústria em querer manter uma alta rentabilidade e querer um retôrno rapido e não a longo prazo.

O câmbio não justifica tudo. É necessário rever nossos métodos e "sentar-se em volta de uma mesa"com as autoridades tributárias,para que todos aceitem perder um pouco agora,para que num futuro a médio e longo prazo,evitemos que os países industrializados.afoguem-nos,como ora acontece.

Se a indústria chinesa conseguiu,mesmo com os subsídios do Estado,porque não conseguiríamos,se aqui temos a matéria-prima,a melhor mão-de-obra,e um mercado consumidor ávido para consumir o produto nacional,e que só compra o importado porque o seu preço é interessante ?  

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

"governo brasileiro,já demonstrou que está disposto a desonerar a produção e a venda dos produtos brasileiros":

O governo mentiu.  Vide comentario do Roma la em cima.

 

Você e outros vários comentaristas aqui estão esquecendo o ponto principal, o câmbio desvalorizado chinês e o real supervalorizado, e valorizando o secundário, a eficácia industrial nacional.

 

Com o câmbio chinês do jeito que esta não há eficácia que resolva amigo.

 

Paulo,é a velha fábula,do cão que persegue a própria cauda,querendo comê-la,e não conseguindo o intento.

Se a equipe economica der umas "canetadas"e desvalorizar artificialmente o nosso Real,concomitantemente estará valorizando o dólar e outras moedas,inclusive o yuan chinês,e aí o monstro da inflação ressuscitará,e tudo voltará àquele tempo da paridade cambial,quando o poder de compra dos nossos salários,perdia a corrida contra a inflação.

Repito: o que falta efetivamente no Brasil,é empreendorismo e coragem para enfrentar os tigres asiáticos,com a mesma arma deles: ganhar em escala.O governo não deve interferir no câmbio nem no mercado interno e nem na iniciativa privada,O que ele está fazendo e deve continuar fazendo,é deixar que o mercado flutue livremente e acerte-se sem a ingerencia do Estado. Afinal não somos uma economia de mercado ?

Aonde estão os empreendedores ?

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Não sou nehum empreendedor, mas conheço alguns. Um deles possui uma rede (7) restaurantes de self service. Além do problema de mão de obra -isso eu noto pelos atendentes que estão sempre mudando - o que ele mais reclama é do que paga de imposto. Hoje para empreender se não tiver muuuuita certeza você quebra bonito.

 

"o que ele mais reclama é do que paga de imposto. Hoje para empreender se não tiver muuuuita certeza você quebra bonito":

Deve ser por isso que BH ta cheia de restaurantes de 15, 20, 25 dolares por pessoa, como se fosse a coisa mais normal do mundo.  (ja estava em 94)

 

não são só os produtos chineses que estão invadindo...

 

as empresas chinesas tb

 Estatal chinesa adquire 7 empresas de energia elétrica no Brasil

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idnoticia=20101221105...

 

A estatal State Grid Corporation of China (SGCC), a maior companhia elétrica do país asiático, anunciou ter completado a compra de sete empresas brasileiras do setor por US$ 989 milhões (R$ 1,688 bilhão), informou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias Xinhua. As sete concessionárias de transmissão elétrica que a SGCC adquiriu eram controladas por um consórcio das espanholas Cobra, Elecnor e Isolux.

 

Caros Nassif e amigos do blog:

Vou contar o milagre (ou a maldição), mas não digo o nome do santo:

Conheço um cara que é gerente industrial de uma empresa têxtil. Este cara foi para a China, em uma feira mundial de equipamentos industriais). Comprou um tear (sucata pura, obsoleto, manja quando você faz um upgrade no seu computador e fica com aqueles refugos que ninguém quer?), comprou o troço e fez uma triangulação: enviou para uma empresa sua nos EUA, de lá "importou" para o Brasil o tear usando grana pública (BNDES), a um preço 5 vezes o que pagou na China (pagou a maquina e vai pagar a grana pública que tomou a uam taxa anual de 2.8%.

Depois de ouvir isto, eu pensei: não são só banqueiros e agentes do mercado financeiro uns tubarões, como Marx (eu acho) disse, capital não tem pátria

 

A absurda falta de conhecimento do funcionamento do comercio exterior cria lendas como esse comentário.

Vamos por partes:

1- Qual a necessidade de "triangular" a importação via EUA?

Podemos importar máquinas usadas de qualquer pais, e os EUA são os piores para isso pelas suas restrições internas alem dos problemas de logistica (se quiserem eu explico), desde que:

2- A Abimaq autorize.

3- A Camex autorize.

E obter as Licenças de Importação para isso não é fácil, ainda mais para teares que são hoje o feijão com arroz das máquinas.

Pode ser que venha aquela afirmação: Foi todo mundo comprado, os engenheiros da ABIMAQ e os conselheiros da CAMEX.

4- Qual a linha de crédito do BNDES para importação de máquinas novas ou usadas (a não ser que façam parte de projeto de interesse nacional como uma hidroelétrica)?

Não existe!

Então virá uma nova possibilidade:

O tear foi maquiado pelo fabricante que trocou a placa de identificação, alterando o ano de fabricação e introduzindo um número de série inexistente naquele ano, com isso passou a ser uma máquina nova (se nova, para que os EUA na história?), com isso o controle de produção na China foi corrompido (com uma boa caixinha claro), o armador do navio que embarcou uma máquina usada como nova (mais uma caixinha), o Auditor Fiscal no Brasil, que junto com o engenheiro perito fecharam os olhos (mais uma caixinha), e por ai vai.....

5- Como a máquina foi faturada pelo sextuplo, a empresa brasileira lá nos EUA teve que forjar uma Commercial Invoice, documento esse que embasa inclusive os fechamentos de câmbio. Será que os Bancos tambem receberam uma caixinha para facilitar?

Pois é

Perdoem-me se fui chato, mas tudo tem limite.

 

 

Acho que está criando muito história.

É muito mais simples o mero gerente desconhecer a contabilidade da empresa que se utiliza de artifícios como a triangulação com certos estados dos EUA, considerados paraísos fiscais, para diminuir a tributação interna do seu lucro.

Isso acontece diariamente, com empresas que nem imaginariam, mas acontece que a legislação internacional e acordos existentes são precários para coibir esse tipo de operação.

 

 

Acho que está criando muito história.

É muito mais simples o mero gerente desconhecer a contabilidade da empresa que se utiliza de artifícios como a triangulação com certos estados dos EUA, considerados paraísos fiscais, para diminuir a tributação interna do seu lucro.

Isso acontece diariamente, com empresas que nem imaginariam, mas acontece que a legislação internacional e acordos existentes são precários para coibir esse tipo de operação.

 

O que?????? centrais sindicais que agrupam interesses de categorias vão querer gerir nossa autonomia para comprarmos produtos xing-ling? Isto é uma censura, uma ditadura, inadmissivel ... o consumidor tem o direito sagrado de comprar o que quiser aonde quiser....vamos ao inves disso gritar para os lobos de Brasilia pararem de aumentarem impostos, criarem novos impostos, e ineditamente exigir que mandem despedir do cabide de empregos o namorado da neta de Sarney , que no Senado nunca botou os pés.... e aproveitando os outros milhoes de cabides de empregos para parentes, acharcadores e cumpanheiros, que sem qualquer atividade profissional definida, ou habilidade intelectual, passam, de um instante para outro, a serem doutores, porque estão mamando nas tetas do governo.... haaaa, mas isto não dá pra fazer né? Voce sabe com quem esta falando?   

 

CAROS COLEGAS, esse é o caminho mas, teremos de percorre-lo todos juntos : uma nação inteira e o mais rápido possível!!

 

produtos chineses não invadem o Brasil como se fossem ETs!!! os brasileiros estão comprando produtos chineses!!! é baratinho e bom!!! isso é livre comércio!!! precisamos de brasileiros com empreendedorismo e criatividade para fabricar produtos concorrentes!!! e os chineses já estão chegando com seus espetaculares automóveis baratinho baratinho!!! eu quero um! (observação: o tijo de vidro mais barato no Brasil é o chinês! é produto pesado e os nossos colegas chineses conseguem mandar de navio prá nós, com custo de frete, seguro etc e tal custando a metade do preço dos nacionais!!!).

 

Os produtos chineses são baratos, mas não bons. Todas as boas marcas que começaram a ser produzidas na China comprometeram a qualidade de seus produtos. Os produtos chineses não prestam! Eu prefiro pagar mais caro por um produto melhor do que pagar barato por lixo reciclado.

 

Achei o link do artigo em que se baseia a coluna:

 

http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias...

 

e quem vai pagara conta?

OLHA  ..SEM impostos  ..o brasileiro tem a telefonia fixa, celular, internet e CABO das mais caras do MUNDO  ..quer em US$ como frente a RENDA

De outro lado tb pagamos mais pelos mesmos veículos  ..dos juros mais altos do mundo  ;;dos mais caros medicamentos e ALIMENTOS

O IPAD de entrada esta sendo adquirido nos EUA por cerca de R$ 800  (EUA, um país pobre) ..e aqui, o desgraçado chega a R$ 1.600

..fora que NÃO recebemos dos maiores salários  ..que aqui o clima ajuda a ano todo ..que já temos mercado e escala

..verdade, o pedágio de SP tb não ajuda  ..mas

sinceramente  ..este tipo de apelo, CHORÃO, sem o devido respeito  e contrapartida dada ao consumidor  que vive alijado em seu poder de compra ..honestamente, assim jogado, não me convence não

VIVA A CHINA !!  ..pois se não fosse ela SEQUER (que compra nosso ferro e produz aço pela metade do preço  ..dããã)  não fosse ela nem telefonia tinha deslanchado, na velocidade que o fez,  por aqui

 

as lampadas flc som fabricadas na china. mas a flc faz de tudo para esconder isto. a procencia no figura em nada e o comercial de lima duarte induz ao erro. isto? e legal voce comprar um produto e empresa sonegar a procedencia 

 

Certíssimo Roma,só discordo de você,no que concerne à carga tributária brasileira. Ela não inibe a produção nem a alavancagem da indústria. Garanto-lhe que mesmo que a União desonere totalmente este setor,os nossos empresários não repassarão os descontos tributários dos preços finais,como ficou comprovado acontecida há pouco. Seria apenas mais uma maneira do mau empresário ganhar mais.

Na China,os órgãos oficiais fiscalizam criteriosamente a produção,e exigem que os subsídios sejam repassados ao consumidor e nas exportações. Porque não fazemos o mesmo ?

Não falta vontade política,falta comprometimento empresarial.

Discutiremos mais a respeito,quando nos encontrarmos no Alemão,semana que vem.

Estão convidados para tal discussão,os economistas do blog,aí incluído o dono do blog.

 

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.