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Amazon pretende abrir loja digital no Brasil

Da Reuters

EXCLUSIVO - Amazon.com pretende entrar no Brasil no 4o trimestre

Por Esteban Israel

SÃO PAULO, 29 Jun (Reuters) - A Amazon.com planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado online de rápido crescimento do país que inspirou o nome da empresa.

O grupo de comércio eletrônico norte-americano, cujo nome é uma homenagem ao rio mais extenso da América Latina, quer conquistar um espaço na maior economia da América Latina com seu tablet, o Kindle, e um catálogo de livros digitais (ebooks) em português, disseram representantes de editoras locais e uma fonte da indústria a par dos planos da empresa à Reuters.

A abordagem totalmente digital permitirá que a Amazon minimize os riscos que uma estreia de maiores proporções implicaria num país com problemas notórios de infraestrutura e um sistema tributário complexo e custoso. A empresa ainda terá de enfrentar uma desaceleração do crescimento econômico do Brasil que ameaça arrefecer o consumo.

"O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias", disse a fonte da indústria, que falou sob condição de anonimato.

"Ter uma operação completa de varejo? Esse é o objetivo", acrescentou.

Representantes de duas editoras locais disseram à Reuters que suas empresas têm feito encontros e videoconferências nos meses recentes para negociar contratos com o responsável por conteúdo do Kindle, Pedro Huerta.

"Eles nos disseram que o plano é iniciar entre outubro e novembro", disse um dos representantes sob condição de anonimato.

O porta-voz da Amazon Craig Berman recusou comentar o assunto.

Maior varejista online do mundo, a Amazon é a mais recente empresa norte-americana a buscar uma fatia do mercado de comércio via Internet brasileiro de 10,5 bilhões de dólares. Espera-se que o segmento cresça 25 por cento neste ano, impulsionado pela crescenta classe média do país. Outras companhias incluem a de serviços de filmes Netflix e a de aluguel de casas AirBnB.

Essa seria a mais recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após ingressar na China em 2004 e na Índia mais cedo neste ano.

Mas a ofensiva ocorre em um momento de desaceleração da economia brasileira após uma década de forte expansão. Espera-se que a economia local cresça em 2012 menos que os 2,7 por cento do ano passado, levantando questões sobre se o momento é adequado para a chegada da Amazon.

Para o diretor da empresa de pesquisa eBit, com sede em São Paulo, Pedro Guasti, o mercado brasileiro online só atingiu agora proporções suficientes para representar algum interesse à Amazon.

"Neste ano devemos atingir 12 bilhões de dólares em vendas online, um nível que justifica a sua entrada. Se eles esperarem muito mais, o custo se tornará muito alto", disse.

SUPREMACIA DO KINDLE

A Amazon acredita que conseguirá dominar o mercado de ebooks do Brasil com seu dispositivo de leitura, o Kindle, impulsionando as vendas de livros virtuais para 15 por cento do mercado editorial no primeiro ano de operações, ante 0,5 por cento atualmente, disse a fonte com conhecimento dos planos da empresa.

A Amazon espera controlar 90 por cento do mercado de ebooks no Brasil, adicionou a fonte, parcialmente porque muitos brasileiros já baixam conteúdo de seu site utilizando dispositivos de leitura comprados no exterior.

Brasileiros respondem por 1 por cento do tráfego mundial aos sites da Amazon. Isso se compara a 2,3 por cento no Reino Unido e 1,3 por cento na Alemanha, onde a empresa já opera.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de 500 reais (239 dólares) -três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro, segundo a fonte.

A estratégia de priorizar market share e não lucro tem sido adotada pela Amazon em outros mercados, levantando críticas à habilidade de a companhia obter retorno de seus investimentos no longo prazo.

A Amazon já assinou contrato com cerca de 30 editoras brasileiras e está correndo para estabelecer um portfólio de cera de 10 mil ebooks até a temporada de vendas no Natal, disse a fonte próxima aos planos.

Uma editora envolvida nas negociações disse que a Amazon planeja vender seus ebooks a cerca de 70 por cento do preço de capa, com uma margem de lucro de 40 a 50 por cento.

"As receitas para nós serão insignificantes, mas nós vemos essa possibilidade como um canal importante para promover nossos produtos e vender mais livros físicos", disse a editora, que pediu para não ser identificada porque as negociações com a Amazon ainda estão em andamento.

A manobra da Amazon pode incentivar outros competidores norte-americanos a estabelecer sites no Brasil.

Uma distribuidora disse que a Barnes & Nobles já estabeleceu contato com editoras brasileiras a respeito de seu dispositivo de leitura digital, o Nook. Uma porta-voz da companhia disse que há planos de expansão internacional, mas não fez comentários específicos sobre o Brasil.

LOGÍSTICA E CARGA TRIBUTÁRIA

Rumores da chegada da Amazon estão movimentando o mercado de comércio online brasileiro, com muitos participantes preparando plataformas para competir com a gigante dos EUA.

Apesar da penetração relativamente baixa da Internet, o Brasil recentemente superou a Índia como a segunda maior base de usuários do Facebook no mundo, e é um dos mercados de mais rápido crescimento para smartphones.

Mas editoras e redes de varejo online alertam que quando a Amazon expandir suas ofertas ela terá dificuldade de replicar seu eficiente modelo de negócios no Brasil, onde os custos trabalhistas são altos, os impostos são complexos e menos de 20 por cento das estradas são pavimentadas.

Redes de comércio online brasileiras criticam impostos interestaduais e problemas logísticos no vasto país, que grosso modo tem perto do tamanho dos EUA e onde o correio é entregue, às vezes, por meio de canoas. Impostos e intermediários encarecem produtos importados.

O chefe da associação de comércio online brasileira camara-e.net, Ludovino Lopes, disse que a Amazon terá de se adaptar. "Eles terão de tropicalizar seu modelo de negócios para enfrentar esses desafios."

Uma estratégia provável é a abordagem a longo prazo.

"Acredito que a Amazon dará pequenos passos inicialmente e então investirá em crescimento. A Amazon é uma empresa grande e poderia subsidiar suas operações no Brasil por anos antes de lucrar lá", disse o analista Colin Sebastian, do R.W. Baird, em San Francisco.

Competidores locais afirmam que a Amazon primeiro precisará provar que consegue competir nesse ambiente desafiador.

"Eles terão de enfrentar os mesmos problemas que nós sempre tivemos", disse o diretor da Livraria Cultura, uma das maiores redes de livrarias do Brasil, Sérgio Herz.

"Até agora, eles estavam no paraíso e nós no inferno. Venha ao inferno conosco, Amazon."

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Algo está estranho aqui... O Kindle foi isentado de impostos de importação há algum tempo.

 

http://www1.folha.uol.com.br/tec/772073-decisao-isenta-kindle-de-impostos-de-importacao.shtml

 

Quanto a livros serem isentos, comigo, só ocorre a isenção se o livro vier pela EBCT - Correios. Se o pedido for postado por serviço expresso ou courier - Fedex, DHL, UPS, etc - pago os 60% de tarifa de importação.

 

Livro é imune. Se cobrarem, pague (para poder retirar o produto) e entre com um processo administrativo de restituição de pagamento indevido na Receita Federal. Mas veja bem se não é a transportadora que está embolsando o valor como se tributo fosse!

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

"Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

(...)

VI - instituir impostos sobre:

(...)

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão."

 

a Amazon é uma grande empresa e como toda grande empresa a espectativa e que traga boas coisas ao Brasil. Nao devemos desacreditar no avanço dela devido ao fato de aqui serem cobrados um dos impostos mais altos do mundo. Como brasileiro, acredito  que a Amazon trara muitas coisas boas ao pais.

 

Livro é imune. Se vem do exterior, não paga imposto de importação. Se fabricado no Brasil, não paga nenhum dos impostos internos.

O pessoal, aí em cima, só pode estar reclamando do imposto sobre o Kindle. Se comprar pelo Correio, paga, para importar, de tributos brasileiros, 60% do preço do produto acrescido do frete. Qualquer valor a mais calculado pela Amazon, são eles que estão embolsando.

http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/rts.htm

Os preços por livros eletrônicos cobrados pelo oligopólio da Amazon são absurdos. Não têm, praticamente, custos para a reprodução, mas cobram quase o preço do livro físico. E passamos a ser escravos do Kindle, pois os pilantras utilizam um formato que só é lido no Kindle. Não posso emprestar, não posso dar, não posso vender. Na verdade, não compro um livro, alugo um direito pessoal de ler. Para fazer qualquer dessas coisas, preciso agir na ilegalidade. Existem programas que convertem o formato da Amazon em outros formatos compatíveis com outros dispositivos, mas a atividade é ilegal.

Toda o artigo foi construído para atacar os direitos trabalhistas e o Estado brasileiro. É uma bobagem dizer que é difícil distribuir livros no Brasil. O Correio transporta um pacote de São Paulo ao Rio Grande do Sul em dois dias. No dia, se for necessário. Os lugares de difícil acesso (interior da Floresta Amazônica, por exemplo) são os menos habitados e onde, provavelmente, não haverá clientes de livrarias, logo não é um problema para os distribuidores. O resto é conversa fiada neoliberal.

Se o governo quiser estimular a leitura, é melhor distribuir bibliotecas pelo país (virtuais ou não), melhorar a qualidade de ensino e flexibilizar as leis de direito autoral, não estimular oligopólios transnacionais.

Se quiser comprar livros baratos, compre usados. Dou um exemplo prático. Comprei, recentemente, o livro Always Coming Home, da Ursula K. Le Guin, sobre uma sociedade anarquista no futuro distante. Não há versão no formato eletrônico. Preço da Amazon - US$ 26,95:

http://www.amazon.com/Always-Coming-Home-California-Fiction/dp/0520227352

Preço do usado na rede de sebos Abebooks.com - US$ 1,00:

http://www.abebooks.com/servlet/BookDetailsPL?bi=7461048482&searchurl=kn%3Dalways%2Bcoming%2Bhome%2Bursula%26sortby%3D2%26x%3D0%26y%3D0

A mesma coisa para os livros nacionais. Por exemplo, o livro Olga, do Fernando Morais. Preço do livro novo na Livraria Cultura - R$ 25,00:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=olga&tipo_pesq=&tipo_pesq_new_value=false&tkn=0

Preço do mesmo livro, usado, da Estante Virtual - R$ 3,00:

http://www.estantevirtual.com.br/livreiromaluco/Fernando-Morais-Olga-51378825

Espero que se rompa o oligopólio da Amazon e tenhamos leitores de livros eletrônicos que funcionem com um formato genérico como o e-pub ou pdf.

Enquanto isso, a pirataria é a solução.

Sugiro que leiam os livros do coletivo Wu Ming, escritores que distribuem gratuitamente os próprios livros para fins não comerciais:

http://www.wumingfoundation.com/italiano/portugues_direto.html

 

  A quem interessar possa (e ainda não conhece): onde conseguir livros bons e baratos aos milhões

 

  http://www.estantevirtual.com.br/

 

  Desculpe pela propaganda gratuita, Nassif, mas juro de pés juntos que não tenho nenhum interesse comercial nisso.

 

Essa também é boa: http://30porcento.com.br/ todos os livros com 30% de desconto, sempre.

 

Compro muito livro no exterior, sempre achei um absurdo o preço do e-book.

Em geral, sai mais barato comprar um livro usado em bom estado do que um e-book, ou às vezes até mesmo um novo, depende da promoção.

O preço do e-book se torna ainda mais absurdo quando se compara com o livro pelo seguinte: um livro, depois de o ler,  vc pode emprestar, dar, doar, trocar, revender. Um e-book só vai "rodar" no e-reader do próprio comprador, jamais no de outro (a não ser um piratex sem proteção).

Ou seja, de fato e no final das contas, o e-book sai mais caro que um livro comum.

A vantagem do e-book, no caso de compras no exterior, é que vc o recebe no ato e não precisa esperar uma média de 30 dias até a entrega.

 

 

 

 

a Amazon planeja vender seus ebooks a cerca de 70 por cento do preço de capa

e eu que vim todo esperançoso achando que a partir de outubro poderia consumir livros às centenas... gostaria de saber a justificativa oficial da amazon pra cobrar 70% do valor do livro impresso sobre o digital, já que o custo de produção de um ebook é quase nulo se comparado ao do livro de papel. mas imagino que o motivo seja a politica nacional de elitização da leitura, da cultura e do conhecimento, que a amazon já deve ter assimilado.

 

 

 

Lembro que a Amazon iria entrar no mercado brasileiro anos atrás comprando o Submarino, então líder de mercado. Para evitar isso a Americanas comprou o Submarino dando origem à B2W, que hoje gerencia o submarino, a americanas.com, o shoptime.com e a blockbuster.com, e é a maior empresa de e-commerce da América Latina.

O problema é que hoje a B2W vai de mal a pior, problemas de entraga, problemas na justiça e prejuízo atrás de prejuízo. Para a Amazon entrar no mercado brasileiro hoje basta comprar a B2W que já possui a estrutura necessária, inclusive uma plataforma para livros digitais (e-book).

Nesse caso, a maior concorrente seria a brasileira Nova Pontocom, empresa de internet que surgiu com os esforços conjuntos das Casas Bahia e do grupo Pão de Açucar, e gerencia os sites do extra, casas bahia, ponto frio e outros. Não enfrenta problemas na justiça, não possui muitas reclamações de clientes que compraram notebook e receberam um tijolo ou um pacote de miojo, e não possui muitos problemas de ordem financeira.

Acho que os consumidores só tem a ganhar com a inevitável chegada da Amazon.

 

Comprar a B2W seria um suicídio!

A Amazon vai entrar no Brasil com estrutura própria e com serviço de entrega realizado pela UPS Brasil (a subsidiária Brasileira foi adquirida integralmente pela matriz alguns meses atrás). Ela vai construir um sistema de armazenamento totalmente automatizado como nos EUA. A B2W só iria trazer dores de cabeça. A Amazon faz muito bem o que propõe a fazer, já a B2W não.

 

Tudo bem. No caso do Kindle, o grande vilão são os impostos cobrados no Brasil. Mas alguém pode me explicar por que os livros, tendo isenção de impostos (o que acarreta redução de custos), custam tão caro no Brasil? É só comparar com outros países.   E o e-book, com maior redução ainda, custar quase o preço do livro físico?

 

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

Eu fiz um teste há pouco no site da Amazon para a compra de um Kindle.

O Kindle mais barato que pode ser importado custa US$109, o preço promocional de 79 dólares não se aplica ao Brasil. Na finalização da compra a Amazon calcula o custo do frete e as taxas de importação.

O frete cobrado é de US$21.98. E, por fim, são cobrados inacreditáveis US$124.59 em taxas de importação. Ou seja, o imposto é maior do que o valor do produto (alguma novidade?!). O total fica em US$255.57, ou seja 500 reais. Não vejo como vender o Kindle no Brasil por 500 reais é subsidiar o produto.

Uma imprecisão no texto é afirmar que o preço seris o triplo do que é vendido nos EUA, na verdade é o dobro. E aí sim, devido a impostos. Mas repito, a Amazon não dá como opção o preço promocional de US$79 para o Brasil.

Confiram abaixo.

 

"Até agora, eles estavam no paraíso e nós no inferno. Venha ao inferno conosco, Amazon."

 

  Nesse caso, no inferno ficam os compradores de livros, isso sim. Ninguém explica como um produto que possui ISENÇÃO TRIBUTÁRIA pode ser tão caro. Será que a Livraria Cultura ou qualqur outro pode explicar isso?

 

E no caso dos e-books, além de isenção tributária, não têm gastos com papel e gráficas.  E ainda  querem vender quase pelo preço (alto) do livro físico.  A desculpa do "custo Brasil" não vai poder ser usada...  raça gananciosa essa.

 

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

Kindle três vezes mais caro que nos EUA.


E-books a 70% (!)  do preço de capa.


Pretendem dominar 90% do mercado de e-books no Brasil.


 


Depois reclamam da pirataria.

 

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

Nassif

Lamentavelmente é mais uma grande coporação que vem nos esfolar.

Será que não deveriam praticar preços menos abusivos, já que é virtual?

Vergonha....

 

Mário Mendonça

[...] a um preço subsidiado de 500 reais (239 dólares) -três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro, segundo a fonte.

A estratégia de priorizar market share e não lucro [...]

 

Que absurdo é esse?

 

O absurdo chama Brasil. Uma emprese dessas teria um potencial imenso de popularizar a leitura. Mas nosso governo quer animais de tração, não pessoas.

 

É realmente um absurdo, o Kindle ser vendido aqui pelo triplo do preço americano, e ainda dizer que é subsidiado. A única solução é não comprar. Assim, os caras têm um prejuízo e se dão conta que não podem praticar esses preços abusivos.

 

Não é absurdo, chama impostos. Pra importar o Kindle fica mais caro que os R$500,00 que eles vão cobrar. Basta ir no site e verificar por si quanto eles cobram de impostos. Eu sei, eu tenho um Kindle.

 

A importação pelo correio tem uma alíquota de 60% do valor do produto mais o frete. Se a Amazon calcula mais, são eles que embolsam a diferença:

http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/rts.htm

"

Aplicação

 

Importação de bens pelos Correios, companhias aéreas ou empresas de courier, inclusive compras realizadas pela Internet.

O Regime de Tributação Simplificada (RTS) aplica-se, ainda, no despacho aduaneiro de presentes recebidos do exterior.

O RTS não se aplica à importação de bebidas alcoólicas, fumo e  produtos de tabacaria.

Valor Máximo dos Bens a serem Importados

O valor máximo dos bens a serem importados neste regime é de US$ 3,000.00 (três mil dólares americanos)

Tributação

60% (sessenta por cento) sobre o valor dos bens constante da fatura comercial, acrescido dos custos de transporte e do seguro relativo ao transporte, se não tiverem sido incluídos no preço da mercadoria.

 

Obs. : Quando a remessa contiver presentes, o preço será o declarado, desde que compatível com os preços praticados no mercado em relação a bens similares;

Tributação na Importação de Software

Softwares pagam 60% (sessenta por cento) sobre o meio físico, somente se o valor do meio físico vier discriminado separadamente na Nota Fiscal

Atenção:

Caso o valor do meio físico não seja discriminado na Nota Fiscal o pagamento do imposto recairá sobre o valor total da remessa.

Isenções

    1. Remessas no valor total de até US$ 50.00 (cinqüenta dólares americanos) estão isentas dos impostos , desde que sejam transportadas pelo serviço postal, e que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas;
    2. Medicamentosdesde que transportados pelo serviço postal, e destinados a pessoa física, sendo que no momento da liberação do medicamento, o Ministério da Saúde exige a apresentação da receita médica.
    3. livros, jornais e periódicos impressos em papel não pagam impostos (art. 150, VI, "d", da Constituição Federal);

Pagamento do Imposto

Na hipótese de utilização dos Correios, para bens até US$ 500.00 o imposto será pago no momento da retirada do bem, na própria unidade de serviço postal, sem qualquer formalidade aduaneira.

Quando o valor da remessa postal for superior a US$ 500.00, o destinatário deverá apresentar Declaração Simplificada de Importação (DSI)

No caso de utilização de empresas de transporte internacional expresso, porta a porta (courier), o pagamento do imposto é realizado pela empresa de courier à SRF. Assim, ao receber a remessa, o valor do imposto será uma das parcelas a ser paga à empresa;

 

Obs.: Nas remessas postais o interessado poderá optar pela tributação normal. Para isso deve informar-se no momento da retirada do bem nos correios.

 

Na hipótese de utilização de companhia aérea de transporte regular o destinatário deverá apresentar a DSI podendo optar pela tributação normal.

Base legal

Decreto 6.759/09Art. 81 do Decreto 6759/09

Portaria do Ministro da Fazenda 156/99

Instrução Normativa SRF Nº 096, de 04/08/1999"

 

 

Não se esqueça do ICMS, que incide sobre o preço da mercadoria somado com o Imposto de Importação.

http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Como-Importar-Eletronicos-Legalmente/1452/4

 

Um pouco depois de postar meu comentário, fui ao site da Amazon fazer uma compra teste e realmente, neste caso, a culpa é dos impostos. Postei um outro comentário com o resultado abaixo.