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A Petrobrax e o governo FHC

A verdade sobre a tentativa de mudança do nome PetroBRAX pelo governo FHC 

** Folha Online - Dinheiro - Petrobras muda de nome e passará a ser Petrobrax - 26/12/2000

A Petrobras anunciou hoje a mudança da marca da empresa, que passará a se chamar Petrobrax.

** Folha Online - Dinheiro - Presidente da Petrobras diz que atual marca é muito associada ao Brasil - 26/12/2000

Segundo o presidente da companhia, Henri Philippe Reichstul, a atual marca, BR, é muito associada ao Brasil e ao Estado brasileiro.

** Folha Online - Dinheiro - Petrobras muda nome para facilitar expansão internacional - 26/12/2000

O presidente da companhia, Henri Philippe Reichstul, disse que a mudança, estudada durante oito meses e já aprovada pelo conselho de administração, ganhou na semana passada o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso.

UmdoUm dos argumentos favoráveis à mudança foi que o sufixo brás estaria, internamente, associado à idéia de ineficiência estatal.

"Perdemos o monopólio em 1997, mas o nome (da empresa) continuava associado a ele", disse Reichstul.

** Folha Online - Dinheiro - Congresso questiona mudança do nome da Petrobras - 27/12/2000

O presidente da frente, deputado Vivaldo Barbosa(PDT-RJ), afirmou que está preocupado e indignado com o que classificou de 'decisão unilateral'' dos atuais dirigentes da empresa.

** Folha Online - Brasil - Senadores debatem mudança de nome da Petrobras - 28/12/2000

Em aparte ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que criticou os gastos de R$ 70 milhões na mudança do nome Petrobras para Petrobrax, o senador Edison Lobão (PFL-MA) disse que há assuntos mais importantes para tratar.

Já o senador Roberto Requião (PMDB-PR) acusou a direção da Petrobras de cometer "maracutaia" no processo de mudança do nome e do símbolo da empresa. A senadora Heloisa Helena (PT-AL) criticou também a mudança e os negócios feitos pelo governo "na calada da noite", sem qualquer explicação à sociedade. 

** Folha Online - Dinheiro - Petrobras rebate críticas à mudança do nome para Petrobrax - 28/12/2000

Hoje a Frente Parlamentar Nacionalista decidiu entrar com uma ação no Ministério Público questionando os prejuízos com a alteração. 

Sindicalistas vêem na nova marca o primeiro passo para a privatização da Petrobras.

** Folha Online - Dinheiro - TCU vai investigar mudança do nome da Petrobras - 28/12/2000

O pedido de auditoria será feito pela Frente Parlamentar de Defesa do Brasil, que reúne mais de cem parlamentares no Congresso.

De acordo com o presidente da entidade, deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), a empresa foi contratada sem licitação. 

Os deputados da frente vão apresentar ainda hoje à mesa diretora da Câmara um projeto para anular todos os efeitos dos atos da Petrobras que levaram à mudança do nome da empresa para Petrobrax.

Além disso, os parlamentares vão entrar com uma representação no Ministério Público para que ele tome as medidas necessárias contra a decisão. 

Os deputados ainda entrarão com uma ação popular na Justiça com pedido de liminar proibindo a mudança do nome.

** Folha Online - Dinheiro - FHC manda Petrobras abandonar Petrobrax, diz senador - 28/12/2000

O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), disse há pouco que o presidente Fernando Henrique Cardoso determinou pessoalmente ao presidente da Petrobras, Philippe Reichstul, a interrupção definitiva do projeto de alteração do nome da estatal.

"Não há por que insistir numa providência que não tenha aprovação da opinião pública", disse Arruda.

** Folha Online - Dinheiro - Reichstul confirma desistência do nome Petrobrax - 28/12/2000

A nota assinada pelo presidente da empresa, Henri Philippe Reichstul, determina à área de marketing da companhia "a suspensão das providências para mudança da marca fantasia da empresa".

Links para as matérias:

http://search.folha.com.br/search?q=petrobrax&site=online&sd=26/12/2000&...

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47 comentários

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Um episódio dos mais canhestros tanto pela idéia absurda da troca do nome quanto pela justificativa de que Petrobras era muito associado ao Brasil. De fato ter a empresa associada a seu próprio país era uma tristeza. Então deveriam ter trocado para Petroparis, muito mais charmoso, ou Petromilão, para ficar na moda.

 

Uma imagem vale mais que mil palavras.

Uma imagem vale mais que 1000 palavras
 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

Quanto mais se mexe nesse governo FHC, mais se chega a conclusão que deveriam todos estar na cadeia. Saquearam o país muito mais do que os portugueses durante todo o seu domínio do Brasil.

 

E o Brasil seria o que sem os portugueses? Vc estaria comendo carne crua dançando com um cocar de indio no pescoço. E sem FHC a inflação estaria a 50.000% ao mês, o Brasil mais desmoralizado que a Somalia. Ou será que o Brasil foi inventado em 2003? Francamente.

 

É verdade, o FHC já faz parte da nossa História. Ele está, por exemplo, na gênese dessa violenta campanha eleitoral de 2010. Explico: o dito cujo associou-se, lá pelos idos de 1993-94, ao execrável ACM para eleger-se Presidente contra Lula e, com isso, deu partida ao processo de desmoralização do PSDB, destruindo as idéias e ideais de quem o criou, Mário Covas, por exemplo. Desde então, a dita 'esquerda civilizada brasileira' vem entortando para a direita, até chegar à 'perfeição' direitista truculenta-corrupta em que hoje se transformou. Mas, peraí, tudo sob os eflúvios de caros perfumes, barba bem cuidada, roupas de grife e Inglês corrente (ao menos eles pensam que falam um Inglês corrente, fazer o qûê?).

 

Por essa e por outras é que somos devededores ao Fernando Henrique e não lhe conferimos o título de

" O PATRIARCA DA DEPENDÊNCIA".

 

Em tese passar para a iniciativa privada a exploração de setores da economia  não é mau negócio. Não vejo como uma heresia privatizar empresas estatais., e também não vejo  a transformação da economia brasileira devido a esse processo nos anos FHC como um retrocesso. O que creio deve ser observado, e aí sim entra a crítica ao que os governos do PSDB fizeram, são dois pontos principais:

1) Pode compensar manter setores estratégicos para a economia nacional sob controle estatal: a suposta ineficiência na condução das empresas envolvidas, comparada à também suposta rentabilidade superior alcançada pela iniciativa privada, pode ser compensada pela condução desses setores de acordo com o benefício do país como um todo. Cito como exemplo o petróleo, por ser uma reserva energética e de matéria-prima essencialis pro nosso modo de vida atual, além  de influenciar todos os preços da economia, a energia e mesmo  bancos de fomento.

2) A venda de estatais deve ser feito com bons preços e evitando  concentração de mercado: nos casos em que se conclua ser melhor passar a bola para a iniciativa privada, há que cuidar com o preço justo de venda dos ativos estatais e a regulação dos setores envolvidos, além  de evitar a formação de monopólios (estatais são ruins, e privados piores ainda). Acho que esse é especialmente o caso das telecomunicações.

 

Espere até sair o livro do Amaury, ou leia o que já foi publicado.

 

O diretor responsável pelo marketing da Petrobrax era Alexandre Machado, que era jornalista militante tucano da TV Cultura de SP.

O diretor da Petrobrax, Henri Phillippe Reichstul, era sócio no banco de investimentos SLR de João Sayad - Secretario da Cultura de Serra e atual presidente da TV Cultura - e de Francisco Luna - Secretario de Planejamento de Serra.

Êta mundo pequeno!

 

Nada a ver. Alexandre Machado nunca foi diretor da Petrobras, era um mero assessor de relações publicas.

 

"Consultor da Presidência", serve? Quem disse que consultor não é responsável por nada?

"Segundo Alexandre Machado,
consultor da presidência da Petrobras, a estatal está pagando R$
700 mil à Und por um contrato de
um ano, iniciado em abril.
Machado disse ainda que a mudança da logomarca em todas as
instalações da empresa deverá
custar US$ 50 milhões à Petrobras, num processo previsto para
durar seis meses."

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/a-mudanca-de-nome-da-petrobras

 

Consultor não manda nada, é apenas consultor, não faz parte do organograma, não tem cargo hierarquico, uma Presidencia de estatal tem dezenas de consultores, vale menos que aspone.

 

Esta matéria mostra o quanto o Serra mentiu no debate da Record. Descaradamente ele disse que a mudança foi uma proposta de alguém logo descartada pela empresa e pelo governo FHC. Como de resto, a mentira tem pernas curtas. Aliás, as mentiras do Serra tem pernas de tico-tico: acusou a campanha da Dilma pela quebra de sigilo e finalmente descobrimos que foi foi coisa de tucanos; tentou usar o tema do aborto para estigmatizar a Dilma como matadora de criancinhas e logo sabemos, sem entrar no mérito da questão, que foi a mulher dele, Mônica Serra, quem fez aborto; com a ajuda da Globo e da Folha, tentou criar o factoide da bolinha de papel e da fita adesiva e logo vêm a SBT e a Record e o professor gaúcho para desmoralizarem a versão da mídia; no debate da Record, ele enche a boca para dizer que é um político ficha-limpa etc. e tal e acusa o governo federal pela falta de remédios em São Paulo e no dia seguinte a própria imprensa aliada escancara que ele e aliados sumiram com 400 milhões do SUS destinados a compra de remédios. Além disso, tem a licitação do metrô... Belo ficha-limpa!!! EStou cada vez mais convicto de que A VERDADE VENCERÁ A MENTIRA!!!    

 

O nome PETROBRAX foi de uma infelicidade unica. PETROBRAS é um excelente nome corporativo, tem o mesmo valor eufonico, é simples de falar em qualquer idioma, já estava consolidado e o X final é brega, ridiculo, não tem nada a ver com o Brasil, foi uma ideia infeliz de quem parece que que não entendia a empresa.

Devem ter se inspirado em uma onda de alterações de nomes de petroliferas, aonde Esso passou a EXXON, Standard Oil of California passou a CHEVRON, Cia.Française des Petroles passou a TOTAL, Anglo

Iranian Oil Co. passou a British Petroleum e depois a BP, Standard Oil of Ohio passoua a AMOCO, Standard Oil of New York passou a MOBIL OIL, American Arabian Oil Co. passou a ARAMCO, tem alterações validas mas nem todas as majors mudam, a Shell continuou Shell, a Eni continuou Eni, cada empresa deve escolher seu caminho. Petrobras é um nome bonito, historico, facil de escrever e de falar, para que mudar?

Acho que foi uma ideia errada mas não tem essa de conspiração para privatizar. A Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa nunca estiveram no PND, estabelecido pela Lei 8.031, do Governo Collor e quando o Presidente FHC alterou o PND pela Lei 9.491, de 9 de setembro de 1997, manteve  a Petrobras, o BB e a CEF  fora do Plano Nacional de Desestatização, portanto não havia base legal sequer para discutir a privatização dessas tres corporações e muito menos havia base politica para isso.

 

Esses tucanos (e eu conheço alguns, com suas barbas bem tratadas e perfumes moderníssimos) são todos assim, articulados, cheios de números, leis, decretos e portarias na ponta da lingua. Fazem até concessões aparentes, como esta acima, de que Petrobrax era um nome ruim e Petrobras um bom nome, "com valor eufônico", etc. e tal. Olha, rapaz, eu nem acho Petrobrax um nome tão ruim, 'eufonicamente' falando. O problema, hoje se sabe, é o que estava por trás dele, como bem disse o Romanelli.

 

Ah, ah, ah, barba por barba a do Lula é muito bem tratada e a do Gabrielli tambem. Quanto a perfumes a Lady do PT,  Martha Suplicy é imbativel no bom gosto e na variedade, petista de macacão é só em livro de Historia, companheiro.

 

Porque será então que foi vendida da Refinaria Alberto Pasqualini passando a constituir empresa independente?

Porque será então que foram feitos "troca de ativos" com a Argentina incluindo além da Alberto Pasqualini, parte do campo de petróleo na Bacia de Santos que já estava em produção? Nesta troca sobrou para a Petrobras ativos argentinos  de baixo valor e com alto passivo ambiental. 

A desculpa para esta troca de ativos era que precisávamos "internacionalizar a Petrobras", esquecendo-se que já existia a Petrobras Internacional desde 1972, atuando em mais de uma dezena de países, inclusive nos EEUU? 

Porque será então que vários estudos internos indicavam que a próxima refinaria a ser vendida seria a de Duque de Caxias, no Rio e quem reclamasse era destituído do cargo?

Poque será então que quase venderam a Frota Nacional de Petroleiros "porque era muito melhor investir o dinheiro arrecadado no mercado financeiro, no over night"?

A inclusão ou não no PND não significava nada pois o FHC fazia tudo na surdina e "comandava o Congresso até com compra de  votos", como foi o caso da mudança feita que permitiu sua reeleição.

 

Absolutamente nada a ver. Qualquer grande player global, e a Petrobras é um das de maiores empresas de petroleo do mundo, compra e venda ativos continuamente, para ajustar suas taxas de retorno. A Petrobras comprou na Argentina o segundo maior grupo petrolifero, o Perez Companc e com isso virou a maior rede de postos de petroleo doaquele Pais, precisa ser muito jeca para achar que QUALQUER venda de ativos é crime de lesa patria. a Petrobras é cotada nas maiores bolsas do mundo e precisa atuar como atuam as suas concorrentes internacionais, porisso refina a maior parte do oleo da bacia de Campos em sua refinaria de Pasadena, na California, o petroleo vai para lá como oleo cru e volta como gasolina, será tambem falta de patriotismo?

 

Ninguém aqui está falando de crime de lesapátria porque isto é uma bobagem.

Os exemplos que citei faziam parte do processo de venda de ativos da Petrobras porque esta era a intenção do governo FHC. Eu participei deste processo por fazer parte do corpo gerencial da empresa tendo portanto acesso a todas as informações das instruções e dos procedimentos para sua execução.

Não era troca de ativos não. Era um plano de venda de Refinarias, de Unidades Lubrificantes, de Infraestrutura de transporte e de parte dos campos de óleo já descobertos.

TODOS SABIAM DISTO POIS A DIRETORIA QUE ENTROU EM 1998 CHEGOU COM ESTA MISSÃO.

Se vc conhecesse o que foi oferecido da Argentina vc iria ver: 1º o mercado era o Brasil; 2º Alguns ativos argentinos datavam da década de 30 com enorme passivo ambiental com subsolo bastante comprometido, enquanto a Alberto Pasqualini datava da década de 80 com outra tecnologia e projeto recentes; 3º para comprar a Perez Compang não era necessário vender qualquer ativo nosso.

Da forma como vc escreve parece que todos aqui são bobos e desconhecem os fatos sendo somente passionais.

Eu nunca venderia ativo meu a preço de banana só para ganhar alguns tostões a mais com impostos. Eu iria preferir continuar ganhando rios de dinheiro explorando aquilo que é meu de direito.

Se vc não conhece os detalhes, vc deveria melhor se informar.Aliás eui já mencionei isto aqui algumas vezes

No governo FHC ninguém estava nem aí para PND pois tudo era tramado à s escondidas.

Você por acaso sabe a motivação da venda da Vale? Sabe que ela, juntamente com Petrobras e BB eram as 3 empresas de melhor lucratividade do Brasil e foi desestatizada por purom ideologismo, para atender às vontades quase que pessoais do Grupo que assumiu o poder e queria atender ao determinado pelo Consenso de Washington?

Suponha que  vc fosse o don o de uma empresa altamente lucrativa evocê ainda recebe impostos.

Procure encontrar alguma razão para vc vendê-la a preços aviltados, financiando de seu próprio bolso o novo comprador, com  juros que vc subsidia e vc ainda dá como contragarantia as ações da empresa que vc vendeu em caso de insucesso do novo gestor.

Vc passa então a ficar sem seu patrimônio, com pouco dinheiro no bolso e talvez alguns trocados a mais em impostos adicionais.

Agora explique claramente, qual é o otário que faz isto e ainda acha que foi bom para ele!

Foi bom sim e muito bom para o comprador que não arriscou nada, teve o financiamento facilitado por vc, pode desempregar a vontade e explora ao máximo para lucros imediatos cada vez maiores, deixando vc a tentar emporegar os homens que ele desempregou.

Você não acha que uma empresa que explora recursos naturais tem que ter compromisso com o país?

Isto tudo é tratado com muita hipocrisia pois o PSDB acha que privatizar é bom e que o estado tem que ser mínimo e que o mercado resolve tudo por si só.

Depois da crise de 2008 ninguém mais no mundo acredita naquelas idéias malucas do Consenso de Washington só alguns elitistas ligados ao grupo DEM/PSDB.

Mas, como PSDB é retrógrado continua com o pensamento paralizado na década de 90 enquanto o mundo caminha para os anos 20 deste século.

André...para com isto cara.

O QUE OPSDB FÊZ NO BRASIL CHAMA-SE  NEGOCIATA PORQUE OS RECURSOS PARA A CONSTRUÇÃO DA EMPRESA SAIRAM DO POVO DOS IMPOSTOS E NÃO DOS BOLSOS DOS PSDbistas.

A Petrobras hoje é a 2ª empresa do mundo porque o LULA bloqueou de imediato as ações destrutivas que iriamacabar com a empresa seguindo a fórmula experimentada na Argentina que levou sua indústria a zero

André ponha na sua cabeça: O pior presidente de um país é o inteligente, bem formado, bem informado e mal intencionado. Ele é destrutivo e sabe como fazê-lo.

O povo acordoue rejeitou esta gente.

CHEGA, NÃO DÁ MAIS!

 

  

 

Lei, ora lei  ..este é um mero detalhe camarada

..sobre existir ou não amparo ou lei que lhe qualificasse  ..ali interessavam sim as pressões e forças envolvidas  ..e eles, que ninguém duvide, os tucanos E DEMONISTAS aliados de dom Fernando/Serra, PERDERAM, só isso

..e aí eu reflito ..assim como NÃO havia INICIALMENTE uma lei, para o golpe E O PASSA MOLEQUE da auto-reeleição  ..mas eles fizeram, não fizeram?

então  ..conta outra ..pq esta não convenceu

 

Era estudante na época e me lembro do quanto me chocou ler nos jornais que a Petrobras, num simplismo para agradar a gregos e troianos, passaria a ter o sufixo Brax.

Quem teria ousado pensar (para os que não conheciam bem FHC, evidentemente), que num governo de professor, sociologo, o complexo de ex-colônia seria tão exponenciado. 

 

Só uma colônia de si própria, voltada para o próprio umbigo, é que pode achar que todo gringo gosta de pagode e cachaça.

Imaginem um rede de distribuição de gasolina e derivados nos EUA chamada de Petrobras! O sufixo bras (já esta sem acento há décadas) só serve para vender soutiens (bra é abreviação de brasserie, soutien em Inglês).

Pelo jeito tem gente aqui que, pensando no nome,  acha que a Embratel é uma estatal de telefonia e que a Souza Cruz é uma antiga fábrica de cigarros de capital totalmente brasileiro.

 

E por que não! Nós não temos aqui a Shell??? Precisou mudar para "Concha" para ser aceita entre nós? Alguns nacionalistas de lá talvez até evitassem abastecer por "patriotismo", mas se o preço fosse competitivo...

 

Henri Philippe Reichstul (Paris, 12 de abril de 1949) é um professor e economista brasileiro.

Graduou-se em economia e administração de empresas em 1971 pela Universidade de São Paulo.

Cursou pós-graduação em Hertford College na Oxford University.

Entre suas principais atividades profissionais, foi economista da Organização Internacional do Café, em Londres, responsável pelo Brasil e América Central, de 1976 a 1979. Foi economista senior da Gazeta Mercantil em São Paulo, de 1979 a 1983. Durante esse período também foi pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo.

Foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de 1986 a 1987.

Foi presidente da Petrobrás de março de 1999 até dezembro de 2001. Neste período, tentou, sem sucesso, trocar o nome da companhia para PetroBrax, com forte reação do povo e da oposição. Também em sua gestão, a maior plataforma produtora de petróleo do mundo, a P-36, afundou, dando um prejuízo direto de US$ 350 milhões à companhia e causando 11 mortes.

Apesar disso, Reichstul foi também responsável por uma importante reestruturação da Petrobras no ano de 2000, criando quatro áreas de negócio (Exploração e Produção, Abastecimento, Gás e Energia e Internacional) e duas de apoio (Serviços e Financeira). A partir daí a empresa se preparava para tornar-se um grande player no mercado global de energia, após a quebra do monopólio da exploração do petróleo no Brasil em 1997.[1]

OBs:. Está na Wikipedia - Esse distinto senhor nem Brasileiro era, ao contrario do Grabrielli.

 

Este "francês" lutou contra a Ditadura Militar com muito mas coragem do que quase todos os comentaristas destes blog que já eram adultos naquela época. Ao contrário da Dilma Roussef, a irmã do Reichstuhl não teve a sorte de sobreviver.

Isto é racismo tosco: achar que brasileiro é só quem nasce dentro das nossas fronteiras e tem sobrenome português.

 

Prezado,

Eu não o conheço e creio que você também não me conhece. Portanto, não sei quais são as suas credenciais para afirmar que Reichstuhl "lutou contra a Ditadura Militar com muito mas coragem do que quase todos os comentaristas destes blog que já eram adultos naquela época."

Infelizmente a história da chacina na Chácara São Bento, em Recife, que vitimou Pauline Reichstul, Soledad Barrett Viedma, Eudaldo Gomes da Silva, Jarbas Pereira Marques, José Manoel da Silva e Evaldo Luiz Ferreira de Souza ainda carece de uma bibliografia mais extensa. Eu conheço apenas o livro do Percival de Souza sobre o traidor Cabo Anselmo, amante de Soledad, e o romance do Urariano Mota sobre a mesma personagem. Mas sei que há farta referência ao episódio em outros livros e artigos.

No entanto, nunca li que seu irmão tivesse sido um grande combatente contra a ditadura. Tudo que sei dele a esse respeito é que fundou um instituto com o nome da irmã, com o dinheiro da indenização recebida. Tenho certeza de que isso se deve a uma falha minha (sem ironia), por isso gostaria de pedir-lhe que me indicasse algum material bibliográfico onde pudesse encontrar essas informações.

O único reparo que lhe faço é quanto ao uso da frase "Ao contrário da Dilma Roussef, a irmã do Reichstuhl não teve a sorte de sobreviver."

Ainda que não intencionalmente, fica parecendo uma comparação descabida, como se Pauline tivesse mais valor do que Dilma pelo fato de ter sido assassinada pelos gorilas do Fleury.

 

Na época da presidência da Petrobras esse francês era genro de quem, mesmo?

 

Ouso pensar porque ouso pensar que ouso pensar.

 

Que importancia tem isso? Ele deve ser genro do pai da mulher dele e dai, o que muda?

 

Caras Pessoas,

Com a Petrobrás tendo como presidente um nome com a sonoridade de Henri Philippe Reichstul, seria muita ingenuidade pensar que não lhe passasse pela cabeça a adequação do nome da empresa ao seu

 

É. Tudo mudou com o gov Lula. O Ildo Sauer que o diga. Vocês me desculpem, mas as diferenças entre Herr Serra e D. Dilma são bem menores do que nos querem fazer crer, agora. Não tenho nenhuma ilusão sobre o que vai acontecer a partir de 1o. de novembro, exceto pelo fato de que a direita fascista será derrotada. O resto, vamos ver.

 

Acabei de ler notícia sobre um editorial do Financial Times a favor do Serra. Que singelo! Do jeito que são colocados os argumentos do jornal britânico, parece coisa descompromissada, isenta, desinteressada, tão somente a favor da boa governança e do progresso do Brasil. No entanto, é bom esclarecer logo que nenhum órgão de comunicação do primeiro mundo se imiscui em assuntos eleitorais de país em desenvolvimento senão por interesses inconfessáveis, ainda mais neste caso específico, com um pré-sal pela proa. Este apoio, na verdade, pesa CONTRA Serra. Pois é mais uma prova cabal dos interesses que ele, Serra, representa. É o caso de perguntar: "Melhor para quem, cara pálida?"

 

É realmente tudo conspiração, somos perseguidos, todo mundo esta contra nós, vai ver que a Rainha Elizabeth quer o Pre-Sal para ela dar de presente aos netos, que medo, oh, oh, oh, que horror.  É  realmente absurdo o FINANCIAL TIMES ver nos acontecimentos o que é melhor para  a ordem global, eles deviam torcer é para o Chavez e para o maluco de Teerã.

 

Faça o melhor para o seu País, que você estará fazendo o melhor para a "ordem global". E o Serra não é o melhor para o Brasil, nunca foi, meu rapaz.

 

E quem disse que ele é o melhor para o Pais? Eu não.

 

Ponham o logotipo PETROBRAX nas campanhas políticas da Dilma. É uma prova de tentativa de privatização da PETROBRAS. O povo entenderá que foi gov.FHC e Serra.

 

Sobre um fato real cria-se a mitologia. O fato real foi a canhestra ideia infeliz da Petrobrax.

A privatização da Petrobras não teve jamais viabilidade legal e politica. Se FHC quisesse TENTAR privartizar a Petrobras teria inserido o caminho legal na Medida Provisoria 1.481-52, de 1997, que foi convertida na Lei 9.491, de 9 de setembro de 1997. Não fez isso.  Essa Lei, que alterou a Lei anterior 8.031, do Governo Collor, que aprovou o PND, VEDAVA expressamente a privatização da Petrobras, do BB e da CEF, isso assinado por FHC em 9.9.1997, portanto o proprio FHC assinou lei IMPEDINDO a discussão da privatização dessas tres empresas, ja então no seu segundo mandato.

 

Não sei não André. Já que o processo de divisão da empresa que vinha sendo planejado era um indicativo de privatização.

 

Meu caro, as coisas não acontecessem com essa simplicidade. Desde a primeira Lei de Desestatização, a 8.031, ainda no Governo Collor, até a ultima, a 9.491, no segundo mandato de FHC, NUNCA se cogitou em vender o controle da Petrobras. Não foi cogitado, não  foi  proposto, não foi debatido e não haveria nenhuma condição politica no Congresso para isso,

pelo peso estrategico da empresa. O mesmo com o Banco do Brasil. Um  processo de privatização é extremamente complexo, tem muitas etapas, não se faz do dia para a noite e nunca existiu um estudo sequer para privatizar a Petrobras. O fato de criar unidades de negocios não quer dizer absolutamente nada, é uma forma de gestão. No Governo FHC a Petrobras teve grande expansão internacional,o que não teria sentido se a ideia fosse privatizar.

 

É impressionante como o candidato Serra minimiza fatos como esse, só depois de um questionamento feito por políticos da base oposicionista da época é que resolveram arquivar essa idéia que tem a cara do psdb!!!! Isso sim é uma oposição inteligente, não a que vemos agora.

 

Petrobrax e Banco Brasil. Explico: nesse mesmo período os iluminados entreguistas queriam mudar tbm o nome do Banco do Brasil para Banco Brasil.

Preparavam o BB para a privatização com sucateamento dos serviços, arroxo salarial, planos de desligamento, demissões, transferências compulsórias e muito mais. Esta receita básica, aplicada em outras estatais e bancos provocou desestabilização de milhares de família e no BB tivemos muitos suicídios, infelizmente. Essa receita fazia com que opinião pública tbm abandonasse o bem público, deixando o campo livre  para a entrega aos investidores.

Pois mal, FHC e sua turma então propuseram mudar o nome do Banco do Brasil tirando o "do" e lançaram a isca internamente. O movimento sindical bancário foi pra cima e conseguiu sepultar a ideia.

Ricardo Berzoini, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo participou ativamente dessa resistência aos vampiros do Brasil.

Acho que vale a pena recuperar esta história no CEDOC dos bancários de São Paulo.

 

Por mim, teriam privatizado. A tara dos nossos estatistas seria o Estado brasileiro ainda controlar diretamente (como socio ou proprietario) metade do sistema bancario, praticamente toda a mineraçao e siderurgia, telecomunicaçoes, exploraçao e refino de petroleo, enfim, praticamente toda a economia, como foi ate o governo FHC. Iniciativa privada? So pizzaria, farmacia e botequim... e olhe la (por que nao uma Pizzabras ou uma Cachaçabras?).  O horror dos nossos estatistas -- e dai vem seu odio ao governo FHC -- é ver que hoje a economia do pais é comandada pelo mercado (ainda que sob pesada intevençao estatal, mas assim é no mundo inteiro), como deve ser uma moderna economia capitalista, nao por burocratas e politicos. E que essa desestatizaçao da economia, junto com a estabilizaçao monetaria, é que sao de fato os grandes divisores de aguas da nossa historia recente.

Ate onde sei -- quem tiver provas em contrario e nao conjecturas guiadas por paixoes partidarias, que as apresente -- nunca se cogitou, infelizmente, a privatiaçao nem de Petrobras nem do Banco do Brasil.

 

 

Ainda com relação ao BB, além da questão do nome Banco Brasil, lembro, e os demais funcionários deverão lembrar também, que a comunicação interna substituiu à época o termo "funcionários" por "empregados". A mudança, na prática não mudava nada, afinal de contas éramos todos empregados do Banco, mas era uma mudança emblemática, que trazia um recado muito claro de uma tentativa de estabelecer um distanciamento entre a empresa e seu corpo funcional.

 

O Edemilson e o Ronaldo devem se lembrar também da "panfletagem" abestalhada que a direção do Banco jogava sobre nós, diariamente, a respeito da tal "empregabilidade", "competitividade" e outras babaquices com ameaças constantes de transferencias, PDVs, PAQs e outras tramóias que incentivavam o funcionário a "abrir o próprio negócio" (que para mim ainda continua sendo uma expressão chula). 

Os privateiros tucanos tentaram sim privatizar o BB e começaram pela desconstrução de sua imagem: tentaram mudar o nome para "BANCO BRASIL" e ainda utilizaram uma fonte "modernosa" (ao contrária da clássica e sóbria atual, que remete a tradição, perenidade e confiança) que provocava engulhos naqueles que receberam os documentos com a proposta.

Mas, numa coisa o xoke de jestão neo-liberal tucano conseguiu fazer no Banco naquela época: -conseguiu destruir uma cultura secular de trabalho cooperativo impondo o modelo ianque do trabalho competitivo. Se antes cooperavamos uns com os outros ajudando nos serviços e repassando conhecimento e treinamento, a partir da podridão tucana vimos alguns colegas amestrados pela nova cultura apelar para todos os tipos de malfeitos para conseguir subir mais um degrau na empresa. E os interesses do Banco do povo brasileiro? Que se ferre! A ordem a partir daquela época era "cada um por si" e "tenho que ser o vencedor".

O modelo imposto desestruturou muitas familias, separou casais que trabalham na mesma Agência, no mesmo prédio ou na mesma cidade.  

Fui sindicalista de base durante muitos anos e estive muito ligado ao pessoal da área de saúde e segurança no trabalho. A desorganização tucana no Banco era tão grande que, para evitar que fosse multado e contribuisse para o processo de desmoralização que o des-governo FHC promovia na época visando a privataria, NÓS SINDICALISTAS fomos à Superintendência avisar aos "novos" administradores (aqueles com MBA e outras bobagens mas recém saido dos cueiros) a respeito da legislação sobre a CIPA. Eles sequer sabiam o que era CIPA.

A Caixa de Assistência dos funcionários recusou-se a fornecer ao Sindicato alguma estatística a respeito dos problemas de saúde do funcionalismo a partir do governo Collor mas sabíamos todos que a relação era grande.  

Adiantou alguma coisa?   O Banco forçou a demissão de muitos funcionários antigos, técnicos de informática principalmente, para terceirizar  alguns setores. A terceirização, "a menina dos olhos do PSDB" de acordo com um economista ianque, era um dos objetivos porque muitos  donos de empresas que forneciam mão-de-obra desqualificada, CARA, e sem qualquer compromisso com a empresa, tinham alguma ligação com os tucanos ou com os pefelistas. Aliás, no último debate vi um certo candidato caluniador, covardão que fugiu da ditadura, misógino e  privateiro acusar o governo Lula de ser responsável pela terceirização na Petrobrás. Realmente, o candidato amestrado pelos ianques projeta todos os seus malfeitos e do des-governo que participou sobre os outros.  

 

 

Eu trabalhava no Banco do Brasil naquela época e vivenciei toda a tramóia feita na surdina, mas descoberta e denunciada a tempo pelos funcionários. Não fosse isso, o BB  teria sido vendido a preço de banana aos amigos dos donos do poder. Só para lembrar, será que os compradores teriam aumentado a oferta de crédito na recente crise internacional, em que BB e CEF exerceram um papel positivo formidável?

 

Exatamente isto.

É muito bom trazer de volta e avivar a memória dos eleitores para as tramoias efetivadas e tentadas contra as estatais brasileiras pelo governo FHC onde o Serra participava.

São os privatistas totais. Querem mudar o país entregando suas riquezas aos amigos sdo rei.

SÓ SABEM FAZER ISTO!

 

Vamos ver se voces entendem :

1;O Brasil e as empresas brasileiras atrairam nos ultimos tres anos 400 bilhões de dolares sabe porque? Porque a economia brasileira esta GLOBALIZADA, conectada aos mercados internacionais e porque está?

2.Porque a partir de 1990 o Brasil abriu sua economia, privatizou grandes setores da eeconomia como mineração, energia eletrica, telefonia, telefonia, bancos estaduais, siderurgia, ferrovias, petroquimica, gas,  petroleo,  etc. e com isso tornou-se um pais receptivo de capitais, o que permitiu a grande expansão do credito e do consumo, gerando uma ONDA DE PROSPERIDADE que beneficiou o Pais e o atual Governo.

3.Se o Brasil continuasse estatizado seria uma grande Venezuela, quebradissima, sem credito,

sem qualquer condição de uma economia equilibrada, com total estagnação do crescimento, o que é o sonho de grande numero de comentaristas aqui, um pais sem mercado, só com funcionarios publicos.

4.Eu tambem acho que algumas corporações do Estado não devem ser privatizadas, como a Petrobras e o BB, mas isso muitos paises tambem acham, nos EUA toda a geração de energia hidroeletrica é estatal, 15% da geração de eletricidade do Pais é do Estado e a maior empreiteira dos EUA é o corpo de engenharia do Exército Americano. Lá tambem muita coisa é estatal e no Brasil é erradamente privada, como transporte publico nas grandes cidades, aqui é péssimo, lá é otimo e é estatal. Porque não copiamos isso deles?

 

André, não é bem assim heim! Não é preciso privatizar as empresas de um pais para sua economia se  globalizada. Estive em Havana antes da heleição de FHC e, já naquela época por lá, falavam que globalização é inevital, independente de o país ser socialista ou não. É um caminho natural da ECONOMIA e não das empresas!