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As duas visões da diplomacia comercial brasileira

Coluna Econômica

Para a velha mídia, Cristina Kirchner, da Argentina, é uma populista irremediável, Hugo Chávez, da Venezuela, um subversivo disposto a colocar fogo no continente e Ollanta Humalla, do Peru, um esquerdista indefinido. E para as grandes empresas brasileiras, os três representam excelentes oportunidades de negócio, muito bem aproveitadas pelo não-alinhamento pragmático da diplomacia brasileira.

***

De 2004 a 2009, por exemplo, a Odebrecht mantinha na Argentina um escritório com 15 funcionários. A partir de 2012, tem 15 mil funcionários atuando em projetos de infraestrutura, energia.

A empresa divide grandes obras, entre outros, com a sueca Skanska, com a argentina Hochtief. As contratações são efetuadas, os pagamentos feitos em dia.

O mesmo ocorre no Peru, com investimentos estáveis, apesar das mudanças políticas.

***

Nem se fale da Venezuela, que tornou-se grande parceira do Brasil desde o governo Fernando Henrique Cardoso.

Boquirroto, valentão, impulsivo, vá lá, mas Hugo Chávez assumiu o poder disposto a mudar a realidade do país, dominado pela mais corrupta elite latino-americana.

Sem dispor de quadros técnicos, passou a considerar o Brasil o modelo a ser seguido. Referia-se a Fernando Henrique Cardoso como “mi maestro. No dia em que Lula foi eleito e proferiu o famoso discurso inicial, tornando os pobres o público preferencial, imediatamente ganhou a admiração de Chávez.

No que importa: foram essas afinidades que abriram espaço para as empresas brasileiras conquistarem amplos espaços, especialmente depois da nacionalização de parte da produção petrolífera venezuelana.

***

As aventuras da Odebrecht com o Chile e com o Peru são bastante signficativas para entender os efeitos da diplomacia sobre os negócios.

Quando iniciou sua internacionalização, as primeiras investidas da Odebrecht foram em países vizinhos, construindo uma hidrelétrica no Chile, outra no Peru. Ambos os países eram ditaduras militares, o Chile dominado pela direita de Augusto Pinochet; o Peru pela esquerda de Velasco Alvarado.

Politicamente, as afinidades brasileiras eram com a ditadura de Pinochet. Só que o general colocou o Chile sob a órbita dos Estados Unidos. Com isso, abriu uma enorme mercado nos EUA para as frutas chilenas. Mas nenhuma empresa brasileira conseguia entrar no mercado chileno.

Quando Jimmy Carter assumiu a presidência dos EUA, durante um certo período interrompeu toda a ajuda ao Chile, devido aos problemas com direitos humanos. A Odebrecht aproveitou a brecha, ampliou sua presença no país.

Ao assumir a presidência dos EUA, Ronald Reagan reabriu as portas para o Chile, que virou as costas para o Brasil, deixando as empresas brasileiras penduradas com a broxa na mão.

Até hoje o Brasil não tem entrada no Chile.

***

Alvarado era apoiado pela URSS.

A convivência com os soviéticos, no Peru, permitiu à Odebrecht ser convidada para construir as obras civis da hidrelétrica de Capanda, em Angola. Era o ano de 1984, em que o país se denominava de República Marxista-Leninista de Angola.

É por isso que, enquanto na velha mídia se pratica o jogo do faz-de-conta, em outros setores trata-se a América Latina com visão pragmática e estratégica.

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Lembro de uma célebre frase do presidente Lula : " Vou ser um caxeiro viajante. " Essa foi uma das muitas políticas acertadas de Lula. Expandimos nosso comércio com todos os paises do mundo. Lula viajou nos mais variados rincões do mundo. O país tornou-se mais conhecido e respeitado. Todas essas viagens Ele levava uma gama de empresários. Foi muito criticado por isso, era o presidente viajante. O mundo está em crise desde 2008. O Brasil está de pé e criando empregos. Hoje não temos mais relações comerciais só com EUA, mas, com todos.

 

Aproveitando o tema:A descida da América para a pobreza

 

 

 

 

por Paul Craig Roberts*

 

 

 

Os Estados Unidos entraram em colapso economicamente, socialmente, politicamente, legalmente, constitucionalmente, ambientalmente e moralmente. O país que hoje existe não é nem mesmo uma sombra do país em que nasci. Neste artigo tratarei do colapso econômico da América. Em artigos seguintes tratarei de outros aspectos do colapso americano. Economicamente, a América desceu para dentro da pobreza. Como diz Peter Edelman, “O salário baixo para o trabalho já é pandemia”. Na América da “liberdade e democracia” de hoje, “a única super-potência do mundo”, um quarto da força de trabalho tem empregos que pagam menos de US$22.000 [por ano], a linha de pobreza para uma família de quatro pessoas. Algumas destas pessoas mal pagas são jovens licenciados em faculdades, sobrecarregados com empréstimos para a educação, que partilham a habitação com três ou quatro outros na mesma situação desesperada. Outras delas são pais solteiros com problemas médicos ou desempregadas. Outros podem ter Ph.D. e ensinar em universidades como professores adjuntos por US$10.000 por ano ou menos. A educação ainda é apregoada como o caminho para sair da pobreza, mas torna-se cada vez mais um caminho para a entrada na pobreza ou para o alistamento nos serviços militares. Edelman, que estuda estas questões, informa que 20,5 milhões de americanos têm rendimentos de menos de US$9.500 por ano, o qual é a metade da definição de pobreza para uma família de três pessoas. Cupom de Alimentação

 

Há seis milhões de americanos cujo único rendimento é o do auxílio alimentar (food stamps). Isso significa que há seis milhões de americanos que vivem nas ruas ou em casas de parentes ou amigos. Republicanos cruéis continuam a combater o estado previdência (welfare), mas Edelman afirma que “basicamente o estado previdência já se foi”.

 

 

 

Em minha opinião como economista, a linha oficial de pobreza está, há muito, ultrapassada. A perspectiva de três pessoas a viverem com US$19.000 por ano é descabelada. Considerando os preços de aluguéis, eletricidade, água, pão e refeições ligeiras, uma pessoa não pode viver nos EUA com US$6.333,33 por ano. Na Tailândia, talvez, até o dólar entrar em colapso, isso possa acontecer, mas não nos EUA. Como Dan Ariely (Duke University) e Mike Norton (Harvard University) mostraram empiricamente, 40% da população, os 40% menos ricos, possuem 0,3%, isto é, três décimos de um por cento, da riqueza pessoal da América. Quem possui os outros 99,7%? Os 20% do topo têm 84% da riqueza do país. Aqueles americanos no terceiro e quartos quintos – essencialmente a classe média da América – têm apenas 15,7% da riqueza da nação. Uma distribuição tão desigual do rendimento é sem precedentes no mundo economicamente desenvolvido. No meu tempo, confrontado com tal disparidade na distribuição do rendimento e da riqueza, uma disparidade que obviamente coloca um problema dramático para a política econômica, estabilidade política e a macro gestão da economia, os democratas teriam exigido correções e os republicanos teriam concordado com relutância. Mas não hoje. Ambos os partidos prostituíram-se por dinheiro. Os republicanos acreditam que o sofrimento dos americanos pobres não está ajudando os ricos suficientemente. Paul Ryan e Mitt Romney comprometeram-se a abolir todo programa que trate de necessidades que os republicanos ridicularizam como “comedores inúteis” (“useless eaters”). Os “comedores inúteis” são os trabalhadores pobres e a antiga classe média cujos empregos foram deslocalizados de modo a que executivos corporativos pudessem receber muitos milhões de dólares de pagamento em compensação pelo desempenho e os seus acionistas pudessem ganhar milhões de dólares sobre ganhos de capital. Enquanto um punhado de executivos desfruta iates e garotas Playboy, dezenas de milhões de americanos mal conseguem sobreviver. Na propaganda política, os “comedores inúteis” não são meramente um fardo sobre a sociedade e os ricos. Eles são sanguessugas que forçam contribuintes honestos a pagar pelas suas muitas horas de lazer confortável a desfrutar a vida, assistir eventos desportivos e pescar trutas em rios, enquanto sacam seu abastecimento na mercearia ou vendem seus corpos ao MacDonald’s mais próximo. A concentração de riqueza e poder nos EUA de hoje vai muito além de qualquer coisa que os meus professores de ciência econômica pudessem imaginar na década de 1960. Em quatro das melhores universidades do mundo que frequentei, a opinião [predominante] era que a competição no mercado livre impediria grandes disparidades na distribuição do rendimento e da riqueza. Como vim a aprender, esta crença era baseada numa ideologia – não na realidade. O Congresso, ao atuar com base nesta crença errônea da perfeição do mercado livre, desregulamentou a economia dos EUA a fim de criar um mercado livre. A consequência imediata foi o recurso a toda ação que anteriormente era ilegal para monopolizar, cometer fraudes financeiras e outras, destruir a base produtiva dos rendimentos do consumidor americano e redirecionar rendimento e riqueza para os um por cento. A “democrática” administração Clinton, tal como as administrações Bush e Obama, foi subornada pela ideologia do mercado livre. A administração Clinton, vendida ao Big Money, aboliu a Ajuda a Famílias com Crianças Dependentes. Mas esta liquidação de americanos lutadores não foi suficiente para satisfazer o Partido Republicano. Mitt Romney e Paul Ryan querem cortar ou abolir todo programa que amenize a situação de americanos atingidos pela crise e que os impeça de caírem na fome e ficarem sem casa. Republicanos afirmam que a única razão para a existência de americanos carentes é o governo utilizar dinheiro dos contribuintes para subsidiar os que não querem trabalhar. Tal como os republicanos vêem isto, enquanto nós trabalhadores esforçados sacrificamos nosso lazer e tempo com nossas famílias, a ralé do estado previdência desfruta o lazer que os nossos dólares fiscais lhes proporcionam. Esta crença vesga, de presidentes de corporações que maximizam seus rendimentos deslocalizando empregos da classe média de milhões de americanos, deixou cidadãos na pobreza e cidades, municípios, estados e o governo federal sem uma base fiscal, o que resulta em bancarrotas em níveis estadual e local, bem como déficits orçamentários maciços no nível federal que ameaçam o valor do dólar e o seu papel como divisa de reserva. A destruição econômica da América beneficiou os mega-ricos com muitos bilhões de dólares com os quais desfrutam a vida e o seu séquito de acompanhamentos caros sempre que queiram. Enquanto isso, longe da Riviera francesa, o Ministério do Interior (Homeland Security) está acumulando munição suficiente que chegue para manter americanos pauperizados sob controle.

 [*] Ex-secretário do Tesouro dos EUA e antigo editor associado do Wall Street Journal. O artigo original, em inglês, encontra-se em: America’s Descent into Poverty ~ Paul Craig Roberts”.  Esta tradução foi extraída de Resistir e adaptada pela redecastorphoto.

 

Este artigo demonstra a realidade do que ocorre nesta área.

Enquanto a grande imprensa trabalha diariamente para demonstrar que após 2002 tudo foi feito errado,na área comercial e de negócios as coisas acontecem de forma diferente.

O Brasil buscou opções também em outros mercados e não somente na América do Norte o que foi ótimo.

E isto alavancou nossa relação com países até então pouco explorados, elevando substancialmente este mercado.

E os empresários brasileiros muito ciontribuíram para isto, amparados naturalmente por nossa diplomacia comercial.

Neste particular, infelizmente, nossa grande imprensa trabalha contra o país pois gostariam que permanecêssemos umbilicalmente ligados às determinações americanas que trabalham essencialmente para seus interesses.

É a famosa idolatria ao americano, uma cegueiga que mistura ideologia à dependência exclusiva dos irmãos do norte.

 

 

 

Ou seja: isso mostra que o Brasil pode sim fortalecer o MERCOSUL e o mercado consumidor latino-americano, sendo um interessante contraponto político e econômico, em relação aos tradicionais mercados norte-americanos e europeus.

 

O "mi maestro" - hoje conhecido como vende pátria - seria por conta da orquestração do golpe que sofrera por parte do PIG Venezuelano? 

 

Creio que a imprensa brasileira ainda vive na época em que o seu grande lema era: "o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". Eles tem uma grande dificuldade de entender que o mundo hoje é multilateral. Ainda querem o alinhamento incondicional do Brasil aos interesses americanos. pararam nos anos 50/60.

 

 


De 2004 a 2009, por exemplo, a Odebrecht mantinha na Argentina um escritório com 15 funcionários. A partir de 2012, tem 15 mil funcionários atuando em projetos de infraestrutura, energia.


         


No que importa: foram essas afinidades que abriram espaço para as empresas brasileiras conquistarem amplos espaços, especialmente depois da nacionalização de parte da produção petrolífera venezuelana .


    Então digo eu:


     O que estamos buscando?


        Um mundo democrata aonde as instituições não dependam do governante, ou lucro a despeito disso?


       Até então,nossa política com Irã,Siria,Cuba,Venezuela, Equador,Bolivia e tantos outros, só viza lucros em relações comerciais.


         E qual é nosso papel perante a democracia mundial?


          Queremos uma cadeira vitalícia na Onu,mas só agimos pensando em interesses comerciais.


           Não existe recompensa sem sacrifício. É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL apoiar a democracia LEGÍTIMA e concordar com a maioria dos paises citados.


         Precisamos definir o que queremos.Porque esse negócio de ficar em cima do muro é pro P SD B e não pro PT.


        Ou pro PT tbm?

 

Meu amigo, cadeira na ONU sem a Bomba nem os foguetes pra lançá-la não é nada. E só bobalhão boa-fé tangido pela mídia acredita na importância disso pro país. A diplomacia, desde que o primeiro homem roubou a maçã do segundo é pra não usar o cacete; mas este, além de existir tem de estar um pouco aparente. E se não houver, ora, não tem nada! Só nossa mídia colonial é que quer passar essa idéia de que o governo anda aos prantos por essa tal cadeira.

 

Sim , há duas políticas externas praticadas pelo Brasil. Uma , a do Itamarati , a outra , do PIG e seus diplomatas de pijamas. A primeira é oficial , pragmática , desideologizada , aliás , como deve ser a política de um país soberano. A segunda , uma fantasia conservadora , recalcada , farsesca , vocacionada para o capachismo  , sem compromisso com o país e vítima do caldo cultural que ajudou a produzir.

 

Exelente artigo,o autor só esqueceu de mencionar que a velha midia usa para ilustrar o "fracasso da nossa diplomacia comercial" os exemplos da BR na Bolivia com a renegociação do preço do gás e as terifas de energia eletrica de Itaipu,esses cases mencionados pelo autor são ignorados solenemente.

 

Sobre nossos macaquinhos coloniais da mídia: hoje numa breve assistência a mais um daqueles comentários do Alexandre Garcia que vão mudar o mundo, uma constatação: Bóris Casoy, antes dos garis - e se tornar companhia incômoda - até que tinha alguma veneração por parte dos fascistóides. Até Malafaia chama atenção dessas figuras. Já o Alexandre, lá se vão duas ou três décadas a serviço do "bem"; destes, os últimos dez na maior audiência do país e contra um governo que até direitistas não fascistóides torcem o nariz de vez em quando... e nunca ouvi ninguém comentando uma linha sequer de um comentário do Garcia. Muito mais nulidade que a Hipólito. E come poeira à vontade da "urubóloga-mor".

 

Em 20 segundos AA vai comentar que a Venezuela é caloteira , que a Srª Kirchner é isso, que Humalla é aquilo e o Evo então...

Bom mesmo é os States...

E o Itamaraty esta tomado por vermelhos monoglotas.

 

Tão interessante quanto a notícia são os comentários que os leitores fazem ao final.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2012/08/31/brasil-concede-credito-de-200-milhoes-de-dolares-a-cuba.jhtm


 
31/08/2012 - 01h30
Brasil concede crédito de 200 milhões de dólares a Cuba

Em Havana (Cuba)


 
Comentários 14

O presidente cubano, Raúl Castro, e o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, acertaram nesta quinta-feira (30) um crédito de 200 milhões de dólares de Brasília ao programa alimentar de Cuba, informou a TV estatal em Havana.

Raúl Castro e Fernando Pimentel conversaram "sobre o desenvolvimento ascendente das relações bilaterais e reafirmaram o propósito de trabalhar por seu contínuo fortalecimento", destacou a TV cubana.

Pimentel firmou com o ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, o crédito de 200 milhões de dólares para importações do programa alimentar da Ilha.

"Estes recursos serão liberados em três partes - a primeira durante 2012 - e as demais em 2013, para financiar a exportação de máquinas e equipamentos agrícolas brasileiros".

Pimentel também visitou as obras de ampliação do porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, e ofereceu a Malmierca "assistência jurídica para construir o marco regulatório desta zona especial".

A ampliação do porto de Mariel é a maior obra de infraestrutura empreendida por Raúl Castro. O terminal de contêiners não atenderá apenas o comércio cubano, mas a outras nações da bacia do Caribe.

"Temos todo o interesse em colaborar na definição deste modelo para trazer o máximo possível de empresas brasileiras", destacou Pimentel.

Malmierca declarou que a experiência jurídica brasileira é importante para uma maior integração das empresas do Brasil em Cuba.

"Oferecemos transferência tecnológica em troca de investimentos em fábricas e (a zona especial de) Mariel poderá servir para isto", disse o ministro cubano.

As operações portuárias devem começar em abril de 2013, antes da conclusão das obras, fixada para outubro do mesmo ano.

O Brasil financia 85% as obras - que totalizam 800 milhões de dólares - por meio do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Nassif o seu"monumento" precisa ler urgentemente esse post.

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

Esta visão é perfeita!

Nós não somos "potência hegemonica" para ficar arranjando inimos a torto e a direito. Somos uma 'potencia regional " sim, mas com uma tradição diplomática de Não Alinhamento. Sempre foi assim, então vamos aproveitar esta nossa postura e atuar de forma a trazer crescimento para nosso país E contribuir para o crescimento de outros países.

O Fernando Henrique tinha muito boas relações com o Chavez, assim como o Lula..Ninguém perdeu nada com isso. ë triste ver a "torcida" nessas horas. AMBOS não eram os presidentes de um GRUPO, de um SETOR, eram presidentes de TODOS os brasileiros. ë assim que tem que ser nas relações internacionais. AMBOS ERAM LEGITIMOS PRESIDENTES.

O que emperra nossas relações "Sulamericanas' é o protecionismos de TODAS as partes. Precismos de maior coordenação para que este tipo de medida tenha um sentido de futuro e nao proteção pura e simples de um presente estranho.

 

 

Na América Latina só existem dois tipos de política externa: nacionalista ou submissa aos EUA.

Chávez, Kichner, Lula, Correa, Morales representam a primeira, a grande mídia é porta-voz da segunda.

A posição da direita, defendida no blog pelos araújos e blayas da vida, só pode ser ideológica, pois é a única maneira de defender interesses contrários ao interesse nacional. Assim, sacrifica-se os interesses nacionais para se combater o comunismo, o sindicalismo peronista, o chavismo, ou seja lá qual baboseira a direita decidiu "combater". Vide o ódio injustificável que a direita dispensa ao Mercosul, à Unasul, ou a qualquer outro arranjo político-econômico que vise a atender os interesses dos países latino americanos, e não os norte-americanos.

O interesse dos EUA na região é enfraquecer os países latinos de forma a sustentar sua política de dominação hemisférica, vide o que acontece em todo país soba  influência dos EUA, a única receita norte-americana para a região é a sustentação da guerra contra o inimigo interno, o que corresponde às populações desses países, como foram as políticas praticadas pelas inúmeras ditaduras, e que continua sendo aplicada na Colômbia, com seus assassinatos em massa de civis, no México, com sua "guerra às drogas", e, infelizmente, será aplicada ao Paraguai, mantendo-se o narco-coloradismo no poder(os EUA, historicamente, aliam-se a bandidos para implementar suas políticas, como ditadores assassinos do calibre de Pinochet, Somoza, Noriega, ou políticos associados com o crime organizado, como Uribe, os colorados paraguaios e outros).

Enquanto isso, a "ditadura do mal" em Cuba, o país mais demonizado pela direita covarde e servil latino-americana, promove um dos mais elevados índices de desenvolvimento da América Latina, apesar da guerra econômica covarde e criminosa promovida a décadas pelos Estados Unidos.

 

 

Os EUA, como disse o comentarista Marco Antoio F, encalharam nas décadas de 50 / 60 e não saíram mais de lá.

- Eles mantêm o embargo a Cuba, enquanto empresas brasileiras como a Odebrecht ganham dinheiro em Cuba.

- Eles querem porque querem extraditar Assange, como se fossem donos do mundo.

- Eles acham que a América do Sul ainda é o quintal deles, como na época das ditaduras implantadas por Washington em todo o Continente.

 

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

Nossa quanto bla bla bla mofado , que modo obtuso e binario que esses pseudos esquerdistas teimam em manter no trato com a realidade...rs

 

leonidas

"bla, bla, bla mofado", "pseudo-esquerdismo", um exemplo dos "argumentos" da direitona, ilustra bem meu comentário sobre as raízes ideológica do pensamento vira-lata-entreguista da direita brasileira.

 

Ideologicamente, eu sou contra. Quando se trata de negócios, de lucro no balanço da "minha" empresa, aí sim, eu tô dentro. Capital não tem pátria, ética, pudor e verdade.Quanto a mídia, um contraponto: A mesma empresa que "paga" para a mídia com seus home Bonner falaram "bem" de Chavez e Cia, é a mesma empresa que negocia contratos na mesa de Chavez e Cia. FHC, "mi maestro". Chavez, menos.

 

O belo artigo de Nassif expressa o respeito e admiração dos nossos vizinhos para com o Brasil.

Estabelece a importância da relação sul - sul.

Demonstra como é a política dos EUA , alguns podem achar apenas uma coincidência, "Ao assumir a presidência dos EUA, Ronald Reagan reabriu as portas para o Chile, que virou as costas para o Brasil, deixando as empresas brasileiras penduradas com a broxa na mão."

Ainda, menciona sobre a bela política de Chavez para o seu país.

 

" Referia-se a Fernando Henrique Cardoso como “mi maestro " "

Que coisa horrível !

 

Nassif, só não gostei do tal "subversivo" ao Chavez. Nada a ver. Ele é populista e nacionalista, tanto quando nosso Presidente Lula.

 

Na verdade, acho que o epíteto foi usado como ironia.

O "subversivo" Chávez está fazendo a Venezuela bombar - é o pais que mais cresce no Continente - e atrair investidores inteligentes que não acreditam nas bobagens que o PIG fala.

 

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

 


Roberto Locatelli (sexta-feira, 31/08/2012 às 10:23),


Tenho feito textos críticos a Luis Nassif ultimamente como se pode ver junto ao post “As lições não aprendidas do mensalão” de terça-feira, 28/08/2012 às 08:00, consistindo na Coluna Econômica dele daquele dia e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-licoes-nao-aprendidas-do-mensalao


Trata-se de um post contendo uma análise mais política e para ele eu enviei vários comentários críticos, porem indiretamente em comentários que enviei para o comentário de Assis Ribeiro enviado terça-feira, 28/08/2012 às 08:11.


Também de caráter político é o post “A fisiologia das emendas parlamentares” de sexta-feira, 24/08/2012 às 15:31, em que Luis Nassif tece loas a postura ética de Mário Covas, ou mais bem seria dizer autoritária (E eu digo anti-democrática), supondo que de fato existiu esta postura, em não aceitar as emendas parlamentares no orçamento. No caso eu enviei comentários críticos diretamente a Luis Nassif. E no post “A fisiologia das emendas parlamentares” pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-fisiologia-das-emendas-parlamentares


E fiz também críticas em posts de natureza econômica ainda que eu seja leigo em economia. Exemplo foi junto ao post “Os parâmetros da política industrial” de terça-feira, 14/08/2012 às 08:00, consistindo da Coluna Econômica dele em que ele fazia referência ao artigo “Comigo ninguém iPod” de David Kupfer e que fora publicado segunda-feira, 13/08/2012, no Valor Econômico na página A17. O endereço do post “Os parâmetros da política industrial” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-parametros-da-politica-industrial


E o artigo “Comigo ninguém iPod” de David Kupfer pode ser visto no seguinte endereço:


http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/08/comigo-ninguem-ipod-david-kupfer.html


E posso mencionar também como post onde eu critico Luis Nassif, o post “A luta pela reindustrializaçāo” de segunda-feira, 27/08/2012 às 09:00, também consistindo da Coluna Econômica dele daquele dia e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-luta-pela-reindustrializacao


No caso do post “A luta pela reindustrializaçāo” há crítica minha indireta, sendo primeiro uma mais ligeira em comentário que enviei segunda-feira, 27/08/2012 às 20:27, para junto do comentário de Assis Ribeiro enviado domingo, 26/08/2012 às 08:35, e que se encontra na primeira página do post “A luta pela reindustrializaçāo”. Depois uma mais extensa enviada segunda-feira, 27/08/2012 às 13:38, para junto do comentário de JC.Pompeu , enviado segunda-feira, 27/08/2012 às 11:08. E há também uma direta ainda que eu tenha iniciado o comentário elogiando o post “A luta pela reindustrializaçāo”.


Bem, não queria passar batido neste post “As duas visões da diplomacia comercial brasileira” de sexta-feira, 31/08/2012 às 08:00, consistindo também da Coluna Econômica dele do dia. Assim é que resolvi consertar uma omissão imperdoável que ele comete já no primeiro parágrafo do post. Transcrevendo o parágrafo já corrigido.


“Para a velha mídia e para Andre Araujo, Cristina Kirchner, da Argentina, é uma populista irremediável, Hugo Chávez, da Venezuela, um subversivo disposto a colocar fogo no continente e Ollanta Humalla, do Peru, um esquerdista indefinido. E para as grandes empresas brasileiras, os três representam excelentes oportunidades de negócio, muito bem aproveitadas pelo não-alinhamento pragmático da diplomacia brasileira”.


Nos demais parágrafos eu não vi omissões, falhas ou equívocos que eu pudesse detectar e destacar, ao contrário, trata-se de um texto denso e bastante informativo. E espero que você não venha defender o Luis Nassif encontrando justificativa para essa omissão que eu creio fiz por bem apontar.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 31/08/2012

 

O PIB per capita venezuelano comparado ao brasileiro e chileno: http://www.google.com.br/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=ny_gdp_mktp_cd&idim=country:VEN&dl=en&hl=en&q=venezuela+gdp#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_pcap_kd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:VEN:BRA:CHL&ifdim=region&hl=en_US&dl=en&ind=false. Interessante notar que o brasileiro, ainda que menor, vem crescendo linerarmente e faz tempo (não é obra do Lula). O do "neoliberal" Chile, pais igualmente acusado de dependencia economica de uma commodity, igualmente. E desde 1999 o Chile ja passou a Venezuela do Chavez e a deixou comendo poeira. Ja a variação do PIB per capita venezuelano (que chegou a um minimo dos ultimos 50 anos justo no governo Chavez, em 2003) mostra um outro comportamento.

 

 


Bran Mak Morn (sexta-feira, 31/08/2012 às 14:05 e sexta-feira, 31/08/2012 às 14:12),


Não ficou muito boa a sua indicação. Deixo primeiro uma indicação do Indexmundi com os dados sobre o PIB da Venezuela na primeira década do século XXI em que se mostra que a Venezuela não caminhou bem nos primeiros anos do século XXI, mas vem recuperando bem nos últimos anos. O link para a evolução do PIB da Venezuela nos últimos 10 anos no Indexmundi é:


http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?c=ve&v=65&l=pt


E há no Wikipédia dois links que dá para montar um quadro mais esclarecedor da situação dos vários países na América do Sul. Assim, há o link a seguir para a “Lista de países da América do Sul por população”:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_da_Am%C3%A9rica_do_Sul_por_popula%C3%A7%C3%A3o


E para o PIB há também na Wikipédia um link para o PIB. Trata-se do link com a “Lista de países por PIB nominal" como se pode ver a seguir:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal


E com os dados obtidos nos dois últimos endereços é possível montar um quadro a seguir:


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    PAÍS                      População         Ano    PIB (milhões US$)   Renda per capita US$


01  Brasil                   192.338.678      2011     2.492.908                 US$ 12.961,03


02  Colômbia              46.741.100      2010         328.422                US$    7.026,41


03  Argentina              39.934.100      2010         447.644                 US$ 11.209,57


04  Peru                       28.221.500      2010       173.502                  US$  6.147,87


05  Venezuela              28.121.700      2010        315.841                US$ 11.231,22


06  Chile                      16.803.000      2009        248.411                US$ 14.783,73


07  Equador                 14.881.200      2012         66.381                 US$   4.460,73


08  Bolívia                     9.694.200      2008          24.604                 US$   2.538,01


09  Paraguai                   6.238.400      2008          21.236                US$   3.404,08


10  Uruguai                    3.350.500      2008          46.872                US$ 13.989,55


11  Guiana                         736.100      2008            2.480                US$   3.369,11


12  Suriname                     492.829      2007            3.790                 US$   7.690,29


 --  Guiana Francesa          207.000      2004      


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No quadro a situação da Venezuela não está tão ruim e se entende bem o pragmatismo brasileiro em tirar o Paraguai do Mercosul e colocar a Venezuela.


Também é bom lembrar que o país com a segunda melhor renda per capita, o Uruguai, é administrado pela esquerda e também foram de esquerdas os últimos governos no Chile, mas há que reconhecer que já anteriormente aos militares, o Chile possuía a melhor renda per capita da América do Sul. De todo modo, a grande década do Chile foi a primeira década do século XXI sendo praticamente toda ela administrado pela esquerda.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 01/09/2012

 

A economia venezuelana é uma bela gangorra: http://www.google.com.br/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=ny_gdp_mktp_cd&idim=country:VEN&dl=en&hl=en&q=venezuela+gdp#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_mktp_kd_zg&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:VEN&ifdim=region&hl=en_US&dl=en&ind=false

Algo a ver com o preço do petroleo?

 

Tudo isso apenas demonstra o acerto inequívoco e cabal da política externa brasileira sob os governos Lula e Dilma, coroada agora há pouco com a entrada definitiva da Venezuela no Mercosul.

 

Diogo Costa

E vem daí, Costa, todo esse comportamento da mídia colonial escravocrata brasileira: o problema é que esses governos são muito próximos de Lula e Dilma. Fossem o que são, mas abençoados pelo Império a quem a Globo, SBT, Bandeirantes, Veja, Folha, Estadão e etc., servem, se comportariam do mesmo modo que faziam em relação ao Iraque de Sadam Hussseim abençoado pelo Império por dar combate ao Irã dos aiatolás.

Colonialismo rasteiro. Puxa-saquismo semvergonha; como todo puxa-saquismo. Dá nojo!