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As diretrizes curriculares do MEC para o ensino médio

Por foo

Da Rede Brasil Atual

MEC quer ensino médio menos técnico e mais prático

De acordo com o relator das diretrizes curriculares para o ensino médio, a metodologia praticada não dá conta dos interesses da juventude

Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

São Paulo – O Ministério da Educação publicou na edição desta terça-feira (31) do Diário Oficial da União as diretrizes curriculares para o ensino médio de todo o país. De acordo com o relator do texto e membro do Conselho Nacional de Educação, José Fernandes de Lima, a iniciativa visa a propor um ensino "menos técnico e mais prático e humano".

“Essas diretrizes estão substituindo as diretrizes de 1998. Aprovamos o texto em maio de 2011 e ele foi homologado em janeiro de 2012. Desde 1998, muita coisa mudou, muita coisa evoluiu. Por exemplo, o número de alunos no ensino médio quase dobrou nesses 14 anos. Apareceram novas avaliações”, explica o relator.

Uma dessas novas avaliações, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surgiu em 1998 e já é utilizado como critério de seleção por 500 universidades federais e estaduais, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). José Fernandes negou que as alterações nas diretrizes foram elaboradas pensando em similaridade com a metodologia praticada pelo Enem. No entanto, assumiu que esse processo se dará espontaneamente no futuro.

“As diretrizes que nós escrevemos estão dizendo que precisamos fugir daquele ensino de 'decoreba'. Tem de ensinar os textos, os conteúdos mais voltados para a vida, para a prática. Nesse caso, quando as pessoas começarem a praticar mais as diretrizes vai haver uma natural aproximação com o Enem”, teorizou o conselheiro.

Essa mudança de filosofia para os estudantes do ensino médio fica evidente quando o relator inclui nas diretrizes que o ensino deve ser norteado pelo “aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico”, diz a resolução no Diário Oficial.

Preparando para a vida...

“Entendemos que o ensino médio tem um espaço muito grande ainda para melhorar. O que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude”, ressalta o conselheiro do CNE. José Fernandes defende que “o ensino médio não é apenas para preparar para o vestibular e para o mercado de trabalho, ele tem de preparar para a vida também.”

Baseando-se na formação integral do estudante, a iniciativa ainda prega que o aprendizado deve basear-se na “educação em direitos humanos como princípio nacional norteador”, e a sustentabilidade ambiental como meta universal. Para o relator, o ensino médio que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude, por isso, a necessidade de mudança.

Matérias

Apesar das alterações recomendadas, as matérias tradicionais também foram mencionadas nas diretrizes. Divididas por áreas de conhecimento, as velhas conhecidas dos alunos deverão seguir a seguinte orientação: de linguagens constam as aulas de língua portuguesa, língua materna (para populações indígenas), língua estrangeira moderna, arte e educação física. O ensino da língua espanhola também é colocado como obrigatório pelas instituições de ensino.

Matemática é a segunda área de conhecimento. A terceira é ciências da natureza, subdivididas em biologia, física e química, e as ciências humanas, que incluem as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia.

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Comentários

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¨Está prevista também uma flexibilização curricular, de forma que o estudante tenha autonomia  para escolher as disciplinas que deseja estudar.¨


Aprovação das novas diretrizes é pouco para melhorar o ensino, dizem especialistas


 


 


http://oglobo.globo.com/educacao/aprovacao-das-novas-diretrizes-pouco-para-melhorar-ensino-dizem-especialistas-3858964


 


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Ou seja, os alunso devem praticar democracia ao escolherem por processo eleitoral quais disciplinas vão ter.

 

O rendimento acadêmicos dos cotistas da rede pública provam que esse são os melhores.

 

Tema da mais alta relevância e o pessoal entra pra ficar criticando o PT? Que tal discutir o Ensino Médio como existe na prática? Falar mal desse jeito descompromissado é fácil, mas mostra a falta de seriedade e a irresponsabilidade do comentarista....AA e Jotavê....aqui não é lugar pra isso....vão pro blog do cara do esgoto!

 

 Dá uma olhada nos posts que coloquei como resposta ao Jotavê e ao André. Já publicados e com inteiro teor do documento publicado hoje.

 

Osvaldo Ferreira

Sou professora e, como tal, sou obrigada a discordar de vários comentários! Pensando, em primeiro lugar, que a educação deve preparar o aluno para ser um cidadão e também para o MERCADO (sim, isso está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação), o que o mercado quer? Um jovem com capacidade de resolver problemas, com iniciativa, de fazer sínteses! O currículo antigo não dá conta dessas exigências! Um currículo voltado para a prática INCLUI a teoria, porque ambas se complementam! Sou professora de português e pergunto a vocês se classificar orações ajudou-lhes a escrever melhor... Acredito que não! Mas saber a importância das construções subjuntivas no discurso argumentativo, sem dúvida! Isso é ser voltado para a prática! É analisar com profundidade a validade daquela teoria para o mundo atual. Não acredito que seja ensinar a fazer sabão na aula de química, o que tbm n seria má ideia, uma vez que podemos aprender a aproveitar melhor o óleo de cozinha, em vez de descartá-lo, como muitos fazem. Um ensino voltado para a prática incentiva a inovação, a criatividade, dá liberdade e asas para voar aos alunos! E não é isso que precisamos? De alunos inovadores para o nosso "mercado"???

 

Enquanto isso, no hmisfério norte, o ensino continua sendo tradicional, focado no conhecimento, nada de (des)construtivismo, nada de prprarar para vida... aí eles ficam mais competitivos, mais preparados, irão para as melhores universiades e vão vir para cá com tapete vermelho com postos chaves nas empresas, enquanto os brasileiros serão trabalho braçal de luxo !!!!! O governozinho vira-lata, educação vira-lata !!

 

Por lá e´dado chance tanto para se fazer curso técnico como superior, pois acham que pobre também ter interesse em ganhar dinheiro. Por aqui o MEC acredita que, no máximo, aluno pobre só pode fazer curso técnico para ganhar miséria ou ficar cheio de ¨filosofica¨ do bom cidadão sem um prato de feijão. Todos esses acham que as riquezas do país é só para sua turma.

 

Concordo com essa diretriz do MEC. O Ensino Médio é elo frágil da Educação Básica brasileira. É aí que se concentram os maiores problemas de desempenho e evasão da educação pública, além de ser o lugar onde desaguam todos os problemas acumulados nos níveis anteriores.

A estratégia de articular as políticas de EM como o ENEM está correta. O ENEM é um exame que exige do aluno capacidade de pensar criticamente. Mede a aquisição de competências e habilidades cognitivas e não o acúmulo de conhecimentos.

Para quem lê e acredita nas asneiras que o Estadão publica, o Ensino Médio tem que ser técnico, porque pobre tem mais é que ser peão, pedreiro, padeiro, pintor. Para essa gente, pobre que pensa na vida é um perigo.

Para cada catadora de papel que entra na USP (link), há um garoto rico que fica de fora.

Acho uma estupidez pensar assim, mas, infelizmente, aqui em SP, ainda tem gente que pensa assim.

 

Os  que  acham  que  Escola  existe  exclusivamente para  adestrar  mão  de  obra  para a iniciativa  privada,  um  indívíduo  que  preferencialmente  não  tenha  capacidade de  reflexão e análise,  para  simplesmente ocupar  o  chão de fábrica  e agradecer a oportunidade  de  enriquecer o  patrão, teem  de  ser  radicalmente  contra  essas  diretrizes.

 

Tem que adestrar para o mercado de trabalho, sim. Não se resume a isso, é claro. Mas, se a escola não preparar o aluno para o mercado de trabalho, está simplesmente arruinando o seu futuro. As escolas dos ricos adestram - e adestram bem - para o mercado de trabalho. Por que vamos negar esse direito às crianças pobres?

 

 "Tem que adestrar para o mercado de trabalho, sim. Não se resume a isso, é claro. Mas, se a escola não preparar o aluno para o mercado de trabalho, está simplesmente arruinando o seu futuro. As escolas dos ricos adestram - e adestram bem - para o mercado de trabalho. Por que vamos negar esse direito às crianças pobres?"

 Desde quando ações educativas podem ser chamadas de adestramento? Adestramento é para animais, seres que merecem nosso respeito mas que não dispõem da capacidade de crítica, de compreensão da totalidade do mundo e que não fazem uso da razão, tanto a logica formal quanto a dialética. Ao referir-se a adestramento percebe-se que sobre educação você precisa estudar muito. Compreender que a Educação é uma área do conhecimento com metodologia científica e que atualmente é uma das que mais te avançado, com pesquisas sérias no mundo inteiro e no Brasil com vasta produção de qualidade nas universidades.

 O trabalho é contemplado a todo o tempo no documento que conforma as Diretrizes do Ensino Médio. Copio abaixo o documento para que você leia e verifique isso. Não poderia deixar de sê-lo, posto que o trabalho é umas mais importantes vias de realização das potencialidades humanas. Há vários artigos do documento em que o trabalho é citado. Eu diria que é umas principais preocupações do documento. Atingir a esfera do trabalho pela educação é possibilidade de torná-la próxima do mundo e dos jovens.

 Mas para perceber que o que você escreveu foi manifestação desprovida de sentido lógico, uma vez que não é conhecedor desta área do conhecimento científico denominada Educação, transcrevo o inteiro teor do documento, para que tenha oportunidade de rever suas opiniões. Caso não reveja seus escritos sobre as Diretrizes Curriculares do Ensino Médio cconcluirei que seu propósito (aliás demonstrado em inúmeros posts, ou seja reiteradamente) é comportar-se como um troll, agressivamente e sem nenhum respeito pela inteligência alheia.

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
SECRETARIA EXECUTIVA
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 2, DE 30 DE JANEIRO DE 2012
Define Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Médio.
O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho
Nacional de Educação, em conformidade com o disposto no artigo 9º,
§ 1º, alínea "c" da Lei nº 4.024/61, de 20 de dezembro de 1961, com
a redação dada pela Lei nº 9.131, de 25 de novembro de 1995, nos
artigos 22, 23, 24, 25, 26, 26-A, 27, 35, 36,36-A, 36-B e 36-C da Lei
nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e tendo em vista o Parecer
CEB/CNE nº 5/2011, homologado por Despacho do Senhor Ministro
de Estado da Educação, publicado no DOU de 24 de janeiro de 2011,
resolve:
TÍTULO I
Objeto e referencial
Capítulo I
Objeto
Art. 1º A presente Resolução define as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio, a serem observadas na organização
curricular pelos sistemas de ensino e suas unidades escolares.
Parágrafo único Estas Diretrizes aplicam-se a todas as formas
e modalidades de Ensino Médio, complementadas, quando necessário,
por Diretrizes próprias.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Médio articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais
para a Educação Básica e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos,
definidos pelo Conselho Nacional de Educação, para
orientar as políticas públicas educacionais da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios na elaboração, planejamento, implementação
e avaliação das propostas curriculares das unidades escolares
públicas e particulares que oferecem o Ensino Médio.
Capítulo II
Referencial legal e conceitual
Art. 3º O Ensino Médio é um direito social de cada pessoa,
e dever do Estado na sua oferta pública e gratuita a todos.
Art. 4º As unidades escolares que ministram esta etapa da
Educação Básica devem estruturar seus projetos político-pedagógicos
considerando as finalidades previstas na Lei nº 9.394/96 (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional):
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos
adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento
de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do
educando para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se
adaptar a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana,
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual
e do pensamento crítico;
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos
dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática.
Art. 5o O Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e
organização, baseia-se em:
I - formação integral do estudante;
II - trabalho e pesquisa como princípios educativos e pedagógicos,
respectivamente;
III - educação em direitos humanos como princípio nacional
norteador;
IV - sustentabilidade ambiental como meta universal;
V - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-
se a historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do
processo educativo, bem como entre teoria e prática no processo de
ensino-aprendizagem;
VI - integração de conhecimentos gerais e, quando for o
caso, técnico-profissionais realizada na perspectiva da interdisciplinaridade
e da contextualização;
VII - reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade
concreta dos sujeitos do processo educativo, das formas de
produção, dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes;
VIII - integração entre educação e as dimensões do trabalho,
da ciência, da tecnologia e da cultura como base da proposta e do
desenvolvimento curricular.
§ 1º O trabalho é conceituado na sua perspectiva ontológica
de transformação da natureza, como realização inerente ao ser humano
e como mediação no processo de produção da sua existência.
§ 2º A ciência é conceituada como o conjunto de conhecimentos
sistematizados, produzidos socialmente ao longo da história,
na busca da compreensão e transformação da natureza e da sociedade.
§ 3º A tecnologia é conceituada como a transformação da
ciência em força produtiva ou mediação do conhecimento científico e
a produção, marcada, desde sua origem, pelas relações sociais que a
levaram a ser produzida.
§ 4º A cultura é conceituada como o processo de produção
de expressões materiais, símbolos, representações e significados que
correspondem a valores éticos, políticos e estéticos que orientam as
normas de conduta de uma sociedade.
Art. 6º O currículo é conceituado como a proposta de ação
educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos pela
sociedade, expressando-se por práticas escolares que se desdobram
em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelas
relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes e
contribuindo para o desenvolvimento de suas identidades e condições
cognitivas e sócio-afetivas.
TÍTULO II
Organização curricular e formas de oferta
Capítulo I
Organização curricular
Art. 7º A organização curricular do Ensino Médio tem uma
base nacional comum e uma parte diversificada que não devem constituir
blocos distintos, mas um todo integrado, de modo a garantir
tanto conhecimentos e saberes comuns necessários a todos os estudantes,
quanto uma formação que considere a diversidade e as
características locais e especificidades regionais.
Art. 8º O currículo é organizado em áreas de conhecimento,
a saber:
I - Linguagens;
II - Matemática;
III - Ciências da Natureza;
IV - Ciências Humanas.
§ 1º O currículo deve contemplar as quatro áreas do conhecimento,
com tratamento metodológico que evidencie a contextualização
e a interdisciplinaridade ou outras formas de interação e
articulação entre diferentes campos de saberes específicos.
§ 2º A organização por áreas de conhecimento não dilui nem
exclui componentes curriculares com especificidades e saberes próprios
construídos e sistematizados, mas implica no fortalecimento das
relações entre eles e a sua contextualização para apreensão e intervenção
na realidade, requerendo planejamento e execução conjugados
e cooperativos dos seus professores.
Art. 9º A legislação nacional determina componentes obrigatórios
que devem ser tratados em uma ou mais das áreas de conhecimento
para compor o currículo:
I - são definidos pela LDB:
a) o estudo da Língua Portuguesa e da Matemática, o conhecimento
do mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente do Brasil;
a)o ensino da Arte, especialmente em suas expressões regionais,
de forma a promover o desenvolvimento cultural dos estudantes,
com a Música como seu conteúdo obrigatório, mas não
exclusivo;
b)a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da
instituição de ensino, sendo sua prática facultativa ao estudante nos
casos previstos em Lei;
c)o ensino da História do Brasil, que leva em conta as contribuições
das diferentes culturas e etnias para a formação do povo
brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia;
d)o estudo da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena,
no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
Educação Artística e de Literatura e História brasileiras;
e)a Filosofia e a Sociologia em todos os anos do curso;
f)uma língua estrangeira moderna na parte diversificada, escolhida
pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo,
dentro das disponibilidades da instituição.
Parágrafo único. Em termos operacionais, os componentes
curriculares obrigatórios decorrentes da LDB que integram as áreas
de conhecimento são os referentes a:
I - Linguagens:
a)Língua Portuguesa;
b)Língua Materna, para populações indígenas;
c)Língua Estrangeira moderna;
d)Arte, em suas diferentes linguagens: cênicas, plásticas e,
obrigatoriamente, a musical;
e)Educação Física.
II - Matemática.
III - Ciências da Natureza:
a) Biologia;
b) Física;
c)Química.
IV - Ciências Humanas:
a)História;
b)Geografia;
c)Filosofia;
d)Sociologia.
Art. 10. Em decorrência de legislação específica, são obrigatórios:
I - Língua Espanhola, de oferta obrigatória pelas unidades
escolares, embora facultativa para o estudante (Lei nº 11.161/2005);
II - Com tratamento transversal e integradamente, permeando
todo o currículo, no âmbito dos demais componentes curriculares:
a)educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009, que
dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa
Dinheiro Direto na Escola aos alunos da Educação Básica);
b)processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso,
de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos
sobre a matéria (Lei nº 10.741/2003, que dispõe sobre o Estatuto do
Idoso);
c)Educação Ambiental (Lei nº 9.795/99, que dispõe sobre a
Política Nacional de Educação Ambiental);
d)Educação para o Trânsito (Lei nº 9.503/97, que institui o
Código de Trânsito Brasileiro);
e)Educação em Direitos Humanos (Decreto nº 7.037/2009,
que institui o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH 3).
Art. 11. Outros componentes curriculares, a critério dos sistemas
de ensino e das unidades escolares e definidos em seus projetos
político-pedagógicos, podem ser incluídos no currículo, sendo tratados
ou como disciplina ou com outro formato, preferencialmente, de
forma transversal e integradora.
Art. 12. O currículo do Ensino Médio deve:
I - garantir ações que promovam:
a)a educação tecnológica básica, a compreensão do significado
da ciência, das letras e das artes;
b)o processo histórico de transformação da sociedade e da
cultura;
c)a língua portuguesa como instrumento de comunicação,
acesso ao conhecimento e exercício da cidadania;
II - adotar metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem
que estimulem a iniciativa dos estudantes;
III - organizar os conteúdos, as metodologias e as formas de
avaliação de tal forma que ao final do Ensino Médio o estudante
demonstre:
a)domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem
a produção moderna;
b)conhecimento das formas contemporâneas de linguagem.
Art. 13. As unidades escolares devem orientar a definição de
toda proposição curricular, fundamentada na seleção dos conhecimentos,
componentes, metodologias, tempos, espaços, arranjos alternativos
e formas de avaliação, tendo presente:
I - as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da
cultura como eixo integrador entre os conhecimentos de distintas
naturezas, contextualizando-os em sua dimensão histórica e em relação
ao contexto social contemporâneo;
II - o trabalho como princípio educativo, para a compreensão
do processo histórico de produção científica e tecnológica, desenvolvida
e apropriada socialmente para a transformação das condições
naturais da vida e a ampliação das capacidades, das potencialidades e
dos sentidos humanos;
III - a pesquisa como princípio pedagógico, possibilitando
que o estudante possa ser protagonista na investigação e na busca de
respostas em um processo autônomo de (re)construção de conhecimentos.
IV - os direitos humanos como princípio norteador, desenvolvendo-
se sua educação de forma integrada, permeando todo o
currículo, para promover o respeito a esses direitos e à convivência
humana.
V - a sustentabilidade socioambiental como meta universal,
desenvolvida como prática educativa integrada, contínua e permanente,
e baseada na compreensão do necessário equilíbrio e respeito
nas relações do ser humano com seu ambiente.
Capítulo II
Formas de oferta e organização
Art. 14. O Ensino Médio, etapa final da Educação Básica,
concebida como conjunto orgânico, sequencial e articulado, deve assegurar
sua função formativa para todos os estudantes, sejam adolescentes,
jovens ou adultos, atendendo, mediante diferentes formas
de oferta e organização:
I - o Ensino Médio pode organizar-se em tempos escolares
no formato de séries anuais, períodos semestrais, ciclos, módulos,
alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com
base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma
diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem
II - no Ensino Médio regular, a duração mínima é de 3 (três)
anos, com carga horária mínima total de 2.400 (duas mil e quatrocentas)
horas, tendo como referência uma carga horária anual de
800 (oitocentas) horas, distribuídas em pelo menos 200 (duzentos)
dias de efetivo trabalho escolar;
III - o Ensino Médio regular diurno, quando adequado aos
seus estudantes, pode se organizar em regime de tempo integral com,
no mínimo, 7 (sete) horas diárias;
IV - no Ensino Médio regular noturno, adequado às condições
de trabalhadores, respeitados os mínimos de duração e de
carga horária, o projeto político-pedagógico deve atender, com qualidade,
a sua singularidade, especificando uma organização curricular
e metodológica diferenciada, e pode, para garantir a permanência e o
sucesso destes estudantes:
a)ampliar a duração do curso para mais de 3 (três) anos, com
menor carga horária diária e anual, garantido o mínimo total de 2.400
(duas mil e quatrocentas) horas;
V - na modalidade de Educação de Jovens e Adultos, observadas
suas Diretrizes específicas, com duração mínima de 1.200
(mil e duzentas) horas, deve ser especificada uma organização curricular
e metodológica diferenciada para os estudantes trabalhadores,
que pode:
a)ampliar seus tempos de organização escolar, com menor
carga horária diária e anual, garantida sua duração mínima;
VI - atendida a formação geral, incluindo a preparação básica
para o trabalho, o Ensino Médio pode preparar para o exercício
de profissões técnicas, por integração com a Educação Profissional e
Tecnológica, observadas as Diretrizes específicas, com as cargas horárias
mínimas de:
a)3.200 (três mil e duzentas) horas, no Ensino Médio regular
integrado com a Educação Profissional Técnica de Nível Médio;
b)2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, na Educação de
Jovens e Adultos integrada com a Educação Profissional Técnica de
Nível Médio, respeitado o mínimo de 1.200 (mil e duzentas) horas de
educação geral;
c)1.400 (mil e quatrocentas) horas, na Educação de Jovens e
Adultos integrada com a formação inicial e continuada ou qualificação
profissional, respeitado o mínimo de 1.200 (mil e duzentas)
horas de educação geral;
VII - na Educação Especial, na Educação do Campo, na
Educação Escolar Indígena, na Educação Escolar Quilombola, de
pessoas em regime de acolhimento ou internação e em regime de
privação de liberdade, e na Educação a Distância, devem ser observadas
as respectivas Diretrizes e normas nacionais;
VIII - os componentes curriculares que integram as áreas de
conhecimento podem ser tratados ou como disciplinas, sempre de
forma integrada, ou como unidades de estudos, módulos, atividades,
práticas e projetos contextualizados e interdisciplinares ou diversamente
articuladores de saberes, desenvolvimento transversal de temas
ou outras formas de organização;
IX - os componentes curriculares devem propiciar a apropriação
de conceitos e categorias básicas, e não o acúmulo de informações
e conhecimentos, estabelecendo um conjunto necessário de
saberes integrados e significativos;
X - além de seleção criteriosa de saberes, em termos de
quantidade, pertinência e relevância, deve ser equilibrada sua distribuição
ao longo do curso, para evitar fragmentação e congestionamento
com número excessivo de componentes em cada tempo da
organização escolar;
XI - a organização curricular do Ensino Médio deve oferecer
tempos e espaços próprios para estudos e atividades que permitam
itinerários formativos opcionais diversificados, a fim de melhor responder
à heterogeneidade e pluralidade de condições, múltiplos interesses
e aspirações dos estudantes, com suas especificidades etárias,
sociais e culturais, bem como sua fase de desenvolvimento;
XII - formas diversificadas de itinerários podem ser organizadas,
desde que garantida a simultaneidade entre as dimensões do
trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura, e definidas pelo
projeto político-pedagógico, atendendo necessidades, anseios e aspirações
dos sujeitos e a realidade da escola e do seu meio;
XIII - a interdisciplinaridade e a contextualização devem
assegurar a transversalidade do conhecimento de diferentes componentes
curriculares, propiciando a interlocução entre os saberes e os
diferentes campos do conhecimento.
TÍTULO III
Do projeto político-pedagógico e dos sistemas de ensino
Capítulo I
Do projeto político-pedagógico
Art. 15. Com fundamento no princípio do pluralismo de
ideias e de concepções pedagógicas, no exercício de sua autonomia e
na gestão democrática, o projeto político-pedagógico das unidades
escolares, deve traduzir a proposta educativa construída coletivamente,
garantida a participação efetiva da comunidade escolar e local,
bem como a permanente construção da identidade entre a escola e o
território no qual está inserida.
§ 1º Cabe a cada unidade de ensino a elaboração do seu
projeto político-pedagógico, com a proposição de alternativas para a
formação integral e acesso aos conhecimentos e saberes necessários,
definido a partir de aprofundado processo de diagnóstico, análise e
estabelecimento de prioridades, delimitação de formas de implementação
e sistemática de seu acompanhamento e avaliação.
§ 2º O projeto político-pedagógico, na sua concepção e implementação,
deve considerar os estudantes e os professores como
sujeitos históricos e de direitos, participantes ativos e protagonistas na
sua diversidade e singularidade.
§ 3º A instituição de ensino deve atualizar, periodicamente,
seu projeto político-pedagógico e dar-lhe publicidade à comunidade
escolar e às famílias.
Art. 16. O projeto político-pedagógico das unidades escolares
que ofertam o Ensino Médio deve considerar:
I - atividades integradoras artístico-culturais, tecnológicas e
de iniciação científica, vinculadas ao trabalho, ao meio ambiente e à
prática social;
II - problematização como instrumento de incentivo à pesquisa,
à curiosidade pelo inusitado e ao desenvolvimento do espírito
inventivo;
III - a aprendizagem como processo de apropriação significativa
dos conhecimentos, superando a aprendizagem limitada à
memorização;
IV - valorização da leitura e da produção escrita em todos os
campos do saber;
V - comportamento ético, como ponto de partida para o
reconhecimento dos direitos humanos e da cidadania, e para a prática
de um humanismo contemporâneo expresso pelo reconhecimento, respeito
e acolhimento da identidade do outro e pela incorporação da
solidariedade;
VI - articulação entre teoria e prática, vinculando o trabalho
intelectual às atividades práticas ou experimentais;
VII - integração com o mundo do trabalho por meio de
estágios de estudantes do Ensino Médio, conforme legislação específica;
VIII - utilização de diferentes mídias como processo de dinamização
dos ambientes de aprendizagem e construção de novos
saberes;
IX - capacidade de aprender permanente, desenvolvendo a
autonomia dos estudantes;
X - atividades sociais que estimulem o convívio humano;
XI - avaliação da aprendizagem, com diagnóstico preliminar,
e entendida como processo de caráter formativo, permanente e cumulativo;
XII - acompanhamento da vida escolar dos estudantes, promovendo
o seguimento do desempenho, análise de resultados e comunicação
com a família;
XIII - atividades complementares e de superação das dificuldades
de aprendizagem para que o estudante tenha sucesso em
seus estudos;
XIV - reconhecimento e atendimento da diversidade e diferentes
nuances da desigualdade e da exclusão na sociedade brasileira;
XV - valorização e promoção dos direitos humanos mediante
temas relativos a gênero, identidade de gênero, raça e etnia, religião,
orientação sexual, pessoas com deficiência, entre outros, bem como
práticas que contribuam para a igualdade e para o enfrentamento de
todas as formas de preconceito, discriminação e violência sob todas
as formas;
XVI - análise e reflexão crítica da realidade brasileira, de sua
organização social e produtiva na relação de complementaridade entre
espaços urbanos e do campo;
XVII - estudo e desenvolvimento de atividades socioambientais,
conduzindo a Educação Ambiental como uma prática educativa
integrada, contínua e permanente;
XVIII - práticas desportivas e de expressão corporal, que
contribuam para a saúde, a sociabilidade e a cooperação;
XIX - atividades intersetoriais, entre outras, de promoção da
saúde física e mental, saúde sexual e saúde reprodutiva, e prevenção
do uso de drogas;
XX - produção de mídias nas escolas a partir da promoção
de atividades que favoreçam as habilidades de leitura e análise do
papel cultural, político e econômico dos meios de comunicação na
sociedade;
XXI - participação social e protagonismo dos estudantes,
como agentes de transformação de suas unidades de ensino e de suas
comunidades;
XXII - condições materiais, funcionais e didático-pedagógicas,
para que os profissionais da escola efetivem as proposições do
projeto.
Parágrafo único. O projeto político-pedagógico deve, ainda,
orientar:
a)dispositivos, medidas e atos de organização do trabalho
escolar;
b)mecanismos de promoção e fortalecimento da autonomia
escolar, mediante a alocação de recursos financeiros, administrativos
e de suporte técnico necessários à sua realização;
c)adequação dos recursos físicos, inclusive organização dos
espaços, equipamentos, biblioteca, laboratórios e outros ambientes
educacionais.
Capítulo II
Dos sistemas de ensino
Art. 17. Os sistemas de ensino, de acordo com a legislação e
a normatização nacional e estadual, e na busca da melhor adequação
possível às necessidades dos estudantes e do meio social, devem:
I - criar mecanismos que garantam liberdade, autonomia e
responsabilidade às unidades escolares, fortalecendo sua capacidade
de concepção, formulação e execução de suas propostas políticopedagógicas;
II - promover, mediante a institucionalização de mecanismos
de participação da comunidade, alternativas de organização institucional
que possibilitem:
a)identidade própria das unidades escolares de adolescentes,
jovens e adultos, respeitadas as suas condições e necessidades de
espaço e tempo para a aprendizagem;
b)várias alternativas pedagógicas, incluindo ações, situações
e tempos diversos, bem como diferentes espaços - intraescolares ou
de outras unidades escolares e da comunidade - para atividades educacionais
e socioculturais favorecedoras de iniciativa, autonomia e
protagonismo social dos estudantes;
c)articulações institucionais e comunitárias necessárias ao
cumprimento dos planos dos sistemas de ensino e dos projetos político-
pedagógicos das unidades escolares;
d)realização, inclusive pelos colegiados escolares e órgãos de
representação estudantil, de ações fundamentadas nos direitos humanos
e nos princípios éticos, de convivência e de participação democrática
visando a construir unidades escolares e sociedade livres de
preconceitos, discriminações e das diversas formas de violência.
III - fomentar alternativas de diversificação e flexibilização,
pelas unidades escolares, de formatos, componentes curriculares ou
formas de estudo e de atividades, estimulando a construção de itinerários
formativos que atendam às características, interesses e necessidades
dos estudantes e às demandas do meio social, privilegiando
propostas com opções pelos estudantes.
IV - orientar as unidades escolares para promoverem:
a)classificação do estudante, mediante avaliação pela instituição,
para inserção em etapa adequada ao seu grau de desenvolvimento
e experiência;
b)aproveitamento de estudos realizados e de conhecimentos
constituídos tanto no ensino formal como no informal e na experiência
extraescolar;
V - estabelecer normas complementares e políticas educacionais
para execução e cumprimento das disposições destas Diretrizes,
considerando as peculiaridades regionais ou locais;
VI - instituir sistemas de avaliação e utilizar os sistemas de
avaliação operados pelo Ministério da Educação, a fim de acompanhar
resultados, tendo como referência as expectativas de aprendizagem
dos conhecimentos e saberes a serem alcançados, a legislação
e as normas, estas Diretrizes, e os projetos político-pedagógicos
das unidades escolares.
Art. 18. Para a implementação destas Diretrizes, cabe aos
sistemas de ensino prover:
I - os recursos financeiros e materiais necessários à ampliação
dos tempos e espaços dedicados ao trabalho educativo nas
unidades escolares;
II - aquisição, produção e/ou distribuição de materiais didáticos
e escolares adequados;
III - professores com jornada de trabalho e formação, inclusive
continuada, adequadas para o desenvolvimento do currículo,
bem como dos gestores e demais profissionais das unidades escolares;
IV - instrumentos de incentivo e valorização dos profissionais
da educação, com base em planos de carreira e outros dispositivos
voltados para esse fim;
V - acompanhamento e avaliação dos programas e ações
educativas nas respectivas redes e unidades escolares.
Art. 19. Em regime de colaboração com os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, e na perspectiva de um sistema nacional
de educação, cabe ao Ministério da Educação oferecer subsídios
e apoio para a implementação destas Diretrizes.
Art. 20. Visando a alcançar unidade nacional, respeitadas as
diversidades, o Ministério da Educação, em articulação e colaboração
com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, deve elaborar e
encaminhar ao Conselho Nacional de Educação, precedida de consulta
pública nacional, proposta de expectativas de aprendizagem dos
conhecimentos escolares e saberes que devem ser atingidos pelos
estudantes em diferentes tempos de organização do curso de Ensino
Médio.
Art. 21. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) deve,
progressivamente, compor o Sistema de Avaliação da Educação Básica
(SAEB), assumindo as funções de:
I - avaliação sistêmica, que tem como objetivo subsidiar as
políticas públicas para a Educação Básica;
II - avaliação certificadora, que proporciona àqueles que estão
fora da escola aferir seus conhecimentos construídos em processo
de escolarização, assim como os conhecimentos tácitos adquiridos ao
longo da vida;
III - avaliação classificatória, que contribui para o acesso
democrático à Educação Superior.
Art. 22. Estas Diretrizes devem nortear a elaboração da proposta
de expectativas de aprendizagem, a formação de professores, os
investimentos em materiais didáticos e os sistemas e exames nacionais
de avaliação.
Art. 23. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação,
revogando-se as disposições em contrário, em especial a
Resolução CNE/CEB nº 3, de 26 de junho de 1998.
FRANCISCO APARECIDO CORDÃO

 

Osvaldo Ferreira

E o PSDB?

De todos, o PT é o menos pior. Ao menos, ele ouve.

 

O que eu disse ainda é pouco. Sabe o que isso mostra, no fundo? Mostra a pouca importância que o PT dá à educação como peça estratégica no desenvolvimento do país. Se a presidente Dilma ou o ministro Haddad atribuíssem um minimo de importância à educação, jamais teriam cedido às pressões de não sei qual agrupamento de retardados para pôr essa figura grotesca num cargo tão importante. Jamais. Puseram porque não estão nem aí. Puseram porque acreditam que o negócio é ir tocando a bola, arrumando uma coisinha aqui, outra ali, e deixando a esquerda festiva com a sensação de que participa do poder, atendendo a este ou aquele pleito por cargos para que ninguém faça barulho nos sindicatos. É um crime o que o PT está fazendo com o ensino médio brasileiro.

 

Nâo entendi, Jotave, sobre quem falou em particular ? O Mercadante ? Ou o Haddad ?

E nem adestrar para o mercado de trabalho as escolas fazem, na minha opinião.

Sinceramente não entendi o que voce não gostou no texto, nem voce e nem o André Araujo, será que não confudiram os posts não ?

Eu concordo sim que o governo federal deveria priorizar mais a educação básica, mas o que fazer, se esta é de responsabilidade dos estados, que têm se mostrado incompetentes ? Federalizar ? Talvez seja o caminho. Tomar a administração das escolas públicas de ensino médio e tentar melhorar a coisa.

 

@DanielQuireza

Vindo de onde vem só pode ser m...., é a educação gafieira no lugar a evolução didatica e cultural. quanto pior melhor, falar errado é lindo, não saber matematica melhor ainda, é Zeca Pagodinho no lugar de Eça de Queiroz,

coitado do Monteiro Lobato, deve estar se escondendo de vergonha no tumulo, a consultoria deve ser cubana mas o custo é suiço, os livros didaticos mais caros do mundo.

Um curriculo mais humano e mais pratico e menos técnico, é para rir ou chorar ?

 

Para criticar com propriedade é preciso se informar . Como temos responsabilidades uns com os outros no processo educativo (que está para além do educativo formal, quero dizer, aquele das escolas), isso porque desejamos avançar cada vez mais rápido para patamares de convivência civilizada neste país, e sendo este um espaço aberto a manifestações e opiniões as mais diversas (coisa inexistente na grande mídia brasileira), ofereço à sua leitura o documento sobre o qual você se manifestou mas que pelo visto não leu, haja vista a pérola que escreveu :"...é a educação gafieira no lugar a evolução didatica e cultural. quanto pior melhor, falar errado é lindo, não saber matematica melhor ainda, é Zeca Pagodinho no lugar de Eça de Queiroz...". Onde consta do documento o tratamento à educação objeto de sua manifestação? Em que local do documento há desprezo à cultura? Onde no documento há desprezo ao tratamento adequado nas escolas à comunicação oral ou escrita? Em que local o ensino das ciências da natureza e da matemática não está contemplado de forma destacada, urgente e necessária?

Por último onde está sua responsabilidade ao produzir comentário de texto ou documento que não leu?  Pois um dos aspectos contemplados pelas diretrizes é o comportamento ético como cidadão. Neste sentido ( o da ética), parece que o documento que você criticou propõe diretrizes mais que necessárias, atuais e urgentes!

 

 

 CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
SECRETARIA EXECUTIVA
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 2, DE 30 DE JANEIRO DE 2012
Define Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Médio.
O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho
Nacional de Educação, em conformidade com o disposto no artigo 9º,
§ 1º, alínea "c" da Lei nº 4.024/61, de 20 de dezembro de 1961, com
a redação dada pela Lei nº 9.131, de 25 de novembro de 1995, nos
artigos 22, 23, 24, 25, 26, 26-A, 27, 35, 36,36-A, 36-B e 36-C da Lei
nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e tendo em vista o Parecer
CEB/CNE nº 5/2011, homologado por Despacho do Senhor Ministro
de Estado da Educação, publicado no DOU de 24 de janeiro de 2011,
resolve:
TÍTULO I
Objeto e referencial
Capítulo I
Objeto
Art. 1º A presente Resolução define as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio, a serem observadas na organização
curricular pelos sistemas de ensino e suas unidades escolares.
Parágrafo único Estas Diretrizes aplicam-se a todas as formas
e modalidades de Ensino Médio, complementadas, quando necessário,
por Diretrizes próprias.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Médio articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais
para a Educação Básica e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos,
definidos pelo Conselho Nacional de Educação, para
orientar as políticas públicas educacionais da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios na elaboração, planejamento, implementação
e avaliação das propostas curriculares das unidades escolares
públicas e particulares que oferecem o Ensino Médio.
Capítulo II
Referencial legal e conceitual
Art. 3º O Ensino Médio é um direito social de cada pessoa,
e dever do Estado na sua oferta pública e gratuita a todos.
Art. 4º As unidades escolares que ministram esta etapa da
Educação Básica devem estruturar seus projetos político-pedagógicos
considerando as finalidades previstas na Lei nº 9.394/96 (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional):
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos
adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento
de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do
educando para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se
adaptar a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana,
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual
e do pensamento crítico;
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos
dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática.
Art. 5o O Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e
organização, baseia-se em:
I - formação integral do estudante;
II - trabalho e pesquisa como princípios educativos e pedagógicos,
respectivamente;
III - educação em direitos humanos como princípio nacional
norteador;
IV - sustentabilidade ambiental como meta universal;
V - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-
se a historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do
processo educativo, bem como entre teoria e prática no processo de
ensino-aprendizagem;
VI - integração de conhecimentos gerais e, quando for o
caso, técnico-profissionais realizada na perspectiva da interdisciplinaridade
e da contextualização;
VII - reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade
concreta dos sujeitos do processo educativo, das formas de
produção, dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes;
VIII - integração entre educação e as dimensões do trabalho,
da ciência, da tecnologia e da cultura como base da proposta e do
desenvolvimento curricular.
§ 1º O trabalho é conceituado na sua perspectiva ontológica
de transformação da natureza, como realização inerente ao ser humano
e como mediação no processo de produção da sua existência.
§ 2º A ciência é conceituada como o conjunto de conhecimentos
sistematizados, produzidos socialmente ao longo da história,
na busca da compreensão e transformação da natureza e da sociedade.
§ 3º A tecnologia é conceituada como a transformação da
ciência em força produtiva ou mediação do conhecimento científico e
a produção, marcada, desde sua origem, pelas relações sociais que a
levaram a ser produzida.
§ 4º A cultura é conceituada como o processo de produção
de expressões materiais, símbolos, representações e significados que
correspondem a valores éticos, políticos e estéticos que orientam as
normas de conduta de uma sociedade.
Art. 6º O currículo é conceituado como a proposta de ação
educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos pela
sociedade, expressando-se por práticas escolares que se desdobram
em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelas
relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes e
contribuindo para o desenvolvimento de suas identidades e condições
cognitivas e sócio-afetivas.
TÍTULO II
Organização curricular e formas de oferta
Capítulo I
Organização curricular
Art. 7º A organização curricular do Ensino Médio tem uma
base nacional comum e uma parte diversificada que não devem constituir
blocos distintos, mas um todo integrado, de modo a garantir
tanto conhecimentos e saberes comuns necessários a todos os estudantes,
quanto uma formação que considere a diversidade e as
características locais e especificidades regionais.
Art. 8º O currículo é organizado em áreas de conhecimento,
a saber:
I - Linguagens;
II - Matemática;
III - Ciências da Natureza;
IV - Ciências Humanas.
§ 1º O currículo deve contemplar as quatro áreas do conhecimento,
com tratamento metodológico que evidencie a contextualização
e a interdisciplinaridade ou outras formas de interação e
articulação entre diferentes campos de saberes específicos.
§ 2º A organização por áreas de conhecimento não dilui nem
exclui componentes curriculares com especificidades e saberes próprios
construídos e sistematizados, mas implica no fortalecimento das
relações entre eles e a sua contextualização para apreensão e intervenção
na realidade, requerendo planejamento e execução conjugados
e cooperativos dos seus professores.
Art. 9º A legislação nacional determina componentes obrigatórios
que devem ser tratados em uma ou mais das áreas de conhecimento
para compor o currículo:
I - são definidos pela LDB:
a) o estudo da Língua Portuguesa e da Matemática, o conhecimento
do mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente do Brasil;
a)o ensino da Arte, especialmente em suas expressões regionais,
de forma a promover o desenvolvimento cultural dos estudantes,
com a Música como seu conteúdo obrigatório, mas não
exclusivo;
b)a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da
instituição de ensino, sendo sua prática facultativa ao estudante nos
casos previstos em Lei;
c)o ensino da História do Brasil, que leva em conta as contribuições
das diferentes culturas e etnias para a formação do povo
brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia;
d)o estudo da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena,
no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
Educação Artística e de Literatura e História brasileiras;
e)a Filosofia e a Sociologia em todos os anos do curso;
f)uma língua estrangeira moderna na parte diversificada, escolhida
pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo,
dentro das disponibilidades da instituição.
Parágrafo único. Em termos operacionais, os componentes
curriculares obrigatórios decorrentes da LDB que integram as áreas
de conhecimento são os referentes a:
I - Linguagens:
a)Língua Portuguesa;
b)Língua Materna, para populações indígenas;
c)Língua Estrangeira moderna;
d)Arte, em suas diferentes linguagens: cênicas, plásticas e,
obrigatoriamente, a musical;
e)Educação Física.
II - Matemática.
III - Ciências da Natureza:
a) Biologia;
b) Física;
c)Química.
IV - Ciências Humanas:
a)História;
b)Geografia;
c)Filosofia;
d)Sociologia.
Art. 10. Em decorrência de legislação específica, são obrigatórios:
I - Língua Espanhola, de oferta obrigatória pelas unidades
escolares, embora facultativa para o estudante (Lei nº 11.161/2005);
II - Com tratamento transversal e integradamente, permeando
todo o currículo, no âmbito dos demais componentes curriculares:
a)educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009, que
dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa
Dinheiro Direto na Escola aos alunos da Educação Básica);
b)processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso,
de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos
sobre a matéria (Lei nº 10.741/2003, que dispõe sobre o Estatuto do
Idoso);
c)Educação Ambiental (Lei nº 9.795/99, que dispõe sobre a
Política Nacional de Educação Ambiental);
d)Educação para o Trânsito (Lei nº 9.503/97, que institui o
Código de Trânsito Brasileiro);
e)Educação em Direitos Humanos (Decreto nº 7.037/2009,
que institui o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH 3).
Art. 11. Outros componentes curriculares, a critério dos sistemas
de ensino e das unidades escolares e definidos em seus projetos
político-pedagógicos, podem ser incluídos no currículo, sendo tratados
ou como disciplina ou com outro formato, preferencialmente, de
forma transversal e integradora.
Art. 12. O currículo do Ensino Médio deve:
I - garantir ações que promovam:
a)a educação tecnológica básica, a compreensão do significado
da ciência, das letras e das artes;
b)o processo histórico de transformação da sociedade e da
cultura;
c)a língua portuguesa como instrumento de comunicação,
acesso ao conhecimento e exercício da cidadania;
II - adotar metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem
que estimulem a iniciativa dos estudantes;
III - organizar os conteúdos, as metodologias e as formas de
avaliação de tal forma que ao final do Ensino Médio o estudante
demonstre:
a)domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem
a produção moderna;
b)conhecimento das formas contemporâneas de linguagem.
Art. 13. As unidades escolares devem orientar a definição de
toda proposição curricular, fundamentada na seleção dos conhecimentos,
componentes, metodologias, tempos, espaços, arranjos alternativos
e formas de avaliação, tendo presente:
I - as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da
cultura como eixo integrador entre os conhecimentos de distintas
naturezas, contextualizando-os em sua dimensão histórica e em relação
ao contexto social contemporâneo;
II - o trabalho como princípio educativo, para a compreensão
do processo histórico de produção científica e tecnológica, desenvolvida
e apropriada socialmente para a transformação das condições
naturais da vida e a ampliação das capacidades, das potencialidades e
dos sentidos humanos;
III - a pesquisa como princípio pedagógico, possibilitando
que o estudante possa ser protagonista na investigação e na busca de
respostas em um processo autônomo de (re)construção de conhecimentos.
IV - os direitos humanos como princípio norteador, desenvolvendo-
se sua educação de forma integrada, permeando todo o
currículo, para promover o respeito a esses direitos e à convivência
humana.
V - a sustentabilidade socioambiental como meta universal,
desenvolvida como prática educativa integrada, contínua e permanente,
e baseada na compreensão do necessário equilíbrio e respeito
nas relações do ser humano com seu ambiente.
Capítulo II
Formas de oferta e organização
Art. 14. O Ensino Médio, etapa final da Educação Básica,
concebida como conjunto orgânico, sequencial e articulado, deve assegurar
sua função formativa para todos os estudantes, sejam adolescentes,
jovens ou adultos, atendendo, mediante diferentes formas
de oferta e organização:
I - o Ensino Médio pode organizar-se em tempos escolares
no formato de séries anuais, períodos semestrais, ciclos, módulos,
alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com
base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma
diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem
II - no Ensino Médio regular, a duração mínima é de 3 (três)
anos, com carga horária mínima total de 2.400 (duas mil e quatrocentas)
horas, tendo como referência uma carga horária anual de
800 (oitocentas) horas, distribuídas em pelo menos 200 (duzentos)
dias de efetivo trabalho escolar;
III - o Ensino Médio regular diurno, quando adequado aos
seus estudantes, pode se organizar em regime de tempo integral com,
no mínimo, 7 (sete) horas diárias;
IV - no Ensino Médio regular noturno, adequado às condições
de trabalhadores, respeitados os mínimos de duração e de
carga horária, o projeto político-pedagógico deve atender, com qualidade,
a sua singularidade, especificando uma organização curricular
e metodológica diferenciada, e pode, para garantir a permanência e o
sucesso destes estudantes:
a)ampliar a duração do curso para mais de 3 (três) anos, com
menor carga horária diária e anual, garantido o mínimo total de 2.400
(duas mil e quatrocentas) horas;
V - na modalidade de Educação de Jovens e Adultos, observadas
suas Diretrizes específicas, com duração mínima de 1.200
(mil e duzentas) horas, deve ser especificada uma organização curricular
e metodológica diferenciada para os estudantes trabalhadores,
que pode:
a)ampliar seus tempos de organização escolar, com menor
carga horária diária e anual, garantida sua duração mínima;
VI - atendida a formação geral, incluindo a preparação básica
para o trabalho, o Ensino Médio pode preparar para o exercício
de profissões técnicas, por integração com a Educação Profissional e
Tecnológica, observadas as Diretrizes específicas, com as cargas horárias
mínimas de:
a)3.200 (três mil e duzentas) horas, no Ensino Médio regular
integrado com a Educação Profissional Técnica de Nível Médio;
b)2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, na Educação de
Jovens e Adultos integrada com a Educação Profissional Técnica de
Nível Médio, respeitado o mínimo de 1.200 (mil e duzentas) horas de
educação geral;
c)1.400 (mil e quatrocentas) horas, na Educação de Jovens e
Adultos integrada com a formação inicial e continuada ou qualificação
profissional, respeitado o mínimo de 1.200 (mil e duzentas)
horas de educação geral;
VII - na Educação Especial, na Educação do Campo, na
Educação Escolar Indígena, na Educação Escolar Quilombola, de
pessoas em regime de acolhimento ou internação e em regime de
privação de liberdade, e na Educação a Distância, devem ser observadas
as respectivas Diretrizes e normas nacionais;
VIII - os componentes curriculares que integram as áreas de
conhecimento podem ser tratados ou como disciplinas, sempre de
forma integrada, ou como unidades de estudos, módulos, atividades,
práticas e projetos contextualizados e interdisciplinares ou diversamente
articuladores de saberes, desenvolvimento transversal de temas
ou outras formas de organização;
IX - os componentes curriculares devem propiciar a apropriação
de conceitos e categorias básicas, e não o acúmulo de informações
e conhecimentos, estabelecendo um conjunto necessário de
saberes integrados e significativos;
X - além de seleção criteriosa de saberes, em termos de
quantidade, pertinência e relevância, deve ser equilibrada sua distribuição
ao longo do curso, para evitar fragmentação e congestionamento
com número excessivo de componentes em cada tempo da
organização escolar;
XI - a organização curricular do Ensino Médio deve oferecer
tempos e espaços próprios para estudos e atividades que permitam
itinerários formativos opcionais diversificados, a fim de melhor responder
à heterogeneidade e pluralidade de condições, múltiplos interesses
e aspirações dos estudantes, com suas especificidades etárias,
sociais e culturais, bem como sua fase de desenvolvimento;
XII - formas diversificadas de itinerários podem ser organizadas,
desde que garantida a simultaneidade entre as dimensões do
trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura, e definidas pelo
projeto político-pedagógico, atendendo necessidades, anseios e aspirações
dos sujeitos e a realidade da escola e do seu meio;
XIII - a interdisciplinaridade e a contextualização devem
assegurar a transversalidade do conhecimento de diferentes componentes
curriculares, propiciando a interlocução entre os saberes e os
diferentes campos do conhecimento.
TÍTULO III
Do projeto político-pedagógico e dos sistemas de ensino
Capítulo I
Do projeto político-pedagógico
Art. 15. Com fundamento no princípio do pluralismo de
ideias e de concepções pedagógicas, no exercício de sua autonomia e
na gestão democrática, o projeto político-pedagógico das unidades
escolares, deve traduzir a proposta educativa construída coletivamente,
garantida a participação efetiva da comunidade escolar e local,
bem como a permanente construção da identidade entre a escola e o
território no qual está inserida.
§ 1º Cabe a cada unidade de ensino a elaboração do seu
projeto político-pedagógico, com a proposição de alternativas para a
formação integral e acesso aos conhecimentos e saberes necessários,
definido a partir de aprofundado processo de diagnóstico, análise e
estabelecimento de prioridades, delimitação de formas de implementação
e sistemática de seu acompanhamento e avaliação.
§ 2º O projeto político-pedagógico, na sua concepção e implementação,
deve considerar os estudantes e os professores como
sujeitos históricos e de direitos, participantes ativos e protagonistas na
sua diversidade e singularidade.
§ 3º A instituição de ensino deve atualizar, periodicamente,
seu projeto político-pedagógico e dar-lhe publicidade à comunidade
escolar e às famílias.
Art. 16. O projeto político-pedagógico das unidades escolares
que ofertam o Ensino Médio deve considerar:
I - atividades integradoras artístico-culturais, tecnológicas e
de iniciação científica, vinculadas ao trabalho, ao meio ambiente e à
prática social;
II - problematização como instrumento de incentivo à pesquisa,
à curiosidade pelo inusitado e ao desenvolvimento do espírito
inventivo;
III - a aprendizagem como processo de apropriação significativa
dos conhecimentos, superando a aprendizagem limitada à
memorização;
IV - valorização da leitura e da produção escrita em todos os
campos do saber;
V - comportamento ético, como ponto de partida para o
reconhecimento dos direitos humanos e da cidadania, e para a prática
de um humanismo contemporâneo expresso pelo reconhecimento, respeito
e acolhimento da identidade do outro e pela incorporação da
solidariedade;
VI - articulação entre teoria e prática, vinculando o trabalho
intelectual às atividades práticas ou experimentais;
VII - integração com o mundo do trabalho por meio de
estágios de estudantes do Ensino Médio, conforme legislação específica;
VIII - utilização de diferentes mídias como processo de dinamização
dos ambientes de aprendizagem e construção de novos
saberes;
IX - capacidade de aprender permanente, desenvolvendo a
autonomia dos estudantes;
X - atividades sociais que estimulem o convívio humano;
XI - avaliação da aprendizagem, com diagnóstico preliminar,
e entendida como processo de caráter formativo, permanente e cumulativo;
XII - acompanhamento da vida escolar dos estudantes, promovendo
o seguimento do desempenho, análise de resultados e comunicação
com a família;
XIII - atividades complementares e de superação das dificuldades
de aprendizagem para que o estudante tenha sucesso em
seus estudos;
XIV - reconhecimento e atendimento da diversidade e diferentes
nuances da desigualdade e da exclusão na sociedade brasileira;
XV - valorização e promoção dos direitos humanos mediante
temas relativos a gênero, identidade de gênero, raça e etnia, religião,
orientação sexual, pessoas com deficiência, entre outros, bem como
práticas que contribuam para a igualdade e para o enfrentamento de
todas as formas de preconceito, discriminação e violência sob todas
as formas;
XVI - análise e reflexão crítica da realidade brasileira, de sua
organização social e produtiva na relação de complementaridade entre
espaços urbanos e do campo;
XVII - estudo e desenvolvimento de atividades socioambientais,
conduzindo a Educação Ambiental como uma prática educativa
integrada, contínua e permanente;
XVIII - práticas desportivas e de expressão corporal, que
contribuam para a saúde, a sociabilidade e a cooperação;
XIX - atividades intersetoriais, entre outras, de promoção da
saúde física e mental, saúde sexual e saúde reprodutiva, e prevenção
do uso de drogas;
XX - produção de mídias nas escolas a partir da promoção
de atividades que favoreçam as habilidades de leitura e análise do
papel cultural, político e econômico dos meios de comunicação na
sociedade;
XXI - participação social e protagonismo dos estudantes,
como agentes de transformação de suas unidades de ensino e de suas
comunidades;
XXII - condições materiais, funcionais e didático-pedagógicas,
para que os profissionais da escola efetivem as proposições do
projeto.
Parágrafo único. O projeto político-pedagógico deve, ainda,
orientar:
a)dispositivos, medidas e atos de organização do trabalho
escolar;
b)mecanismos de promoção e fortalecimento da autonomia
escolar, mediante a alocação de recursos financeiros, administrativos
e de suporte técnico necessários à sua realização;
c)adequação dos recursos físicos, inclusive organização dos
espaços, equipamentos, biblioteca, laboratórios e outros ambientes
educacionais.
Capítulo II
Dos sistemas de ensino
Art. 17. Os sistemas de ensino, de acordo com a legislação e
a normatização nacional e estadual, e na busca da melhor adequação
possível às necessidades dos estudantes e do meio social, devem:
I - criar mecanismos que garantam liberdade, autonomia e
responsabilidade às unidades escolares, fortalecendo sua capacidade
de concepção, formulação e execução de suas propostas políticopedagógicas;
II - promover, mediante a institucionalização de mecanismos
de participação da comunidade, alternativas de organização institucional
que possibilitem:
a)identidade própria das unidades escolares de adolescentes,
jovens e adultos, respeitadas as suas condições e necessidades de
espaço e tempo para a aprendizagem;
b)várias alternativas pedagógicas, incluindo ações, situações
e tempos diversos, bem como diferentes espaços - intraescolares ou
de outras unidades escolares e da comunidade - para atividades educacionais
e socioculturais favorecedoras de iniciativa, autonomia e
protagonismo social dos estudantes;
c)articulações institucionais e comunitárias necessárias ao
cumprimento dos planos dos sistemas de ensino e dos projetos político-
pedagógicos das unidades escolares;
d)realização, inclusive pelos colegiados escolares e órgãos de
representação estudantil, de ações fundamentadas nos direitos humanos
e nos princípios éticos, de convivência e de participação democrática
visando a construir unidades escolares e sociedade livres de
preconceitos, discriminações e das diversas formas de violência.
III - fomentar alternativas de diversificação e flexibilização,
pelas unidades escolares, de formatos, componentes curriculares ou
formas de estudo e de atividades, estimulando a construção de itinerários
formativos que atendam às características, interesses e necessidades
dos estudantes e às demandas do meio social, privilegiando
propostas com opções pelos estudantes.
IV - orientar as unidades escolares para promoverem:
a)classificação do estudante, mediante avaliação pela instituição,
para inserção em etapa adequada ao seu grau de desenvolvimento
e experiência;
b)aproveitamento de estudos realizados e de conhecimentos
constituídos tanto no ensino formal como no informal e na experiência
extraescolar;
V - estabelecer normas complementares e políticas educacionais
para execução e cumprimento das disposições destas Diretrizes,
considerando as peculiaridades regionais ou locais;
VI - instituir sistemas de avaliação e utilizar os sistemas de
avaliação operados pelo Ministério da Educação, a fim de acompanhar
resultados, tendo como referência as expectativas de aprendizagem
dos conhecimentos e saberes a serem alcançados, a legislação
e as normas, estas Diretrizes, e os projetos político-pedagógicos
das unidades escolares.
Art. 18. Para a implementação destas Diretrizes, cabe aos
sistemas de ensino prover:
I - os recursos financeiros e materiais necessários à ampliação
dos tempos e espaços dedicados ao trabalho educativo nas
unidades escolares;
II - aquisição, produção e/ou distribuição de materiais didáticos
e escolares adequados;
III - professores com jornada de trabalho e formação, inclusive
continuada, adequadas para o desenvolvimento do currículo,
bem como dos gestores e demais profissionais das unidades escolares;
IV - instrumentos de incentivo e valorização dos profissionais
da educação, com base em planos de carreira e outros dispositivos
voltados para esse fim;
V - acompanhamento e avaliação dos programas e ações
educativas nas respectivas redes e unidades escolares.
Art. 19. Em regime de colaboração com os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, e na perspectiva de um sistema nacional
de educação, cabe ao Ministério da Educação oferecer subsídios
e apoio para a implementação destas Diretrizes.
Art. 20. Visando a alcançar unidade nacional, respeitadas as
diversidades, o Ministério da Educação, em articulação e colaboração
com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, deve elaborar e
encaminhar ao Conselho Nacional de Educação, precedida de consulta
pública nacional, proposta de expectativas de aprendizagem dos
conhecimentos escolares e saberes que devem ser atingidos pelos
estudantes em diferentes tempos de organização do curso de Ensino
Médio.
Art. 21. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) deve,
progressivamente, compor o Sistema de Avaliação da Educação Básica
(SAEB), assumindo as funções de:
I - avaliação sistêmica, que tem como objetivo subsidiar as
políticas públicas para a Educação Básica;
II - avaliação certificadora, que proporciona àqueles que estão
fora da escola aferir seus conhecimentos construídos em processo
de escolarização, assim como os conhecimentos tácitos adquiridos ao
longo da vida;
III - avaliação classificatória, que contribui para o acesso
democrático à Educação Superior.
Art. 22. Estas Diretrizes devem nortear a elaboração da proposta
de expectativas de aprendizagem, a formação de professores, os
investimentos em materiais didáticos e os sistemas e exames nacionais
de avaliação.
Art. 23. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação,
revogando-se as disposições em contrário, em especial a
Resolução CNE/CEB nº 3, de 26 de junho de 1998.
FRANCISCO APARECIDO CORDÃO

 

Osvaldo Ferreira

Perfeito!

E observem que essas diretrizes partiram do Conselho Nacional de Educação, e acatadas pelo MEC.

Fazem parte do Conselho educadores tanto da área pública como da área privada.

Portanto, esse monte de comentários acusando o PT disso e aquilo, não tem fundamentação nenhuma.

É bom que as pessoas se informem antes de sair falando.

E como já enfatisei em outro comentário nesse mesmo post, os problemas da educação não são estritamente partidários como muitos fazem crer.  São muito mais complexos.

 

Vejam a pérola: “As diretrizes que nós escrevemos estão dizendo que precisamos fugir daquele ensino de 'decoreba'. Tem de ensinar os textos, os conteúdos mais voltados para a vida, para a prática. Nesse caso, quando as pessoas começarem a praticar mais as diretrizes vai haver uma natural aproximação com o Enem”, teorizou o conselheiro.

Vamos ensinar Machado de Assis para a prática.

Vamos ensinar Geografia e História para a prática.

A química, física e biologia para a prática ensinará a fazer sabão, consertar chuveiro e criar cachorro.

Mas quem sabe apenas fazer sabão, consertar batedeira e criar cachorro, não pode estudar na USP, UNICAP ou UFBA.

Pensando bem ... essas Diretrizes são prá escolas públicas, já que as particulares fazem o que querem.

E em escolas públicas, é que estudam pobres.

E pobres não entram em universidades públicas.

Tá certo o conselheiro, então.

 

O PT, quando o assunto é educação, não é um erro. É um CRIME.

 

O problema na educação não é partidário. Os problemas existiam no tempo do PSDB e persistem no tempo do PT.

O governo federal não administra escolas de ensino fundamental e médio. O máximo que pode fazer é dar diretrizes, repassar recursos e avaliar. Os níveis estadual e municipal seguem se querem e do jeito que querem.

E nos níveis estadual e municipal os problemas também existem, independentes do partido no governo. Vide o estado de São Paulo.

Nas discussões de modelo pedagógico, há construtivistas tanto no PT como no PSDB, razão pela qual o MEC nunca conseguiu discutir a questão do método de alfabetização - levou chumbo de todo lado!

Estudos mundiais e nacionais mais que demonstram que, nesse modelo de escola que adotamos, o fator que mais influencia no rendimento do aluno é o seu nível socio-econômico. Como a escola pública atende desde classe média até favelado e a privada de classe média para cima, não precisa grande esforço para saber o que vai se ver nas avaliações. É bom lembrar: o que se mede nas avaliações não é a qualidade de ensino oferecido, mas o rendimento do aluno. Mas o que se repete "ad nauseum" é que a qualidade do ensino público é péssima.

Podem colocar um favelado num colégio de elite, como já foi feito numa favela de São Paulo, que seu rendimento vai ser pífio se comparado com seus colegas. 

Por essa razão é que muitos municípios estão começando a introduzir a escola de período integral para compensar esse déficit socio-cultural dos alunos. O MEC também vem incentivando essa alternativa. Obviamente, há pedagogos tanto do PSDB como do PT totalmente contra. E lá vem discurseira!

Finalmente, esse para mim é o maior problema da educação: todo mundo da área reclama: são contra qualquer introdução de tecnologia, tudo que se vai fazer precisa do tal projeto pedagógio, a escola e o professor tem que ter autonomia e, ao mesmo tempo, depois de cursar 4 anos de faculdade, nunca está preparado para dar aula e precisa de capacitação até quando recebe um computador.

Francamente, que área complicada!

 

Completando a matéria sobre a compra dos tablets pelo MEC, o Estadão também critica a iniciativa, e oferece mais algumas informações: o edital já tem vencedores - Positivo e Digibrás, e cada tablet custará R$ 283 (US$ 163).

 

MEC atropela processo e compra tablets

 

Licitação é aberta antes que resultados da distribuição de laptops fossem conhecidos

 

SÃO PAULO - O Ministério da Educação (MEC) abriu uma licitação para a compra de 900 mil tablets sem concluir a análise do impacto que o programa Um Computador por Aluno (UCA), que chegou a 2% das escolas do País, teve sobre o aprendizado. A previsão é de que a avaliação do projeto seja concluída apenas em fevereiro do ano que vem.

 

Até agora, o MEC distribuiu 150 mil computadores em 386 escolas pelo UCA. O programa começou em 2005, mas só em 2009 os laptops chegaram às escolas.

 

A avaliação tem três fases: diagnóstico (para revelar o que os alunos já sabiam antes do programa), processo (o que ocorre durante o UCA) e resultados (que mostram o impacto efetivo do projeto). Até agora, apenas o diagnóstico inicial de 52 escolas, que fazem parte do primeiro lote de participantes do UCA, foi concluído. Os outros dois lotes de escolas não serão analisados durante o processo. “A análise começou no começo de 2010”, diz Isabel Cappelletti, da PUC-SP, que é da comissão avaliadora.

 

A Secretaria de Assuntos Estratégicos encomendou uma avaliação do UCA para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, sobre cinco cidades que tiveram todas as escolas atendidas. O texto deve chegar ao MEC neste mês.

 

Diferenças. O MEC diz que as duas iniciativas - laptops e tablets - são diferentes e os tablets terão utilidade distinta. Do total, a pasta deve comprar 300 mil tablets, por R$ 110 milhões.

 

De acordo com a pasta, serão comprados diversos modelos de tablets - cada um terá um tipo de aplicação. Cada tablet custará R$ 283. O MEC ainda não divulgou os números de alunos e escolas que devem ser atendidos.

 

O edital, em curso no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, já tem vencedores - Positivo e Digibrás. Os equipamentos propostos serão enviados para testes no Inmetro.

 

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mec-atropela-processo-e-compra-...

 

 

O MEC deve ser o único ministério da história republicana recente que é criticado sistematicamente pelo que FAZ. E não pelo que deixa de fazer.

Se não tivesse repensado as diretrizes do ensino médio seria taxado de omissão. Se não se preocupasse em aprimorar a tecnologia em sala de aula o chamariam de anacrônico.

É claro que isso só ocorreria numa imprensa que sabe o que é diretriz curricular e tecnologia educacional. O que obviamente não é o caso.

Quem já fez o 2o grau (a maioria neste blog) sabe a porcaria que é aquele currículo. Mudá-lo era fundamental e foi feito. E isso não ocorreu a portas fechadas, mas com consultas permanentes à sociedade.

Da mesma forma os tablets que estão sendo comprados irão servir exatamente para se definir o modelo pedagógico. Esperar eternamente por assessorias lentas não é a maneira correta de fazer as coisas andarem e em nada influencia a licitação em si.

O MEC poderia até fazer milagres, o criticariam por isso também, alegando que sua divindade fere o modelo tradicional de gestão e prejufica o Estado laico.

 

O que vem a ser tecnologia em sala de aula? Ter tablet par ler livros? professor dando aula com power point? Vou ser direto: em minha área o que tem de applet não está no gibi, mas para voce selecionar, orientar, analisar, discutir, etc vai demandar um tempo por parte do professorado que a escola não paga. Sem contar produzir. Se você souber de alguma escola qeue pague para o professor desenvolver, estou dispósto a ouvir. E digo mais, dou o site para os alunos consultarem e o retorno é praticamente nulo.

 

Evandro,

Gostei do ponto que você levantou. Apesar da escrita rude (como a minha ultimamente), você se concentrou num ponto específico e importante para um bom debate. Destaco isso porque quando se discute educação muitos comentários são fracos e geram embates, não debates, porque são erguidas sob teses puramente políticas.

Mas indo ao ponto que você levantou: quem paga o tempo de preparação do professor?

O professor pode dispor de vários recursos para sua aula, tudo (alta tecnologia ou não) é tecnologia educacional. Com o barateamento constante das tecnologias e o aumento do investimento por aluno (sim, teve aumento real de 3x nos últimos 8 anos) aumentar os recursos à disposição do professor é uma realidade que não deve ser menosprezada por conta dos recursos tradiconais mais simples.

O Piso Nacional dos Professores prevê 1/3 do tempo de trabalho do professor remunerado FORA da sala de aula. Esse tempo é usado exclusivametne para preparação, avaliação e formação continuada. É daí que o professor já tira a preparação da aula.

Ah! Tem estados e municípios que não pagam os tempos pedagógicos fora da sala de aula? Isso é outro problema que envolve mobilização social. Qualquer tecnologia, nova ou não, precisa de tempo para ser estudada e para se tornar um bom recurso pedagógico. O governo prevê o uso de tablets com tempo remunerado para formação e preparação de aula e por isso criou a lei do Piso Nacional do Magistério. Mas os estados e municípios tem autonomia na questão dos tempos pedagógicos, como decidiu o empate no STF.