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A política externa, segundo Bresser

Folha de S.Paulo - Luiz Carlos Bresses-Pereira: Política externa altiva e ativa

Decisão mais importante da diplomacia do Brasil foi rejeitar a Alca sem entrar em conflito com os EUA



Em entrevista para a Folha (15/11) o ministro Celso Amorim afirmou que o presidente Lula e ele procuraram fazer uma política externa "altiva e ativa". Terão sido bem-sucedidos?

Estou convencido que sim, mas para responder a esta questão é preciso considerar que vivemos na era da globalização na qual os Estados-nação experimentam uma contradição essencial.

Nunca foi tão intensa a competição entre eles, mas, em contrapartida, nunca foi tão necessário que cooperassem e coordenassem suas ações.

Os grandes países não mais se ameaçam com guerras, mas, como os mercados foram abertos e as exportações cresceram mais do que a produção, a competição econômica entre eles aumentou.

E, visando regular essa competição e resolver uma série de problemas globais como o aquecimento global, as máfias das drogas, as epidemias globais, as catástrofes e tsunamis, a cooperação entre as nações é cada vez mais necessária.

Por outro lado, os EUA, a Europa rica e o Japão (o Império) continuaram a dificultar o desenvolvimento econômico dos países que se industrializaram tardiamente.

Suas armas são seus conselhos e pressões.

O mais danoso deles é o de que procurem crescer apoiados na "poupança externa" e, portanto, aumentem seu endividamento externo. Dessa forma os países ricos dão vazão a seu excesso de capital ao mesmo tempo em que nos fragilizam financeiramente e nos tornam dependentes.

As decisões que os países em desenvolvimento precisam tomar para enfrentar essas pressões são internas, mas uma política externa nacionalista e cooperativa pode ajudar nessas tarefas.

A decisão mais importante foi a de rejeitar a Alca -o Acordo de Livre Comércio das Américas- sem entrar em conflito com os EUA.

Quando o Brasil condicionou sua entrada na Alca ao respeito a uma série de princípios de autonomia nacional, os EUA desistiram.

As políticas de fortalecimento do Mercosul, de criação da Unasul, e de solidariedade ativa, mas limitada aos países pobres da América Latina governados por partidos nacionalistas e de centro-esquerda foram também bem-sucedidas.

Na relação com a Bolívia, que precisava renegociar contratos danosos, o Brasil mostrou a diferença entre ser imperial e imperialista.

Os críticos afirmam que ao negociar com países com governos autoritários que não respeitam os direitos humanos o Brasil estaria fortalecendo esses governos.

Não há, entretanto, nenhum governo de grande país que estabeleça essa condição para negociar.

Ela é apenas lembrada para justificar pressão e intervenção em países com governos nacionalistas.

Afirmam também que a política externa fracassou em relação à candidatura ao Conselho de Segurança da ONU.

Em compensação, o Brasil passou a participar do G20, e, depois de sua tentativa de intermediação do problema Irã, tornou-se claro para todos que sua participação nos principais foros internacionais é necessária.

Naturalmente o Império não aceitou a intermediação, mas Brasil e Turquia marcaram um ponto.

Na verdade, nestes oito anos, o Brasil marcou muitos pontos no plano internacional.


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Bresser Pereira talvez seja a última voz do psdb que ainda mantenha algum vínculo com a realidade.  Bresser fala de politica externa "altiva e ativa". Eu prefiro classificar a politica externa de Lula e Amorim como uma rara e feliz combinação de soberania e pragmatismo.

Com Lula e Amorim a participação de empresas brasileiras vem batendo records sucessivos no mercado mundial , sendo que o primeiro semestre de 2010 foi o record absoluto de participação de empresas brasileiras com mais de U$ 12 bilhões de movimentação.

O multilaterarismo da politica de Lula e Amorim desarmou a bomba relógio que era nossa enorme dependencia do mercado americano ,em 1996, 64% de nossas exportações tinham os EUA como destino, hoje é menor do que 40% . Além do aquecimento de nosso mercado interno.

A participação do Brasil no mercado mundial é a maior dos ultimos 18 anos.

Estes fatos  comprovam o pragmatismo e a eficiência da politica externa brasileira. No campo da soberania concordo Bresser Pereira, o Brasil marcou pontos importantes ao defender uma politica nuclear pacifica para o Irã e ao defender valores universais de convivencia pacifica entre os povos, ao invés do alinhamento a priori com os interesses de lobbies e oligopolios globalizados.  

 

A avaliação em relação a Alca é surpreendente, já que no passado ele a defendia. Seria um retorno aos anos da juventude, a esquerda católica dos anos 60?

 

Nada a ninguém nesta aqui, vou sozinho com meus dois tostões.

O que era para ser decidido e não foi  seria Doha.

Teve até o 11 de setembro e fast track com o Bush, não saiu.

Este pessoal que tá grudado no osso não larga.

Não sei quem são, mas são donos do Dollar, do Bis e comandam o Baltic Dry Index, disto não tenho a menor dúvida, pelos frutos conhece-se a árvore.

Devem estar por trás também dos 700 trilhões de dollares de derivativos furados girando nos alpha banks.

O Amorim, de longe é o melhor MRE que eu já vi, mas duvido que ele aguente mais tempo lá, este negócio de viajar o tempo todo deve cansar a beça.

 

Follow the money, follow the power.

Mas Doha do jeito que queriam nao tinha como sair mesmo. Só ia ser bom pros agricultores brasileiros...e pra indústria ? Nao tinha como.

 

Colegas,

Quem acompanhou as colunas do Prof. Bresser no últimos 4 meses percebeu claramente que ele foi contra aquelas babaquices reacionárias do Serra de criticar a UNASUL, a Bolivia, o Irã, etc. Há erros na poitica externa brasileira? Sim, podem haver como há erros na politica externa de todos os países, mas ler constantemente nos últimos meses a opinião do Prof. Bresser (" O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde) Pereira mostra que ele é um homem independente no Partido que deixou, há anos, de ser Social Democrata e virou o braço politico da UDR, da extrema direita em substituição a DEM que, todos sabem, praticamente, acabou. Uma fusão DEM PSDB seria ideal para a extrema direita ficar agrupada e é claro que o Prof. Bresser não se juntaria a este novo partido.

Bresser e Lembo dois peixes fora dágua, pois mesmo na oposição, não deixam de reconhecer os acertos do governo e os erros da propria oposição, acho um bom exemplo para nós da esquerda que temos muita dificuldade em aceitarmos acertos dos governos da direita e defendemos sempre(eu me incluo também) os erros da esquerda. Ponto para Lembo e Bresser.

Abraços,

 

Mauricio Oliveira

Este Bresser Pereira está sempre procurando alguma forma de adular o poder, qualquer que seja ele. sempre que esteve a frente, junto ao poder disse e fez sandiçes que repercutiam em demissões em massas de trabalhadores, seja na iniciativa privada ou no serviço público. Agora aparece com um discursinho mais engajado, mais o seu sorriso amarelo não engana. Ele é a prova viva de que os canalhas também envelhecem.

 

Andre Araujo e cleber cartacho tomaz e outros deve achar que lula e amorim só gostam de viajar

atoa,devem seguir os EUA ou a europa,atacar o irã e iraque e se juntar novamente com os argentinos e urugauios e atacar o paraguai, bolivia e venezuela.é parece que nao podemos ser

independentes,ter luz propria.  

 

Se a um simples do povo fosse dada a oportunidade de indicar alguém para algum dos lugares chaves do Ministério Dilma, e ela recaísse sobre mim, eu indicaria o Bresser Pereira.

 

Caros,

Ao Prof. Bresser-Pereira o que é do Bresser-Pereira.

O Prof. Candido Mendes, fundador do PSDB como Bresser, disse no Roda Viva da TV Cultura (link do vídeo) de Abril de 2009, perguntado por Alexandre Machado, que "nunca perdeu a esperança num tucanato vermelho e que considera o Presidente Lula o primeiro tucano vermelho".

O Prof. Bresser-Pereira, digo, um dos ultimos "moicano" no ninho ainda com percepção da realidade. Em Maio ou Junho deste ano, após assistir mais uma de suas palestras, perguntai-lhe se estaria pensando em se filiar no PCdoB, a qual ele reagiu com um sorriso. Em outubro no encontro da ANPOCs (Caxambu-MG), ouvi por alto, ele dizer a Maria Ines Nassif, tipo que estava "jogando a toalha". Para quem vem acompanhado suas analises, faz algum tempo que ele deve se sentir um estranho no ninho.

Com a licença do Prof. Candido Mendes, sejamos justo com o Prof., Bresser-Pereira, o primeiro "tucano vermelho"

Sds,

 

Caros,

Ao Prof. Bresser-Pereira o que do Bresser- Pereira.

O Prof. Candido Mendes, fundador do PSDB como Bresser, disse no Roda Viva da TV Cultura (link do vídeo) de Abril de 2009, perguntado por Alexandre Machado, que "nunca perdeu a esperança num tucanato vermelho e que considera o Presidente Lula o primeiro tucano vermelho".

O Prof. Bresser-Pereira, digo, um dos ultimos "moicano" no ninho ainda com percepção da realidade. Em Maio ou Junho deste ano, após assistir mais uma de suas paletras, perguntai-lhe se estaria pensando em se filiar no PCdoB, a qual ele reagiu com um sorriso. Em outubro no encontro da ANPOCs (Caxambu-MG), ouvi por alto, ele dizer a Maria Ines Nassif, tipo que estava "jogando a toalha". Para quem vem acompanhado suas analises, faz algum tempo que ele deve se sentir um estranho no ninho.

Com a licença do Prof. Candido Mendes, sejamos justo com o Prof., Bresser-Pereira, o primeiro "tucano vermelho"

Sds,

 

Não da para entender bem nossa política externa , quando o que interessa são resultados , então porque ficar batendo de frente com um dos nossos maiores parceiro economico que são os EEUU , me parece ser puro idiologismo que ficou de nossa esquerda marxista que hoje esta no poder , então em todas as questões o Brasil tem se posicionado contra o que simbolisa o que de mais forte existe no mundo em termos capitalistas , mas nossa diplomacia como D. cervantes desafia os moinhos fantasmas que ja não existem mais , agora é so comércio , o muro caiu a Rússia capitalisou , a China gostou da brincadeira e tornou se o pais mais industrialisado e capitalista do mundo , restou a pequena ilha e seu velho ditador Fidel , o bufão Chavéz , o cocaleiro e o Irãniano Arminidejad , e seria esses nossos parceiros ideais?

 

Dialogar não implica alinhamento automático às posições dos países que você citou. "Bater de frente": o sentido que você dá a essa expressão reconstrói aquele mundo velho com os fantasmas que mencionaste. Não estamos mais na Guerra Fria (de acordo). Logo, os EEUU não vão invadir o Brasil por este manifestar discordância daquele em alguns pontos. Muito menos vão nos impor qualquer tipo de embargo econômico. Como você mesmo disse, isso seria uma atitude daquele mundo modorrento, que contrapunha esquerdistas marxistas contra aqueles alinhados automaticamente aos interesses norte americanos. A China "bate de frente" com os EUA de forma recorrente. Será que o governo deles é "esquerdo-marxista" ou será que, num ambiente capitalista, não está defendendo seus interesses?

 

O Ministro Celso Amorim proferiu palestra no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de

São Paulo

De: MREBRASIL | 25 de agosto de 2010

Link: Celso Amorim proferiu palestra no IEA-USP

 

 

Mais uma boa tacada do Bresser, que está bem à esquerda de muita gente boa. Dá-lhe Bresser, estamos aprovando.

 

Só tenho uma coisa a dizer, todas as vezes que leio esse tipo de notícia: "quem te viu, quem te vê"...

 

Inquestionavelmente  a parceria Presidente Lula/chanceler Celso Amorim foi muito bem sucedida, das mais felizes. Torço para que Celso Amorim continue. Quanto ao texto, segundo consta, a criaçao do G-20 teve participaçao direta do Brasil e nao que "passamos a participar"...

 

Serah q o Bresser eh mesmo do psdb? Ou melhor, serah q FHC Malan Serra Aecio e cia sao sociais democratas? Estes ultimos eh q estao no partido errado... ou o nome do partido estah errado?

 

Brasil mudou de uma naçao previsivel para uma naçao imprevisivel, que surpreende. Essa eh a cara do Braisl! Eh o canal.

 

Dá pra acreditar, que o Bresser,que já foi um dos mais conservadores defensores da política externa brasileira,desde os tempos da ditadura,passando pela Nova República,está admitindo(contra toda a categoria de analistas das relações externas)que o governo Lula,fêz a lição de casa,que era esperada,e mesmo com toda a antipatia dos E.U.A,marcamos ponto na diplomacia,e mostramos que aquela frase "tudo o que é bom para os norte-americanos,é bom para o Brasil"já não é mais para ser seguida,e neste particular,temos que admitir, que o chanceler Celso Amorim,foi de uma sabedoria ímpar,e seu nome passou a ser citado,nos meios diplomáticos internacionais,como o do mais legítimo representante dos novos países e de suas aspirações.

Sou favorável à sua manutenção à frente da nossa chancelaria,e disto a presidente eleita sabe.

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Ele é um péssimo analista, sempre foi, esta fazendo o possivel e o impossivel para se engraçar com o PT.  Dizer que essa politica externa erratica, sem estrategia, sem foco e sem resultado é

boa, é parar rir ou para chorar.

 

Olá André.

Suas críticas sempre são inteligentes e me fazem refletir. Nem sempre precisamos concordar com o que lemos, mas a crítica inteligente é para ser destacada.

Você pergunta de algo que tenha sido alcançado pela Política Externa nestes últimos anos.

Cito: o incremento significativo na diversificação de importadores de produtos brasileiros foi efetiva para diminuir o impacto em nossa economia nestes últimos dois anos.

A política de expandir nossa atuação para países africanos não é uma abertura de mercados elogiável? Construtoras brasileiras não estão ganhando dinheiro nestes mercados?

Esta também teria sido uma política que já vinha do governo FHC?

 

 

Pelo jeito pra vc política externa boa era a do FHC, que falava fino com Washington e grosso com a Bolívia e o Paraguai.

 

Amigo André,respeito sua sabedoria e sua experiencia no campo político,e seu conhecimento das relações internacionais,porem sua crítica à diplomacia exercida na gestão Lula,pelo Itamaraty e pelo chanceler Celso Amorim,soa demasiada arcáica e extremamente fora do contêxto atual.

Foi-se o tempo em que o mundo era gerido e conduzido pela diplomacia norte-americana,que impedia quaisquer manifestações de soberania,dos países em desenvolvimento,pois desde a saída do Zbigniev Bzerzinski do  Depto de Estado yanque,este setor da tamanha importancia para o governo norte-americano,tem perdido respeito sistematicamente,e as últimas incursões americanas nas políticas externas,têm sido  uma lástima,em todos os sentidos,e só tem criado situações de desagravo na comunidade internacional.

Não querendo desmerecer ninguem,dá pra comparar as atitudes do chanceler brasileiro,com as mesmas atitudes da Secretária Hillary Clinton(quando envolvem-se em questões relevantes a nível internacional ?

Seu comentário está totalmente desatualizado,e você poderia ter nos poupado de suas opiniões atabalhoadas,neste caso particular,me desculpe a franquêza. 

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Meu caro, vc é inteligente o suficiente para saber que o que vale neste espaço é exatamente a discussão. O fato de cada um de nós ter seu ponto de vista sobre algum tema não exlui os demais pontos de vista, portanto vc derrapa ao querer interditar o debate porque acha o meu ponto de vista atabalhoado, seja lá o que isso significa, na realidade é apenas uma visão diferente da sua.

1.Vc diz que a minha opinião é arcaica? Em que sentido? Existe algo mais arcaico do que uma politica externa de esquerda, quando as duas grandes experiencias de governos comunistas no Seculo XX encerraram esse ciclo? Não estará o arcaico exatamente na otica terceiro-mundista desse Itamaraty que desconsidera a ordem global, que pode ser muito melhorada mas não pode ser desconsiderada? A ordem global rege um mundo moderno e internacionalizado, paises contestadores dessa ordem estão em franca regressão social e economica e são bem poucos, contam-se nos dedos de uma mão. Então o arcaico no contexto é o seu lado, o meu é ultra moderno.

2.A diplomacia americana comete erros monumentais há decadas, não há quem não reconheça, especialmente nos grandes think tanks americanos, como o CSIS de Washington, o Council of Foreing Relations, de Nova York, a Rand Corporation, o Woodrow Wilson Center, a Brookings Instituition, essa diplomacia é operada nos EUA por realistas e não por poetas.

Mas ela é parte da ordem global, como é a diplomacia da França, da Alemanha, do Japão, da China, esta uma das diplomacias mais cuidadosas com a ordem global, da India, alinhada aos EUA até demais, a diplomacia americana não é mais a regente do mundo,  eles mesmos sabem disso e operam nesse contexto mais reduzido.

3.Bzerzinski nunca foi do Departamento de Estado, foi Assessor do Conselho Nacional de Segurança no Governo Carter, aliás as relações dele com o State Dept.sempre foram péssimas. Foi um grande academico, pensador e finalmente operador de politica externa em uma fase particularmente complexa das relações externas dos EUA. Pode-se dizer que ele com os Democratas e Kissinger com os Republicanos foram os dois cerebros de um largo periodo da Guerra Fria.

4.Quanto à gestão Amorim, um raio X aqui levaria dez paginas. Basta um registro, a abertura sem qualquer criterio racional de 53 novas embaixadas, algumas em ilhotas com 5.000 habitantes, aonde não há qualquer outra embaixada. Para que? Dizem que para ganhar uma cadeira no Conselho de Segurança, como se a ONU fosse a FIFA. Não faz o menor sentido. A reforma do Conselho de Segurança passa pelos atuais cinco membros, é ai que vai ser decidido e não nas ilhotas perdidas pelos mares. Contraprova da diplomacia fracassada, o maior adversario da cadeira brasileira no Conselho é a China, aquela mesma agraciada com um inoportuno reconhecimento de ser uma ""economia de mercado"". Mas o fracasso mais emblematico foi a eleição em 2005 do Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, instituição criada pela iniciativa do Brasil no Governo JK. O Brasil lançou candidato, o Itamaraty não fez nada, o Brasil não teve nem  os votos de seus "paises companheiros""da America do Sul, perdeu a Presidencia e ainda perdeu a Vice-Presidencia de Finanças, que sempre foi do Brasil, está bom para você?

 

 

@Andre Araujo.

Você pode explicitar melhor  a qual ilha se refere quando fala em "ilhotas com 5.000 habitantes"? Seria por acaso Tuvalu?

 

Nao acho nao, Andre. Há tempos as análises do Bresser vao nessa linha. Ele é professor e executivo reconhecidamente de sucesso. Tem vários livros publicados. É independente, pode se apesentar a hora que quiser, pois tem dinheiro para isso. Porque ele teria intencóes de se engracar com o PT, nao entendi a insinuacao.

 

Daniel,tudo o que você disse do Bresser,dele ser independente,corajoso ao expressar-se, de ser politicamente descomprometido(seria?)de ser rico,experiente nas funções executivas e empresariais bem sucedidas,não afasta-o dele estar sempre "de ôlho"em qualquer boquinha no governo. Por isso,as suas constantes incursões na imprensa,aonde goza de um certo prestígio,e aonde tece vêz por outra,elogios aos governantes,sejam eles adversários de ontem,ou amigos de sempre.

Um segredinho: Sabe quem está fazendo o maior lobby,pela indicação do Abílio Diniz,para que ele aceite um provável convite para ser ministro do futuro governo Dilma ? Um doce se adivinhar !

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Olha Raí, se o Bresser está fazendo Lobby pelo Abilio Diniz eu nao sei. Mas gostaria sim de ver o Abilio Diniz como ministro, ele parece ter capacidade para isso. Tanto ele quanto o Jorge Gerdau seriam bem vindos, na minha opiniao. Acredito que se ele esteja fazendo o tal lobby deve ser por conviccao já que, como falei, ele já nao é tao novo,  e parece ser uma pessoa já realizada.

 

Não o desmereço como professor e intelectual, tenho quase todos os livros dele, eu tb estudei na FGV. Como politico não se consegue achar a veia dele, um proposito claro, um projeto bem definido, ele teve uma boa ideia quando Ministro da Fazenda do governo Sarney, que foi a securitização da divida externa. Foi mal recebida pelo Secretario do Tesouro Nicholas Brady com a seca observação "" This is a non starter", no entando Brady se apropriou da ideia e mais tarde criou os Brady Bonds, que foi uma engenhosa solução para a divida acumulada até a crise de liquidez de 1982. Nunca pude entender porque Bresser não defendeu com unhas e  dentes a sua ideia, que era muito boa. Depois sua gestão no Ministerio da Fazenda foi pifia, não foi um bom operador politico da pasta.  Posteriormente sua posição no mainstream dos tucanos se erodiu, ficando meio de escanteio no Governo FHC, não tinha peso politico. Realmente fica dificil entender certas posições atuais de Bresser, são estranhas e negam sua formação ideologica e a racionalidade normal de um pensador com os pés no chão. Elogiar essa politiquinha que adere a ditadores de 5ª categoria, desafiando a ordem global sem qualquer vantagem à vista, é um exercicio de apoio gratuito e sem sentido, logo vindo de alguem que  tem raizes em um grupo politico que dispõe de bom numero de experientes diplomatas.

 

André, essa sua frase "politiquinha que adere a ditadores de 5ª categoria" é muito neocon e adesista ao consenso de washington.   A política externa dos últimos 8 anos foi muito enfática quanto ao multilateralismo e respeitar para ser respeitado.    Amorim, Garcia e Lula possuem um discurso e prática muito bem definidos e coerentes quanto a isso.
O fato da abertura de novas embaixadas vem exatamente nesse sentido e é pura picuinha sua, e pleitear vaga no conselho de segurança é tão legítimo como o direito da India, sinceramente achei seus comentários nesse post abaixo do seu padrão de qualidade.     Outra coisa, não me faça rir ao dizer que o governo Lula é um governo de esquerda, vc vai ser achincalhado pelo marxistas.   O governo Lula é o que não foi os 8 anos de FHC, um governo social democrata. 

 

 

Ele lutou, mas foi defestrado pelo Sarney, que colocou o Maílson em seu lugar. No mesmo instante, Maílson anunciou o abandono do plano e a intenção de pagar juros e amortização integralmente. Além de permitir a conversão integral da dívida em cruzados.

 

Penso que o melhor resultado foi o que ele colocou no inicio: rejeitar a alca sem brigar com os EUA. Temos que relativisar os resultados em relacao ao que é possível de se conseguir,  e nao pensar nos resultados ideais só para o Brasil. Além do que na análise do Bresser está implicita uma comparacao, com claro viés de melhora, como a política externa do governo anterior.

 

A ALCA não foi arquivada por um ação da politica externa desse Governo. Era uma  proposta americana definida em 1994, não teve adesões e os proprios americanos retiraram a proposta, preferindo o caminho dos tratados de livre comercio, pais por pais. No Governo FHC a ALCA já era uma iniciativa sem futuro, o Itamaraty nunca foi entusiasta da proposta, que foi simplesmente retirada pelos EUA, aliás não houve pressão, era uma oferta de negociação.

 

Sem resultado? Agora você forçou a barra. A força da política externa do governo atual é reconhecida interna e externamente, por governos e publicações respeitadas e das mais diversas posições. Com todo respeito, dessa vez você jogou para a torcida.

 

Meu caro, cite um unico objetivo estrategico alcançado por essa politica externa, um só. Liderança na America Latina? Nenhuma. Mais perto da cadeira do Conselho de Segurança? Depois do voto pro-Irã ficou a anos-luz.  Tratados de livre comercio? Nenhum. Vitoria na OMC? A unica, do algodão, foi iniciativa do Governo anterior. Elogios em revistas, premios, taças e medalhas não são prova de nada, só oba oba promocional.

 

 Tucano derrotado é ressentimento puro. Defender os interesses nacionais e não se curvar, como o govêrno anterior adorava fazêr, ao impor condições para  assinar a Alca, não conta? Não reconhecer a liderança do Brasil na Ámerica do Sul é demais! Certamente o bom seria uma liderança Serrista de desprêzo ao Mercosul e conflitos de fronteiras com nosso vizinhos, certo?  O Brasil e o Lula, os dois, são ouvidos mundialmente mas êle desqualifica, claro. Não é considerada boa estratégia comercial têrmos reduzido a dependência com os EUA, têr crescido as transações e presença brasileira(empresarial) na A.Sul, na África, no Oriente e na Ásia. Marcante certamente era a política do govêrno anterior e genial seria do Serra, desagregador dentro do seu partido e aliados, imagine como o futuro melhor Presidente que o Brasil, Graças a Deus, nunca têve..