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A utilização da imprensa nos interesses do crime

Do Roteiro de Cinema

Resumo das relações entre Cachoeira e os jornalistas Renato (Correio Brasiliense) e Policarpo (Veja).

DA UTILIZAÇÃO DA IMPRENSA NOS INTERESSES DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA 

Com a leitura cuidadosa dos documentos da Operação Monte Carlo pode-se concluir que a quadrilha de CARLINHOS Cachoeira, através DADÁ e JAIRO, usava jornais e revistas para promoção de suas atividades econômicas ilegais, mas também como ferramenta de ajuda a aliados, chantagem e recrutamento de agentes públicos corruptos.  

Mostra POLICARPO JÚNIOR, Editor da Veja em Brasília, encomendando ao grupo criminoso uma fita obtida de maneira ilegal dentro do Hotel Naoum, enquanto o contraventor e seu sócio Senador DEMÓSTENES conspiram para "por fogo na República" e desestabilizar o governo DILMA ROUSSEFF 

Excertos dos documentos da OPERAÇÃO MONTE CARLO

 


 




"Ou seja, é muito comum a ORGCRIM contatar jornalistas para auxiliá-los através de reportagens, em tese, direcionadas."


AS RELAÇÕES DA QUADRILHA DE CACHOEIRA COM POLICARPO E A VEJA:

 
 C = CACHOEIRA D = DEMÓSTENES Chico = DADÁ e Poli = POLICARPO


                      

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Acho que vou ter que começar fazer um índice onomástico, de tanto personagem que tem aparecido nessa trama. E providenciar um par de óculos, que ler esses textos PDF já está me dando dor de cabeça.

Mas o enredo está muito bom.

 

Esse título,que fala em utilização da imprensa nos interesses do crime, poderia ser mudado. Que tal "utilização do crime no interesse da imprensa"? Afinal, certos meios de comunicação ganharam muito dinheiro explorando casos criados pela quadrilha. Se havia vantagens compartilhadas, creio que seria melhor falar em sociedade entre as duas partes.

 

Esse título,que fala em utilização da imprensa nos interesses do crime, poderia ser mudado. Que tal "utilização do crime no interesse da imprensa"? Afinal, certos meios de comunicação ganharam muito dinheiro explorando casos criados pela quadrilha. Se havia vantagens compartilhadas, creio que seria melhor falar em sociedade entre as duas partes.

 

Pois é, a ordem dos tratores não altera o viaduto.

O pig e o Cachoeira tinham os mesmos interesesses. Nasceram um para o outro

 

Juliano Santos

O envolvimento do tal Policarpo parece invocar diversos artigos do codigo penal (e de outros códigos, claro). Primeiro: Policarpo sabia de crimes do Cachoeira e nao revelou. Pelo contrário, maquiou. Segundo: sabia do envolvimento do Demostenes com esses crimes e nao revelou. Pelo contrário: maquiou o senador como paladino da lei. Terceiro: operou de modo a favorecer o grupo criminoso Cachoeira na perseguição de seus eventuais concorrentes. Quarto: buscou, utilizou e, aparentemente, estimulou o uso de recursos criminosos (subornos, criação de testemunhas forjadas, gravaçoes e filmagens ilegais). O que mais queremos? No Rio de Janeiro, o chefe de policia (ou scretario de segurança?) do Garotinho, o tal Alvaro Lins, foi flagrado numa coisa bastante similar: ele foi apontado  (e condenado) como operador de uma das facções criminosas do Rio e de um "empresario de jogos", um tal Rogerio Arantes, para marginalizar os concorrentes. Simples assim. Policarpo operou como agente de uma facção criminosa. E, ao que tudo indica, como operador de um sistema maior de desestabilização do governo federal para golpeá-lo até o limite, a queda. Isto não é novo na América Latina nem no Brasil (vide Jango). Resta saber qual a 'inteligência' que está por detrás da trama maior (o golpe) e qual a participação de forças externas (isto é, se e como se relacionam com os quinta-colunas daqui). Quem acham que isso é teoria conspiratória nunca estudou história dos golpes na A.Latina. Conspiração não é fruto de imaginação minha ou sua - é fruto da 'imaginação' dos conspiradores. E eles têm muita.

 

Publicidade travestida de denúncia... Realmente a criatividade desse pessoal impressiona.

 

Os movimentos de direitos humanos e civis buscam a responsabilização pelos crimes da ditadura. Tentam localizar os participantes , militares e civis , que cometeram crimes de tortura e de morte , porém , a imprensa ficou de fora , ficou impune e com os bônus do período. Estivesse na mira dos que buscam justiça , talvez , tivesse sido mais cuidadosa nas suas associações futuras.

 

No livro "JFK e Marylin" de François Forrestier, o pai de JFK, milionário, com dinheiro ganho com as máfias, além de financiar a carreira do filho, comprava reportagens, com direito a sair na capa da 'Time', inumeras vezes. O que acontece hoje não é diferente. Isto é o chamado mundo livre. Deus nos livre.

 

     A mídia, não apenas no Brasil, mas também no chamado primeiro mundo, é como qualquer outra instituição privada que tem e sempre terá como objetivo o poder, o lucro, a submissão de muitos em prol de poucos.

     Se faz mais do que necessário a regulamentação da mídia no Brasil. Claro que nao é conveniênte uma mídia que trabalhe em prol do governo, assim como não é conveniênte que trabalhe em prol de agentes do capital, deve desempenhar seu papel de fiscalização, seja no âmbito público, seja no privado. 

    Uma mídia séria, estaria informando, educando, ensinando, propagando cultura, conhecimento, cobrando a quem deva, enfim, deveria esboçar a voz de uma sociedade que a devora e não tentar aliena-la e utilizar a mesma como massa de manobra. Mas infelizmente não vejo a curto ou médio prazo vontade política e social para tal regulamentação. Pois quem esta ganhando dificilmente mudará o jogo, e quem esta perdendo muito menos, pois quem sabe o dia de amanhã não é? 

 

Victor Ávila

Gostaria de fazer uma pergunta:

Por que o governo convocou Franklin Martins para ministro com um dos objetivos, o mais claro, criar uma regulamentação da mídia, e depois sentou encima do projeto?

 

Outra pergunta:

Por que nunca aparece escuta dos diálogos com o Policarpo?

 

Tambem me faco a mesma pergunta. Sera que existem mesmo?

 

Porque os governos Lula e Dilma, não têem coragem nem apoio político. São governos que não rasgam contratos.

 

Outra pergunta:

Por que só se fala no Policarpo nesse tema de imprensa?

E o Claudio Humberto, e o Tognolli, o Leonardo Attuch, o Marcio Chaer?

Os nomes que aparecem são sempre os mesmos ...

 

Acho que é por conta do número de telefonemas e pq a gravação que detona o esquema faz referência a ele. Muitas outras virão e o resto tb vai entrar no rolo. O Attuch, com certeza, tá enrolado; aquela história mirabolante de encontrar uma secretária que se empregou três meses antes e pegou todo mundo picando papel e carregando malas de dinheiro, etc... E, daí entrou num táxi pq foi localizada ou sei lá pelo jornalista e, para encurtar, acabou na CPI. Ihhhhh, a gente vai ter é do que falar. Por enquanto, só o "Poli" ( fala sério ) é que tá no fogo mas já já chega o resto.