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A Rússia e a China desafiam a NATO

Ami@s, segue artigo - recolhido aqui - de outro excelente articulista do "Asia Times Online" - que, como todos sabemos, abriga o "nosso" Pepe Escobar. Creio que ajudará na compreensão do jogo geoestratégico em curso no Oriente Médio.

 

A intervenção ocidental na Líbia poderia ser apenas a ponta do iceberg, e o que está em desenvolvimento poderá constituir uma geoestratégia orientada no sentido de perpetuar a dominação histórica do Ocidente sobre o Médio Oriente na era posterior à Guerra Fria. E interligado com este processo está o precedente extremamente preocupante de uma acção militar da NATO sem um mandato específico da ONU.

 

Esperava-se que as consultas do Ministro do Estrangeiros chinês Yang Jiechi em Moscovo, no decurso do fim-de-semana, preparassem a visita do presidente Hu Jintao à Rússia no próximo mês. Mas acontece que, afinal, se revestiram de um carácter de imensa importância para a segurança internacional.

Os continuados esforços russo-chineses para “coordenar” a sua posição sobre temas regionais e internacionais evoluíram para um nível qualitativamente novo no que diz respeito à situação em desenvolvimento no Médio Oriente.

A agência oficial de notícias russa utilizou uma expressão pouco usual –“estreita cooperação”- para caracterizar o novo modelo a que conduziu a sua coordenação de políticas regionais. Isto tenderá a colocar perante um forte desafio a agenda unilateralista do Ocidente no Médio Oriente.

A visita de Hu à Rússia tem lugar, em princípio, para assistir de 16 a 18 de Junho ao desenrolar do Fórum Económico Internacional, que o Kremlin está cuidadosamente a coreografar como um acontecimento anual no estilo de um “Davos da Rússia”. Ambos os países estão muito entusiasmados face à possibilidade de a visita de Hu constituir um momento crucial na cooperação energética entre China e Rússia.

O gigante russo da energia, Gasprom, espera bombear anualmente para a China 30.000 milhões de metros cúbicos de gás natural até 2015, e as negociações sobre os preços estão numa etapa avançada. Os funcionários chineses sustentam que as negociações, agora paradas, se concluíram com um acordo por ocasião da chegada de Hu à Rússia.
Naturalmente, quando a economia importante de mais rápido crescimento no mundo e o maior exportador de energia do mundo chegam a um acordo, o assunto tem maior alcance do que um acordo de cooperação bilateral. Haverá inquietação na Europa, que tem sido historicamente o principal mercado da Rússia para a exportação de energia, devido ao facto de que surja um “competidor” a Oriente e que o negócio energético do Ocidente com a Rússia possa ter a China como “sócio comanditário”. Esta mudança de paradigma potencia uma transferência das tensões Este-oeste acerca do Médio Oriente.

Posição idêntica

O Médio Oriente o Norte de África acabaram por ser o tema central das conversações em Moscovo de Yang com o seu anfitrião Sergei Lavrov. A Rússia e a China decidiram trabalhar juntas para enfrentar os problemas que decorrem da agitação no Médio Oriente e no Norte de África. Disse Lavrov: “Acordámos em coordenar as nossas iniciativas utilizando as capacidades de ambos os Estados com o fim de ajudar à estabilização mais rápida que for possível e à prevenção de mais consequências negativas imprevisíveis na zona”.
Lavrov disse que a Rússia e a China têm uma “posição idêntica” e que “qualquer nação deveria determinar o seu futuro de forma independente, sem interferência externa”. É presumível que os dois países tenham agora acordado uma posição comum de oposição a qualquer iniciativa da NATO no sentido de realizar uma operação terrestre na Líbia.

Até agora, a posição russa tem sido de que Moscovo não aceitará que o Conselho de Segurança da ONU atribua mandato à NATO para uma operação terrestre sem uma “posição claramente expressa” de aprovação desse mandato por parte da Liga Árabe e da União Africana (da qual a Líbia faz parte).

Existe, evidentemente, um “défice de confiança” neste caso, que se torna cada dia mais inultrapassável a menos que a NATO decida um cessar-fogo imediato na Líbia. Dito em poucas palavras, a Rússia já não confia em que os EUA e os seus aliados da NATO sejam transparentes acerca das suas intenções no que diz respeito à líbia e ao Médio Oriente. Há alguns dias Lavrov falou longamente sobre a Líbia em entrevista ao canal de televisão russo Tsentr. Exprimiu grande frustração face à ambiguidade e aos subterfúgios com que o Ocidente interpreta unilateralmente a Resolução 1973 da ONU, de modo a fazer praticamente tudo o que lhe apetece.

Nessa entrevista Lavrov revelou: “Chegam-nos relatórios acerca da preparação de uma operação terrestre [na Líbia] que sugerem que os planos correspondentes estão em desenvolvimento na NATO e na UE”. Deu a entender publicamente que Moscovo suspeita de que o plano dos EUA seria evitar a necessidade de um contacto com o Conselho de Segurança para obter mandato para operações terrestres da NATO na Líbia e, em vez disso, pressionar o secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon no sentido de obter de que este “solicite” à aliança ocidental a disponibilização de escoltas para a missão humanitária da ONU, utilizando essa “solicitação” como cobertura para dar início a operações terrestres.

A posição pública da Rússia e da China impediria os funcionários do secretariado de Ban Ki-Moon de facilitarem sub-repticiamente, por portas travessas, uma operação terrestre da NATO. Ban visitou Moscovo recentemente e alguns relatos russos sugeriram que “levou uma descompostura” pela forma como dirige a organização mundial. Um perito comentador moscovita escreveu com contundente sarcasmo:
Há muitas maneiras de dizer politicamente a um convidado, por conta própria e por conta dos próprios parceiros internacionais: “Não estamos muito satisfeitos com o seu desempenho, estimado senhor Ban”. É usual que nem sequer sejam necessárias palavras nestes casos. É óbvio que o secretário-geral aprecia o romantismo revolucionário das guerras civis e que apoia os combatentes pela liberdade em geral. Em resultado disto, aparece com frequência ao lado dos arqui-liberais da Europa e dos EUA.

Todavia, o secretário-geral da ONU não deveria adoptar posições políticas extremas, e muito menos deveria alinhar com a minoria dos Estados membros da ONU no que diz respeito a este tema, como fez nos casos da Líbia e da Costa do Marfim. Não é para isso que foi eleito. A questão não reside em obrigar o senhor Ban a mudar de posição ou de convicções, mas em procurar que ajuste ligeiramente a sua visão no sentido de uma maior neutralidade.

Moscovo e Pequim parecem encarar o denominado Grupo de Contacto Líbia (formado por 22 países e seis organizações internacionais) com muitas reservas. Referindo-se à decisão de grupo, na sua reunião de Roma na 5ª feira passada, de disponibilizar de imediato um fundo temporário de 250 milhões de dólares como ajuda aos rebeldes líbios, Lavrov afirmou de forma cáustica que o grupo “intensifica os seus esforços no sentido de desempenhar um papel dirigente na definição da política da comunidade internacional em relação à Líbia”, e advertiu de que deveria evitar “tentar substituir-se ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ou tomar partido por uma das partes”.

Converteu-se em motivo de inquietação para Moscovo e Pequim que o grupo de contacto evolua gradualmente para um verdadeiro processo regional, marginalizando a ONU, com a finalidade de formatar o levantamento árabe em moldes que se ajustem às estratégias ocidentais. O grupo de Estados do Conselho de Cooperação do Golfo (e da Liga Árabe) que está presente no grupo de contacto permite que o Ocidente proclame que o processo constitui uma voz colectiva de opinião regional. (Ironicamente, a França convidou a Rússia a unir-se ao grupo de contacto).

Ponta do iceberg

Na conferência de imprensa com Yang em Moscovo na passada 6ª feira, Lavrov foi directo ao essencial: “O grupo de contacto estabeleceu-se por sua conta. E agora arroga-se a responsabilidade pela política da comunidade internacional em relação à Líbia. E não apenas em relação à Líbia, temos ouvido apelos a que este grupo decida o que fazer em outros Estados da região”. O que preocupa a Rússia no imediato é que o grupo de contacto poderia estar-se deslocando em direcção à Síria no sentido de realizar também nesse país uma mudança de regime.

A China tem sido até agora muito diplomática no que diz respeito ao tema da Líbia e tem deixado à Rússia o papel de por em respeito o gato ocidental, mas começa a tornar-se cada dia mais eloquente. Yang foi bastante directo na conferência de imprensa em Moscovo na sua crítica à intervenção ocidental na Líbia. Há apenas três semanas o Diário do Povo comentou que a guerra na Líbia estava em ponto morto; o regime de Muhamar Khadafi tinha mostrado a sua resistência e a oposição líbia foi sobrestimada pelo Ocidente. Comentou o jornal
“A guerra líbia converteu-se numa situação delicada para o Ocidente. Primeiro, o Ocidente não pode permitir-se a guerra, económica e estrategicamente… A guerra sai demasiado cara aos países europeus e aos EUA, que ainda não saíram completamente da crise económica. Quanto mais tempo dure a guerra, mais os países do Ocidente se verão em desvantagem.
“Segundo, o Ocidente vai deparar-se com muitos problemas militares e legais… Se o Ocidente prossegue o seu envolvimento será visto como tendo optado por uma das partes… No que diz respeito às operações militares, os países ocidentais vão ter que enviar forças terrestres para depor Khadafi… Isso vai muito para além do âmbito da autoridade das Nações Unidas, e é provável que repita os erros da Guerra no Iraque… Numa palavra, a solução militar para o problema da Líbia chegou ao limite e há que colocar a solução política na agenda.”
As conversações de Yang em Moscovo significam que Pequim já se deu conta que o Ocidente está determinado em aguentar, custe o que custar, a delicada situação, fazer com que se “tranquilize” seja a que preço for e depois consumir os resultados sem compartilhar com ninguém. Por conseguinte, parece haver uma revisão da posição chinesa e uma aproximação à da Rússia (a Rússia tem sido muito mais abertamente crítica em relação à intervenção ocidental na Líbia).

Moscovo poderia ter incentivado Pequim a perceber o que se avizinha. Mas o argumento decisivo parece ser o crescente sentimento de intranquilidade em relação ao que está em causa. A intervenção ocidental na Líbia poderia ser apenas a ponta do iceberg, e o que está em desenvolvimento poderá constituir uma geoestratégia orientada no sentido de perpetuar a dominação histórica do Ocidente sobre o Médio Oriente na era posterior à Guerra Fria. E interligado com este processo está o precedente extremamente preocupante de uma acção militar da NATO sem um mandato específico da ONU.

Desde então, Lavrov e Yang participaram em Astana numa conferência de ministros de Negócios Estrangeiros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) que negociará a agenda para uma cimeira do organismo regional a ter lugar na capital cazaque em 15 de Junho. A grande questão é se o acordo russo-chinês sobre “estreita cooperação” em relação aos temas do Médio Oriente e o Norte de África irá converter-se em posição comum da SCO. Parece que a probabilidade de que tal suceda é elevada.

O embaixador M. K. Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Exerceu funções na extinta União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Kuwait e Turquia

Fonte: http://www.atimes.com/atimes/Central_Asia/ME10Ag01.html

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O fato que Russia e sua postura militar frente a OTAN esta mudando o teatro do mundo, estamos a beira da 3 guerra fato que EUA e Israel sera alvo no estilo Russo e Chines, a antiga serpente sera cortada e a Babilonia tera dores de parto, e o dragao e o urso fara uma cortina de ferro, so o tempo falara mas alto que a emoçao.Quando a Rússia decidir ocupar o Oriente Médio, suas forças armadas estarão equipadas com o que há de mais moderno em termos de tecnologia bélica, capazes de destruir os EUA primeiro. O cumprimento de Ezequiel 38 e 39, a invasão de Israel por exércitos liderados pela Rússia pode estar se aproximando rapidamente. Tem gente que diz que não terá guerra ora e fácil falar o que se desconhece, este exercito já esta unido, Rússia China Ira e Síria revelações estão se cumprindo basta ver.

 

E fácil falar o que se desconhece a 3 guerras e uma guerra por pet role que OTAN não tem, mas hoje Rússia e china são, mas fortes, mas do que antes a síria assim como ira tem uma aliança que a Rússia e china não permitiram que industriasse do ocidente se intrometam nos seus assuntos internos foi a sim, pois o interesse e petróleo que EUA não tem, mas e ainda OTAN não vai gastar milhões e jogar no lixo, mas fácil a criação rubis do que biscoito meus amigos o mundo roda através de interesse que o homem de hoje e, mas egoísta e não acredito que a OTAN esta preocupados com liberdade do oriente, mas sim com seus recursos naturais por iço que a 3 guerra vai sim acontecer mesmo você não querendo acreditar fatos como a da um guerra mundial a sim como a 2 guerra mundial se repetem agora em todo globo terrestre. Seria insano acreditar que a OTAN apoiaria uma guerrilha para derrubar um líder na líbia só porque a OTAN gosta, ou fazer caridade e, mas nada ora isto ridículo quem colocou no poder e quem o hoje derruba?  Mas qual seria o interesse e outro, a aonde tem petróleo, mas nos outros lugares aonde não tem cadê o movimento volto a falar e fácil falar o que se desconhece quem armou 1934 e forneceu matéria e dinheiro a Alemanha não foi os que depois ajudaram a derrubar ora seria irônico acreditarmos em mula sem cabeça ou olho grande ou cuca ou saci, pois o diabo e o próprio homem que vai destro ir o homem e suas cidades lindas e prédios enormes caíram sobre suas cabeças porque não ficara pedra sobre pedra que não seja derribada, lembrasse que o passo e a mente e o com paço do que quer viver, mas não pode olhar porque hoje cada um defende o que e seu, mas amanha seja rico ou pobre ficar num único lugar lembrasse que nem uma arma de guerra fabricada fica só de enfeite, pois o individualismo transforma uma sociedade e seus méritos por se destrói a família e seu âmbito ficou no quadro de méritos de uma sociedade doentia seja aonde for, porque quanto, mas liberdade e, mas conhecimento, mas distorção social, mas distorção moral não me é méritos que hoje apontam para um único sentido aprender ler e cer. alguém ou talvez um jogador de futebol o que vemos e ganância poder e riqueza, mas os valores sócias de uma sociedade foram aos poucos banidos de nossa sociedade que hoje esta doentia com igrejas que corrompi o sentido da vida botando a culpa no espírito e cobrando a gordura para seu celeiro somos parte sim dividida no conceito de valores e bens que nem sempre são repartidos com igualdade e este e o fim ou o começo de uma sociedade que na atual liberdade esta doente e apática de seus vícios e legado, espero que você seja menos letrado e, mas amoroso e o meu recado.

 

Entre o novo e o velho mundo: reação e contra reação hegemônica

28 de Junho de 2011

Os Estados Unidos enfrentam gradual perda de espaços estratégicos, proporcionais a sua crise e à vitalidade das “novas nações”. Mesmo que lenta, e até negada pelos que discordam das hipóteses do declínio, esta redução de projeção e de eficiência é concreta, caracterizada por um avanço gradual das nações emergentes em alianças de geometria variável, organizações internacionais governamentais e em zonas de influência tradicionais do ocidente com a América Latina e África. O artigo é de Cristina Soreanu Pecequilo.

Cristina Soreanu Pecequilo (*), na Carta Maior

Enquanto a sociedade norte-americana e a europeia continuam dando sinais de desgaste, os emergentes ocupam espaços econômicos e políticos. Neste cenário destacam-se a eleição de José Graziano da Silva como chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a presença de Lula como chefe da Missão Diplomática na África para a 17ª Assembléia da União Africana, a inclusão da África do Sul nos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), dentre outros. Com isso, os Estados Unidos enfrentam gradual perda de espaços estratégicos, proporcionais a sua crise e à vitalidade das “novas nações”.

Mesmo que lenta, e até negada pelos que discordam das hipóteses do declínio, esta redução de projeção e de eficiência é concreta, caracterizada por um avanço gradual das nações emergentes em alianças de geometria variável, organizações internacionais governamentais e em zonas de influência tradicionais do ocidente com a América Latina e África. No Oriente Médio observam-se as Primaveras Árabes e a dificuldade em sustentar no poder regimes aliados autoritários, controlar as transições posteriores depois da queda destes aliados e, em países não aliados, acelerar as movimentações populares para recuperar espaços como na Líbia ou na Síria. Independente do desfecho que venha a ter a situação de Kadafi na Líbia, incluindo o recente mandato para sua prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional, é patente a dificuldade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Desde a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas (em votação na qual os emergentes se abstiveram, Brasil, Rússia, Índia e China, ao lado da Alemanha), a OTAN tem bombardeado fortemente o território líbio, sem solução decisiva, subestimando a resistência do regime vigente.

Frente a esta realidade, desde a morte de Osama Bin Laden em maio de 2011, o Presidente Barack Obama tem empreendido uma significativa ofensiva externa, acompanhado pela Secretária de Estado Hillary Clinton. Tal ofensiva, além de representar um reposicionamento tático da administração democrata visando ocupar espaços internos diante da fragmentada oposição republicana, demonstra uma real preocupação dos EUA com a crescente perda de espaços estratégicos.

A ofensiva, entre maio e junho, consistiu-se em quatro frentes, em ordem cronológica: Oriente Médio e Norte da África, emergentes, África e Afeganistão. Comum a todas, a “disposição” norte-americana em ajudar aliados democráticos, mas, ao mesmo tempo, em reafirmar liderança. Outro fator de convergência é a resposta aos emergentes. Em termos específicos, a preocupação em sinalizar ao público doméstico que as ações externas não significam desatenção aos problemas internos, mas que a América precisa continuar presente no mundo.

No que se refere ao Oriente Médio e Norte da África, o discurso de Obama em 19 de maio de 2011, ecoou o de janeiro de 2009 sobre a importância da democracia na região, sob o signo de uma realidade diferenciada. Se em 2009 a região mantinha-se à margem dos movimentos populares, em 2011, a mesma tornou-se foco de renovadas dimensões sociais, muitas contrárias aos interesses norte-americanos como no caso do Egito. Obama procurou recuperar a influência na região, por meio de propostas de parcerias comerciais e um “Plano Marshall” para o desenvolvimento local. Retomou a iniciativa no processo de paz Israel-Palestina por meio da proposta de constituição do Estado palestino nas fronteiras pré-Guerra de 1967, sustentada na resolução 242 da ONU. A proposta, mesmo pelos palestinos, foi recebida com desconfiança, e, em Israel e nos EUA, sob protestos, o que a coloca em xeque. Uma proposta real? Ou uma tentativa de desacelerar o processo de reaproximação entre facções palestinas, Hamas e Fatah?

Somado a estes questionamentos, mencionou-se a ausência da Árabia Saudita no texto, que recebeu diversas interpretações: a permanência da tolerância com o regime ou um “recado” indireto pedindo mudanças pró-democracia?

O tom “propositivo e positivo” foi substituído por Obama e, depois Hillary Clinton, por “alertas” aos emergentes e sobre os mesmos. No primeiro caso, diante do Parlamento britânico em 25 de maio, o presidente deixou claro que os EUA não se encontram em declínio e que a ascensão da China, Índia e Brasil é condicionada à hegemonia. O argumento central é que sem a liderança prévia dos EUA para estabilizar o sistema internacional política e economicamente, provendo-o de estruturas de governança, o crescimento dos emergentes não seria possível. A prevalência do “velho” mundo anglo-saxônico ocidental sobre os “novos” pólos permanece.

Chegando à África, o teor é similar. Se em Westminter o “alerta” foi para a conformação dos emergentes à ordem, em visita a diversos países africanos para lançar pacotes de ajuda para o desenvolvimento (Ato de Crescimento e Oportunidade Africano), a Secretária de Estado Hillary Clinton “avisou” os africanos dos riscos de um novo colonialismo. Este novo colonialismo seria praticado pela China e pela Índia, principalmente a China via assistência financeira e projetos de infraestrutura. A natureza da empreitada sino-indiana consistiria, ainda, na busca de mercados, e no acesso a bens primários (alimentos e minérios) e ao gás e petróleo africanos. Além disso, e nesta equação se incluiria o Brasil, os emergentes estariam projetando seu poder no continente visando objetivos políticos próprios. Paradoxalmente, o mecanismo que Hillary critica é reprodução daquele desenvolvido pelas potências europeias no ciclo imperialista do século XIX e XX, ao qual os EUA se associaram posteriormente.

A repercussão das palavras da secretária foi vista de forma crítica. Se há espaços no continente é porque o mesmo esteve colocado à margem dos fluxos internacionais. A “redescoberta” norte-americana da África é produto da percepção de que o vácuo está sendo ocupado e que será preciso mais do que acenos positivos e discursos para recuperar espaço. Por sua vez, os emergentes mantiveram sua postura. Isto sinaliza seu reposicionamento político diante da hegemonia com uma ação mais autônoma e mais descolada de pressões e contenções.

Finalmente, o Afeganistão. Ainda que o discurso de Obama de 22 de junho tenha sido recebido como uma declaração de mudança de missão, seu conteúdo, pelo menos o da retirada das tropas até 2014, era razoavelmente conhecido desde o encerramento oficial da missão militar do Iraque. A principal diferença reside, portanto, na velocidade da intervenção, encerrando em 2011 a ofensiva que se prolongaria até 2012. A fala de Obama foi uma reação ao corte de verbas pelo Congresso e à queda de apoio à guerra e à Presidência. Mais do que no Afeganistão, a decisão residiu em Washington visando 2012.

Os resultados da ofensiva são parciais: geram visbilidade, mas não revertem em apoio sustentado à Casa Branca. Para a maioria da opinião pública, o principal problema dos EUA é econômico e os demais temas a ele se subordinam. No campo internacional, as relações entre o “novo e o velho” mundo reproduzem dinâmicas de reação e contra reação do líder. Diferente do passado, talvez a “troca” hegemônica do século XXI não ocorra por guerras mundiais, mas sim por um avanço e recuo mútuo de posições estratégicas, que, enquanto não finalizado, alternará momentos de estabilização e crise, no centro e na periferia do poder.

(*) Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

 

Regime líbio afirma que acusações do TPI contra Kadafi são invenções

Argel, 27 jun (EFE).- O ministro da Justiça líbio, Mohammed al-Qamudi, afirmou nesta segunda-feira que as acusações do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o coronel Muammar Kadafi são falsas e acusou essa corte de cumprir ordens da Otan.

Em entrevista transmitida pela televisão estatal líbia, Qamudi, acrescentou que seu país não fazia parte do acordo de Roma, pelo qual foi criado o TPI, e portanto, suas decisões não afetam à Líbia.

Nesta segunda-feira, a Procuradoria do TPI ordenou a detenção de Kadafi, seu segundo filho, Saif al Islam, e seu cunhado Abdullah el-Senussi, por supostos crimes contra a humanidade.

Qamudi, na primeira reação do regime líbio, ressaltou que nem Kadafi nem seu filho ocupam cargos oficiais, por isso que não têm como responder diante de nenhuma acusação, argumento utilizado em inúmeras ocasiões por Kadafi desde o começo do levante popular que exige sua renuncia.

Além disso, o ministro da Justiça insistiu que a decisão do TPI, que descreveu como "a ferramenta do novo colonialismo", era política.

O responsável acusou o TPI de ser uma cobertura para as operações da força internacional que "tentou matar Kadafi e a sua família em várias ocasiões", afirmou.

"Líbia perseguirá judicialmente à Otan pelos crimes que reconheceu", acrescentou.

O procurador-geral do tribunal, Luis Moreno Ocampo, Qamudi assinalou que não havia averiguado os fatos na Líbia.

Os juízes do TPI consideraram que Kadafi, Islam e Senussi podem ser "responsabilizados penalmente" como supostos "executores indiretos" dos crimes de assassinato e perseguição supostamente cometidos contra civis líbios desde 15 de fevereiro de 2011, preâmbulo do levantamento popular que explodiu em 17 desse mesmo mês e gerou, pouco depois, um conflito armado.

O Conselho Nacional Transitório líbio (CNT), principal órgão rebelde, já reagiu à detenção por meio de seu presidente Mustafa Abdel Jalil, que mostrou nesta segunda-feira sua satisfação pela ordem de detenção.

"O povo líbio dá suas boas-vindas à decisão do TPI com relação a alguns dos que participaram de crimes contra o povo líbio", disse Abdel Jalil em entrevista em Benghazi, reduto das forças rebeldes.

Abdel Jalil advertiu contra qualquer tentativa de organizar uma fuga do dirigente líbio do país e ressaltou que a partir desta segunda-feira qualquer iniciativa ou proposta para resolver o conflito líbio deve incluir a detenção de Kadafi.

"Há leis que determinam a perseguição de qualquer pessoa que ajude a um homem procurado em fuga", declarou a respeito.

O presidente do CNT assinalou que o procurador-geral do TPI, Luis Moreno Ocampo, demonstrou sua credibilidade "no que concerne à coleta transparente das provas dos crimes cometidos por Kadafi e seu regime".

Além disso, Abdel Jalil acrescentou que a "lista" não está fechada, em alusão aos nomes que aparecem junto a Kadafi na ordem de detenção.

Centenas de pessoas saíram às ruas nesta segunda-feira em Benghazi e muitos dispararam para o ar em comemoração ao anúncio do tribunal.

 

Presidente do Sudão visita a China em meio a críticas de ONGs

27/06/2011

DA BBC BRASIL

O presidente do Sudão, Omar al Bashir, viajou à China nesta segunda-feira, em meio a críticas de grupos de direitos humanos pelo fato de Pequim aceitar a visita de um líder cuja prisão é requisitada pelo Tribunal Penal Internacional.

Bashir chegou à China para encontro com o presidente chinês, Hu Jintao, um dia depois do previsto inicialmente, após o avião do sudanês ter dado meia volta sem nenhuma explicação.

A prisão de Bashir é solicitada desde 2008 pelo TPI, que acusa o sudanês de genocídio e crimes de guerra e contra a humanidade relacionados ao conflito em Darfur.

Por isso, organizações de direitos humanos criticaram Pequim pelo convite feito ao sudanês.

A Anistia Internacional disse que, ao não deter Bashir, a China pode "se tornar um abrigo seguro para supostos promotores de genocídio".

A Chancelaria chinesa disse que o governo do país tem todo o direito de convidar Bashir, já que não é signatário do tratado do TPI.

"O presidente Bashir tem visitado outros países em diversas ocasiões e tem sido bem recebido nesses países", disse o porta-voz da Chancelaria, Hong Lei.

VIAGENS

No último domingo, o avião de Bashir decolou do Irã - onde ele participava de uma conferência de combate ao terrorismo- -, mas regressou algumas horas depois. O avião presidencial estava sobrevoando o Turcomenistão quando decidiu por uma nova rota", disse a Chancelaria sudanesa em comunicado divulgado pela agência estatal Suna. No último domingo, o avião de Bashir decolou do Irã - onde ele participava de uma conferência de combate ao terrorismo- -, mas regressou algumas horas depois.

"O avião presidencial estava sobrevoando o Turcomenistão quando decidiu por uma nova rota", disse a Chancelaria sudanesa em comunicado divulgado pela agência estatal Suna.

Nenhuma explicação oficial foi dada para o adiamento de um dia na viagem à China. Bashir deve se reunir com Hu Jintao nesta quarta-feira. A China é uma importante investidora na indústria petrolífera sudanesa e disse que o mandado de prisão contra Bashir pode desestabilizar ainda mais o país africano.

Desde a expedição do mandado de prisão, Bashir já esteve em países como Eritreia, Egito, Líbia e Qatar - nenhum dos quais é signatário do TPI. Ele também visitou o Quênia, que descumpriu o tratado do TPI - do qual é signatário - ao decidir não deter o presidente sudanês.

SUDÃO DO SUL

Ao mesmo tempo, agentes humanitários disseram que o governo do Sudão promoveu novos ataques à região de fronteira com o território que deve se tornar o Sudão do Sul a partir de 9 de julho. As forças de Bashir combatem tropas leais ao sul.

Há relatos de que 16 pessoas tenham morrido e outras muitas tenham se ferido nesta segunda-feira na aldeia de Kurchi.

Calcula-se que cerca de 17 mil pessoas tenham sido forçadas a abandonar a região nas últimas três semanas de ataque aéreo e terrestre promovidas por forças governamentais.

Cartum afirma estar atacando milícias que apoiaram o sul do país durante a guerra civil sudanesa.

 

 

Eu não sei porque Israel reclama tanto do Irã. Israel é um estado terrorista. Se a Líbia estivesse armada não estaria acontecendo a pirataria lá. Sem contar que Israel é o país mais armado do Oriente Médio, se recusa a inspeções da AIEA e é suspeita de ter armas nucleares. É ou não é hipocrisia demais????

Guarda Revolucionária iraniana realiza manobras militares com 14 mísseis

Teerã, 28 jun (EFE).- A guarda revolucionária das forças de segurança iranianas lançou nesta terça-feira 14 mísseis de diferentes tipos como parte de manobras iniciadas na segunda-feira e que qualificou como defensivas.

Segundo a agência estatal de notícias iraniana "Irna", os mísseis têm sistema de guia inteligente que lhes permite perseguir alvos e são de fabricação nacional.

O comandante-chefe dos chamados Sepah Pasdaran afirmou que "o Irã não começará nenhum ataque" mas que "sua reação perante qualquer golpe será agressiva"

Por sua vez, o comandante da força aérea da guarda revolucionária, Amir Ali Hajizadeh, disse que os inimigos do Governo iraniano são Estados Unidos e Israel e que o Irã não tem nenhum problema com os outros Estados da região, por isso que não necessita de mísseis de mais de 2000 quilômetros de alcance.

"Os mísseis iranianos são planejados contra alvos dos Estados Unidos na região e o regime sionista e, considerando que o Regime Sionista fica em 1,2 mil quilômetros de distância do Irã, nós, no caso de alguma ameaça prática, temos a capacidade de atacar esse regime com mísseis de 2 mil quilômetros de alcance", acrescentou Hayizadeh.

A guarda revolucionária continuará esta manobra nesta semana e deve repetir o lançamento de mísseis em 5 de julho.

O Irã foi submetido a um embargo internacional de armas no início da década de 1980, mas mesmo assim conseguiu desenvolver uma programa bélico próprio que inclui mísseis de médio alcance, supostamente capazes de atingir alvos em Israel, país ao que considera seu maior inimigo.

Além disso, as grandes potências acusam Teerã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas, cujo objetivo seria adquirir armas atômicas, alegação que o Irã rejeita.

27/06/2011: Irã planeja enviar macaco ao espaço no começo de agosto

Programa espacial do país preocupa Israel e aliados. Animal será escolhido entre 5 macacos para voar no foguete Kavoshgar-5. Mahmoud Ahmadinejad promete envio de iraniano ao espaço até 2017.

O Irã planeja enviar um macaco ao espaço no mês que vem, dentro de um programa espacial que preocupa Israel e seus aliados do Ocidente, que temem que a República Islâmica esteja tentando desenvolver armas nucleares.

A agência oficial de notícias Irna citou nesta segunda-feira o chefe da agência espacial do Irã dizendo que cinco macacos estavam sendo submetidos a exames a fim de que um fosse selecionado para o vôo a bordo do foguete Kavoshgar-5.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse em agosto do ano passado que o Irã planejava enviar um homem ao espaço até 2017.

Países ocidentais temem que a tecnologia balística de longo alcance usada para colocar satélites iranianos em órbita possa ser usada para lançar ogivas atômicas. Teerã nega as sugestões e afirma que a atividade nuclear do país é destinada apenas para fins pacíficos.

 

 

Pequim pede prudência ao TPI em relação a Kadhafi

PEQUIM, 28 Jun 2011 (AFP) - A China pediu nesta terça-feira que o Tribunal Penal Internacional (TPI) seja "prudente" e "justo" após a expedição de um mandado de prisão por crimes contra a Humanidade contra o coronel Muamar Kadhafi.

"A China espera que o TPI adote uma atitude prudente, objetiva e justa para assumir suas responsabilidades a fim de assegurar que seu trabalho contribua para a paz e a estabilidade na região", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hong Lei.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia anunciou na segunda-feira a expedição de um mandado de prisão por crimes contra a Humanidade contra o coronel Kadhafi, contra seu filho Seif al-Islam e contra o chefe dos serviços de inteligência líbios, Abdullah al-Senussi.

Os juízes do TPI consideraram que "há motivos razoáveis para acreditar que (...) Muamar Kadhafi, em coordenação com seu entorno próximo, concebeu e orquestrou um plano destinado a reprimir e a desencorajar a população que protesta contra o regime e aqueles considerados dissidentes".

A China é tradicionalmente reticente a qualquer ingerência nos assuntos internos de um país e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores pediu novamente nesta terça-feira que se chegue a uma solução para o conflito líbio por meio de "negociações pacíficas".

Pequim reconheceu, entretanto, na semana passada a oposição líbia como um "parceiro importante" após negociações entre o ministro das Relações Exteriores, Yang Jiechi, e o líder rebelde Mahmud Jibril, em visita na capital chinesa.

O chefe de Estado do Sudão, Omar al-Bashir, que tem contra si dois mandados de prisão do TPI por crimes de guerra, genocídio e crimes contra a Humanidade, realiza atualmente uma visita a Pequim.

A viagem à China do presidente sudanês suscitou a indignação de organizações de defesa dos Direitos Humanos, que condenaram Pequim por ter aceitado receber um homem procurado pela justiça internacional pelas atrocidades cometidas durante a guerra civil do Sudão.

Hong assegurou nesta terça-feira que Pequim "desaprova a violência cometida contra os civis".

Pelo menos 300.000 pessoas foram mortas e 1,8 milhão deixaram suas casas no mais grave conflito registrado no Sudão, o de Darfur, que eclodiu em 2003 entre rebeldes e o regime árabe de Cartum, de acordo com dados das Nações Unidas.

Líbia ignora decisão de corte internacional de expedir mandado de prisão contra Kadhafi

TRIPOLI, 27 Jun 2011 (AFP) - A Líbia preferiu ignorar nesta segunda-feira a autoridade do Tribunal Penal Internacional (TPI) com sede em Haia, considerando o mandado de prisão emitido por essa corte contra Muamar Kadhafi uma estratégia da Otan" para alcançar o dirigente líbio.

"A Líbia não aceita as decisões do TPI, uma ferramenta do mundo Ocidental para julgar líderes do Terceiro Mundo", afirmou o ministro da Justiça, Mohammed Al-Qamoodi, em entrevista, em Trípoli.

Lembrou que seu país não assinou o Tratado de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional, pelo que "não aceita sua jurisdição".

O mandado do TPI é dirigido a Kadhafi, a seu filho Saif Al-Islam e ao chefe do serviço de inteligência Abdallah Al-Senussi, por acusações de crimes contra a humanidade.

O líder da revolução e seu filho não ocupam nenhuma posição oficial no governo líbio e, portanto, não têm nenhum vínculo com as acusações do Tribunal contra eles, acrescentou o ministro.

O vice-ministro líbio das Relações Exteriores, Jaled Kaim, denunciou, por sua vez, "um tribunal político" a serviço da política externa europeia.

 

Wen Jiabao pede aos europeus respeito mútuo

BERLIM, Alemanha, 28 Jun 2011 (AFP) -O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao pediu aos europeus que respeitem "a soberania, a integridade territorial e as opções autônomas do povo chinês", nesta terça-feira em Berlim.

"É apenas por meio do respeito mútuo que as duas partes (China e União Europeia) podem desenvolver uma associação equitativa além das divergências ideológicas, do sistema político e do modelo de desenvolvimento", declarou Wen em Berlim a empresários alemães e chineses, segundo o texto do discurso divulgado com antecedência.

"A China respeita o sistema político e o modelo de desenvolvimento escolhidos pelos cidadãos da UE".

"Em troca, esperamos respeito por parte da UE de nossa soberania, nossa integridade territorial e das opções autônomas do povo chinês", acrescentou.

Antes da visita, o governo da Alemanha informou que queria discutir com Wen Jiabao o tema dos direitos humanos. A forma como a China trata os dissidentes é uma crescente fonte de inquietação para os interlocutores.

 

Alemanha e China assinam contratos no valor de US$ 15 bilhões

BERLIM, Alemanha, 28 Jun 2011 (AFP) - Alemanha e China assinaram nesta terça-feira uma série de contratos avaliados em 15 bilhões de dólares, anunciou o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, que se encontra em visita oficial em Berlim.

"Os contratos assinados hoje representam mais de 15 bilhões de dólares", declarou Wen em coletiva de imprensa com a chanceler alemã, Angela Merkel, ao término da primeira reunião dos governos alemão e chinês.

Wen iniciou no sábado sua segunda visita à Europa em nove meses, começando pela Hungria, onde anunciou a concessão de um crédito de 1,425 bilhões de dólares ao país, e em seguida no Reino Unido, onde assinou contratos no valor de 2,24 bilhões de dólares.

Alemanha e China assinam diversos acordos bilaterais para ampliar comércio

Berlim, 28 jun (EFE).- A determinação de Berlim e Pequim em intensificar suas relações econômicas e comerciais ficou evidente nesta terça-feira durante um encontro da chanceler alemã, Angela Merkel, com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

Os contratos milionários assinados nesta terça-feira pelo fabricante europeu Airbus, o gigante tecnológico Siemens e os fabricantes de automóveis Daimler e Volkswagen com companhias ou organismos chineses evidenciaram o propósito bilateral de duplicar nos próximos cinco anos seu volume de trocas comerciais.

A chanceler alemã considerou que a visita de Wen é "um passo adiante" que abre um "novo capítulo" nas relações entre China e Alemanha, caracterizadas por laços "mais estreitos", seu caráter "estratégico" e a "intensidade" da cooperação.

"Foi criada uma multidão de laços nas relações entre China e Alemanha", afirmou Merkel em referência aos 15 acordos assinados entre ministérios, empresas e organismos públicos.

As trocas comerciais entre os dois países já representam mais de 98,5 bilhões de euros anuais.

"A China está disposta a importar mais produtos inovadores da Alemanha e ao mesmo tempo deseja seu reconhecimento como economia de mercado total por parte da Alemanha", assegurou Wen.

Além disso, os chefes do Governo de Alemanha e China abordaram as relações do gigante asiático com a União Europeia (UE) e Eurozona.

"Ficamos felizes pelo grande interesse que a China demonstrou por um euro estável", disse Merkel.

Nos últimos meses, Pequim comprou dívida estatal de nações como Hungria, Portugal e Espanha e se comprometeu a conceder empréstimos a algumas nações da UE.

O destaque que ambos os governantes deram às relações econômicas deu pouco espaço para que a Alemanha discutisse com a China a situação do artista Ai Weiwei, que ficou detido durante quase três meses e foi libertado na semana passada, e de outros ativistas chineses.

"Cumprimentamos a libertação de Ai Weiwei", reiterou Merkel na entrevista coletiva conjunta.

A chanceler acrescentou que a visita de Wen a Berlim representou "um passo adiante" no processo de implantação do Estado de Direito na China, enquanto Wen destacou que sua aplicação é lenta, já que se partem de contextos históricos, políticos e sociais diferentes.

A atualidade internacional também ganhou destaque na agenda de Merkel e Wen, que analisaram a evolução do conflito na Líbia e suas respectivas posturas no Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim como a situação no Sudão, onde a China investiu fortemente nos últimos anos.

 

Obama negocia aumento do teto da dívida dos EUA com Congresso

27/06/2011

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discutiu nesta segunda-feira com líderes do Congresso saídas para o aumento do teto da dívida pública do país, uma vez que a inadimplência traria sérias consequências para a economia americana e mundial.

"Todas as pessoas presentes consideraram que um acordo segue sendo possível", afirmou o porta-voz da Casa Branca, após um entendimento, na segunda-feira pela manhã, entre Obama, seu vice-presidente, Joe Biden, e o líder da maioria democrata, Harry Reid.

"Os democratas e a administração (Obama) demonstraram estar dispostos a tomar decisões difíceis sobre temas complicados e é importante que os republicanos façam o mesmo", disse o porta-voz Jay Carney, durante coletiva de imprensa.

O presidente Obama recebe ainda hoje, na Casa Branca, o dirigente da maioria republicana, Micth McConnell.

Os dois encontros, fechados para a imprensa, acontecem a cinco semanas do dia 2 de agosto, data a partir da qual o Tesouro estima que o país não poderá quitar os empréstimos contraídos, caso o Congresso não modifique o teto da dívida.

DÍVIDA

A dívida bruta do Estado Federal, situada em US$ 14,3 trilhões, alcançou em meados de maio o teto autorizado pelo Congresso. Os adversários republicanos de Obama, maioria na Câmara de Representantes, condicionam o apoio ao aumento do teto da dívida à realização de cortes drásticos no orçamento.

Obama pediu a Biden que participe das conversações com os parlamentares de ambos os partidos, embora estas negociações, iniciadas no dia 5 de maio, tenham fracassado numa primeira tentativa, na quinta-feira, após a saída do líder da maioria republicana na Câmara, Eric Cantor.

Cantor destacou que o governo havia entrado em um "beco sem saída" no que se refere ao tema das altas dos impostos.

Os republicanos se opõem a qualquer aumento dos impostos para reduzir o déficit orçamentário e controlar o aumento da dívida.

"Os democratas persistem na ideia de que qualquer acordo deve incluir aumentos de impostos", lamentou o dirigente republicano. "Contudo, a Câmara de Representantes não dará respaldo algum ao aumento de impostos", disse.

CRÍTICAS

Na quinta-feira (23), McConnell fez fortes críticas a Obama, a quem reprovou a ausência nas negociações desenvolvidas nestes dois últimos meses.

"Ele é o presidente. Creio que a maioria dos americanos espera que se comporte como tal", disse.

Na segunda-feira, antes da reunião prevista para as 10h30 (local) na Casa Branca, McConnell afirmou novamente ser contra qualquer aumento "contraproducente" dos impostos.

Obama admite a necessidade de uma redução do gasto público, mas ao mesmo tempo quer que os mais ricos paguem mais impostos e se oponham a cortes nos grandes programas sociais.

Essa é a estratégia adequada, a "aproximação mais equilibrada" do problema, sustenta a Casa Branca.

"O presidente está disposto a tomar decisões difíceis, mas não pode pedir à classe média e aos idosos que suportem todo o peso da redução do déficit, enquanto milionários e bilionários saem imunes", explicou na sexta-feira o porta-voz Carney.

"Estimamos, contudo, que as negociações podem avançar se não nos ativermos à ideia de "tudo ou nada", completou.

As divergências entre os negociadores dos partidos são observadas com inquietação pelas instâncias internacionais, num momento em que a dívida grega recupera a confiança da economia americana para superar a recessão de 2007-2009.

Em 17 de junho, o FMI (Fundo Monetário Internacional) pediu ao Congresso do Estados Unidos que aumente o teto da dívida, alarmado pelo perigo de uma reação negativa maior da parte dos mercados".

 

Economia britânica cresceu 0,5% no primeiro trimestre de 2011

28/06/2011

A economia do Reino Unido cresceu 0,5% durante os três primeiros meses de 2011, segundo os números divulgados nesta terça-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

A organização calculou também que os gastos dos consumidores durante esse mesmo período caiu 0,6%, o que representa a maior queda registrada desde o segundo trimestre de 2009.

O dado mostra recuperação lenta da economia britânica e deve levar o Banco da Inglaterra, banco central do país, a manter as taxas de juros a 0,5% por enquanto.

O Banco da Inglaterra manteve sua taxa básica em 0,5% na última reunião de avaliação da taxa, em 9 de junho.

Esta taxa está vigente há mais de dois anos e representa o menor nível histórico dos juros no país.

Princípe Charles custous 18% a mais aos ingleses

28/06/2011

O príncipe Charles custou ao contribuinte quase 18% a mais que no ano passado, apesar de o herdeiro da Coroa britânica também ter pagado mais impostos, segundo as contas oficiais divulgadas nesta terça-feira por sua residência oficial de Clarence House.

A quantia de dinheiro público que o príncipe de Gales recebe anualmente foi para 1,96 milhão de libras (R$ 4,96 milhões) no exercício fiscal, que concluiu em 31 de março.

Esta alta se deveu em grande parte à duplicação (+56%), ou 1,08 milhão de libras (R$ 2,73 milhões), dos gastos de deslocamentos oficiais em avião ou de trem do príncipe e sua esposa Camila, que percorreram 54.700 km em um ano, em visitas à Índia, Portugal, Espanha e Marrocos.

As rendas particulares do filho de Elizabeth II gerados pelo ducado da Cornualha - 53.628 hectares de terras que historicamente financiam parte dos gastos do herdeiro do trono - aumentaram, por sua parte, 4%, a 17,8 milhões de libras (R$ 45,12 milhões).

No entanto, Charles também pagou mais impostos que no ano passado, 4,4 milhões de libras (R$ 11,15 milhões).

No total, Charles empregou o equivalente de 132,8 pessoas a tempo integral, contra 124 no ano passado, para ajudar a ele, sua esposa e seus dois filhos, William e Harry.

O casamento de William em 29 de abril explica em parte o aumento de 50% de seus gastos não oficiais (2,54 milhões de libras).

A publicação das contas motivou a revolta do grupo antimonárquico Republic, que criticou a maneira que o herdeiro do trono vive enquanto o resto dos britânicos são submetidos a medidas de austeridade.

 

 

Lula lidera delegação oficial brasileira à Assembleia da União Africana

28/06/2011

Brasília, 28 jun (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi designado para liderar a delegação que representará o Brasil na Assembleia da União Africana que será realizada nesta semana em Malabo, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

A decisão de repassar a missão ao ex-líder foi tomada pela chefe de Estado, Dilma Rousseff, sucessora e pupila política de Lula.

Entre os assuntos que serão debatidos na Assembleia da União Africana está o agravamento da crise na Líbia e a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de ditar uma ordem de detenção contra o líder desse país, Muammar Kadafi.

Além disso, serão discutidas iniciativas de segurança alimentar e de saúde, que o próprio Lula promoveu com diversos países africanos enquanto exerceu a Presidência do Brasil, entre 2003 e 2011.

 

 

Premiê chinês propõe reformas e mais democracia

27/06/2011

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro Wen Jiabao defendeu na segunda-feira que haja liberdade e democracia real na China, apesar de Pequim ter neste ano reprimido as conclamações surgidas na Internet por uma "Revolução de Jasmim" semelhante às rebeliões no mundo árabe.

Falando durante visita à Grã-Bretanha, Wen disse também que a corrupção e as disparidades de renda estão prejudicando a vida dos chineses.

"Sem liberdade não há democracia real, e sem a garantia de direitos econômicos e políticos não há liberdade real", disse ele em discurso em Londres.

"Para ser franco, a corrupção, a distribuição de renda injusta e outros males que prejudicam o interesse do povo ainda existem na China", afirmou ele na Royal Society, instituição voltada para o desenvolvimento e promoção das ciências.

"A melhor forma de resolver esses problemas é avançar firmemente na reforma política estrutural e na democracia socialista, sob o estado de direito", acrescentou Wen, que deixa o cargo em 2012.

Wen é conhecido por suas tendências reformistas em comparação ao resto da elite governante chinesa, e já fez discursos e artigos propondo reformas políticas para preservar o crescimento econômico.

Mas, segundo observadores, reformas na China são no máximo uma possibilidade remota, em parte devido ao conservadorismo da base partidária e da nova geração que está ascendendo dentro do regime comunista.

Às vésperas da breve visita de Wen à Europa, a China libertou na semana passada o artista e ativista Ai Weiwei, cuja detenção havia atraído amplas críticas no exterior. No domingo, foi a vez de outro dissidente famoso, Hu Jia, ser libertado, após cumprir três anos e meio de prisão.

Em frente ao prédio no qual Wen discursou, grupos de ativistas tibetanos fizeram um protesto contra o domínio de Pequim sobre sua região.

Wen, que passou quase dez anos como premiê, é o terceiro nome na hierarquia do Partido Comunista. Nesta viagem, ele já esteve na Hungria, e ainda na segunda-feira embarca para Berlim.

No começo da entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro britânico, David Cameron, Wen disse que a China irá no futuro aperfeiçoar sua democracia e suas instituições.

"A China de amanhã será uma sociedade e um país mais aberto e inclusivo, culturalmente avançado e harmonioso", afirmou. "Um país ou nação só irá crescer e progredir quando for aberto e inclusivo."

 

Quem matou o facinora?????

Oito anos após queda de Saddam, Bagdá vive entre opressões

27/06/2011

Mais de oito anos após a derrubada do regime de Saddam Hussein pelos americanos, Bagdá é uma cidade espremida entre opressões complementares, relata Igor Gielow, enviado especial da Folha a Bagdá, no Iraque.

A pobreza e o clima envenenado após anos de conflito sectário que emana de Sadr City se entrechocam com o mundo de faz-de-conta da Zona Verde.

Fora da Zona Verde, a média de energia diária é de 8 horas. O suprimento acaba sendo feito por geradores, de pequenos modelos chineses fumacentos a gigantes turcos que fazem o chão tremer.

Não há calçada sem eles --ou sem lixo e alguma pessoa armada com algum uniforme.

Fios elétricos em chumaços são vistos em vários lugares em que os comerciantes racham a energia, como no restaurante de Mohammed Abdul na rua Rashid, no centro antigo, cruzando o rio a partir da Zona Verde.

Leia a íntegra na edição desta segunda-feira da Folha, disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Re: A Rússia e a China desafiam a NATO
 

Wen Jiabao chega a Berlim para participar de cúpula bilateral

Berlim, 27 jun (EFE).- O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, chega nesta segunda-feira à Alemanha para participar de uma cúpula bilateral de alto nível na qual as relações econômicas e comerciais e os direitos humanos serão os temas principais.

Berlim concedeu a esse encontro caráter de alto nível, o de consulta bilateral, o que envolve grande representação, amplitude e profundidade temática.

Entre os principais assuntos da agenda, que inclui 22 encontros ministeriais e dezenas de reuniões com empresários, destaque para os investimentos recíprocos, o comércio bilateral, as energias renováveis, as trocas culturais, questões agrícolas, a situação dos direitos humanos na China e a luta contra a mudança climática.

Berlim enfatiza a importância do gigante asiático, transformado já em segunda economia mundial e maior exportador, além de quinto mercado para os bens e serviços germânicos e primeiro fornecedor da Alemanha.

Está prevista abordarem assuntos de caráter internacional, como a situação na Coreia do Norte, Paquistão, Afeganistão e Sudão, a reforma do sistema financeiro internacional e a crise do euro, na qual Berlim deseja que China siga adquirindo títulos de dívida.

Wen deve deslocar-se nesta mesma noite aos arredores da capital alemã onde a chanceler federal, Angela Merkel, dará as boas-vindas ao primeiro-ministro chinês e a sua comitiva, formada por 13 ministros.

Os encontros adquirem caráter oficial nesta terça-feira com a cúpula bilateral de ambos os gabinetes ministeriais, na qual serão abordadas preferencialmente as relações econômicas e comerciais, assim como as trocas culturais e educacionais.

Pouco antes de ser recebido com honras militares na Chancelaria Federal, Wen vai inaugurar junto a Merkel um fórum empresarial ao que foram convidados importantes industriais de ambos os países.

A visita de Wen foi precedida pela libertação, embora em condições de prisão domiciliar, de um importante dissidente chinês como o artista Ai Weiwei e o defensor dos direitos humanos Hu Jia.

O Governo germânico avaliou a libertação dos dissidentes, mas advertiu por meio de seu ministro de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, que esse tema, que as autoridades chinesas desejam sempre evitar, será abordado nas conversas bilaterais.

Alguns observadores internacionais coincidiram em caracterizar a imprevista libertação de Ai e Hu com um sinal de Pequim ao Executivo alemão prévio às consultas bilaterais, embora Berlim tenha garantido desconhecer as intenções chinesas por antecipado.

Alemanha só realiza consultas bilaterais com seus principais sócios comunitários, França, Itália, Espanha e Polônia, assim como com a Rússia, Israel e a Índia.

 

 

Britânicos ameaçam greve contra reforma nas pensões

27/06/2011

DA REUTERS, EM LONDRES

Professores e servidores públicos britânicos devem entrar em greve nesta semana, apesar de novas negociações nesta segunda-feira entre o governo e sindicatos sobre reformas no sistema de pensões do setor público.

A greve fechará escolas e escritórios do governo e pode levar ao fechamento de portos e aeroportos. O movimento pode ser só um aperitivo de greves mais amplas esperadas ainda para este ano.

O governo condenou os planos, previstos para quinta-feira, para que 750 mil pessoas cruzem os braços, o correspondente a um em cada oito funcionários do setor público.

O governo liderado pelos conservadores enfrenta um desafio familiar a outros países europeus: como continuar a dar apoio a uma população que envelhece num momento em que o governo tenta reduzir gastos.

"Um equilíbrio sensível entre a vida passada trabalhando e a vida passada na aposentadoria faz sentido e torna essas pensões sustentáveis", disse o ministro do Gabinete, Francis Maude, à BBC.

A proposta de reforma é baseada em uma revisão feita por um ex-ministro do antigo governo trabalhista, de oposição.

Sob essa reforma, as pensões baseadas nos salários finais seriam substituídas por uma baseada nos ganhos obtidos ao longo de toda uma carreira. Os trabalhadores contribuiriam mais para sua pensão e a idade para aposentadoria aumentaria.

O sindicalismo perdeu força no Reino Unido ao longo da década de 1980, mas o setor público continua sendo um bastião dos sindicatos.

Servidores públicos já sofrem um congelamento salarial e a perda de mais de 300 mil postos de trabalho num momento em que o governo busca cortar gastos. Para alguns dos sindicatos, a reforma no sistema de pensões é a gota d'água que fará o copo transbordar.

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É o cofre. De quanto se tem no cofre; De quanto tinha no cofre; E de quanto o cofre precisa... Os piratas estão quebrados, o euro é de araque. O pirata de Tia Beth II deve em torno de: US$ 10.000.000.000.000 é muito zero!!

14/06/2011: Militar alerta: britânicos não têm como defender Falklands

Sandy Woodward, que comandou uma frota enviada por Londres em 1982 ao Atlântico Sul, diz que país não seria capaz de evitar ataque argentino às ilhas.

O almirante Woodward citou a falta de um porta-aviões operacional e o frágil apoio americano à soberania britânica como as carências da Grã-Bretanha nos dias de hoje. "Há 29 anos recuperamos as ilhas para a Grã-Bretanha em uma das mais notáveis campanhas desde a II Guerra Mundial", escreveu Woodward. "Sem um porta-aviões e sem os EUA, não teríamos nenhuma esperança de fazer o mesmo novamente. As Malvinas parecem estar indefensáveis", avisou.

 http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/%E2%80%9Cgra-bretanha-nao-pode-defender-as-malvinas-apos-corte-orcamentario%E2%80%9D

09/06/2011: Vacas magras também na Holanda. A Holanda está a iniciar um programa radical de cortes nas suas despesas militares

 http://planobrasil.com/2011/06/09/vacas-magras-tambem-na-holanda/

19/10/2010: Cameron anuncia plano para cortar gastos militares no Reino Unido. No total, 17 mil postos das Forças Armadas serão cortados e projetos serão adiados.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,cameron-anuncia-plano-p...

18/06/2011: Quase mil soldados do Exército britânico solicitam dispensa voluntária.

Segundo o jornal, o grande número de pessoas que aspiram à dispensa voluntária, entre elas 52 coronéis, cinco membros das forças especiais SAS e dois oficiais perto de se tornarem generais, demonstra a baixa moral que reina nas Forças Armadas no contexto dos cortes impostos pelo governo. A revisão do plano estratégico de defesa e segurança, divulgado pelo Executivo em outubro, solicitava a redução do número de soldados do Exército em 7.000 -- de um total de 100 mil --, além de cortes parecidos na Marinha e na Força Aérea Real.

http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2011/06/18/quase-mil-soldad...

Enquanto isso...

05/03/2011: China aumenta gastos militares e causa temor aos vizinhos, Potência comunista investe na modernização de armamentos terrestres, aéreos e marítimos

http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1103072&tit=...

20/01/2011: A Rússia aumenta o seu orçamento de defesa

http://www.revistademarinha.com/index.php?option=com_content&view=articl...

Em quanto está avaliado o Palácio de Buckingham???

Os maiores devedores do mundo (Valor em bi US$ / 2010)

Estados Unidos:  13,640; Reino Unido:  9,170; Alemanha: 5,250; França: 5,002; Países Baixos: 2,470; Itália: 2,328; Espanha: 2,313; Irlanda:  2,312; Japão: 2,231; Luxemburgo: 1,933; Bélgica: 1,354; Suíça: 1,305; Áustria: 833; Austrália: 770; Canadá:  762; Hong Kong: 660; Suécia: 618; Dinamarca: 585; Noruega: 559; Grécia: 505; Portugal: 485; Rússia: 484; Coreia do Sul: 381; China: 380; Finlândia: 332; Turquia: 277; Brasil: 263; Polónia: 244; Índia: 229; Hungria: 212; México: 200; Indonésia: 155; Argentina: 128; Emiratos Árabes Unidos: 127; Cazaquistão: 108; Ucrânia: 102; Roménia: 102;

O resto tá aqui: http://pbrasil.wordpress.com/2010/05/15/os-maiores-devedores-do-mundo/

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Quem são os credores dos Estados Unidos da América

Os Estados Unidos da América inverteram uma premissa fundamental: ao invés de financiarem-se a partir da tributação, fazem-no tomando empréstimos às grandes corporações e aos cidadãos mais ricos e a credores soberanos, ou seja, a outros países. Para as classes dominantes, é uma maravilha!

Em setembro de 2010, segundo dados da Secretaria do Tesouro Norte-Americano, 42% da estupidamente grande dívida pública de 14 trilhões de dólares era frente a grandes corporações, fundos de pensão dos militares e dos civis e cidadãos riquíssimos. Para esses, emprestar dinheiro ao governo é muito melhor que pagar impostos!

Os restantes 58% da imensa dívida pública são tomados à China, Japão, aos exportadores de petróleo, Reino Unido e ao Brasil.

Sustenta-se uma situação tal? Dificilmente! Apenas mantém-se porque o Governo dos EUA tem a maior garantia que a economia e a realidade permitem: muitas bombas nucleares.

Observe o infográfico aqui: http://www.apocaodepanoramix.com/?p=3090

04/03/2011: Brasil se torna o quinto maior credor dos EUA, com US$ 186,1 bi. País só perde para China, Japão, Reino Unido e grupo de exportadores de petróleo

O Brasil tornou-se o quinto maior financiador da dívida do governo dos Estados Unidos. Dados divulgados pelo Tesouro norte-americano mostram que, em dezembro do ano passado, o país detinha US$ 186,1 bilhões em títulos da nação mais rica do mundo, atrás apenas da China, com US$ 1,16 trilhão, do Japão (US$ 882,3 bilhões), do Reino Unido (US$ 272,1 bilhões) e dos países exportadores de petróleo, como a Arábia Saudita e a Venezuela — esses, com investimentos de US$ 211,9 bilhões

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/2/o-5b0-...

08/06/2011: A crise européia e o “moinho satânico” do capitalismo global

A crise européia é não apenas uma crise da economia e da política nos países europeus, mas também – e principalmente - uma crise ideológica que decorre não apenas da falência política dos partidos socialistas em resistir à lógica dos mercados financeiros, mas também da incapacidade das pessoas comuns e dos movimentos sociais de jovens e adultos, homens e mulheres explorados e numa situação de deriva pessoal por conta dos desmonte do Estado social e espoliação de direitos pelo capital financeiro, em perceberem a natureza essencial da ofensiva do capital nas condições do capitalismo global.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=178...

04/05/2011: A fragilidade da zona do euro

http://www.corecon-es.org.br/noticias/5149-a-fragilidade-da-zona-do-euro...

16/06/2011: Embaixador sugere que espanhóis busquem trabalho no Brasil

http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/embaixador-sugere-que...

02/06/2011: O que virá após o dólar? (Excelente sugestão do membro do portal Aliança Liberal)

http://www.gsbrazil.net/forum/index.php?showtopic=6799

11/03/2010: O caminho de Washington para a ruína: EUA – China: Provocar o credor e abraçar o "santo"

http://www.voltairenet.org/article164417.html

23.06.2011: Cerca de dez milhões de desempregados sem apoio. Pedidos de subsídio de desemprego voltaram a subir nos EUA

http://economia.publico.pt/Noticia/pedidos-de-subsidio-de-desemprego-vol...

25/03/2011: Custos de uma guerra

http://www.advivo.com.br/blog/junior50/custos-de-uma-guerra

12/11/2010: Relatório alerta Obama sobre custos da guerra no Afeganistão

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/11/12/relatorio-alerta-obama-sobre-custos-da-guerra-no-afeganistao-923017375.asp

25/02/2008: Guerra do Iraque 'custa mais de US$ 3 tri', diz Stiglitz

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080225_stiglitzlivroiraque_ba.shtml

23/07/2010: O custo da guerra. A desastrosa ofensiva no Iraque e no Afeganistão já consumiu US$ 1,1 trilhão dos EUA

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/29310_O+CUSTO+DA+GUERRA

16/06/2011: Obama e o Custo da Guerra na Líbia

http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-obama-e-o-custo-da-guerra-na-l%C3%ADbia-11-06-16

 

 

Re: A Rússia e a China desafiam a NATO
 

Agente russo é condenado à revelia a 25 anos de prisão

27/06/2011

DA FRANCE PRESSE, EM MOSCOU

O Tribunal Militar de Moscou condenou à revelia nesta segunda-feira a 25 de anos de prisão um ex-chefe dos Serviços de Inteligência Externa (SVR).

Alexandre Poteev abandonou o país e entregou aos Estados Unidos os nomes dos dez espiões presos há um ano em uma rede de espionagem, informaram as agências russas.

Ele foi declarado culpado de alta traição e deserção e perdeu sua patente de coronel. O processo foi realizado a portas fechadas.

Fontes dos serviços secretos russo revelaram em novembro passado a traição deste alto dirigente do SVR, que aplicou um golpe em Moscou com a prisão nos Estados Unidos de dez agentes "adormecidos", que viviam nos EUA como se fossem casais americanos.

O grupo foi devolvido à Rússia em uma troca de prisioneiros digna da Guerra Fria. Entre eles estava Anna Chapman, a bela espiã russa de 28 anos que após o caso foi condecorada e chegou a posar seminua em uma revista.

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13/09/2010: Espiã russa Anna Chapman vira celebridade em seu país

Moscou (Rússia), Eloise De Vylder, A ex-espiã russa Anna Chapman, presa nos Estados Unidos e enviada de volta à seu país numa troca de agentes com a Rússia, está tirando vantagem de sua sensualidade. O ex-espião Vladimir Putin a recebeu de braços abertos e ela está no caminho para se tornar uma estrela.

http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/09/13/espia-russa-anna...

Re: A Rússia e a China desafiam a NATO
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GB e China assinam contratos de US$ 1,4 bilhão

LONDRES, 27 Jun 2011 (AFP) -Grã-Bretanha e China assinaram nesta segunda-feira contratos avaliados em 1,4 bilhão de libras, anunciou o primeiro-ministro britânico David Cameron após uma reunião com o colega Web Jiabao, e destacou que o desenvolvimento comercial não deve acontecer em detrimento dos direitos humanos.

"Estou feliz de que a reunião de hoje tenha resultado na assinatura de acordos avaliados em 1,4 bilhão de libras (2,24 bilhões de dólares)", disse o premier britânico em uma entrevista coletiva conjunta com Wen, que visita a Inglaterra como parte de uma viagem europeia.

Os contratos, modestos comparados com, por exemplo, os 20 bilhões de dólares que a França conseguiu durante uma visita do presidente chinês Hu Jintao no fim do ano passado, permitirão à Grã-Bretanha explorar oportunidades comerciais além das grandes cidades de Pequim e Xangai.

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Cuba e Rússia assinaram três contratos para exploração e exportação de petróleo

26 de Junho de 2011

Os três acordos assinados pelas empresas cubana Unión de Cubapetróleo (Cupet) e a russa Zarubezhneft, serão aplicados no poço da Boca de Jaruco, nordeste de Havana.

O diretor da Cupet, Raul Felipe del Prado, salientou a importância do investimento pelo que representa para a economia cubana e classificou como um "marco" na cooperação com a empresa russa com a qual estão previstos outros negócios.

Com agências

 

Caça aos Jihadis, ou caça às bruxas?

26 de Junho de 2011

MK Bhadrakumar, Indian Punchline

http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2011/06/23/is-it-a-purge-of-jihadis-or-a-witch-hunt/

Traduzido pela Vila Vudu

O Paquistão marcou um grande tento de propaganda e chegou à categoria de “notícia extraordinária” na consciência da mídia mundial: o Paquistão começa a se mexer contra os “Jihadis” infiltrados nas forças armadas!

Mas a prisão do bridadeiro Ali Khan em Rawalpindi na 3ª-feia é notícia absolutamente espantosa.

No Paquistão, os militares investem pesadamente na formação dos oficiais militares; quando alguém chega à patente de brigadeiro, ninguém duvida de que seja dos melhores, dos mais brilhantes. Por isso, a prisão de um brigadeiro da ativa, já próximo da aposentadoria, é decisão que ninguém toma sem muita reflexão. E só o comandante do exército do Paquistão Parvez Kayani tem autoridade para mandar prender um brigadeiro da ativa.

Os militares paquistaneses estiveram nas manchetes, em todo o mundo, por se terem deixado ver como vulneráveis à infiltração por elementos islâmicos. Saleem Shehzad, editor do jornal Asia Times, foi seqüestrado, torturado e assassinado há um mês, porque publicou precisamente essa notícia. O crime horrendo foi imediatamente atribuído ao serviço secreto do Paquistão (ISI).

A prisão do brigadeiro Khan seria mensagem clara, de que Kayani afinal teria resolvido ‘limpar’ o exército paquistanês, dos jihadis infiltrados. Toda a mídia ocidental divulgou a notícia com destaque, projetando Kayani como líder iluminado, decidido a agir com tolerância-zero contra os extremistas religiosos e o terrorismo. Até aí, o normal. Agora, a parte estranha.

Qual a acusação contra o brigadeiro Khan? O major-general Athar Abbas, princiapl porta-voz dos militares, disse que Khan tem ligações “comprovadas” com o grupo Hizb ut-Tahrir [HuT]. Disse também que quatro outros majores da ativa foram interrogados sobre “supostos laços com o grupo HuT” e que essa infiltração comprometeria “toda a nação e a segurança nacional”. Deixou sugerido que a “rede” de Khan não estaria limitada ao quartel-general em Rawalpindi, onde o brigadeiro servia ao ser preso.

A dúvida está em que, sempre que se menciona o grupo HuT, imediatamente surge um grave problema de credibilidade. O fato é que o HuT é o espantalho preferido de vários países que, por um motivo ou outro, desejem lançar sobre a resistência islâmica a pecha de xenofobia ou, dito de outro modo, sempre que interesse a alguém encontrar pretexto para livrar-se de dissidentes políticos. “HuT” é uma sigla misteriosa.

Pouca gente sabe que o grupo surgiu no início dos anos 1950s em Jerusalém (?!). Opera em dúzias de países e não é, não, nem de longe, centrado no Paquistão. Sua ideologia é utopista – querem implantar um califato mundial – e pregam meios não-violentos para chegar lá. Os seguidores são graduados, praticamente todos da pequena burguesia. Engraçado é que operavam legalmente e livremente na Grã-Bretanha e em vários outros países ocidentais até há bem poucos anos. Em Londres, os militantes reuniam-se em cafeterias e ofereciam-se para dar entrevistas à imprensa.

A referência ao ‘fator HuT’ imediatamente dispara inúmeras suspeitas sobre a prisão do brigadeiro Khan. Segundo as investigações que o jornalista Sayyed Saleem fez e publicou, há risco de as forças armadas paquistanesas terem sido infiltradas pela al-Qaeda, sim. Poderiam estar sendo ameaçadas por grupos afiliados da al-Qaeda, sim. Mas o grupo HuT nada tem a ver com a al-Qaeda e toda sua literatura sempre criticou Osama bin Laden.

Acusar o brigadeiro Khan de ter laços com o HuT parece ser movimento astuto dos chefes militares paquistaneses. Porque o grupo HuT tem sido acusado de antissemitismo.

Não surpreendentemente, qualquer notícia associada ao HuT torna-se imediatamente tema de noticiário em horário nobre na mídia ocidental, por causa das acusações de antissemitismo que sempre se fazem ao grupo. Na direção oposta: qualquer ser vivo que fale contra o grupo HuT é imediatamente, quase com certeza absoluta, mostrado sob luz favorável na mesma mídia ocidental. Esse parece ter sido o jogo dos militares paquistaneses, para obter do ocidente mais uma demão de tinta branca, para encobrir o sangue que suja sua imagem desde o assassinato de Sayyed Saleem. Não poderia haver cinismo maior. Mas o serviço secreto do Paquistão é mestre consumado em manobrar a mídia.

Por isso, a BBC em idioma urdu no Paquistão, onde trabalham jornalistas paquistaneses que conhecem bem os militares e sua cultura, lavraram um grande tento jornalístico ao não abraçar os releases. Decidiram investigar.

Da investigação surgiu, como primeira descoberta, que Khan é soldado de um tipo raro – do tipo que pensa, um intelectual. Não é dado a jogar Squash nem a intrigas de caserna. Pelo que se sabe, é homem que se dedica a questões do intelecto. Várias vezes criticou os rumos das políticas do Paquistão. Incomodou muito o ditador general Pervez Musharraf que, parece, arruinou para sempre sua carreira, porque Khan, uma vez, teve a audácia de questionar a sabedoria do ditador que se alinhara à guerra conduzida pelos EUA, no Afeganistão. Mais recentemente, em reunião do alto comando no quartel-geral, em que se fazia o exame post-mortem do ataque dos helicópteros contra Abbottabad, Khan teria posto a boca no trombone. Teria dito que militares paquistaneses instalaram Osama bin Laden na cidade (militarizada) de Abbottabad e que os mesmos militares, adiante, teriam facilitado a operação dos EUA.

Sim, foi um pouco além da conta. Khan evidentemente atravessou a linha vermelha. Kayani enfureceu-se. A fala de Khan era dinamite. Mas o mais interessante é que há outros militares paquistaneses que têm a mesma opinião sobre o incidente em Abbottabad — todos convencidos de que oficiais do exército paquistanês colaboraram com os EUA. Abbottabad é história que jamais será integralmente conhecida. E Khan não podia continuar livre para discutir sua teoria. Os EUA apresentaram várias versões, enredaram-se nas próprias mentiras e acabaram por parar completamente de falar sobre a operação.

A grande ironia de toda a história é que Khan está sendo silenciado com acusações (inverossímeis) de ‘Jihadismo’, apesar de, se fez o que se diz que fez, ter cometido crime mais grave: denunciar seus superiores por associações com bin Laden.

Segundo a interpretação da BBC-Paquistão, o único crime político de Khan é sempre acreditar (desde Musharraf), apaixonadamente, que não interessa ao Paquistão manter-se aliado dos EUA. Por isso, tanto incomodou o ditador Musharraf quanto hoje incomoda Kayani.

Kayani repete as políticas de Musharraf e começa a punir oficiais que como Khan estejam infectados, não pelo vírus do ‘Jihadismo’, mas pelo vírus do antiamericanismo.

No frigir dos ovos, a análise da BBC mostra exatamente que Kayani, comandante militar do Paquistão, é muito mais alérgico ao antiamericanismo, que ao terrorismo islâmico.

++++++++++++++++++++++++++++++

ATUALIZAÇÃO: Em direção absolutamente oposta a essa interpretação – e com detalhado relatório-release da prisão do brigadeiro Khan “por envolvimento com o grupo HuT”, lê-se hoje em Asia Times Online matéria assinada por Amir Mir (“Islamists break Pakistan's military ranks” [Islamistas infiltrados no exército paquistanês] em:

http://www.atimes.com/atimes/South_Asia/MF24Df03.html

Ali, entre outras coisas, lê-se:

“Notícias da prisão do brigadeiro só chegaram à mídia quase uma semana depois de, dia 15 de junho, o New York Times noticiar que uma agência de espionagem da cúpula do exército do Paquistão havia prendido cinco informantes da CIA, entre os quais um major que teria dado informações à agência americana que levaram à casa, em Abbottabad, onde Bin Laden foi assassinado.” (...)

“A prisão de Khan por suspeita de ligações com grupos ‘Jihadis’ apenas confirma que a luta entre islamistas e reformistas nas fileiras do exército paquistanês atingiu ponto máximo de ebulição, com os extremistas islâmicos e seus aliados entre os militares agindo em uníssono para promover sua agenda antigoverno paquistanês e anti-EUA.”

Depois de detalhado relato de casos de Jihadis infiltrados descobertos no exército paquistanês já há vários anos, muitos dos quais já condenados à morte e executados, a matéria conclui:

“Muitos anos depois, com Musharraf já longe e Bin Laden já morto, há fortes indicações de que extremistas islâmicos continuam infiltrados também nos baixos escalões das forças armadas e envolvidos em vários ataques mortais contra instalações militares do Paquistão. Daí nasce a pergunta de um bilhão de dólares: a infiltração de Jihadis nas forças armadas do Paquistão será maior do que se teme?”

Não há dúvidas de que prossegue, ao vivo, golpe da CIA no Paquistão – que estamos acompanhando ao vivo e em português, pela primeira vez na história desse país (e da CIA).

 

Imprensa estadunidense censura caso dos cinco cubano

Dom, 26 de Junho de 2011

Da Prensa Latina

O Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco, denunciou hoje a censura do caso dos antiterroristas cubanos nos meios de imprensa dos Estados Unidos.

Um comunicado do grupo expressa que uma jornalista da cadeia televisiva CNN se interessou por cobrir a exposição Humor desde o encerro, de Gerardo Hernández, um desses cinco lutadores, encarcerados desde faz quase 13 anos em penitenciarias federais deste país.

Após várias perguntas da repórter local da televisora a organizadores da mostra de caricaturas que se mostraram ao públicoem Los Angeles, Califórnia, ou se marcou uma cita para uma entrevista, precisa o reporte.

Segundo o lembrado, o encontro realizou-se o passado 3 de junho na galería SPARC, antigo cárcere da cidade de Venice, onde se fez uma entrevista em espanhol e inglês a integrantes do Comitê e a Debra Padilla, diretora executiva do recinto.

Nós não sabíamos se a jornalista sabia a respeito do caso dos Cinco cubanos, mas três horas após a entrevista sim podemos afirmar que teve conhecimento de que Gerardo é um caricaturista com grande talento , acrescenta a nota do o agrupamento.

Ademais, que Hernández igual do que seus quatro irmãos de causa", está preso por defender seu país, Cuba, contra o terrorismo.

Assinala o texto que como era lógico perguntaram o possível momento da saída ao ar do trabalho, algo que não pôde responder a enviada da CNN, quem explicou que de certo, procurariam a alguém com um olhar diferente para balançar a notícia.

Detalha o comunicado que a surpresa foi ainda maior quando lhes informaram que o segmento da notícia balançada se ia apresentar em Encontro, um programa em espanhol da cadeia, na quarta-feira 15 de junho às 2 da tarde.

No entanto, não se transmitiu e a melhor resposta que conseguimos obter foi que uma decisão executiva determinou não mostrar a entrevista , o que põe de manifesto a persistente atitude dos meios estadunidenses por ocultar a verdade desta causa.

Enfatiza o comunicado que muitas vezes se escuta que Estados Unidos é um país livre, com plenos direitos à liberdade de expressão de todos seus cidadãos, mas onde está a liberdade de imprensa quando se trata de cobrir o caso dos cinco (antiterroristas) cubanos?

Em reiteradas ocasiones autoridades cubanas, entre elas o presidente da Assembléia Nacional (Parlamento), Ricardo Alarcón, tem criticado o chamado muro de silêncio erguido aqui pelos meios de imprensa em torno desse caso.

Segundo Alarcón existem provas suficientes e irrefutáveis para convencer a qualquer da inocência dos Cinco "como se lhes identifica a nível mundial " mas, os meios controlados por Washington impedem que essas verdades se divulguem.

Em 2008 o caso apareceu em Projeto Censurado, um observatório crítico que a cada ano publica um relatório a maneira de livro, no qual recolhe as 25 notícias mais importantes vetadas nos Estados Unidos.

 

França deve pagar se errar sobre origem de E.coli, diz ministro

 26/06/2011

BORDEAUX, França (Reuters) - Um membro britânico do Parlamento Europeu pediu à França o pagamento de compensações se uma empresa da Grã-Bretanha que o governo francês associou ao surto de E.coli em Bordeaux não for de fato responsável pela contaminação.

Sete pessoas ainda estavam no hospital neste domingo, sendo uma mulher de 78 anos em estado grave, após serem infectadas pela bactéria E.coli, segundo o hospital.

O Ministério do Comércio francês disse que a empresa Thompson & Morgan, sediada em Ipswich, na Grã-Bretanha, estava por trás do surto, e ordenou que as lojas parassem de vender sementes de feno-grego, mostarda e rúcula fornecidas pela empresa enquanto os testes estavam sendo realizados. O ministério disse que a ligação entre os sintomas da doença e as sementes trazidas para o subúrbio de Begles, em Bordeaux, não era definitiva.

A empresa disse não acreditar ser responsável pelas contaminações.

"Se o governo francês estiver errado, saindo em público dessa forma, e a ligação não for provada, então eles deverão ser responsabilizados pelo que poderiam ser centenas de milhares de libras em prejuízos no mercado de vegetais e saladas de East Anglia e da Grã-Bretanha," disse Richard Howitt, membro do Parlamento Europeu, em comunicado neste domingo.

As autoridades francesas disseram que ao menos seis das pessoas internadas em Bordeaux comeram brotos de vegetais vendidos em uma feira local que foram cultivados com sementes compradas em uma loja fornecida pela Thompson & Morgan.

"Essas sementes podem ter sido de origem italiana, embaladas e vendidas em Ipswich, mas distribuídas e vendidas em uma festa escolar em uma pequena cidade próxima de Bordeaux, então não está claro quando ou se a E.coli entrou na cadeia," disse Howitt.

(Reportagem de Claude Canellas e Avril Ormsby)

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Fora de Pauta, sex, 10/06/2011 - 21:41 — Eugênio Issamu

Medvedev a OMC: Meu amor!!

Brasil, a OMC e a Rússia: Meu Deus, e agora?

Putin a OMC... sae de retro satã!!

10/06/2011: Rússia pode entrar na OMC ainda neste ano, segundo Durão Barroso"

Consideramos que a entrada da Rússia na OMC neste ano é possível. Para isso, Rússia e UE devem manter um diálogo permanente durante os próximos meses sobre questões sanitárias e fitossanitárias, investimentos na indústria do automóvel, etc", disse Barroso em entrevista coletiva no final da cúpula Rússia-UE.

Por sua vez, o presidente russo, Dmitri Medvedev, lembrou que as negociações sobre a entrada da Rússia na OMC já duram 17 anos.

http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2011/06/10/russia-pode-entr...

06/06/2011: A difícil escolha do Brasil na negociação com a Rússia

O governo e o setor privado brasileiros vão ter que decidir entre o imediato e o longo prazo na recente disputa com a Rússia: Resolver logo o embargo russo às carnes de 85 estabelecimentos exportadores de três Estados do país ou suportar a dificuldade do momento e garantir um melhor acesso de maneira permanente na Rússia.Em negociações bilaterais, que duraram quase toda a semana passada em Genebra, ficou claro que, quanto mais o Brasil apertar Moscou por concessões no âmbito da entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC), mais os russos vão apertar em questões de sanidade para alavancar sua posição.As autoridades em Brasília foram advertidas por especialistas de que não seria possível ganhar nos dois tabuleiros, tanto na acessão na OMC como na obtenção de resultados satisfatórios na área sanitária quando Moscou está na defensiva.

http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/...

Putin: Eu preferia não participar da “OMC”, não vou deixar que cidadãos comam verduras contaminadas

 De um supermercado em Moscou, na Rússia, aos membros públicos na seleção de vegetais, em Sochi, onde Putin foi participar da 2ª reunião ferroviária, foi questionado "se a proibição da entrada de produtos hortícolas na UE, vai impedir a adesão à OMC". A Rússia de Putin proibiu as importações de produtos hortícolas de um terço da União Europeia, na Alemanha a infecção EHEC atingiu 1733, e o número de 17 casos de mortes, 520 pacientes com risco de vida; UK 11 confirmados, três críticas; Polônia encontrados 3 casos suspeitos; Encontramos 4 casos de suspeita EUA. O surto foi comunicado pela União Europeia, o enviado russo Fernando Valenzuela, sugeriu que a se a Rússia proibisse a importação de produtos hortícolas Europeia, não seria conducente à adesão da Rússia à Organização Mundial do Comércio.

A resposta do primeiro-ministro russo Vladimir Putin: - O custo em troca de "adesão" não será "envenenando" cidadãos".

Na Rússia, uma proibição total de importação de vegetais frescos de todos os países da UE, devido o resultado do surto de EHEC. A UE disse que a Rússia exagerou. A reação da Rússia para identificar práticas de Valenzuela é "irracional" e fortemente exigiu para levantar a proibição, o que sugere que as negociações de adesão da Rússia à OMC seja afetado.

Ele disse a repórteres na capital russa de Moscou: "A Rússia quer aderir à OMC, e talvez este ano (juntar). Apoiamos plenamente. "No entanto, Valenzuela disse: A  "OMC" relaciona um conjunto de regras, a proibição da Rússia "é incompatíveis com essas disposições."

Valenzuela disse que a Rússia não é um membro da OMC, não é obrigada a agir em conformidade com as regras da OMC. No entanto, "Eu acho que a Rússia deveria aplicar voluntariamente a aplicação completa destas regras... não tem nenhuma razão para esperar até o último dia."

Valenzuela disse que a UE seria "tratada ativamente (atual) a situação, espero resolver em poucos dias, de modo a não ter qualquer impacto sobre as negociações da OMC."

No dia que Putin estava na cidade russa Sochi na costa do Mar Negro para assistir a uma reunião de trabalhadores ferroviários, questionou o argumento de Valenzuela.

"O representante da UE disse que a proibição vai contra o espírito da OMC, honestamente eu não sei o que é contrário ao espírito. No entanto, o veneno dentro do pepino é letal. Eles cheiram realmente a problema. As pessoas fazem como alimento estes produtos e morrem. Não é por causa de algumas mentes que a Rússia vai deixar seus cidadãos se envenenarem."

Figuras da UE, as exportações da UE para a Rússia de produtos hortícolas no ano passado, foi no valor de 594 milhões de euros (cerca de 861 milhões de dólares dos EUA), a Rússia importou 29.000.000 € no valor de produtos hortícolas (42 milhões dólares). Putin vai conferir pessoalmente se a proibição é razoável. Enquanto isso, a Rússia espera obter da UE mais informações, incluindo a origem patogênica.

http://www.howaboutchina.com/pt/2011/06/05/putin-rather-not-join-the-wto...

 

 

Re: A Rússia e a China desafiam a NATO
 

 

Eu esta matéria é de embrulhar o estômago, dá para entender o que é o AIPAC, a indústria da guerra, FED, FMI, petróleo, bancos, dólar, euro, Wall Street, onde está o euro da falência europeia e toda a força sionista. Vale à pena, as fontes são dignas. A matéria completa ainda não está disponível, divide-se em quatro partes, esta, em resumo feito por mim é a primeira.

O cartel do Federal Reserve: As oito famílias (Parte 01/04)

Os Quatro Cavaleiros da banca (Bank of America, JP Morgan Chase, Citigroup e Wells Fargo) são os donos dos Quatro Cavaleiros do Petróleo (Exxon Mobil, Royal Dutch/Shell, BP e Chevron Texaco); em sintonia com o Deutsche Bank, o BNP, o Barclays e outros monstros europeus das velhas fortunas. Mas o seu monopólio sobre a economia global não se esgota no xadrez do petróleo.

De acordo com o relatório 10-K para a SEC, os Quatro Cavaleiros da Banca estão entre os dez maiores acionistas de praticamente todas as empresas da Fortune 500.

Então quem são os acionistas destes centros bancários de dinheiro?

Esta informação é um segredo muito bem guardado. As minhas indagações junto das agências reguladoras da banca, no que se refere aos proprietários das ações dos 25 maiores bancos norte-americanos que possuem companhias, foram respondidas ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação, antes de serem recusadas com base na "segurança nacional". O que é bastante ridículo, na medida em que muitos dos acionistas da banca residem na Europa.

Um importante repositório da riqueza da oligarquia global que é dona destas companhias na posse da banca é a US Trust Corporation - fundada em 1853 e atualmente propriedade do Bank of America. Um recente diretor e curador honorário da US Trust Corporate foi Walter Rothschild. Outros diretores incluíram Daniel Davison do JP Morgan Chase, Richard Tucker da Exxon Mobil, Daniel Roberts do Citigroup e Marshall Schwartz do Morgan Stanley.

J. W. McCallister, da indústria petrolífera com ligações à Casa de Saud, escreveu no The Grim Reaper que informações que obteve de banqueiros sauditas referiam que 80% do Federal Reserve Bank de Nova Iorque - de longe o ramo mais poderoso do Fed - estavam na posse de apenas oito famílias, quatro das quais residem nos EUA. São elas os Goldman Sachs, os Rockefellers, os Lehmans e os Kuhn Loebs de Nova Iorque; os Rothschilds de Paris e de Londres; os Warburgs de Hamburgo; os Lazards de Paris; e os Israel Moses Seifs de Roma.

O CPA Thomas D. Schauf confirma as afirmações de McCallister, acrescentando que dez bancos controlam todos os doze ramos do Federal Reserve Bank. Menciona o N.M. Rothschild de Londres, o Rothschild Bank de Berlim, o Warburg Bank de Hamburgo, o Warburg Bank de Amsterdã, o Lehman Brothers de Nova Iorque, o Lazard Brothers de Paris, o Kuhn Loeb Bank de Nova Iorque, o Israel Moses Seif Bank de Itália, o Goldman Sachs de Nova Iorque e o JP Morgan Chase Bank de Nova Iorque. Schauf lista William Rockefeller, Paul Warburg, Jacob Schiff e James Stillman como indivíduos que possuem grande quantidade de ações do Fed. [3] Os Schiffs são preponderantes no Kuhn Loeb. Os Stillmans no Citigroup, casaram-se no clã Rockfeller no início do século.

Eustace Mullins chegou às mesmas conclusões no seu livro ' The Secrets of the Federal Reserve', em que exibe gráficos ligando o Fed e os bancos seus membros às famílias Rothschild, Warburg, Rockfeller e outras.

O controlo que estas famílias de banqueiros exercem sobre a economia global não pode ser sobrestimada e é intencionalmente um segredo bem guardado. O seu braço nos media empresariais é rápido a desacreditar qualquer informação que divulgue este cartel privado de banqueiros centrais como uma 'teoria da conspiração'. Mas os fatos subsistem.

http://port.pravda.ru/busines/16-06-2011/31741-cartel_fed_reserve-0/ 

 

 

Alguém acreditaria que após três fortes explosões em sua cidade, ninguém tenha sido morto??

Três fortes explosões sacodem leste de Trípoli (AFP)

TRÍPOLI, 25 Jun 2011 (AFP) - Três fortes explosões sacudiram nesta sábado o bairro de Tajura, no leste da capital líbia Trípoli, onde colunas de fumaça podiam ser vistas, constataram jornalistas da AFP.

As explosões ocorreram no centro da capital às 14h45 (09h45 de Brasília).

Colunas de fumaça surgiram pouco depois sobre a área do bairro de Tajura, que já havia sido atingido em outras oportunidades pelos ataques da coalizão internacional depois do início das operações na Líbia, informou um jornalista da AFP, que não pôde identificar os alvos.

Otan desmente morte de civis em ataque na Líbia

BRUXELAS, 25 Jun 2011 (AFP) -O porta-voz da Otan desmentiu para a AFP neste sábado informações apresentadas pela televisão estatal líbia indicando a morte de 15 civis em um ataque a Brega, cidade rica em petróleo no leste da Líbia, acrescentando que as forças da coalizão atlântica atingiram "alvos militares".

"A Otan visou edifícios em um setor abandonado de Brega. Alvos militares legítimos foram atingidos", indicou o porta-voz da missão da Aliança na Líbia.

"Tivemos tempo para observar a área e estamos certos disso. Um plano meticuloso foi estabelecido para esta ação", indicou, acrescentando que quando a Otan ataca "qualquer pessoa que estiver no local naquele momento é legitimamente considerada um alvo militar".

A agência oficial líbia Jana indicou que o ataque foi efetuado neste sábado.

"A coalizão atlântica cruzada colonialista bombardeou áreas civis, entre elas uma padaria e um restaurante em Brega, deixando 15 mártires e mais de 20 feridos entre os clientes", anunciou a televisão, que não indicou a hora do ataque.

A Jana informou que outros cinco "cidadãos" foram mortos nos ataques realizados na véspera.

Em seu relatório diário, a organização indicou que tinha atacado 35 alvos, entre eles veículos e instalações militares, na região do porto petroleiro de Brega, 800 km a sudoeste de Benghazi.

A televisão líbia, por sua vez, denunciou uma "guerra de extermínio" e "crimes contra a Humanidade" cometidos pela Otan na Líbia.

25 DE JUNHO DE 2011

Ataque da Otan contra civis mata 15 e deixa 20 feridos na Líbia

Quinze pessoas foram mortas e mais de 20 ficaram feridas em um ataque da Otan que atingiu áreas civis em Brega, cidade estratégica do leste da Líbia, informou neste sábado (25) a televisão estatal líbia.

"A coalizão atlântica cruzada colonialista bombardeou áreas civis, entre elas uma padaria e um restaurante em Brega, deixando 15 mártires e mais de 20 feridos entre os clientes", anunciou a televisão, que não indicou a hora do ataque.

A agência oficial líbia Jana, indicou que o ataque ocorreu neste sábado e indicou outros cinco "cidadãos" mortos nos ataques na véspera.

Terror imperialista

A Otan procurou desmentir a televisão estatal por meio de um porta-voz, alegando que as forças da aliança atingiram "alvos militares".

Mas esta não é a primeira nem será a última vez que a coalizão imperialista liderada pelos Estados Unidos atinge alvo civis e semeia a destruição e a morte de inocentes, inclusive crianças.

A organização promove um verdadeiro terror no Oriente Médio e tem seus crimes encobertos pela mídia hegemônica, que busca demonizar o líder líbio Muammar Kadafi para justificar os bombardeios imperialistas sob o pretexto cínico de que a intervenção é feita para “proteger civis” e defender a democracia e os direitos humanos.

Com agências

 

China confirma interesse pela Europa, com novas investimentos na Hungria

BUDAPESTE, 25 Jun 2011 (AFP) - O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou neste sábado em Budapeste a compra de títulos húngaros e a concessão de um empréstimo de 1 bilhão de euros à Hungria, em meio a uma crise do euro e das finanças públicas de vários países europeus.

Wen confirmou assim o interesse da China em investir em todos os continentes, depois de anos de operações e forte expansão na África, nas Américas e na Austrália.

O premier chinês evitou indicar o valor dos títulos do Estado húngaro que a China está disposta a adquirir.

Será "um bom montante", limitou-se a dizer em uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do chefe de governo húngaro, Viktor Orban.

Além disso, a China concederá à Hungria um crédito de 1 bilhão de euros por meio do Banco de Desenvolvimento Nacional chinês para permitir o avanço de projetos comuns, acrescentou.

Esses anúncios ilustram o interesse crescente da China pela Europa, depois dos investimentos já realizados em Grécia e Polônia.

 

Ahmadinejad ataca EUA durante conferência sobre terrorismo

TEERÃ, 25 Jun 2011 (AFP) - O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, acusou neste sábado Washington de apoiar as redes terroristas na região, em mais um ataque verbal aos Estados Unidos durante uma conferência internacional sobre terrorismo realizada em Teerã.

"Algumas destas organizações escaparam do seu controle e os Estados Unidos utilizam agora as ações destes grupos como pretexto para enviar tropas à região", disse o líder iraniano, em referência à Al-Qaeda.

Ele também denunciou novamente "a exploração" por parte de Washington dos atentados de 11 de setembro para justificar as intervenções no Afeganistão e no Iraque, comparando-a com a "exploração do Holocausto" para defender Israel.

Em uma mensagem dirigida à conferência, o líder supremo iraniano Ali Khamenei denunciou, por sua vez, "o cálculo diabólico das potências dominantes que tentam explorar o terrorismo" para justificar sua presença na região.

Após o final da conferência, os governos de Irã, Afeganistão e Paquistão anunciaram neste sábado um acordo de cooperação de luta contra o terrorismo, que causou dezenas de milhares de vítimas durante os últimos anos nestes três países vizinhos.

"As três partes se comprometem a fazer esforços para eliminar o extremismo, o militarismo, o terrorismo e rejeitar intervenções estrangeiras que são contrárias ao espírito do Islã, às tradições de paz da região e aos interesses de seus povos", afirmaram Ahmadinejad, e seus colegas paquistanês, Asef Ali Zardari, e afegão, Hamid Karzai, em uma declaração conjunta assinada em Teerã.

Os três anunciaram ainda a celebração de "reuniões entre os ministros das Relações Exteriores, do Interior, de Segurança e da Economia dos três países para organizar uma próxima cúpula" no final do ano, em Islamabad.

O encontro de Teerã foi realizado à margem de uma conferência internacional sobre o terrorismo, da qual ainda participaram o presidente do Iraque, Jalal Talabani; do Sudão, Omar al Bashir e do Tajiquistão, Emomali Rahmon, além de delegações de outros 60 países.

O terrorismo "se espalha e ameaça mais do que nunca o Afeganistão e região", alarmou Karzai durante a conferência, no momento em que um atentado suicida contra um hospital matou dezenas de pessoas no país, onde atos violentos são cotidianos apesar da forte presença militar ocidental.

O paquistanês Asef Ali Zardari conclamou "todos os países a se mobilizarem para colocar o terrorismo de joelhos antes que seja ele a pôr de joelhos a comunidade internacional". De acordo com Zardari, os atentados já mataram 35 mil pessoas nos últimos anos no Paquistão.

"A luta contra o terrorismo necessita de uma mobilização internacional, já que a segurança de todas as nações se encontra sob ameaça", afirmou Ahmadinejad, contabilizando 16 mil vítimas no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.

Teerã acusa com frequência os serviços de inteligência norte-americanos, israelenses e paquistaneses de apoiarem os grupos terroristas sunitas da província de Sistão-Baluchistão, na fronteira com o Paquistão. Os países ocidentais, por outro lado, acusam o Irã de financiar o terrorismo.

 

EUA e China discutem crescente tensão no Mar do Sul de China

HONOLULU, EUA, 25 Jun 2011 (AFP) -Estados Unidos e China iniciaram nesta sábado suas primeiras conversações sobre a crescente tensão no Mar do Sul da China, após Pequim ter questionado o respaldo de Washington aos países do sudeste asiático que reivindicam a passagem pelo local.

Altos funcionários das potências do Pacífico estão reunidos em Honolulu, Hawai, alguns dias depois dos Estados Unidos ter dado seu apoio à Filipinas e Vietnã, que se declararam alarmados por uma progressiva reafirmação de Pequim nessas águas.

Kurt Campbell, subsecretário de Estado dos Estados Unidos para a região Ásia-Pacífico, disse que está disposto a recordar à China o forte compromisso de seu país com a defesa da liberdade de navegação.

"Queremos que as tensões sejam superadas", disse Campbell.

Contudo, segundo o vice-ministro de Relações Exteriores da China, Cui Tiankai, o apoio americano à Vietnã e Filipinas "só pode complicar a situação".

"Creio que alguns países estão brincando com fogo e espero que não saiam queimados", disse Cui, conforme citado pelo The Wall Street Journal.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu na quinta-feira ajudar a Filipinas a modernizar suas forças navais. "Ainda que sejamos um país pequeno, estamos prontos para nos defender de qualquer ação agressiva", disse na quinta-feira o chanceler filipino Albert del Rosario.

Uma semana antes, os Estados Unidos e o Vietnã, ex-inimigos de guerra, realizaram um pedido conjunto para uma resolução pacífica do conflito.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, por sua vez, está na Grã-Bretanha, onde chegou neste sábado para uma visita de três dias, na segunda etapa de uma série de visitas pela Europa, que foi iniciada em Budapeste.

 

23 DE JUNHO DE 2011

Pedidos de auxílio-desemprego fazem Bolsas nos EUA desabar

Um aumento inesperado na demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego nos EUA serve de motivo para as Bolsas americanas amargarem fortes perdas na jornada desta quinta-feira (23). A Bolsa brasileira não opera nesta quinta devido ao feriado de Corpus Christi.

Na Bolsa de Nova York, o índice acionário Dow Jones recua 1,83%, em uma queda pouco vista para esse mercado, abaixo dos 12 mil pontos. O índice mais abrangente Standard & Poor's 500, por sua vez, desvaloriza 1,66%, a 1.265 pontos. Já o índice da Bolsa eletrônica Nasdaq cai 1,28%, a 2.634 pontos.

Hoje, o Departamento de Trabalho dos EUA revelou que o total de solicitações de auxílio-desemprego saltou para 429 mil até a semana passada, acima dos 410 mil previstos por analistas do mercado financeiro.

O número assustou investidores e analistas. Esse indicador reflete as condições do mercado de trabalho local, sendo por isso bastante influente. Há meses, a economia americana fornece indicadores com desempenhos frustrantes, o que alimenta o temor de uma desaceleração mais acentuada do crescimento e reforça os cenários mais pessimistas.

Essa cifra decepcionante surge logo após o Federal Reserve (o banco central dos EUA) ter revisado para baixo suas projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano – de 2,9% para 2,7%.

Entre outras notícias importantes, o Departamento de Comércio americano publicou que as vendas de casas novas caíram 2,1% entre abril e maio. Em 12 meses foram comercializadas 319 mil casas. Economistas do setor financeiro, no entanto, projetavam um número ainda pior: 310 mil.

Fonte: Folha.com

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2&id_noticia=157172

 

23 DE JUNHO DE 2011

Afeganistão: o sentido contraditório da retirada parcial dos EUA

O anúncio feito pelo presidente Barack Obama, dos EUA, de retirar até o final do ano 10 mil soldados de suas tropas no Afeganistão, e mais 23 mil até setembro de 2012, tem um sentido contraditório.

Obama enfrenta as pressões da opinião pública dos EUA prometendo retirar apenas um número um pouco maior de soldados daquele que ele próprio enviou ao Afeganistão em 2010 para reforçar as tropas de ocupação, que foi de 30 mil soldados.

Sua decisão tem um cheiro de derrota disfarçado pelo único “troféu” dessa guerra que o governo de Washington pode exibir, o cadáver do dirigente da Al Qaeda, Osama Bin Laden, uma vez que o outro objetivo da invasão do país, derrotar o Talibã, não foi alcançado e este grupo religioso continua controlando 75% do território afegão.

Uma agressão militarista, como a promovida pelos EUA contra os países do Oriente Médio, envolve uma série de aspectos militares e esbarra na política e também nas finanças. Esta é uma lição que os imperialistas dos EUA já enfrentaram pelo menos desde sua derrota na Guerra do Vietnã, de onde foram expulsos de maneira vexaminosa, batidos por uma conjunção de fatores que incluiu a capacidade de resistência e o heroísmo do povo vietnamita e também a oposição do povo norte-americano à guerra e o alto custo que ela impunha ao Tesouro dos EUA.

Em circunstâncias muitos diferentes, há uma conjunção semelhante no Afeganistão, onde a guerra civil já dura há pelo menos três décadas. A interferência do imperialismo foi decisiva e errática por ter apoiado forças que, depois, se revelariam inimigas dos planos do chamado “Ocidente”. Na década de 1970, quando a União Soviética apoiou militarmente o governo laico da República Democrática do Afeganistão e enviou tropas para o país, a oposição fundamentalista religiosa foi fartamente armada e financiada pelos EUA para se contrapor àquilo que a direita chamava, na época, de ameaça comunista no Afeganistão. Esse apoio fortaleceu os mujahidin, ou “guerreiros de Deus”, e seu desdobramento, depois, foram os talibãs e a al Qaeda, cujo fundamentalismo religioso os tornou, depois da derrota dos soviéticos, em inimigos dos “infiéis” da América.

A interferência dos EUA no conflito no Afeganistão cresceu na passagem entre as décadas de 1990 e 2000, pela tentativa de impor aos talibãs a entrega de dirigentes muçulmanos, entre eles Osama Bin Laden, responsabilizados por ataques contra embaixadas norte-americanas na região e na África. Depois dos ataques contra as Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001, a interferência militar aberta aumentou, sob dois pretextos, a caça a Bin Laden e a derrota da al Qaeda, e o afastamento dos talibãs do governo de Cabul. O primeiro ataque aéreo contra o território afegão ocorreu em 7 de outubro de 2001, menos de um mês depois da ação em Nova York. O objetivo real – o controle do acesso às fontes de petróleo da Ásia Central através do território afegão – foi escamoteado.

Desde então, a agressão imperialista dos EUA foi crescente. Os gastos militares cresceram de maneira exponencial, consumindo US$ 440 bilhões apenas no Afeganistão (que, incluindo o Iraque, chega à espantosa quantia de US$ 1,15 trilhão). Hoje, no momento em que Obama anuncia a retirada limitada das tropas, o custo da guerra passa de dois bilhões de dólares por semana, podendo chegar a 120 bilhões no ano! É uma conta que os EUA têm cada vez menos condições de enfrentar. Foi a este alto custo financeiro a que um grupo de 27 senadores republicanos e democratas se referiu na carta enviada no começo do mês a Obama, pedindo a retirada. “Os custos de prolongar a guerra”, escreveram, “superam em muito os benefícios”.

A perda mais significativa, entretanto, é a representada pelo sacrifício de vidas humanas. O número de mortos afegãos é incontável, dizem os especialistas, mas sua dimensão é indicada por alguns números parciais. Só entre 2009 e 2010 morreram 5.691 afegãos, na maioria civis. E há quem calcule que uma média de seis pessoas são mortas por dia.

Para os padrões norte-americanos, por outro lado, as perdas são arrasadoras. Em dez anos de agressão, as tropas invasoras perderam 1.500 soldados, e tiveram 12 mil feridos.

Os temores sobre o futuro do país podem ser fundados face, principalmente, ao fundamentalismo religioso conservador da maior parte das forças locais, mas este é um problema cuja solução cabe soberanamente ao povo afegão. Que só será possível com a retirada completa das forças de ocupação, e isto não está garantido pela decisão anunciada por Obama, que se refere apenas a um terço do total das tropas de ocupação. Sobre os demais soldados (cerca de 70 mil), presidente dos EUA fez um aceno vago indicando que poderão ficar lá até 2014.

http://www.vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=927&id_secao=16

 

Câmara dos EUA rejeita resolução autorizando ação militar na Líbia

24/06/2011

Em uma decisão considerada simbólica, a Câmara dos Representantes (deputados federais) dos Estados Unidos rejeitou nesta sexta-feira uma resolução que dava autorização formal ao presidente Barack Obama para manter as ações militares americanas na Líbia.

A proposta, que permitia aos Estados Unidos conduzir operações limitadas sem o envio de tropas em solo pelo período de um ano, recebeu 123 votos a favor e 295 contra, não apenas de congressistas da oposição republicana - que está no comando da Câmara -, mas também de 70 aliados democratas.

No entanto, logo depois, a mesma Câmara concedeu uma vitória a Obama, ao rejeitar, por 180 votos a favor e 238 contra, uma resolução apresentada por parlamentares republicanos que limitava o financiamento das operações militares americanas na Líbia.

As duas propostas foram votadas em meio a questionamentos recentes de congressistas sobre a legalidade do envolvimento americano na Líbia - onde os Estados Unidos integram a coalizão internacional liderada pela Otan. Os ataques no país norte-africano foram autorizados por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, com a justificativa de proteger civis contra ataques das forças leais ao líder líbio, Muamar Khadafi.

Na semana passada, o republicano John Boehner, líder da Câmara, enviou à Casa Branca uma carta na qual afirmava que a operação americana na Líbia, iniciada em 19 de março, é ilegal, já que não foi autorizada pelo Congresso e se estende por mais de 90 dias.

Em meio a críticas de parlamentares, a Casa Branca foi obrigada a divulgar um relatório no qual rejeitava as alegações de ilegalidade e afirmava que o presidente tem a autoridade legal para manter a operação na Líbia sem autorização formal do Congresso, já que esta envolve apenas ações de apoio à missão da Otan.

Irritação

Apesar de não ter efeito prático, a decisão desta sexta-feira de rejeitar a autorização formal à ação na Líbia demonstra a crescente irritação no Congresso com o envolvimento militar americano naquele país, que já dura mais de três meses e deverá custar US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 1,75 bilhão).

Depois de quase dez anos de envolvimento militar no Afeganistão, da guerra no Iraque e em meio a dificuldades econômicas - incluindo um deficit recorde de US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 2,2 trilhões) no orçamento -, a participação americana nas ações na Líbia vem provocando críticas do Congresso e também da opinião pública.

Em conversa com repórteres logo após a votação da primeira proposta, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse estar decepcionado com o resultado.

"Nós achamos que este não é o momento para o tipo de mensagem confusa que (a votação) envia, em um momento em que estamos trabalhando com nossos aliados para atingir objetivos que acredito serem amplamente compartilhados pelo Congresso", disse Carney.

Segundo ele, os objetivos são "proteger os civis na Líbia, manter uma zona de exclusão aérea e um embargo de armas e colocar mais pressão sobre Khadafi".

A Líbia registra confrontos entre rebeldes e forças leais a Khadafi desde fevereiro, quando manifestações populares exigindo a saída do líder líbio começaram a ser reprimidas com violência.

 

 

E mais um quebrado pede penico, digo, mais um quebrado, depenado e derrotado corre.

23/2011: França anuncia retirada gradual de tropas do Afeganistão

 http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/1597/Franca-anuncia-retirada-gradual-de-tropas-do-Afeganistao

 

 

Líderes da oposição são condenados à prisão perpétua no Barein

22/06/2011

MANAMA (Reuters) - A Justiça do Barein condenou nesta quarta-feira à prisão perpétua oito ativistas xiitas e líderes da oposição acusados de tramarem um golpe durante a recente onda de protestos no reino árabe.

A sentença gerou mais tensões no país insular do Golfo Pérsico, onde pequenos grupos de manifestantes realizam protestos diários desde a suspensão do estado de emergência, em 1o de junho. A decisão judicial também pode afetar o diálogo nacional que o rei Hamad bin Isa al Khalifa pretende iniciar em julho.

"Nada de diálogo com Al Khalifa! Exigimos a libertação de prisioneiros", gritavam cerca de cem manifestantes em uma localidade perto de Manama, a capital, antes que a polícia dissolvesse o protesto.

Ao todo, 21 réus, dos quais seis julgados à revelia, foram indiciados por uma tentativa de golpe em conluio com uma "organização terrorista" a serviço de um país estrangeiro, segundo o veredicto. Os condenados podem recorrer.

Segundos após a leitura da condenação, um dos réus gritou: "Vamos continuar nossa luta pacífica". Outros réus responderam agitando os punhos e gritando: "Pacífica, pacífica".

Policiais retiraram os réus do plenário. Parentes de alguns deles ainda gritaram "Deus é grande", e uma mulher foi arrastada para fora da sala.

Entre os réus sentenciados à prisão perpétua estão o dissidente xiita Hassan Mushaimaa, líder do partido oposicionista radical Haq, e Abduljalil al Singace, ativista do mesmo partido.

Durante as grandes manifestações de fevereiro e março, o Haq e dois outros grupos pediram a derrubada da monarquia sunita no país, cuja população é majoritariamente xiita.

 

Pedidos de seguro desemprego voltam a subir nos EUA

23/06/2011

Os pedidos de seguro de desemprego voltaram a subir nos Estados Unidos, para 429.000 em uma semana, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Trabalho.

O Departamento de Trabalho estimou 9.000 pedidos de seguro desemprego a mais entre 12 e 18 de junho, comparados aos 420 mil (número revisado para cima) da semana anterior.

A médias das últimas quatro semanas ficou em 426.250, inalterada da média revisada do período anterior.

O índice de desempregados sem seguro também se manteve, em 2,9%, comparado à semana que termina em 11 de junho.

A demanda, chamada de "initial claims" em inglês, é vista como um importante termômetro das condições do mercado de trabalho local, justamente um dos pontos fracos no processo de retomada econômica.

O total de trabalhadores que recebem os benefícios do auxílio-desemprego era de 3,697 milhões (dado contabilizado até o dia 11 de junho).

 

Não vamos esquecer que o Vietnan compra muito armamento na Rússia...

Vietnã fará manobras militares com EUA em plena tensão com a China

HANÓI, 23 Jun 2011 (AFP) -O Vietnã anunciou nesta quinta-feira que organizará exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, em plena escalada de tensão regional no Mar da China Meridional, onde Pequim e Hanói, além de outros países, disputam a soberania sobre dois arquipélagos.

"O próximo exercício conjunto das Marinhas vietnamita e americana é um evento anual", indicou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Nguyen Phuong Nga, sem indicar a data nem o local das manobras.

Os dois países restabeleceram suas relações diplomáticas em 1995, vinte anos depois do final da guerra, e desde então consolidaram seus laços, para, entre outras coisas, contrabalançar as posições da China em uma série de temas.

As relações entre a China e vários países da região, em particular o Vietnã, ficaram mais tensas nas últimas semanas devido a uma disputa territorial no Mar da China Meridional em torno dos arquipélagos Spratley e Paracelso.

Acredita-se que as ilhas são ricas em hidrocarbonetos.

A partir do final de maio Hanói acusou duas veces barcos chineses de terem violado sua soberania territorial danificando intencionalmente embarcações vietnamitas de exploração de petróleo.

 

22/06/2011: China pede que EUA fiquem fora de disputa marítima regional

PEQUIM (Reuters) - A China pediu nesta quarta-feira aos Estados Unidos que não se envolvam na disputa de vários países da Ásia pelas águas no Mar do Sul da China, afirmando que a interferência dos norte-americanos pode piorar a situação. Essa foi a advertência mais direta feita pelo governo chinês a Washington ns últimas semanas.

O vice-ministro de Relações Exteriores, Cui Tiankai, fez o comentário para um pequeno grupo de repórteres estrangeiros, antes de um encontro entre autoridades chinesas e norte-americanas no Havaí, neste fim de semana, num momento da maior escalada da tensão regional nos últimos anos por reivindicações de soberania no Mar do Sul da China.

As tensões no Mar do Sul da China aumentaram nos últimos meses diante da preocupação da China em ser mais firme em relação às águas, das quais uma parte é também reivindicada por Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã. Acredita-se que a área seja rica em petróleo e gás.

'Os Estados Unidos não são uma parte interessada na disputa no Mar do Sul da China, portanto, é melhor que os Estados Unidos deixem que a disputa seja resolvida entre os Estados com reivindicações', disse Cui.

'Embora alguns amigos dos americanos possam querer que os Estados Unidos ajudem nesta matéria, nós apreciamos seu gesto, mas é mais comum que tais gestos somente tornem as coisas mais complicadas', disse ele.

'Se os Estados Unidos querem ter um papel, podem aconselhar prudência para os países que têm adotado ações provocativas e lhes pedir que sejam mais responsáveis em seu comportamento', afirmou Cui.

'Acredito que cada país esteja na realidade brincando com fogo e espero que o fogo não ganhe impulso dos Estados Unidos.'

A China quer que as disputas sejam resolvidas unilateralmente, mas outros países, como as Filipinas, defendem uma solução multilateral.

O porta-voz da chancelaria filipina, Eduardo Malaya, disse a jornalistas em Manila que a questão 'afeta não apenas os países com reivindicações, mas toda a região e além dela, e por isso requer uma abordagem multilateral'. Ele não mencionou os Estados Unidos.

Cui enfatizou que a China 'não é responsável pela disputa' e disse estar cada vez mais preocupado com o que considera freqüente provocações de outros países. Ele será um dos anfitriões no fim de semana de consultas com o subsecretário de Estado dos EUA, Kurt Campbell.

'Estamos preocupados pelos eventos recentes no Mar do Sul da China, mas nós não somos a parte que provocou esses incidentes', disse ele.

'Se vocês examinarem de perto os fatos, vão reconhecer quais são os países que ocuparam ilegalmente ilhas que estão sob soberania de outros países. Não foi certamente a China. Quais são os países que fizeram mais para explorar reservas de gás e petróleo na região? Não foi certamente a China.'

'Quais os países que demonstraram ou usaram força contra pescadores de outros países? Novamente, não foi a China.'

(Reportagem adicional de Manny Mogato em Manila e John Ruwitch em Hanói)

FONTE: DEFESANET

 

Chanceler da Síria diz que UE gera "confusão" e "caos" no país

22/06/2011

DA BBC BRASIL

O ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Moallem, acusou nesta quarta-feira países da União Europeia de causar confusão e caos na Síria e indicou que seu país irá "esquecer" a existência da Europa, buscando alianças com outros países.

"Dizemos para quem nos critica na Europa que parem de interferir em assuntos sírios e fomentar a confusão com o objetivo de aplicar seus planos contrários aos interesses nacionais da Síria", disse ele.

"Ninguém da Europa veio visitar a Síria, eles não nos escutam. O mundo não é só a Europa."

"Esqueceremos que a Europa existe no mapa. Vamos requisitar nossa saída da Euromed e olharemos em direção ao leste e ao sul, (em busca de) qualquer mão que se estenda para nós", continuou.

A Euromed é uma entidade reformulada em 2008 para integrar a União Europeia e seus 16 vizinhos no Oriente Médio e no Norte da África.

O ministro também criticou as declarações feitas por autoridades europeias após o pronunciamento de segunda-feira do presidente sírio Bashar al Assad, no qual disse que a crise no país seria obra de "sabotadores" e que seu governo estudaria reformas.

O chanceler britânico, William Hague, classificou o discurso de "não convincente"; a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, disse estar "desapontada"; o ministro francês, Alain Juppé, afirmou acreditar que "Assad chegou a ponto de onde não se pode mais voltar".

"Ocorreram reações de autoridades europeias em relação ao discurso do presidente Bashar Al-Assad que mostram que eles têm um plano de levar o caos para a Síria", disse o ministro das relações exteriores da Síria.

SANÇÕES

As declarações foram feitas em um momento em que ministros europeus reunidos em Bruxelas parecem ter chegado a um consenso sobre a ampliação de sanções em vigor desde maio contra a Síria, por causa da violência contra manifestantes de oposição.

O acordo deve estender as sanções a mais quatro entidades militares e sete indivíduos, incluindo três iranianos supostamente ligados a repressão de dissidentes do regime sírio. O governo sírio nega que o Irã tenha qualquer participação nos recentes acontecimentos no país.

As sanções entrariam em vigor na sexta-feira após a aprovação dos 27 países membros da União Europeia.

Moallen comparou a adoção das medidas a uma "declaração de guerra". "As sanções europeias têm como alvo o sustento dos cidadãos sírios", afirmou.

Ativistas de oposição estimam que ao menos 1,3 mil civis já foram mortos e cerca de 10 mil foram presos na repressão aos protestos pró-democracia na Síria, que começaram em março. Cerca de 300 soldados e policiais também teriam sido mortos nos confrontos com manifestantes.

O medo da violência já levou cerca de 11 mil pessoas a deixar a Síria em direção à vizinha Turquia.

Bashar Al-Assad está no poder há quase 11 anos, depois de ter sucedido seu pai, Hafez Al-Assad, que comandou a Síria por 29 anos.

 

Síria rejeita qualquer 'ingerência' e critica França

DAMASCO, 22 Jun 2011 (AFP) -O regime sírio rejeitou nesta quarta-feira qualquer ingerência externa em seus assuntos, referindo-se à Europa e, principalmente, à França, mantendo a repressão com a prisão de mais de 100 estudantes em Damasco.

"Ninguém no exterior deve nos impor seu ponto de vista", disse o ministro sírio das Relações Exteriores Walid Muallem durante uma entrevista coletiva à imprensa, comparando as sanções europeias impostas ao regime sírio a uma "guerra".

"Desde o início dos fatos na Síria, nenhuma autoridade europeia foi à Síria para discutir o que está acontecendo", lamentou. "Eles começaram a impor uma série de sanções e, hoje, querem afetar o ganha-pão dos sírios, o que equivale a uma guerra", acusou.

Muallem pediu "àqueles que nos criticam na Europa que parem de se intrometer nos assuntos sírios e de semear problemas", e ameaçou suspender a participação de seu país na União para o Mediterrâneo, um projeto caro ao presidente francês Nicolas Sarkozy.

"Vamos esquecer que a UE está no mapa e vou pedir aos dirigentes (sírios) que suspendam a nossa participação na União para o Mediterrâneo", afirmou.

O ministro sírio criticou diretamente seu colega francês Alain Juppé, que considerou na segunda-feira que Bashar al-Assad havia atingido "um ponto sem volta" após a repressão "de uma violência sem precedentes" contra seu povo.

"Juppé vive ainda nas ilusões da época colonial francesa. Não terá ingerência alguma nos assuntos sírios", disse Muallem, acusando o francês acreditar que tem o direito de "conferir legitimidade a este ou aquele dirigente".

"A França deve parar de praticar uma política colonialista sob o slogan dos Direitos Humanos", reiterou.

Muallem também fez referência aos Estados Unidos perguntando "por que (a secretária de Estado) "Senhora Clinton (que) levou dez anos para elaborar a lei de reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos, não nos espera por algumas semanas" para que possam ser instauradas as reformas anunciadas pelo presidente Assad.

"Aqueles que querem testar nossa seriedade, participem apenas da conferência nacional do diálogo", proposta pelas autoridades, acrescentou.

Com um tom mais conciliador em relação à Turquia, que foi severamente criticada pelo regime de Bashar al-Assad, o chefe da diplomacia síria afirmou que seu país desejava "as melhores relações" com seu influente vizinho e que Ancara "reveja" sua posição.

A repressão deixou desde 15 de março mais de 1.300 civis mortos e por volta de 10.000 presos, segundo as ONGs sírias. Ela também causou o êxodo de milhares de sírios para a Turquia e o Líbano.

Muallem negou que seu país receba ajuda do Irã ou do Hezbollah libanês, seus principais aliados regionais, para abafar a contestação, considerando, por outro lado, que "os assassinatos de agentes de segurança (...) e a mutilação de seus corpos são uma indicação que os autores poderiam ser da rede Al-Qaeda".

O ministro lançou um apelo aos opositores para que participem do diálogo. "Digo aos sírios que exigem mudanças: venham participar do diálogo nacional e testem a seriedade e a vontade da direção síria". "Não dialogar e continuar a incitar manifestações e tumultos é um ato inútil que serve apenas aos inimigos da Síria", disse.

O movimento de contestação não perdeu força, com a oposição rejeitando a oferta de diálogo do presidente sírio por considerar insuficientes as promessas de reformas anunciadas em um discurso feito na segunda-feira.

Na terça-feira à noite, as forças de segurança invadiram a Cidade Universitária, em Damasco, atacando estudantes "com cassetetes" e prendendo mais de 100 durante um protesto, indicaram militantes nesta quarta-feira.

Em razão das restrições impostas aos jornalistas estrangeiros, é difícil confirmar essas informações por meio de fontes independentes.

Na terça-feira, a repressão deixou cinco manifestantes anti-regime mortos, incluindo um jovem de 14 anos em Hama (norte), no momento em que manifestações de apoio a Assad eram realizadas em diversas cidades.

No campo diplomático, as sanções reforçadas contra a Síria devem ser formalmente aprovadas na quinta-feira pelos governos da UE, afetando sete pessoas, entre eles três iranianos acusados de fornecer equipamentos militares para ajudar o regime sírio a reprimir os manifestantes, segundo diplomatas.

A Rússia, que como a China recusa qualquer ingerência na Síria, indicou que "uma intervenção nos assuntos de um Estado soberano" era "sem perspectivas". Washington pediu "ações" e "não palavras" e o chefe da ONU Ban Ki-moon solicitou reformas "críveis" imediatas.

 

 

 

Mais de 60 militantes da Al Qaeda fogem de prisão no Iêmen

22/06/2011 - 14h50 | da Folha.com

DA FRANCE PRESSE

Mais de 60 militantes da rede terrorista Al Qaeda fugiram de uma prisão na cidade de Mukalla, sul do Iêmen, depois de matarem um guarda e ferirem outros dois, em um novo desafio às forças de segurança de um regime enfraquecido e dividido.

Segundo as forças de segurança, 62 detentos escaparam por um túnel cavado sob a prisão de Mukalla, principal cidade portuária da província de Hadramut (sudeste).

Depois da fuga, os prisioneiros se dispersaram pelas montanhas próximas.

"Homens da Al Qaeda atacaram com armas automáticas a prisão central de Mukalla, onde estavam mais de cem membros da rede", afirmou à France Presse uma fonte do governo local que pediu para não ser identificada.

Os militares lançaram uma rápida operação, mas conseguiram capturar apenas dois fugitivos, em uma área semidesértica onde os islamitas exercem forte influência.

Entre os 62 fugitivos de Mukala, há vários condenados à morte por participação em ataques armados, indicou uma fonte dos serviços de segurança em Sanaa.

A Al Qaeda estendeu recentemente a sua influência ao sul do Iêmen, onde a cidade de Zinjibar foi tomada por centenas de combatentes islamitas no dia 29 de maio.

Desde então, dezenas de membros das forças de segurança e outras dezenas de insurgentes perderam a vida em confrontos.

Generais dissidentes acusaram o presidente Ali Abdullah Saleh de ter deixado a cidade nas mãos de "grupos terroristas armados" para "agitar o espantalho da Al Qaeda" e poder, dessa forma, continuar recebendo apoio internacional.

Saleh, no poder há 33 anos, enfrenta uma onda de protestos que começou em janeiro, e está internado desde 4 de junho na Arábia Saudita devido aos ferimentos que sofreu em um ataque contra o seu palácio em Sanaa.

Desde então, ele não aparece em público, o que alimentou boatos sobre seu estado de saúde.

Em Mukalla, o porta-voz das associações da sociedade civil, Naser Bakazkuz, acusou as autoridades de terem facilitado a fuga. "O regime está vivendo suas últimas horas, e quer semear o caos na província", declarou.

Uma fonte dos militares dissidentes do leste do país se mostrou surpreso com "a facilidade com que ocorreu a fuga".

"Isso é o que nos leva a acusar o que resta do regime Saleh de querer semear o caos", acrescentou.

 

 

 

Aliados da Otan discordam sobre cessar-fogo na Líbia

22/06/2011

MISRATA, Líbia (Reuters) - Sinais de discórdia surgiram dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na quarta-feira sobre a campanha aérea contra o líder líbio, Muammar Gaddafi, com a Itália defendendo o cessar-fogo e uma negociação política e a França e a Grã-Bretanha rejeitando a ideia.

A China também assinalou uma mudança de posição sobre o conflito, classificando os rebeldes como "parceiros do diálogo".

A televisão líbia disse que "dezenas" de pessoas morreram em Zlitan depois que navios da Otan bombardearam a cidade.

Após quatro meses de revolta e de três meses de bombardeio dos aviões de guerra da Otan, os rebeldes fazem progressos lentos na marcha para a capital Trípoli com o objetivo de depor Gaddafi.

"A necessidade de tentar um cessar-fogo tornou-se mais premente", disse ao Parlamento da Itália o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini. "Acredito que, assim como o cessar-fogo, que é o primeiro estágio em direção a uma negociação política, uma parada humanitária da ação militar é fundamental para permitir a imediata assistência humanitária."

O porta-voz do Ministério do Exterior da França, Bernard Valero, reagiu duramente aos comentários de Frattini, que refletem a ansiedade italiana com relação à operação da Otan.

"A coalizão estava em completo acordo há duas semanas na reunião do grupo de contato em Abu Dhabi: nós temos de intensificar a pressão sobre Gaddafi. Qualquer pausa nas operações arriscaria permitir que ele ganhe tempo e se reorganize", disse Valero a jornalistas.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, tem a mesma opinião da França. "A ação correta no momento é aumentar a pressão sobre Gaddafi".

Em Roma, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores minimizou os comentários de Frattini, dizendo que essa não era uma proposta específica italiana e que isso havia sido discutido com os outros numa reunião no Cairo em 18 de junho com autoridades da União Europeia, da Organização das Nações Unidas (ONU), africanas e árabes.

"Não há nenhuma proposta italiana específica sobre isso. O que o ministro Frattini disse no Parlamento nesta manhã é que a Itália está interessada em estudar todas as ideias que possam aliviar o sofrimento dos civis", disse o porta-voz.

Ele afirmou que o cessar-fogo, uma ideia que a ONU tem lançado sem sucesso há algum tempo, poderia se aplicar a Misrata, sob controle dos rebeldes, e à região das montanhas ocidentais.

Ao mesmo tempo, o chefe da União Africana disse em Addis Ababa que o Ocidente mais cedo ou mais tarde teria de aceitar um plano de cessar-fogo da UA, dizendo que os bombardeios aéreos não estavam funcionando.

"(A campanha de bombardeios) era algo que eles achavam que levaria 15 dias", disse Jean Ping, presidente da Comissão da UA, à Reuters. "O impasse já está aí. Não há outra forma (a não ser o plano da AU). Eles vão (aprová-lo)."

A Organização da Conferência Islâmica, um grupo de 57 países muçulmanos com sede na Arábia Saudita, também disse ter enviado uma delegação à Líbia na quarta-feira para mediar as negociações. Ela iria se encontrar com os rebeldes em Benghazi e com funcionários de Gaddafi em Trípoli, disse um comunicado, sem dar detalhes.

MUDANÇA CHINESA

O debate sobre um cessar-fogo ocorre enquanto os rebeldes líbios, que têm feito um progresso constante obtendo apoio no exterior e isolando Gaddafi no cenário internacional, ganharam o reconhecimento de Pequim como um "parceiro do diálogo".

"A China vê vocês como um importante parceiro do diálogo", disse em Pequim o ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, a Mahmoud Jibril, ao chefe diplomático do Conselho Nacional de Transição rebelde com sede em Benghazi.

Os comentários foram publicados em uma declaração no site do Ministério das Relações Exteriores da China (www.mfa.gov.cn).

 

Rússia: frente única com China em questões internacionais

21 de Junho de 2011

Moscou - Rússia e China anunciaram formalização de acordo bilateral sobre questões básicas de política externa. Os governos de Moscou e Beijing manifestaram suas oposições às intervenções estrangeiras em eventos que ocorrem nos países árabes e invocaram solução política da crise na Líbia e da questão do programa nuclear iraniano. Este foi o mais importante resultado do encontro do presidente da Rússia, Dmitri Medevedev, com seu colega chinês, Hu Jintao, no Kremlin.

De acordo com o comunicado divulgado, a posição comum dos dois países revela que, na próxima vez, tanto o governo de Moscou, quanto o governo de Beijing serão "mais atentos" durante a votação no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), considerando que em toda a região da África do Norte, assim como, da região do Grande Oriente Médio desenvolvem suas atividades gigantescos monopólios de ambos os países e, que ambos já estão contabilizando suas "perdas" econômicas, tanto pelas evoluções na Líbia, quanto por causa das sanções aplicadas contra o Irã.

Contudo, no campo econômico bilateral não foi possível para os dois países formalizarem acordo sobre a questão de preço do gás natural russo. A Rússia insiste na "preço médio internacional" de US$ 352 para cada 1.000 metros cúbicos, enquanto, a China oferece US$ 250, preço que paga para cada 1.000 metros cúbicos de gás natural da Ásia Central.

Nas duras negociações do bazar de preços envolvem-se tanto as relações e os planos energéticos da Rússia com os países da União Européia (UE), quanto a "penetração" chinesa na Ásia Central e a busca da China para reavaliar suas relações com a UE.

Compra de navios franceses pela Rússia preocupa os EUA

São Petersburgo - Os governos da Rússia e da França formalizaram acordo superior a 1,1 bilhão de euros para a compra de dois navios de guerra classe Mistral fabricados pela França, em um negócio que constitui o maior acordo militar entre um país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - a França - e a Rússia. A formalização ocorreu durante a realização do fórum econômico que acontece aqui, em São Petersburgo.

Os navios adquiridos pela Rússia têm capacidade para transportar 16 helicópteros e dezenas de tanques de guerra, além de um não revelado número de soldados, e podem navegar em águas rasas.

 

Pois é, Crime de Guerra é só de um lado... Pirata pode tudo... Pirata pode tudo. Pirata pode tudo???

Líbia: Otan se defende de críticas às operações militares

TRÍPOLI, Líbia, 21 Jun 2011 (AFP) - A Otan, acusada pelo regime líbio de causar a morte de 24 civis, em 48 horas de bombardeios, defendeu nesta terça-feira, numa coletiva de imprensa, sua reputação e credibilidade.

Segundo o porta-voz da missão da Líbia, o tenente-coronel Mike Bracken, a "Otan toma todas as precauções possíveis para evitar a morte de civis" e negou que este tipo de erro ponha em dúvida sua credibilidade, como acusou o chefe da diplomacia italiana, Franco Frattini.

Na segunda-feira, a Otan efetuou um ataque aéreo ao subúrbio de Sorman, a oeste de Trípoli, que provocou - de acordo com o regime líbio - a morte de 15 pessoas, entre elas três crianças.

O alvo, atingido por oito mísseis, foi a residência de Khuildi Hmidi, que fazia parte do conselho de comando da revolução de 1969 que levou Kadhafi ao poder.

Um jornalista da AFP levado ao local junto com outros correspondentes estrangeiros viu vários edifícios destruídos. Em seguida ele foi conduzido ao hospital de Sabratha, a cerca de 10 km de Sorman, onde observou nove corpos, entre eles os de duas crianças, e partes de outros, incluindo os de uma criança.

Bracken reconheceu o erro em relação ao bombardeio que causou nove mortes na capital líbia e lamentou o ataque acidental a rebeldes, em Brega, mas insistiu em que o "alvo em Sorman era militar" e que a operação visava um "ataque preciso" contra um centro de comando e de controle de alto nível".

A Aliança já foi obrigada a reconhecer dois erros: admitiu ter matado no domingo nove civis em um bombardeio em Trípoli e ter atacado uma coluna de veículos da rebelião em Brega (leste), no dia 16 de junho.

Esses acontecimentos foram motivo de fortes críticas. Coincidindo com a visita a Pequim do primeiro-ministro do Conselho Nacional de Segurança (CNT, órgão político da rebelião), Mahmud Jibril, o governo chinês assegurou nesta terça-feira que a situação atual na Líbia "não pode durar mais" e conclamou ambas as partes a negociar uma "solução política".

"A Otan coloca em jogo a sua credibilidade. Não podemos correr o risco de matar civis", disse na segunda-feira o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini.

Mas a maior contestação é feita pelos Estados Unidos, onde vários congressistas ameaçaram interromper o financiamento da operação porque o presidente Barack Obama não consultou o Congresso sobre seu envolvimento no conflito.

Por sua parte, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, reafirmou nesta terça-feira que o Reino Unido tem recursos para manter a missão militar na Líbia "por tanto tempo quanto for necessário". Cameron estava visivelmente exasperado com as recentes críticas de altos comandos militares que afirmam que o exército não poderá aguentar muito tempo.

A organização Human Right Watch denunciou nesta terça-feira que as forças de Kadhafi colocaram minas em Nafusa (ao sul de Trípoli) onde os rebeldes tentam avançar até a capital.

Ainda nesta terça-feira, a Otan reconheceu a perda de um helicóptero não tripulado, embora negue que o aparelho tenha sido derrubado, segundo um porta-voz.

A Aliança Atlântica reconheceu nesta terça-feira a perda de sua primeira aeronave na Líbia, um helicóptero pilotado por controle remoto que realizava uma missão de vigilância nas imediações de Zliten (oeste), embora tenha desmentido que a máquina foi abatida, tal como havia anunciado pouco antes a televisão líbia.

A televisão estatal chegou a divulgar imagens da carcaça da aeronave, que identificou como um Apache, derrubado em Zliten, 160 quilômetros a leste da capital e 40 quilômetros a oeste da cidade rebelde de Misrata.

Posteriormente, funcionários de defesa americanos informaram que a aeronave era na realidade um Fire Scout, um novo tipo de helicóptero não tripulado americano.

A perda dessa aeronave ocorre no momento em que a operação militar da Otan na Líbia está sendo criticada após a morte de 24 civis em apenas 48 horas em bombardeios da Aliança em Sorman (oeste) e em Trípoli, segundo o regime do coronel Kadhafi.

 

 

Árabes preparam recurso jurídico para apoiar incorporação da Palestina à ONU

Cairo, 21 jun (EFE) - A Liga Árabe preparou um expediente jurídico como parte de um plano de mobilização "para apoiar o pedido dos palestinos de se incorporar à ONU como membros plenos", informou nesta terça-feira uma fonte oficial.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral adjunto da organização, Ahmed bin Heli, em declarações à imprensa no Cairo, onde também declarou que o documento foi preparado por um comitê encarregado de seguir a solicitação árabe de adesão da Palestina à ONU.

O expediente será apresentado oficialmente na próxima reunião do comitê de acompanhamento da iniciativa de paz, na qual também serão analisadas as recomendações e os passos a serem seguidos, detalhou Bin Heli.

Além disso, destacou a perseverança palestina e árabe de recorrer ao Conselho de Segurança da ONU para conseguir a incorporação plena da Palestina à organização supranacional.

O secretário-geral lembrou que até agora mais de 122 países de um total de 192 membros da ONU reconheceram o Estado palestino, e entre os que não o fizeram figuram países do Caribe, dois da África e 24 da Europa.

Bin Heli destacou a importância de que os Estados árabes realizem reuniões com esses países em nível ministerial para conseguir o reconhecimento.

Também ressaltou que o comitê de acompanhamento da iniciativa de paz deve se mobilizar para obter apoio, já que ainda há países europeus que titubeiam em apoiar a adesão da Palestina à ONU, além dos Estados Unidos, que até agora não respaldam a ideia.

"Nós definimos nossa posição sobre esse assunto porque nossos irmãos palestinos estão decididos a recorrer à ONU depois da paralisia total e do fechamento de todas as portas nas negociações de paz palestino-israelenses", concluiu Bin Heli.

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"...Nada poderia ser mais distante da verdade. E, perdoem-me, é absurdo recorrer ao alvorecer da história, para concluir sobre quem ‘mereceria’ ser dono da Palestina de hoje. Contudo, os judeus fazem exatamente isto, e tenho de responder a este “clamor histórico”. Pergunto-me se algum dia houve no mundo fenômeno mais estranho do que um grupo de pessoas pretenderem, seriamente, reclamar direitos sobre uma terra, sob a alegação de que seus ancestrais ali teriam vivido há 2.000 anos!

 Se lhes parecer que argumento em causa própria, convido-os a ler a história documentada do período e verificar os fatos. Registros fragmentados, que são os que há, indicam que os judeus viviam como nômades e chegaram do sul do Iraque ao sul da Palestina, onde permaneceram por pouco tempo; e então moveram-se para o Egito, onde permaneceram por cerca de 400 anos. À altura do ano 1300 a.C. (pelo calendário ocidental), deixaram o Egito e gradualmente dominaram alguns - mas não todos - os habitantes da Palestina.

 É significativo que os Filisteus - não os judeus - tenham dado nome ao país. “Palestina” é, simplesmente, a forma grega equivalente a “Philistia”.

Só uma vez, durante o império de David e Salomão, os judeus chegaram a controlar quase toda - mas não toda - a terra que hoje corresponde à Palestina. Este império durou apenas 70 anos e terminou em 926 a.C. Apenas 250 anos depois, o Reino de Judá já estava reduzido a uma pequena província em torno de Jerusalém, com território equivalente a 1/4 da Palestina de hoje.

Em 63 a.C., os judeus foram conquistados pelo romano Pompeu, e nunca mais voltaram a ter nem vestígio de independência. O imperador Adriano, romano, finalmente os subjugou em circa 135 d.C. Adriano destruiu Jerusalém, reconstruiu-a sob outro nome e, por centenas de anos, nenhum judeu foi autorizado a entrar na cidade. Poucos judeus permaneceram na Palestina; a enorme maioria deles foram assassinados ou fugiram para outros países, na Diáspora, ou Grande Dispersão. Desde então, a Palestina deixou de ser terra dos judeus, por qualquer critério racional admissível.

Isto aconteceu há 1.815 anos. E os judeus ainda aspiram solenemente à propriedade da Palestina! Se se admitir este tipo de fantasia, far-se-á dançar o mapa do mundo!

Os italianos reclamarão a propriedade da Inglaterra, que os romanos dominaram por tanto tempo. A Inglaterra poderá reclamar a propriedade da França, “pátria” dos normandos conquistadores. Os normandos franceses poderão reclamar a propriedade da Noruega, “pátria” de seus ancestrais. Os árabes, além disto, poderemos reclamar a propriedade da Espanha, que dominamos por 700 anos. Muitos mexicanos reclamarão a propriedade da Espanha, “pátria” de seus pais ancestrais. Poderão exigir a propriedade também do Texas, que pertenceu aos mexicanos até há 100 anos. E imaginem se os índios norte-americanos reclamarem a propriedade da terra da qual foram os únicos, nativos, ancestrais donos, até há apenas 450 anos!"

*Extraido de PALESTINA, 1947, DOCUMENTO

A carta abaixo, de 1947 e dirigida "AOS CIDADÃOS NORTE-AMERICANOS", foi-me mostrada, em inglês, pelo Embaixador Arnaldo Carrilho há alguns anos. Na ocasião, o embaixador precisava da carta traduzida, para uma conferência que faria em São Paulo, recém-chegado de volta ao Brasil, o embaixador Carrilho, do posto em que servira, em Ramallah, na Palestina.

Eu a traduzi, claro, e a carta foi distribuída ao público que assistiu à conferência do Embaixador Arnaldo Carrilho, há dois, quase três anos, em São Paulo.

Agora, eu em computador novo e sem acesso ao  àquela tradução, resolvi procurar na internet, na esperança de que a carta, traduzida, aparecesse em algum blog. Fiquei felicíssima ao ver que, sim, apareceu em vários blogs, exatamente a minha tradução, nem sempre com créditos (que não reivindico nunca), mas, sem dúvidas, a minha tradução. Por exemplo, pra citar um, em "Diário da África" , em http://www.diariodaafrica.com/2009/02/como-os-arabes-veem-os-judeus.html. Aí vai, então, que a carta é outra vez muito oportuna.

A carta foi escrita pelo Rei Abdullah da Jordânia, avô do atual Rei Hussein, o que não muda nada, e ajuda a localizar no tempo. Foi escrita em 1947, seis meses antes da guerra Israel-árabes, de 1948, quando, em todo o mundo, os sionistas europeus arregimentavam pessoas para mandar para a Palestina.

É documento precioso, cuja leitura e divulgação entre nós devemos completamente ao Embaixador Arnaldo Carrilho, que hoje, outra vez, serve o Brasil, hoje na embaixada brasileira em Piongueangue, República Popular Democrática da Coreia, especialista que é, o embaixador Carrilho, em representar o Brasil em lugares complexíssimos.

Alô, alô, Arnaldo, cuide-se , por aí! Obrigada, mais uma vez.

Caia Fittipaldi

LEIAM A CARTA.

AOS CIDADÃOS NORTE-AMERICANOS

Como os árabes vêem os judeus (*)

Carta de SM, Rei Abdullah ibn Hussein

Data: Novembro de 1947, à revista "American Prospect", Nova York, EUA

REI ABDÁLLAH I. "As the Arabs see the Jews". The American Magazine, novembro, 1947. Na internet, em inglês, em http://www.kinghussein.gov.jo/kabd_eng.html , com a seguinte introdução: “Esse fascinante ensaio, escrito pelo avô do rei Hussein, Rei Abdállah I, foi publicado nos EUA, seis meses antes do início da Guerra de 1948, entre israelenses e palestinenses". Em português, pode ser lido, dentre outros blogs, em Blog do Nassif, http://blogln.ning.com/profiles/blogs/como-os-arabes-veem-os-judeus. Trad. Caia Fittipaldi, SP. Tradução de trabalho, para finalidades acadêmicas, sem valor comercial. (Leitura sugerida pelo Embaixador Arnaldo Carrilho, em palestra em São Paulo, em 2007).

http://grupobeatrice.blogspot.com/2010/06/aos-cidadaos-norte-americanos.html

 

Re: A Rússia e a China desafiam a NATO
 

Será que matar civis dá prazer ao ianque pirata e a seus comparsas??? Vão fazer de Trípoli uma nova Iuguslavia, um novo Paquistão??? Até quando vão usar esses brinquedos assassinos contra civis??? É essa a ajuda humanitária dos PIRATAS da OTAN??? Quando isso vai ter fim??? Osama Bin Laden era mesmo um terrorista a ser morto??? Saudades tenho eu dos bons tempos de Nuremberg... Como disse mesmo o divino Celso Amorim??? Ah, tá... "Quem matou o facínora???" Esse tal de Antonio Patriota é muito FRACO. Que saudade tenho do Celso e, do Guimarães... Por falar nele, como deve estar o representante do PMDB, o INEPTO Moreira Franco??? O PMDB está satisfeito com ele??? O que é um CO-Governo??? Eu acho que está mais que na hora de OPOSIÇÃO ao DESgoverno Dilma!!

Helicóptero perdido na Líbia é novo tipo de drone americano

WASHINGTON, EUA, 21 Jun 2011 (AFP) -O helicóptero teleguiado que perdeu contato com o centro de controle da Otan na Líbia é um Fire Scout, um aparelho americano não tripulado, informaram funcionários da defesa dos Estados Unidos, que revelaram assim uma nova aeronave robótica de guerra.

"Não sabemos ainda por quê o centro de comando da Otan em Nápoles, Itália, perdeu contato com o Fire Scout MQ-8B", disse à AFP um funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que pediu anonimato.

A Otan reconheceu nesta terça-feira a perda de um helicóptero teleguiado que executava uma missão de vigilância na Líbia, mas negou que um de seus helicópteros de ataque tenha sido derrubado.

O centro de comando da Aliança em Nápoles, Itália, perdeu contato com o helicóptero teleguiado às 7H20 GMT (4H20 de Brasília), informa em um comunicado o porta-voz da Otan, Mike Bracken.

"O helicóptero não tripulado estava efetuando tarefas de vigilância e reconhecimento sobre a Líbia para observar as forças pró-Kadhafi que ameaçam a população civil. Estamos investigando o motivo do incidente", afirma a nota.

"A Otan confirma que não perdeu nenhum helicóptero de combate durante a operação Protetor Unificado e divulgará mais informações sobre o incidente quando estiverem disponíveis", acrescenta o comunicado de Bracken.

 

Diretor do Escritório de Armas nos EUA deve renunciar por tráfico, diz mídia

20/06/2011

DE SÃO PAULO - O diretor do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos dos Estados Unidos, Kenneth Melson, deve renunciar nos próximos dias diante das suspeitas de que uma operação do órgão não impediu que supostos contrabandistas comprassem grande número de armas.

O escândalo envolvendo a operação "Fast and Furious " (Velozes e Furiosos, em tradução livre) é o maior a afetar o órgão em quase 20 anos.

A renúncia foi confirmada por fontes ligadas a Melson, diretor do órgão desde abril de 2009, e citadas pela rede de TV CNN e o jornal "Wall Street Journal".

O governo Barack Obama, segundo o "Wall Street Journal", estuda nomear Andrew Traver, chefe do escritório da agência em Chicago, para a vaga de Melson. Traver era o nome indicado por Obama para ocupar o cargo, mas não foi aprovado pelo Senado por oposição da Associação Nacional de Rifles dos EUA, que alega que ele tem hostilidade aos donos de armas.

Melson é o nome de mais alto escalão a ser envolvido no escândalo da operação "Velozes e Furiosos", realizada entre 2009 e 2010 para monitorar compra de armas por supostos traficantes.

A ideia da agência era conseguir reunir provas suficientes contra os maiores traficantes de armas que servem aos cartéis mexicanos. A agência instalou, para tal, câmeras de vigilância em várias lojas e vigiou por meses os compradores.

Em uma audiência na Câmara dos deputados nesta semana, o deputado Darrell Issa mostrou documentos que provam que Melson estava diretamente envolvido na operação.

O diretor tinha, inclusive, acesso a câmeras instaladas em lojas de armas que cooperavam com a operação e podia ver os compradores suspeitos adquirindo armas como rifles AK-47.

Os erros na operação vieram a tona depois de um tiroteio no Arizona, em dezembro passado, que matou um agente de fronteira dos EUA. Duas das armas apreendidas foram compradas em uma loja que fazia parte da operação.

Legisladores republicanos acusam a agência de não ter tomado os cuidados necessários e dizem que ela deveria saber que ao menos parte das milhares de armas vendidas nas lojas vigiadas iriam para o México ou seriam usadas em crimes nos EUA.

Dentro do próprio escritório houve críticas a estratégia de apenas vigiar a compra de armas ilegais, em vez de prender os compradores suspeitos.

A administração Obama está lidando com cautela com o caso. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse na sexta-feira: "Eu posso lhes dizer que, como o presidente já disse, ele não sabia e não autorizou esta operação".

 

Sarkozy pede união para salvar euro e ajudar Grécia

16/06/2011

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, fez um apelo nesta quinta-feira para que outros líderes europeus encontrem com urgência a melhor forma de ajudar a Grécia a resolver sua crise financeira, preservando assim a zona do euro.

"Precisamos defender nossa moeda única e as instituições europeias", afirmou.

"Temos de deixar para trás nossas disputas nacionais para voltarmos a encontrar a sensação de que compartilhamos um destino comum", disse Sarkozy.

O presidente francês se refere ao maior ponto de discórdia sobre o segundo pacote de resgate financeiro proposto para a Grécia, que deve cobrir os próximos três anos.

Vários países, incluindo a Alemanha, querem que bancos privados que possuam bônus da dívida grega contribuam com o pacote.

Outros, como a França, temem que, se isso acontecer, a Grécia possa ser declarada inadimplente, contagiando o sistema financeiro internacional. O Banco Central Europeu compartilha da posição francesa.

Pacote

Nesta quinta-feira, o partido socialista do primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, convocou uma reunião de emergência após a tentativa fracassada do premiê de formar um governo de unidade nacional com a oposição, no dia anterior.

Papandreou teria prometido nomear um novo gabinete até a sexta-feira e submeter a nova administração a um voto de confiança parlamentar no domingo.

O principal objetivo do novo governo seria a aprovação, até o fim do mês, de mais medidas de austeridade impostas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), para que a Grécia continue recebendo parcelas de ajuda financeira necessárias para que o país honre os pagamentos de sua dívida.

A parcela de 12 bilhões de euros (R$ 27,3 bilhões) que o país espera receber em julho é parte do primeiro pacote de resgate, de 110 bilhões de euros (R$ 250,8 bilhões) aprovado no ano passado.

O primeiro pacote exigiu um grande esforço por parte dos gregos, mas foi considerado insuficiente para equilibrar a economia do país, mais atingida que o calculado por uma recessão.

As negociações para um segundo pacote devem ocorrer em julho.

As medidas de austeridade são altamente impopulares na Grécia. Boa parte dos parlamentares do país alega que a população já fez sacrifícios demais. Outros dizem que as medidas aprofundariam ainda mais a recessão grega.

Na quarta-feira, cerca de 40 mil pessoas protestaram em frente ao Parlamento, na capital, Atenas, contra as medidas. Houve confronto entre manifestantes e a polícia.

Luz

Apesar da crise, o chefe da delegação grega para o Parlamento europeu, Stavros Lambrinidis, disse que o país vem fazendo progressos.

"Só no ano passado, a Grécia reduziu seu déficit em 5%, a maior redução na história da zona do euro. Tivemos o segundo maior aumento da receita da União Europeia e cortamos cerca de 10% dos funcionários públicos", disse ele.

Lambrinidis disse que todos ganhariam se forem oferecidas condições mais razoáveis aos gregos.

"Qualquer povo que enfrenta medidas severas de austeridade em uma democracia precisa ver luz no fim do túnel."

"Acredito que podemos convencer a população de que a situação é muito, muito difícil e, desta forma, a solidariedade é necessária nesse momento."

 

EUA: Congresso disposto a enfrentar Obama por operação na Líbia

WASHINGTON, 19 Jun 2011 (AFP) -Três meses depois do início das operações militares na Líbia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se prepara para enfrentar esta semana o Congresso, onde vários legisladores o reprovam por não ter pedido autorização para a intervenção no país norte-africano.

Pela primeira vez desde o início dos bombardeios em março, o presidente republicano da Câmara de Representantes, John Boehner, ameaçou na quinta-feira bloquear o financiamento da missão dirigida contra o regime do coronel Muamar Kadhafi.

"O Congresso tem a faca e o queijo na mão", lembrou. Em comunicado publicado na sexta-feira, destacou que "esta semana, nossos membros analisarão todas as opções possíveis para que a administração preste contas".

Os furiosos legisladores se basearão em revelações publicadas este sábado no jornal The New York Times, segundo as quais a Casa Branca ignorou as opiniões de dois advogados de sua administração, que estimaram que a intervenção na Líbia devia ser autorizada pelo Congresso, como exige uma lei de 1973 sobre "poderes de guerra", que limita as prerrogativas do presidente em caso de operações militares no exterior.

Este texto - aprovado após a guerra do Vietnã - estipula que, sem a autorização do Congresso, as tropas americanas devem iniciar sua retirada após 60 dias de operações no exterior e concluí-la em 90 dias. No que diz respeito às operações na Líbia, este prazo expira na noite deste domingo.

Legisladores dos dois partidos se queixam de que o governo tampouco respeitou a Constituição, que dá ao Congresso o poder de declarar a guerra.

O governo enviou na quarta-feira ao Congresso um informe de 32 páginas, no qual explica que a missão americana só tem um papel de "apoio" à Otan. A Casa Branca assegurou que Obama não foi além de suas prerrogativas, nem violou a lei de 1973.

Mas os legisladores não dão o braço a torcer: o Congresso devia ter sido consultado.

Até mesmo o senador democrata por Illinois (norte), Richard Durbin, muito próximo de Obama, tomou distância do presidente neste tema.

"Penso que nosso envolvimento na Líbia é um assunto que devia ser tratado no âmbito da lei sobre os poderes de guerra", afirmou na quinta-feira.

Com este espírito, o Senado analisará em breve uma resolução que autoriza explicitamente a operação na Líbia, cujo texto foi elaborado pelo democrata John Kerry e seu colega republicano, John McCain, ao fim de longas negociações.

O secretário de Defesa, Robert Gates, deu as boas-vindas este domingo na emissora Fox à iniciativa e repetiu que a administração não havia violado a lei. Além disso, segundo ele, a estratégia de Obama é a correta porque o regime de Kadhafi está "a cada dia mais frágil".

Segundo McCain, é preciso uma votação no Congresso para respeitar a lei de 1973. Por outro lado, o senador criticou seu próprio partido - e em particular os pré-candidatos presidenciais de 2012 -, aos quais acusa de isolamento.

"Não podemos repetir os erros dos anos 30, quando os Estados Unidos não fizeram nada enquanto aconteciam coisas teríveis no mundo", afirmou no domingo à emissora ABC.

Paralelamente, uma dezena de legisladores dos dois partidos apresentou na quarta-feira um pleito contra Obama para "proteger os demandantes e o país" diante da política do presidente na Líbia.

A guerra na Líbia é cada vez mais impopular. Segundo pesquisa recente da rede CBS, seis em cada dez americanos pensam que o país não deveria se envolver no conflito.

 

Resoluções da ONU sobre a Síria serão vetadas, diz Medvedev

19/06/2011

DA FRANCE PRESSE - Moscou utilizará seu direito a veto na ONU (Organização das Nações Unidas) contra toda resolução sobre a Síria, por medo de que o Ocidente acabe bombardeando este país tal como está fazendo com a Líbia, apesar de que Damasco tem mortos "em sua consciência", disse o presidente russo, Dimitri Medvedev, durante entrevista tornada pública este domingo pelo Kremlin.

"A Rússia utilizará seu direito (de veto) enquanto membro permanente do Conselho de Segurança" da ONU, advertiu Medvedev nesta entrevista ao jornal "Financial Times", argumentando que a coalizão internacional que intervém na Líbia fez uma interpretação abusiva da resolução que autorizava fazer ataques aéreos.

"Escreverão em uma resolução, 'condenamos o uso da força na Síria' e em seguida alguém enviará aviões. Então nos dirão: 'Bem, está escrito que condenamos e aí está, condenamos e enviamos alguns bombardeiros'", justificou.

"Na resolução, uma coisa estará escrita, mas os atos serão completamente diferentes", acrescentou.

No entanto, Medvedev reconheceu que o presidente sírio, Bashar al Asad, é o responsável pelo sangue derramado, embora tenha assegurado também que acredita nas promessas de reformas feitas por Assad, ainda que tenham chegado tarde demais.

"Humanamente, o presidente Assad me dá pena (...), me parece que quer mudanças políticas em seu país, quer reformas, mas ao mesmo tempo, chega com atraso e como consequência disto, há vítimas que poderiam ter sido evitadas e que, sem dúvida, ficarão em grande parte na consciência daqueles que estão no poder'", explicou.

A violenta repressão de um movimento popular contra o regime sírio, iniciado em 15 de março, teria causado mais de 1.200 mortos e outros 10.000 opositores teriam sido detidos, segundo ONGs.

 

 

18/06/2011: Irã diz que em breve lançará cápsula com macaco ao espaço

 O Irã anunciou neste sábado (18) que planeja enviar três novos foguetes ao espaço nos próximos meses, incluindo um no qual poderia viajar um símio, para avançar em seu propósito de enviar um homem ao espaço por volta de 2020.

O anúncio, feito pelo chefe do programa espacial iraniano, Hamid Fazeli, ocorre dias depois de o país pôr em órbita seu segundo satélite 'de fabricação nacional', batizado "Rashad".

Após o bem-sucedido lançamento do Rashad, o próximo objetivo é enviar ao espaço o Kavoshgar 5, que levará a bordo animais, explicou em declarações à agência 'Irna', nas quais precisou que "este ser vivo é um tipo de macaco especial, pequeno, um Rhesus, que tem boa resistência".

O novo satélite, cujo peso será de cerca de 285 quilos, será lançado entre 22 de julho e 22 de agosto.

Na última quarta-feira (15), o Irã deu um passo adiante com o lançamento do satélite "Rashad", que orbitará em torno da terra durante 40 dias.

O programa espacial iraniano é visto com suspeita pelas grandes potências, já que algumas das aplicações para o lançamento de satélites servem também para melhorar o sistema dos mísseis balísticos (elementar meu caro Watson).

 

 

Em meio a tensão com vizinhos, China vai aumentar força costeira

17/06/2011

DA REUTERS, EM PEQUIM - A China vai ampliar suas forças de segurança costeiras, incorporando mais navios e 6.000 funcionários, informou nesta sexta-feira a mídia estatal. A medida tende a elevar as tensões com países com os quais a China mantém uma disputa sobre águas territoriais onde se acredita haver vastas reservas de petróleo e gás.

A expansão foi anunciada dois dias depois de o país ter enviado seu maior navio civil de patrulhamento para o Mar do Sul da China. As Forças Marítimas Chinesas de Vigilância, que serão ampliadas, são uma agência paramilitar destinada a impor o cumprimento da lei, patrulhando as águas territoriais do país.

Essas decisões mostram a resolução do governo chinês de proteger o que considera seus "direitos marítimos e de soberania", que, segundo diz, estão sendo cada vez mais violados num momento em que crescem as disputas territoriais no Mar do Sul da China. Mas os outros países que também reivindicam direitos estão dispostos a demonstrar que não vão retroceder.

As Filipinas enviaram seu maior navio de guerra para patrulhamento numa área disputada perto da ilha filipina de Luzon, a principal do país.

"A Marinha realiza patrulhamento costeiro regular e não deveríamos relacionar o envio do navio Rajah Humabon ao do vaso marítimo da China", disse um porta-voz do Departamento de Defesa das Filipinas, Eduardo Batac.

O secretário de Assunto Externos Albert del Rosario se encontrou com diplomatas de nove outros países da Associação das Nações do Sudeste Asiático, em Manila. A entidade pediu que se chegue a uma posição comum para solucionar a disputa.

As forças marítimas da China terão 16 aviões e 350 navios no término do plano quinquenal estatal, em 2015, e um contingente de mais de 15 mil pessoas e 520 navios por volta de 2020, de acordo com a imprensa oficial, que citou como fonte um alto funcionário não identificado. Não foram informados valores.

"Nos últimos anos está havendo um número cada vez maior de intromissões de navios e aviões estrangeiros em águas e no espaço aéreo chinês", disse o jornal "China Daily".

Segundo o diário, as forças costeiras registraram a entrada não autorizada de 1.303 navios e 214 aviões estrangeiros em 2010 enquanto em 2007 o número total de casos foi 110.

As tensões no Mar do Sul da China aumentaram nos últimos meses diante da preocupação da China em ser mais firme em relação às águas, das quais uma parte é também reivindicada por Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã.

Um comentário da agência oficial de notícias Xinhua põe a culpa unicamente na intromissão dos Estados Unidos na disputa.

Os comunicados dos Estados Unidos encorajaram os vizinhos da China, de acordo com o artigo da agência. "Somente depois disso eles ousaram adotar uma postura muito dura na expressão de suas posições", diz o comentário.

 

 

 

FMI decepcionado com economia americana e preocupado com Zona do Euro

 SÃO PAULO, 17 Jun 2011 (AFP) -O Fundo Monetário Internacional mostrou-se decepcionado nesta sexta-feira com a redução do crescimento dos Estados Unidos, mais forte que o previsto, e preocupado frente à evolução da crise da dívida pública na Zona do Euro, apesar da boa saúde de Alemanha e França.

Em uma atualização de suas previsões econômicas, financeiras e orçamentárias semestrais divulgada em São Paulo, o FMI reduziu sua previsão de crescimento para a maior economia mundial. O organismo prevê apenas uma taxa de 2,5% em 2011, contra 2,8% em sua previsão de abril e 3,0% na anunciada em janeiro.

Este "enfraquecimento da atividade maior do que o previsto" é "em parte devido a fatores passageiros, entre eles o aumento dos preços das commodities, o mau tempo e as perturbações da cadeia de produção na indústria americana provocadas pelo terremoto no Japão", explicaram os economistas da instituição de Washington.

O Fundo pediu que o Congresso respeite imediatamente o teto legal da dívida pública do Estado federal, que é hoje refém de divergências entre parlamentares republicanos e democratas em torno do orçamento.

Ao apresentar este relatório na capital econômica do Brasil, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, considerou que existem "riscos muito claros" para a retomada mundial, citando - além do crescimento decepcionante nos Estados Unidos - a crise da dívida na Zona do Euro e o risco de superaquecimento em alguns países emergentes.

A economia mundial também sofreu com o terremoto japonês e com o petróleo caro.

Se o FMI praticamente manteve sua previsão para o crescimento mundial em 2011, para 4,3% contra 4,4% em abril, constatou, entretanto, que "a atividade está prestes a se desaquecer temporariamente".

"Pelo contrário, o crescimento surpreendeu por seu vigor na Zona do Euro, impulsionado por investimentos mais generosos na Alemanha e na França", saudou o FMI.

Para toda a Zona, o FMI revisou a sua previsão para um aumento de 2,0% em 2011, contra 1,6% anteriormente. A Alemanha terá o crescimento mais elevado do G7, com 3,2%. O da França será de 2,1%.

As menores economias da periferia da Zona do Euro não possuem a mesma saúde. Mergulhados em suas dívidas públicas, elas ameaçam a estabilidade do setor bancário do continente e correm o risco de "atrapalhar a retomada econômica da Europa e, talvez, do mundo", ressaltou Blanchard.

Segundo o FMI, "as autoridades políticas devem se esforçar para obter progressos rápidos na consolidação do sistema financeiro". E a oportunidade de adotar as medidas necessárias "poderá ser perdida de maneira imprevisível".

Ou "na eventualidade de um acontecimento grave no mercado, um choque poderá se reverberar para além da Zona do Euro pelo conjunto da exposição transfronteiriça (dos bancos à dívida desses países) e de um recuo generalizado do apetite pelo risco", explicou o Fundo.

Essa advertência foi lançada no momento em que a Grécia, país para o qual o FMI concedeu em maio de 2010 um empréstimo de 30 bilhões de euros, registra um recrudescimento de sua crise econômica.

O FMI manteve suas previsões para o restante do mundo.

O organismo confirmou que o Japão, atingido em 11 de maço pelo maior terremoto de sua história, registrará uma contração de 0,7% em sua economia este ano. A China permanecerá como a campeã do crescimento, com 9,6%.

Referindo-se à China e ao Brasil, o economista-chefe do Fundo alertou, entretanto, os emergentes para o risco de "superaquecimento", em um momento de alta da inflação nos dois países.