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A reorganização partidária

Na aba ECONOMIA, a Coluna Econômica de hoje, abordando a questão da reorganização partidária.

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aprende a falar

 

para fala direito

 

Muito válido e oportuno o comentário sôbre a reforma política logo no início de governo.Todos só reconhecem depois de passarem pelos cargos...O problema é que é muito difícil,demorada e plena de risco...E ninguém quer enfrentar tantos pepinos juntos.Porisso vem sendo adiada sempre.
Agora com um governo fortalecido por maioria tão expressiva e com um Presidente disposto a fazer "coalizão" como o atual a oportunidade está a vista.Basta que surjam os "patriotas",os "altruistas" que pensam mais nas futuras gerações do que nas futuras eleições e que o Presidente Lula os convoque para agirem logo e apresentarem suas propostas.Creio que um Marco Maciel,um Suplicy,um Pedro Simon,um Roberto Magalhães,um Jefferson Peres,um Ramez Tebet não se negariam a ajudar o país a fazer sua reforma política. Está é a hora.Temos Presidente que mesmo antes das eleições se pronunciou em defesa da reforma política.Agora é colocar em prática o discurso vitorioso da campanha.

 

Toda a classe política fala em Reforma Política. Mas QUAL reforma? Aquela proposta pelo deputado Caiado?
Aquilo é uma reforma para atender unicamente aos políticos e aumentar o poder dos caciques dos partidos.
Será que o 'povo' apoiaria esse projeto? DUVIDO..

 

Humberto, ficarei em alguns aspectos do seu ótimo texto já que o do Wenden concordo plenamente.

O " PT não existir mais" pelo menos o projeto de um partido de tendências políticas com forte apelo a romper os paradigmas da esquerda brasileira (que tinham uma cúpula centralizadora ao estilo leninista) acabou desde 1995 e se antes era difícil compor um projeto coerente de nação (mas havia) entre trotskistas, católicos, sindicalistas etc, depois 1995 o PT torna-se uma força só eleitoral com a lógica voltada para tal.

São várias razões para a derrocada do antigo projeto, faltava uma coerência política entre os diversos grupos (como apontado acima) que levava a certos embaraços em termos de discurso eleitoral, com certa propensão a dar importância à tendência em detrimento do partido, tanto que no movimento estudantil você conhecia os membros ligados ao PT pela sua tendência e várias chapas em nível de UNE eram decididas pelos rachas internos de articulação x CS e DS que invariavelmente aliavam-se ao PC do B.

Mas na década de 1990 houve vários expurgos pro várias razões, Erundina, CS etc e durante a primeira parte do governo lula, o grupo católico desfiliou-se do PT, ficando dentro dele mais uma divisão regional que propriamente ideológica, talvez o único grupo com alguma coerência ideológica seja a Democracia Socialista (frise-se talvez já que a mesma tem sua base pelo que sei no sul do país), o resto é mais por interesses eleitorais.

Com a saída de cena obrigatória de Lula nas eleições de 2010, fica um problema da refundação do PT de 1995, por que tudo era pensando em chegar ao poder e se resolveria com isso, o que não pode ser chamado de projeto de nação e agora nem um produto para vender na próxima eleição, já que terá que primeiro investir para os seu publico interno, para depois tentar aumentar seu eleitorado com marketing e outras ferramentas e partir para o combate para desencorajar novos competidores e quem sabe antigos competidores.

Dentro da lógica eleitoral, é possível que ainda apoiado por setores organizados que tem no PT seu aliado natural (ONGs) e os sindicatos da CUT, o PT continue crescendo em termos nacionais, até por que o PT é visto por estes setores como o único a mesmo palidamente a enfrentar alguns problemas ou não e não ser hóstil a eles, como no caso de grupos ligados aos direitos humanos, problemas ambientais (nem preciso lembrar do programa de TV do PSDB do segundo turno), tratamento da criança (é só ver a posição do antigo governador de São Paulo quanto ao ECA), aborto, planejamento familiar etc.

Mas bandeiras desses grupos continuarão a ter dificuldades a serem atendidas, até dentro da lógica (tanto eleitoral como de governabilidade) de não ferir as susceptibilidade das maiorias, por isso acredito que o PT tornar um PMDB com uma diferença, não deverá ser só dividido por caciques, mas por grupos ou interesses específicos regionais da sociedade organizada, quanto à posição na centro-esquerda eleitoral concordo já que é o que existe de fato.

Quanto ao PSDB é difícil acreditar que se caso Serra vencer se tornará um partido de centro-direita com as características atuais, mas não sei se o mesmo vencerá a disputa com Aécio, por várias razões internas até por que logo será obrigado a resolver a questão crucial de como irá se compor com setores importantes do partido quando quiser programar idéias de gestão e responsabilidade.

O PFL terá que se resolver se continuará radicalizando o discurso anti-lula ou tem algum projeto a contrapor, mas é difícil entender um partido que no poder na cidade maior cidade do país, ou seja sua vitrine com um quadro experiente, capacitado, e jovem parece cair nos encantos de aumentar os tributos sobre seu grupo de apoio natural para fazer um monte de obras em ano eleitoral, esse é um filme antigo que já vimos, como o mesmo PFL da câmara apregoa não existe espaços para novos tributos mesmos justos dentro de uma carga excessiva, por isso acredito que o Weden está correto, um partido que nem entende qual é seu alvo eleitoral, não tem como ter um candidato a presidente.

 

E o que seria "reorganização partidária"?

 

Caro Nassif:

Concordo com você quando diz que essa história de reforma política parece uma desculpa para não se fazer nada. O grande problema, no entanto, parece ser a total indefinição que se tem no país sobre qual modelo se quer seguir.

Nunca gostei dessa idéia de colocar a fidelidade partidária na lei, é a nossa velha ilusão de resolver um problema por decreto. A única forma de evitar a infidelidade partidária é tirar-lhe o sentido: é identificar os partidos com alguma proposta ideológica clara, de modo que trocar de partido significasse trocar de posição política. Mas isso quem faz não é a lei, mas a pressão da sociedade. Os partidos deveriam ser refundados a partir de projetos de país, não de ambições pessoais de poder. Por isso, talvez o melhor fosse liberar geral e deixar que os partidos se reorganizassem completamente. Em menos de dez anos teríamos grupos coerentes, eu espero.

A impressão que dá é que esse é um dos males que herdamos da ditadura e que ainda não conseguimos abandonar: os partidos políticos têm - menos do que há 25 anos, mas têm - pouco sentido ideológico, porque ainda são amontoados oportunistas de interesses. Dar sustentação aos partidos como eles são hoje significa adiar a verdadeira reforma política, aquela que os próprios políticos têm que comandar, com total liberdade de associação. Será que não seria o caso de, por uma legislatura ou duas, considerar o mandato como sendo do deputado, e não do partido? Dar-lhe total liberdade para ir aonde quiser? Para associar-se a quem pensa como ele, não aos desafetos dos seus desafetos, ou aos aliados dos seus aliados?

Talvez isso não faça sentido, mas acho que se uma reforma dessas acontecesse, a maioria das medidas que se planejam seriam desnecessárias: se há cinco ou seis ideologias claras organizadas em partidos políticos, que sentido faz se criar um novo micro-partido? ou trocar de ideologia? Abraço

 

TODO MUNDO SABE APONTAR PROBLEMA NA ADIMINISTRACAO DO PRESIDENTE.
O PRIMEIRO PASSO PARA O CRESCIMENTO DO BRASIL É TIRAR O PODER DA PODEROSA R.G.ANTE-BRASIL, QUEM VAI MEXE?

 

Sempre acreditei que partidos políticos deveriam representar as diferentes parcelas da população a partir de suas necessidades, interesses, ideais e até mesmo sonhos. Pelo menos deveria ser algo próximo a isso. O que temos observado principalmente nestes últimos anos são partidos de aluguel sem nenhum compromisso com eleitores (nem antes e nem depois das eleições), além de políticos eleitos que mudam de sigla partidária apenas por vantagens financeiras ou eleitorais (novamente sem escrúpulo nenhum junto ao eleitorado). Como resultado acho que posso arriscar a ineficiência da máquina pública com prejuízo de toda população. Reforma poítica, ou mesmo uma reorganização partidária deve objetivar transparência para o eleitor - já seria um grande avanço.

 

O Gorverno do Presidente Lula possibilitou o
afastamento completo do risco do confronto de classes
ser dirigido pelo PT no Brasil.
Ao continuar com a política econômica de FHC
O Presidente Lula e o PT ganharam a confiança dos
respresentantes do Capital
financeiro, industrial e comercial
não representando mais um risco
para a economia
de mercado no Brasil.
Esta é uma tarefa que somente o Governo do
Presidente Lula e o PT poderia realizar.
Esta condição irá levar os agentes econômicos
a pressionar os agentes políticos
para manter a
estabilidade econômica garantindo o crescimento do PiB.

 

Caro Nassif.

Perdão por ter escrito seu nome errado em meu primeiro comentário.

 

Partido, no Brasil existem dois, PT e PC do B, os demais sao agremiações que se unem para mamar na teta do Estado.
Obs. Este Kamel é mesmo um cara de pau!

 

Nassif,

As "Abas" sumiram novamente.....

Atenciosamente,

Wellington

 

é isso aí Tereza. Não dá pra perder tempo lendo essa gente que vc citou.
Tem muita gente com uma aura negra grudada (juro, não sou esotérica mas acredito em auras...). Noutro dia o Alexandre Garcia, no Bom dia Brasil, dizia que a vitória do Lula foi possível por causa do MEDO que os eleitores tinha de perder os benefícios (Bolsa família...etc.). Enfim, AURA NEGRA, ver tudo pelo lado do MEDO e não admitir que as pessoas estão OTIMISTAS e ESPERANÇOSAS é muito ruim...e isso contagia. Quanto menos lermos essas porcarias, melhor. VAMOS EM FRENTE.

 

O Presidente Lula venceu as eleições e o
PT/PSB foi o partido mais votado para a camara
dos deputados, mesmo com mensalão, dolar na cueca, caseiro/ Palocci e dossiê.

Nem consigo imaginar o resultado destas eleições
sem estes fatores

Para as próximas eleições além de uma situação
econômica e Distribuição de renda muito melhores,
provavelmente não teremos estes fatores

E todos os políticos já sabem disso.

 

Vinicius
Não sei se o reinaldo azevedo, olavo de carvalho, etc, merecem nosso tempo de discussão...Com a imprensa, discordante ou não, acho só merecer a nossa leitura quem consegue ter um mínimo de discernimento e imparcialidade, quem lida com fatos. Esses 2 e alguns outros, antecipadamente podemos saber o que escreverão sobre determinado assunto....
Veja o link que recomendei, fala do Emir, do Bornhausen, da dita tentativa de se calar a liberdade de imprensa, e de uma charge publicada na Veja, sem autorização do autor.
Ontem na Folha on line também saiu uma coluna muito boa do Helio Schwartzmann (não sei se é assim que escreve, espero que o Nassif não seja que nem o reinaldo e procure nossos erros de português...brincadeirinha)
Abço
Tereza

 

Até hj não consegui dizer de qual partido sou, justamente pois estes mudam de acordo com a "música". Creio que faz-se necessário construir partidos com propostas sólidas e um claro programa, o qual seus membros deveriam seguir sempre.

 

Creio que a a vitória do Presidente Lula e eleições
a cada dois anos fecharam as portas para
uma profunda reforma política.
As atuais forças políticas irão girar em torno do
Presidente Lula e do PT.

Creio que que esta vitória fechou as portas para o PSDB, e ele perdeu o trem da história,
a ele restará a figura de oposição, pelo simples
Fato de todos na caberem no Governo, não há
cargo para tantos políticos e técnicos,
os que sobrarem serão oposição.

A próxima chance so reaparecerá, quando os
efeitos do crescimento do PIB e da Distribuição de
renda tiverem passado,
E questões com saúde, segurança pública, direitos individuias,
questões religiosas ganharem destaques.

 

Orfandade. Essa é a palavra. O leitor Rodrigo traduziu bem o seu post Nassif. Acho um momento importante de redefinição do próprio eleitoral, já saturado da era tucano-petista ou fernando-lulista. Chega. A também mídia enche o saco com esses bordões sobre o nada, enchendo papel com delírios levianos ou impropérios ridículos. É reciso uma renovação da linguagem e das mentalidades. O que é o PT? Eu me pergunto, p. ex., o que faz o ex-deputado Paulo Delgado no PT? Pelo que Zé Dirceu briga ao tirar proveito da sua condição de investigado para pousar de liderança forte e com um papel a cumprir na "refundação" do PT? Isso é um forte indício da sicuta que o PT está tomando. O governo tem o leme nas mãos mas poderá fazer tudo dar errado de novo se Lula continuar insistindo em manter a herança malânica-paloccista. Lula pode jogar tudo pra cima ou pra baixo. Só não pode achar que uma nova onda de pressão política vinda das ruas vai deixá-lo trabalhar com os mesmos parâmetros. O front volta às ruas.

 

Excluido o Senado que em sua maioria é oposição, com poucas representações partidarias, a Camara é uma concentração de partidos. Não me surpreenderia a comprovação que o FHC teve seu mensalão como no governo Lula. Estamos caminhando para uma redução de partidos que provavelmente notaremos em 2010, ou ainda nas eleições municipais, uma vez estabelecida a clausula de barreira. Temos que ter como prioridade a reforma politica, com voto distrital para acabar com deputados que dizem que estão visitando as bases, mas nunca os vemos. Isto evita que representantes de classe sejam eleitos para interesses delas, sendo que deputados devem legislar para 180 milhões de brasileiros. Fidelidade partidaria para que depois de eleitos o politico não vá para outro partido, esquecendo que em alguns casos ele foi eleito pelo coeficiente eleitoral do seu partido. Depois disto, podemos pensar em outras reformas, assunto que ouvimos desde de 1994, e que por olharem para o proprio umbigo, os deputados nunca caminham com elas. O PT não tinha um plano de governo, isto é fato, mas aos poucos vai se acertando, independente de eu esperar que eles fizessem mais. O FUNDEB entre outros projetos que estão esperando aprovação no congresso caminham a passos lentos na casa destes representantes do povo. Serão representantes do povo mesmo?!...

 

Caro Nassif

Concordo integralmente com seu segundo parágrafo, mas acho que ele é incompatível com um de seus bordões preferidos que diz que o poder executivo é OBRIGADO a corromper o poder legislativo para conseguir governar. Que não há outra saída. Desculpa, pelo menos pra mim é uma desculpa, que foi usada pelos tucanos nos "Anos FHC" e agora pelos petistas.

Na minha opinião, um governo capaz, com um ministério competente e o presidente da república lançando mão do peso do respaldo popular de governante eleito, conseguiriam resultados iguais, na pior das hipóteses, a esses conseguidos à custa de muito dinheiro público que faz falta às escolas, hospitais, infra-estrutura...

Por falar em bordão, esse é aquele de o sofá ser o culpado pelo adultério. E o adúltero sabe que perde a desculpa se se livra do sofá. É difícil crer que a classe política dominante quererá livrar-se de uma desculpa socialmente aceita, até por gente bem informada e bem intencionada. Quererá sempre ter essa carta na manga... mais bordão.

Um abraço

 

Nassif, desculpe-me por utilizar o espaço para comentar sobre um post anterior. No blog do Reinaldo Azevedo há um post lamentável. Ele se prestou a analisar os erros de gramática do texto em que o Emir Sader critica o Jorge Bornhausen. O jornalismo é pra informar ou tirar sarro? E no final de tudo, ainda publica um endereço de e-mail do PFL para que se manifeste quem apóia a decisão do juiz.

 

Calma Rodrigo, ainda nem começou a partida, tá todo mundo em aquecimento.
Deixa o desencanto vir quando tiver que vir. Embora com quase vinte anos a mais que você, me sinto na mesma posição. Respira fundo e tenha paciência...
Abs.

 

Caro Nasif. Eu comungo da idéia de que pode-se governar, e bem, sem as reformas. Evidente que não dá para mudar o país, mas ao menos criar-se-á uma semente de modernidade na gestão pública, que poderá espalhar-se pelo resto da esfera pública, mas não existe um homem ou entidade política com vontade, visão e altruísmo necessário à tarefa.

 

Caro Nassif,
Tenho 27 anos, sou petista e desde criança me considero petista. Apoiei o governo Lula, embora com ressalvas, e votei no PT nesta eleição - e votei empolgado.
Nunca subestimei conjuntura econômica que levou o Lula a colocar no governo figuras como Meirelles, P. Bernardo e Palocci.
Fiquei entusiasmado com as declarações do Tarso Genro, F. Pimentei, G.Mântega e D. Roussef a respeito do fim da 'era Palocci'. Achei que é esse o momento.
Contudo, estou agora apreensivo. Lula emitiu claros sinais de continuísmo. Talvez em 2007 não me declare mais 'Petista'. Talvez eu fique órfão. Talvez eu precise realmente de um novo partido.

 

Luiz
Sei que o mais apropriado para essa leitura seria no post do Eurípides, mas vc pediu para não comentar, por ser endereçado a vc.
Tenho frequentado alguns blogs, e vc parece de longe o mais sensato e isento, assim como os comentaristas. Parabéns.
Queria sugerir aos comentaristas e a vc o link:
http://agenciacartamaior.uol.com.br
no colunista Marco Aurelio Weissheimer.
nem de longe defendo a não liberdade de imprensa, mas há que se ter justiça equânime numa democracia.
Ver sobre a charge desautorizada pelo autor, e mesmo assim publicada na Veja...

 

Caro Nassif,
Tenho 27 anos, sou petista e desde criança me considero petista. Apoiei o governo Lula, embora com ressalvas, e votei no PT nesta eleição - e votei empolgado.
Nunca subestimei conjuntura econômica que levou o Lula a colocar no governo figuras como Meirelles, P. Bernardo e Palocci.
Fiquei entusiasmado com as declarações do Tarso Genro, F. Pimentei, G.Mântega e D. Roussef a respeito do fim da 'era Palocci'. Achei que é esse o momento.
Contudo, estou agora apreensivo. Lula emitiu claros sinais de continuísmo. Talvez em 2007 não me declare mais 'Petista'. Talvez eu fique órfão. Talvez eu precise realmente de um novo partido.