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A visão de um universitário negro sobre a questão das cotas

Do Amálgama

As cotas raciais vistas por um universitário negro

O sistema de cotas beneficia parte dos negros, os que possuem arcabouço educacional para alcançar uma universidade, mas não os reais necessitados, os pobres de diversas etnias.

Por Éder Souza, estudante de História na USP e professor de História e Geografia

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão unânime, julgou constitucional o uso de cotas raciais nas universidades brasileiras. Antiga demanda do movimento negro e de outros setores da sociedade, as cotas são tidas como uma reparação contra a condição histórica do negro, que chegou nesta terra como escravo e em tal condição permaneceu até 13 de maio de 1888, com a abolição da escravidão consagrada na assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. Mas a abolição não significou a libertação dos negros de todos os preconceitos. O negro continuou marginalizado, sendo negado a ele acesso aos melhores postos de trabalho, sendo vítima do preconceito velado que a sociedade reserva aos afrodescendentes – que, até hoje, possuem indicadores sociais inferiores aos brancos.

O raciocínio pró-cotas é o seguinte. Dada essa injustiça histórica, nada mais válido e justo do que haver uma reparação de tal situação, pois existe uma dívida com o negro desde a escravidão, e uma necessidade urgente de que ela seja paga. O Estado deve ser o responsável para que se solucione estas distorções, e por isso a aplicação do sistema de cotas não é só justa, mas inevitável. Só pessoas racistas, preconceituosas e torpes não veriam justiça nas cotas. Como não dar razão ao ministro do STF, Joaquim Barbosa, quando ele diz que “basta ver o caráter marginal daqueles que se opõem ferozmente a essas políticas”?

Os movimentos pelas ações afirmativas, de maneira incisiva, repetem esses argumentos constantemente e em diversos fóruns, nas universidades, na mídia, etc., e quem discorda é tido como “racista”, contra a inclusão e a favor da opressão, como deixa transparecer uma reportagem da revista Carta Capital chamada “Reações às cotas subestimam o racismo”.

Esse tipo de pensamento unidirecional e simplista nos faz pensar sobre o perigo de uma única história, alertado pela escritora Chimamanda Adichie, que, em um discurso que postarei ao final do artigo, demonstra que quando contamos uma história criamos estereótipos e lugares comuns, o que faz com que um grupo social perca a sua heterogeneidade para se tornar um bloco único, o que abre espaço para a construção de uma “história oficial” contada de acordo com os interesses de certos grupos e para a perseguição aos divergentes.

Como explicado por Adichie, de onde se começa a contar uma história é fundamental para termos uma determinada percepção sobre os fatos. Os favoráveis às cotas argumentam que os negros são 51% da população, contra 49% de brancos, e que a desproporcionalidade da presença das duas etnias nas universidades é gritante. Esse argumento já traz uma falácia e adulteração tremenda. Primeiro, dados do IBGE mostram que a população se declara como sendo branca em sua maioria, 49%; em segundo lugar, pardos, 43%; seguidos dos negros, 7%. Outra questão ignorada pelos apologistas das cotas é que a ciência praticamente eliminou o conceito de raça, pois os genes de alguém de pele branca podem conter mais raízes africanas que os de um negro, e vice versa. Isso posto, o uso do critério “raça” para definir cotas perde a validade e é um retrocesso científico.

Alguns defendem que se deve ter em mente a dimensão social, pois as raças ainda têm aplicabilidade social. Porém, no Brasil, um país miscigenado, esse argumento deve ser relativizado. Obviamente, o preconceito e a discriminação existem por aqui; sabemos que, em certas ocasiões, postos de trabalho e lugares dentro da sociedade são negados a um sujeito devido à cor de sua pele. Mas esse fato não torna o Brasil um país racista em sua essência, pois aqui as etnias convivem de maneira razoavelmente próxima, com poucos conflitos de cunho racial, graças à miscigenação que constituiu o povo brasileiro desde a época colonial, o que não ocorre nos EUA (aliás, de onde a ideia das cotas foi copiada), onde cada etnia tem seu lugar, um branco é branco, um negro é negro, sem apelação, e cada um deve se adequar à cultura particular de seus grupos étnicos, formando guetos. As cotas instituem esse tipo de situação no Brasil, fazendo com que um país que não possui marcado em sua cultura esse racialismo radical, passe a desenvolvê-lo, na contramão do que a ciência tem desvendado, estimulando conflitos étnicos em vez de dirimi-los. E nos resta uma pergunta: quem define quem é negro e quem é branco? Quem arbitra? O Estado? Em breve voltarei a essa questão do arbítrio do Estado.

Outro argumento usado é que as cotas servem para a reparação histórica de um passado de escravidão e opressão vivido pelos negros. Só que há uma questão importante a ser lembrada: a escravidão acabou há 124 anos, e os atuais brancos dificilmente eram senhores de engenho, e muito provavelmente jamais tiveram escravos na vida. Por que teriam que pagar por uma situação ocorrida há mais de um século antes de nascerem? E os descendentes dos italianos que vieram para cá imigrados para trabalhar na lavoura, e dificilmente tiveram escravos? Terão que pagar também? E os descendentes dos alemães que vieram para o Sul e também não tiveram escravos em sua esmagadora maioria, terão que pagar? E os descendentes dos japoneses que chegaram aqui no começo do século XX e foram vítimas de um preconceito quase tão intenso quanto os negros, e, sem incentivo de ninguém, apenas com a própria força, através de educação e disciplina, conseguiram ascender socialmente, terão que pagar? Não faz sentido algum esse senso de justiça retroativa, punindo os homens do presente por atitudes dos homens do passado. Embora se possa argumentar com razão que os atos das gerações anteriores influíram diretamente nos destinos humanos, não é a política de cotas que consertará os reflexos negativos do passado no presente. Não se conserta discriminação com mais discriminação — o que são as cotas em ultima instância –, não se combate privilégio concedendo mais privilégios a determinados grupos, mesmo com argumentos suspeitos de “reparação histórica”.

O que os defensores das ações afirmativas nunca lembram em seus argumentos é que em nenhum local onde as cotas foram implementadas houve alcance dos resultados desejados, e em vez de diminuir os conflitos e as distorções étnicas, elas as ampliaram. Thomas Sowell, renomado economista norte-americano e insuspeito de ser racista (ele é negro), estudou a questão das cotas nos EUA, na Índia e na África. Sua obra Ação afirmativa pelo mundo: Um estudo empírico (2004) revela que as discrepâncias que as cotas queriam diminuir foram não só mantidas, mas ampliadas. Em todos os lugares em que implementou-se a política, houve um aumento significativo dos conflitos entre os grupos beneficiados e os não beneficiados, porque ela era percebida como doadora de privilégios a uma parcela da população em detrimento de outras, não como uma medida justa. Em vista de seu fracasso, na maioria dos lugares onde existiam, as cotas foram revogadas. Caso exemplar é dos EUA, onde a maior parte dos estados já eliminou as ações afirmativas, pois concluiu-se que eram ineficientes e catalisadoras de ódio entre grupos e classes.

Esses conflitos, para os ativistas pró-cotas, devem ser mediados pelo Estado, mas este tem se mostrado incompetente no papel de mediador de conflitos e árbitro para definir quem é negro ou não, quem é “digno” ou não de receber os benefícios. Prova clássica disso foi uma comissão da UnB, responsável por classificar quem é negro ou não, ter agido com critérios diferenciados no caso de irmãos gêmeos — um foi classificado como negro, portanto, contemplado com a cota, o outro como branco, portanto, não contemplado. Outro caso absurdo em que o governo desejava a igualdade racial e interveio para diminuir o preconceito foi o da feirante que vendia bonecas na orla da praia e cobrava mais caro pela boneca branca do que pela negra, sendo obrigada pelo Estado a igualar os preços, ou seria processada por racismo. A questão é: como deixar na mão do Estado critérios tão subjetivos quanto esses, que não têm como ser regulados por lei justa alguma, visto que, como vimos anteriormente, o conceito “raça” é ultrapassado e o Brasil é um país multiétnico? Dar tal poder ao Estado é ceder espaço a ainda mais injustiças, imprecisões e distorções do que as já causadas pelo sistema de cotas.

A real solução para o problema é uma só: melhoria do ensino de base (ensino fundamental e médio). Somente fornecendo educação básica de qualidade para a população como um todo será possível resolver a questão da exclusão social em que vivem não só os negros pobres, mas os brancos pobres também. O sistema de cotas raciais beneficia parte dos negros, os que possuem arcabouço educacional para alcançar uma universidade, mas não alcança os reais necessitados, os pobres, que são de diversas etnias. Fornecendo-se ensino de base de alto nível, os pobres ascendem, independente de sua origem, como aconteceu em diversos países que saíram da miséria para estar entre os mais ricos do mundo, caso da Coreia do Sul. O Brasil fica cada vez mais atrás no ensino básico, e de acordo com o ranking da UNESCO de 2011, estamos em 88º lugar, atrás até mesmo da Bolívia . A melhoria da educação nacional de base é o melhor caminho porque é impessoal, não beneficiará apenas negros ou brancos, ricos ou pobres, mas a todos indistintamente, sendo o método mais isonômico e mais condizente com uma sociedade democrática.

No entanto, a muitos grupos não interessam tais políticas, visto que são de longo prazo e não imediatistas, como as cotas, nem tão midiática e eleitoralmente interessantes para certas pessoas que pretendem se promover apoiando tais medidas.

Na universidade em que estudo, a USP, o mesmo pensamento linear que expus no início do texto vem sendo reproduzido pelo movimento afirmativo, que tem à frente o Núcleo de Consciência Negra e partidos de ultra-esquerda como PSTU, PSOL e, em menor grau, PCO, respaldados por um discurso de esquerda vulgar e binário, onde só há oprimidos e opressores, dominadores e dominados, os do topo e os da base. Se esquecem de que a realidade é muito mais complexa do que transparece em seus discursos apaixonados, porém sem consistência.

O mais interessante é que esses grupos, que dizem lutar pela democracia na universidade e pela livre circulação de ideias, são os primeiros a impedir que o livre fluxo de ideias surja na universidade, não querem que o pensamento divergente floresça, não querem que os contrários se manifestem, com o risco de serem perseguidos com rótulos de “racista”, “reacionário”, entre outros. Nem mesmo eu, que obviamente sou negro, escapo desta pecha. Por argumentar contra as cotas, alguns até me qualificaram como pertencente à “elite branca”(!), e frases do tipo “como pode ser negro e contra cotas?” são sempre repetidas, como se fosse obrigatório ao negro aderir ao pensamento racialista do movimento negro. Para esses grupos, a condição de negro é uma prisão intelectual, onde pode-se olhar o sol apenas pelo quadrado da cela fornecida pela ideologia, não podendo-se contemplá-lo de ângulos diversos. Por certo, para eles, isso deve ser privilégio da “elite branca”. Ou seja, um dos maiores cerceadores da liberdade do negro atualmente é exatamente quem quer nos defender da opressão e nos diz ter as chaves para a libertação: o movimento afirmativo. Afinal, como poderemos ousar contrariar quem tem a luz da verdade e da razão e a solução para os problemas da humanidade? Desconfie de quem possui um discurso messiânico salvacionista; geralmente são os mais autoritários e não aceitam ser contrariados. Chimamanda Adichie tem muito a ensinar a esses grupos sobre o perigo de se adotar apenas um panorama de visão da história.

Por outro lado, não se pode adotar a postura extrema oposta, a conservadora, que deseja manter as coisas como estão, e para realizar seus intentos nega o óbvio: a existência de preconceitos que limitam as possibilidades de ascensão social dos negros, algo que não deve existir em uma sociedade baseada na meritocracia. A questão é que nem o comportamento dos esquerdistas radicais nem o dos conservadores são desejáveis, pois ambos no fim contribuem para a manutenção e a ampliação dos preconceitos existentes na sociedade. A melhor solução possível é libertar o negro de suas amarras, não com ações afirmativas, mas deixando-o livre para exercer suas capacidades e liberdades como qualquer outro. Como disse Frederick Douglass no seu discurso What a black man wants: “O que precisamos fazer com o Negro? Não faça nada com o Negro. (…) Tudo que peço é que lhe dê a chance de se sustentar com suas próprias pernas (…). Se você somente desamarrar suas mãos e dá-lo uma chance, eu penso que ele sobreviverá.”

Se você, assim com eu, é contra as cotas raciais na Universidade de São Paulo, assine um abaixo-assinado contra essa medida absurda. E que possamos ter uma universidade meritocrática, que contemple a todos os cidadãos, independente de sua origem.

——
O discurso de Chimamanda Adichie:

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Comentários

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Luiz NAssif.. que texto horroroso que vc colocou para o  debate...fraco demais e esperava que vc ou um postasse textos com mais qualidade ou dois traga uma outra visão oposta pra  que se faça o debate.

 

Um dos melhores textos que li sobre o assunto&nb

 

O autor do texto, tem uma visão limitadíssima.Precisa estudar mais.

 

Apesar de negro é extremamente racista. Desconhece a tão falada realidade que ele mesmo repete várias vezes.

 

Até que enfim outro negro além de mim se manifestando publicamente contra cotas raciais.

Não tenho o que acrescentar ao artigo. Parabéns pela lucidez. 

 

 


Concordo com o pensador Abdias Nascimento ( JC e-mail 3053, de 07 de Julho de 2006. Ação afirmativa: o debate como vitória), quando este afirma que na questão das cotas só foi dado o primeiro passo: abrir o debate. Falta o mais duro, digo, que é qualificá-lo. E o risco que corremos de sermos tragados pelos sustentáculos destes métodos é  assombroso. Se de um lado já alardeiam com profusão dados indicando que os cotistas apresentam resultados acadêmicos iguais e até melhores que os outros, a racionalidade que indicaria os casos nos quais os não-cotistas é que deveriam ser alvo de ações afirmativas, já que é loucura uma universidade com acadêmicos em condições desiguais, não se impõe. Depois, a pergunta fundamental sumiu: como jovens que agora são academicamente tão similares antes, no vestibular, apareciam tão absurdamente diferentes? Como diferença tão brutal, como a que nos parece haver entre escola pública e privada, desapareceu como que por encanto?


 


Vejamos o que consta, qualificado por agentes com o máximo de credibilidade pública, no Relatório Pedagógico/Análise de Itens/Matemática/ SPAECE/ SEDUC–CE/ CESGRANRIO/05, pesquisa científica financiada pelo Banco Mundial, pág. 83,   ¨Em relação à cor declarada pelos alunos, aqueles que se consideram pretos têm desempenho mais baixo dos que se consideram branco e pardos em todas as séries/disciplinas. Já os alunos que se consideram pardos, têm desempenho superior aos dos que se consideram brancos, exceto na 3ª série do EM (Ensino Médio).¨


 


O exposto serve para ilustrarmos o que significa qualificar o debate. Não adianta alguém apenas dizer que não há suporte em toda ciência pelo qual uma prova de matemática possa classificar desempenho escolar por cor. Os dados apareceram, os resultados são palpáveis por toda sociedade, justificativas são construídas, se concretizam na minha frente e faz até vítima delinear que só não passou no vestibular por incompetência própria. Este nem pergunta: e se o método de avaliação for excludente? E mais profundamente: Quais são os fundamentos que norteiam tais avaliações no Brasil?


 

 

Me lembrei do Brizola: "Nassif costeando o alambrado".

Texto pífio. Descendentes de colonos devem pagar sim mesmo que não tenham tido escravos porque foram favorecidos pelo fim do regime, como explicou o Ataíde. Entraram no lugar da mão-de-obra negra.

Se alguém trouxer um argumento novo, vale o debate. Não é o caso.

Por fim eu quero lançar uma campanha aqui: PELO FIM DA CLASSIFICAÇÃO PARDO/A. Esse lixo foi criado meticulosamente para explorar o receio que os afrodescendentes têm de se revelarem como tais.

Deveríamos ter no IBGE/PNUD as classificações branco, indígena, negro, asiático e que ficassem à vontade para marcar uma, duas, três, ou as quatro quem bem entendesse a sim mesmo como o disposto.

Quem não quiser ter um pertencimento racial (ou multi-racial) que simplesmente não responda à questão.

Dessa forma o país vai acabando com essas construções racistas envergonhadas de pardo, moreno, cor de burro quando foge e o diabo a quatro. E por fim se acaba com esse argumento cínico de que só uma minoria insignificante dos brasileiros é negra, a maioria é parda. Teríamos a real noção, ou pelo menos mais próxima de que se entende como afrodescendente (negro).

 

Só há dois modos signficativos do Estdo se livrar de algo inconveniente: eduxcação e cadeia. Quais dos dois você defende para os que se acham pardio? Moreno, pelo vistos, você já extingiu essa raça.

 

PARA A GLOBO SÓ CRIANÇA BRANCA CRESCE - do Blog Conversa Afiada

Publicado em 19/07/2012

PARA A GLOBO SÓ 
CRIANÇA BRANCA CRESCE

Não, a Globo não é racista !

O amigo navegante Walter Ferreira recomendou um importante questionamento da blogueira Ericka Guimarães: porque a revista Crescer, da Editora Globo, não coloca crianças negras na capa?

A CRESCER E SUAS CRIANÇAS BRANCAS

Mãe não é só quem põe no mundo, é quem cria, quem brinca, quem canta, quem paga pelo Netflix e vê mais a Galinha Pintadinha e a Dora do que os próprios filmes e seriados, que tira onda com as descobertas do filhote e também quem entende nada do assunto e tenta aprender um pouquinho sobre esse universo nas revistas.

E foi assim que eu abri a revista Crescer pela primeira vez. Com curiosidade de mãe, de jornalista e de revisteira. Eis que lá pelo 3º mês de acompanhamento eu me perguntei: isso é revista de europeu? cadê as crianças negras? Achei que era implicância minha, então fui atrás das capas. Separei as de junho de 2011 até junho de 2012 (estão fora de ordem cronológica, o que não vai afetar a análise). Acompanhem-me:

Para ver todas as imagens, clique aqui

E aí que eu me senti bastante incomodada com isso de só ter crianças brancas na capa de revista em um ano inteiro. Mandei um email bem civilizado pra eles no início junho, assim que comprei a revista do mês.

Olá, bom dia!
Acompanho a revista Crescer há um ano e desde a edição de julho do ano passado percebi que vocês não colocaram nenhuma criança negra, parda ou com traços asiáticos, ou mesmo crianças brancas com cabelos crespos na capa. Entrando no site percebi, ainda, que pelo menos, desde outubro de 2010 só há crianças brancas (e a maioria de olhos claros!). Talvez seja uma situação que acontece há muito mais tempo, mas o site dá erro nas páginas anteriores a essa data. Há alguma restrição editorial sobre isso? Como mãe e jornalista fico bastante incomodada com essa situação. Gostaria de deixar bem claro que não tenho preconceitos com crianças brancas e/ou dos olhos azuis, mas creio que uma revista deve reproduzir características e comportamentos do país em que ela circula. As crianças mostradas nas capas são maioria na publicação, mas não no Brasil. Numa época em que a gente ensina os nossos filhos que eles não devem julgar pessoas pela cor da pele, vocês simplesmente ignoram que no Brasil existem crianças de várias “cores” e que todas elas são igualmente lindas para ser capa da Crescer. Cadê a diversidade?

Aguardo resposta.
Atenciosamente,
Ericka Guimarães

A resposta da revista está abaixo:

A CRESCER E SUAS CRIANÇAS BRANCAS – PARTE II


Primeiramente, gostaria de agradecer tooodo mundo que leu o post anterior, que curtiu, que comentou, que compartilhou e que deu aquele RT maroto para os seus coleguinhas. Fico muito feliz em saber que muita gente se incomodou com a postura de Crescer em só colocar crianças brancas nas capas de suas publicações. Quem pegou o bonde andando pode ler o primeiro post.

Pois bem, eis que a Crescer me (nos) ouviu e respondeu o meu email:


Ericka,
tudo bem? Vimos seu post no seu blog, que acompanhamos.
Primeiro gostaríamos de pedir desculpas por tê-la deixado sem resposta, ainda não conseguimos localizar seu e-mail aqui para saber o que aconteceu, já que costumamos sempre falar com nossos leitores.
De fato, faz algum tempo que não temos capas com crianças negras, mas costumamos fazer muitas fotos com crianças de todas as raças em nossas reportagens, como você pode ver em todas as edições da Crescer.
Esperamos continuar tendo você como leitora.
Obrigada,
Daniela

Essa foi a minha resposta:


Olá, Daniela.

Infelizmente a sua resposta foi muito pequena e vaga diante do meu questionamento. Em quase dois anos vocês não colocaram crianças negras na capa da publicação de vocês. Isso não é normal! E já que você falou que vocês colocam crianças de todas as raças nas imagens das reportagens, eu resolvi conferir e contar. Peguei como exemplo a edição de julho de 2012 e olha só (não entraram na contagem as fotos de depoimentos pessoais dos leitores e publicidade):

Crescer – Julho 2012

1 criança negra (acompanhada de 1 adulto negro)
35 crianças brancas
(exceção: reportagem sobre o novo programa do Marcelo Tas, com 11 crianças, sendo 2 negras e talvez uma crianças com traços asiáticos)
Total: 3 crianças negras e 43 crianças brancas e um possível descendente de asiáticos.
(talvez em tenha contado alguma crianças mais de uma vez, mas deu pra ter uma idéia do que eu quis dizer)

Daniela, esse texto tomou uma proporção que nem eu imaginava.
De acordo com a contagem do Blogger, foram, até agora, 344 visualizações, além das várias curtidas e compartilhadas via Facebook. Sugiro que você dê uma olhada nos comentários do post. Você vai ver que a sua resposta nada esclarece. (atualização da madrugada: passou das 1600!)

A Crescer é um veículo de comunicação respeitado entre as mães e não pode fingir que essa ausência é mera obra do acaso. Vocês estão moldando as leitoras, inconscientemente, a pensar que os filhos delas só serão bonitos o suficiente para aparecer na capa da publicação se forem brancos de olho claro. E eu já vi esse tipo de comentário no próprio site da revista, uma mãe estava questionando o que ela deveria fazer para que a filha dela fosse capa da revista e ela escreve: Como faço para minha filha ser capa da Crescer? Ela tem pele clara… (e o resto eu não me lembro). Esse é o critério de seleção? Não deveria!

O que já aconteceu, ou o que já foi publicado, não pode ser mudado. Mas é sempre tempo de se mudar de postura. E quanto a mim, vão precisar se esforçar um pouco mais para me fazer comprar a revista novamente.

É isso, gente. Pode parecer pouca coisa, mas eu realmente quero viver num mundo em que as pessoas (e crianças!) não sejam julgadas como superiores ou inferiores, como bonitas ou feias, baseadas na cor da pele. Na verdade esse julgamento não deveria existir, já que ninguém é melhor que ninguém e beleza é questão de gosto. Enfim, eu quero que a diversidade seja respeitada.

Em tempo: este post é uma singela homenagem a Ali Khamel: não, a Globo não é racista !

http://correionago.ning.com/profiles/blog/show?id=4512587%3ABlogPost%3A2...

 

 

Agora para efeito de imparcialidade, devemos ouvir um negro cotista.

Para não repetirmos os erros da grande mídia.

 

weden

parafraseando, "imparcialidade que da em chico, também dá em Francisco".

Caso contrario dá-se a sensaçao que atualmente chico apanha mais que francisco. rsrsrs

Aliás, como tem apanhado !!!!!!

 

Pessoas nao podem ser ajudadas pelo primso de serem diferentes

E sim iguais

é um conceito caro ao espirito republicano e democratico

cota racial é uma demencia alimentada por incautos, demagogos, racistas, e gente que pensa pelo prisma ideologico

não há NADA que cota RACIAL faça para um " NEGRO "  que cota SOCIAL nao possa faze-lo

o argumento dos demagogos e ingenuos de que cota racial tem fator social é patético pois se fosse o caso elimina-se o componente racial e fica somente o social que é o UNICO JUSTO

O judiciario aprovou isso por PURA DEMAGOGIA exemplo claro disso é que nenhum dos doutos juizes deixa de cumprir qualquer mandato de reintegraçao de posse ( mesmo que a vitima quase sempre seja negra ) alegando que o conceito da lei nao pode usar uma constatação ( racismo ) para relativizar o direito de propriedade.

Mas eles relativizaram a constituiçao que diz que nao Todos sao iguais sem distinção de QUALQUER NATUREZA, apenas para sair bonito na foto.

Cotas raciais só existem pelo interesse escroto de politicos pilantras ( como antony garotinho que foi o primeiro a implantalas ) e por movimentos radicais que usam o peleguismo para construir estruturas voltadas a interesses de grupos politicos.

Nada mais do que isso.

Só pode haver cotas ou distinçoes que nao passem pelo criterio social em caso de genero, ou deficiencia de qualquer natureza.

mas só lembrando , nestes casos NÃO HA DISTINÇAO ENTRE OS BENEFICIARIOS basta que tenham o mesmo genero ou deficiencia e nao se alguem é azul ou amarelo... 

 

leonidas

 


No  início até me empolguei com o texto do rapaz, mas depois ficou um gosto de Veja na boca...


O argumento que ele usa de 'arcabouço educacional para chegar à universidade pública', também vale para uma cota para estudantes de escolas públicas. Sempre haverá uma seleção.

 

Muito boa a argumentação desse rapaz. Deu prá ver que trata-se de um negro, porém, com alma branca.

 

Você poderia ter poupado seu comentário racista.

 

Almeida

Almeida:


O Eder Souza é uma besta.


E o cara aí de cima que voce critica


está sendo apenas irônico.

 

Ele tem todo direito de fazer ironia, foi assim que também entendi, mas ironize sem apelar para uma expressão que denote racismo.

 

Almeida

É muito fácil dar esmolas com o dinheiro dos outros e ainda por cima achar que estamos fazendo o bem. Acontece que existem, potencialmente, milhões de estudantes com ódio de amargar ficar fora da universidade e possivelmente ter um prejuízo para o resto das suas vidas para que certa parte da elite "branca" seja santificada como politicamente correta

E o supremo ao endossar esse roubo, isto é, deixar uma elite tomar para seu bel prazer uma coisa que não lhes pertence (as vagas pagas pelos impostos de toda sociedade) só provou que a nossa justiça há muito tempo perdeu o senso do seu propósito... A única forma das cotas ser aceito como pacífico é se for aprovado por plebiscito; o resto é controvérsia.

 

Cesar Ferreira

Dos muitos equívocos de avaliação que fiz ao longo dessa minha mediana vida, um deles, o mais recente, foi ter acreditado e validado essa política de cotas raciais. 

Hoje concordo que além de não parte para a solução da chaga do racismo, pode, sim, agravá-lo. 

 

Concordo com o sistema de cotas existente, que concede acesso especial ao ensino superior para cidadãos de baixa renda. Devemos entender que esta solução, mesmo que estabeleça desigualdade no processo de seleção, não levando em conta na ponta do lápis o preparo e conhecimento dos candidatos, veio para dar oportunidades maiores aos injustiçados que não tiveram condições de estudar e se preparar nas melhores escolas do país. É indiscutível também que injustiças possam ocorrer por conta da lei, já que é possível um candidato de baixa renda, que tenha estudado em escolas públicas, perder sua vaga por conta do sistema de cotas. Esta situação pode ocorrer no atual sistema se já não ocorreu. Apesar de engordar o lado dos que apoiam a lei, este sistema por si só não trará à sociedade os resultados e isonomias almejadas, se a resolução dos problemas do ensino público de base não vier junto. Mantendo-se o ensino básico no nível atual, sempre haverá em nossa sociedade um grande grupo de excluídos, sem condições de concorrer em igualdade com os que podem financiar melhores estudos aos seus. Uma nação não pode aceitar este desequilíbrio. Acho incorreto querer a revogação desta lei e devemos agora focar atenção no ensino de base. Investir nos professores e reconhecê-los financeiramente, valorizando-os como em outros países. Criar ambientes escolares mais equipados, harmoniosos e disciplinados. Transferir recursos de quase todas as demais área de Estado para a educação é o primeiro passo. Mas qual político que quer retirar dinheiro e aplicá-lo em um projeto que será reconhecido pela população somente em décadas?

 

Artigo longo e cansativo. O articulista, infelizmente, repete o mesmo trololó daqueles que se contrapoem as cotas. Não há um argumento sequer que já não tenha sido exastivamente debatido e "desmontado" na Net, nas universidades Brasil afora ou no STF. Meu caro, vcs "usupianos" estão tentando pegar o último vagão do último trem das onze(da noite!). Vocês deveriam é ter vergonha de estarem nessa condição! Ou seja, a reboque e sendo literalmente empurados para um debate que sempre se negaram a fazer. Mas o Supremo bateu o martelo, né! Fazer o quê? Ah! Já tinha me esquecido, a USP é a "vanguarda" do pensamento intelectual brasileiro... Também sou negro, e a UERJ, pioneira na implantação das cotas no Brasil, onde estudei "Direito" esse debate se deu a mais ou menos DEZ anos atrás! Hoje cursos "top" como "Medicina", "Odontologia" , "Direito", e outros estão muitos "mais coloridos", se é que me entende. E ninguém morreu por conta disso... Portanto, vou direto ao ponto que mais me chamou atenção. Pelo o que li você é "Éder Souza, estudante de História na USP e professor de História e Geografia". Certo? Sinceramente, não me parece. Pois, vejamos. Você afirma que os imigrantes(italianos, janoneses, alemães) para cá vieram, nossa terra brasilis, "sem incentivo de ninguém, apenas com a própria força, através de educação e disciplina, conseguiram ascender socialmente". Falso! É de conhecimento de todo o mundo mineral (e dos historiadores também, acho!) que esse pessoal recebeu sim incentivos governamentais para aqui se estabelecer. Sim. Terra! A talvez a maior riqueza daquela época! Para cultivar e dar início a vida em família. Não! Não foram somente os portugueses(e seus descendentes) que receberam terras da coroa portuguesa. E os negros o que receberam após a "abolição"? Nada, ou melhor, o ar que respiravam e a liberdade...depois de terem sido desterrados da mãe-áfrica, rompidos seus laços familiares, culturais e explorados até quase a exaustão. Além disso, muitos desses imigrantes europeus já possuíam "qualificação", ou domínio de alguma técnica ou arte para a época, o que obviamente já os colocava em condição de superioridade em relação aos negros na disputa por postos de trabalho/salários na então nascente economia capitalista colonial...Lembra-se?


Portanto, meu caro Éder. Encare esse debate com um pouco mais de humildade. Pelo o que percebo você vai precisar...

 

Se eu fosse negro teria VERGONHA de usar cotas. PONTO!

 

Pois, imagine, e eu já sinto vergonha de fazer parte da espécie humana por você, também, fazer parte dela (ou eu estarei enganado quanto a você?)!

 

Deixa eu ver se entendi: um estudante negro, aluno e professor de história que é contra o sistema de cotas e ainda por cima monarquista no Brasil? Já disseram pra ele o que o Império no Brasil fez com seus ancestrais mais diretos? Que as cotas são paliativos e não lembro de ninguém defendendo-as como medidas suficientes em si mesmas?

Não, desculpem, acho que não entendi nada...

 

http://acervo.folha.com.br/fsp/1993/01/10/21//4765196 (copie e cole)

"O Fim do Mundo - A categorização por minorias é a maneira civilizada de continuar a segregação nos Estados Unidos", por Marilene Felinto.

Que tal, vermos o que diz a que considero livre-pensadora e mais corajosa escritora já presente nos jornais brasieliros, conhecedora da realidade dos dois países, EUA e Brasil, negra (ou mulata), que escreveu esse artigo como professora convidada pela Universidade de Berkeley na California, a primeira universidae americana que, contra pressões diversas , aboliu o sistema de cotas?

Marilene Felinto, prêmio jabuti de literatura, escritora, tradutora, pediu demissão da FSP (onde suas crônicas eram umas pauladas super bem escritas e bem argumentadas, algumas poéticas, até) quando aquele jornal (a direção, o empresariado) quis passar a "ler" seus artigos e crônicas antes de ir pra publicação...

Os que emocionalmente, com traços de argumentação lógica, são a favor de cotas ou não vão entender (como uma amiga minha não entendeu ) ou, a priori, não vão concordar, nem adianta ler:

 

 

"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

Como ela mesmo expõe no texto , não dá para comparar as sociedades, e outra os EUA não conviveram com 380 anos de escravidão,alem disso deram terras aos escravos libertos e principalmente, respeitam quem trabalha,o que não acontece aqui.

 

PS: Sou pardo, bacharelando temporão em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), admitido sem depender das cotas.

 

Apesar se ser uma redação  bem elaborada o post é eivado de equívocos e de uma visão conservadora; não traz nenhuma novidade aos argumentos dos conservadores e neoliberais que pululam pela mídia nativa; na verdade nem mereceria tanta atenção por ser tão dejavù. Entretanto, vale dizer aqui que toda argumentação cai por terra quando o autor envereda pela linha de raciocínio de que as gerações atuais de não-negros não tem porque pagar pelos pecados das gerações passadas. Ora, para qualquer estudante de história mediano é patente que, a despeito de como foram tratadas outras etnias (raças) no Brasil, nenhum imigrante veio para cá acorrentado, marcado a ferro como gado e vendido como mercadoria nas feiras. É fato, ainda, que boa parte (a grande maioria)  do imigrantes veio financiada pelo Estado de origem e pelo capital acumulado com o trabalho de escravos em canaviais, algodoais e minas brasileiras no período colonial.

O capital acumulado pelo Estado brasileiro com a escravidão deu a sustentação para a substituição da mão-de-obra escrava pela de europeus e asiáticos e foi a alavanca para fomentar o desenvolvimento econômico de algumas unidades da Federação, em detrimento de outras. As melhores condições financeiras dos não-negros atuais não se deve simplesmente às suas inciativas individuais mas a uma herança material e cultural, que foi negada ao negro "liberto". O Estado brasileiro com as classes dominantes da época foram os culpados; o Estado brasileiro e as classes dominantes de devem minimizar as mazelas de hoje pagando, preferencialmente, com a taxação das grandes fortunas, acumuladas com o sangue e suor dos negros; aliás, não só de negros como também de indíos.

Quanto à questão de haver negros e brancos (bem menos) vivendo em situação de pobreza, sem acesso à educação, isto já é um problema do capitalismo atrasado praticado no Brasil e que as medidas afirmativas tomadas na última década vem tentando corrigir. 

 

Artigo longo e cansativo. O articulista, infelizmente, repete o mesmo trololó daqueles que se contrapoem as cotas. Não há um argumento sequer que já não tenha sido exastivamente debatido e "desmontado" na Net, nas universidades Brasil afora ou no STF. Meu caro, vcs "usupianos" estão tentando pegar o último vagão do último trem das onze(da noite)! Vocês deveriam é ter vergonha de estarem nessa condição! Ou seja, a reboque e sendo literalmente empurados para um debate que sempre se negaram a fazer. Mas o Supremo bateu o martelo, né! Fazer o quê? Ah! Já tinha me esquecido, a USP é a "vanguarda" do pensamento intelectual brasileiro... Também sou negro, e a UERJ, pioneira na implantação das cotas no Brasil, onde estudei "Direito" esse debate se deu a mais ou menos DEZ anos atrás! Hoje cursos "top" como "Medicina", "Odontologia" , "Direito", e outros estão muitos "mais coloridos", se é que me entende. E ninguém morreu por conta disso...  Portanto, vou direto ao ponto que mais me chamou atenção. Pelo o que li você é "Éder Souza, estudante de História na USP e professor de História e Geografia". Certo? Sinceramente, não me parece. Pois, vejamos. Você afirma que os imigrantes(italianos, janoneses, alemães) para cá vieram, nossa terra brasilis, "sem incentivo de ninguém, apenas com a própria força, através de educação e disciplina, conseguiram ascender socialmente". Falso! É de conhecimento de todo o mundo mineral (e dos historiadores também, acho!) que esse pessoal recebeu sim incentivos governamentais para aqui se estabelecer. Sim. Terra! A talvez a maior riqueza daquela época! Para cultivar e dar início a vida em família. Não! Não foram somente os portugueses(e seus descendentes) que receberam terras da coroa portuguesa. E os negros o que receberam após a "abolição"? Nada, ou melhor, o ar que respiravam e a liberdade...depois de terem sido desterrados da mãe-áfrica, rompidos seus laços familiares, culturais e explorados até quase a exaustão. Além disso, muitos desses imigrantes europeus já possuíam "qualificação", ou domínio de alguma técnica ou arte para a época, o que obviamente já os colocava em condição de superioridade em relação aos negros na disputa por postos de trabalho/salários na então nascente economia capitalista colonial...Lembra-se?


Portanto, meu caro Éder. Encare esse debate com um pouco mais de humildade. Pelo o que percebo você vai precisar...

 

renata parabens por seu comentario

a questao das cotas esta relacionada com a visibilidade, muito mais do que cim reparaçao. Eesta visibilidade é quem diminuirá "as diferencas" que desde cedo aprendemos. Quando o meu predio de classe media tiver tambem negros ao inves de somente moradores brancos, o medico e advogado tb negros e os restaurantes tb com negros teremos uma sociedade em que uma crianca aprndera que brancos e negros sao iguais. 

Precisamos criar umaclasse media, por ex, com negros em sua composicao. Visibilidade é o que mais combate o preconceito. E o que hoje temos? Os negros vistos como nao moradores, por exemplo, de Ipanema.

Me  lembrei de um conhecido negro contra as cotas porque " eu lutei muito pra conseguir o que tenho". Lembrei a ele que apesar de tudo ele semore "sera o negro chamando atencao no restaurante caro e nao a normalidade". Mas fazer o que?  

 


"O raciocínio pró-cotas é ..."
As cotas podem até ser vistas como uma reparação histórica, mas o que motiva a existência delas é a situação atual dos negros. Tanto que não se pede indenização monetária para todos os negros, beneficiários ou não das cotas.

"Só pessoas racistas, ..."
Muitos defensores das cotas, de fato, tem atitudes lamentáveis. Talvez um pouco de chatice seja inerente ao ativismo. Mas não vejo essas atitudes isoladas como um impecilho forte para as cotas

"Esse argumento já traz uma falácia ..."
Por isso mesmo que se analisa o fenótipo e não o genótipo dos candidatos às cotas. Além disso, sociologia é tão ciência quanto a biologia.

"... aqui as etnias convivem de maneira razoavelmente próxima ..."
Na universidade, que é onde as cotas se aplicam, há muito pouca convivência, de modo que há poucos conflitos. Mas isso não é uma coisa boa. Além disso, não se tem notícias de que nas universidades onde as cotas já vigoram passou a ocorrer conflitos étnicos.

"... quem define quem é negro e quem é branco?"
Esse é um problema, mas não é por medo de ter que resolvê-lo não devemos atacar um problema maior.

"E os descendentes dos italianos ... alemães ... japoneses ... terão que pagar?"
Sim, assim como os descendentes dos negros que não conseguirem entrar nas universidades públicas, com ou sem cotas.

"O que os defensores das ações afirmativas nunca lembram ..."
Os dados disponíveis das universidades que adotaram as cotas indicam o contrário. Mas se isso de fato ocorrer, as cotas podem ser revogadas.

"Prova clássica disso foi uma comissão da UnB, ..."
Um único erro deve desmantelar todo o sistema? E o SUS, e as SSP, todos devem ser eliminados ou melhorados?

"A real solução para o problema é uma só: melhoria do ensino de base ..."
Concordo. Mas uma coisa não exclui a outra. Nem impede a subordinação das cotas raciais a critérios sociais.
 
"... movimento afirmativo, que tem à frente ... partidos de ultra-esquerda ..."
Esse pessoal é realmente muito chato. Uma dica é não conversar com quem se esquece de que a realidade é muito mais complexa do que transparece em seus discursos apaixonados, porém sem consistência.

"A melhor solução possível é libertar o negro de suas amarras, ..."
Como fazer isso? As cotas não são A solução. É uma pequena parte da solução, e já incomoda tanto...

 

Enquanto ficarem procurando justificativa genética para o preconceito ele continua aí, firme.

Ninquém pede a mapa genético de alguém para definir se vai ter proconceito contra esse alguém ou não.

O preconceito é contra as diferenças. Este mesmo que você demonstra ter contra quem não pensa como voce.

Cabe ao estado intervir quando estas diferenças atingem um limite que torna insustentável a existência de uma das partes.

Não sem que a parte privilegiada reclame de todas as maneiras por perder suas "conquistas".

Então, professor de história, todo esse blá blá blá é para manter as coisas como elas sempre foram: uns podem, outros não podem.

E quem não pode que espere o paraíso, pois lá todos serão iguais e felizes.

Enquanto isto que fiquem quietinhos em seus cantos sem criar problemas para os que podem. Resignem-se. Não lutem. Não exijam.

Mantenham as estatísticas de ausênsia de conflitos em alta. Finjam que tudo está bem.

Vez ou outra um dos que não podem talvez seja escolhido para integrar o grupo dos que podem e manter a esperança de que tudo se resolverá.

Se não temos uma solução perfeita, porque lutar contra soluções que podem minorar os problemas?

Ah! Podem aparecer novos problemas! Os que não podem se conscientizarem que podem e lutarem para poderem mais é realmente um grnde problema. Mas, para quem é este problema?

 

A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)

O autor nada acrescenta de novo ao debate, somente repete sem análise, as observações da direita conservadora sobre as ações afirmativas, sendo a USP um dos ultimos grandes bastiões de resistência. Não é a toa que ele repete mais uma vez o já conhecido Gilberto Freire e sua democracia racial.

Incrementando o texto, na parte que o autor compara a questão racial no Brasil e nos EE.UU., lembro agora do livros dos embaixadores ingleses que estiveram por aqui na virada de 60 para 70, que escreveram no livro "Atirando na saída. Diplomatas nada diplomáticos – as cartas de embaixadores que você nunca deveria ler":

"Nos Estados Unidos uma gota de sangue negro torna um homem branco, preto: aqui uma gota de sangue branco faz de um homem preto, branco. (Um pouco de dinheiro faz o mesmo). Fusão é a ordem do dia e as diferenças se dissipam mais rápido"

"http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/londres-2012/bobfernandes-londres2012/blog/2012/07/18/memorias-de-um-embaixador-ingles-brasil-ainda-povo-de-segunda-classe/"

 

Meu Deus (se ele existir)!!!!!!!!!!!!!!!

As pessoas não conhecem ele. Para vocês entenderem quem é ele.

Esse aluno é monarquista! Sim, isso existe!
http://www.readoz.com/publication/read?i=1003809&pg=13#page12

Ele toma café com Rodas junto a chapa reação!

O triste é uma única voz, ter acesso aos meios de comunição. O título devia ser " A visão de um ÚNICO estudante negro da chapa reação sobre as cotas"

Sem mais.

 

Gabriel Trevizan

Monarquia foi o momento mais livre que nosso país ja teve. Eu sentiria orgulho de ser chamada de monarquista. Isso foi um elogio, né?! Ou vc o empregou como um sinonimo de escravocrata?

 

Bacana Gabriel,agora entendo a forma dele pensar, estar sempre com determinadas  companias acaba influenciando nosso comportamento e até nossa forma de agir,hehe

 

gabriel e ataide

obrigado por me ajudar a entender um post que incomoda ao verificarmos o quanto precisamos evoluir como sociedade no Brasil.

Fiquei imaginando a questao reforcada de  "ESTUDANTE NEGRO DA USP". Tal fato ocorre pelo ainda inusitado de negros em universidades de elite. Portanto a cota traz mais do que reparacao, traz VISIBILIDADE. Se a USP e outras, por exemplo, tivessem mais negros tal fato perderia o seu contorno de noticia. Nao vejo ninguem falar em "ESTUDANTE BRANCO DA USP". E assim o autor do post prefere ser sempre exceçao. Acredito que numa sociedade mais equilibrada racialmente talvez alguns sintam falta do "ele venceu mesmo enfrentando diversidades". Parece elogio mas carrega uma carga de oreconceito que o "VENCEDOR" tenta ignorar. 

 

Mesmo padrão de comportamento do Pelé ,Joaquim Barbosa e outros que esquecem que são excessão e não regra.

 

As idéias e não as pessoas é que devem se confrontar. É importante registrar que sob o prisma legal, isto é, jurídico, já existe uma equivalência entre negros e brancos, conforme cita o Art. 5º, CAPUT da CF/88. Portanto, sob a ótica da Lei, a questão racial estaria superada, certo? Errado.

A paranóia social que legitima o racismo (ou a discriminação étnica contra os negros) é baseada em valores psicossociais que associam o negro a elementos como preguiça, periculosidade e atraso. É uma imagem construída durante anos, cujas cotas são o primeiro passo para a ruptura.

Não se trata aqui de se omitir diante do fato ou apenas de dizer que "somos todos iguais". Como disse, a questão legal já está resolvida. O problema é social e político. O compartilhamento de espaços de poder é escasso para as pessoas de pele escura, pessoas negras.

A elite brasileira e os brancos brasileiros, em regra, reconhecem que existe racismo no Brasil, mas poucos se perguntaram quais são as consequências dos atos racistas na cabeça de uma criança negra, de uma mulher negra, de um adulto negro.

Conheço inúmeras pessoas negras que conseguiram chegar lá sem a ajuda de cotas. No tempo delas, isso simplesmente não existia: era vencer ou perder. Nas palavras do rapper Emicida: "Segunda chance é só no videogame".

Em relação ao que acontece em São Paulo, o autor do texto supra utiliza o argumento de omissão, de igualdade legal, para justificar uma adesão política da USP contra as cotas raciais / étnicas. A atitude no mínimo causa um descalabro. O vizinho Rio de Janeiro, pioneiro na política de cotas, ampliou a medida para os concursos públicos estaduais. O RJ é referência nesse tipo de matéria.

Sendo assim, a leitura que o autor do belo vídeo de Chimamanda Adichie não pode ser feita sem analisar seu contexto histórico e político. O problema é que no Brasil, os negros sequer possuem história: Rui Barbosa as queimou.

 

Puxa. O autor se diz contra posturas extremas mas chama cotas de "medida absurda". Cada uma que a gente vê.

Bom, Não concordo com o texto e a priori não trato quem discorde de cotas como racista, embora - isso é redondamente certo - todos os racistas sejam contrários às cotas. Qto às primárias alegações de que a medida gera mais racismos e discriminação e que brancos de hoje não têm culpa do que fizeram ontem, fecha-se o olho para a obviedade de o Estado, este sim, ter responsabilidades compensatórias. Ou o Estado não deverá então reparar ex-torturados por ele mesmo se o torturador já tiver morrido? Na minha opinião, fecha-se os olhos também para o fato de nesta última década não ter ocorrido fenômeno nenhum que aponte aumento de tensões raciais no país por causa da "medida absurda". Agora, se o exercício for ficar apostando nisso ad eternum, aí o problema é de quem, em 2050, ainda estiver apostando no surgmento do problema. 

Fiquei curioso também com um negócio. Já que a ciência determinou que o conceito de raça não existe mais, pq ela não combinou isso com os racistas?...

Sobre a alegação de que "em nenhum local onde as cotas foram implementadas houve alcance dos resultados desejados", pergunto o que o autor considera 'resultado desejado'. Pra mim, um negro formado com sucesso sem que jamais conseguisse isso sem ação afirmativa é o suficiente para a "medida absurda" valer a pena. De toda forma, a afirmação dele peca pela falta de sustentação. O mesmo em relação a "ampliação em vez de diminuição de conflitos e distorções étnicas". Por fim, transferir para o Brasil problemas dessa natureza ocorridos na india ou EUA, onde as relações raciais são diferenciadas e bem mais sensíveis, é forçar a barra pra brincar de futurismo.

Como era de se esperar, enfim, tinha que haver a tal receita da 'educação de base melhor'. O problema é que essa obviedade ululante que todos esperamos não reforça em nada a alegada condição "absurda" das cotas. Educação de qualidade na escola e cotas raciais, afinal, não são excludentes. Ou uma coisa não deve existir em função da inexistência da outra?!

Esperava novidade, mas predominou o lugar comum e cá me frustro pois o que eu mais espero ler na visão contrária são ideias novas e consistentes. Não foi por agora e fica pra outra. 

O fato de um negro chamar cota de "medida absurda" ou "medida bem-vinda" não qualifica em nada o debate. Ar-gu-men-to, isso sim, é o que importa. 

 

Caro, Nelson, tivesse eu lido seu comentário antes de fazer o meu não o teria feito. Também fui entusiasmado em ver uma visão progressista anti cotas e veio só obviedades. A USP também já foi melhor... Grande abraço.

 

Um cara de brio que não pede esmola. Um dos textos mais lúcidos que li sobre cotas raciais.

Alguem pode me responder qual é a cor de um negro?

 

Pois é um texto típico de um aluno da USP, uma universidade essencialmente branca, pra não dizer racista. Como também é muito típico, sem querer ser generalizador a construção do texto citando referências acadêmicas mil para concluir com uma visão nem um pouco diferente do senso comum, que também é essencialmente branco, pra não dizer racista.

Fui aluno da USP e participo de um grupo de discussão onde os argumentos dos contra as cotas era exatamente os do autor: cotas fomenta o racismo, é uma forma de vingança com quem não tem nenhuma relação com a escravidão (esse argumento acredito que é o mais tosco presente no texto) e que a única forma de atacar o racismo é melhorando a escola de base. Como bem disse alguém aí em cima, quem falou que não existe negro racista ou negros de alma branca.

Ser negro na USP é uma tarefa hercúlea. A alma vai embranquecendo a cada dia, a cada aula. Não gostaria de jeito nenhum que meu filho fosse aluno do autor.

 

Pedro, meu filho de quatro anos, é uma criatura extraordinária (que suspeito...). Ele deve ser "pardo", já que eu sou branca e o pai dele, presumo, também pardo (é um negro meio desbotado). Quando ele tinha dois anos, ele não sabia sobre negros, brancos ou pardos, mas ele fez uma observação pro pai que mostra como todos sabemos de que cor somos: "Eu gosto de você, mas você é marrom..." Meu filho de dois anos achou que o pai era ótimo, mas tinha esse "defeito". E ele não foi ensinado deliberadamente a ter preconceito, nem por mim nem por quem tem convivência com ele. Prova disso é que ele falou com a palavrinha dele, "marrom". O mundo onde ele vive mostrou pra ele que a cor do pai talvez não seja uma coisa tão legal. Acredito que a inclusão é importante para que ninguém mais ache que ter pele marrom, negra, que ter cabelo crespo, nariz grande, enfim, outras características tantas, para que ninguém ache que isso é defeito. E enquanto todo o mundo bacana for branco, todo o mundo visilvel for branco, o negro será sempre encarado como exceção. As políticas afirmativas, como as cotas, incluem pessoas "diferentes" na comunidade. E a reparação consiste nisso, e não em destinar uma vaga a um negro específico. Ela é em benefício da sociedade, é o bem comum, e não o bem de um sujeito só.

Ainda sobre o post, o vídeo da Chimamanda Adichie é ótimo, adoro esse discurso dela, e acho inclusive que ele valida demais a questão de políticas afirmativas como a de cotas. Porque a única visão de mundo que existe hoje é que (novamente meu filho me ensinando coisas) todos os super-heróis são brancos, assim como a maioria dos universitários, assim como a maioria das pessoas "bem-sucedidas". Essa é uma visão muito malvada, mas é o que aparece para todo mundo. Para termos uma outra visão de mundo, outras pessoas têm que aparecer. É nisso que acredito.

 

Prefiro o termo preto!

de uma outra fonte:

"E ser chamado ou se declarar negro ou preto são questões de posicionamento político. A maioria dos irmãos não sabem sequer o o verdadeiro significado da palavra ou palavrão "negro" acredito que o vocábulo serviu durante anos e anos para denominar um grupo étnico oprimido,sem identidade, precisamos nos livrar dele! (do palavrão) Como elevar a estima de uma cor de nossa pele preta! Por que não? O branco é branco, porque o preto é negro? Analisemos o significado da palavra "negro" e as suas referências pode nos ajudar:vala negra,situação negra, fome negra...Quem quer estar a alguma destas situações ou ser referência negativa? Podemos compreender que o vocábulo teve seu tempo (durante a escravidão), nos dias de hoje não,a estima de nossos irmãos precisa ser elevada ele precisa acreditar nele conhecer a história do seu povo,heróis e heroínas com quem possam se identificar e tenham orgulho por isso, para que protagonize a sua própria história,precisa acreditar que sua pele preta é linda! Sou brasileira,advogada,professora da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro".

 

"O sistema de cotas beneficia parte dos negros, os que possuem arcabouço educacional para alcançar uma universidade, mas não os reais necessitados, os pobres de diversas etnias"

O ser preto é que , mesmo passado 124 anos, ainda carrega o estigma.

O Japones, o Alemão, o Gringo - pela "indole cordial"  e vira-latas - sempre recebeu um olhar mais benevolente. "Oh, como são inteligentes! Oh, como se organizam!! Oh, que delicia e curiosa culinária! Oh como são trabalhadores não são preguiçosos como esses pretos!!" .... 124 anos assim. Em ilhas de crescimento, com expansão controladas.  Por isso pobres, na sua maioria pretos!

Escola pública e de qualidade para todos, sim! Inclusive para pretos! Pretos que limpam as casas "das outras etnias", pretos que constróem pras "outras etnias"... 

E ser professor não é galardão para falar contra pretos, mesmo sendo negro. A História é mais contundente em fatos que as versões. Abaixo a "cordialidade"

"os maiores cerceadores da liberdade do negro atualmente é exatamente quem quer nos defender da opressão e nos diz ter as chaves para a libertação: o movimento afirmativo. Afinal, como poderemos ousar contrariar quem tem a luz da verdade e da razão e a solução para os problemas da humanidade? Desconfie de quem possui um discurso messiânico salvacionista; geralmente são os mais autoritários e não aceitam ser contrariados."  ah, tá...

 

As cotas acaba sendo um erro para concertar outro que é o mal ensino público . Uma boa escola para negros , brancos ,amarelos e quem mais vier resolveria de vez o problema . 

O que vai acontecer é que o beneficiário da cota , chega na universidade mas vai ter dificuldade em acompanhar os demais, e sera mai um mal profissional na praça . Enquanto não se equiparar o ensino público ao privado teremos sérios problemas para a formação de nossos jovens de classe social pobre e que não podem pagar por uma boa escola .

 

"Se você, assim com eu, é contra as cotas raciais na Universidade de São Paulo, assine um abaixo-assinado contra essa medida absurda. E que possamos ter uma universidade meritocrática, que contemple a todos os cidadãos, independente de sua origem."

que é "como se fosse da família", quando não, um "capitão-do-mato".

Aliás, a citada decisão do STF foi colocada parcialmente pelo autor do post. A argumentação do STF é lapidar: não existe meritocracia onde existe desigualdade social. A leitura não foi simplesmente "racial", foi também econômica. Parece haver uma miopia seletiva em torno dessa interpretação surpreendente do Supremo.

Quanto aos partidos e movimentos uspianos citados, o que sei de boa fonte é que, no máximo, são pau-para-toda-obra, com disputas entre si, fazendo do movimento estudantil um campo fértil para a ascensão de uma direita em seu próprio campo. Um representante discente, em um encontro no interior de São Paulo, no ano passado, disse que "funionários e professores deveriam ir em ônibus separados". Sinceramente, gostaria de queimar o filme do cara que tenho o nome completo. Mas os estudantes têm que conhecer os seus representantes; fica apenas o conselho.

Por fim, para a eliminação de um sistema de quotas (que, no fundo, caso venha a ser adotado, deve nascer e morrer quando atingir o seu propósito), somente quando houver condições econômicas semelhantes. Mas qual setor deve ser dinamizado para eliminar um ciclo de pobreza?  Se não for de um sistema de quotas, deve vir de outro lugar...

 

Engraçado, não eliminei trecho algum do texto. Será que "deu problema"  na hora de enviar (aquele trecho solto, sem sentido)?

 

Vamos ver se agora sai esse vídeo

 

joca oeiras

Faça assim, senhor Homem Livre: venha para o Brasil, onde o povo não fala em branco ou negro, não tem pertencimento racial e o senhor verá como nós resolvemos o problema do racismo nesse solo.

 

Quando leio determinados artigos, sinto uma coceira em minha pele morena, parda, meio negra, meio branca sei lá que cor tenho, tenho a cor de um brasileiro filho de uma mãe cabocla e um pai branco que conheci quase perto de sua morte. Esse tipo de artigo nunca ajudou, muito pelo contrário, apenas mostra que o intelectual não tem cor, e nem sensatez. Eu por exemplo não tenho  curso superior, não sou professor e muito menos besta. Acredito numa frase simples que minha mãe falava quando viva "O HOMEM É PRODUTO DO MEIO QUE VIVE" e me falava também que haviam exceções e que as exceções também se tornam produto do meio. A USP hoje é sinônimo de desenvolvimento e também de muito atraso pois foi transformada em um bunker político da social democracia brasileira, o neoliberalismo. São Paulo hoje as suas maiores cabeças estão em um dilema "ser ou não ser conservador", esse conservadorismo cria filhos ilustres de todas as  cores. AZUL, AMARELO, BRANCO, MARRON, más não cria a cor que privilegie o negro na sua essência para um nivelamento social e econômico, isso ocorreu nos EUA e tem que ocorrer no BRASIL, não podemos ser diante de um problemas apenas vozes e artigos sociológicos acadêmicos, temos de praticar a inclusão e o nivelamento, as cotas são sim uma maneira pois ainda esta em experimentação do resultado, pois nenhuma outra possibilidade de melhor resultado aconteceu nesse meus 50 anos de vida, até hoje só vi pobreza, racismo enrustido e muito blá...blá...blá...blá como esse artigo que não leva a nenhuma condição prática para os negros, para os marrons, os pardos e todos nós brasileiros muitas cores. As cotas são sim um meio que precisa ser experimentado.