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As campanhas anti-pirataria

Por foo

As campanhas anti-pirataria

Muito do que as pessoas argumentam sobre propriedade intelectual é fruto de anos de propaganda anti-pirataria, patrocinadas por grandes corporações. Por exemplo, todos já devem ter visto este video:

http://www.youtube.com/watch?v=GH5LPqp9Irs

É por causa disso que muitos têm uma visão distorcida sobre o assunto, assumindo que "copiar" é igual a "roubar" -- mesmo considerando que, ao copiar algo, não há perda do original.

Aqui vai uma paródia a estes videos aterrorizantes: 

http://www.youtube.com/watch?v=9FgvQ31iIR4

E outros videos que incentivam o compartilhamento:

http://www.youtube.com/watch?v=orEhUEcxHeY

http://www.youtube.com/watch?v=lZbtBbjhchI

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Só não entendo pq chamam Ana Hollanda de ministra do ECAD se ainda não há provas neste sentido, ou seja, o projeto sobre a lei dos direitos autorais ainda é desconhecido, não se sabe a posição dela sobre o assunto, portanto não concordo que ela seja "Ministra do ECAD"

 

 

...spin

 

 

Quando o seu produto pode ser facilmente copiado e (re)distribuído com um custo-tempo insignificante (via internet) sem perda de "valor" do produto, a verdade é o que você não tem mais um produto vendável e competitivo no mercado. Talvez você nem tenha mais um mercado.

E não é apenas uma questão de ser "de grátis" e sim toda a facilidade e praticidade que isso proporciona em relação a abordagem tradicional. Seja ir na loja comprar pessoalmente ou tentar importar um CD sem ter certeza se será taxado ou não ao chegar no Brasil. O lado "de grátis" controlado pelo "consumidor", se desenvolveu e criou hábitos tão rapidamente, que a indústria não conseguiu e não soube reagir. Enquanto a indústria lutava usando processos como armas e fechando sites de compartilhamento (que logo eram substituídos por outros novos), empresas como a Apple, souberam explorar e lucrar com essa mudança de paradigma. Primeiro vendendo tecnologia para explorar os novos hábitos, e depois vendendo serviço (música) para tentar ligar o velho mundo das gravadoras ao novo mundo do mp3. 

A forma como o velho produto é apresentado também é importante para explicar seu declínio em relação ao novo. Da minha parte, não me interessa mais um CD com caixa, folheto e um monte de frescura. Mas nem por isso me desfiz dos que já tinha, até por valor sentimental. O ponto é o conteúdo do mesmo, num formato compatível com o meu celular, PC, etc. E não um CD que dependendo de como um país X encara a questão de direito autoral (e cópias), talvez nem se tenha a autorização para transferir o seu conteúdo para uma mídia mais prática e eficiente. Na verdade, as gravadoras querem te vender o mesmo produto que te venderam como LP, K-7 e CD, só que agora com um novo formato.

Entrando brevemente no tortuoso mundo das analogias, qualquer um pode chegar e fazer um pão similar ao da padaria da esquina, mas pouca gente faz isso devido ao trabalho e tempo que levaria. Isso porque a padaria ainda oferece algum valor para seus clientes. Não vejo da parte da indústria da música a existência de um valor que ainda justifique sua existência em relação a solução "caseira". A solução "caseira" hoje é mais eficaz e eficiente que as velhas fitas k-7 que davam trabalho e até estragavam com o tempo.

Cabe aos artistas, buscarem soluções que defendam os SEUS interesses e não os das gravadoras.

Porque não criar cooperativas, gravadoras comunitárias ou qualquer outra forma de assumir o "controle do jogo"?

Ou ainda, perceber que talvez não haja mais valor para se explorar na música gravada e sim apenas na execução em público dessa música. Talvez até usar a música gravada como instrumento de divulgação como faz a banda Calypso? Exemplo que já vi ser comentado de forma positiva fora do país (por pior que seja a música do grupo na minha humilde opinião).

E para finalizar e descontrair, um gráfico para ilustrar a diferença entre compartilhamento de arquivos e pirataria.

Re: As campanhas anti-pirataria
 

Ok pessoal,
Sem tantas paixões. A Lei de direitos autorais é necessária para que o esforço criativo possa ser recompensado. Não acredito na hipótese de que a inexistência de qualquer direito autoral seja a saída para os exageros e desmandos da grande indústria de entertenimento e para o negócio cada vez mais concentrado das editoras.
Acredito, contudo, que a prioridade deve ser dada à recompensa aos autores a aos artistas (e isso vale também para o software), que exercem o poder da criatividade sem a qual nada disso faz sentido.
Acredito que a internet e os meios digitais podem, se o bom senso e o interesse público prevalecerem contra a usura e os interesses individualistas, repor o sistema no caminho do qual ele não deveria ter saído, cabendo um papel complementar à indústria. Complementar e apenas cabível na medida das ações que não possam ser tomadas pelos próprios artistas.
Não cabe o argumento de que esta indústria que está aí separa o joio do trigo. Se separa, esconde o trigo na maior parte das vezes e vende o joio para as massas. E, até onde observo, prezado Orlando, isto também vale para os EUA.
A estratégia de divulgação irrestrita ou de "código fechado" devem ser ambas complementares, como opções do autor. Ele deve colher os louros e pagar os custos da sua opção. Inclusive os de imagem pela estratégia escolhida. O que não pode haver é a indústria fazendo pressão política (ou policial) para restringir as opções do consumidor/ouvinte/usuário/espectador... O gigantismo que lhes foi concedido nos faz pagar por coisas que têm pouco ou nada a ver com qualidade.

 

Sempre vejo o pessoal falar que R$30,00 em um CD é caro, mas eu não concordo. É mais barato que um livro ou do que ir um restaurante, por exemplo. 

E com relação a software, o que vocês acham? Acham lícito que uma empresa faça um software para vendê-lo e que uma pessoa compre o software e compartilhe com outras 10000, sendo que estas 10000 irão utilizar e nunca irão comprar o software? Que direito estas pessoas têm de utilizar este software?

 

Opinião de uma bela e inteligente artista...

 

Essa tonta só esqueceu de acrescentar o seguinte:

1. Todos os meus discos saíram por grandes gravadoras.

2. Minha gravadora pagou jabá pro meu clipe passar na TV.

3. Minha gravadora pagou jabá pro meu disco tocar no rádio.

4. Minha gravadora tem as melhores relações com o PIG mundial e por isso saem matérias a meu respeito em sites, revistas e jornais.

5. Quando estive no Brasil, o ingresso mais barato pro meu show custava 120 reais (mas se vc quisesse me ver de verdade no palco teria que pagar 450 pilas pra ficar na pista VIP).

Nassif, é brincadeira, mas os seus leitores descem a lenha na indústrai cultural sem saber o que é indústria cultural! Incrível!

Tremendjous, Harry-As-A-Boy, simply tremendjous!

 

O melhor filme é o segundo. O riso vence o melhor argumento.

O direito autoral nunca garantiu renda para o artista. Só o famoso. Quem não era famoso, passava fome.

Os artistas ganham muito bem com shows e outras coisas. Quem é famoso já está muito rico, muito obrigado. Quam não é famoso, a internet divulga. Baixei um disco da banda Pete Brown & Piblokto.  O mercado nunca daria acesso. Nunca poderia comprar esse disco, a qualquer preço, se tivesse que ir a uma loja.

Os filmes estão todos na rede. Estou vendo a coleção do Blake Edwards. Em nenhuma locadora da cidade onde moro tem filme dele, exceto "A Pantera Cor de Rosa".

Os livros são divulgados pela internet também. Quando é bom, todo mundo acaba comprando uma cópia impressa, que não vai desaparecer. Se dá pra ler no pdf, tudo bem: o importante é o conteúdo. Os autores não estão passando fome.

Os remédios, houve melhoras com os genéricos, mas é só o começo. Mas mesmo que a cópia fosse totalmente liberada, duvido que os farmacêuticos iriam todos para a rua. Aliás, ia acabar esse negócio de fazer remédio pra aliviar problema, em vez de curar, como as farmacêuticas fazem

A internet também ajuda o meio ambiente, pois não gasto mais gasolina para ir à loja de CDs ou às locadoras, ou livrarias, todas sempre muito ruins. Quando eu era pequeno, encontrar o álbum branco dos beatles (dos beatles!!) era impossível. Só tem coisa ruim. Livraria, só auto-ajuda. Locadora, só porcaria.

Com o perdão da palavra, só trouxo paga. As ameaças só servem para eles se sentirem bem, paladinos da justiça. E as grandes empresas vivem deles.

 

 

Por falar em 'pirataria', viu o plágio descarado da capa do disco do Erasmo?

 

"Amar Pra Viver ou Morrer de Amor", de Erasmo (à esq.), e "Circus Maximus", de Morlockk Dilemma (à dir.)

 

Ilustrador de capa de Erasmo quer processar alemão por plágio

O ilustrador José Luiz Benício, mais conhecido como Benício, 74, tomou um susto na última quarta-feira quando foi avisado, pela internet, de que a capa que desenhou para o disco "Amar Pra Viver ou Morrer de Amor", de Erasmo Carlos, em 1982, foi plagiada na Alemanha.

"Faço parte de um grupo de ilustradores na internet e eles que viram. Já coloquei uma advogada para correr atrás disso e ver o que pode ser feito. Minha intenção é fazer um acordo", disse Benício à Folha.

O acusado de plágio é o MC alemão Morlockk Dilemma, cuja capa do álbum "Circus Maximus", que será lançado oficialmente em fevereiro, é praticamente igual à capa desenhada por Benício nos anos 1980.

"Não posso deixar isso acontecer. É um absurdo, ele copiou exatamente a mesma capa que eu desenhei, o fundo, é tudo igual, a essência é a mesma, só mudou a cabeça do cara", diz o ilustrador.

Benício é um dos ilustradores mais importantes do país. Ele ficou famoso nos anos 1960 após fazer ilustrações para revistas e cartazes de filmes, principalmente pornochanchadas. É dele o icônico cartaz do filme "A Super Fêmea", com Vera Fischer, nos anos 1970.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/867307-ilustrador-de-capa-de-erasmo-quer-processar-alemao-por-plagio.shtml

 

Antes de entrar nessa discussão gostaria de saber o que pensam disto os do contra e os a favor:

28/01/2011 - 13h06

 

Ilustrador de capa de Erasmo quer processar alemão por plágio

O ilustrador José Luiz Benício, mais conhecido como Benício, 74, tomou um susto na última quarta-feira quando foi avisado, pela internet, de que a capa que desenhou para o disco "Amar Pra Viver ou Morrer de Amor", de Erasmo Carlos, em 1982, foi plagiada na Alemanha.

"Faço parte de um grupo de ilustradores na internet e eles que viram. Já coloquei uma advogada para correr atrás disso e ver o que pode ser feito. Minha intenção é fazer um acordo", disse Benício à Folha.

O acusado de plágio é o MC alemão Morlockk Dilemma, cuja capa do álbum "Circus Maximus", que será lançado oficialmente em fevereiro, é praticamente igual à capa desenhada por Benício nos anos 1980.

"Não posso deixar isso acontecer. É um absurdo, ele copiou exatamente a mesma capa que eu desenhei, o fundo, é tudo igual, a essência é a mesma, só mudou a cabeça do cara", diz o ilustrador.

Benício é um dos ilustradores mais importantes do país. Ele ficou famoso nos anos 1960 após fazer ilustrações para revistas e cartazes de filmes, principalmente pornochanchadas. É dele o icônico cartaz do filme "A Super Fêmea", com Vera Fischer, nos anos 1970.

Re: As campanhas anti-pirataria
 

@Socram:  MIDI virou uma favela.  Falta de governo, so isso...

•••••••

@Sanzio:  O ilustrador tem um caso muito bom pois ate mesmo os pelinhos das penas do passaro sao identicas.  De acordo com a lei, eh plagio sim.  O crime nao eh a copia pra mim, muito menos a adulteracao, eh simplesmente apagar o nome do autor e colocar outro nome.  (Essa eh so uma das razoes que eu detesto rap, alias.)

Sua vez...

 

Isso é plágio. Não tem nada a ver uma coisa com outra.

Uma coisa é eu baixar uma sinfonia do Beethoven para ouvir em casa, ou tocar numa festinha. Outra coisa é eu dizer que fui eu que fiz.

(Embora, fazendo isso, talvez eu consigfa uma consulta no oftalmologista).

Abraço!

 

 

 

Aqui é falta de talento mesmo, o cara copiou e colou a ilustração da pomba pra baixo. Pode reparar que todos os detalhes são idênticos, as pulseiras, as penas da pomba, tudo.

 

Quanta simplificação, Dio Santo !

Um cara confunde teatro com receita de cerveja, outro confunde horas de trabalho do autor com vela acesa ou apagada.

Francamente. O pessoal pró-pirataria quer ouvir música mas não se importa se o músico vai comer ou pagar o aluguel. Que tal então adotarmos um regime socialista para o Brasil ? Assim o Estado banca os artistas e o povo tem seu divertimento "de grátis". Ora essa !

Um compositor, um escritor, um artista plástico, um dramaturgo, passa às vezes 10, 12 horas diárias durante meses debruçado sobre sua obra. E quem paga a conta. Muitos não vivem de "shows", pois o showbizz tem outras regras e nem todo artista aparece. Sem contar um grande número de pessoas envolvidas em produções. Ou alguém acha aí que basta enfiar um cd virgem num laptop qualquer e que ele cospe de volta um trabalho artístico supinpa ! Horas de bom estúdio custa caro. Engenheiro de som e técnico de estúdio recebem pelos seus trabalhos. A produção e a impressão dos cds também tem seu preço. O mesmo serve para os livros.

Vivemos na era das ilusões. O pessoal acha que ter computador e impressora tem uma central de produção em casa. Fácil né ? Sinto informar, mas te enganaram.

Mas paro por aqui. Estou com problemas de visão. Vou procurar um oftalmologista, o melhor de São Paulo. Mas como não posso pagar a consulta, afinal não querem me pagar direitos autorais, levo para ele uma sinfonia. Uma sinfonia em ré maior vale mais do que uma em lá menor ?

 

Desecana Socram,

Junto com a disseminação digital, veio o rebaixamento estético.

Nego ouve MP3 e acha que é audio... Desecana...

 

Pois é Whatever,

fiquei um tanto indignado com a simplificação das coisas. 

E você tem razão, a estética acompanhou a vaca e foi pro brejo.

Mas já passou … desencanei.

 

Interessante: o deus protetor do teatro, Baco, também é o deus do vinho. Por que será?

Ambos tratam de "embriagar" o público, deve ser isso.

Onde está o público para sua arte, socram pb?

Será que não existe algum oftalmologista neste mundo inteiro que se emocione com uma sinfonia?

Se não houver, por que o esforço de escrevê-la?

Eu sei, os oftalmologistas são todos uns insensíveis.

Que dirá o público do site do Luis Nassif, que tal divulgar uma pequena parte da sinfonia para essas pessoas?

Será que esse público vai se "embriagar" com a arte de socram pb?

Espero que sim. Evoé, Baco!

 

Rapaz, acho que você não conseguiu acompanhar o que eu tentei explicar, que pena !

Em tempo : até onde sei não escrevo sinfonias, era só um xiste, percebe ?

 

"O pessoal pró-pirataria quer ouvir música mas não se importa se o músico vai comer ou pagar o aluguel. Que tal então adotarmos um regime socialista para o Brasil ?":

Nao vai funcionar.  Populacao nenhuma vai ser aliciada por argumento risivel assim.

A industria esta mentindo a respeito dos precos de producao desde que os computadores pessoais foram inventados.

Que as industrias de "propriedade intelectual" respeitem seus clientes primeiro.  Cliente que fala com o bolso eh o que elas NAO tem ultimamente.  Eh um mundareu de bolsos mudos...

 

A história do socialismo era só uma piada, por isso exagerada.

.

"A industria esta mentindo a respeito dos precos de producao desde que os computadores pessoais foram inventados."

.

Concordo. Os preços dos CDs são abusivos. Eu também penso que se os CDs custassem um preço justo incluindo a margem de lucro, impostos e tudo o mais, desistimularia muito a pirataria. Penso o mesmo para softwares. O Finale e o Sibelius, por exemplo, custam US$ 600 - licença única -, o que é caro demais. Como um estudante de música pode adquirir um app nesse preço ?

Mas a questão tem dois lados. Um é o das grandes corporações do entretenimento: gravadoras, estúdios de holywood, editoras de best-sellers, marchants …

O outro é o que defendo. O autor e o intérprete e seus direitos de autor e de intérprete. Defendo alguma sociedade arrecadadora que realmente funcione e que realmente distribua.

 

Só lembrando que copiar tá longe de ser novidade nesse mundo, Jesus já "copiava" pães e peixes no tempo dele. E nem por isso era perseguido por padeiros e pescadores.

O ponto hoje é, que se algo caiu na rede, é peixe. Não dá mais para voltar atrás.

Lá no início dos anos 2000 (com o auge do Napster) a indústria da música teve a oportunidade de se adaptar e inovar com novos modelos de negócio e distribuição. Mas optou pela via do confronto através de processos contra indivíduos escolhidos por acaso num mar de internautas que compartilhavam conteúdo.

Cabe a indústria do entretenimento, artistas e demais criadores pensarem num modelo de negócios sustentável nos dias de hoje. Como o experimento do Radiohead com seu álbum In Rainbows que foi vendido durante um período na Internet por o preço que o usuário quisesse pagar, inclusive nada. E não lutar contra a nova realidade através de processos e ameaças.

 

Nassif:

Certo ou errado, bonito ou fêio, legal ou ilegal, etc., etc., mas uma coisa é certa e eu até acho que é isso que sustenta "a difussão em massa da arte, cultura, ciência e conhecimento a custo zero" mundialmente conhecida como "roubo/pirataria", que nunca na história dessa humanidade as pessôas experimentaram uma disponibilidade interativa como agora e são inegáveis os benefícios que isso traz à grande maioria. Os resultados estão aparecendo em larga escala, com velocidade fulminante, tornado os "Assanges" nominados ou anônimos uns verdadeiros "heróis" que posteriormente terão o reconhecimento do todos de bôa vontade. Todas as discussões em tôrno disso, altamente necessárias, são apenas perféricas e em nada alterará o estado atual das coisas. Uma coisa é certa e, como exemplo, estamos assistindo os castelos desmoronarem, fruto do acesso a informações que, outrora, nem em pensamento.

 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

"Certo ou errado, bonito ou fêio, legal ou ilegal, etc., etc., mas uma coisa é certa e eu até acho que é isso que sustenta "a difussão em massa da arte, cultura, ciência e conhecimento a custo zero" mundialmente conhecida como "roubo/pirataria", que nunca na história dessa humanidade as pessôas experimentaram uma disponibilidade interativa como agora e são inegáveis os benefícios que isso traz à grande maioria":

Sabe o preco historico da entrada do (teatro estatal do parque Municipal de BH que eu esqueci o nome) era?  Pois eh.  Era tudo de 30 dolares pra cima.  Ninguem ia a shows em BH por causa disso, e o ja-ralissimo mercado para teatro e shows nunca se desenvolveu.

Eu tenho odio mortal de lembrar disso.  Eu trabalhei seis semanas pra assistir um unico show na minha vida BHina, dos Doces Barbaros.  Essa foi a unica coisa que eu lembro de "ter feito" em BH.  Nunca comprei o disco.

 

Toda propriedade intelectual é um roubo intelectual!

 

Falando nisso, alguém saberia de um link onde eu possa baixar o livro do nassif, o "Cabeças de Planilha"? Vi em lojas por 30 reais mas acho um absurdo pagar isso num livro. Se alguém estiver disposto a ajudar este próximo aqui eu agradeceria (prometo q vou ajudar outros o máximo q eu puder, indicando o link à todos q quiserem comprar o livro, mas claro, sem lucrar com isso)

 

Nao vai funcionar. Vide o dilema do prisioneiro, ultimos capitulos de "O Homem que Calculava".

Pra comecar, sua razao alegada eh de 30 reais ser alto demais e nao eh.  Isso eh, nao seria SSSSSEEEEEE esse dinheiro fosse pro bolso do Nassif.  Nao vai.  Mesmo que a porcentagem seja infinitamente maior no campo de publicacao de livros --em comparacao com o campo musical, por exemplo-- ainda da uns 3 reais.  Eh contra a sustentacao financeira totalmente desnecessaria dessa maquina que a pirataria real luta.  PRINCIPALMENTE no campo internauta, que abrange virtualmente todos os outros.

Eu me entupi de livros de 4 e 5 dolares nos anos 80.  Eles existiam entao.  Ja nao existem ha uns 10 anos, os aumentos de preco destruiram o que era um mercado gigantesco.  O formato de livro de bolso ja quase nao existe se voce tem que ira pra Barnes and Noble pra achar.  Nao da pra comprar livro de supermercado, o conteudo nao esta la --eu nao discrimino o que leio, so leio.

Sim, tou checando a capa do "Smoke, Mirrors, and Murder" da Ann Rule agora:  publicado em 2008, custou $7.99 --ambos eu e minha esposa temos mania de Ann Rule(!).

Nao vai dar pra mim abrir espaco pra ambiguidade a respeito.  Nao abro.  O Nassif esta dentro do ramo de publicacoes e nao vai abrir espaco pra ambiguidade  a respeito dos contratos dele tampouco.  Ta criado um impasse dos mais passaveis do mundo:  sabe o que aconteceu com a •venda• de livros a nivel mundial desde a internet?

Despencou.

 

Ivan,

Não sei se você conhece, mas vou deixar uma sugestão de leitura: Cory Doctorow

É um dos melhores escritores de ficção científica da atualidade -- e ele publica sua obra sob a licença Creative Commons.

http://craphound.com/

 

Ivan P

Eu compartilhei com o pessoal do site uma leva de cerveja estilo Dubbel para comemorar os 40 anos de jornalismo do Luis Nassif.

Se eu fosse cobrar por isso, acho que daria para comprar algumas centenas de cópias do livro "Cabeças de Planilha".

É assim que a cultura livre funciona: cada um produz o melhor de si e todos são beneficiados.

Espero que você lembre disso da próxima vez que for acessar - de graça - o site do Luis Nassif.

 

Hahahahahahahahaha!!!

Na hora em chegou no bolso do dono do site, vc arregou?

É o caso de se perguntar: parou por que? por que parou?

Seria cômico não fosse trágico ter que ler tanta besteira...

 

Espero que você lembre disso da próxima vez que for acessar - de graça - o site do Luis Nassif.

Ahahahahah............

Kumekié, Hans????

Digrátis???

Digrátis é nossa participation na embromation, Nassif faz nome e contratos e contactos por causa do site, pois!

Ou num é, seu Nassif??

Zóia.... eu num bebo... cerveja..... não compro tua cerveja (vira escritor) e num cunverso com a  muié do Ivan!

Hehehe...... por mim tu morre di fome........

Digrátis é bala de PM ou pedófilo.

Bom, eu vô é copiá a Mona Lisa e vender na porta do Louvre... pois não!

E vô cum dólar falso, mais falso que o oficial!!!! 

Cinco estrelinhas... virei ladrão.....mereço, né?????

 

Fico aqui lembrando das fitas K-7. Quando em minha cidade ,no interior, chegava algum amigo que morava na capital e nos trazia um lp que tanto queriamos ouvir, faziamos fila para poder gravá-lo nas fitinhas. Não se falava em pirataria então.

 

Falando em fitas K7, isso me lembrou de uma iniciativa do grupo Dead Kennedys, por volta de 1981.

A indústria fonográfica argumentava, na época, que a gravação caseira em fitas K7 estava "matando a música". (“Home Taping Is Killing Music”)

 

O que os Dead Kennedys fizeram?

home cooking

 

Publicaram suas músicas em fita K7, deixando um lado em branco, onde diziam:

"Gravações caseiras estão matando o lucro da indústria. Deixamos este lado em branco para que você possa ajudar"

:D

 

 

Cultura é como a água, todos tem direito a ela, ela é produzida com substratos comuns a toda a humanidade sendo bem comum e inalienável.

Sou artista plástico e sei o que estou falando.

O artista é mero receptor, antena, de algo maior que se manifesta através dele.

A inflação do ego artísitico é coisa nova, neoliberalismo pós renascentista, cartesiano, redutor.

Qualquer um com um  pouco de informação e direcionamento pode produzir arte, aristas são como as árvores mais altas da floresta que atraem as descargas de energia dessa coisa inexplicável chamada arte, mas qualquer 'árvore' dessa floresta pode também ser um para raio.

Quem não se dispõe a dividir esse dom acaba fazendo coisas, produtos, comodities culturais que de verdade não tem nada, e além do alto preço, carecem de valor!

O artista é o verdadeiro xamã, que sonha os sonhos do mundo, e conta para todos, generosamente.

Podem ridicularizar que eu não ligo!

 

René

Você doa ou vende a sua obra?

 

Uma Carta de Henfil Henfil 

São Paulo, 1º de setembro de 1978.

Eu nunca soube amar. Eu nunca soube amar a cada um. Eu nunca soube amá-los como indivíduos. Eu nunca soube aceitá-los como feios, fracos e lentos. Tragam-me um doente e não chorarei com ele. Mas me mostrem um hospital e derramarei rios e mares. Eu não sei falar e ouvir um homem, uma mulher ou uma criança. Eu só sei fazer coletivo, massa, povo, conjunto. Sou capaz de ser herói, mas não sou capaz de ser enfermeiro. Sou capaz de ser grande, mas não sou capaz de ser pequeno. Eu nunca dei uma flor. Nunca amei uma pessoa. E tenho amor. Dou desenhos, dou textos, escrevo cartas. Sem contato manual, sem intimidade, sem entregar. Por que desenho, por que escrevo cartas? Minha arte é fruto da minha importância de viver com vocês. Um dia, vou rasgar o papel que escrevo, rasgar o bloco que desenho, rasgar até esse recado covarde e vou me melar e besuntar com vocês, tudo com meu grande beijo. Vocês vão me reconhecer fácil: vou ser o mais feliz de vocês.

Henfil

 

Outro exemplo de doador, Henfil, suas palavras:

Uma Carta de Henfil Henfil 

São Paulo, 1º de setembro de 1978.

Eu nunca soube amar. Eu nunca soube amar a cada um. Eu nunca soube amá-los como indivíduos. Eu nunca soube aceitá-los como feios, fracos e lentos. Tragam-me um doente e não chorarei com ele. Mas me mostrem um hospital e derramarei rios e mares. Eu não sei falar e ouvir um homem, uma mulher ou uma criança. Eu só sei fazer coletivo, massa, povo, conjunto. Sou capaz de ser herói, mas não sou capaz de ser enfermeiro. Sou capaz de ser grande, mas não sou capaz de ser pequeno. Eu nunca dei uma flor. Nunca amei uma pessoa. E tenho amor. Dou desenhos, dou textos, escrevo cartas. Sem contato manual, sem intimidade, sem entregar. Por que desenho, por que escrevo cartas? Minha arte é fruto da minha importância de viver com vocês. Um dia, vou rasgar o papel que escrevo, rasgar o bloco que desenho, rasgar até esse recado covarde e vou me melar e besuntar com vocês, tudo com meu grande beijo. Vocês vão me reconhecer fácil: vou ser o mais feliz de vocês.

Henfil

 

Nem doo nem vendo, só tenho feito obras onde é impossível vender, depois de acontecerem elas são desmanchadas e esquecidas (nem por todos) trabalho por fora pra manter meu ateliê e vendo sim, meus trabalhos artesanais, onde o fazer é mais importante que o criar.

Arte pra mim é sacerdócio, só ser do ócio, improdutiva, sem valor ou utilidade que não  seja provocar.

Quer dar uma olhada?

Esse é um trabalho sobre a destruição  urbana provcada pela  esculhambação  imobiliária em Niterói de onde vim.

http://ilariamaral.deviantart.com/gallery/?offset=96#/d13jbsm

http://ilariamaral.deviantart.com/gallery/?offset=96#/d13jc5z

http://th01.deviantart.net/fs20/PRE/i/2007/276/b/e/Building_Smile_Town_3...

Chamva-se Niterói a Autofagia Desdentada de Uma Ex Cidade Sorriso,

mapa de uma região de Niterói, vítima da esculhambação imobliária, toda motada com moldes de gesso de arcadas desdentadas!

 

"desmanchadas e esquecidas" talvez, mas absolutamente fantastico trabalho, cara!!!!!!!

Sua despaixam me lembra da despaixao de John Lennon dizendo que Yoko tinha uma arte linda de se olhar mas que o filho dele sempre terminava comendo a macan...

Parabens!  Fiquei ate com pena de ter tao poucas fotos pra olhar...

 

Ivan, esse é outro 'trabalho' que só serve quando acontece, chamou-se Ocupação Desocupada, pssei 7 dias vivendo na galeria, um Bigue Broder Brasil da arte, no tempo que passei lá decalquei a vista externa nos painéis de vidro da galeria, depois que eu sai, a cama continuou lá, e ao final os desenhos foram apagados.

 

alguns momentos

http://ilariamaral.deviantart.com/gallery/?offset=96#/d24d4q8

http://fc00.deviantart.net/fs47/i/2009/185/8/1/Jobless_Occupation_2_by_i...

http://fc06.deviantart.net/fs46/i/2009/185/3/3/Jobless_Occupation_3_by_i...

 

Se quiser te mando links de outros trabalhos do gênero, valeu a crítica!

 

Na prática foo, a pirataria sem fins lucrativos já é legítima. Tudo q é digital ou digitalizável (um livro q existe só em papel p exemplo), na cabeça das pessoas, é passivel de reprodução, sem que isto cause culpa ou vergonha em quem faz. O pessoal da música já entendeu isto e jlançam canções na internet sem cobrar e sem proteção contra cópias - e eles são os que mais ganhariam com os direitos autorais, já que todo mundo quer música.

As leis anti-pirataria vão cair de maduro, por conta de ampla desobediência pública em escala planetária.

 

O pessoal da música já entendeu isto e jlançam canções na internet sem cobrar e sem proteção contra cópias

Os músicos fazem isso por:

1. Desespero

2. Falta de opção

3. Porque todo mundo faz (vão no embalo)

Este blog é supostamente frequentado por amantes da música, não? Vocês não tem amigos músicos, não? O mundo que vcs pintam dessa cena musical via internet parece a última maravilha das maravilhas, os músicos devem estar vivendo muito bem por causa desse compartilhamento todo...

 

para os que defendem a indústria contra a pirataria, eu invoco as leis de mercado:

- se quiserem acabar com a pirataria, vendam mais barato, que façam a pirataria não compensar.

- afinal cobrar 30/40 reais num cd, para mim é roubo também!!

 

 

Se no camelô custa 5 reais ou na internet, zero, por quanto vc compraria um CD na loja?

 

No código penal brasileiro copiar algo não é crime. Reproduzi-lo, sem intenção de utilização comercial, não configura apropriação de direito autoral, pois ao autor cabe o direito de comercializar sua obra.

Crime é adquirir produto copiado, pois o copiador que vende está infringindo o direito do autor. No caso o crime é de receptação de mercadoria proveniente de ato ilícito (comercialização não autorizada).

Assim, baixar filmes, livros, músicas, scanear documentos, software, nada disso é crime de violação de direito autoral, a não ser que a destinação de uso seja comercial.

 

Mentira!

 

Infelizmente isso não é verdade.

As leis de direitos autorais brasileiras estão entre as mais restritivas do mundo.

Isso estava pronto para ser melhorado, com a proposta de revisão das leis de direitos autorais; mas a atual "ministra do Ecad" pediu para rever a proposta, alegando que era "polêmica".

Sugestão de leitura:

 

Lei de direitos autorais brasileira é uma das mais restritivas do mundo, diz pesquisadora

 

http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=872:l...

 

Tirou as palavras da minha boca. Exatamente, só configura crime se o sujeito tenta vender a cópia para alguém. E isso é lógico, pois com isso a pessoa em questão está de fato causando prejuízo para o verdadeiro autor do objeto copiado.

Já o ato de copiar algo sem pretender revender para outro (por exemplo, você faz uma cópia de um CD seu e dá para um amigo, sem cobrar por isso) não é crime, pois o autor do conteúdo copiado de qualquer forma não venderia uma cópia para o amigo da pessoa dado que se o amigo em questão tivesse interesse  em comprar ele teria comprado do autor ao invés de pedir uma cópia para o amigo.

Ou, simplificando:

- Comprar por exemplo um filme de um camelô na rua é de fato crime, pois o camelô está lucrando com algo que não foi ele quem produziu e tampouco pagou ao autor para poder revender;

- fazer uma cópia de um CD/DVD que você possui para dar de presente para um amigo não é crime, pois você não está lucrando nada com isso.

É correto dizer que é uma área "cinza" a questão de você fazer cópias de algo e dar para amigos, pois não têm como diferenciar o sujeito que nunca compraria o original do sujeito que simplesmente quer dar uma de "esperto" e contar vantagem que conseguiu algo "de grátis". Mas disso para crime como as gravadoras saem gritando por aí é uma enorme diferença.

E o que as gravadoras REALMENTE deviam fazer para "acabar" com a pirataria? Fácil, se não conseguem vender um CD por 30 reais, o jeito é ABAIXAR o preço até o valor que as pessoas aceitem pagar, a tão falada "lei da oferta e da procura". Mas nossos estimados empresários acham que essa regra é de mão única, onde só vale aumentar os preços e jamais abaixá-los. Só que eles esquecem que o consumidor têm alternativas e com isso pode simplesmente deixar os empresários metidos a "espertos" à ver navios já que não aceitam negociar o valor do que pretendem vender.

 

Não sou advogado, mas se eu baixo um arquivo que É uma cópia não autorizada, não cometo crime, de acordo com a lei brasileira? E tem um complicador, ao baixar esse arquivo de um servidor fora do Brasil, como fica a questão legal no Brasil? Vamos supor que o servidor esteja na Suécia, como o piratebay (acho que agora está na Holanda...). Se produzir a cópia lá na Suécia for ilegal, não é ilegal "trazer" essa cópia para o Brasil?

Quanto à sua sugestão de baixar o preço, o estrago do download é tão gigantesco que aconteceu o seguinte: as gravadoras baixaram de 30 para 20. Aí o consumidor falou: mas no camelô é 15! Aí baixaram para 15. Aí o consumidor falou: mas no camelô é 10!

Resultado final: hoje, só fetichistas ou pessoas que dão CD de presente compram CD. Todo mundo vai no camelô e compra, por 5 reais, DVDs com discografias integrais, ou baixa direto com os torrents da vida...

 

O caso do Brasil, para variar, é algo "à parte". Aqui todo mundo quer ser "isperto" (sic), então nem que o CD seja vendido à 10 reais o sujeito "isperto" compra. Mas, ainda existem as pessoas que tentam ser honestas apesar de todos os contratempos (embora ser honesto no Brasil seja defeito), eu por exemplo não compro filmes em DVD porquê é irritante tentar executar um no seu computador sem ter um software "autorizado" (leia-se, geralmente tosco, caro e bugado).

 

"E o que as gravadoras REALMENTE deviam fazer para "acabar" com a pirataria? Fácil, se não conseguem vender um CD por 30 reais, o jeito é ABAIXAR o preço até o valor que as pessoas aceitem pagar, a tão falada "lei da oferta e da procura"":

Pra quem nao sabe, a industria de "pirataria" nao eh so do Brasil nao.  Aqui eh so sentar em qualquer restaurante chines (traducao:  "restaurantes baratos", "butekos") que aparece um ambulante vendendo filmes piratas.  Eh questao de minutos.  E quanto mais pobre eh a cidade mais frequentemente isso acontece.   Filme pirata eh de 3 a 5 dolares.  So comprei 3 vezes quando a Dax era baby ainda.  Nenhum dos filmes prestava, um nao tocava de maneira nenhuma, e outro era filmado na sala de cinema com uma camera de mao, com gente conversando e passando em frente a tela!

As gravadoras eliminaram o "disco" de vinyl prometendo baratear os precos de cds de musica.  Eles dobraram de preco dos anos 90 pra ca.