newsletter

Pular para o conteúdo principal

As Apaes e o MEC

Por Flavio Mello

Caros AMIGOS,

O que está ocorrendo de fato em relação ás Apaes é politica inclusiva equivocada do Governo Federal. Nós, familiares das Apaes acreditamos e sonhamos com todas as crianças na Rede regular de ensino, desde que não seja da forma atropelada, sem ouvir as APAES que há 50 anos inclui as pessoas com deficiência.

É preciso ouvir os familiares e os próprios deficientes, e esse diretito está nos sendo tirado. Não somos uma instituição de caridade e sim um parceiro do governo na execussão das políticas de atendimento. acho que o MEC deveria procurar as APAEs, que já tem a experiência, para capacitar a rede regular para receber os alunos com deficiência intelectual, pois esses estão indo para as escolas e qundo chegam na adolescência estão voltando para a APAE. as escolas ainda não estão preparadas.

Inclusão sim! mas com responsabilidade e ética.

Flavio mello - Irmão de um aluno da APAE com paralisia cerebral severa ( aqueles que não aparecem na TV e não estão nas escolas e dependem das APAES) 

Média: 4.7 (3 votos)
28 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+28 comentários

No Município de Olímpia no estado de São Paulo, a Apae foi condenada por abandono intelectual, dopar os alunos com calmante , maus-tratos, agressão, intimidação, assedio moral, e por abuso sexual dos alunos deficientes pelo professor de educação fisica TIAGO PESSOA LOURENÇO R.G. 421594743 registro no Conselho Federal de Educação Física nº 068417-G/SP foi condenado pelo Ministerio Publico.

 

Não defendam as APAES até terem um filho vitima de maus-tratos, abandono intelectual, dopado com remédios e "pedofilia" como ocorreu na APAE de Olimpia/SP que é considerada a melhor do estado de São Paulo.

A psicologa coagi, a coordenadora pedagoga coage, o diretor bate de cinta e o professor de ed. fisica pratica pedofilia.

Além do mais, procurei e não achei nenhum aluno alfabetizado na APAE de Olimpia/sp....Se tiver algum...queiram me apontar!!!! Quem tem que ensinar é o estado que está assegurado pela LDB. onde os pais podem exigir no M.E.C., secretaria de educação e as APAES....onde cobrá-las?????? Na realidade virou cabide de emprego e forma de projeção social.

 

Quanto mais se falar das Apaes, melhor...mas usar em campanha só prejudica.

 

Peregrino, não prejudica. É preciso qualificar o debate entre os candidatos. Essa luta do Senador Flavio Arns é incansável. A educação inclusiva de crianças e jovens com necessidades especiais é um direito constitucional. As APAEs deveriam estar participando desse debate junto às instâncias do MEC no sentido de avaliar e qualificar a transição. Esta é uma questão supra-partidária que a imprensa em geral não dá destaque. Se, como Senador, Flávio Arns não conseguiu estimular a sociedade a fazer esse debate, por que ele não poderia ocupar o espaço eleitoral para este fim? É uma causa meritória! Esteja Flávio Arns em que partido for. Ele é um dos senadores, antes deputado federal, mais éticos do Congresso e sua causa é muito digna.

 

Ivanisa Teitelroit Martins

Boa noite, Ivanisa...

até entendo que é preciso ocupar sim, tudo por uma bela causa, mas não da forma que está sendo feito.............bem...a meu ver é “aparelhar”, se beneficiar politicamente

procure saber da federação e atualmente a quem está sendo permitido falar das Apaes em campanha

Ideal é permiti que todos falem, que divulguem ao máximo as Apaes, livres e acima dos partidos, como você muito bem colocou.

 

"O que está ocorrendo de fato em relação ás Apaes é politica inclusiva equivocada do Governo Federal":

O que eu sei:  "nosso filho" com Down's (o filho da "vo" e do "vo", nossos amigos, minha filha o chama de "meu irmao do Brasil" ate hoje) voltou pro Brasil sabendo portugues, ingles, bastante ASL, e um pouco de espanhol.  Ele era obrigado a ir aa escola especial em Newark enquanto era menor, e quando ele nao aparecia por alguns dias a policia aparecia la pra perguntar por que nao foi(!!!).  Eh caso de cadeia nao enviar os filhos pra escola nos EUA, especiais ou nao.

Vou ficar com o Geraldo Reco a respeito da falta de informacao sobre o caso.  Eu nao conheco mais uma cachorrada do governo de SP o suficiente pra saber o que dizer. 

No entanto, Flavio, sou incapaz de ver de qual maneira uma escola "regular" poderia receber alunos com Down syndrome sob qualquer circunstancia!  O aluno especial em uma escola normal vai estar igual meu amigo no Brasil, cercado de gente que nao tem ideia do que ele sabe e nenhuma ideia de como chegar ao conhecimento dele porque eles nao teem ideia do que o conhecimento dele eh ja que nao sabem ingles, espanhol, ou ASL --pra piorar, a do Brasil eh BSL ou coisa que o valha.  (Fiz um curso de 3 mezes de ASL (American Sign Language) no meio dos anos 80, nada de mais, era gratis, ainda deve ser ate hoje.  Devo lembrar ainda de umas 10 "palavras" que seja.)

A questao nao eh so emocional pois escola nao pode lidar com isso, nao eh problema deles.  O objetivo unico da escola de atingir o conhecimento do aluno e aumentar lo.  Essa possibilidade inexiste na escola "regular" para alguem com Down's especialmente se for mudo ou surdo.  Nao da!

Esperando mais dados tambem...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Parece-me que está havendo do ponto de vista do MEC um equívoco do que seria educação inclusiva. Entenda-se MEC como uma referência à política educacional, pois muitos pedagogos teóricos concordam com as idéias do ministério.e, na minha opinião, estão errados.

Confundem educação inclusiva com colocar na mesma classe crianças portadoras de necessidades especiais (ou deficiente, por que não?) com as crianças normais, ou portadoras de necessidades normais - embora ninguém que eu saiba use esse termo. Crêem que isso seria adequado pois evitaria uma suposta "discriminação" sofrida por essas crianças quando educadas em classes especiais e específicas para elas.

Sou marido de professora do estado, alfabetizadora. Há um tempo patrocinamos com nossas prórias economias um curso de pós-graduação para ela em educação inclusiva. Creio que o curso era coordenado pela APAE e PUC. Curso de primeiro nível. Tive acesso a alguns textos e, pelo menos os que li, eram de uma idealização da realidade que beirava o desvario.

Dizia algo mais ou menos assim, "um dia o portador de necessidades especiais será tratado nas escolas como apenas mais uma criança diferente, diferente como todas são, como o magrelo alto é o vareta ou girafa, o gordinho tem apelidos assim como os que usam óclulos também têm. Todos temos características individuais e algum dia (se vitorioso  o modelo educação inclusiva que era proposto) a necessidade especial será encarada como mais uma dessas características individuais" .

Lindo, não? Lindo e de uma lógica de merda.

Quando uma criança cadeirante poderá ter sua condição comparada com a do magrelo ou do baixinho, quando um portador de sindrome de Dow poderá ser comparado com o gordinho, quando mesmo um menino com óculos  "fundo-de-garrafa" poderá ser comparado com um cego?

Aliás, sou pai de um garoto gordinho que não gostava nada dos apelidos

Educação inclusiva é dar a essas crianças o ferramental necessário para que quando adultos eles possam interagir com a sociedade e com o meio físico que os espera. A convivência é necessária, mas não deve ser confundida com suficiente. E essa convivência pode se dar em vários locais além da sala de aula, no condomínio, no parque, no supermercado, enfim, em qualquer espaço público.

Além do que, salas de aula e pátios de escola podem ser locais muito cruéis, tão cruéis quanto as crianças são. Uma vez, durante um curso de pedagogia ouvi um depoimento de uma moça de uns 22 ou 23 anos, cega e que estava completando o ensino de 2º grau na escola pública, por coincidência, numa escola onde eu havia estudado também. O depoimento dela foi " o unico local onde me senti respeitada foi no Instituto Padre Chico para Cegos". Vá falar isso para a doutora pedagoga que escreveu o texto comentado acima.

Educação inclusiva é uma ação multidisciplinar e específica para cada necessidade. Jamais a escola pública, ou qualquer escola, estará preparada para atender tamanha variedade de necessidades em uma mesma classe de aula regular, padrão. As classes e as estratégias de ensino têm de ser adaptadas e adequadas a cada tipo de necessidade. Isso só é possível em instituições especializadas para tanto.

As escolas do estado estão preparadas? Não. As professoras foram capacitadas para educar portadore de Dow? Não. Existem rampas para cadeirantes e banheiros adaptados? Não. Um cego pode se deslocar sem acompanhante pelos corredores? Não.

Mas estão lá, todas juntas, na mesma classe. Nenhuma é discriminada. Não somos maravilhosos? 

Em tempo, algumas das mazelas que dificultam o aprendizado de alunos normais são: infestação de piolhos e outras alergias por higinene deficiente, cáries, problemas de visão simples como miopia ou astgmatismo. O estado têm algum programa socio-médico para atender essas crianças, no mais, normais? Que eu saiba não. Mas se propõem a a integrar alunos portadores de paralisia cerebral. Como? Metendo os numa sala regular superlotada e deixando que uma professorinha largada a prória sorte se vire. Enquanto isso, belos textos teóricos sobre educação inclusiva vão sendo escritos pelo professores doutores da USP.

Desculpem o mau jeito, mas esse tema me torna um portador de necessidade especial da paciência que eu não tenho mais.

Só mais um detalhe, minha esposa com mais de 20 anos de magistério e especialização de alfabetização assim que concluiu a pós em educação inclusiva procurou a diretoria de ensino e se ofereceu para trabalhar nessa área. Foi informada que o estado não tem nenhum projeto para recrutamento de professores mais experientes e qualificados para atuar com o alunado especial. Mas se ela realmente quisesse atuar na área poderia abrir mão das aulas que ela já ministrava nas séries regulares e se inscrever como professora iniciante.

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Não sou parente de pessoa com deficiência e, creio que como a maioria da população, desconheço a realidade das crianças que precisam de educação especial. Mas estudo língua de sinais em uma associação de surdos e ouvi temor semelhante ao do Flavio de um educador de surdos  a rerpeito da educação inclusiva implantada por este governo.

É lógico que a idéia de fazer com que todas as crianças convivam e estudem juntas, independente das diferenças, é muito positivo. Mas me parece legítimo que, nessa fase de transição das escolas especiais para as universalizantes, pais e educadores de crianças com necessidades especiais temam os efeitos imediatos nem sempre bons na educação dessas crianças.

Esse é um tema delicado, que merece um debate sério e não deve ser usado para fins eleitoreiros.

Nassif, considero muito este blog, pela seriedade e abrangência dos temas que você e seus comentaristas trazem. Se você aceitar uma sugestão de pauta para o brasilianas, creio que este da educação especial e inclusiva no Brasil seria muito interessante.

 

No Brasilianas nao, aqui mesmo. É quase impossível discutir algo lá, a gente se inscreve nos grupos e mesmo assim nao consegue postar, recebemos a mensagem "Você nao está autorizado a postar aqui". Lá é complicado demais, é para nerds em computação.

 

Nassif, na qualidade de ex-presidente de APAE, gostaria de contribuir para o debate com alguns pontos:

1. O governo federal repassa regularmente recursos às APAEs (isso é incontroverso);

2. Também, é comum os governos estaduais e municipais auxiliarem as APAEs, seja com o repasse de recursos, seja com o fornecimento de professores concursados e especializados em educação especial;

3. Está em andamento uma política de inclusão (integração social do portador de necessidades especiais), que num primeiro momento significa a inserção de alunos das APAEs na rede regular de ensino (escolas municipais e estaduais);

4. Concordo que a operacionalização dessa política de inclusão apresenta sérias imperfeições e não tem sido devidamente discutida entre as partes (MEC, pais de alunos, professores e dirigentes das APAEs). A ausência de diálogo entre os interessados é ponto crucial para o fracasso da pretendida inclusão.

5. As escolas regulares não têm estrutura e, portanto, não estão preparadas para a inclusão de todos os alunos das APAEs. Então, por enquanto, é ficção imaginar que haverá inclusão plena, de todos os alunos das APAEs.

6. Não há política pública para o transporte escolar regular e obrigatório dos alunos das APAEs. Aliás, este é um aspecto que dificulta bastante o trabalho das APAEs.

7. Caso as APAEs sejam extintas (não creio nisso, mas é bom debater sobre esse risco), muitos alunos portadores de necessidades especiais simplesmente serão privados do ensino especializado que lhes é dado por essas escolas especializadas.

8. Ressalta-se que essa inclusão tem fundamento legal no art. 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), no capítulo V, que trata da Educação Especial: Art. "Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais".

Talvez tenha esquecido de outros problemas, mas são esses  os pontos que no momento gostaria de destacar.

 

Governo Federal financiará a matrícula de estudantes com deficiencia intelectual nas entidades especializadas e no ensino regular ao mesmo tempo.

26.10.2009 Governo anuncia parcela adicional de verbas do Fundeb aos municípios com alunos que precisam de ensino diferenciado Estados e prefeituras vão receber recursos do governo federal para financiar a matrícula de estudantes portadores de necessidades especiais em entidades especializadas nesse tipo de atendimento e no ensino regular ao mesmo tempo. O ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou ontem um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que autoriza uma parcela adicional de recursos aos municípios com alunos que dependam de ensino especial. A regra prevê repasse em dobro a cada aluno nessa condição, a partir do ano que vem, por meio do Fundo Nacional de Manutenção da Educação Básica (Fundeb).O parecer do CNE regulamenta o Decreto Presidencial 6.571/08, que permite apoio técnico e financeiro da União aos sistemas públicos de ensino nos estados, Distrito Federal e municípios para a ampliação da oferta de ensino especial. O decreto prevê que a matrícula de cada aluno portador de necessidade no ensino regular da rede pública e também no atendimento especializado seja contada em dobro, para que os recursos do Fundeb possam subsidiar as duas modalidades.Na prática, isso possibilita ao estudante frequentar a escola regular em um turno e receber atenção diferenciada no outro como aulas para aprender leitura em braile, por exemplo em instituições sem fins lucrativos. Pela regra anterior, o repasse para estudantes que dependem desse tipo de atenção era igual ao de alunos não portadores de necessidades especiais.A criança com deficiência tem direito a uma dupla contagem. O que queremos é induzir a matrícula na escola regular porque o convívio com a diversidade é essencial. O CNE reafirmou o princípio do decreto, com a definição de que, nesse caso, o Fundeb remunera duas vezes a prefeitura pelo mesmo aluno, explicou Haddad. O ministro explicou que a mudança não havia sido regulamentada antes porque foi preciso fazer ajustes no texto inicial do parecer, para evitar erros de interpretação como a de que o governo estaria proibindo o atendimento educacional especializado.Dados diferentes O ministro disse ainda que o Fundeb em dobro para alunos portadores de necessidades especiais será repassado a partir do ano que vem, com base no dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2009, divulgado ontem em Brasília. Os dados, também publicados no Diário Oficial da União, são preliminares e os estados e municípios têm 30 dias para para conferí-los e sugerir modificações.Cabe o alerta aos prefeitos e governadores para que informem sobre dados diferentes, ressaltou Haddad. O parecer do CNE diz que, para a implementação do decreto, os sistemas de ensino devem matricular os alunos portadores de necessidades nas classes comuns do ensino regular e no atendimento educacional especializado, ofertado em salas de recursos ou instituições especializadas, públicas ou privadas sem fins lucrativosSegundo o ministro, o dinheiro não será repassado diretamente às entidades, mas ao governo local, que ficará responsável pela gestão e distribuição dos recursos destinados a cada aluno. O texto vem de onde? Das APAES!Alguma coisa podre no Reino?

 

Reinaldo_

Pode ter razão a crítica, mas ela é muito genérica.

A política de inclusão nas redes regulares de ensino vem da CF de 1988 e LDB, anteriores ao governo Lula. Sei que existem correntes pedagógicas que defendem celeridade na inclusão, outras são mais comedidas.

Seria interessante o pronunciamento do MEC, não sobre a questão do repasse de recursos, pois isso está esclarecido, mas sobre a política de inclusão.

 

 

Fávio,

Compartilho sua opinião e preocupações.

Nessa linha, e embora acompanhe à distância a questão, ajudei a colocar o Fávio Arns no Senado por sua atuação nessa área.

É meritório o desejo do MEC de levar adiante o processo de inclusão.
E mas mais razão ainda tem as APAEs quandoos problemas desse projeto.

Vimos recentemente o majestoso gesto do Ministro Tofolli quando apresentou ao público um seu irmão portador da Síndrome de Down.
Mas o Arns não pode apresentar o filho dele.

Há casos e casos, fato que o MEC, ou correntes dentro do MEC,  parece desconhecer.

É de se lamentar que causa de tamanha imprtância seja tomada de forma oportunística e demagógica em demérito à seriedade com que tanto o MEC quanto as APAEs tratam o problema, mesmo reconhecendo que nesse embate específico, o projeto de inclusão, as melhores propostas estejam com as APAEs.

E é bom lembrar:
Nunca antes na história deste país as APAEs foram "usadas" de forma tão escancarada.
Aliás, que me lembre, de forma alguma.

E aproveito para cumprimentar o Flávio por trazer para debate tema que com maior ou menor distanciamento diz muito a muitos brasileiros.

.

 

 

Eu não sei se entendi direito o que está acontecendo e bem por isso acgo que é melhor alguém esclarecer o que afinal estamos discutindo.

Pelo comentário, aliado ao que levantou Serra no debate, parace que o MEC não está reconhecendo as APAES como instituição de ensino, o que acarreta o não reconhecimento de diplomas e também a impossibilidade burocrática de auxiliar no transporte dos excepcionais.

Se é isso, José Serra é um crápula, pois levantar essa questão como levantou, num debate, significa que simplesmente está se aproveitando da situação, até porque como prefeito e governador que foi teria muito mais a contribuir para a solução da questão do que como candidato .

 

 

Acho um absurdo sem tamanho , entrar nesta polêmica das Apaes únicamente para criticar uns aos outros , porque o que tem que ser discutido é a melhor forma de inclusão destes seres humanos maravilhosos , muito melhores do que os ditos não especiais , pois assim como todos querem é viver melhor e participar , então temos que pesquisar o que se tem feito mundo afora de bom para aplicar aqui , e não ficar usando eles como cobaias de processos esperimentais sem comprovação de eficiencia , não existe demérito algum em copiar coisas boas .

 

Assim como o Fábio, também tenho um irmão estudante da APAE. Uma medida como esta, onde se transfere crianças matriculadas em entidades como a APAE para escolas comuns, é um tanto arriscada.

Não confio em medidas governamentais, elas são mal administradas, imperfeitas desde a sua concepção. Acredito que o primeiro passo (e talvez o único de governo em relação a isso) seria adaptar as escolas - professores, etc - a receberem crianças com deficiência. No entanto, os pais é que devem decidir onde preferem matricular seus filhos.

Muito governo dá nisso.

 

 

Um pessoa que poderia clarear estes pontos, já que grande experiência na área , seria o Sr. Flavio Arns, que já foi deputado federal pelo PSDB na era FHC, depois elegeu-se senador pelo PT e agora é candidato a vice-governador pelo PSDB no Paraná , ele é uma liderança nacional do movimento das Apaes.

 

Ex PSDB, Ex PT e agora do PSDB.  Aí tem química!

 

 

entendo a reivindicação de mais diálogo. lembro que a questão da inclusão está inscrita na ldb, lei 9394/96. 14 anos e os gestores e redes ainda não se prepararam p receber esse aluno, qdo estarão preparados? vou deixar a polidez de lado: falta vergonha na cara a esses gestores(falo, sobretudo, de secretários municipais e estaduais de educcação) para efetivamente viabilizarem a inclusão.

 

Embora eu até concorde que falta mesmo vergonha na cara a muitos gestores, a verdade é que a questao está longe de ser simples, e nao se resolve só com dinheiro. O grande entrave é a formação específica que seria necessária para os professores: é absolutamente impossível dar essaS formaçÕES (no PLURAL) para todos os professores das redes.

No caso dos surdos, por ex., seria necessário que os professores fossem FLUENTES em línguas de sinais. Se mesmo para aprender uma outra língua oral sao necessários anos, imagine uma língua numa modalidade totalmente diferente, para cuja aprendizagem professores-aprendizes só podem transferir muito pouco dos conhecimentos que têm sobre a língua que sabem.

Concordo que deva haver inclusao, mas nao em todas as turmas de todas as escolas. As crianças deveriam estar em turmas especiais, mas em escolas comuns. Assim poderiam brincar com outras crianças, nao estar segregadas, mas receberem o apoio especial de que precisam, por parte de professores especializados.

 

Acho que isso tudo é um mal entendido, falta de diálogo ou percepção, entre o Governo e as Apaes, porque não acredito que queiram fazer a inclusão das crianças excepcionais, sem aproveitar a experiência dessas associações.

Temos sempre que tomar cuidado com os interesses políticos, que não respeitam área nenhuma da sociedade, por conta das suas ambições, infelizmente.

 

Prezado Nassif.

Nenhum dos moraloides da grande mídia reclamou do Sr. Serra utilizar uma instituição séria como a APAE para fazer proselitismo político.

Usar uma Instituição séria que trabalha há muito tempo pelos deficientes brasileiros em política é algo eticamente condenável.

 

 

Quanto ao MEC nao sei mas o MCT tem destinado bastante recursos as APAEs para a construção de salas de inclusão digital.

 

@DanielQuireza

Todos os tipos de dificuldade têm sido levantados neste governo e não só em relação às Apaes. Há uma ideologia do governo de que não pode ajudar porque não são estatais. Equivoco!!!

Aas dificuldades começaram a ser criadas já em 2003, primeiro ano do mandato do Lula da Silva, quando o Congresso Nacional tentou incluir as Apaes e outras entidades, como as que atendem surdos-mudos e autistas, no antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). AS Apaes lutaram para alterar a lei, mas o presidente vetou com a justificativa de que não havia recursos,

 Durante todo o período de governo, o Ministério da Educação vem dizendo que há necessidade de inclusão, por isso as pessoas com deficiência deveriam ser mantidas em classes comuns. Mas há algumas com necessidades tão grandes que precisam de um atendimento especial, ponderou Arns. Nunca se viu antes as tentativas que foram feitas para desqualificar o trabalho realizado pelas entidades como a Apae.

 As entidades que atendem pessoas com deficiência estão incluídas no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Básico e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), conforme a Dilma ressaltou no debate. Mas foi o  Congresso Nacional, que colocou, porque o projeto mandado pelo governo não previa o atendimento. Pessoas do governo enviaram e-mails "pedindo para não incluir as Apaes, escolas de surdo-mudo e outras no Fundeb". Mas, apesar disso, foi incluído.

No entanto, o Governo está limitando as possibilidades de essas escolas fazerem qualquer projeto para transporte escolar, ampliação, inclusão de ensino profissionalizante ou de equipamentos. Muitos  programas estão inacessíveis. Nunca se viu uma discriminação tão acentuada.. Os problemas estendem-se também ao Ministério da Saúde, que, há cerca de três anos, não estaria aceitando a inclusão de novas entidades para receberem recursos, a fim de prestarem atendimento fisioterápico e de saúde em geral. E das que estão cadastradas cortaram cerca de 30%".

Essa foi a razão do senador Flavio Arns do Paraná sair do PT-  e ir para o PSDB.

Acho que o governo deveria fiscalizar mais as entidades “pilantrópicas e apoiar as sérias como as APAES, que são respeitadas em todo país.

Flavio – Irmão de Uma pessoas com deficiência

 

Ainda sobre o debate...,,por exemplo que a APAE recebe quase 300 milhões de Lula x contra quantos nada de FHC de quem Serra era ministro...quando parlamentar e governador fez o que mesmo pelos APaE....pelos professores deficientes, estes tem reclamado contra os maus tratos,,,bom darmos uma olhada no retrovisar ao votarmos, se dirigimos sem olhar no retrovisor o acidente é inevitável

Diante de tudo isso, será mesmo que a classe média vai querer trocar Dilma pelo Berlusconi

Obs: no momento estou em Balsas-Ma,,,tenho ouvido propaganda dos candid

 

 

Não estou defendendo o SERRA, pelo contrário, não deveria usar tanto a APAE, pederia falar de forma genérica. Pois meu voto vai para o mais coerente que é o Plinio.

Sei que o LULA avançou nos projetos sociais, mas é preciso saber reconhecer os erros. Ou ele só acerta?

prova disso é o José Dirceu, Genuino ( dolar na cueca), entre outros, estão todos impunes!

esse dinheiro faz falta para as apaes, isso eu te garanto!

 

Porque você colocou entre parênteses "dólar na cueca" ao lado de Genuíno? Quem foi pego com dólar na cueca, pela POLÍCIA FEDERAL DO LULA, foi um assessor do irmão do Genuíno. 

 

Desculpe, mas alguém aqui falou em Dilma X Serra?

Parece que não sabem fazer outra coisa além de prejudicar o debate.