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A proposta do consórcio chinês para a licitação no RJ

De O Globo

Consórcio chinês oferece novos trens 50% mais baratos do que os de São Paulo

A Secretaria Estadual de Transportes encerrou nesta segunda-feira o processo de entrega das propostas de licitação de novos trens para modernizar o sistema ferroviário do Rio de Janeiro. O consórcio chinês CMC-CNR-CRC ofereceu o menor preço: R$ 543.171.084,49 pelas 60 locomotivas. A nova frota estará em funcionamento até 2016.

Segundo o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, o governo estadual vai economizar quase 50% por cada locomotiva em comparação aos trens encomendados à Alstom para reforçar as linhas do metrô paulista. O Governo do Estado de São Paulo pagou R$ 17 milhões por cada composição, enquanto o Governo do Estado do Rio vai pagar pouco mais que R$ 9 milhões pelo equipamento que tem características semelhantes. Cada composição é composta por quatro vagões.

Lopes explica que as novas composições seguirão o mesmo modelo dos trens chineses. “Os trens serão equipados com ar condicionado, painéis de informações de led, comunicação direta entre o trem e o Centro de Controle, câmeras de monitoramento interno, bagageiros, tvs de plasta”, disse em nota o secretário, que acrescentou que os intervalos entre uma viagem e outra serão menores.

O consórcio CMC-CNR-CRC saiu na frente na primeira fase da licitação. Para encerrar o processo, e anunciar o vencedor, a comissão responsável ainda precisa analisar todo o conteúdo técnico das propostas, num prazo de aproximadamente 30 dias. A expectativa é de que os trens comecem a ser entregues em 18 meses a partir da assinatura do contrato com a empresa vencedora. Até 2015, todos já estarão em operação.

O grupo chinês é o mesmo que venceu a licitação das 30 composições adquiridas pelo governo estadual em 2009, e que já começaram a ser entregues para testes de operação nos ramais da Supervia. O secretário Julio Lopes explica que até setembro deste ano todas as composições serão entregues às linhas administradas pela Supervia.

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Tarciso

Acabo de entrar no site da

Acabo de entrar no site da cmc da china e os primeiros trens da supervia já foram embarcados para o Brasil no dia 17 de março de 2014. Agora esse problema com a t´trans e conversa fiada do cade os chineses não iriam dar seus belos trens para essa empresa fajuta fazer alguma coisa nos trens da cmc e só ver a reforma que ela fez na série 700 um serviço da pior qualidade. Nem trocar as formicas do trem ela fez passou uma tinta azul por cima e ficou por isso mesmo.

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Vamos  ver  se  os  prazos  de  entrega  serão  cumpridos.  Até  agora,  vários  adiamentos  nas  entregas  das  composições  para  o metrô e  para os  trens  do Rio  por  parte  dos  fabricantes asiáticos.

    O  sistema  de  transporte  público  do  Rio  é  péssimo: ficou absurdamente  caro,  muito  cheio, frequentes  paralizações, ineficiência  total,  tranportando  o metrõ  hoje  o mesmo  número  de  passageiros  que  transportava  quando  era  estatal  mas  muito  mais  cheio  e  com  vagões  sujos e frequentemente  sem  ar  condicionado. Mas como  são  grandes  financiadores  de campanhas  de  vereadores, deputados, prefeitos,  governadores....e  a  Ag~encia  reguladora  desses serviços  é  uma  lástima,  igual  ao  Secretário  de  Transportes.....Coitados  dos  habitantes  do  Rio!!

 

REspondendo e reforçando algumas colocações feitas aqui:

1 - Já trabalhei em empresa chinesa vendendo para grandes empresas no Brasil e funciona desta maneira: vende-se por qualquer preço, promete-se tudo que for possível de ser prometido. Fechado o contrato, começam os problemas no tempo de entrega, na especificação e na qualidade do que é entregue. Esta parte ruim nunca aparece para o público final, somente o oba-oba inicial. O importante para os chineses, país socialista, é criar empregos na China.

2 - Sim, o setor de transportes é um dos que mais contribui para as eleições de políticos. Alguém de suas cidades já viu trocarem as empresas concessionárias de transportes nas suas cidades? Uma vez que portos, terminais, estações e veiculos (trens, onibus, barcas...) são de posse do governo, todos concedidos ao empresario privado, as grandes linhas de custos-operacionais ficam com o governo. De custo pesado, somente a folha-salarial fica com os empresários. Os preços cobrados são absurdos. Se o povo do Brasil soubesse das margens de ganho nos transportes, muita gente importante encontraria serios problemas.

 

Havendo similaridade entre os projetos, tem que vencer o mais barato... no geral a 'qualidade e experiência' são a porta de entrada da maracutaia nas licitações.

No mesmo sentido, o Governo do Rio de Janeiro não tem que fazer política industrial (com os impostos do cidadão fluminense) para a industria nacional DE SÃO PAULO....

Que o governo de São Paulo subsidie a sua produção.

 

Nassif, me dá uma epxçlicação,. por favor. 

Estive no Chile final de janeiro. O Metrô de Santiago, muito confortável e eficiente, é servido por trens favricados no Brasil. Ótimos e bonitos. 

Por que temos de comprá-los na China? Por que os trens brasileiros não servem para o Brasil, mas no Chile ganham a concorrência contra os chineses?

 

E tem mais, não é o trem(locomotiva), são os vagões. Aquela caixa de metal com rodas e engate.

 

abraço

 

Caro Alceste Pinheiro:


Do Wikipedia:


Os trens de parte do metrô chileno foram fabricados pela Alstom, em sua unidade de SP.


São 60 composições que atendem à Linha 4, a maior dos sistema chileno.

 

Hehehe O Júlio Lopes entende tudo de transporte.

 

Caro Marcos RTI:


O Consórcio Supervia é a empresa concessionária das ferrovias urbanas do Rio e Grande Rio até o ano de 2048.


Nos 14 anos de concessão, o tráfego diário de passageiros foi triplicado, saindo de 150 mil para os 450 mil de hoje. A empresa, que também opera o Teleférico do Alemão, foi adquirida pela Odebrecht em 2010.


A minha dúvida, já que desconheço os detalhes do Edital de Concessão: não seria a Odebrecht a responsável pela licitação para aquisição das composições, sendo o governo do RJ apenas o avalista da operação?


Quanto ao preço, como pode o governo de SP ter concordado em pagar quase o dobro do preço por composição semelhante? Seria necessário que o MP e TCU investigassem os dois contratos, o do RJ e o de SP, pois um dos dois é inteiramente absurdo. Não entendo porque o empresariado nacional não se habilita pata tais concorrências, ao menos em parceria com empresas estrangeiras.


Caso fique reconhecido que o preço certo/justo seja este, R$ 9 milhões por composição, é um inegável ponto a favor do governo do RJ ou do Consórcio Supervia, sei lá de quem é o mérito.

 

Eu sinceramente não entendo este consórcio de Barcas, Supervia e Metro. Sempre que são compradas as composições ou embarcações é com dinheiro do estado, que repassa os mesmos para as concessionárias.

O que realmente me emputece é o péssimo serviço prestado por estas, que lucram enormemente com o preço abusivo das tarifas e sequer gastam dinheiro do próprio bolso para comprar as composições. Um verdadeiro absurdo! E cadê o MP-RJ?! Caladinho, e provalmente com o bolso cheio.

 

Caro Vinicius Carioca:


Obrigado pelo retorno.


DIZEM que os empresários de transporte são os maiores financiadores de campanhas políticas em todo o país, logo...


No RJ, o das Barcas faz o que quer, mas a viagem melhorou bastante, as embarcações foram reformadas e todos viajam com um conforto que, antes, era inimaginável.


O metrô, apesar do aumento do intervalo entre trens, fato que deveria ser objeto de multa, pois contraria o estabelecido no Edital (aqui responsabilizo o concedente, que não faz o que deveria fazer, agir de acordo com o Contrato de Concessão), e sobre a Supervia, embora eu não utilize o serviço, sempre ouço dizer que está bem melhor que o oferecido antes, quando estatal.  


Sobre os preços, não entendo como abusivos nem baratos. Prefiro trem ou ônibus a uma van, que não sei quem a está dirigindo, pode ter superlotação e cobra preços equivalentes. Este serviço deveria ser regulamentado como os outros, pois o cliente, e somente ele é quem sabe qual o transporte de seu agrado.


Um abraço

 

O Metrô no Rio melhorou? Onde? É o serviço que cada vez mais piora. Além dos intervalos maiores, da consequente superlotação, da completa falta de limpeza - já passou uma semana do carnaval e ainda tem latinha de cerveja nos trilhos! - e da deterioração das composições, que estão tremendo tanto que parece que vão desmontar, ainda por cima o Governo estadual está cometendo uma loucura que é esticar ainda mais a linha 1, alterando os planos originais de metrô para a cidade.


 


Dois sites que falam bem sobre isso:


http://www.metroqueorioprecisa.com.br


e


http://metrodorio.blogspot.com/

 

Acotecem coisas no Brasil que é interessante.

O Brasil constroi aviões e navios de grande porte nos nossos estaleiros, mas não consegue construir trem.

O que falta? interesse das empresas investirem nesse seguimento.

Não havia uma empresa brasileira, a Villares, que construia vagões de trem ?

Isso sem contar que nós temos a materia prima principal para construção do trem e trilho, o ferro.

Não crei que a eletronica embarcada nesses trens sejam tão dificeis, nada que os nossos engenheiros não dariam conta.

Se o Brasil fosse cortado de norte a sul através das ferrovias, dariamos um salto muito grande, e o meio ambiente agradeceria. 

 

Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

Novamente, o Brasil não sabe construir motores, sejam eles quais forem.

 

Construir um vagão é bem diferente de cosntruir uma locomotiva.

Todas as turbinas da embraaer são inglesas.

Todos os motores de navios são europeus.

 

e por aí vai....

Talvez tenhamos uma montadora de motores de 100hp. E eu disse montadora não por acaso.

 

Realmente, a  empresa  chinesa é a Vaisemanda, sucessora da Simandou.

Pior, é  e o "secretário de transportes" Júlio Lopes,  bem acabado tipo de mauricinho, que até  o presente, não faz  a mínima idéia  dos  tormentos por que os usuários,de barcas,ônibus, metro ,trens e folclóricos bondes passam.Claro,como todos os demais membros   do governo , serve de para-raios ,da  contumaz  ausencia ,administrativa e física, do gaulês  Sergio Cabral.

 

A formação dos preços no Brasil é uma caixa preta. O álibi usado pelas empresas tupiniquins para justificarem a incompetência , a ganância e a prática  de preços abusivos é o "Custo Brasil". É um tiro no pé , quando o quintal de casa é varrido pela concorrência livre.

 

Tava fadado a acontecer.  E cedo cedo eles chegam na construcao civil tambem e o Brasil esta com os precos internos tao desregulados que vai ser outro massacre.

 

O Secretário entende muito pouco de transportes, e o pouco que entende não serve para nada. Gaba-se de ter comprado trens mais baratos, prejudicando claramente a indústria ferroviária nacional, que possui todo o know-how necesário para produzir esses trens. É a volta do estilo Collor de ser. Apesar de aliados, Governos estadual e federal (Lula) atuaram de forma diferente em questões que envolvem emprego e tecnologia nacional. Lula preferiu fazer as plataformas de petróleo aqui no Brasil. 

 

O Brasil não fabrica máquinas e motores relevantes.

 

a diferença de 50% dos preços da Alston em SP é os chineses não tiveram que pagar bola pra ganhar a licitação no Rio.

 

Provavelmente deve haver AS MESMAS CONDIÇÕES em ambos os contratos.

Os chineses são sim 50% mais baratos que qqer Europeu ou americano. A grande questão é ainda a qualidade. A China está melhorando rapidamente seu sistema produtivos, mas por enquanto ainda é baseado na mào de obra barata e isso tem seu "preço".

A ver se esses trens não se tornam obsoletos em metade do tempo.

 

Não sei se essa empresa chinesa é a mesma que participou de uma licitação na África, acho que na Guiné, onde a Vale foi a concorrente e perdeu. Era para explorar uma mina de ferro (Simandou - nome curioso!). O governo local se mandou para entregar a concessão à turma dos olhos puxados, que não conseguiram implantar o projeto.

Salvo engano, em época semelhante a Vale adquiriu uma concessão de mina de carvão em Moçambique e que já começou a produzir.

Ou seja, qualidade tem seu preço. E se os chineses querem ganhar no preço, seus clientes certamente podem perder em qualidade. Cuidado, Rio de Janeiro!

 

É bem provável que a qualidade não seja a mesma. Mas cá entre nós, 50% de diferença é duro de engolir...