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A literatura infantil afro-brasileira

 Por uma literatura sem racismo18/04/2011 - 16:52

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No Dia Nacional do Livro Infantil, a campanha Por uma infância sem racismo promove ação de valorização da literatura infanto-juvenil afro-brasileira e indígena

Brasília, 18 de abril – Neste Dia Nacional do Livro Infantil, a campanha Por uma infância sem racismo promoverá uma ação de valorização da literatura infanto-juvenil afro-brasileira e indígena.

Ao longo do dia, o blog da campanha www.infanciasemracismo.org.br divulgará artigos de especialistas no tema e informações sobre livros e livrarias onde essas obras podem ser encontradas. No twitter, o @unicefbrasil também divulgará notícias e realizará sorteio de livros com a hashtag #literaturasemracismo.

Nas últimas duas décadas, foram lançados diversos livros dedicados a estimular crianças e adolescentes a aprender o valor das diferenças étnico-raciais. São obras e referências que, cada vez mais, estão contribuindo para o desenvolvimento psicossocial e cultural de meninas e meninos no País.

O direito a aprender é garantido a cada criança e a cada adolescente. Por meio da leitura, crianças reinterpretam a realidade, aprendem novos valores e entram em contato com a sua própria cultura. O direito a conhecer e a ouvir múltiplas histórias amplia suas perspectivas e aprendizados, contribuindo, assim, para a construção de uma sociedade mais igualitária.

A ação faz parte da campanha Por uma infância sem racismo, lançada pelo UNICEF e seus parceiros para alertar a sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência. Baseada na ideia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a garantir direitos de cada criança e de cada adolescente no Brasil.

Participe dessa ação e ajude a divulgá-la! Estimule a leitura de histórias sobre a diversidade étnico-racial entre as crianças e os adolescentes!

Mais informações:

Assessoria de Comunicação do UNCEF

Estela Caparelli

E-mail: mecaparelli@unicef.org

Telefone: 61 3035 1963

Pedro Ivo Alcantara

E-mail: pialcantara@unicef.org

Telefone: 61 3035 1983

Estela Caparelli

Communication Officer

UNICEF Brazil

Telephone: 55 61 3035 1963

Facsimile: 55 61 3349 0606

E-mail: mecaparelli@unicef.org

Leia materia completa: Por uma literatura sem racismo - Portal Geledés 

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Comentários

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18 de abril é dia do livro porque é o aniversario daquele cujas obras certos mequianos queriam que viessem com uma tarja de advertência.

No mais, acho que criar uma cultura de leitura entre as crianças brasileiras é algo muito bom. Quem discorda?

 

Te referes ao racista Monteiro Lobato, aquele que lamentou que, no Brasil, não houvesse a Ku Klux Klan? O do Presidente Negro?

Os livros dele deveriam vir com um brinde: Minha Luta, de Adolf Hitler! Para "educar" a juventude!

 

Assim tb nao! Concordo com o MEC quanto a nao patrocinar a distribuiçao de um livro que tem frases racistas; e tem mesmo. Agora, para leitores brancos, da época, Lobato foi uma bênçao. Abria a cabeça das crianças, mostrava para as crianças com que artifícios os adultos manipulam crianças, desconstruía a mentalidade opressiva da Igreja Católica e da retórica de terceira. Despertava o interesse pelo conhecimento, e um verdadeiro nacionalismo, nao ufanista: um nacionalismo que partia do reconhecimento dos problemas do país, e despertava o interesse pela sua resoluçao. Muitas vezes me pensei se a geraçao de 68, pelo menos parcialmente, nao foi um produto da leitura de Lobato. A mim, fez minha cabeça para sempre.

Tb na literatura infantil o racismo existe, mas é episódico. Há vários aspectos anti-racistas na obra. Há um diálogo de D. Benta com Pedrinho que acho super claro a esse respeito. Pedrinho pergunta para a avó qual era a raça superior. D. Benta responde: é a ariana, meu filho. Mas logo depois acrescenta: bom, isso é o que dizem os historiadores, que sao todos arianos. E conta para Pedrinho uma fábula, em que um leao passa por uma cidade e vê uma estátua de uns caçadores matando um leao, e pensa: muito diferente seria essa estátua, se os leoes fossem escultores...

Claro, é algo indireto, que talvez as crianças nao notem, ao passo que os traços racistas sao mais claros e concretos. Mas compare com Viriato Correia, em Cazuza: há um discurso laudatório e retórico sobre a gratidao que o Brasil devia aos negros, que carregaram o desenvolvimento do país nas costas. Até aí, por mais criticável que seja a retórica barata, OK. Só que o discurso É O MESMO do que é feito, com umas 15 páginas de diferença, em relaçao ao BURRO: tb o Brasil lhe deveria gratidao, etc e tal. Prefiro o estilo de Lobato, é muito mais propício a criar consciência crítica.

Agora, isso nao quer dizer que eu ache que se deva dar Lobato para as crianças de hoje, ainda mais se forem negras. E nao só pelo racismo, mas pela linguagem, que envelheceu -- época, era revolucionária, atacadíssima pelos professores de Português; às crianças de entao se dava Olavo Bilac e Coelho Neto! (argh!); e pelo fato do mundo da obra ser muito afastado do das crianças de hoje.  

 

 

 

Uma sinopse dessa "obra-prima" do "bigodinho" ariano (eu sempre desconfiei daquele bigodinho: agora, já sei a inspiração!):

http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Presidente_Negro

Re: A literatura infantil afro-brasileira
 

O Bolsonaro não vai gostar nada  desses livros, na primeira oportunidade, ele irá para a tribuna falar as merda que ele está acostumado.

Que não precisa desses livros, porque o Brasil não é racista nem homofóbico.

 

gAS

 

Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Grande campanha. E nao é só a questao do racismo. Uma das coisas mais indispensáveis para a gente tentar ir contra esse belicismo que está tomando os jovens e essa anti-cultura de merd* que nos rodeia seria a criaçao de histórias, filmes e músicas para crianças, engraçados, sem moralismo, mas com valores de solidariedade, amizade, etc. Com atividades lúdicas que nao sejam atropelar velhos e coisas assim. Jogos realmente criativos.