Revista GGN

Assine

Antonio Torres, o escritor e seu ofício

Coluna Econômica

O grande escritor é ele e seu ofício solitário, ele com ele. Não ambiciona riqueza ou poder. Sua ambição é o reconhecimento dos leitores e dos iguais, os demais escritores. Muitos escrevem pensando apenas no reconhecimento posterior; outros ambicionam o reconhecimento imediato. Mas seu mote, sua seiva vital é o reconhecimento de seus pares.

***

Um grande escritor não nasce, é construído ao longo de décadas e de livros, de personagens que cria, de tramas que tece, de sentimentos que explora, na solidão intermitente de seu quarto, raras vezes nos salões dos poderosos. Explora novas formas de conhecimento, a atualização permanente da leitura e da análise de pessoas e circunstâncias.

Não busca a popularidade fácil dos jornalistas, a exploração do factual, do imediato, o atendimento da catarse dos leitores. O grande escritor ambiciona a eternidade. Para os de família quatrocentona, a eternidade pode ser um mausoléu no Cemitério da Consolação; para os muitos ricos letrados, uma fundação que leve seu nome; para o provincianismo brasileiro, um nome de rua.

Para o grande escritor, deveria ser a Academia Brasileira de Letras (ABL). Mas não é.

***

A ABL, a casa de Machado de Assis, que deveria ser a guardiã implacável dos valores da literatura, a defensora intransigente da meritocracia, a defensora dos escritores, o selo de qualidade, o passaporte final para a posteridade, é uma casa menor, em alguns momentos parecendo mais uma cloaca de fazenda do que um lugar de luzes e de letras.

***

Ao preterir o escritor Antônio Torres em favor do jornalista Merval Pereira, a ABL demonstrou a pequenez não propriamente dela, mas de uma certa elite superficial brasileira, provinciana, atrasada.

De pouco adiantou o fato de que os livros de Torres ajudaram o Brasil a ser mais conhecido por leitores da Itália, Argentina, México, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Bélgica, Holanda, Israel, Bulgária. Ou o fato de dois livros seus – Um táxi para Viena D’Áustria e Essa Terra - traduzidos na França, terem levado o governo francês, em 1999, a lhe conferir o título de "Cavaleiro das Artes e das Letras”.

***

Merval tem a visibilidade e o poder proporcionados pela Rede Globo. Tem moeda de troca – o espaço na Globo, podendo abastecer o ego de seus pares e as demandas da ABL. Poderia até ganhar prêmios jornalísticos, jamais a maior condecoração da literatura brasileira.

Tem apenas dois livros, um de 1979, feito a quatro mãos, outro mais recente, mera compilação de artigos que escreve para o jornal “O Globo”.

Mas representa poder – no caso, a mídia -, assim como, em outros tempos, o poder era o general Lyra Tavares, Getúlio Vargas, Roberto Marinho, aos quais também se curvou a ABL.

***

De Merval, duas declarações de endosso. Da indescritível Nelida Piñon, enaltecendo seu... cavalheirismo. E a informação de que, dos acadêmicos, conhece apenas João Ubaldo Ribeiro – colunista de “O Globo”.

***

Nos grandes jornais, nenhuma crítica. Inúmeros colunistas tiveram cócegas nos dedos, para denunciar o ridículo. Mas o corporativismo falou mais alto.

Sem votos
51 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+51 comentários

 

O Merval devia se envergonhar! É muita cara de pau.

 

a.gif (659 bytes)ntônio Torres nasceu no pequeno povoado do Junco (hoje a cidade de Sátiro Dias), no interior da Bahia, no dia 13 de setembro de 1940. Ainda menino, mudou-se para Alagoinhas para fazer o Ginásio, mais tarde foi parar em Salvador, capital baiana, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos transferiu-se para São Paulo, empregando-se no diário Última Hora. Lá, mudou de ramo e passou a trabalhar em publicidade. Viveu por três anos em Portugal e atualmente dedica-se exclusivamente à atividade literária e mora em Itaipava, Petrópolis, RJ depois de viver no Rio de Janeiro por várias decádas. É casado com Sonia Torres, doutora em literatura comparada, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), e tem dois filhos,Gabriel e Tiago. mapa.gif (38152 bytes) [clicar aqui para obter fotos do autor]

        Aos 32 anos, Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, que causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano”. O segundo “Os Homens dos Pés Redondos”, confirmou as qualidades do primeiro livro. O grande sucesso, porém, veio em 1976, quando publicou Essa terra, narrativa de fortes pinceladas autobiográficas que aborda a questão do êxodo rural de nordestinos em busca de uma vida melhor nas grandes metrópoles do Sul, principalmente São Paulo.

       Hoje considerada uma obra-prima, Essa terra ganhou uma edição francesa em 1984, abrindo o caminho para a carreira internacional do escritor baiano, que hoje tem seus livros publicados em Cuba, na Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Holanda, , Espanha e Portugal. Em 2001 a Editora Record lançou uma reedição comemorativa (25 anos) de Essa Terra. Torres, porém, não restringiu seu universo ao interior do Brasil. Passeia com a mesma desenvoltura por cenários rurais e urbanos, como em Um cão uivando para a Lua, Os homens dos pés redondos, Balada da infância perdida e Um táxi para Viena d’Áustria.

        Em 1997, Torres decidiu retornar ao tema e aos personagens do consagrado Essa terra. Vinte anos depois, narrador e protagonista voltam à pequena Junco em O cachorro e o lobo, para encontrar uma cidade já transformada pela chegada do progresso. É um romance de fina carpintaria literária que foi saudado pela crítica, tanto no Brasil como na França, onde foi publicado em 2001.

        Foi condecorado pelo governo francês, em 1998, como “Chevalier des Arts et des Lettres”, por seus romances publicados na França até então (Essa terra e Um táxi para Viena d'Áustria). Em 2000, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra. Em 2001, foi o vencedor (junto com Salim Miguel por Nur na escuridão) do Prêmio Zaffari & Bourbon, da 9a. Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, RS, por seu romance Meu querido canibal, no qual Torres se debruça sobre a vida do líder tupinambá Cunhambebe, o mais temido e adorado guerreiro indígena, para traçar um painel das primeiras décadas da história brasileira.

        Dando seqüência às suas pesquisas históricas, ele escreveu o romance O nobre seqüestrador, que trata da invasão francesa ao Rio de Janeiro em 1711, comandada por René Duguay-Trouin, o corsário de Luis XIV, que sequestrou a cidade durante 50 dias, até que lhe fosse pago um alto resgate para que ela fosse devolvida a seus habitantes. O nobre seqüestardor foi finalista no Prêmio Zaffari & Bourbon de 2003.

        Em 2006, Antônio Torres publicou o romance Pelo fundo da agulha, com o que fechou uma trilogia iniciada com Essa terra e prosseguida com O cachorro e o lobo. Este livro foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti e finalista do Prêmio Zaffari & Bourbon, da Jornada Literária Nacional de Passo Fundo.

        Em resumo: autor premiado, com várias edições no Brasil e traduções em muitos países, Antônio Torres é um dos nomes mais importantes da sua geração, com um obra expressiva que abrange 11 romances, 1 livro de contos, 1 livro para crianças, 1 livro de crônicas, perfis e memórias. além de dois projetos especiais (O centro das nossas desatenções, sobre o centro do Rio de Janeiro - e que rendeu um documentário para a TV Cultura, São Paulo -, e O circo no Brasil, da série História Visual, da Funarte, Fundação Nacional de Arte).

Para maiores informações: www.record.com.br

Capa do caderno literário do jornal Le Monde (França) dedicado à literatura latino-americana. O nome de Antônio Torres aparece ao lado de Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Dyonélio Machado, Graciliano Ramos e Moacyr Scliar.

lemonde.jpg (52240 bytes)

Bibliografia

Um cão uivando para a lua - 1972
Os homens dos pés redondos - 1973
Essa terra - 1976
Carta ao bispo - 1979
Adeus, velho - 1981
Balada da infância perdida - 1986
Um táxi para Viena d’Áustria - 1991
O centro das nossas desatenções - 1996
O cachorro e o lobo - 1997
O circo no Brasil - 1998
Meninos, eu conto - 1999
Meu querido canibal ¾ 2000
Essa Terra (edição comemorativa de 25 anos) - 2001

O Nobre Sequestrador -  2003
Pelo Fundo da Agulha - 2006
Minu, o gato azul - 2007 (história para crianças)
Sobre pessoas - 2007 (crônicas, perfis e memórias)

 

Mais lamentáveis do que o eleito, só mesmo os nomes dos seus eleitores. É de chorar...

 

O que mais me dói é que Merval Pereira ocupará justamente a cadeira de Moacyr Scliar na ABL. Além de grande escritor, com uma obra vasta e premiadíssima, Scliar foi um ser humano raro. E no dia 3 de junho de 2011, ele morreu pela segunda vez.

Réquiem para Moacyr Scliar

Você é um ser humano da melhor qualidade. Você é generoso, vive uma existência dedicada à compreensão do outro. Você se torna médico sanitarista porque acredita numa saúde pública capaz de curar os males provocados pela miséria e o abandono. Você se torna escritor porque acredita que a literatura, mesmo quando cruel, é um santo remédio para o espírito. Você constrói uma das mais fecundas e profundas obras literárias brasileiras. Aí você morre e...

Meus pêsames, mestre Moacyr Scliar.

 

joserezendejr

Verdade!!Verdaderissíma.

Estou de luto pela segunda vez.

 

A Academia redimidaFeliz vitória
Passamos agora a comemorar a eleição de um dos nossos para a Academia, antecipando o sarau literário regado a licor de jenipapo, que faremos realizar em data oportuna. 
“Eleva-te no azul! Corta-o serena e forte…
Rasga o seio à amplidão! Embriaga-te no arrojo
do vôo triunfal! Deixa que estruja o norte,
que o mar rebente em fúria e encarcere no bojo
as potências revéis e as ciladas da morte!
Atira-te no espaço!

E, se um dia, singrando os céus, vieres de rojo,
rotas as asas de aço, banhada em sangue, o olhar
em febre, a alma descrente, não te abata o cansaço!
De oceano atro e fatal não te sorva a torrente…
Grita, forceja, anseia e combate e disputa…
morre a lutar, morre na luta, mas, antes de morrer, tenta ainda voar!”

A SUPREMA BATALHAO vencedor de todas as batalhas,
o triunfador de todos os perigos,
que entre balas, granadas e metralhas
jamais tremeu em face de inimigos;
o que passou por apertadas malhas
de ciladas, ardis e ódios antigos,
e sacudiu as poeiras e cinzalhas
da terra ingrata onde não teve amigos,
não é o herói que desfraldou bandeiras
e combateu a própria covardia
assaltando redutos e trincheiras,
mas aquele que, humilde e sem história,
dia a dia lutou e poude, um dia,
contra si mesmo prclamar vitória!
Salve Pátria !Mãe de heroísmos, vida, força, esplendor, esperança nossa, salve ! A vós bradamos, os humildes soldados de vossa grandeza, e a vós suspiramos, gemendo e sonhando nesta hora de combate. Ela, pois, advogada do nosso passado, a nós volvei, perpetuamente, os exemplos dos nossos mortos e depois da batalha, conservai-nos puros ante vossa presença augusta.
Bendito seja o fruto da vossa história. Oh nobre ! Oh altiva ! Oh sempre gloriosa Pátria, mantem-nos fiéis ao espírito e à Terra do Brasil, para que possamos viver em vosso serviço e morrer defendendo as cores sagradas de vossa BANDEIRA IMORTAL !
By: Professor Hariovaldo Almeida Prado

 

 

O critério que leva a escolhas desse tipo não está circunscrito à ABL.  Veja nossos tribunais de justiça, nossa oficialidade superior das FA e da polícias, a composição dos nossos órgãos consultivos.  Nosso serviço público em geral.  A oração de Rui está mais presente do que nunca em nosso pais.

 

Prezados,

a Academia Brasileira de Letras, como é hoje, nada tem a ver com os bons escritores.

 

Bom, pelos termos do estatuto, a ABL é instituição privada. Não tem compromisso com o país, com o povo,  ou com a língua falada por aqui. Mas vejam vocês o artigo segundo:

Art. 2º - Só podem ser membros efetivos da Academia os brasileiros que tenham, em qualquer dos gêneros de literatura, publicado obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livro de valor literário.
As mesmas condições, menos a de nacionalidade, exigem-se para os membros correspondentes.

Será o caso do Merval?

 

Por Um Pé de Feijão

Antônio Torres

Nunca mais haverá no mundo um ano tão bom. Pode até haver anos melhores, mas jamais será a mesma coisa. Parecia que a terra (á nossa terra, feinha, cheia de altos e baixos, esconsos, areia, pedregulho e massapê) estava explodindo em beleza. E nós todos acordávamos cantando, muito antes do sol raiar, passávamos o dia trabalhando e cantando e logo depois do pôr-do-sol desmaiávamos em qualquer canto e adormecíamos, contentes da vida.

Até me esqueci da escola, a coisa que mais gostava. Todos se esqueceram de tudo. Agora dava gosto trabalhar.

Os pés de milho cresciam desembestados, lançavam pendões e espigas imensas. Os pés de feijão explodiam as vagens do nosso sustento, num abrir e fechar de olhos. Toda a plantação parecia nos compreender, parecia compartilhar de um destino comum, uma festa comum, feito gente. O mundo era verde. Que mais podíamos desejar?

E assim foi até a hora de arrancar o feijão e empilhá-lo numa seva tão grande que nós, os meninos, pensávamos que ia tocar nas nuvens. Nossos braços seriam bastantes para bater todo aquele feijão? Papai disse que só íamos ter trabalho daí a uma semana e aí é que ia ser o grande pagode. Era quando a gente ia bater o feijão e iria medi-lo, para saber o resultado exato de toda aquela bonança. Não faltou quem fizesse suas apostas: uns diziam que ia dar trinta sacos, outros achavam que era cinqüenta, outros falavam em oitenta.

No dia seguinte voltei para a escola. Pelo caminho também fazia os meus cálculos. Para mim, todos estavam enganados. Ia ser cem sacos. Daí para mais. Era só o que eu pensava, enquanto explicava à professora por que havia faltado tanto tempo. Ela disse que assim eu ia perder o ano e eu lhe disse que foi assim que ganhei um ano. E quando deu meio-dia e a professora disse que podíamos ir, saí correndo. Corri até ficar com as tripas saindo pela boca, a língua parecendo que ia se arrastar pelo chão. Para quem vem da rua, há uma ladeira muito comprida e só no fim começa a cerca que separa o nosso pasto da estrada. E foi logo ali, bem no comecinho da cerca, que eu vi a maior desgraça do mundo: o feijão havia desaparecido. Em seu lugar, o que havia era uma nuvem preta, subindo do chão para o céu, como um arroto de Satanás na cara de Deus. Dentro da fumaça, uma língua de fogo devorava todo o nosso feijão.

Durante uma eternidade, só se falou nisso: que Deus põe e o diabo dispõe.

E eu vi os olhos da minha mãe ficarem muito esquisitos, vi minha mãe arrancando os cabelos com a mesma força com que antes havia arrancado os pés de feijão:

- Quem será que foi o desgraçado que fez uma coisa dessas? Que infeliz pode ter sido?

E vi os meninos conversarem só com os pensamentos e vi o sofrimento se enrugar na cara chamuscada do meu pai, ele que não dizia nada e de vez em quando levantava o chapéu e coçava a cabeça. E vi a cara de boi capado dos trabalhadores e minha mãe falando, falando, falando e eu achando que era melhor se ela calasse a boca.

À tardinha os meninos saíram para o terreiro e ficaram por ali mesmo, jogados, como uns pintos molhados. A voz da minha mãe continuava balançando as telhas do avarandado. Sentado em seu banco de sempre, meu pai era um mudo. Isso nos atormentava um bocado.

Fui o primeiro a ter coragem de ir até lá. Como a gente podia ver lá de cima, da porta da casa, não havia sobrado nada. Um vento leve soprava as cinzas e era tudo. Quando voltei, papai estava falando.

- Ainda temos um feijãozinho-de-corda no quintal das bananeiras, não temos? Ainda temos o quintal das bananeiras, não temos? Ainda temos o milho para quebrar, despalhar, bater e encher o paiol, não temos? Como se diz, Deus tira os anéis, mas deixa os dedos.

E disse mais:

- Agora não se pensa mais nisso, não se fala mais nisso. Acabou. Então eu pensei: O velho está certo.

Eu já sabia que quando as chuvas voltassem, lá estaria ele, plantando um novo pé de feijão.


Antônio Torres
nasceu no dia 13 de setembro de 1940 num lugarejo chamado Junco (hoje município de Sátiro Dias), na Bahia. Aos 20 anos, em São Paulo, foi chefe de reportagem de esportes do jornal "Última Hora". Redator de publicidade desde 1963, trabalhou em algumas das principais agências do País, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sua estréia literária se deu com o romance "Um Cão Uivando nas Trevas", publicado em 1972. Em seguida, viria a publicar mais quatro romances: "Os Homens dos Pés Redondos" (1973), "Essa Terra" (1976), "Carta ao Bispo" (1979), "Adeus, Velho" (1981), "Um Táxi para Viena D´Áustria" (1991), "Balada da Infância Perdida" (1996), "O Cachorro e o Lobo" (1997) e "Meu Querido Canibal" (2000), entre outros. Pelo conjunto de sua obra, foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, em 2000.

Embora se considere essencialmente um romancista, Antônio Torres tem alguns contos, que publicou em livros e antologias, no Brasil e no Exterior.

Publicado originalmente em "Meninos, Eu Conto", Editora Record - Rio/São Paulo, 1999, o texto acima foi selecionado por Ítalo Moriconi e consta do livro "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 586.

 

http://www.releituras.com/antoniotorres_menu.asp

 

"O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas" Nelson Rodrigues

Sorte do Antonio Torres, ao menos no que concerne aos atuais acadêmicos, todos que entraram para a imortalidade da ABL morreram imediatamente para a literatura e nunca mais escreveram alguma coisa que prestasse.

 

Todo este imbróglio remete minhas parcas  recordações pós-halzeimer, para  aquele  famoso gol " la mano de Dios "  da  última copa "de  inutilidades futebolisticas" do México em 1986.

Ver o Merval dando entrevistas para o mano Sardemberg na CBN tentando dizer  que  sua  eleição, igualzinho ao gol de Mardona valeu ,e  ele  tem algum mérito literário, é  ......simplesmente hilário!!!

Vai ser  cara  de  pau assim na Conchinchina!!!!  ( por  acaso, existe mesmo  este lugar??)

 

 

 

Ah, Tio Almir, vou tentar achar esta preciosidade .

 

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

 

 

Não achei o conversê do "imortal" com o sardemberg, mas em compensação conseguí estas dicas sobre o papel da ABL na militância reaça, ouçam :

1º) Merdval abre o jogo sobre o papel politiqueiro da abl ao lembrar daquela enfadonha acusação ao livro didático da Prof.Heloísa Ramos .

2º) A absurda militância de "imortais da abl na luta PIGuiana pela "liberdade de expressão" .

 

1º)  iframe src='http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2011/noticias/merval_110602</p></div> <br /> </d

2º)   frame src='http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2008/noticias/abl_080925

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Ô, titio, que injustiça a sua! Com a Conchinchina (ou Cochinchina), digo. Manda o cara pra Miami, p.ex., pra Conchinchina não! Ela não existe mais como tal, era o nome dado a uma região do sudeste asiático, que fez parte do Vietnã do Sul e, hoje, da República Socialista do Vietnã. Sabe qual é a principal cidade da ex-Conchinchina? Ho Chi Minh, ex-Saigon. Acha que o pessoal de lá merece receber essa figura.

[Mensagem pessoal para meu Tio Almir: titio, ou v. se retrata, ou não falo mais com você e ainda peço para a vovó pra te passar um carão!]

 

"O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas" Nelson Rodrigues

Tá bom LE,

Me  desculpem os  cidadãos  conchinchineses!!      Melhor  mesmo mandar o Merval lá  prá  Miami, ou  melhor, para o Texas, fazer o que  mais  o PIG gosta:  lamber as  botas  do Bush!!

Ufa!  minha  vó era  mesmo terrível.......não deixou eu namorar minha  prima!!!

 

Com a palavra, Prof. Hari Prado

 

5 junho 2011

A Academia redimidaFiled under: Artes — Hariovaldo @ 21:30
Tags: , , ,

Feliz vitória

Passamos agora a comemorar a eleição de um dos nossos para a Academia, antecipando o sarau literário regado a licor de jenipapo, que faremos realizar em data oportuna.

“Eleva-te no azul! Corta-o serena e forte…
Rasga o seio à amplidão! Embriaga-te no arrojo
do vôo triunfal! Deixa que estruja o norte,
que o mar rebente em fúria e encarcere no bojo
as potências revéis e as ciladas da morte!
Atira-te no espaço!

E, se um dia, singrando os céus, vieres de rojo,
rotas as asas de aço, banhada em sangue, o olhar
em febre, a alma descrente, não te abata o cansaço!
De oceano atro e fatal não te sorva a torrente…
Grita, forceja, anseia e combate e disputa…
morre a lutar, morre na luta, mas, antes de morrer, tenta ainda voar!”

 

A SUPREMA BATALHA

O vencedor de todas as batalhas,
o triunfador de todos os perigos,
que entre balas, granadas e metralhas
jamais tremeu em face de inimigos;

o que passou por apertadas malhas
de ciladas, ardis e ódios antigos,
e sacudiu as poeiras e cinzalhas
da terra ingrata onde não teve amigos,

não é o herói que desfraldou bandeiras
e combateu a própria covardia
assaltando redutos e trincheiras,

mas aquele que, humilde e sem história,
dia a dia lutou e poude, um dia,
contra si mesmo prclamar vitória!

Salve Pátria !

Mãe de heroísmos, vida, força, esplendor, esperança nossa, salve ! A vós bradamos, os humildes soldados de vossa grandeza, e a vós suspiramos, gemendo e sonhando nesta hora de combate. Ela, pois, advogada do nosso passado, a nós volvei, perpetuamente, os exemplos dos nossos mortos e depois da batalha, conservai-nos puros ante vossa presença augusta.

Bendito seja o fruto da vossa história. Oh nobre ! Oh altiva ! Oh sempre gloriosa Pátria, mantem-nos fiéis ao espírito e à Terra do Brasil, para que possamos viver em vosso serviço e morrer defendendo as cores sagradas de vossa BANDEIRA IMORTAL !

http://hariprado.wordpress.com/2011/06/05/a-academia-redimida/

 

 

A Nélida já declarou que não lê seus próprios livros (sei que outros escritorês também não leem), mas leem outros escritores. Parece não ser o caso da "indescritível", que é alienada, elitista, só lê O Globo, portanto, só se junta aos seus iguais.

 

Em campanha para as duas próximas vagas: Bruna Surfistinha e Pedro Bial!

 

Merval Pereira não foi eleito para a ABL. A Globo foi.
Isto é Brasil.

 

O Merval precisa urgentemente ler o primeiro capítulo do livro "Por uma vida melhor". Principalmente em relação ao emprego do ponto:

"O mesmo Ministério da Cultura que apresentou em 2003 um projeto que foi considerado pelo cineasta Cacá Diegues uma manifestação stalinista oferece uma nova versão da Lei Rouanet, que tem o mesmo objetivo de direcionar os espetáculos culturais para 'compromissos sociais' que o governo considere adequados ao que imagina para o futuro do país." (do livro: O Lulismo no Poder)

"Especialmente sob a orientação de Frei Betto, que viria a ser seu assessor especial no Palácio do Planalto, deixando o governo desiludido (sic) com os rumos tomados pelo que deveria ser o programa estruturalmente transformador do governo Lula, o Fome Zero, substituído pelo Bolsa Família, de cunho acentuadamente assistencialista, sem grandes preocupações com mudanças estruturais da sociedade." (do livro: O Lulismo no Poder)

---------

"As várias ideias que compõem um texto precisam ser apresentadas de maneira que o leitor possa acompanhá-las. Por isso, é importante saber usar um determinado sinal de pontuação: o ponto [.]. (pag.13 - Por uma vida melhor)

"...Mas o texto não facilita o trabalho do leitor, e você, que tentou lê-lo, deve saber por quê. A divisão do texto em períodos, marcados com ponto, não ocorreu. (pag.18 - Por uma vida melhor)

"... uma cuidadosa divisão em períodos é decisiva para a clareza dos textos escritos. A língua oral conta com gestos, expressões, entonação de voz, enquanto a língua escrita precisa contar com outros elementos. A pontuação é um deles." (pag.18 - Por uma vida melhor)

A eleição ilegítima de Merval Pereira para a ABL
http://www.ipetitions.com/petition/mervalnaabl/

Capítulo 1 - Por uma vida melhor
http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf

 

Pois é, o Mino notou essa "característica estilística" da sintaxe "mervaliana". O desprezo pelo ponto substituído sempre e em qualquer circunstância pelo pronome "que". 

 

Juliano Santos

Mas o importante é escrever de acordo com a norma culta, não é? A comunicação clara e precisa não importa.

Até hoje me lembro dos pontos que perdi na disciplina Redação. Usava muito a palavra "que". Meus períodos ficavam enormes e difíceis de entender. A professora chamava de "queísmo" e considerava um erro de estilo. Mas afinal, quem sou eu para criticar um "imortal".

 

"...indescritível Nelida Piñon..." é ótimo! Sintetiza e expõe o que é a ABL da maneira mais cruel e verdadeira possível.

 

Perguntinha básica: fosse o agraciado, lulista, haveria este post?

 

Claro que sim. Por exemplo, se fosse o Professor Hariovaldo seria bem mais justo. Ele escreve infinitamente melhor que o Merval, que segundo o Mino, abarrota seus textos com o pronome "que"

 

Juliano Santos

Prezado Calvin,

Acho que você tem uma leve dificuldade na compreensão de textos em português. Provavelmente você deve dominar melhor o françês (é meu caso tambêm), o latim (para brigar com os papistas) ou o alemão (para brigar com Luther). Peça ajuda, você poderá ter participações mais claras neste blog.

Abraço huguenote,

 

Lionel

 

Pesquise o arquivo do blog. Combato exatamente esta dificuldade de compreensão por aqui com papel e lápis.....desenhando!

 

Nossa, nessa o Calvin foi "fondo"! Percebe-se mesmo o quanto conhece este blog. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 
Sim. Só o pensamento primário nao consegue enxergar qualquer assunto alem da politizacao primaria.
 

 

E você acha que o agraciado é o quê?

 

Sem dúvida.

Quando a ABL abandonou a literatura pela política, perdeu o sentido.

 

Não, a ABL não abandounou a literatura à política. Apenas está enchendo o "tanque" com bio-combustível. A tradicional gasolina anda fora de moda, está cara, polui em maior grau, e estará escassa em médio prazo. Política, quando bem dosada, faz bem pra saúde.

 

   Entre os "imortais" da Academia Brasileira de Letras estão José Sarney e Marco Maciel, no

passado tivemos Adelita e agora chega Merval pra reforçar a mediocridade.

 

A casa da Machado de Assis há muito tornou-se a casa da mãe Joana.Ali se pratica o exercício da bajulação.Não há lugar para verdadeiros escritores.

 

A votação na ABL passa por um escrutínio político que se acentua na escolha de perfis cada vez mais de centro-liberal. Aqueles que recusam são os verdadeiros literatos, são os escritores de nossa língua.

 

Ivanisa Teitelroit Martins

 

Faz lembrar que há outros escritores, desse mesmo alto nível, que já escreveram até dois livros, que estarão nessa mesma disputa, a seguir. A elite se destacando. É muito importante para o futuro dos eleitores brasileiros, saberão distinguir os melhores livros. Aliás, não li nenhum desses livros, não tive tempo ainda, algumas revistas semanais e jornais diários, em que esses mesmos escritores e escritoras nos saboream com seus intelectos, estão com prioridades. É a necessidade de obter cultura.

 

luto.

 

Nassif,

Para mim faltou no seu artigo também constatar outra obviedade: a inveja de mais de metade da ABL, que, como Merval, nunca fizeram uma única obra de literatura, e não suportam o sucesso de uma pessoa que escreva a verdadeira literatura, não uns poucos artigos de jornal.

Utilizando, agora contra o Merval, a metáfora do poste.

Fosse um poste concorrendo com o Antônio Torres, ganhava o poste. E é precisamente a este papel que Merval se prestou: Merval é um poste.

 

PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

O que li, num trecho em que se fala do imensurável Curt Meyer-Clason:

O poeta de Sentimento do Mundo lhe era especial: “Sua voz reservada, sussurrada, me lembrava Ingeborg Bachmann [escritora austríaca] em suas leituras”. Depois de ouvir de Drummond que ele não tinha o menor interesse em entrar para a Academia Brasileira de Letras (ABL), Meyer-Clason o descreveu: “por não ser agressivo, recusar prêmios era sua forma de protestar.”

Em 1965, a ABL homenageou Meyer-Clason com a medalha de ouro Machado de Assis, como reconhecimento pela tradução de Grande Sertão: Veredas. Para o autodidata Curt Meyer-Clason, o segredo da tradução é fazer das cores da estranheza algo reconhecível.

 

http://www.substantivoplural.com.br/tradutor-curt-meyer-clason-completa-100-anos/

 

bom ao menos o Antonio pode ser grato ao merval por te-lo tornado conhecido!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Foi, mesmo, Mario Blaya, vou ser entrevistado por ele na Globo News qualquer dia desses. Como é que você ficou sabendo??

 

Caro Antonio Francisco: Claro que não. Não mesmo. Seguro que coração de mãe não se engana.

 

Caro Nassif:

Na ocasião da notícia dessa eleição fajuta eu escrevi no meu comentário: "O ridículo sem limites..." Aproveito o seu post para salientar o que Freud falava de todos aqueles que se dedicavam às artes: sublimação. Como sempre, Freud não usou essa palavra em vão. Quis significar que os artistas através de suas obras "sublimavam" a dor fundamental da falta humana, mas aos seus apreciadores restava usufruir o sublime inerente às mesmas.

Não é o caso, não é?

Um abraço,

 

José Antônio

 

Pra mim está ótimo .

Merdal na abl, Gilmar Dantas no stf etc... . quanto mais lama melhor !

Um dia estas instituições renascerão das cinzas .

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

A entrada na Academia Brasileira de Letras é um critério que uso para escolher os autores que leio.

Se é filiado, não leio.

A literatura já abandonou a ABL faz um bom tempo.

 

 

 

Um bom parâmetro para leitura; não ler obras dos "imortais" da ABL.  A eleição de Merval Pereira expõe a mediocridade daquele Casa. Tenho umas duas revistas de piadas do falecido comediante Costinha. Se vivo poderia se candidatar com grandes chances.

 

Costinha tinha graça , pelo menos Sal. 

Algo que Merval não tem!

 

A mãe do Merval já intuía em 50% o que o filho dela seria. 

 

jomarlov, você se refere ao val, de valor, não é? kkkk