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A reportagem investigativa da década

Fui ontem à coletiva do repórter Amaury Ribeiro Jr, sobre o livro que lançou.

Minha curiosidade maior era avaliar seu conhecimento dos mecanismos do mercado financeiro e das estruturas de lavagem de dinheiro.

Amaury tem um jeito de delegado de polícia, fala alto, joga as ideias de uma forma meio atrapalhada – embora o livro seja surpreendentemente claro para a complexidade do tema. Mas conhece profundamente o assunto.

Na CPI dos Precatórios – que antecedeu a CPI do Banestado - passei um mês levando tiro de alguns colegas de Brasília ao desnudar as operações de esquenta-esfria dinheiro e a estratégia adotada por Paulo Maluf. Foi o primeiro episódio jornalístico a desvendar o submundo das relações políticas, mercado financeiro, crime organizado.

No começo entendi os tiros como ciumeira de colegas pela invasão do seu território por jornalista de fora. Depois, me dei conta que havia um esquema Maluf coordenando o espírito de manada, no qual embarcaram colegas sem conhecimento mais aprofundado do tema.

Minhas colunas estão no livro “O jornalismo dos anos 90”, mostrando como funcionavam as empresas offshore, o sistema de doleiros no Brasil, as operações esquenta-esfria na BMF e na Bovespa, as jogadas com títulos estaduais.

Repassei parte desse conhecimento ao meu amigo Walter Maierovitch, quando começou a estudar esse imbricamento mercado-crimes financeiros e, depois, na cerimônia de lançamento do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência).

Mesmo assim, persistiu a dicotomia na cobertura: jornalistas de mercado não entravam em temas policiais e jornalistas policiais não conheciam temas financeiros. E a Polícia Federal e o Ministério Público ainda tateavam esse caminho.

Aos poucos avançou-se nessa direção. A Sisbin significou um avanço extraordinário na luta contra o crime organizado. E, no jornalismo, Amaury Ribeiro Jr acabou sendo a melhor combinação de jornalismo policial com conhecimento de mercado.

Quem o ouve falar, meio guturalmente, não percebe, de imediato, sua argúcia e enorme conhecimento. Além de ter se tornado um especialista nas manobras em paraísos fiscais, nos esquemas de esquentamento de dinheiro, tem um enorme discernimento para entender as características de cada personagem envolvido na trama.

Mapeou um conjunto de personagens que atuam juntos desde os anos 90, girando em torno do poder e da influência de José Serra: Riolli, Preciado, Ricardo Sergio, Verônica Serra, seu marido Alexandre Burgeois. É uma ação continuada.

Entendeu bem como se montou o álibi Verônica Serra, uma mocinha estreante em Internet, naquele fim dos anos 90, com baixíssimo conhecimento sobre tendências, modelos de negócios, de repente transformada, por matérias plantadas, na mais bem sucedida executiva da Internet nacional. Criou-se um personagem com toque de Midas, em um terreno onde os valores são intangíveis (a Internet) para justificar seu processo de enriquecimento. Mas todo o dinheiro que produzia vinha do exterior, de empresas offshore.

Talvez o leitor leigo não entenda direito o significado desses esquemas offshore em paraísos fiscais. São utilizados para internalizar dinheiro de quem não quer que a origem seja rastreada. Nos anos 90, a grande década da corrupção corporativa, foram utilizados tanto por grandes corporações – como Citigroup, IBM – para operações de corrupção na América Latina (achando que com as offshores seriam blindadas em seus países), como por políticos para receber propinas, traficantes para esquentar recursos ilícitos.

Ou seja, não há NENHUMA probabilidade de que o dinheiro que entrou pelas contas de Verônica provenha de fontes legítimas, formalizadas, de negócios legais.

Ao mesmo tempo, Amaury mostra como esse tipo de atuação de Serra o levou a enveredar por terrenos muito mais pesados, os esquemas de arapongagem, os esquemas na Internet (o livro não chega a abordar), os assassinatos de reputação de adversários ou meros críticos. É um modo de operação bastante tipificado na literatura criminal.

No fundo, o grande pacto de 2005 com a mídia visou dois objetivos para Serra: um, que não alcançou, o de se tornar presidente da República; o outro, que conseguiu, a blindagem.

O comprometimento da velha mídia com ele foi tão amplo, orgânico, que ela acabou se enredando na própria armadilha. Não pode repercutir as denúncias de corrupção contra Serra porque afetaria sua própria credibilidade junto ao universo restrito de leitores que lêem jornais, mas não chegam ainda à Internet.

Ao juntar todas as peças do quebra-cabeças e acrescentar documentos relevantes, Amaury escancara a história recente do país. Fica claro porque os jornais embarcaram de cabeça na defesa de Daniel Dantas, Gilmar Mendes e outros personagens que os indispuseram com seus próprios leitores. (Só não ficou claro porque o PT aceitou transformar a CPI do Banestado em pizza. Quais os nomes petistas que estavam envolvidos nas operações?)

E agora? Como justificar o enorme estardalhaço em torno do avião alugado do Lupi (independentemente dos demais vícios do personagem) e esconder o enriquecimento pessoal de um bi-candidato à presidência da República?

Mesmo não havendo repercussão na velha mídia, o estrago está feito.

Serra será gradativamente largado ao mar, como carga indesejada, aliás da mesma forma que está ocorrendo com os jornalistas que fizeram parte do seu esquema.

A CPI dos Precatórios

No PDF, o livro “O jornalismo dos anos 90”.  A partir da página 147, minhas colunas sobre a CPI dos Precatórios, onde já se revelava todo o imenso esquema do crime organizado no país, os doleiros, a operação em Foz do Iguaçu, as concessões do Banco Central etc.

A ironia da história é que, em determinado momento, consegui convencer o banqueiro Fábio Nahoum – testa de ferro do Maluf – a passar informações ao relator da CPI, senador Roberto Requião. Como testemunhas do encontro, a repórter Mônica Bérgamo – que teve um comportamento impecável quando Requião e alguns colegas de Brasília tentaram desqualificar minhas revelações – e o então senador José Serra.

Não podia imaginar que um dos esquemas que operava na região era do próprio Serra.

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  Soube que agora, com  o PT entrando de cabeça na privatição, o Amaury está escrevendo "A Privataria Petista". Que ele incluiu o escândalo do mensalão, dólares na cueca, etc  e deve ter uns dez volumes. É verdade?

 

   Agora que o PT aderiu à privatização, o Amaury por acaso já está preparando "A Privataria Petista"?

 Se incluir o mensalão deve dar uns dez volumes.

 

PSDB defenderá Serra e processará autor de livro contra ele

A bancada de deputados federais do PSDB se reúne esta tarde, em Brasília, para anunciar providências quanto à publicação do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que começou a ser vendido no último domingo.

Amaury acusa políticos do PSDB, entre eles o ex-governador José Serra, de São Paulo, de terem se beneficiado da venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

- É um saque (financeiro) que eles fizeram da privatização brasileira. Eles roubaram o patrimônio do País, e eu quero provar que eles são um bando de corruptos", dispara Ribeiro Jr. "A grande força desse livro é mostrar documentos que provam isso".

O PSDB entrará na Justiça com vários processos contra Amaury. E a bancada de deputados federais sairá em defesa de Serra - bem como outras instâncias do partido.

Do blog do Noblat

 

 

 

PSDB vai mesmo processar o Amauri Ribeiro Jr.?
 
 
Na coluna do Noblat, hoje:
 
POLÍTICA
 
PSDB defenderá Serra e processará autor de livro contra ele
A bancada de deputados federais do PSDB se reúne esta tarde, em Brasília, para anunciar providências quanto à publicação do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que começou a ser vendido no último domingo.

Amaury acusa políticos do PSDB, entre eles o ex-governador José Serra, de São Paulo, de terem se beneficiado da venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

- É um saque (financeiro) que eles fizeram da privatização brasileira. Eles roubaram o patrimônio do País, e eu quero provar que eles são um bando de corruptos", dispara Ribeiro Jr. "A grande força desse livro é mostrar documentos que provam isso".

O PSDB entrará na Justiça com vários processos contra Amaury. E a bancada de deputados federais sairá em defesa de Serra - bem como outras instâncias do partido.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/12/14/psdb-defendera-serr...
 
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Comentário: duvido que o PSDB processe o Amaury. Os tucanos hão de se lembrar que uma das principais fontes da pesquisa do livro "A privataria tucana" foi exatamente um processo contra o jornalista, movido por Ricardo Sérgio de Oliveira, quando Amaury fez a cobertura da CPI do Banestado. No processo, Amaury pediu "exceção da verdade", (alguém processado por calúnia pode pedir para ter acesso aos autos, para provar que está dizendo a verdade). Amaury ganhou o processo e assim pode ler todos os documentos da CPI.
 
É esperar para ver, mas aposto que o processo vai ficar só na "ameaça", alguém vai dizer que não vale a pena promover o livro e mudar de assunto.

 

Se mídia não crê no Amaury, acredite na Veja

O deputado Brizola Neto vai levar, hoje, um dos livros do jornalista Amaury Ribeiro Júnior à tribuna da Câmara.

Porque, como já se disse aqui, são dois livros. Um, que conta a história. Outro, que tem os documentos que a provam.

Por isso, o que vai ser levado ao plenário é um só: a parte, o que contém os documentos que provam as conexões entre o “coletor” das campanhas de José Serra – a expressão não é nossa – e os paraísos ficais no Caribe.

Quem vai dizer o que ele fazia não é o Amaury, para não se impugnar a verdade por conta de seu desprezo pelos tucanos.

Vai ser uma denúncia daquelas que a imprensa gosta, com a reprodução de uma matéria da Veja.

Não a Veja de agora, quando ela ignora solenemente este escândalo.

Mas a de 8 de maio de 2002,que noticia que Ricardo Sérgio – e dois ministros de FHC o confirmam – andava pedindo R$ 15 milhões de propina na privatização da Vale.

“Ricardo Sérgio não caiu de pára-quedas no chamado ninho tucano. Ele foi apresentado a José Serra e a Fernando Henrique Cardoso pelo ex-ministro Clóvis Carvalho. Em 1990, José Serra candidatou-se a deputado federal e não tinha dinheiro para fazer a campanha. Clóvis Carvalho destacou quatro pessoas para ajudá-lo na coleta. Um deles era Ricardo Sérgio. Em 1994, Serra se candidatou ao Senado por São Paulo, e Ricardo Sérgio voltou a ajudá-lo como coletor de fundos de campanha. A última disputa da qual Serra participou foi para a prefeitura de São Paulo, em 1996. Depois, o senador não mais concorreu em nenhuma outra eleição, até a deste ano. Ricardo Sérgio também foi uma das pessoas acionadas para arrecadar contribuições para a campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso, em 1994. O mesmo acontece uma reeleição de FHC, em 1998. Na função de coletor de contribuições eleitorais, Ricardo Sérgio era muito bem-sucedido.

Tome-se a campanha de José Serra para o Senado, em 1994. Coube a Ricardo Sérgio conseguir uma doação milionária do empresário Carlos Jereissati, do grupo La Fonte e um dos donos da Telemar. Jereissati é amigo de Ricardo Sérgio desde os anos 70. A pedido de Ricardo Sérgio, Jereissati lhe entregou o equivalente a 2 milhões de reais. “Foram quatro ou cinco prestações, não me lembro exatamente”, afirmou Jereissati a VEJA. Na lista oficial de doadores do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo não há registro de doação desse valor feita por Jereissati a Serra em 1994. Constam três doações de empresas do grupo La Fonte: uma no dia 11 de julho, de 15000 reais, outra em 9 de agosto, de 30000 reais, e uma terceira em 27 de setembro, de 50000 reais. Ou seja, os 2 milhões saíram do cofre de Jereissati e não chegaram ao registro oficial das arrecadações de Serra. Outro exemplo da eficiência arrecadatória de Ricardo Sérgio. Em 1998, ele teve uma conversa com os sócios do consórcio Telemar e obteve a segunda maior doação da campanha da reeleição de FHC. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, o Itaú foi o maior doador daquele ano, com 2,6 milhões de reais. Dois sócios da Telemar, o grupo Inepar e o La Fonte, deram juntos 2,5 milhões.
Como é natural na formação das equipes de governo, pessoas que trabalham nas campanhas acabam sendo convidadas a ocupar postos na administração pública. A qualidade do cargo está relacionada à importância do correligionário, mas leva em conta a formação profissional e o passado do candidato ao emprego. Ricardo Sérgio, de 56 anos, é economista, com pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas. Atuou no mercado financeiro e tem experiência internacional. Morou dois anos em Nova York, trabalhando pelo Citibank. O convite para o cargo em Brasília veio de Clóvis Carvalho. José Serra endossou a escolha. Foi indicada para Ricardo Sérgio a diretoria da área internacional e comercial do Banco do Brasil. Ele começou a trabalhar em 1995 e era o único diretor não escolhido pelo presidente do banco, Paulo César Ximenes. No dia-a-dia, o diretor mantinha uma atuação de espectro amplo. No Palácio do Planalto, costumava resolver problemascom o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira, com quem falava sobre política. Na Previ, não apenas orientava decisões como também nomeou um dos pilares da instituição, o responsável pela direção de investimentos. O escolhido foi João Bosco Madeiro da Costa, com quem havia trabalhado na iniciativa privada. A intimidade dos dois era tão grande que costumavam tratar-se por “boneca” ao telefone.”

O livro de Amaury Ribeiro Jr. tem “apenas” as provas.

Há um processo arrastando-se na Justiça. E há, mais grave ainda, o mesmo esquema corrupto acontecendo no Brasil de hoje.

Documentos escandalosos que revelam uma triangulação empresarial entre o “administrador” da Rádio Disney, de PHC , o JP Morgan e o Citibank. Comprando empresas a R$ 99 e elevando seu capital, do dia para a noite, a mais de R$ 50 milhões.

E o mesmo banco comprando empresas em nome de prepostos e nomeando a filha de um conhecido político como conselheira e procuradora.

O novelo começou a ter seus fios puxados.

 

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

Esclarecedor o livro. Espero sinceramente que sejam tomadas providências a respeito.

Serra, nessa toada, ajudou mais o PT do que o PSDB:

http://leorossatto.wordpress.com/2011/12/13/jose-serra-um-petista/

 

do blog do ricardo setti Reidson - 12/12/2011 às 22:37 Coragem Ricardo Setti!!! Esse silencio da mídia está vergonhoso e só da combustível para os que tanto criticam a mídia brasileira. Não acredito que esse país chegou nesse nível. Com que cara vcs vão criticar as futuras corrupções do PT??? O único que tocou no assunto mesmo que covardemente foi o Reinaldo Azevedo… mas defendeu o PSDB da mesma forma que Maluf, Quercia, ACM, Newton Cardoso, etc se defendiam: “É tudo intriga da oposição”. Me engana que eu gosto. Claro… os documentos oficiais que podem ser consultados por qualquer cidadão são uma conspiração interplanetária para atacar o PSDB. Chega a ser uma piada!!! Coragem para quê? Não comento livro de quem não tem credibilidade.

 

A reputação do Serra não elege ele nem pra sídico do Prédio. Fora de SP é claro...

 

Atenção, tenho um amigo que trabalha na Livraria Cultura e me disse o seguinte: apesar de ainda terem o livro sob estoque, receberam ordem interna de cima de parar de vende-lo, isso ontem (domingo).

 

Fico aqui imaginando, se jornalista tão bem formado e informados como o Nassif não conhecem metade da missa de mercado financeiro, como serão os outros que se arvoram a escrever sobres essas matérias?

 

Abraços

 

 

Heloi

 

A Privataria Tucana

 

por Jorge Furtado em 11 de dezembro de 2011

 

Terminei de ler o extraordinário trabalho jornalístico de Amaury Ribeiro Jr., “A Privataria Tucana”, (Geração Editorial), o livro mais importante do ano. Para quem acompanha a vida política do país através de alguns blogs e da revista Carta Capital, não há grandes novidades além dos documentos que comprovam o que já se sabia: a privatização no Brasil, comandada pelo governo tucano, foi a maior roubalheira da história da república. O grande mérito do livro de Amaury é a síntese que faz da rapinagem, e a base factual de suas afirmações, amparadas em documentos, todos públicos. Como bom jornalista, Amaury economiza nos adjetivos e esbanja conhecimento sobre o seu tema: o mundo dos crimes financeiros.

 

A reportagem de Amaury esclarece em detalhes como os protagonistas da privataria tucana enriqueceram saqueando o país. De um lado, no governo, vendendo o patrimônio público a preço de banana. Do outro, no mercado, comprando as empresas e garantindo vida mansa aos netos. Entre as duas pontas, os lavadores de dinheiro, suas conexões com a mídia e com o mundo político.

 

Os personagens principais da maracutaia, fartamente documentada, são gente do alto tucanato: Ricardo Sérgio de Oliveira (senhor dos caminhos das offshores caribenhas, usadas pela turma para esquentar o dinheiro),  Gregório Marin Preciado (sócio de José Serra), Alexandre Bourgeois (genro de José Serra), a filha de Serra, Verônica (cuja offshore caribenha, em sociedade com Verônica Dantas, lavou pelo menos 5 milhões de dólares), o próprio José Serra e o indefectível Daniel Dantas. Mas o livro tem também informações comprometedoras sobre o comportamento de petistas (Ruy Falcão e Antonio Palocci), sobre Ricardo Teixeira e sobre vários jornalistas.

 

A quadrilha de privatas tucanos movimentou cerca de 2,5 bilhões de dólares, há propinas comprovadas de 20 milhões de dólares, dinheiro que não cabe em malas ou cuecas. O livro revela também o indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros e traz provas documentais de sua sociedade com Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, numa offshore caribenha.

 

Alguns destaques do livro:

 

As imagens do Citco Building, em Tortola, Ilhas Virgens britânicas, gavetas recheadas de empresas offshore, "a grande lavanderia", pág. 43.

 

Sobre a pechincha da venda da Vale, na pág. 70.

 

Sobre o grande sucesso "No limite da irresponsabilidade", na voz de Ricardo Sérgio., pág. 73.

 

Sobre o MTB Bank e sua turma de correntistas, empresários, traficantes e políticos de várias tendências, e a pizza gigante de dois sabores (meio petista, meio tucana) da CPI do Banestado, pág. 75.

 

Como a privatização tucana fez o governo (com o seu, meu dinheiro), pagar aos compradores do patrimônio público, pág.171.

 

A divertida sopa-de-nomes das empresas offshore, massarocas intencionais para despistar a polícia do dinheiro do crime, pág. 188.

 

Os grandes personagens do sub-mundo da política, arapongas que trabalham a quem pague mais, pág. 245.

 

Um perfeito resumo do que realmente aconteceu na noite dos aloprados, no Hotel Ibis, em São Paulo, pág. 282.

 

Um retrato completo do modus operandi da mídia pró-serra na eleição de 2010, a partir da pág. 295.

 

Outro resumo perfeito, do caso Lunus, quando a arapongagem serrista detonou a candidatura de Roseana Sarney, pág. 314.

 

Sobre para-jornalistas que acabam entregando suas fontes e sobre fontes que confiam em para-jornalistas, pág. 325.

 

 

O índice remissivo e a quantidade de dados, com suas as fontes, que o livro de Amaury apresenta, já o tornaria uma peça obrigatória na biblioteca de quem pretende entender o Brasil. Mas "A Privataria Tucana"  também lança um constrangedor holofote sobre a grande imprensa brasileira, gritamente pró-serra, que é cúmplice, ao menos por omissão, da roubalheira que tornou o país mais pobre e alguns ricos ainda mais ricos.

 

Imagine você o que esta imprensa  – que gasta dúzias de manchetes e longos programas de debate na televisão numa tapioca de 8 reais ou em calúnias proferidas por criminosos conhecidos - diria se um filho de Lula, Dilma ou qualquer petista fosse réu em processo criminal de quebra de sigilo bancário. Segundo o livro de Amaury (e os documentos que ele traz) a filha de José Serra é ré em processo criminal por quebra de sigilo bancário. (p. 278)

 

O ensurdecedor silêncio dos grandes jornais e programas jornalísticos sobre o livro “A privataria tucana” é um daqueles momentos que nos faz sentir vergonha pelo outro. A imprensa, que não perde a chance - com razão  - de exigir liberdade para informar, emudece quando a verdade contraria seus interesses empresariais e/ou o bom humor de seus grandes anunciantes. Onde estão as manchetes escandalosas, as charges de humor duvidoso, os editoriais inflamados sobre a moralidade pública? Afinal, cadê o moralista que estava aqui?

 

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Alô revisão, alô Geração Editorial!

 

Nas páginas 326 e 327 há uma repetição de parágrafos: "Tanto Pimentel quanto Lanzeta passaram a receber telefonemas... (até) ... exigia entrevistas". Dá para corrigir na próxima edição.

 

Originalmente publicado em 11.12.11 em:

http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/privataria-tucana

 

Embora nunca tenha visto um Jorge que não tenha Furtado, esse seu post está irresistível. Post inteligente me deu vontade de ler o livro. Vou esperar em 2014 quando a 51ª edição estiver pronta, mas se lá pela 13ª ou 45ª sair já encomendo logo.

 

Impressionante. Um livro publica as PROVAS do que todo mundo já sabia (inclusive o PT), mas não tinham as provas documentais para formalizar uma denúncia, e ainda assim tem gente que defende o grupo privatista da uniao PSDB/DEM. Ou são correligionários que tambem estão envolvidos e desfrutam das benesses da roubalheira, ou são an.tas vivas cegadas pela grande midia por anos e que não conseguem ver que foram e estao sendo trapaceados e roubados (para eles o PT é que faz isso!?!). Nesse hipotese seriam vitimas da Sindrome de Estocolmo, mas que prefiro chamar de zona de conforto da MATRIX (sei que sou ota.rio e estou sendo enganado, mas prefiro manter-me idio.ta adequando-me ao meu nicho social onde estou seguro…descobri que o que como é uma lavagem, mas meu cerebro esta condicionado a continuar a entender que seja uma lagosta a termidor). Já os envolvidos com algum lucro (qualquer tipo) ainda vão tentar acusar o PT de que foi conivente se é que desconfiava para tentar que esqueçam-nos de quem roubou nosso bolso (serra,fhc,etc). Acham que somos uns parvos paspa.lhos. Quero ver segunda se ao menos agora oentram no MPF e ver o que vai dar…

 

Depois de ler 80% do livro, eu me pergunto: e as privatizações no Estado de São Paulo ?

Cadê o dinheiro do BANESPA, da NOSSA CAIXA, das distribuidoras de energia elétrica, das geradoras de energia elétrica, das estradas (pedágios, pedágios, pedágios) e de outras tantas estatais paulistas ?

E na hora de dar reajuste ao funcionalismo estadual, nunca há dinheiro para professores, policiais, médicos, pesquisadores, que ganham o Pior Salário Do Brasil. Onde está o dinheiro do Estado de São Paulo ? Chama o Amaury !!!!!!!

 

Procurei na Livraria Cultura (Av Paulista) e segundo o vendedor não tem e nem terão.

Palavras do vendedor:

"...não vamos encomendar pois estão dizendo que o livro será recolhido..." 

 

 

o Partido só de bandidos nunca me enganou - esse escroque Mendonça de Barros - vamos divulgar ou vai cair no esquecimento - nenhum jornal ou site está divulgando 

 

A editora tem que vender direto ao cliente via telefone, vi em algum blog o 0800 da editora e que era só ligar e pedir, muito melhor que ficar batendo perna em livrarias que pediram uma merreca de livros, aê editora está perdendo uma fortuna heim, acelera e vende por telefone ao menos nas capitais.

 

 

já comprei o meu - vamos fazer um mutirão - divulgar e emprestar - que tal uma investigativa tb no Sr Aécio e sua irmã Andréia e suas ligações com a cemig e Andrade Gutierrez

 

Livrarias, onde o livro " A Privataria Tucana " estará disponível: http://www.geracaoeditorial.com.br/pontos_venda/brasil.php

1- Se não encontrar o livro, na livraria, encomende-o ao gerente;
2- Deixe o seu telefone e email para contato;
3- Volte na data marcada para retirar o livro e solicite que o mesmo esteja disponível, também, nas prateleiras da livraria.

Como comprar direto da editora:

1- Envie um email para [email protected] ;
2- Cite o nome do livro e autor;
3- Informe os dados do comprador: Nome, CPF e endereço com o CEP para o devido cálculo do frete;
4- Informar a modalidade da entrega (Sedex ou outra).

Estas são duas formas de boicotar o boicote da velha midia com relação ao livro.

 

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/12/11/o-livro-421113.asp

Bastou a revista Carta Capital anunciar que o livro A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr., chegaria este fim de semana às livrarias para a ordem unida do lulopetismo entrar em ação. Blogueiros chapa branca se eriçaram. No Twitter, militantes lançaram dezenas de reclamações - a maior parte delas grosseiríssimas - ao que chamam de mídia golpista, cobrando dos grandes jornais comentários e sinopses, o que foi feito com celeridade por veículos governistas.

Como convém aos bem doutrinados, deram como verdade tudo o que ali está, mesmo sem ler o livro, inédito até sexta-feira. Sobre a credibilidade do autor, indiciado pela PF por quebra de sigilo e arapongagem, coordenada por um bunker extemporâneo da campanha presidencial de Dilma Rousseff, não se deu um pio.

Mas para a PF Amaury confirmou a bisbilhotagem. Saiu-se com uma história pouco crível, que, talvez, ele explique no livro. Disse que iniciou a investigação sobre o PSDB para "proteger" o senador Aécio Neves, quando este, ainda governador, pleiteava a vaga de candidato à Presidência da República.

O dossiê Amaury agora transformado em livro traz, segundo a Carta Capital, acusações contra José Serra, sua filha e alguns auxiliares, que estariam envolvidos em esquema de lavagem de dinheiro oriundo das privatizações feitas durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

O jornalista teria feito as investigações para o jornal Estado de Minas, que nega o fato. Em 20 de outubro de 2010, o jornal confirmou o vínculo empregatício, mas jamais a encomenda da reportagem: “O jornalista Amaury Ribeiro Jr. trabalhou por três anos no Estado de Minas e publicou diversas reportagens. Nenhuma, absolutamente nenhuma, se referiu ao fato em questão.” E foi mais longe:“O Estado de Minas faz jornalismo".

Em 2010, até a candidata, hoje presidente Dilma, buscou distância de Amaury, botando para correr a turma do dossiê, que, entre outras dificuldades, expôs alguns de seus auxiliares. Entre eles, o amigo Fernando Pimentel, hoje ministro, que novamente está por aí em maus lençóis.

Mas nada disso importa para a turba. O livro de Amaury é uma revanche. Com ele debaixo do braço acham que podem encher a boca e dizer: roubo, sim, mas eles também roubam; temos corruptos, mas eles também os têm.

É a redenção para aqueles que, sem defesa para os “malfeitos” dos seus, sustentam suas muletas na hipótese de pecados dos adversários.

De forma cristalina, expõem os males da política binária, cartilha básica do ex-presidente Lula. O nós contra eles, fonte de raciocínios raivosos e obtusos, que ensina a se livrar da podridão jogando podres nos outros.

 

Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan

 

Então tudo o que tem no livro é falso? Tudo documentos falsificados? Tudo mentira?

Ainda bem que tem a Mary Zaydan e o Noblat para abrir nossos olhos, nós que somos a turba. 

 

Você já leu o livro? Não viu o filme?

Falso eu nao afirmo, mas menos, menos, menos...Como eu poderia dizer, tipo assim: corrupção não é corrupção,mas apenas maufeito, digo malfeito.

Mentira eu nçao afirmo, mas menas verdade, tipo assim não é uma mentira, mas menos verdade.

Olhos eu não digo, mas tipo assim Globo Ocular, Desculpe falei em Globo e falar em Globo nao poooooode!

 

É verdade. Roubo de bilhões de dólares do patrimônio público, provados por documentos, merece menos atenção da mídia que o fato de um ministro que pegou carona num avião não sei de quem, ou que o caso da esposa do ministro dos esportes, a atriz Anna Peta, que estava roubando os cofres públicos descaradamente, ou do próprio ministro que ousou comprar do seu bolso um terreno nao sei onde, ah, e com cheque admnistrativo, o que era o fim da picada. 

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Algumas novas contadas pelo L. F. Emediato, da geração livros.

Até sexta-feira que vem sairão mais 15.000 exemplares do livro. A Livraria Cultura, a FNAC solicitaram mais 3000 exemplares cada. 

Terá versão em ebook para Ipad. O resto , de fim de estoque, e apreensão dos livros, é boataria. 

Alguns tweets do L. F. Emediato, da Geração Livros

@Emediato

Luiz F. Emediato

@Emediato São Paulo, BrasilJornalista, escritor, editor, consultor de políticas públicashttp://www.geracaobooks.com.brEmediato Luiz F. Emediato @ @jprcampos @brsamba deve ser boato. Se pedirem proibicao na justiça e algum juiz der, será pior para os denunciados.há 9 horas 
Emediato Luiz F. Emediato @ @jprcampos @brsamba @gersoncarneiro se tiver mandato o oficial irá na editora, nao na libraria, ja tivemos casos assimhá 8 horas Emediato Luiz F. Emediato @ @jeanwyllys_real @cartacapital É que vendeu tudo, Jean. Sexta feira sairão mais exemplares, mais 15 mil.há 5 horas Emediato Luiz F. Emediato @ @jprcampos @rvianna @mariomarona Cultura esta pedindo mais livros, é boato historia de que nao vai mais vender.há 3 horas Emediato Luiz F. Emediato @ @Sandro_Minerva @rvianna Fanc ja pediu mais 3 mil livroshá 3 horas Emediato Luiz F. Emediato @ @Sandro_Minerva @rvianna Fnac ja pediu 3000 exs.há 3 horas Emediato Luiz F. Emediato @ @rvianna vou checar, nao acreditohá 3 horas Emediato Luiz F. Emediato @ @rvianna @mariomarona amanha verei se a Cultura fez novos pedidos. Nao acredito em boicotes.há 3 horas @joanaziller a editora não foi citada e não imagino oficiais de justiça indo de livraria em livraria, não faz sentido.há 36 minutos Favorito Retweetar ResponderEmediato Luiz F. Emediato @ @ClaudiaEAVidal a editora não foi citada, não imagino oficiais de justiça indo de livraria em livraria! Amanhã saberemos.há 37 minutos Emediato Luiz F. Emediato @ @sadaco negativo, não se iluda. Leia o livro e espante-se. Sao PROVAS, lamento.há 39 minutos Emediato Luiz F. Emediato @ @joanaziller vendedor mal informado, não confirmo.há 52 minutos Emediato Luiz F. Emediato @ @Carlosbasile E-book esta semana na Saraiva Digital e Gato Sabido.há 52 minutos Favorito Retweetar Responder

 

Aconselho que o Amaury receba proteção federal de testemunhas ameaçadas. As denuncias e o grau de conhecimento do assunto o transformam em potencial alvo de retaliações de mentes criminosas.

 

 

acabei de tentar comprar hj, 11 de dezembro, o livro na livraria cultura do conjunto nacional, em são paulol. já sabendo que o livro tinha se esgotado, perguntei quando chegaria a nova remessa. resposta: "não sabemos se a livraria vai comercializar a obra. isso vai ser decidido amanhã (segunda-feira)". como assim!?! sinto que se nao fizermos uma campanha forte, o livro some das livrarias, da lista de mais vendidos etc. sugiro que escrevamos todos no facebook/twitter/site da livraria cultura pedindo um posicionamento sobre o fato.

 

Já há alguns comentários no tweeter de gente que tentou comprar o livro, e ele estava proibido pela justiça.  Em BH, por exemplo. 

Nao custou muito pra conseguirem. 

 

A nossa querida imprensa:

Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade 
Seja sempre a nossa voz

 

O livro de Amaury explica muita coisa que a gente ficava embasbacado ao ver/ouvir e não entendia o porquê do nada acontecer. Explica melhor ainda o porquê da Satiagraha ter tido o fim que teve. 

 

Nassif  conforme se comentou na twitcam com o Amaury, muitos fios deste novelo deverão ser desembaraçados. Abaixo segue matéria do blog Tijolaço puxando um destes fios...

Fernando Brito: A conexão Citco-PHC

por Fernando Brito, no Tijolaço

Não, não é FHC de Fernando Henrique Cardoso. É mesmo PHC, de Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente.

É o primeiro dos fios do novelo obscuro puxado pelo livro “Privataria Tucana” que, nós dissemos, iam começar a ser puxados.

Aos fatos, sem ilações e com documentos.

O livro de Amaury Ribeiro Mostra que as empresas de fachada offshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens onde se situa,  se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e por aí …

Eles foram para a sede da Citco B.V.I. Limited, em Tortola, como está documentado no livro de Amaury.

Foram longe, porque a Citco tem um escritório de negócios no Brasil. Bem ali em São Paulo, na Avenida Bernardino de Souza, 98, 14° andar, no bairro – se podemos perdoar a ironia – do Paraíso,  onde funciona a Citco Corporate Serviços Limitada, uma “pequena empresa” – com capital registrado de apenas R$ 10 mil – dirigida pelo senhor José Tavares de Lucena, representante plenipotenciário da Citco  Corporate Services, situada no 26° andar do número 701 da Brickell Avenue, em Miami, Flórida.

O décimo-quarto andar do nosso Paraíso paulistano é também a sede de inúmeras empresas. O senhor Lucena é um homem polivalente, que administra um uma plêiade de empresas dedicadas a negócios imobiliários  (a Select Brasil Investimentos), de telecomunicações( BBT do Brasil), informática (Torex International Sistemas de Informática), de embalagens (Dixie Toga, a dos copinhos plásticos) e muitas outras.

Nessa árdua tarefa ele tem a ajuda de outro contador, Jobelino Vitoriano Locateli, ambos muito atarefados com suas tarefas de representar oficialmente instituições de grande porte, como o JP Morgan e Citibank.

Mas sobra um cantinho no amplo andar do prédio da Bernardino de Souza para empresas menores,tão pobres quanto  a pobre Citco Corporate Serviços Limitada e seus R$ 10 mil de capital social.

É o caso da Radio Holdings SA , que tem capital social neste valor, dos quais 98,6% (R4 9.860,00) pertencem a PHC, Paulo Henrique Cardoso, como demonstra certidão da Junta Comercial de São Paulo. Lucena e Jobelino revezam-se como  administradores da empresa de PHC.

Esta pobre microempresa do filho do ex-presidente Fernando Henrique comprou, por R$ 2,98 milhões -  300 vezes seu capital social – a Rádio Itapema FM, que pertenceu ao grupo Manchete e ao RBS. E o fez como sócia majoritária de ninguém menos que  a Walt Disney Company, sob o nome de ABC Venture Corp, no endereço nos famosos estúdios de Burbank, Califórnia.

A rádio, claro, certamente por economia, também foi para efeitos fiscais, para o Paraíso paulistano da Bernardino de Campos, no mesmo lotado 14°andar.

Mas nada disso vai para os jornais.

Sobre os temas tucanos, o jornalismo investigativo brasileiro não aguenta sequer uma manhã de Google.

Será que o Ministério Público é melhor que ele?

 

 

"O processo de jumentalização da classe BBB no Brasil é algo estarrecedor."

A propósito do livro do Amaury.

Um exemplo do "modus operandi" !!

E nada acontece.........

 

Rastro no paraíso

Eucatex, empresa da família Maluf,
recebeu 92 milhões de dólares
saídos da ilha de Jersey

Malu Gaspar

 

Agliberto Lima/AE

Paulo Maluf: ele nega que tem, ou teve, dinheiro no exterior

 Leia tambémVEJA de 29/8/2001: os dólares de Maluf no exterior

Desde que autoridades da Suíça informaram ao governo brasileiro que um certo "Paolo Maluf" era dono de uma fortuna no exterior, estimada em 200 milhões de dólares, os procuradores do Ministério Público tentam esclarecer o mistério. Na semana passada, o promotor Silvio Marques e dois procuradores, Pedro Pereira Neto e Denise Abade, viajaram à Suíça para pedir a liberação de documentos bancários. O que ainda não veio a público é que os investigadores estão atrás de um elo preciso. Suspeitam que parte dos 200 milhões de dólares que estavam depositados na Suíça, e depois migraram para a ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico, foi parar nos cofres da Eucatex, empresa da família do ex-prefeito Paulo Maluf. Esse elo, se existir, provaria que Maluf seria dono da fortuna que os procuradores buscam com tanto interesse no exterior. Indicaria, além disso, que o ex-prefeito repatriou parte do dinheiro numa clássica operação de lavagem. A única forma de chegar a uma conclusão definitiva é por meio da quebra do sigilo bancário. Só assim se poderá saber se o dinheiro que saiu da Suíça e fez uma escala em Jersey é o mesmo que entrou na Eucatex.

Tudo começou no início de 2000, quando autoridades suíças perguntaram ao governo brasileiro quem era "Paolo Maluf" e se havia algum processo em curso contra o cidadão. O Coaf, órgão brasileiro de combate à lavagem de dinheiro, deu as informações e se interessou em saber a razão da curiosidade. Em agosto do ano passado, o MROS, o equivalente suíço do Coaf, explicou que "Paolo Maluf" fizera a transferência de uma quantia enorme do Citibank de Genebra para o Citibank da ilha de Jersey. Diante disso, o juiz Maurício Lemo Porto Alves, do Departamento de Inquéritos Policiais, mandou a Polícia Civil de São Paulo abrir um inquérito para investigar a origem do dinheiro. Simultaneamente, o Ministério Público estadual e o federal abriram suas investigações para saber se o caso tinha alguma conexão com irregularidades que já vinham apurando. As primeiras suspeitas de que o dinheiro recebido pela Eucatex veio da fortuna oculta de Maluf surgiram quando se montou a cronologia do caso:

 Em 20 de dezembro de 1996, Paulo Maluf faz um acordo com seu irmão Roberto e assume o controle acionário da Eucatex, que estava mal das pernas.

 Em 31 de dezembro, Maluf deixa o comando da prefeitura de São Paulo e passa a se dividir entre a política e a empresa da família.

 Em 9 de janeiro de 1997, a fortuna atribuída a Maluf sai do Citibank da Suíça e é transferida para o Citibank da ilha de Jersey, conforme comunicado do MROS suíço.

 Em 1º de maio, a Eucatex faz uma emissão de 15.000 debêntures para capitalizar a empresa, que fechara o ano anterior com um prejuízo de 37,2 milhões de reais.

 Entre julho e agosto, três fundos de investimento ligados ao Deutsche Bank, todos com sede em Jersey, compram 64% das debêntures, num total de 92 milhões de dólares.

O cerne da questão, segundo os procuradores, é saber se os três fundos de investimento de Jersey receberam uma parte da fortuna atribuída a Maluf para aplicar na Eucatex. Ou, então, descobrir a identidade dos cotistas dos fundos. Ambas as informações são protegidas pelo sigilo bancário. O fato de que o alívio financeiro da Eucatex, em 1997, tenha vindo justamente de Jersey pode ser mera coincidência geográfica. Há outras curiosidades, no entanto. Ao assumir o controle da Eucatex e constatar que a empresa ia mal, Maluf tentou atrair investidores. Chegou a propor à Previ, o maior fundo de pensão do país, que comprasse 20% da companhia, coisa de 40 milhões de reais. Como os balanços da empresa eram desanimadores, a diretoria da Previ nem sequer discutiu formalmente a proposta. "Achamos que não valia a pena, pois as condições econômico-financeiras não recomendavam", diz um diretor do fundo à época. A empresa optou então por lançar debêntures, uma operação corriqueira no mercado para a captação de recursos.

A Eucatex emitiu 15.000 debêntures, que valiam 150 milhões de reais. Quem as comprasse teria um rendimento modesto: IGP-M mais 6% de juros ao ano, semelhante ao que pagam as cadernetas de poupança – além de uma remuneração sobre eventuais lucros da companhia. Os compradores tinham um prazo de dez anos, até 2007, para converter as debêntures em ações. A emissão de debêntures, a maior da história da Eucatex, foi um sucesso. Os três fundos de Jersey compraram 9.600 debêntures, desembolsando 92 milhões de dólares. Ao jogarem tanto capital na empresa, os fundos de Jersey se tornaram os maiores investidores da Eucatex na década de 90, período em que a empresa, como de resto todo o setor de materiais de construção, enfrentou sérias dificuldades financeiras.

As outras 5.400 debêntures foram arrematadas por um banco comercial e um fundo de pensão. O fundo Petros, dos funcionários da Petrobras, hoje critica o negócio nos bastidores. "Na verdade, foi um mau negócio, típico da gestão anterior da Petros", censura um dos atuais diretores do fundo, que pediu para não ser identificado a fim de não prejudicar as relações do fundo com a Eucatex. "Hoje, na atual diretoria, com certeza um negócio desse tipo não seria realizado. É por isso que até o momento não convertemos as debêntures em ações", completa. Ainda não se sabe exatamente por que os três fundos de Jersey saíram de tão longe para vir ao Brasil comprar um pedaço da Eucatex em papéis. Os procuradores têm suspeitas e as divulgam. Paulo Maluf fica revoltado com isso. "Isso é fantasia dos promotores, é perseguição", acusa ele. "Essa situação está prejudicando a Eucatex só porque tem gente que não gosta de mim. Que saudade do regime militar. Naquele tempo havia mais ética."

O certo é que os fundos de Jersey não se limitaram a comprar a parte do leão das debêntures. Menos de um ano depois, decidiram convertê-las em ações. Para a Eucatex, foi uma boa notícia. Isso porque debêntures podem ser devolvidas a qualquer momento, razão pela qual a empresa precisa ter dinheiro para resgatá-las. Ações, não. Viram capital da empresa. Com isso, os três fundos acabaram amargando prejuízo. De 1997 até hoje, perderam 70% do dinheiro que investiram na Eucatex. No processo de conversão, os três fundos de Jersey se transformaram em sócios da empresa, donos de 35% da Eucatex, só ficando com menos que o próprio Maluf, que detém mais de 50%. O curioso é que, mesmo sendo sócios tão robustos, os fundos de Jersey nunca se deram ao trabalho de indicar um representante para fazer parte do conselho de administração ou da diretoria da Eucatex. Ou seja: despejaram mais de 90 milhões de dólares numa empresa, tornaram-se o segundo maior sócio, sofreram um prejuízo de 70% e parecem desinteressados a respeito do que a empresa faz com o dinheiro

 

 Não resisto

 pic.twitter.com/xL1U0NKk

 

SHOW !

 

Pena que não vai dar em nada porque o PT não quer, o judiciário tem Gilmar Dantas e se o PIG não fala não pode haver crime algum.

 

Quem estiver interessado em comprar o Livro A Pirataria Tucana, do Jornalista Amaury Ribeiro Jr., na Livraria Saraiva, do Shopping West Plaza, ainda tem 13 (treze exemplares), preço R4 34,90. Telefone (11) 3872-9933. São Paulo, Sp

 

O “D” de PSDB quer mesmo dizer Democracia?10/12/2011Posted by Ana Helena Tavares - QTMD? under Política 3 Comentários


Reação de Aécio Neves e FHC quando souberam da pergunta-título desde artigo

Por Ana Helena Tavares(*)

Já não está mais aqui o velho timoneiro que também criou um partido com “D” na sigla e dava a essa letrinha o seguinte sentido: “A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes.” (Ulysses Guimarães)

Se já nenhum ser humano é infalível, imaginem no jogo político, reforçado pela numerosa parcela medíocre da imprensa que se vende a ele, onde há palanques até embaixo de tapetes. Não há altares de pureza.

De limpa já basta a raça com que Hitler sonhava – e que parte do mundo ainda quer tornar realidade. É um jogo de causar inveja ao mais maquiavélico jogador de pôquer. RM (o todo-poderoso da Globo) entendia dos dois jogos. FHC lecionou sobre Maquiavel.

JS, aluno tardio e arredio, não aprendeu grande coisa. Principalmente, não aprendeu a reconhecer seus próprios erros. Coisa que não poderia mesmo aprender com FHC.

Por que, com todos os defeitos que possa ter tido, nossa Constituinte foi um avanço democrático? Porque é preciso reconhecer-se imperfeito para avançar. Naquele momento, os congressistas sentiam-se derrotados por 20 anos de ditadura. E só assim foi possível começar de novo.

Quando JS e FHC reconhecerão que foram derrotados? Não por Dilma, nem por Lula, nem pelo PT, mas por seus próprios aliados e, pior, por seus próprios egos. JS mantém um Twitter tragicômico. FHC escreve artigos que ninguém de bom senso consegue ler.

É assombrosa a miudeza de pensamento deles. Não  fazem política. Fazem futrica.

É nítida a sede de poder, vazia de sustentação. A eterna ânsia de tapetão.

Isso não é bom para o Brasil.

O que o PSDB fez ao pedir a cassação do registro de Dilma, quando ela contava com mais de 50% dos votos na eleição de 2010, senão a irresponsabilidade de tentar ganhar na marra, achando-se onipotente, “cavalo puro sangue”, na (ingênua) tentativa de aniquilar a concorrência?

E por que perderam mesmo com a metralhadora da mídia apontada unicamente contra o PT? Porque o T de PT quer mesmo dizer Trabalhadores. Negar isso é negar que milhões de pessoas foram tiradas da miséria, fato que o mundo inteiro reconhece.

Ah, o Brasil ainda tem muitos problemas… A educação de base é das piores do mundo. Ok. Vocês não acham possível mudar em 9 anos um país explorado por 5 séculos, não é?

Membros da alta cúpula petista enriqueceram? Sim. Se foi dentro da lei, e daí? Que moralismo de bordel é esse onde político não pode enriquecer, mas todo mundo acha normal a fortuna de Steve Jobs e Eike Batista? Quem vocês acham que corrompe os políticos senão os grandes empresários? Se o enriquecemento não foi lícito, é caso de polícia. É assunto para o Ministério Público e para a Justiça.

Como também deveria ser o recém lançado livro “A privataria tucana”, do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Dizem que o “B” de PSDB refere-se a Brasil. Vender o patrimônio público e enriquecer em cima disso é ser brasileiro onde, quando, como?

A roubalheira durante as privatizações foi fortíssima. O teor do livro seria para colocar na cadeia JS, FHC e RT (o dono da bola, homem com o corpo mais fechado do Brasil). É vergonhoso, escandaloso, indecoroso, o silêncio sepulcral da mídia e o do judiciário.

Hoje, quem for à banca de jornal, presenciará uma guerra de capas. A da revista Carta Capital anuncia o livro bombástico. Mas engana-se quem acha que Veja o ignora. A revista(?) da Editora Abril passa recibo, tentando desqualificar as denúncias.

A diferença? É que o trabalho bem apurado da Carta Capital só tem voz graças à internet. Já o esgoto da Veja tem efeito cascata na Folha, no Estadão e em todos os veículos comandados pela família de RM (o homem que jogava pôquer com a sociedade).

Nenhum país avança na caminhada democrática tendo uma oposição que, por não conseguir ganhar no voto, se escora na mídia para desestabilizar o governo. Federal. Porque o de SP não passa pela boca da Poeta nem quando a corrupção sai em livro.

Vai daí que a corrupção só vai acabar quando ela parar de ser investigada e punida de forma seletiva. Quando a regulamentação da mídia garantir acesso à informação a todos os brasileiros. Quando houver uma reforma séria no judiciário. Quando houver uma reforma séria na política.

Quando tudo isso acontecer afetará a vida de todos, principalmente a da elite, por detrás de seus vidros fumê. De onde não ouve o povo. Nem o vê.

Quando afirmei, no início deste texto, que JS e FHC foram derrotados por seus próprios aliados não foram palavras gratuitas. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. de petista não tem nada – é ligado a AN (diz isso no livro). E tudo indica que foi o neto de Tancredo que, mandando e desmandando no jornal “O Estado de Minas”, lhe pediu o início das investigações que geraram o livro.

Amaury foi, então, acusado de quebrar o sigilo de diversos tucanos para obter algumas das informações. Sendo verdade, o que JS tem a reclamar se sua filha, através de sua empresa, quebrou uma quantidade infinitamente maior de sigilos para fins bem menos nobres?

Ligado ao PSDB e legítimo representante da privataria, agora denunciada e fartamente documentada em livro, o engenheiro Luiz Carlos Mendonça de Barros teve amplo espaço na edição de 30 de Agosto de 2010 da revista Época, para se defender do suposto grampo de Amaury dizendo o seguinte absurdo: “quebra de sigilo fiscal guarda a mesma proporção que uma tortura física praticada pela polícia e pelo exército porque se trata de direitos constitucionais do cidadão” (declaração que só pode mesmo vir de quem estava nadando em dinheiro durante a ditadura).

Aí, fica a pergunta: no escândalo do grampo (leia-se quebra de sigilo telefônico) – que levou “Mendonção” (como é conhecido Mendonça de Barros), então presidente do BNDES, ao banco dos réus (sendo absolvido) em ação de improbidade administrativa, e que comprovadamente ocorreu com a condescendência do então Presidente da República FHC – não estavam em jogo “direitos constitucionais do cidadão”?

O que este texto tenta mostrar é que o que distingue um governo de outro não é aquilo que todos chamam hipocritamente de moral, bons costumes, etc e tal, sem, muitas vezes, ter nada disso em casa. A diferença está no projeto político. É isso o que os brasileiros deveriam estar discutindo nos bares (além do futebol, é claro).

Vale ainda frisar que se agora a corrupção aparece tanto, de uma forma como não aparecia antes, é óbvio que é porque ela está sendo combatida de forma democrática e transparente, enquanto outros, com a luxuosa ajuda dos barões da mídia, preferiam engavetá-la.

Reza a lenda que o brasileiro típico “não tem nem um mau nem um bom caráter, simplesmente não o tem”. Só que isso não quer dizer que sejamos manipuláveis. Macunaíma era bem mais esperto do que os leitores da Veja.

Não consigo ver o nosso “herói sem nenhum caráter” acreditando em denúncias sem provas e desprezando um livro bem documentado. Não, ele não cairia nessa.

O que somos é maleáveis ao vento dos interesses. E aí há gente que acredite em tudo, de acordo com o que lhes convém.

E há também quem não possa acreditar nem deixar de acreditar por ser impedido de se informar sobre os acontecimentos. O editor do livro “A privataria tucana” já denunciou ter sido sondado por JS para uma “conversa”.

JS foi líder estudantil numa época em que o Brasil vivia sob um regime que também começa com “D”. Espero que ele não esteja com saudades.

*Ana Helena Tavares é editora do site Quem tem medo da democracia?

 

 

 

Em vez de filme sugiro uma novela com o titulo P.O. Box 662  só que tem que ser uma produção indepedente.

 

cpi do banestado virou pizza quando ficou claro que ela podia expor toda a podridão do sistema politico. que se fosse levada adiante, seria a nossa operação mãos limpas, e não restaria apoio para quem  quisesse leva-la em frente! por contrariar o "sistema", como diria o capitão nascimento!!!

 

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

Ontem li alguns comentários no blog do Noblat (porque os posts em si fugiam de expor o livro do Amaury como o diabo da cruz).

Entre os simpatizantes da linha oposicionista do blog, alguns comentaristas mais afoitos questionavam POR QUE NADA DO QUE AMAURY FALA FOI INVESTIGADO PELA PF E MINISTÉRIO PÚBLICO?

Tenho que dar o braço a torcer. Eles tem toda a razão...

Qualquer carona em jatinho, qualquer acessor ou empresário que vive na política e em órgãos públícos, qualquer aliado do governo é facilmente exposto na imprensa, investigado pela PF, denunciado pelo MP, PGR, Comissão de Ética, advogado de esquina, cidadão comum...

Enquanto isso, nem Kassab é incomodado. Mesmo que desengavete um contrato de 10 anos que soma em proponas 2 bilhões de reais! Muito mais do que a soma de todos os ditos desvios cometidos dentro do governo federal.

Os TUCANOS conseguiram passar pelas raras CPIs dos Precatórios e do BANESTADO sem mácula alguma. Assim como hoje a rotina de desvios no Metrô, Pedágio, Multas, Fiscalizações diversas, Privatizações, não são investigadas.

A única vez em que foram realmente incomodados, moveram mundos para desacreditar o então Delegado da PF Protógenes e o Juiz Federal de Sanctis. Até finalmente paralizar o processo via STF e extingui-lo no STF.

Muita gente boa perdeu na Sathiagrara e muita gente ruim ganhou. Mesmo com a exposição indesejável das falcatruas ninguém ficou marcado como corrupto... Só quem defendeu as investigações foi pintado como louco, ventido, antidemocrático, chapa-branca, autoritário, etc...

Chegou-se a mudar leis e jurisprudências para denfender os interesses dos acusados!

A pergunta que faço é essa: O QUE OS TUCANOS TEM DE TÃO PRECISOSO QUE NINGUÉM INVESTIGA E NINGUÉM PEDE INVESTIGAÇÃO?

Minha teoria é que todo político sabe que dentro da PF, do STF e da justiça em geral não falta quem defenda os TUCANOS. Por isso até o livro do Amaury é indesejável

 

Jaime,

Conheces uma letra de música, do Milton Nascimento e  Fernando Brant, chamada "Morro Velho"? Pois é...

Um dia alguém vai escrever sobre o silêncio da senzala, quem sabe a partir disso é que vai começar a verdadeira revolução. De resto só a filosofia de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte:

 

"e de guerra em paz, de paz em guerra

todo o povo desta terra quando pode cantar
canta de dor..."

 

PSDB agora passará a ser chamado de P$DB? 

E o $erra? Ah, deixa a$$im. 

 

Pessoal, menos um pouquinho com essa teoria conspiratória contra o livro. Acabei de chegar da Saraiva do Shopping Ibirapuera e o livro estava no stand de lançamentos, uma pilha com uns 5 ou 6. Comprei o meu.

É bem verdade que a classificação do livro no sistema é Linguistica. Será por causa do termo Privataria?

Colaborando com a guerrilha em que estamos, tirei um da pilha da Privataria e pus encima da pilha O que sei de Lula, que estava ao lado da pilha de um livro do FHC. Ficou bonito o arranjo.

 

Joao Escobar

Na edição da Veja 1750 de 2002 é denunciado o esquema de propinas das privatições…quem tá na capa? Ricardo Sérgio
Amaury na entrevista/lançamento denuncia que Dantas é sócio de Civita e teria chantageado Serra, porque o “esperto” Serra (que não confia em ninguém, nem mesmo no genro, que segundo Amaury teria obrigado a mudança do regime matrimonial da filha) após ter enchido os bolsos queria se livrar de Dantas. Essa reportagem tem o objetivo de mostrar ao Serra, com quem ele estava mexendo.
Enfim…tá tudo dominado…
Não sei copiar o arquivo digital da VEJA Nº 1750…se alguém souber…e postar….antes que desapareçam…

 

Citco Building, corruptela de Chirico Building?

 

O silêncio do PT sobre o livro é absolutamente constrangedor. Há gravíssima acusação de ordem política sobre o Sr. Rui Falcão. Não sejamos ingênuos ao pensar que no caso das disputas para ocupação de espaços na campanha de Dilma Rousseff personagens petistas não forneciam informações aos adversários políticos, como a Veja. "Ninguém" sabia como vazavam conversas dentro do comitê de campanha. Mas essa disputa por espaços que chegou a comprometer e muito a campanha presidencial de 2010 precisa estar em nossos horizontes. Claro que isso não é a cereja do bolo no livro do Amaury, mas serve apenas para elucidar como ele acabou sendo envolvido na campanha de 2010. Mas que tem capa preta no PT que precisa esclarecer este episódio, isso precisa. E novamente o PT de São Paulo, em minha opinião a pior seção do PT do Brasil, deve aos eleitores do partido esclarecimentos. Ontém mesmo li uma notinha não me lembro onde de um almoço do Rui Falcão com um dos Marinhos da Tv Globo...Não sei se é verídica, mas no cipoal de reações ao livro do Amaury, acho que vale a pena ficar de olhos abertos.

 

 

Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.

O PT convidou toda a imprensa para um pronunciamento a 

respeito do livro " A PRIVATARIA TUCANA"  não apareceu ninggém....

Onde você "acompanha" o silencio petista??? Veja?Folha?Globo?Estadão?

Se o livro não consegue barulho na "grande midia" o PT vai repercuti-lo???

Sei não, mas tem dia que parece noite....

 

Acompanho tudo e em tudo no PIG (jornais, internet e TV paga) e em todos os blogs da mídia alternativa. Faço isso desde quando com 18 anos, há quase 30 anos, comecei a votar no PT (hoje com muito mais facilidade e amplitude em função do que dispomos de tecnologias). Desculpe, mas não vi esta convocatória que você menciona. Poderia me enviar, se possível, onde saiu (site nacional do PT, blog amigos do presidente Lula e Dilma, alguma publicação dos parlamentares do PT no Congreso, etc) ou outro lugar? Posso estar sendo leviano e esta não é minha intenção. Desejo apenas acompanhar a movimentação do PT sobre este livro que é fato político da maior importância. Obrigado.

 

 

Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.

Infelizmente parece que você tem razão.

Nada vi do PT sobre o livro.

Exatamente o oposto do que ocorre com o PSDB, quando qualquer órgão da imprensa publica qualquer tipo de acusação (geralmente sem o menor fundamento) ao PT.

 

Nassif, queria saber por que o trecho referente ao tópico "Casos bem sucedidos: caso TRT, compra dos votos,saldo posi t ivo, caixa 2 da campanha do FHC" está em branco no seu livro.

 

O esgotamento tão rápido dos 15 mil exemplares do livro do Amauri autoriza cogitar a hipótese da existência de um esquema de retirada defensiva da publicaçao das bancas e livrarias pelos prejudicados mediante a compra no atacado. Sugiro indagar ao editor do livro se ele admite essa possibilidade e se há um Plano "B" de distribuição no caso de se confirmar a suspeita.

 

O livro é excelente, mas foi claramente terminado às pressas. Os últimos capítulos atiram para todo lado e não acertam em coisa nenhuma - em especial, não são convincentes quando à participação do autor naquilo que tinha mesmo toda a cara de ser a elaboração de um dossiê mediante a compra de material sigiloso da receita. Qualquer contador sabe o que é que fazem aqueles "despachantes" parados ali em frente à Jucesp. Dirceu Garcia é um deles. Quem quiser engolir a história do Amaury, que engula. 

Muito mais convincente é a primeira parte do livro, com uma descrição detalhada (inteligível até para mim) dos mecanismos de lavagem de dinheiro utilizados (não resta dúvida, após o exame das evidências dadas por Amaury) pela filha de José Serra. 

Por falar nisso, dêem uma olhada no blog do Juca Kfouri - esse tremendo jornalista que vocês detestam porque é tucano. Dá uma aula de como se porta um tucano que, ANTES DE MAIS NADA, é jornalista. Publicou uma longa matéria no seu blog sobre a parte do livro que descreve as tramóias de Ricardo Teixeira, avalisando o material. É ruim pro Serra? F...-se o Serra. Os fatos estão aí, e é função do jornalista divulgá-los.