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A mãe de toda corrupção

Coluna Econômica

Deixo de lado, por um dia, a série sobre modelos de desenvolvimento, para falar de tema central, no combate à corrupção no país: o financiamento privado de campanha.

Nos próximos dias começará o julgamento do “mensalão” – o sistema de financiamento de campanha do PT e partidos aliados, denunciado por Roberto Jefferson. Não há provas de que tenha sido um pagamento mensal por compra de apoio. É mais o apoio financeiro às campanhas políticas de aliados.

Mesmo assim, não deve ser minimizado, desde que se entenda que é algo que ocorre com todos os partidos e todas instâncias de poder.

***

O país avançou enormemente na luta contra a corrupção. Dispõe de um conjunto de organismos funcionando, como o TCU(Tribunal de Contas da União), a AGU (Advocacia Geral da União), o Ministério Público, a Polícia Federal. E, agora, a Lei de Transparência, obrigando todos os entes públicos a disponibilizarem suas informações na Internet.

***

Mas o ponto central de corrupção – o financiamento privado de campanha – continua intocado.

Por que ele tem essa importância?

O primeiro círculo de controle da corrupção é do próprio partido. São políticos vigiando correligionários.

Com o financiamento público de campanha e o Caixa 2, a contabilidade vai para o vinagre. É impossível controlar o que vai para o partido ou para o bolso dos que controlam as finanças partidárias.

***

O mesmo ocorre na administração pública. A sucessão de convênios firmados por Ministérios com ONGs aliadas é efeito direto desse modelo.

Mas não apenas isso. Tome-se o responsável pela aprovação de plantas na Prefeitura de São Paulo. Durante anos e anos prevaricou. Para tanto, desobedecia as posturas municipais. Por que não foi denunciado por subordinados? Justamente por não saber se era iniciativa pessoal sua ou a mando do seu chefe, ou do chefe do chefe. Tudo isso devido ao financiamento privado de campanha.

***

Essa prática nefasta acabou legitimando (embora não legalizando) vários tipos de golpe em todas as instâncias administrativas, em todos os quadros partidários.

Liquidou não apenas com a ética partidária mas com a própria democracia interna dos partidos. Na composição dos candidatos ao legislativo, tem preferência quem tem acesso a financiadores de campanha. E a conta será cobrada depois.

***

Os desdobramentos se dão não apenas no âmbito da política, mas do próprio crime organizado.

A falta de regras faz com que pululem irregularidades em todos os cantos – desde meros problemas administrativos até escândalos graúdos.

Em parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, por exemplo, a revista Veja montou uma verdadeira máquina de arapongagem em Brasilia, que servia não apenas para vender mais revista, criar mais intimidação, como para outros objetivos ainda não completamente esclarecidos.

Em muitos casos, levantavam-se escândalos com o único propósito de afastar quadrilhas adversárias de Cachoeira.

As revelações de ontem – do portal G1, da Globo – de que a namorada de Cachoeira chantageou um juiz (dizendo que tinha encomendado um dossiê para Veja) é demonstração cabal de como a corrupção entrou em todos os poros da vida nacional.

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+101 comentários

O financiamento publico de campanha pode funcionar na Suiça mas no Brasil alem de receber do governo, vão continuar com  o Caixa 2, 3 e 4 sou contra.

 

Teremos todas as oportunidades nos próximoa dias pelo SFT em ver a Corte julgar a MÃE...

.....A MÃE de todos os escândalos pelo PT que assolaram o mundo.......

Aos Mensaleiros todas as cadeias.........

 

 

O problema é muito mais complicado. Na campanha do PT, em 2002, ficou claro que, quando se percebeu que o “Lulinha paz e amor” teria muito voto (diferente do Lulão de voz arrastada e do partido no qual trabalhador só votava em trabalhador), choveu dinheiro na horta do PT. As mesmas empresas que faziam doações para o PSDB passaram a contribuir, em muito maior volume, para o PT.


As grandes empresas prestadoras de serviço e tocadoras de obras públicas, que não estão firmemente alinhadas com seus políticos “preferidos” (tipo mídia partidarista), não têm ideologias. Correm atrás e apoiam quem tem mais chance de vencer.


Como é impossível cortar a gordura de obras públicas, necessária para o lucro do proprietário e para as suas generosas doações (caixa 2, 3,... mil), só se resolverá o problema quando se conseguir uma sistemática de realização de obras e prestação de serviços públicos irrepreensível. O que acho bastante difícil de alcançar.


Quando se centraliza a gestão, os valores ficam estratosféricos e passa-se a depender de megas-empresas, nas quais o acompanhamento da qualidade das realizações fica quase impossível. Quando se descentraliza a gestão, depende-se da conduta irrepreensível de milhões de cidadãos que “adoram levar vantagem”...

 

Diria que esse é o grande desafio das democracias no mundo. As vezes parece que estamos ilhados neste problema. Mas quanto custou a campanha do Obama? E a do Bush? Quem as financiou recebeu algo em troca? O Sarkozy esta sendo investigado justamente por essa relação promiscua com a iniciativa privada.

O pior é que o caixa 2 a direita faz para atender seus interesses econômicos, a esquerda diz que faz para poder competir com a direita e que é tudo em prol do financiamento das campanhas, mas seus agentes acabam se lambuzando também.

Ou seja, o ponto central de qualquer reforma política no país é o financiamento das campanhas.

 

A propósito de democracia, eleições e financiamento de campanhas, transcrevo trecho de um ensaio que publiquei em meu blog, através do qual advogo que a mais pura forma de democracia jamais será alcançada através de eleições. Proponho, assim, a extinção do sufrágio universal e uma nova e absoluta forma de democracia: o sorteio. Transcrevo:

 

"...é aproveitando a deixa de Paulo Ghiraldelli Jr que pretendo desbanalizar, refletir, sobre uma coisa extremamente banal que, por isso mesmo, não é muito discutida: as eleições. Mais especificamente, sobre a validade das eleições como termômetro confiável da existência de democracia. Penso que há algo de muito errado na democracia e na sociedade fundada na livre iniciatiava do capital quando se constata que esse modelo permite apenas a uma parcela infinitesimal da população participar efetivamente do comando da riqueza e, via de consequência, da política. Ou não? A tradicional definição de democracia é “governo do povo” ou o sistema onde cada um dos cidadãos pode participar do governo, se assim desejar. Democracia não é, simplesmente, o permissivo legal de “votar e ser votado”. Democracia é o sistema político onde cada um do povo possui iguais liberdade e oportunidade de efetivamente participar do governo. Onde essa igualdade de condições inexiste, igualmente inexistente será a democracia. E a verdadeira democracia jamais conseguirá se desenvolver de forma plena num ambiente onde o poder econômico é privilegiado na escolha dos representantes políticos. Não é preciso muita abstração para conceber que os ricos tentarão, sempre e a todo custo, não somente conservar sua riqueza, como aumentá-la ao máximo. Observe o seu próprio íntimo. O que você faria se fosse multibilionário? Protegeria o seus bilhões? A resposta honesta a essa pergunta é: sim, você faria tudo para proteger o seu patrimônio e para ficar cada vez mais rico. Não se envergonhe. Isso é da natureza do ser humano. Trata-se de algo atávico, instintivo, formado por milhões de anos de evolução. Não é racional. Da mesma forma que você faria, os reais bilionários também o farão e o farão através da política, por meio da eleição de pessoas que se comprometam com eles, com o seu propósito. Imagine a seguinte situação hipotética: você vai a um médico, com doença potencialmente fatal, e fica sabendo, depois da consulta, que a maior parte dos rendimentos dele provém de uma determinada fábrica de remédios, pagos para ele receitar os remédios que ela fabrica. A sua vida depende de um remédio que funcione. Qual será a sua confiança nesse médico e em sua receita, que prescreve justamente um remédio daquela fábrica? Creio que a maior parte das pessoas, cautelosamente, buscaria uma outra opinião. Essa mesma situação é vivenciada na política. As empresas em geral, mas principalmente as do setor financeiro (bancos e seguradoras) e as grandes empreiteiras, custeam, virtualmente, cem porcento das campanhas eleitorais, direcionando todo esse maciço de dinheiro para os candidatos que representam os seus próprios interesses. Por que o fazem? Para garantir que eles sejam os eleitos. Após a eleição, os políticos eleitos passam a agir como seus procuradores nos poderes da República. E os candidatos eleitos que, de alguma forma, conseguiram escapar desse círculo, elegendo-se sem apoio empresarial, são assediados pelos lobistas dessas mesmas empresas, que trocam o apoio deles para seus projetos por algo que os interesse. Dinheiro, no mais das vezes. E não criem ilusões. Não há nenhum sistema político no mundo, nem nunca existiu, que iniba essa interferência econômica no ambiente político. Inclusive porque o Estado, desde o princípio, nada mais representa do que o meio histórico através do qual os ricos, donos do capital, controlam o sistema social e político. Sempre foi assim, mas pode mudar. Primeiro, é preciso que passemos a acreditar, racionalmente, que onde está o interesse do capital, não está o nosso interesse, o interesse do maciço da população humana. O interesse do dono do capital é ampliar esse capital, o máximo possível, evitando que outras pessoas o façam. E isso se faz de uma só maneira: transferindo o dinheiro que está no bolso das pessoas para o bolso deles. Em outras palavras, o capitalismo não é um sistema econômico que busca privilegiar a democracia, porque o interesse do capital é oposto ao interesse do povo. O povo quer o bem-estar social, que custa muito dinheiro aos governos, enquanto o capitalista quer todo o dinheiro somente para ele. A democracia, por definição, é altruísta, almeja o bem geral. O capitalismo, também por definição, é egoísta, busca a riqueza individual. São, portanto, incompatíveis e, por isso mesmo, o dono do capital, como mero indivíduo, um ser humano único como todos os demais, deve ter exatamente a mesma influência política que todos os demais indivíduos da população. A sua propriedade, o capital, não pode servir como alavanca ampliativa de seu poder político. Segundo, é preciso mudar radicalmente o sistema político democrático, para um modelo jamais experimentado antes. Isso porque não existe exemplo histórico de autêntica representatividade popular democrática. E só há um meio eficaz, revolucionário, de evitar que o capital continue a controlar a política. E esse meio é a total e completa extinção das eleições como meio de seleção dos integrantes do governo. Sim, porque não há forma de controlar a preponderância dos interesses do capital sobre os interesses do povo. Nem mesmo o financiamento público das campanhas é capaz disso, pois esse modelo não inibe a influência do capitalista e de seu dinheiro, de forma sub-reptícia, no processo eletivo, seja através dos famosos caixa dois de campanha, seja diretamente no partido político, antes das eleições, no processo de criação do próprio partido e na escolha das candidaturas. Por conta disso, vislumbro apenas um modelo que impede de forma absoluta a influência do capital e torna, de fato, todos iguais no processo de escolha dos representantes do povo: o método do sorteio, cumulado com concurso público, para mandato único. Resumidamente, trata-se de escolher por sorteio, dentre todos os eleitores cadastrados, de determinado múltiplo de eleitores para cada vaga pública, os quais realizarão prova de capacitação mínima. Os aprovados nos primeiros lugares são investidos das funções públicas para mandato único e total impedimento de aumento da riqueza familiar durante o período do mandato. Todos os eleitores são cadastrados em escritórios ou cartórios eleitorais. Assim, em tese, basta que os cidadãos interessados em participar ativamente do Governo declarem essa intenção ao cartório eleitoral, que fará o sorteio dos cargos dentre todos os eleitores que demonstrarem o mesmo interesse e possuírem passado ilibado, sem condenação criminal. A prova de capacitação, para garantir o direito democrático de participação, mas também que o Estado não será composto por pessoas sem a mínima condição de raciocínio próprio, deve buscar no candidato a sua capacidade de interpretação de textos e de acontecimentos, a sua sabedoria social e política, e não um conhecimento específico dessa ou daquela área do saber humano. O mandato único, de quatro, cinco ou seis anos, aumenta a possibilidade de participação dos cidadãos no governo e impede a formação de políticos profissionais. Não existem salvadores da pátria e ninguém é insubstituível. Um país com milhões de habitantes necessariamente possui uma parcela considerável de pessoas aptas ao exercício do poder. E a participação política é um direito-dever do cidadão, de modo que a possibilidade de exercê-la deve ser ampliada ao máximo possível de indivíduos. Por fim, o total impedimento de aumento da riqueza familiar durante o período do mandato é imprescindível para evitar as tentações do poder. Se o candidato souber, de antemão, que toda e qualquer riqueza auferida durante esse período por ele próprio, por sua esposa ou por seus filhos, maiores e menores, será confiscada se não provier do salário pago pelo Estado, a tentação provocado pelo lobby empresarial será exponencialmente reduzida. Pode-se pensar em algo como a família inteira deixar as suas atividades laborais, com suspensão dos contratos, durante o mandato, recebendo compensação equivalente do Estado. Segundo creio, esse modelo, completamente diferente de tudo que historicamente já foi pensado sobre a participação democrática dos cidadãos na política, será capaz de dar nova feição ao ambiente político moderno, hoje quase completamente sufocado e corrompido pela expressividade do poder econômico. Parodiando a célebre frase de campanha de Obama, sim, nós podemos mudar. Basta a coragem de pensar sobre o banal, assumir a necessidade de mudá-lo e aceitar o desafio do novo".

 

Claro que é apenas um ensaio sem aprofundamento do tema. Pretendi apenas evidenciar o mau hábito que temos de achar que o que está aí é inescapável e que não existem alternativas melhores. Sim, elas existem. Mas são muito diferentes do que vivenciamos, o que exige coragem para modificar o antigo e encarar a novidade.


Texto integral aqui: http://marciovalley.blogspot.com.br/2011/11/o-fim-das-eleicoes.html

 

 


A mãe de toda corrupção é a ambição pelo poder.


 Não adianta mudar as leis.


  É o ser humano que precisa ser mudado,tendo em mente outros valores.


    Porque os valores atuais já nascem corrompidos geneticamente.

 

 Não existe no Brasil de hoje, HIPOCRISIA maior ( olha, que não é fácil não ) do que os gastos de campanha eleitoral. TODO MUNDO sabe que se você conseguiu mandato de deputado estadual, gastando menos do que 1 milhão, PARABÉNS, sua popularidade é um fenômeno. Só que seus proventos integrais, durante TODO mandato, não vão chegar nem perto disso. PRECISA FALAR OU ESCREVER MAIS ALGUMA COISA ? SERÀ QUE FICAMOS CADA VEZ MAIS IDIOTAS ? E o que é pior, essa distorção inconcebível, só favorece a elite, e mais ninguém. Quem tem grana é quem elege, o que mais pode acontecer depois ?

 

É uma pena constatar o conceito generalizado que é dado à nossa imprensa .  A instituição é praticamente considerada  inidônea pelos próprios profissionais que nela exercem ou exerceram sua profissão.No caso da corrupção em nosso país, por exemplo,  não se credita aos nossos meios de comunicação tradicionais, algo minimamente relevante de sua colaboração visando o  combate às ilegalidades.

 

Pela segunda vez, em 12 anos, Londrina amanheceu sem prefeito. No ano de 2.000 d.c. Antonio Casemiro Belinati inaugurou a série; ontem (30/07/2012) o vencedor, em terceiro turno, das eleições de 2010, Homero Barbosa Neto, teve seu mandato cassado por 13 dos 19 vereadores do município.

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--4263-20120731

 

Nassif,

O financiamento privado é apenas uma das pernas. A outra é a relação legislativo-executivo. Eleger deputados e senadores com poder de mando no poder executivo é um negócio da China. Sem isso não haveria tanto estímulo para o "investimento" em eleições. Ficaríamos no "simples" lobby por legislação, mas não no balcão de negócios.

O financiamento público também tem seus problemas. Um deles é a apropriação de dinheiro público pelos partidos. É o que acontece na Itália, onde a máfia já se infiltrou no Estado.

 

Discordo que esta seja a mãe de todas as corrupções. Talvez, para os partidos de esquerda e marinheiros de primeira viagem sim, os financiamentos de campanha são o grande dificultador e entrave para suas candidaturas. Já para os raposões velhos demotucanos, mentores e pais de todo tipo de corrupção que se estende por décadas, a AMBIÇÃO sem limite,  a soberba, o egoísmo e a sede de poder são os motivadores e desencadeadores da corrupção generalizada que contamina os governos desses partidos (DEM e tucanos, ex-PFL, ex-PDS e aliados). Bando de hipócritas.

 

Primeiro que as escutas das 2 (e não 200!) ligações entre Policarpo e sua fonte não indicaram nada além de relação fonte X jornalismo, como disse Kennedy Alencar ontem na CBN e já foi amplamente colocado... essa ilação portanto não se confirma - ainda.

Agora achar que colocar mais dinheiro público no saco sem fundo da política evitará que políticos e empresários deixem de ser inescrupulosos e de utilizar caixa 2 (que já é proibido pela lei hoje) aí já é ingenuidade....

 

Ora, ora, ora...............não existiria, por acaso, fonte menos poluída do que essa escolhida por esse jornalista?

Aqui e ali até aceita-se que se faça uso de fontes menos limpas, digamos assim. Mas formar uma parceria com quase uma década? 

Isso não é mais uma fonte e, sim, uma PARCERIA. 

Não é mesmo, Calvin?

 

Eu sugiro ao nosso amigo Nassif, que se possível e excepcionalmente hoje , só deixe exposto no blog o turbilhão de escândalos que pipocam em várias frentes ( Chantagem da revista lixo contra Juiz Federal, acobertamento da Globo ao crime da revista lixo, veracidade da lista de Furnas confimada pela PF, a irreversível convocação do Policarpo Júnior na CPMI do Cachoeira, a hipócrita pressão do FHC aos ministrins do supremim etc etc...)

São tantas TNT explodindo, que este nosso blog deveria (excepcionalmente hoje) se dedicar a estes escândalos .

Outra coisa, estou sentindo a falta das análises elucidativas de nossa colega Cristina .

                      

                             Abração !!  Viva o nosso Blog !!

 

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

 

Uma correção : Estou sentindo falta dos comentários é da nossa colega Cristiana Castro .

 

                                                                                           Abração !!

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

"Mesmo assim, não deve ser minimizado, desde que se entenda que é algo que ocorre com todos os prtidos e todas instâncias de poder."


Nassif!

Concordo plenamente com o que dizes, porém, como todas as instâncias sabem que esse crime é antigo e generalizado, não se pode aceitar como justa a penalização apenas dos envolvidos nesse processo do "mensalão", mas que se puna a todos, sob pena de ser um julgamento marcado, intencionalmente direcionado.

 

Óh céus.. Quem poderá nos salvar..?

 

Hoje, um dos maiores esquemas de utilização de dinheiro público nas campanhas eleitorais do Paraná veio, finalmente, a público. Havia passado da hora a denúncia e o processo judicial, mais um quatriênio de atuação do grupo gerir a administração pública numa das maiores cidades do Estado ficaria inviável.

 

GY4e9

 

Colocar os problemas relacionados ao nosso sistema político-eleitoral em tão somente ao perfil de escolaridade do povo, do qual somos parte, é fácil e intelectualmente desonesto.

Antes de nos preocuparmos qual o melhor modelo para o nosso sistema eleitoral, é importante destacar que hoje, no processo de produção capitalista, o que assistimos é uma financeirização da sociedade e a ascensão do lumpen burguês, ou seja, aquele que quer ganhar a vida de forma fácil e rápida, forma dos meios tradicionais de produção capitalista.

Acontece que não apenas o lumpen burguês se apropriou dessa medida, mas também aqueles que estão inseridos no processo tradicional de produção, isto é, os capitalistas tradicionais - industriais, empresários em geral, etc. É razoável que esses capitalistas defendam seus interesses junto ao Estado, assim como o povo, através da greve, reivindica seus direitos.

A raíz do problema do nosso sistema político eleitoral está na perda gradativa do nosso conceito de comunidade e de cidade, não enquanto espaço geográfico, mas enquanto "sensações" nesse estar na cidade. Os espaços e simbologias de comunidade estão cada vez mais escassos e a privatização está tomando conta de nossa vida pública e política. A troca do transporte coletivo pelo carro; do hospital público pelo plano de saúde; dos conjuntos habitacionais coletivos pelos condomínios fechados, exclusivos.

Obviamente, isso reflete na forma como o nosso sistema eleitoral é montado: um mecanismo de acúmulo de capital. Os políticos, obviamente, para garantirem o pleito, utilizam o máximo de recursos disponíveis para que o sucesso eleitoral seja garantido. A política por coalização, como a chamamos por aqui. A saída é não apenas mudar o perfil do financiamento de campanha, mas também fortalecer a idéia de comunidade nos Estados e Municípios, onde a presença ou ausência de serviços públicos é fortemente sentida pela população.

No mais, o financiamento público de campanha é isento e garante acesso a todos os interessados em se candidatar. Além do mais, o modelo de financiamento público fortalece a participação das minorias étnicas e das mulheres. Nessa atual metodologia, a participação de quem não tem o "poder" econômico - exatamente mulheres e minorias étnicas - ficam de fora desse processo, deixando de refletir a diversidade da qual nos formamos enquanto nação. 

 

Lembretes de um especialista do Crime Organizado Global:

"O crime organizado e seu comércio ilícito é movido por grandes lucros, não por uma pequena moral."

- o que move os criminosos são os lucros e certos valores que são invulneráveis às denúncias morais.

- o tráfico ilícito é um fenômeno econômico, não moral.

- a economia é um instrumento melhor de compreensão que os esclarecimentos proporcionados pela ética e pela moral.

- oferta e procura, risco e retorno são as motivações primordiais dos traficantes.

- os incentivos econômicos explicam como os traficantes e suas redes se adaptaram e redefiniram incessantemente suas atividades, mesmo ao custo de retrocessos temporários, como longas sentenças na prisão ou ameaça constante de morte. (No México, as capturas espetaculares dos líderes da organização Arellano Felix e do Cartel do Golfo em 2002-3 não levaram à redução do tráfico, mas simplesmente o reorganizaram: novos atores entraram em cena, novas alianças se formaram, e os líderes encarcerados, antes rivais cruéis, criaram, como revelado em princípios de 2005, uma aliança na prisão. "A boa notícia é que o governo do México capturou mais chefões e desmantelou mais cartéis", um criminologista mexicano relatou ao New York Times. "A má notícia é que isso nada significa.").

- a menos que os traficantes enfrentem a redução de incentivos ao comércio - menor demanda, menores margens de lucro, maiores riscos -, é de certa forma infrutífero falar de outros remédios.

"O comércio ilícito é um fenômeno político."

- empresários ilícitos não podem prosperar sem a ajuda dos governantes ou de cúmplices em importantes repartições e instituições públicas.

- determinados governos tornaram-se os próprios traficantes e chefes criminosos.

- o tráfico e o crime organizado se infiltram no governo, podendo chegar a assumir o controle de toda uma província ou, até mesmo, apoderar-se de um Estado enfraquecido ou falido.

- o grande incentivo associado aos lucros envolvidos gera a criminalização dos serviços públicos e da política.

- são a opinião pública e os políticos que definem a maior parte das expectativas e dos limites que dão forma às iniciativas de combate ao tráfico.

- é a política quem define o que é um delito, rigor das punições para diferentes crimes e orçamentos aplicados nessa luta.

- o crime organizado corre o risco de nunca ser plenamente compreendido ou efetivamente combatido se não colocarmos a economia e a política no centro da análise e das recomendações.

"O comércio ilícito envolve mais transações do que produtos."

- tipos de negócios não se distinguem mais. Os comerciantes alternam suas linhas de produtos ilícitos de acordo com os ditames dos incentivos econômicos e das considerações de ordem prática.

-o crime organizado são agentes econômicos oportunistas que desenvolveram especializações funcionais, não nichos de mercado.

- em vez de distinguir entre traficantes, contrabandistas, piratas, coiotes, mulas, seria melhor pensarmos nos papéis que eles realmente desempenham: o de investidores, banqueiros, empresários, corretores, transportadores, armazenadores, atacadistas, gerentes de logística, distribuidores e muito mais.

- empresários do crime organizado como agentes econômicos  oportunistas movidos pelos lucro, fica claro que não há motivo para que eles se restrinjam a um único produto.

"O comércio ilícito não existe sem o comércio lícito."

- estão profundamente entrelaçados.

- traficantes e empresários do crime organizado tem fortes incentivos para combinar as operações ilegais com empreendimentos legalmente constituídos.

- os lucros altos acumulados no crime exercem pressão econômica no sentido da diversificação - investir em atividades legais e completamente dissociadas da face criminosa dos negócios ilícitos.

O comércio ilícito envolve cada um de nós."

- não há uma clara linha divisória entre mocinhos e bandidos.

- comércio ilícito permeia nosso cotidiano de modos sutis.

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Nos roteiros convencionais de filmes de suspense, detetives aplicavam uma fórmula que os ajudava a elucidar os crimes: "Cherchez la femme". Procure a mulher. Um comportamento atípico da parte de um homem sempre tinha como principal motivação a paixão despertada por uma mulher. Encontre a mulher, e o quebra-cabeça se resolve sozinho. Um instinto semelhante costuma guiar os pensadores e os homens de decisão nas relações internacionais. Para eles, quando algo acontece no mundo, é caso de "cherchez l'État". Procure pelo Estado por trás do problema, e você estará no caminho certo para entender a situação.

A rápida expansão global das redes de comércio ilícito sugere algo bem diferente. Todas as evidências do comércio de armas, drogas, seres humanos, falsificações, lavagem de dinheiro, órgãos, animais, lixo tóxico e tudo o mais - para não mencionar o terrorismo internacional - apontam sempre para a força que as redes internacionais exercem na erosão da autoridade dos Estados, corrupção de empresas e governos legítimos, e usurpação de suas instituições e, até mesmo, seus propósitos.

Sim, os Estados estão envolvidos.

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Nos países em desenvolvimento e naqueles que fazem a transição do comunismo, as redes criminosas frequentemente constituem o capital investido mais poderoso que confronta o governo. Em alguns países, seus recursos e capacidades até mesmo superam aqueles dos governos. Essas capacidades traduzem-se em geral em influência política. Os traficantes e seus sócios controlam os partidos políticos, dominam importantes meios de comunicação e são os maiores filantropos por trás das organizações não-governamentais. Esse é  um resultado natural em países onde nenhuma atividade econômica pode igualar-se, em tamanho e lucros, ao comércio ilícito e onde, portanto, os traficantes tornam-se o "grande empresariado" nacional. E, quando seus negócios se expandem e estabilizam, as redes de tráfico ficam propensas a fazer as mesmas grandes operações em outros lugares, diversificando suas atividades e investindo na política. Afinal, a conquista de acesso e influência e a procura de proteção governamental sempre foram parte integrante dos grandes negócios.

Daí não só as redes ilícitas entrelaçarem-se intimamente com as atividades lícitas do setor privado, como também estarem profundamente entranhadas no setor público e no sistema político. E, à medida que se expandem em direção a empresas privadas lícitas, partidos políticos, parlamentos, governos locais, grupos de comunicação, tribunais, exército e setores beneficentes, as redes de tráfico assumem uma influência poderosa - e, em certos países, sem igual - nas questões de Estado.

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Essa história deixou de ser uma simples questão criminal. Diz respeito a uma nova forma de política no século XXI e às novas realidades econômicas que trouxeram para a frente do palco todo um novo grupo de atores políticos cujos valores podem colidir com os seus valores e os meus, e cujas intenções nos amedrontam a todos."

ILÍCITO, de Moisés Naím, 2006.


 

"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

Estudo esclarecedor do Moíses Naím, bastante conhecido internacionalmente, colocando as coisas fora do padrão que normalmente pensamos a corrupção. Cabe acrescentar, para o caso do Brasil, a migração dos capitais excedentes que viviam dos altos juros pagos pelo governo para modalidades diversas que incluem quase todas as opções apresentadas no trabalho, inclusive cooptação de funcionários públicos, eleição de representantes, etc, etc, tudo sem nenhuma ética exclusivamente visando  o lucro.

 

Pagamento mensal, para compra de apôio ou apôio financeiro aos partidos aliados ?

Nas duas hipóteses, ilegítimas porem não ilegais, pois são práticas costumeiras da nossa República,o barulho que os grandes meios de comunicação estão fazendo, é indubitavelmente maior do que deveria.

Foi incompreenssível e cansativa, a tentativa dos apresentadores do JN de ontem, para "vender" a ideia de que esta prática do PT, no caso do mensalão, ter sido o maior crime eleitoral da nossa República, e que neste caso, justificaria-se uma punição severa aos reus.

Os brasileiros estão tão acostumados com corrupções em todos os níveis da a dministração pública, e com valores envolvidos bem maiores do que os que estão em questão neste processo, e com os desvíos de recursos públicos de setores bem mais carentes e urgentes que os citados neste processo, que o resultado(já "cantado")pelo PIG,não fará a menor diferença, no dia a dia da sociedade civil. Ela(a decisão) só saciará a sêde de sangue da oposição.   

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Sr. Raí,


Pelo visto o Sr. não se importa muito com corrupção e desvio de dinheiro público. É triste verificar esta indiferença. Acho que é inaceitável esta postura de aceitar a corrupção como algo inerente ao Brasil e ao nosso Estado.

 

Efetivamente a nova geração das leis de combate à corrupção foi inaugurada pelo governo FHC. Mormente aquelas que passaram a regular o sistema financeiro. Mas este seu artigo é um dos piores que tive oportunidade de ler aqui. O quadro de corrupção no país é amplo demais para que num texto sobre ela você só encontre respaldo e referência, para sua análise, em atos ilícitos ligados ao PSDB. Ainda mais quando estamos a poucas horas do julgamento de um dos mais chocantes casos de corrupção de nossa história. Uma coisa é ser partidário de um governo, outra é colocar seu talento de jornalista a serviço de uma visão maniqueísta como forma de desviar o olhar dos leitores dos malfeitos de quem faz parte de seu preferido partido político. E o arremate citando a chantagem da mulher do criminoso e indiretamente, en passant, "como quem não quer nada", como diz a expressão popular, ligando o ato à revista Veja é abominável exemplo de manipulação da mente de quem acompanha o texto.

 

Efetivamente a nova geração das leis de combate à corrupção foi inaugurada pelo governo FHC. Mormente aquelas que passaram a regular o sistema financeiro. Mas este seu artigo é um dos piores que tive oportunidade de ler aqui. O quadro de corrupção no país é amplo demais para que num texto sobre ela você só encontre respaldo e referência, para sua análise, em atos ilícitos ligados ao PSDB. Ainda mais quando estamos a poucas horas do julgamento de um dos mais chocantes casos de corrupção de nossa história. Uma coisa é ser partidário de um governo, outro é colocar seu talento de jornalista a serviço de uma visão maniqueísta como forma de desviar o olhar dos leitores dos malfeitos de quem faz parte de seu preferido partido político. E o arremate citando a chantagem da mulher do criminoso e indiretamente, en passant, "como não quer nada", como diz a expressão popular, ligando o ato à revista Veja é abominável exemplo de manipulação da mente de quem acompanha o texto.

 

O nosso eterno financiamento privado de campanha elege ganaciosos e desonestos. O Projeto de Financamento Público está no Congresso para ser votado pelas excelências, se os ganaciosos deixarem.

 

Com o devido respeito a todas as opiniões aqui postadas, acho que faltou alguma coisa muito importante, que  na minha  opinião     precede a questão do financiamento. É fácil perceber, hj esta estampado em várias paginas da Net o seguinte: " BRECHAS NA LEI" podem salvar a cara de muitos envolvidos no mensalão. A quanto tempo estamos vivendo esta situação??? As tais BRECHAS NA LEI inocentando  RATAZANAS de todas as especies. A quanto tempo ouvimos falar do CRIME DO COLARINHO BRANCO, e a sociedade se  limita como sempre a fazer tímidos protestos, se indignar( quando isto ainda acontecia), a discutir o assunto nas esquinas , churrascos e botecos, e lá vamos nós ,após os protestos nos sentindo  com  a alma lavada, até que outros bandos de canalhas se banqueteiem nas BRECHAS DA LEI..... Na questão do financiamento de campanha eleitoral, e as BRECHAS NA LEI, quem é o carro, e quem é boi????????????????

 

"É algo que ocorre com todos os partidos, e em todas as instancias do poder"

Se sempre foi assim, e se isso sempre ocorreu na relação do Poder Executivo, com o Poder Legislativo, porque somente na administração petista, ela virou a " praga" nacional ?

Seria a maior demonstração de partidarismo e de imbecilidade, se os juízes do Supremo, esquecerem desta lógica perversa, e resolverem penalizar os atuais reus, sabedores que são, de que esta prática vem de longa data, e que somente com uma reforma política que está ainda distante, é que este método pouco ortodoxo de conseguir aliança no Congresso, será extinto. 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

No fundo no fundo, o problema é a falta de educação do povo, a falta de informação do povo, a falta de interesse do povo por aquilo que é de todos. No Brasil o que é de todos não é de ninguém. Escolhem-se representantes com base naquilo que eles querem parecer que sejam, porque são mais carismáticos, porque aparecem mais na tv, porque me prometeram algo, porque me deram algo, porque se quer votar no que vai ganhar pra não se perder o voto.

Enquanto a campanha tiver o poder de definir a escolha do eleitor por motivos que são proporcionais ao investimento feito, o financiamento da campanha será determinante na eleição. 

 

"Tese" a la Reinaldo Azevedo(arh!): elimine-se o povo e tudo estará resolvido. Democradura.

 

 A minha questão sobre financiamento de campanha é :

a)Eles vão ajudar os partidos menores  que querem fazer politica séria a ficar em pé de agualdade na hora da campanha, mas pode acontecer desvios. Cria-se um partido para que se torne partido-de-aluguel. Então sei lá, as regras devem ser bem feitas tipo não coligação, mas se isso acontecer pode atrapalhar na sustenação de um governo ante crises, ou dar força demais a um partido no futuro e democracia é o jogo de equilibrio. Esse trem é complicado e só estamos começando.

 A outra questão é o financiamento privado de pessoas fisicas.

 b) Se houver liberação de dinheiro publico, acho que se deve deixar que pessoas fisicas também façam doações. Sei que isso já acontece. Se você se filia a um partido paga-se uma mensalidade para a manutenção e sobrevida daquele partido,mas há pessoas que só querem partipar durante a eleição. Acho que isso deve ser mantido, mas...

  - Se uma pessoa fisica for um empresário como é que fica? Logico que ele pode doar das suas contas pessoais com registro de CPF e tudo. Mas há pessoas que não querem aparecer, como é que fica? O partido terá coragem suficiente para rejeitar dinheiro de doação legitimo só não contabilizado? 

   Eis o dilema moral que está para ser discutido daqui há alguns anos...

  O financiamento publico volto a dizer ele é importante, haja visto, primeiro para não deixar que aconteça no Brasil o que hoje está acontendo nos EUA. Uma eleição  é sempre carissima, mas a distorção nos EUA chegou ao limite do absurdo e não queremos ser esse absurdo chamado USA, ali não existe bi-partidarismo coisa nenhuma ali são 2 partidos com ideologias quase coincidentes, ou melhor são 2 partidos onde quem manda são as industrias da guerra e da usurpação pura e simples.

  O Brasil caminha para a democracia plena, mas ainda o grande problema na humanidade é pensar de forma egoista. Se isso mudar vai fatalmente interferir nas mentes dos politicos e mudar cabeças é das coisas mais dificeis que existe, afinal solidariedade  se aprende na tenra infância.

 

 

 

 

   Para uma injustiça durar basta apenas que os bons fiquem calados

Sei não, mas esta historia da tentativa de corrupção por parte da "namorada " do Sr Cachoeira está meio esquisita. Veja bem:

O Sr Cachoeria já esta com a sua "batata assada", Vai ter que explicar ou provar sua inocência e sua não envolvimento em tudo que está sendo acusado.

Uma pessoa , como ele, que tem uma vasta rede de informação, um legião de advogados e autoridades debaixo de suas ordens Nunca iria permitir que sua "namorada" fizesse uma atitude que iria enrola-lo mais. E, pior, coloca-la, de cabeça dentro desta situação. A atitude foi inocente ou precipitada. Até além da conta.

Me pergunto o que está por traz disso?

Não acredito que o Sr Cachoeira seja isso tudo que se afirmam e que ele seja a unica cabeça pensante deste esquema. Tem mais gente grauda envolvida, com certeza!

Neste meio ha muitas"sociedades de interesse mutuo" do tipo "eu te ajudo, voce me ajuda" , É o ganha-ganha.

O sr. Cachoeira é um novo PC Farias. Um arquivo vivo!

Se ele abrir a boca , quem será prejudicado : o Demostenes, o Perillo, O Serra, alguns Juizes e congressistas, a Delta, o PAC? Quem?

Ou será que, com a condenação dele o caso vai ser esquecido?

Ninguem fala mais do Demostenes!

Será que o Sr Cachoeira vai se tornar o "boi de piranha"?

 

 

 

 

 

 

O problema desta análise , assim como com o julgamento do mensalão , é a utilização política dos episódios mencionados para fuzilar adversários.


A corrupção na prefeitura de SP é histórica. A época MALUF-PITTA foi das piores .


Antes de se apoderar da presidência , o esquema de financiamento do PT passava principalmente pelas prefeituras que ocupava , e que culminou no caso Celso Daniel .


Ainda que o financiamento  de campanhas seja resolvido , pelo financimento privado ou outro arranjo , é insuficiente . O TCU e os TCE´s são ocupados por pelegos indicados pelo Executivo. A procuradoria Geral  , como a pessoa do sr. Gurgel não nos deixa esquecer , não tem independência . Não há no país um único caso de político cumprindo pena de prisão por corrupção . A tolerância com o  trânsito de recursos de e a para paraísos fiscais é irrestrita .


Maluf não pode deixar o Brasil . Mas aqui dentro segue tranquilo. Todos aqueles tubarões citados no livro PRIVATARIA TUCANA seguirão suas vidas absolutamente tranquilos .


A única coisa para que o desvio de recursos públicos se presta no Brasil é defenestrar adversários !

 

Parabéns para o Nassif pela  clareza do texto. CHEGOU A HORA DE PAUTARMOS O FINANCIAMENTO DE CAMPANHA NO MEIO DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA EM TODO O PAÍS, ponto inicial para darmos um basta na corrupção eleitoral. 

 

Caro Nassif

Como é duro e caro salvar o capitalismo, via eleição ou golpe, ao modelo da Siria, Libia, Irã etc etc

Saudações

 

Eu acho que é o contrário, o capitalismo precisa é do Estado forte. Imagine a crise de 2008 com o Estado ainda menor e mais fraco que era, o que não poderia ter havido ? O financiamento exclusivamento público de campanha e a diminuição da promiscuidade entre público e privado vai é ajudar o capitalismo e não atrapalhar.

 

Caro Daniel

Existe Estado fraco?!Fraco para quem e forte para quem?

O Estado é uma eterna guerra, uma guerra prolongada.Com classes em guerras.Estamos no meio de muitas, a eleição é apenas mais uma.

Saudações

 

Nassif, na 15 linha, ao invés de financiamento público nao seria financiamento privado ?

 

Nós que estamos acostumados a ler o blog sabemos perfeitamente o sentido, mas quem esteja lendo e tomando conhecimento do assunto pela primeira vez pode se confundir com isso.

 

O financiamento privado é a mãe de toda corrupção e o pai , ou os pais , é o financiador que distribui verbas a vários partidos sinalizando , claramente , desprezo pelo viés político dos partidos , desprezo pelos próprios partidos quando os toma como iguais e , fundamentalmente , desprezo pela justiça e pela democracia..

 

Verdade absoluta. Financiamento público com proibição de financimento privado, mas também muita calma nesta hora!!! Como garantir que o financiamento público não será utilizado apenas por partidos políticos já estabelecidos? Como garantir acesso aos novos partidos, despoluídos dos vícios de corrupção dos atuais? Como determinar o valor de financiamento público de campanha? Como será regida a alocação destes recursos para os partidos políticos? Se não há a menor ética ao acesso do tempo em TV, imaginem o que acontecerá na luta por verbas públicas de campanha? Aprovar uma lei  capenga de financiamento público de campanha pode ser um perigoso erro, que fechará de vez a possibilidade de mudarmos o atual cenário da corrupção nos partidos  políticos. Uma lei desta importância deve ser longamente debatida e estudada pela sociedade para evitar o pior: A injustiça no acesso ao financiamento público de campanha.


 

 

Eu já acho que a mãe da corrupção - ou seria o pai? - é àquela que sente dificuldades e está impossibilitada de punir por ter gangsters em seu meio e fazer parte do conluio.

O financiamento de campanha dificilmente é feito com dinheiro limpo. Se fruto de sonegação, é recurso público. Se fruto de empreendedores que pegaram empréstimos em bancos oficiais com juros subsiados, também. Se de obras superfaturadas, mais ainda. Privado só o repasse e de forma escusa muitas vezes.

Procurem analisar o que acontece com denuncia falcatruas saben do que nem todas são para financiar campanhas. Até instituições tidas por filantrópicas não resistem a uma auditoria.

 

Vou apoveitar o tema IL MENSALONE para relatar uma descoberta que fiz, mas antes, um preâmbulo: minha mulher vota no PT ou PCdoB, mas tem um grave defeito de fabricação que é o de sintonizar sistematicamente a rede globo e globonews. É um saco! SPTV, JN, noticiário da globonews, aquele programa com convidados no horário vespertino da globonews e, pra estragar meu almoço de sábado, a presença de Sandra Annenberg apresentando notícias como quem está falando com crianças ou pessoas de QI prejudicado.

Pronto, dito isto, vou falar da descoberta: a globo adotou o Procurador Geral da República como paladino na luta contra a corrupção dos bandidos mensaleiros. Desde sábado eu já ouvi algumas vezes os apresentadores 'contando' que o PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA (isto mesmo, com ênfase) enviou uma carta ao STF pedindo que o tribunal adote uma punição aos responsáveis pelo "mensalão" servir de exemplo na luta contra a corrupção. Pois é, o PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA, aquele foi acionado por Collor, aquele que "sentou" em cima da operação Vegas é o paladino da globo, nave-mãe do PIG, na luta contra a corrupção. Ontem de noite eu esperei uma meia hora antes de traçar meu jantar porque fui acometido de um acesso de riso que não parava.

 

O problema não é se o financiamento é privado ou público. Nos Estados Unidos, vimos ontem na mídia, o candidato republicano foi buscar financiamento privado em Israel. E capta mais quem tem amigos e apoios mais abastados, sem que isso significa que o eleito terá que fraudar licitações para recompensar seu investidor. O ponto crucial está na lei e na justiça, se elas existem e se funcionam. Com a justiça venal que temos, quem garante que o candidato não pegará o dinheiro público e continuará fazendo o caixa 2 com os recursos privados? Se queremos mudar o país, mudemos antes o Poder Judiciário. 

 

Sr. Spok, sua ingenuidade é comovente.

 

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

Caro Spok, você só pode ser de outro mundo ao afirmar que o candidato replublicano ao buscar dólares em Israel não necessariamente  está comprometendo-se com a política sionista e armamentista israelense.

 

Roberto M Almeida

Chega de parlamentares comprados com financiamento de bancos, construtoras e do agronegócio.

Financiamento público exclusivo de campanha!

 

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

Mas, Roberto, como é que o financiamento público vai barrar o Caixa 2, ou ao menos torná-lo mais difícil, ou vigiado?

E se for mais vigiado, de que adianta, se nossos tribunais jamais meteram um político na cadeia, independente do crime que ele cometa?

 

No Brasil a única proposta política da oposição é o golpe.

Quando a Justiça só pune de um lado, os bandidos já sabem qual lado escolher.

Olha, Alan, por princípio, o financiamento público exclusivo propõe que o eleito não seja representante dos "doadores".

Quanto ao caixa 2, é preciso fortalecer a Polícia Federal e os tribunais eleitorais.

O que não podemos é dizer: "ah, não vai adiantar nada, deixa tudo como está."

 

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

Quanto à proposta do financiamento público, não esqueça a rapidez com que alguns políticos desvirtuam as melhores intenções.

E quanto ao caixa 2, voltamos ao meu velho argumento: não adianta fortalecer a PF e os Tribunais Eleitorais, se STJ/STF não condenam políticos flagrados em  formação de caixa 2.

É tudo dentrado no Judiciário, nossa camopanha deve ser pelo fim do sistema recursal e da impunidade patrocinadas pelo Judiciário. Quando políticos começarem a ser condenados por improbidade e presos por corrupção a situação mudará. Sem efetividade do Judiciário qualquer medida proposta será mais uma lei que não vai "pegar".

 

No Brasil a única proposta política da oposição é o golpe.

Quando a Justiça só pune de um lado, os bandidos já sabem qual lado escolher.