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Aécio e a política da conciliação

Nassif,

veja essa entrevista de Aécio para o IG, repare como ele tenta "colar" na popularidade do Lula, e de quebra diz que os programas de governo dos dois partidos são semelhantes, mas se voce ler as propostas e verificar as práticas nos governos, verá que não são tão parecidos quanto os tucanos dizem.

'Lula é fenômeno a ser analisado no futuro', diz Aécio

  • Em entrevista ao iG, ex-governador de Minas afaga presidente e defende uma 'agenda mínima' capaz de unir petistas e tucanos

Candidato ao Senado por Minas Gerais nas eleições deste ano, o ex-governador Aécio Neves (PSDB) investe no discurso sobre sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista concedida ao iG na última terça-feira, o tucano descreve o presidente é um "fenômeno" a ser analisado no futuro.

Embora reserve algumas críticas ao PT, Aécio defende a criação de uma "agenda mínima" que reúna a sigla adversaria e o PSDB após a ida às urnas em outubro.

Ao falar sobre os planos para o caso de vencer a eleição, Aécio diz prever uma boa interlocução com a oposição, mesmo que a petista Dilma

"Por mais que isso não possa ser bem compreendido por alguns companheiros, eu tenho muito afinidade com alguns setores do PT. Mais até que com alguns aliados que circunstancialmente possam estar ao nosso lado", diz Aécio. Confira abaixo os principais trechos da entrevista concedida por Aécio ao iG.

iG - Qual campanha está mais agradável de fazer, esta ou a de 2006?

Aécio Neves – Nesta campanha estou vivendo algo que nunca imaginei na vida que poderia viver. Que é você andar por Minas Gerais e, antes de dizer o que vai fazer e pedir o voto, você receber o agradecimento, o reconhecimento das pessoas. Então, isso para mim é algo único.

iG – E o que é mais difícil? Convencer o eleitor votar no Antonio Anastasia (candidato ao governo) ou no Serra?

Aécio – São duas coisas distintas. O Anastasia significa a continuidade de um projeto que deu certo em Minas Gerais. Serra é um outro tipo de convencimento. Porque também no plano nacional as pessoas vivem hoje - e é uma bobagem não reconhecer - e têm um sentimento de bem-estar. Têm um sentimento de que o Brasil está avançando. No caso do Serra, nós temos é que demonstrar que esse momento de crescimento, expansão da nossa economia, da melhoria dos indicadores sociais, não é fruto de uma administração apenas. É um processo que se inicia lá trás.

iG – Mas como o Serra pode fazer isso?

Aécio – Existem diferenças muito claras entre um e outro. O PT não avançou muito na qualificação da gestão do Estado. Ao contrário. O governo federal optou por construir a sua base muito em função do aumento do Estado. Cria-se um ministério aqui. Criam-se alguns milhares de cargos ali.

iG – Mas como desvincular a imagem que o presidente Lula tem do governo dele nessas críticas que o senhor faz?

Aécio - O presidente Lula é algo diferente. É um fenômeno para ser analisado no futuro. Porque ele independe do êxito do seu governo para ter uma grande avaliação por parte da população. Outro dia me perguntaram se eu faço alguma comparação por ter índices parecidos aqui em Minas. Eu dizia que é muito diferente. Porque o Lula por si só já é este fenômeno. Ele é a representação, no imaginário das pessoas, da ascensão social que qualquer cidadão gostaria de ter.

iG – O senhor sente afinidade com o Lula no sentido de fazer política? Não na forma de governar...

Aécio – Acho que em parte sim. Eu sou amigo do Lula. Tenho uma relação com o Lula que começa muito antes de ele imaginar ser presidente. Talvez ele próprio já imaginava, mas eu não imaginava que ele seria presidente. E eu tão pouco pensava em ser governador. Conheço ele deste a Constituinte. Lula era um reserva de luxo do meu time. Ele era um lateral esquerdo que só deixava entrar no segundo tempo. Tenho com ele uma relação de amizade. Lula é um sujeito que gosta da vida. Eu tenho essa afinidade com ele. É sujeito de bem. Acho que seu governo é falho em muitas coisas. Mais um governo do PT não faria bem ao País.

iG – O fato de, em 2008, o senhor ter costurado uma aliança com o PT e o PSB (para disputar a Prefeitura de Belo Horizonte), ter na sua chapa um segundo suplente do PSB, não dificulta para o eleitor ver quem é oposição?

Aécio – É uma questão que a legislação eleitoral tem de corrigir. No momento em que ela quebra a verticalização, ela permite que as alianças se construam diante da realidade regional. O PSB e o PDT estão conosco não porque eu os cooptei. Eles participam do nosso governo há oito anos. A incoerência maior seria agora, por uma imposição nacional, contrariarem as lideranças desses partidos.

iG – O PT nacional não fez isso com o PT de Minas, ao impor a aliança com o PMDB?

Aécio – No caso do PT, foi algo muito grave. Muito diferente do que ocorreu conosco. No nosso campo, as direções estaduais do partido livremente optaram por estar conosco. As direções nacionais respeitaram. No caso do PT, o partido tinha posição diferente, que era lançar uma candidatura, que era até legítimo. O que fizeram com o PT (de Minas) foi uma grande maldade. O que fizeram com o PT terá danos não apenas nesta eleição. Porque um partido político que representa um ideário, uma proposta. Então para aqueles que fizeram a intervenção no PT o objetivo foi alcançado. Foi o do tempo da televisão. Da mesma forma que foi dado para a Dilma.

iG – Se eleito, como o senhor pretende atuar no Senado para olhar 2014?

Aécio – Não faço política pensando em ganhar uma eleição agora como degrau futuro. Se eu tivesse essa obsessão pela Presidência, eu teria enfrentado essa disputa dentro do partido por muito mais tempo. Quem sabe até ganhando a disputa interna. Eu fui até o momento que deveria ir. No momento em que segmentos importantes do partido caminhavam numa outra direção. Optei por não ser um instrumento da discórdia, da divisão. Acho até que tive um gesto de generosidade. Estou muito confortável. Acho que o Congresso fraco só interessa ao poder Executivo. Temos de fazer uma profunda reforma política na largada do próximo governo.

iG – Seria acabar com a reeleição?

Aécio – Acho que não. A reeleição já está enraizada. Isso (a ideia de acabar com a reeleição) surgiu num determinado momento como moeda de troca. Eu sempre rejeitei muito isso. Você não acaba mais com a reeleição no Brasil.

iG – O presidente Lula e o PT focaram na estratégia de fazer uma bancada forte no Senado. O senhor não teme fazer parte de uma oposição menor do que ela já é, num eventual governo Dilma Rousseff?

Aécio – Digo para você com muita franqueza, por mais que isso não possa ser bem compreendido por alguns companheiros, eu tenho muito afinidade com alguns setores do PT. Mais até que com alguns aliados que circunstancialmente possam estar ao nosso lado. E acho que, até na reforma política, eu vou encontrar em setores importantes do PT uma interlocução que compreenda que é preciso que nós avancemos.

iG – É possível, no futuro, o PT e o PSDB juntos?

Aécio – Acho que nos vamos que viver algumas etapas para chegar até lá. Mas eu acho possível sim. A começar pela defesa de uma agenda comum. Se fosse candidato à Presidência da República estaria propondo uma agenda mínima em torno da qual nós teríamos compromisso de aprovação independentemente de quem vencesse. O PT e o PSDB sabem quais são os nossos gargalos.

iG – O senhor que a campanha se polarizou demais logo no inicio?

Aécio – O que separa o PT e o PSDB é o projeto de poder. Não é mais a visão do Estado brasileiro. Pode ser até que na campanha um puxe para cá e outro para lá. Mas na essência, enquanto governo, a diferença não é profunda. E cada vez vai ficando mais caro manter esse rol de alianças. Caro no que se refere aos espaços no governo, na forma destes grupos agirem. Acho que uma interlocução com o PT em torno de temas centrais, em torno de uma agenda mínima, seria muito saudável a vida brasileira. Se isso lá adiante vai se transformar numa aliança eleitoral é outra questão.

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/lula+e+fenomeno+a+ser+analisado+...

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26 comentário(s)

Comentários

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+26 comentários

Ele tem é que parar de "aspirar uma carreira", mesmo que não seja militar!

 

Sem maldade pessoal!!..rsrsr!!

 

A carreira a que me refiro é a política!..rsrsrsrsrsr!!

 

"Aécio é um vaselina, nada mais." [JMP]

Concordo, plenamente. Ali não há conteúdo, nem confiabilidade. Sua única aspiração é o PODER; nenhum pensamento altruísta nem de conciliação. Só interesse e descalabro.

Impossível ao PT, tão diferente em suas origens e ideais, aliar-se a gente tão mesquinha e desvairada.

 

"Aécio é um vaselina, nada mais." [JMP]

Tambem concordo, estranho como ele ainda consegue enganar alguem com esse discursinho, apenas repete o que FHC jah dizia. Aecio eh o reaionario, o representante do atraso mais perigoso.

Os bilhões jogados fora na inútil construção da "Brasília mineira" é exemplar de quão irresponsável Aecio é no governo.

 

"O que fizeram com o PT (de Minas) foi uma grande maldade"

O acordo mineiro visou um alvo maior que é a eleíção da Dilma. Nestas eleições a estratégia é eleger Dilma e conquistar uma bancada grande, tanto na Câmara como no Senado. Considero que esta seja a ação certa.

Agora, toda vez que o PT assume uma posição pragmática para se fortalecer, aparecem políticos da oposição e jornalistas da velha mídia com discurso de lamentação do tipo, "isto vai contra a história do partido","isto é uma grande maldade". O que eles queriam é um partido "engessado", "coerente", totalmente sem capacidade de se modernizar e enfrentar novos desafios, que ,nos dias de hoje, são bem diferentes do tempo da fundação.

 

Clique para ler:

"Serra esconde FHC, e todos escondem Serra, menos a mídia." (http://eagora-dil.blogspot.com/)
 

 

 "O governo federal optou por construir a sua base muito em função do aumento do Estado. Cria-se um ministério aqui..."

Desde o início da campanha o Serra já prometeu uns três ministérios. O governo Lula não aumentou o tamanho do estado, só está recompondo o que a administração tucana destruiu.

 

Nao ha politica de "conciliacao" em Minas, eh tudo mentira. A politica oficial de Minas eh conspiracao branca.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Duvideodó se o Aécio tivesse sofrido a ira da imprensa daqui de Minas ele teria os índices de popularidade que tem.

Vem ele agora desqualificar o trabalho do governo federal? Tenha santa paciência. Mas ele representa o papel dele, não é? E vai querer desqualificar, fazermos o quê? Fazermos o que se eles não tem peito de esclarecer de fato o que é um projeto liberal, o dele, e o que é o projeto que está aí.

De resto é tentarmos não engolir, e convencer alguns sobre a falácia do circo.

 

Aécio é um vaselina, nada mais.

Melhor para a CEMIG, toda violentada em seu "governo".

Aquilo é um exemplo CLARO de PSDB, a empresa vai explodir, tanta... coisa estranha, tanto endividamento, tantas "aquisições".

Mas, ao menos,  não sofre tanto!

Podia ser pior!

 

E a escolha de Índio da Costa para vice da chapa tucana está nessa agenda de conciliação?

 

Isso demonstra a mediocridade politica paulista quer tucana quer petista.

Sem duvida MG com ajuda da Bahia e RS devem liderar essa agenda minima. Para SP só restará ranço e fígados despedaçados. À SP resta trabalhar  e gerar riquezas, aproveitando-se do crescimento e mercado reservado de outras regioes do brasil. Gerir deve ser deixado para figuras de outros estados mais competentes.

Porém se Aecio quer mesmo empunhar a agenda de seu avô tem que imediatamente se afastar da UDN (DEM e PSDB paulista e da Globo, FSP e Estadao - os meios eternamente golpistas).

 

Isto nunca vai acontecer, a mídia vai se aliar + uma vez ao Alkmin ou irá buscar um outro zero a esquerda que queira ver o Brasil sob o dominio dos EUA. Aécio é apenas mais um, e dizer que Tancredo tinha um projeto de país é um grande engano, sempre ficou em cima do muro, aguardando uma oportunidade. Sua unanimidade é construida pela mídia, com acordos com a Globo e outras mais. Aécio representa mais do mesmo, não transformou Minas em nada, tudo continua a precisar ser feito. Deveria ter aproveitado a oportunidade e transformado a educação em Minas em algo exemplar, com melhor remuneração aos professores, portanto perdeu 8 anos em discursos demagogicos. Deveria ter aprendido a agregar as diversas Minas (Triângulo, Alto Paranaiba, Jequetinhonha, Zona da Mata.....), dotando cada uma das suas grandes regiões de projetos e investimentos que caracterizam estas áreas. A minha esperança era o Patrus, mas infelizmente o PT nacional impôs a Minas o ridiculo do senadorzinho da Globo. Então precisaremos esperar um outro momento para que bons politicos ressurjam nas Minas para contribuir para o crescimento do estado e do país.

O Aécio deverá sim fazer um belo papel aparentemente conciliador, mas com objetivo puramente visando 2014 ou 2018. Não gostaria de vê-lo presidente da republica, este é um cargo que cabe a homens verdadeiramente interessados no bem estar da população. Lula veio e demonstrou isto, Dilma virá e demonstrará isto, depois, só Deus sabe.

 

O Aécio tem algo que gosto: coerência. Independente de concordar ou não, ele não fulmina seu discurso com raciocínios contraditórios. E fala aqui muitas coisas que são verdadeiras. O projeto nacional de eleger Dilma vai sim, custar muito ao partido regionalmente, pelo menos em Minas. É triste para nós ver o Patrus compondo chapa com o PMDB, ainda mais com quem! Então, em matéria de Aécio, por mais que os companheiros de blog discordem, ele é um político respeitável e competente na arte de fazer política. E, especialmente, na arte de delegar a terceiros projetos que não são políticos e sim técnicos. Minas sai imensamente melhor do que estava a 8 anos atrás. Será, tenho certeza, um bom quadro no Senado, especialmente para nós mineiros.

Quanto ao seu apóio a Serra, bem, o discurso dele já diz tudo. E, definitivamente, nossos tucanos são melhores que os de São Paulo. E ainda assim, tem de suar muito a camisa pra ganhar alguma coisa em Minas. Aécio tá eleito, Anastasia vai ter de convencer nos próximos meses e Serra está morto aqui.

 

Vera, eu considero Aécio um político com formação menos autoritária e mais inteligente do que Serra. Só que na hora de governar executa programaticamente a cartilha ultra liberal tucana, na qual óbviamente não acredito, sem contar que ele exibe um certo ranço de se achar "elite", não só econômica, pois essa ele é claro que é. Moral da história? Acho que o país (incluído aí Minas) pode formar políticos melhores do que ele. Um abração.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Serjão amigo, concordo com vc, merecemos políticos melhores, e acho, estamos caminhando lentamente pra conseguir isto. Agora o que não dá é pra por todo mundo no mesmo saco ou julgar pelo selo PSDB, PT, PV, PMDB que não é garantia nem de ser bom e nem de ser ruim. Eu não voto no PSDB pra cargos do executivo, exatamente por isto, por uma questão de que, o executivo dá o tom, as diretrizes, o rumo. E um programa com o tom do PSDB não me agrada. Mas eu quero é que haja políticos com decência, com clareza do que defendem, com métodos dignos de luta. E isto em todos os partidos. A esquerda só é esquerda em face da direita. Se não há contraponto, não há democracia.

Mas a oposição no Brasil tem sido sofrível, abaixo da crítica e isto me exaspera. Meu pai me dizia que dizer a verdade e tirar nota boa não merecia prêmio. Dizia ele quando a gente pedia um reconhecimento por isto, eu e meus irmãos:- vocês não fazem mais do que a  obrigação. Político sério, decente, de nível, não qualifica ninguém, é ( ou deveria ser) pré requisito mínimo. Nós merecemos sim escolher nossos candidatos pelas idéias. O resto é obrigação. Bom que a auto estima do povo brasileiro está cada dia mais fortalecida e cada dia menos aceitamos qualquer coisa.

 

Por isso que eu falei que o Aécio é muito esperto. Nesse ponto ninguém precisa duvidar. E tambem não duvido das intenções políticas legítimas que ele tem. Só não concordo mesmo é com a tal Filosofia de Gestão do grupo dele. Pode ser qualquer coisa, menos desenvolvimentista. E outra, o Aécio pode alardear o que quiser, mas ali a tal sensibilidade social também passa longe. Basta ver o que o tal choque de gestão conseguiu fazer em Minas nas áreas de saúde pública, educação e cultura. Ou seja, questão de prioridades, e sua filosofia de gestão tem várias outras prioridades...

 

Vera, foi por isso que ele disse:

"Por mais que isso não possa ser bem compreendido por alguns companheiros, eu tenho muito afinidade com alguns setores do PT (Lula, Dilma). Mais até que com alguns aliados (Serra, FHC) que circunstancialmente possam estar ao nosso lado", diz Aécio

Coerência, isso ele tem. Agora, como o Ciro Gomes já disse, o Serra é capaz de passar com o trator em cima da mãe para conseguir o que quer!

 

Abraços

Alex

 

Aécio é carioca !

Em Minas, seu grupo político, exerceu política com mãos de ferro.

Aécio (PSDB) não tem um projeto desenvolvimentista como a Dilma (PT) e sim projeto de poder como podemos ver sua gestão nas Minas Gerais !

 

A diferença de abordagem entre Aécio e Serra é gritante. Enquanto um segue o cartel neocon à reboque de uma mídia ultra direita que teme um avanço maior de controle estatal e estabilidade social, o outro enxerga através da conciliação política um futuro maior. Crê que, pode-se sim criticar o PT sem criticar o Governo Lula, assim como se pode criticar o Governo Lula sem criticar o presidente Lula. Também entende que, por mais paradoxal que possa parecer, é mais próximo do setor menos esquerdista e mais central que hoje comanda o PT principalmente no Congresso, do que de alas ultra direitistas e neoconservadoras que comandam hoje o PDSB e parte significativa do DEM (embora, comentário meu, isso não se verifique na disputa de "poder", onde os Maia, nitidamente mais moderados que os caciques serristas, comandam hoje o partido, com o esfarelamento do DEM/DF por conta do caso panetone). De fato, prefere passar sua cartilha neoliberal sem atacar setores do Governo Lula que nitidamente bancam sua superpopularidade, como a política social, a expansão empresarial e a política externa. Ataca o "aparelhamento do estado" tão alardeado de forma até tímida, subliminar, mas deixando claro que um governo tucano dele "enxugaria" a máquina estatal.  O fato é que, podemos discordar do programa de Governo Aécio, mas há um programa claro, que ele está aberto a discutir. Dois: a opção por Serra se mostra desastrosa não apenas pelo perfil conciliador que um candidato da oposição teria que possui a essa altura das eleições, devido à popularidade e mítica figura do presidente, mas também pela forma do discurso, moderado, calmo e alinhado com o próprio Lula. Creio que, se a vitória de Dilma se confirmar, e ainda num primeiro turno (que não acredito, embora torça), deverá a 4 fatores: 1) opção de Aécio de não ir ao PMDB e continuar no PSDB; 2) O PSDB optar por Serra/mídia e não por Aécio; 3) O DEM estar enfraquecido a ponto de não ter candidatos a vice melhores e sacrificarem a candidatura como forma de protesto, empurrando um vice sem expressão, mas fazendo questão da vice para se manter no jogo político; e 4) A Falta de propostas convincentes, muitas promessas batidas e ataques ao invés de debates significativos por conta do principal candidato de oposição.

 

 

 

 

 

 

Rafael Wüthrich

Pepperland [[http://www.advivo.com.br/blog/1376]]

Aécio costurando o papel de líder da oposição a um eventual governo de Dilma. 

Mais que pós  Lula é pós Serra. Lapidar, esta frase:

"Se fosse candidato à Presidência da República estaria propondo uma agenda mínima em torno da qual nós teríamos compromisso de aprovação independentemente de quem vencesse." - Ou seja, o candidato do seu partido não está fazendo isso....

 

Meu chute. Aécio manobra para se ocupar o espaço vazio de uma oposição "propositiva" que o PSDB deixou vago. Na minha opinião, Ciro Gomes vai se mover neste rumo também.

 

 

Puxa, ele faz uma defesa apaixonada do Serra. Dá pra ver como ele está engajado...

Noves fora a piada, chama a atenção a dificuldade em se criar um discurso contra o atual governo. Essa coisa do inchaço da máquina não cola. De resto, fica o que? Fica na teoria de que PT e PSDB, lá na frente, poderiam estar juntos. O Aécio revelou, nas entrelinhas, o equívoco de Serra ter sido candidato porque, afinal, tudo o que ele disse na entrevista é o oposto do que faz e pensa o grupo político de Serra.

Vai ser interessante o mapa político que se iniciará em 2011...

 

Esse Aecio eh mesmo muito esperto. Sua bandeira eh a gestao/planejamento. Mas eh muito interessante que ele diga que o PT nao avancou nada em relacao a gestao do estado - e martela o velho discurso de aumento da maquina publica, excesso dos gastos, falta de avaliacao da gestao, etc.

Eh claro que isso nao eh verdade, basta acompanhar os trabalhos recentes do IPEA sobre a gerencia do estado brasileiro. Basta entender o PAC, o uso das LDOs, e a gestao conduzida inclusive pela Dilma Rousseff.

Tai, Nassif. Seria um bom debate confrontar as praticas/inovacoes de gestao da maquina publica pelos tucanos e petistas (se quiser, Aecio e Lula). Sao filosofias de gestao diferentes, mas ha avancos em ambos. O caso eh como qualificar e avaliar rigorosamente cada filosofia dessas. O que nao da eh ficar reproduzindo esse discursinho do "meu choque de gestao eh melhor que o do outro" sem ter realmente base de comparacao.

 

"Sua bandeira eh a gestao/planejamento. Mas eh muito interessante que ele diga que o PT nao avancou nada em relacao a gestao do estado - e martela o velho discurso de aumento da maquina publica, excesso dos gastos, falta de avaliacao da gestao, etc":

Nada diferente seria de se esperar de quem esta "emprestando" dinheiro do banco mundial.

Ver tambem

http://en.wikipedia.org/wiki/Washington_Consensus

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

olá nassif, bom dia. uma curiosidade.  e o livro do amaury ribeiro, nos poroes da privataria ,já está no forno? essa historia de dossie deve acabar com a publcação do livro. e olha que tem muito gente esperando isso. ou será que o assunto está sendo negociado pelas cúpulas partidarias. tenho dito. pois alguem já dizia  

 

"iG – O senhor que a campanha se polarizou demais logo no inicio?

Aécio – O que separa o PT e o PSDB é o projeto de poder. Não é mais a visão do Estado brasileiro. Pode ser até que na campanha um puxe para cá e outro para lá. Mas na essência, enquanto governo, a diferença não é profunda. E cada vez vai ficando mais caro manter esse rol de alianças."

Eu concordo totalmente com a avaliacao do Aecio.

PT e PSDB sao muito mais parecidos entre si, do que com seus principais aliados (PMDB e DEM).

Eu sonho com um dia em que poderao se unir -- e para isso precisaremos de figuras conciliadoras, como o proprio Aecio. Infelizmente o PSDB escolheu o Serra.

 

Foo Você vai me perdoar, eu até vejo algo assim, talvez se unam PSDB e PT um dia (num iminente golpe "alienígena"), mas espero que isso não ocorra, pelo menos, antes dos próximos 8 anos, não com essa cambada: S. Guerra, A. Virgílio, Álvaro Dias, FHC, Serra, Jereissati, dentre outros. Também espero que o PT tenha espurgado, até lá, alguns de seus quadros que, bem sabemos, foram responsáveis por muitas besteiras, inclusive que Dilma saiba isolá-los devidamente. A gente vê no discurso de alguns "oposicionistas", como Aécio, p. ex., que há boa vontade quanto ao reconhecimento, sincero, das conquistas de Lula e de sua real importância para a história deste país, e isso é um bom sinal para uma eventual composição futura. Abç