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A revolução em curso na Islândia

Atualizado às 20:56

PQ A BLOGOSFERA NÃO DIVULGOU?

No EngajArte

A REVOLUÇÃO POPULAR NA ISLÂNDIA.

Deena Stryker
Daily Kos

Um programa de rádio italiano falando sobre a revolução em andamento na Islândia é um exemplo impressionante do pouco que os meios de comunicação nos dizem sobre o resto do mundo.

No início da crise financeira de 2008, a Islândia declarou-se literalmente em falência. As razões são citadas apenas superficialmente, e desde então, esse membro pouco conhecido da União Européia voltou a cair no esquecimento. Como os países europeus vão caindo um após o outro, colocando o euro em perigo, com repercussões para todo o mundo, a última coisa que os poderes desejam é que o caso da Islândia se transforme em um exemplo. A seguir, eis por quê.

Cinco anos de um regime puramente neoliberal fizeram da Islândia (população de 320 mil pessoas, sem exército), um dos países mais ricos do mundo.

No ano de 2003, todos os bancos do país foram privatizados e, num esforço para atrair investidores estrangeiros, ofereceram empréstimos em linha, cujos custos mínimos lhes permitiram oferecer taxas relativamente altas de rendimentos. As contas, chamadas de "icesave", atraíram muitos pequenos investidores ingleses e holandeses; mas, à medida que os investimentos cresceram, isso também aconteceu com a dívida dos bancos estrangeiros. Em 2003, a dívida da Islândia era igual a 200 vezes o seu PIB, mas em 2007 ela chegou a 900 vezes. A crise financeira mundial de 2008 foi o golpe de graça. Os três principais bancos islandeses, Landbanki, Kapthing e Glitnir, quebraram e foram nacionalizados, enquanto que a coroa islandesa perdeu 85% do seu valor em relação ao euro. No final do ano, a Islândia se declarou falida.

Contrariamente ao que se poderia esperar, a crise deu lugar à recuperação dos direitos soberanos dos islandeses, através de um processo de democracia direta participativa, que finalmente conduziu a uma nova Constituição, mas depois de muita dor.

Geir Haarde, o Primeiro-Ministro de um governo de coalizão social democrata, negociou 2,1 bilhões de dólares em empréstimos, aos quais os países nórdicos acrescentaram outros 2,5 bilhões. Contudo, a comunidade financeira estrangeira pressionava a Islândia para impor medidas drásticas. O FMI e a União Européias queriam assumir o controle da sua dívida, alegando que era o único caminho para que o país pagasse seus débitos com a Holanda e a Inglaterra, que tinham prometido reembolsar seus cidadãos.

Os protestos e os distúrbios continuaram e, finalmente, obrigaram o governo a renunciar. A eleições foram antecipadas para abril de 2009, resultando na vitória de uma coalizão de esquerda que condenava o sistema econômico neoliberal, mas que de imediato cedeu às demandas de que a Islândia deveria pagar de 3,5 bilhões de euros. Isso requereria de cidadão islandês 100 euros por mês (perto de 130 dólares) durante 15 anos, com 5.5% de juros, para pagar uma dívida contraída pelo setor privado. Foi a gota dágua.

O que aconteceu depois foi extraordinário. A crença de que os cidadãos tinham que pagar pelos erros de um monopólio financeiro e que a toda uma nação deveria se impor o pagamento de dividas privadas se desmanchou, transformou-se a relação entre os cidadãos e suas instituições políticas e finalmente conduziu os líderes da Islândia para o lado de seus eleitores. O chefe de estado, Olafur Ragnar Grimsson, negou-se a ratificar a lei que fazia os cidadãos islandeses responsáveis pela sua dívida bancária, e aceitou os chamados para um referendum

Obviamente, a comunidade internacional só aumentou a pressão sobre a Islândia. A Grã-Bretanha e a Holanda ameaçaram com represálias terríveis e isolamento do país.

Como os islandeses foram votar, os banqueiros estrangeiros ameaçaram bloquear qualquer ajuda do FMI. O governo britânico ameaçou congelar as poupanças e as contas correntes islandesas.

Como disse Grimsson, "nos disseram que se nos negássemos a aceitar as condições da comunidade internacional, nos transformariam na Cuba do Norte. Mas, se tivéssemos aceitado, nos teriam convertido no Haiti do Norte".

Quantas vezes tenho escrito que, quando os cubanos vem o estado lamentável do seu vizinho Haiti, podem considerar-se afortunados?

No referendum de março de 2010, 93% votou contra a devolução da dívida. O FMI imediatamente congelou seus empréstimos, mas a revolução (ainda que não tenha sido televisada nos EUA) não se deixou intimidar. Com o apoio de uma cidadania furiosa, o governo iniciou investigações cíveis e criminais em relação aos responsáveis pela crise financeira. A Interpol emitiu uma ordem internacional de detenção para o ex-presidente de Kaupthing, Sigurdur Einarsson, assim como também para outros banqueiros implicados que fugiram do país.

Mas os islandeses não pararam aí: Decidiu-se redigir uma nova constituição que libere o país do poder exagerado das finanças internacionais e do dinheiro virtual (a que estava em vigor tinha sido escrita no momento em que a Islândia se tornou independente da Dinamarca, em 1918, e a única diferença com a constituição dinamarquesa era que a palavra presidente tinha sido substituída pela de "rei".

Para escrever a nova constituição, o povo da Islândia elegeu vinte e cinco cidadãos entre 522 adultos que não pertenciam a nenhum partido político, mas recomendados por pelo menos trinta cidadãos. Esse documento não foi obra de um punhado de políticos, mas foi escrito na Internet.

As reuniões dos constituintes foram transmitidas online, e os cidadãos podiam enviar seus comentários e sugestões vendo o documento, que ia tomando forma. A Constituição que eventualmente surgirá desse processo democrático participativo será apresentada ao Parlamento para sua aprovação depois das próximas eleições.

Alguns leitores lembrarão do colapso agrário da Islândia no século IX, que é citado no livro de Jared Diamond, com esse mesmo nome. Hoje em dia, esse país está se recuperando de seu colapso financeiro de formas em tudo contrárias às que eram consideradas inevitáveis, como confirmou ontem a nova diretora do FMI, Chistine Lagarde, a Fared Zakrie. Ao povo da Grécia disseram que a privatização de seu setor público é a única solução. Os da Itália, Espanha e Portugal enfrentam a mesma ameaça.

Deveria se olhar para a Islândia. Ao negar a submeter-se aos interesses estrangeiros, esse país indicou claramente que o povo é soberano.

É por isso que ele não aparece nos noticiários. Fonte

Leia mais

Por Tarik Cesar

Eu vi uma crítica a esses numeros e a algumas outras coisas:
http://grapevine.is/Features/ReadArticle/A-Deconstruction-of-Icelands-On...

Tradução Google

A Desconstrução da "Revolução da Islândia On-going"

2011/08/24

Palavras de Anna Andersen

Ontem à noite, "Doutrina do Choque 'autor Naomi Klein twittou:" # Islândia está provando que é possível resistir à Doutrina do Choque, e se recusam a pagar por crise dos banqueiros "com um link para um artigo chamado, "da Islândia Em curso revolução ", por Deena Stryker.

Este artigo está cheio de erros factuais, de modo que twittou de volta: " @ NaomiAKlein Nós somos fãs de vocês, mas estamos tristes para dizer que seu tweet eo artigo cita são absolutamente errado. # Islândia "

Ela respondeu: " rvkgrapevine @ me diga e eu vou corrigir ".

Então aqui está, uma desconstrução do mesmo artigo de erro-ridden, "Revolução da Islândia On-going", que é, infelizmente, fazendo rondas no Twitter esfera.

No primeiro parágrafo, o artigo afirma: "Os americanos devem se lembrar que no início da crise financeira de 2008, a Islândia faliu literalmente. As razões foram mencionados apenas de passagem, e desde então, este membro pouco conhecido da União Europeia caiu no esquecimento. "

Há dois erros lá. Uma é óbvia. Ou seja, a Islândia não é membro da União Europeia. O outro é talvez menos óbvio, mas não deixa de ser um ponto importante. Isto é, a Islândia não ir à falência. Este erro factual foi duramente criticado em 2008, quando os bancos da Islândia entrou em colapso e se espalhou a notícia de que a Islândia, o país, tinha ido à falência. Isto é tão errado hoje como era então.

Então há a seguinte afirmação: "Em 2003 a dívida da Islândia foi igual a 200 vezes o PIB a sua, mas em 2007, foi 900 por cento. A crise mundial financeira de 2008 foi o golpe de misericórdia. "

Esses números são extremamente imprecisos (e não ser demasiado pedante aqui, mas adere a um multiplicador ou porcentagem seria útil ao fazer tal comparação). Para definir essa linha reta, a dívida da Islândia (como em O Banco Central) foi igual a 57% do PIB em 2003 e caiu para 43% do PIB em 2007, de acordo com estatísticas do Banco Mundial . Em 2009, esse percentual chegou a 104%.

Agora, se pela Islândia o autor quis dizer os bancos da Islândia, então é verdade que a dívida dos bancos era muito grande astronômicos realmente e até 2007, os bancos da Islândia, de fato chegar a 9 vezes o PIB, no entanto, que não o PIB PIB.

Depois há isto: "Os três principais bancos da Islândia, Landbanki, Kapthing e Glitnir, foi de barriga para cima e foram nacionalizados, enquanto o Kroner perdeu 85% de seu valor em relação ao Euro. No final do ano a Islândia declarou a bancarrota. "

Mais uma vez a afirmação: "No final do ano a Islândia à falência" está errado. E os coroas islandesas perderam mais como 50% do seu valor em relação ao Euro alguma forma você olhar para ele .

Passando para o próximo parágrafo: "Ao contrário do que se poderia esperar, a crise resultou em islandeses recuperar seus direitos soberanos, através de um processo de democracia participativa direta que eventualmente levou a uma nova Constituição. Mas só depois de muita dor. "

É verdade, tivemos um referendo para eleger um Constitucional Assembleia-um grupo de 25 pessoas encarregada de escrever uma nova Constituição. Mas havia 500 candidatos de mais para escolher, e os resultados foram anulados porque os procedimentos eleitorais apropriados não foram seguidos. Ao invés de realizar outro referendo, os indivíduos foram "nomeados" para uma Comissão Constitucional. Eles já apresentou uma «proposta» para o projecto da nossa nova Constituição, mas de modo algum ter uma nova Constituição ainda! Este é definitivamente saltar a arma. Nosso velho ainda reina supremo.

Em seguida, ele diz: "Geir Haarde, primeiro-ministro de um governo de coalizão social-democrata, negociou um empréstimo de dois milhões de dólares cem mil, para o qual os países nórdicos acrescentou mais dois milhões e meio. Mas a comunidade financeira estrangeira Islândia pressionados para impor medidas drásticas. O FMI ea União Europeia queria assumir sua dívida, alegando que este era o único caminho para o país para pagar a Holanda ea Grã-Bretanha, que prometeu reembolsar os seus cidadãos. "

Ok, vamos lá agora. É o FMI não, FMI. Além disso, Geir Haarde é do Partido da Independência de direita, que tinha uma coalizão com os social-democratas.

Voltar à Constituição: "Este documento não foi obra de um punhado de políticos, mas foi escrito na internet. Reuniões da constituinte são transmitidos on-line, e os cidadãos podem enviar seus comentários e sugestões, testemunhando o documento como ele toma forma. A Constituição que eventualmente emerge deste processo participativo e democrático será submetido ao parlamento para aprovação, após as próximas eleições. "

Aparentemente, o autor estava confuso sobre se ou não, tivemos uma nova Constituição, quando ela começou a escrever e depois fiz mais algumas pesquisas para o fim para perceber que sim, ainda é um projecto com uma série de aros de passar.

A idéia de que a Constituição foi "crowdsourced ', como a mídia internacional tem-se preocupado sobre relatórios, é o melhor meia verdade. Mas aceitando sugestões via Facebook e um formulário de envio Internet é praticamente o mesmo que a Constituição sendo "escrita na internet". Soa fresco embora.

Enquanto quase todos os parágrafos deste artigo é cheio de erros factuais, a mensagem de conclusão também é enganosa: "Hoje, esse país está se recuperando de seu colapso financeiro em formas exatamente o oposto daqueles geralmente considerada inevitável, como foi confirmado ontem pelo novo chefe de o FMI, Christine Lagarde a Fareed Zakaria. O povo da Grécia tem sido dito que a privatização de seu setor público é a única solução. E os da Itália, Espanha e Portugal estão enfrentando a mesma ameaça.

Eles devem olhar para a Islândia. Recusando-se a curvar aos interesses estrangeiros, naquele pequeno país declarou alto e bom som que o povo é soberano. "

Primeiro de tudo, é ingênuo pensar que a Islândia foi capaz de resistir ao FMI. Em seu artigo, " New York Times Reportagem erra o alvo na Islândia, Imprime Linha neoliberal sobre www.truth-out.org, Sam Cavaleiro faz alguns bons pontos: "Por que a Islândia está buscando o seu bem-estar-para-a-elite política é ninguém sabe ", diz ele," mas com o FMI dar apoio monetário de emergência, que teve influência em desviar recursos islandês volta para o setor financeiro. "

Ele acrescenta: "Se a Islândia se recusou a compartilhar visão do FMI, que poderia ter sido negado os fundos necessários para implementar controles de capital e parar a queda livre da Coroa. Falha no cumprimento das exigências do FMI também pode ter sido causado classificação da Islândia crédito soberano a cair significativamente, o que poderia ter isolado Islândia a partir de mercados internacionais de capital (apesar do fato de que as agências de classificação de crédito, na esteira de 2008, está na necessidade de uma reforma urgente) . "

Ou não influenciado pelo FMI, pode-se notar que dois dos três bancos que a Islândia "vamos falir" porque não podia socorrê-los (eram nove vezes o PIB do país), foram re-privatizada e não há atualmente um debate sobre a privatização da terceira.

Para não mencionar, há o caso de HS Orka , em que 98 por cento de uma empresa de energia publicamente propriedade geotérmica foi vendida para a Energia empresa canadense Magma (agora chamado de "Alterra Power '), dando-lhe acesso à energia geotérmica na península Reykjanesbær para 65 anos, com uma opção de renovação por mais 65 anos. Este entrou em erupção em controvérsia com Björk liderando a cruzada contra a Energia Magma. Infelizmente, foi sem sucesso.

O caso poderia muito bem característica do livro de Naomi Klein, "A Doutrina de Choque".

Além disso, enquanto a Islândia pode parecer como um símbolo de furando-o para as instituições financeiras que provocaram o colapso financeiro, as pessoas realmente não têm escapado a carga. Para citar respeitado comentarista político Egill Helgason em um artigo que será impresso em The Grapevine na sexta-feira: "De acordo com um relatório da OCDE Islândia colocou mais dinheiro em suas instituições financeiras falidas que qualquer outro país com excepção da Irlanda. Assim, deste modo a Islândia não é um modelo de as pessoas na Espanha não precisa de onda bandeiras islandês. "

Ao contrário da mensagem colocar neste artigo, "Revolução da Islândia On-going", ea noção de que a Islândia foi capaz de resistir a doutrina do choque, ele diz: "O debate político na Islândia ficou terrivelmente velho e repetitivo. Em alguns lugares, a Islândia é apontada como sendo um modelo de como sobreviver a uma crise econômica e reconstruir a sociedade. Para a maioria dos islandeses isso parece totalmente errado. Alguns políticos, incluindo o nosso Presidente, gostaria de exibir essa visão quando vão para o exterior, mas isso definitivamente não é o sentimento na Islândia. "

Então, @ NaomiAKlein temos esmagou a esperança de milhões? Como uma publicação que se esforçam para praticar o bom jornalismo, embora nós temos que dizer que uma parte de nós é relutante em corrigir esses tipos de artigos, como é bom ver os cidadãos de outras nações, como Espanha e Portugal, sendo inspirado pela nossa história . A esperança tem de vir de algum lugar.

 
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Não sabia dessa revolução..O.o

 

Vontade política na veia.

Acorda Dilma!

 

Follow the money, follow the power.

Incompreensível o tal artigo contestador, como geralmente os textos "traduzidos" pelo Google. Deu para entender o reparo de uns erros pontuais (tipo: Islândia é candidata a entrar na UE, ainda não é membro, o que deve ser corrigido mas não altera em nada a essência do que é relatado), mas não entendi qual a posição em relação ao processo em curso.

 

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"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", Geraldo Vandré.

Encontrei mais uma no blog quatro almas


Por Carlos Tomás (Jornalista)


http://www.facebook.com/groups/carlos.tomas/268908783152742/?notif_t=like


 


Por incrível que possa parecer, uma verdadeira revolução democrática e anticapitalista ocorre na Islândia neste preciso momento e ninguém fala dela, nenhum meio de comunicação dá a informação, quase não se vislumbrará um vestígio no Google: numa palavra, completo escamoteamento. Contudo, a natureza dos acontecimentos em curso na Islândia é espantosa: um Povo que corre com a direita do poder sitiando pacificamente o palácio presidencial, uma "esquerda" liberal de substituição igualmente dispensada de "responsabilidades" porque se propunha pôr em prática a mesma política que a direita, um referendo imposto pelo Povo para determinar se se devia reembolsar ou não os bancos capitalistas que, pela sua irresponsabilidade, mergulharam o país na crise, uma vitória de 93% que impôs o não reembolso dos bancos, uma nacionalização dos bancos e, cereja em cima do bolo deste processo a vários títulos "revolucionário": a eleição de uma assembleia constituinte a 27 de Novembro de 2010, incumbida de redigir as novas leis fundamentais que traduzirão doravante a cólera popular contra o capitalismo e as aspirações do Povo por outra sociedade.


 


Quando retumba na Europa inteira a cólera dos Povos sufocados pelo garrote capitalista, a actualidade desvenda-nos outro possível, uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar às lutas que inflamam a Europa uma perspectiva: a reconquista democrática e popular do poder, ao serviço da população.


 


De facto, desde o dia 27 de Novembro de 2010 que a Islândia dispõe de uma Assembleia Constituinte composta por 25 simples cidadãos eleitos pelos seus pares. É seu objectivo reescrever inteiramente a constituição de 1944, tirando nomeadamente as lições da crise financeira que, em 2008, atingiu em cheio o país. Desde esta crise, de que está longe de se recompor, a Islândia conheceu um certo número de mudanças espectaculares, a começar pela nacionalização dos três principais bancos e sem pagar quatro mil milhões e uns trocos por nenhum deles -, seguida pela demissão do governo de direita sob a pressão popular. As eleições legislativas de 2009 levaram ao poder uma coligação de esquerda formada pela Aliança (agrupamento de partidos constituído por social-democratas, feministas e ex-coms) e pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-ministro 


 

 

"Só merece a liberdade e a vida quem luta por elas cada dia." Goethe

Se deu "certo" por isso ninguem por aqui ficou sabendo...

O receituário de fome e miséria é o mais indicado neste caso, como diria um candidato a presidencia da república da bolinha de papel...

 

Boa sacada em divulgar. No entanto, vale a pena lembrar que a Islândia não faz parte da União Europeia, como citado no texto, e muito menos da Zona do Euro, fatores que contribuem para uma superação mais fácil da crise, se compararmos à Grécia.

 

Luis Nassif, para o bem da humanidade, deixe este tópico permanentemente lá em cima.

A blogosfera precisa saber!

 

Para quem quer mais informações sobre o cotidia no da Islândia, recomendo este site: http://www.vidanaislandia.com/

É de um brasileiro que mora a muitos anos na Islândia. Em 2008 ele descrevia diariamente os problemas econômicos e a reação popular frente ao que estava acontecendo. É essencial para a compreensão dos fatos a partir da visão dos seus moradores.

Leiam os arquivos de Julho/2008 a Dezembro/2008.

E surpreendam-se.

 

Abs

 

Infelizmente não é bem assim. Sugiro a leitura deste outro artigo e o comentário da própria autora do artigo original admitindo os erros não verificados por ela ao traduzir a reportagem da rádio italiana.

http://grapevine.is/Features/ReadArticle/A-Deconstruction-of-Icelands-On...

 

Uma leve correção, A Islândia não é membro da União Européia. Candidatou-se em 2010 e ainda hoje é um membro candidato assim com a Turquia.

http://europa.eu/about-eu/countries/index_en.htm

 

Pô, a Islândia é menor que meu bairro!

 

Então, a Islândia está para a Europa como Tartarugalzinho está para o Brasil.

 

 

 

uma pedra no caminho...uma pedra de gelo...a maior e natural concentração de energia do mundo !

faz um "buraco" surje energia de uma ITAIPU ! faz outro...surtge uam MONTE BELO!

mais alguns buracos, faz uma duzia e meia daquelas centrais eletrica chinezas ! DUVIDA ?

veja na VIKI !

 

rene

 

 

como diria DRUMOND: no caminho tem uma pedra; uma pedra no caminho...de gelo !

 

rene

Eu vi uma crítica a esses numeros e a algumas outras coisas:
http://grapevine.is/Features/ReadArticle/A-Deconstruction-of-Icelands-On...

 

O post de Tarik Cesar interessou-me, localizei o jornal Grapevine, mas não o texto original da Anna Andersen, nem consegui identificar o proprio Tarik Cesar pelo Google.

Gostaria de possivel, do link da Anna e saber um pouco mais do proprio Tarik, q me parece antenado, crítico.

Obrigada

 

Esse post deveria ser promovido. 

 

Nassif e amigos do blog


Espero que não esteja longe o dia em que isto aconteça em SP, que o povo paulista se liberte da ditadura tucana e mande para a lata de lixo o PiG (que mantém o povo paulista envolto em neblina de ignorância e fundamentalismo neoliberal) 

 

Primavera Tucanistanesa?


Difícil hein ...

 

Eu adoro ler quando o povo fala besteira por causa da ideologia na cabeça.

................................

O que os analistas e autores frequentemente são incapazes de perceber é a razão por que o setor bancário se expandiu dessa forma e tão rapidamente.  Com efeito, como veremos nesse artigo, a estrutura de incentivos da economia islandesa foi toda manipulada por meio de garantias governamentais, taxas de juros artificialmente baixas e, principalmente, por meio de maciças injeções monetárias, que fizeram com que a economia fosse inundada de liquidez.  Além disso, aos islandeses que queriam financiar um imóvel foram oferecidas taxas de juros tentadoramente baixas por intermédio do Fundo de Financiamento Imobiliário (Housing Financing Fund - HFF), uma agência estatal cujas dívidas eram garantidas explicitamente pelo governo, o que resultava em juros reduzidos para o financiamento de imóveis..............

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=309

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Seu post é um belo exemplo de alguém falando besteira com ideologia na cabeça. Veio até com o selo do instituto mises, seita de fanáticos que não fazem outra coisa senão falar besteiras com ideologia na cabeça.

 

Estado só é bom quando a gente mama na teta. Quando estamos apadrinhados pela prefeitura, quando temos participação em conselhos de estatais de outro estado, quando compram assinaturas sem licitação. Mas sobre a CPI da privataria nem uma palavra né Graeff?

 

Não precisa confesar assim em público vai na PF e se entrega.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

"estamos" = nós. Eu e tu então Graeffão.

 

A Islândia aponta que outro caminho é possível: quem quebra o país que arque com os ônus.

O artigo (ou sua tradução) comete uma dupla imprecisão histórica ao dizer que, referindo-se à constituição islandesa, "a única diferença com a constituição dinamarquesa era que a palavra presidente tinha sido substituída pela de "rei"", quando de sua independência em 1918. Não foi assim. Primeiro porque a Dinamarca é uma monarquia constitucional desde 1849, logo nunca teve a palavra "presidente" em sua Constituição. Segundo, porque em 1918 a Islândia tornou-se independente, mas manteve uma aliança com a Dinamarca e não se tornou republicana, e sim uma monarquia constitucional cujo rei era o rei da Dinamarca. Foi em 1944 que ela se tornou república, 4 anos depois de desfazer o tratado com a Dinamarca, então ocupada pelos nazistas.

 

__________________________________

"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", Geraldo Vandré.

Aquele documentário "Inside Job", de 2010, mostra bem o que aconteceu na Islândia em 2008. 

O ínicio do documentário é a descrição da falência naquele país, uma prévia do que viria a ser a grande crise rconômica de 2008. 

 

Oi Fábio:

Era o que eu ia falar... Quem não viu o filme, vá vê-lo!!! Inside Job, Trabalho Interno. Bem semelhante ao livro do Amauri, mas tratando da crise mundial de 2008.

 

José Antônio

Grande notícia!! Será que seria pedir demais se aqui no Brasil fossem discutidos on line projetos de lei, emendas e outros, via fórum de discussão? Bem melhor que ficar sabendo só depois de aprovados. Ou ver análises tendênciosas da grande mídia, distorcendo o conteúdo destes.


Porque escrever uma nova Constituição acho que será muito difícil por estas bandas.

 

É só substituir a bandeira...

Re: A revolução em curso na Islândia
 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

Como é  que  deve  ser  composta  a  ICELIBRE???

Coca-Cola  não deve  rolar  por  lá  pois  é  um frio do cacete!    Então, acho que  jogaram  alguma  coisa  dentro da Vodka mesmo !!!   heheheheh

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

Um belo exemplo, mas estamos falando de um país de 320 mil habitantes, com nível de edução muito alto.Uma realidade totalmente atípica.

 

O exemplo da Islândia é realmente incrível, de deixar de queixo caído.

 

Porém.... Ele seria imaginável em um país maior? Com pelo menos 10 milhões de pessoas?

Eu acho que não...

 

Vai ver que Montesquieu (era ele mesmo?) estava certo e a democracia só é possível em pequenas repúblicas...

 

Qdo li esse post me emocionei, finalmente a prova concreta que estamos indo ao caminho certo.


Os islandeses nos mostraram o que se deve fazer para proteger um país.Nem é capitalismo e nem é comunismo, é um sistema onde o poder é o povo, onde a Lei é favorecer a todos.Sem dúvida a Islândia atualmente é o país politicamente mais avançado da terra

 

"Só merece a liberdade e a vida quem luta por elas cada dia." Goethe

Malfadado Brasil, torço/em teu seio, por uma guerra civil!/
Derramas o sangue que forja um povo./
Só faltas tu, no mundo, amarelado Brasil!


ah, se púdessemos escrever a História humana sem sangue/

quantos gandhis necessitariam para aplacar a ganância dos insensíveis?/

Só os canhões o sabem....

 

Que inveja fiquei quando li a decisão de prender o ex-presidente, responsável pelos descalabros e os banqueiros fugitivos. Aqui no Brasil temos nas mãos as provas da delinquência de montes de políicos e ninguem foi preso até agora.  Se a justiça levasse o livro do Amaury a sério seria a apoteose da democracia e talvez servisse para desestimular outras bandalheiras.

 

Banqueiros fugitivos é demais, não? - rs - é de "lavar a alma". E pensar que de um modo geral, todo "plano econômico" para um país sair da crise - vide EUA - a primeira providência é salvar os bancos, consequentemente, os banqueiros. Lembro da grita mundial, quando o Lehman quebrou, a correria para evitar o efeito dominó. E depois? Os mesmos caras, ganhando 50 milhões de dólares ao ano... Um desses virou ministro na Espanha.

 

" Em 2003, a dívida da Islândia era igual a 200 vezes o seu PIB, mas em 2007 ela chegou a 900 vezes..." Sem pesquisar os números, parece-me que o  articulista (ou o tradutor) deve estar delirando...

 

Hahaha

Já dá pra se ver a qualidade das informações presentes no texto. O cara não sabe diferenciar X de %. É que matemática é uma ciência muito reacionária hehehe

 

Seguindo esses números e, considerando-se que todo o PIB fosse destinado para saldar dívida, a Islândia levaria milênios para pagar tal dívida.


 


Creio que houveram vários erros de tradução de alguma fonte adotada.

 

Creio que os números corretos são 200% e 900% do PIB. Mas na realidade não eram dívidas do governo Islandês e sim dos bancos privados. Eram depósitos em fundos de investimentos de bancos privados que "evaporaram" na crise de 2008. Então os privatocratas de lá (empurrados pelos governantes dos paises "credores", FMI e BM) queriam socializar o preju para cima dos cidadãos da ilha, seguindo a máxima neoliberal de privatizar os lucros (quando a maré é boa) e socializar as perdas (quando o negócio dá merda).

 

É verdade, deve ser 200% e 900%...

 

Muito interessante a história, mas esse dado de 900 vezes o PIB em 2007 é meio delirante mesmo. Segundo o FMI, a dívida bruta era de 29% apenas, e a líquida menor ainda, 10%... E o resto da história, é toda confiável?

 

 Eu também senti cheiro de maconha estragada nessa afirmação.

 

Que experiência extraordinária! Que pena que o governo grego se acovardou pelas pressões e não seguiu pelo mesmo caminho! E pensar que aqui, 500 bilhões por ano vão para rolar essa tal "dívida pública" que já deve ter sido paga dez vezes.

 

A dimensão dos números envolvidos nessa caso é ridícula : US$2bilhões de dívidas. A banca internacional tá  k g ando pra esse país . Isso é dinheiro de pinga.


A Grécia devia 130 bilhões de EUROS , um número considerado pequeno mas que causou todo aquele estrago. E a da Itália bate quase em 2 trilhões de EUROS.


Por isso os ISLANDESES podem brincar de revolução à vontade ............

 

Fábio

Não importa o tamanho da dívida.

O relevante é que os cidadãos da Islândia assumiram o Poder Soberano.

São donos de seu futuro e não vassalos da comunidade financeira internacional.

Por isso eles não são notícia em nossa mídia nativa e na mídia internacional.

 

Proporcionalmente isso é muito pior, um país pequeno podia se acovardar por não ter qualquer sustentação que o salvaguardasse, enquanto que uma Itália por exeplo, poderia fazer isso por ter bem mais peso político perante aos outros países.

 

O problema, Eduardo, é que não dá para comparar "aqui" com "lá".


"Lá", em lugar de telespectadores/trolls tem cidadãos. Pena.

 

Bacana, isso que disse. A sociedade islandesa preocupa-se em formar cidadãos, mas a brasileira, talvez, não se preocupe em formar trolls.